Menino Deus (Porto Alegre)

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Menino Deus
  Bairro do Brasil  
Menino Deus Porto Alegre.JPG
Localização
Município Porto Alegre
Características geográficas
Área total 215 hectares
População total 29,577 hab (2 000)
12,870 homens
16,707 mulheres hab.
Densidade 138 hab/ha hab./km²
Outras informações
Taxa de crescimento (-) 0,3 % (de 1991 a 2000)
Domicílios 11.495
Rendimento médio mensal 15,60 salários mínimos
Fonte: Não disponível

Menino Deus é um bairro nobre da cidade brasileira de Porto Alegre, situado na região centro-sul da capital do estado do Rio Grande do Sul. Foi criado pela Lei 2.022 de 7 de dezembro de 1959, com limites alterados pela Lei 4.685 de 21 de dezembro de 1979.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Fotografia do Menino Deus ainda em formação, c. 1900, por Virgílio Calegari.

O Menino Deus é considerado o mais antigo arraial de Porto Alegre, pois foi o primeiro território a ter sido reconhecido enquanto agrupamento semi-independente do Centro Histórico, com que mantinha relações comerciais e administrativas. Muitas de suas terras pertenceram a Sebastião Francisco Chaves, dono da estância São José.[1] A denominação originou-se da devoção ao Menino Deus, trazida a Porto Alegre pelos colonos açorianos.[2]Na ano de 1853 foi inaugurada a capela do Menino Deus, cujas festas natalinas atraíam até os moradores do centro da cidade e de outros bairros em formação. As casas erguidas ao redor da capela e a abertura de novas ruas impulsionaram o desenvolvimento da região. Contudo, tal igreja, originalmente de estilo gótico, foi demolida na década de 1970 para dar lugar à atual igreja, de arquitetura moderna.[2]

Na década de 1860, uma linha de transporte público chamada de maxambomba entrou no Menino Deus, mas devido à sua ineficiência — transitava sobre trilhos de madeira —, acabou cedendo lugar para linhas de bonde puxadas por burros, em 1873.[2] À época, as casas do bairro pertenciam às camadas de maior poder aquisitivo da cidade, cujas festas paroquiais e atividades tornaram o trânsito do Menino Deus movimentado. Os moradores costumavam frequentar o Hipódromo Rio Grandense (1888), exposições de agropecuária e o Estádio dos Eucaliptos (1931). Além disso, o Grêmio Náutico Gaúcho constitui um tradicional clube do bairro.[2]

A ligação do Menino Deus com a Cidade Baixa e o centro dava-se através da atual Avenida Getúlio Vargas, que tinha seu início na ponte sobre o arroio Dilúvio, erguida em 1850. Com o prolongamento da Avenida Borges de Medeiros, a partir da década de 1950, após o aterro da Praia de Belas, o acesso ao bairro foi ampliado, facilitando sua expansão e urbanização.[2]

Características atuais[editar | editar código-fonte]

Residencial desde sua origem, o Menino Deus é considerado um bairro de classe média alta, que dispõe de proximidade com centros comerciais e de lazer.[1]

Pontos de referência[editar | editar código-fonte]

Áreas verdes

Praça Memorial dos Eucaliptos

  • Praça Álvaro Coelho Borges
  • Praça Augusto César Sandino
  • Praça Cinquentenário da Rádio Gaúcha
  • Praça Espanha
  • Praça Estado de Israel
  • Praça Estado de Santa Catarina
  • Praça Itália
  • Praça Jorge Alencastro de Oliveira
  • Praça Lupicínio Rodrigues
  • Praça Menino Deus
  • Praça Rotary
  • Praça Theodor Wiederspahn
Educação
  • Escola Estadual de Ensino Básico Presidente Roosevelt
  • Escola Estadual de Ensino Fundamental Cândido Portinari
  • Escola Estadual de Ensino Fundamental Euclides da Cunha
  • Escola de Ensino Fundamental Mané Garrincha
  • Escola Estadual de Ensino Médio Infante Dom Henrique
  • Escola Estadual de Ensino Fundamental William Richard Schisler
Esporte e lazer
Tribunais
Outros

Homenagens[editar | editar código-fonte]

  • É atribuído erroneamente ao bairro a música do cantor e compositor baiano Caetano Veloso, que teria composto a música chamada Menino Deus em homenagem ao bairro, logo após uma de suas visitas à capital gaúcha. Na época, o Menino Deus era famoso por seus bares e sua vida noturna[9], que se desenvolviam nas redondezas da Avenida Getúlio Vargas e a Avenida Ipiranga. Hoje em dia, pouco restou desses mesmos locais de diversão, sendo que muitos migraram para o bairro Cidade Baixa. Em entrevista ao programa Patrola da RBS TV, Caetano relata ter conhecido um "menino" tão lindo que para ele era um "Deus" e que Caetano conheceu na capital do Rio grande do Sul, razão da música Menino Deus.

Moradores notórios[editar | editar código-fonte]

Limites atuais[editar | editar código-fonte]

Ponto inicial e final: encontro da Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto com a Avenida Praia de Belas; desse ponto segue pela Avenida Praia de Belas até a Avenida Padre Cacique, por essa até a Rua Miguel Couto, por essa até a Rua Correa Lima, por essa até a Rua Mariano de Mattos, entroncamento com a Rua José de Alencar; segue pela Rua José de Alencar até a Avenida Érico Veríssimo, por essa até a Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, por essa até a Avenida Praia de Belas, ponto inicial.[1]

Seus bairros vizinhos são: Azenha, Praia de Belas, Cidade Baixa, Medianeira e Santa Teresa.


Lei dos limites de bairros- proposta 2015-2016[editar | editar código-fonte]

No fim do ano de 2015, as propostas com as emendas foram aprovadas pela câmara de vereadores de Porto Alegre. Em relação aos limites atuais, há algumas alterações. A alteração mais importante foi a mudança do limite com a Cidade Baixa para a Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto. [13] [14]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia histórico. Porto Alegre: Ed. da Universidade/UFRGS, 1992
  • SOSTER, Ana Regina de Moraes. Porto Alegre: a cidade se reconfigura com as transformações dos bairros. Dissertação de mestrado. PPG de História/PUCRS, Porto Alegre, 2001
  • MACEDO, Francisco Riopardense de. Porto Alegre: origem e crescimento. Porto Alegre: Editora Livraria Sulina, 1968
  • SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre: Crônicas da minha cidade, p. 196
  • PORTO ALEGRE, Achylles. História Popular de Porto Alegre, p.33

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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