O Globo

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Capa do jornal O Globo em 1 de janeiro de 2016
Razão social Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
Periodicidade Diário
Formato Standard
Sede Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro,  Brasil
Preço R$ 2,00
R$ 2,50 (para o resto do estado)
Slogan Muito além do papel de um Jornal
Fundação 29 de julho de 1925 (91 anos)
Fundador(es) Irineu Marinho
Presidente Roberto Irineu Marinho
Proprietário Infoglobo
Pertence a Infoglobo (Grupo Globo)
Editora Infoglobo
Diretor Ascânio Seleme
Editor-chefe Ascânio Seleme
Orientação política Centro-direita
Liberalismo econômico
Conservadorismo político
Idioma (português brasileiro)
Circulação 304 mil (Impresso: 184 mil / Digital 120 mil)
Publicações irmãs Extra
Expresso da Informação
Página oficial O Globo

O Globo é um jornal diário de notícias brasileiro, fundado em 29 de julho de 1925 e sediado no Rio de Janeiro. Está orientado para o público da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e Rio de Janeiro. É parte integrante do Grupo Globo, de propriedade da família Marinho, que inclui a Rádio Globo e a Rede Globo de Televisão.

Funcionou como jornal vespertino até 1962, quando se tornou matutino. De orientação política conservadora, é um dos jornais de maior tiragem do país.[1] Ao lado de Folha de S. Paulo, Estado de Minas, Zero Hora, Correio Braziliense e O Estado de S. Paulo, entre outros, forma o grupo dos principais jornais de referência do Brasil.[2][3]

História[editar | editar código-fonte]

Parque gráfico localizado em Duque de Caxias

Fundação[editar | editar código-fonte]

O jornal foi fundado em 29 de julho de 1925 por Irineu Marinho. No entanto, Irineu faleceu 21 dias após a fundação do jornal. O Globo foi então herdado por seu filho Roberto Marinho, que trabalhava na empresa como repórter e secretário particular do pai. Roberto, entretanto, preferiu deixar o comando da empresa nas mãos do jornalista Euclydes de Matos, amigo de confiança de seu pai. Somente assumiu o controle da empresa após a morte de Euclydes, em 1931. Em 1936, O Globo lançou a primeira telefoto da imprensa brasileira.

Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Durante a Segunda Guerra Mundial, o jornal criou o Globo Expedicionário, que levava informações sobre o Brasil para os soldados brasileiros servindo na Europa. Por meio do jornal, da venda de história em quadrinhos, graças ao lançamento de sua primeira revista O Globo Juvenil em 12 de junho de 1937[4], logo em seguida em 1939, foi lançada a revista O Gibi, o nome gibi se tornaria sinônimo de revista em quadrinhos[5], e investimentos no ramo imobiliário, Roberto Marinho conseguiu criar um poderoso conglomerado de empresas de mídia, o Grupo Globo, hoje constituída pela TV Globo, Rádio Globo, Editora Globo e demais veículos.

Período contemporâneo[editar | editar código-fonte]

Tornou-se o primeiro jornal brasileiro a circular aos domingos, em 1972.[6]

Em 29 de julho de 1996, lançou sua versão digital, O Globo On,[7] após o Jornal do Brasil, o Estado de S. Paulo, o Estado de Minas e a Folha de S. Paulo.

Em 17 de agosto de 2013, disponibilizou o acervo histórico completo de todas as edições na Internet.[8] Em 22 de julho de 2015, o Jornal foi acusado de publicar notícia sem investigar a veracidade da notícia sobre o deputado estadual do Rio de Janeiro pelo PMDB.[9]

Cadernos[editar | editar código-fonte]

  • Morar Bem
  • Revista O Globo
  • Jornais de Bairro
  • Automoveis
  • Segundo Cardeno

Colunistas[editar | editar código-fonte]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Ditadura militar[editar | editar código-fonte]

Em 1984, Roberto Marinho, proprietário de O Globo, publica artigo em seu jornal declarando apoio ao Governo Militar desde o seu início em 1964 até o processo de abertura política.[10] Em agosto de 2013, grupo reconheceria como "um erro" o apoio ao golpe militar de 1964.[11]

Protestos de 2013[editar | editar código-fonte]

O ano de 2013 foi um ano em que o jornal 'O Globo', assim como outros veículos das Organizações Globo, foi duramente criticado por diversos setores da sociedade civil. A cobertura das manifestações populares que levaram milhões de pessoas às ruas no Brasil foi distorcida, com enorme destaque à eventuais depredações e sem discussão do processo político e das causas das manifestações. [12][13] Numa capa bastante questionada da edição de 17 de outubro de 2013, a prisão arbitrária em massa de dezenas de cidadãos em espaço público foi descrita com frases como "Crime e punição", "Engajado e baleado", além da descrição de todos como 'vândalos' em letras garrafais. [14]

