Damas de Branco

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O Damas de Branco (em espanhol Damas de Blanco) é um grupo de mães e esposas de presos políticos do regime ditatorial socialista cubano. É composto por familiares e esposas de cidadãos presos por serem opositores ao regime político da ilha e lutarem pela liberdade.[1] O movimento surgiu em 2003, após a chamada Primavera Negra de Cuba e possui como tradição a vestimenta branca (referência/reverência, aos Fantasmas dos mortos) utilizada nos protestos, em memória aos mortos do regime. Foi fundada pela dissidente Laura Pollán.[2][3]

O grupo, muitas vezes reprimido pela policia[4], recebeu o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento em 2005, todavia não pôde recebê-lo, pois foi impedido de realizar a viagem. Em 2006, ganharam o prêmio Human Rights First.[5]

Foram sete anos de caminhadas até que em 2010, num acordo intermediado pela Igreja e com a Espanha, Cuba aceitou soltar boa parte dos dissidentes. A resistência de Maseda, marido de Laura Pollán, em deixar o país acabou por atrasar sua libertação. Enquanto a maioria dos presos foi solta até novembro de 2010, Maseda só saiu em fevereiro de 2011[4].

Em 2010, o grupo realizou várias manifestações em Cuba, recebendo oposição de populares e proteção do Estado cubano, além de ser observado de perto por diplomatas estrangeiros.[6]

Notas e referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]