Sua Santidade

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Sua Santidade (abreviado como S.S.) é o pronome de tratamento dado a líderes religiosos notáveis, especialmente ao Papa[1] O Papa Francisco, cuja Igreja Católica congrega o maior número de fiéis do mundo, é direcionado pela forma "Vossa Santidade" em falas dirigidas a ele imediatamente. Já "Sua Santidade" emprega-se em referências indiretas. Nas invocações, utiliza-se a forma "Santíssimo Padre". O pronome é usado oficialmente na diplomacia internacional e em contextos formais. Os papas eméritos, também recebem o tratamento de Sua Santidade.[2] .

Por ser usado pelos papas romanos, este tratamento, não faz parte da nobiliarquia, porque papa não é título nobiliárquico, mas sim uma posição pessoal, este tratamento não tem importância na nobiliarquia, pois não foi usado por nenhum aristocrata[3] .

Significado[editar | editar código-fonte]

O tratamento de Santidade, significa a perfeição emanada dos sumos-pontífices, no tocante, ao status que eles possuem em relação a cristandade. É um dos mais famosos tratamentos existentes, ao lado do Sua Majestade e Excelência[4] .

Uso na cristandade[editar | editar código-fonte]

É usado há vários séculos, pelos sucessores de São Pedro, em referência a religiosidade da política mundial. É referência número um em tratamentos que não faz parte da nobiliarquia[5] .

Modelo de alta cultura[editar | editar código-fonte]

Com o respeito total ao Cristianismo, e seu seguimento, este tratamento se tornou também referência, em modelo de alta cultura, por ser dado a um líder religioso, que também era soberano de um território. Vários filósofos disseram que quem detêm realmente alta cultura, tem uma religião a ser seguida, e por toda a Europa medieval ser católica romana, e a importância da doutrina religiosa era tanta que chegava a se sobrepor a politica dos estados nacionais naquela época.[6]

Uso italiano até 1929[editar | editar código-fonte]

Com a anexação dos Estados papais pelo Reino da Itália na segunda metade do século XIX, fez com que o papa, antes soberano de um território, agora morasse no território de um rei. Como este tratamento tinha seu lastro de sustentação, na soberania do papa sobre seus estados nacionais, com a sua anexação, este lastro deixou de existir, e portanto este tratamento passou a ser ilógico.[7]

Tratado de Latrão[editar | editar código-fonte]

Com o governo de Benito Mussolini e a sua preocupação com o papa, a assinatura do Tratado de Latrão em 1929 deu soberania ao papa novamente sobre algum território, então novamente este tratamento passou a ter seu lastro necessário, para que seu uso tivesse realmente a lógica necessária (que por consequência não é da nobiliarquia).[8]

Referências

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