Edição na Wikipédia[editar | editar código-fonte]

Na edição do dia 14 de fevereiro de 2015, o Jornal publicou “Wikipédia: computador do Planalto muda verbete sobre muçulmanos”, e informou que "Presidência não se pronunciou até o fechamento da edição"[15]. A Secretaria-Geral da Presidência da República esclareceu: "O jornal publicou uma informação falsa. O IP que alterou o artigo “Muçulmanos” na Wikipédia não é da Presidência; (...) se o jornal quisesse publicar a verdade, deveria, no mínimo, ter feito uma busca no portal Registro.br no qual teria confirmado que o IP não é mesmo da Presidência; (...) não é verdade que a Presidência não se pronunciou até o fechamento da edição. A troca de e-mails entre o jornal, a Secretaria de Imprensa da Presidência e a assessoria da Secretaria Geral começou às 20h22 com o pedido do repórter e terminou à 00h14 com a informação final de que o IP não era mesmo da Presidência"[16].

Prêmio Faz Diferença[editar | editar código-fonte]

Em 2003, o jornal O Globo criou a cerimônia Prêmio Faz Diferença, que tem como objetivo homenagear personalidades brasileiras que se destacam nos jornais devido à sua luta para mudar, engrandecer ou melhorar o Brasil com a sua área de atuação. Os indicados são escolhidos por jornalistas dos editoriais de O Globo e submetidos à avaliação de um júri composto por redatores do periódico e antigos vencedores e, posteriormente, o público escolhe o vencedor por meio de votação no site do jornal.[17]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Grande Enciclopédia Larousse Cultural, 1998, pp. 2728.
  2. «Maiores jornais do Brasil». Associação Nacional de Jornais. Consultado em 3 de outubro de 2016. 
  3. «Media and Communications: Brazil» (em inglês). Biblioteca do Congresso. 30 de novembro de 2006. Consultado em 23 de julho de 2010. 
  4. Sidney Gusman (28/01/2008). «Globo tira os quadrinhos das bancas e foca o trabalho em livrarias». Universo HQ. 
  5. Gonçalo Júnior Editora Companhia das Letras, A Guerra dos Gibis - a formação do mercado editorial brasileiro e a censura aos quadrinhos, 1933-1964. ISBN 8535905820
  6. «Confira as 40 empresas premiadas com o Marketing Best Edição Especial 20 anos». Propmark. Consultado em 10 de julho de 2010. 
  7. «Versão eletrônica do GLOBO é lançada com festa». O Globo. 30 de julho de 1996. Arquivado desde o original em 19 de agosto de 2013. 
  8. «O GLOBO lança acervo digital com 88 anos de História». O Globo. 17 de agosto de 2013. Consultado em 19 de agosto de 2013. 
  9. «O Globo é condenado por publicar notícia sem investigar veracidade». 22 de Julho de 2015. Consultado em 29 de Julho de 2015. 
  10. Roberto Marinho (7 de outubro de 1984). «Julgamento da Revolução». O Globo. Consultado em 17 de junho de 2011. «"Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada. Quando a nossa redação foi invadida por tropas antirrevolucionárias, mantivemo-nos firmes em nossa posição. Prosseguimos apoiando o movimento vitorioso desde os primeiros momentos de correção de rumos até o atual processo de abertura, que se deverá consolidar com a posse do novo presidente."» 
  11. «Apoio editorial ao golpe de 64 foi um erro». O GLOBO. 31/08/13. 
  12. [1] Um editorial jogado por terra
  13. [2] Virou rotina
  14. «O protesto de manifestantes contra a capa de O Globo». viomundo. 18 de outubro de 2013. Consultado em 19 de outubro de 2013. 
  15. Planalto nega que rede da Presidência tenha sido usada para alterar verbete ‘Muçulmanos’ na Wikipédia POR DANILO MOTTA em 15/02/2015.
  16. Barrigada do Globo: Planalto corrige informação falsa sobre Wikipédia publicado pelo "Vermelho" em 14 de fevereiro de 2015
  17. "Faz Diferença". O Globo. 28/12/2003. Consultado em 22 de maio de 2015.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Vários (1998). Grande Enciclopédia Larousse Cultural Plural [S.l.] p. 2728. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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