Arroio Dilúvio

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Arroio Dilúvio, entre os bairros Santana e Santa Cecília.

O Arroio Dilúvio é o principal curso de água da cidade de Porto Alegre, capital do estado brasileiro do Rio Grande do Sul.

História[editar | editar código-fonte]

Antigamente, o riacho desaguava na Ponta da Cadeia, ao lado da Usina do Gasômetro, e antes de chegar ali passava embaixo da Ponte de Pedra, que existe ainda hoje, perto do atual Largo dos Açorianos. Com o crescimento da cidade, foi recanalizado para o curso atual. A obra que mudou o traçado do manancial, incluindo a construção das pistas da Avenida Ipiranga, iniciou em 1940, durante a administração do prefeito Loureiro da Silva,[1] e demorou mais de 20 anos para ser concluída. Na sua execução, o Município contou com o auxílio do Governo Federal, por meio do extinto Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS).[2]

Afluentes[editar | editar código-fonte]

O arroio, chamado originalmente de Arroio Sabão, nasce na Represa da Lomba do Sabão, localizada no Parque Saint-Hilaire em Viamão. Posteriormente, recebe água de afluentes como os arroios dos Marianos, Mato Grosso, Moinho, São Vicente e Cascatinha, para finalmente desaguar no Lago Guaíba, entre os parques Marinha do Brasil e o Harmonia.

Poluição[editar | editar código-fonte]

O arroio Dilúvio antes da canalização, na década de 1930.

Até a década de 1950, o Dilúvio apresentava águas muito limpas, e ganhou este nome porque costumava inundar os bairros vizinhos, como Menino Deus ou Cidade Baixa, em dias de chuva forte. Atualmente, estima-se que receba cerca de 50 mil metros cúbicos de resíduos e terra por ano, além do esgoto cloacal de três bairros, necessitando de dragagens periódicas.

Despoluição[editar | editar código-fonte]

Projeto de revitalização[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2011, a imprensa divulgou que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) — ambas com instalações de ensino situadas na avenida Ipiranga, às margens do arroio — decidiram propor junto à prefeitura uma parceria para a revitalização do Dilúvio.[3] [4] [5] [6]

Para isso, as duas universidades pretendiam adotar o modelo utilizado para recuperar o arroio Cheonggyecheon, em Seul, capital da Coreia do Sul. Assim como o Dilúvio, este arroio coreano corta um grande área urbanizada de sua cidade, tendo sido bastante poluído no passado. Desde sua recuperação, finalizada em 2002, o Cheonggyecheon tem apresentado águas limpas, à beira das quais a população local encontra áreas de lazer arborizadas.

UFRGS e PUCRS criaram um portal onde o projeto será gerenciado.[7] Foi publicado um marco conceitual do programa,[8] [9] seguido de um Plano de Ação. [10] [11] [12]

Em 2016, o projeto era reportado como estagnado; a prefeitura alega falta de recursos. [13] [14] [15]

Ecobarreira[editar | editar código-fonte]

Em 2016, uma "ecobarreira" foi instalada por iniciativa privada (empresa Safeweb) na foz do no Arroio Dilúvio, visando a coleta do lixo flutuante que desembocaria no Lago Guaíba. [16] Quase 20 toneladas de resíduos foram retirados logo nos dois primeiros meses de operação. [17]

Redes sociais[editar | editar código-fonte]

Em 2010 o "Movimento Arroio Dilúvio" foi criado e desde então vem usando diversas ferramentas da internet para fomentar o debate sobre a despoluição e limpeza do arroio.[carece de fontes?]

No Facebook as páginas "Eu quero o Arroio Dilúvio Despoluído e Limpo"[18] e "Vamos Salvar o Arroio Dilúvio"[19] se destacam.

Um projeto ativista que luta pela despoluição do arroio Dilúvio chama-se "Águas Brasileiras".[20]

Fatos notórios[editar | editar código-fonte]

  • Constatou-se que, em um período de dois anos (2009 a 2010), ao menos 20 carros caíram no arroio Dilúvio pela falta de cordões de calçada com altura suficiente, devido aos recapamentos de asfalto que fizeram ao longo dos anos os mesmos perderem altura sem ter correções feitas pela prefeitura.[21]
  • Em novembro de 2009, o arroio ficou cheio e barrento por causa de uma chuva forte, e um grupo de surfistas, ignorando a poluição do Dilúvio, surfou em suas ondas[22]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]