Hino nacional

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S O Hino nacional é, na maioria dos casos, uma composição musical patriótica que é aceita pelo governo de um país como a música oficial do Estado.

Durante os séculos XIX e XX, com o crescimento do número de países independentes, muitos deles adoptaram hinos nacionais, que em alguns casos coexistia com canções vulgares de cariz patriótico. Kimi ga Yo, poema waka escrito no período Heian (794-1185) e hino japonês, é a letra mais antiga do mundo usada em um hino nacional.[1] A música mais antiga usada para esse fim é "Wilhelmus" dos Países Baixos, a letra foi escrita entre 1568 e 1572 durante a Guerra dos Oitenta Anos. Não é como a generalidade dos hinos nacionais, que se referem ao país, mas sim referente ao monarca. Em geral, os hinos nacionais tentam refletir a união e glorificar a história e as tradições do país.

Os hinos nacionais floresceram na Europa num estilo musical típico do século XIX, que continuou a ser utilizado na invenção de novos hinos. Mesmo na África e na Ásia, onde a música orquestral ocidental não proliferava, os seus hinos nacionais adquiriram o mesmo gênero musical. Apenas nos países onde não houve colonialismo europeu, os estilos característicos permaneceram, nomeadamente no Japão (que tem o hino nacional mais antigo no mundo, Kimi Ga Yo), Irão, Sri Lanka, e Myanmar.

A maioria dos hinos nacionais são marchas de feitio militar, ou então hinos. Os países da América Latina tendem mais para o estilo ópera, enquanto que a maior parte dos países usam marchas. Devido à sua brevidade e relativa simplicidade, muitos hinos nacionais têm pouca relevância musical, salvo as exceções da ex-União Soviética (Rússia), Estados Unidos, a União Europeia, França, Alemanha, Espanha, Brasil, Portugal, Itália, Israel e a Hungria.

Os países cujos hinos nacionais foram escritos por compositores ilustres são: a Alemanha, com música de Joseph Haydn; o hino nacional da Áustria que A letra é de Paula von Preradović e é cantada sobre uma música atribuída a Wolfgang Amadeus Mozart e o hino da Cidade do Vaticano, cujo hino foi escrito por Charles Gounod. Também não há muitos hinos cujas letras rimem entre si, salvo o caso do poeta Rabindranath Tagore que escreveu os hinos nacionais da Índia e de Bangladesh. Um caso curioso é o hino da Espanha, um dos poucos que não tem letra.

Os hinos nacionais têm vindo a ser evocados em contextos inadequados. São normalmente utilizados em feriados e festas. Têm também vindo a estabelecer uma forte relação com eventos desportivos. Por exemplo, nos Jogos Olímpicos, o hino nacional do medalhado com ouro é tocado na cerimonia de entrega dos prêmios. Em alguns países, o hino é tocado, todos os dias, antes de começarem as aulas na escola. Noutros países, o hino nacional, é tocado antes de uma peça de teatro começar ou num cinema antes de começar o filme. Há ainda muitos canais de televisão que utilizam o hino para começar e terminar a emissão diária. Normalmente só a primeira estrofe do hino é que é tocada, salvo o caso da Alemanha, que utiliza a terceira estrofe, o hino do Chile , que usa a quinta estrofe e o da Eslovênia, que utiliza a sétima.

Existem muitos estados nos quais existem hinos não oficiais, nomeadamente o hino real, o hino presidencial ou mesmo o hinos de uma região do país, que é oficialmente reconhecido. Por exemplo o Hino dos Açores ou da Madeira.

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