Livraria do Globo

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Livraria do Globo
Razão social Editora Globo S.A.
Indústria Comunicações
Fundação Dezembro de 1883
Fundador(es) L. P. de Barcellos e S. A. Pinto
Sede Brasil Porto Alegre, RS
Proprietário(s) Grupo Globo
Produtos Revistas
Livros
Sucessora(s) Editora Globo (Rio de Janeiro), 1986
Website oficial http://corp.editoraglobo.globo.com/

A Livraria do Globo foi criada em Porto Alegre em dezembro de 1883[1] por Laudelino Pinheiro de Barcellos e Saturnino Alves Pinto.

Inicialmente uma papelaria e livraria, desenvolveu eventuais atividades editoriais de revistas e livros desde o início do século XX e, regularmente, a partir de 1928 ("Edições da Livraria do Globo"). Entre 1929 e 1967, editou a Revista do Globo. Em 1956, dividiu-se formalmente em duas empresas, a Livraria do Globo e a Editora Globo.[2]

Em 1986, a editora foi vendida à carioca Rio Gráfica (RGE), de Roberto Marinho, a qual passou a adotar o nome da empresa adquirida, Editora Globo.[2] Por sua vez, o prédio da antiga Livraria em Porto Alegre pertence hoje às Lojas Renner.[3]

Breve histórico[editar | editar código-fonte]

Os sócios alugaram uma pequena loja à Rua da Praia nº 268, com apenas duas portas e uma vitrine. Nos fundos foram instaladas uma oficina com uma caixa de tipos, duas máquinas de impressão e um oficial tipógrafo. A livraria funcionava de segunda-feira a sábado, das 6h30 às 22h e aos domingos, das 13h30 às 20h.

Ano de fundação e itens
Livraria do Globo na Rua da Praia em Porto Alegre.

Com o sucesso dos negócios o prédio foi reformado e passou a prestar serviços de encadernação e pautação. Ofereciam-se serviços de gráfica e, em 1909, instalou-se um linotipo, e se tornou a principal gráfica de Porto Alegre. Em 1915 surgiu o Almanaque do Globo, primeira grande publicação da editora. Laudelino faleceu em 1917, deixando a empresa para seus herdeiros e José Bertaso, que era seu sócio na época.

Com o passar dos anos, a loja da rua da Praia tornou-se ponto de encontro de intelectuais, poetas, políticos e profissionais liberais. Em 1917, durante a gestão de José Bertaso, foi aberta a primeira filial, em Santa Maria, centro ferroviário do Rio Grande do Sul. Borges de Medeiros, então presidente do estado, sugeriu a criação de uma revista do Sul, nascendo assim a Revista do Globo.

Na década de 1930 ganhou carta-patente para operar como casa bancária. Anos mais tarde, Leonel Brizola, então governador do estado, confiaria à Globo a impressão das letras do Tesouro do Estado, conhecidas como "brizoletas".

Com a transferência de Henrique Bertaso, filho mais velho de José, para a editora, a Globo começou a explorar novos filões, como romances policiais e obras do escritor inglês Somerset Maugham. Em 1938 a editora lançou Olhai os lírios do campo, sucesso nacional de Érico Veríssimo. Ainda nessa época, foi traduzida a obra de Proust.

A Editora Globo destacou-se pela publicação de autores gaúchos, mas também pela produção de traduções de grandes obras da literatura mundial. Além da tradução de "Em busca do tempo perdido", de Proust, lançou a tradução da monumental "Comédia Humana" de Honoré de Balzac, pelos mais renomados tradutores. Produziu também a pioneira Enciclopédia Globo. As primeiras traduções brasileiras de autores de Filosofia (depois republicados na coleção Os Pensadores, da Editora Abril) também foram feitas pela Editora Globo.

Nos anos 40 a editora viveu seu auge e tinha filiais em três cidades gaúchas, além de escritórios no Rio de Janeiro e São Paulo. Em 1948 transformou-se em Sociedade Anônima, e em 1956 a empresa se dividiu em Livraria do Globo e Editora Globo.

Nos anos 70, o capital foi aberto, mas os herdeiros continuaram como sócios majoritários. Em 1986 a empresa foi vendida à Rio Gráfica Editora (RGE), de Roberto Marinho. A Rio Gráfica passou a usar somente o nome Editora Globo desde então.[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]