Urbanização

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Urbanização é um processo de agrupamento das características urbanas de uma localidade ou região, para características urbanas. Usualmente, esse fenômeno está associado ao desenvolvimento da civilização e da tecnologia. Demograficamente, o termo denota a redistribuição das populações das zonas rurais para assentamentos urbanos. O termo também pode designar a ação de dotar uma área com infra-estrutura e equipamentos urbanos, o que é similar a significação dada à urbanização pelo Dicionário Aurélio - Século XXI: "conjunto dos trabalhos necessários para dotar uma área de infra-estrutura (por exemplo, água, esgoto, gás, eletricidade) e/ou de serviços urbanos (por exemplo, de transporte, de educação, de saúde)". Ainda pode ser entendido somente como o crescimento de uma cidade. São Paulo, por exemplo, é uma cidade extremamente urbanizada. Por incrível que pareça os detentores do título de maiores aglomerações mundiais pertencem aos países emergentes. Tudo isso apenas reforça a ideia de que quanto mais um país demora para se industrializar, mais rápida é sua urbanização.

A urbanização é estudada por ciências diversas, como a sociologia, a geografia e a antropologia, cada uma delas propondo abordagens diferentes sobre o problema do crescimento das cidades. As disciplinas que procuram entender, regular, desenhar e planejar os processos de urbanização são o urbanismo, o planejamento urbano, o planejamento da paisagem, o desenho urbano, a geografia, entre outras.

Urbanização na Europa[editar | editar código-fonte]

75% dos europeus vivem em cidades, a maior porcentagem dos 5 continentes. Algumas cidades chegam a quase 3000 anos de idade como Roma e Atenas so perdendo em idade para algumas cidades no Egito e Oriente Médio; Turquia e China e India. Sera analisado somente a partir do período romano, embora existissem cidades desde antes do período grego mas sem toda a europa e sem a unidade europeia. Os períodos sao os seguintes:

1) Romano e etrusco= século VIII a.C- II d.C, ápice a partir do século II a.C 2) A 1a idade media e a retração urbana romano germanica medieval: século III d.C- X d.C 3) O renascimento urbano da idade media central dos séculos XI, XII e XIII 4) As cidades no renascimento: séculos XIV e XV 5) As cidades na idade moderna: séculos XVI a XVIII 6) As cidades no século XIX a XX

2) A retração da 1a idade media e a herança romano germanica na alta idade media

Por volta do século III d.C, o imperio romano que ja tinha o período de glorias como passado passa a se desfacelar tanto no ocidente(Galia, Iberia, Italia, Bretanha e Germania e África) como no oriente(Egito, Dacia, Tracia, Grecia, Macedonia, Palestina e Siria e Bizancio), mas sobretudo na parte mais ocidental os impactos foram maiores.

A economia romana de base sobretudo rural-latifundiaria-escravista em grandes propriedades rurais no ocidente tendendo quase a monocultura, chegou ao seu limite de contradições explicita, em por volta ja de meados do século III d.C pela decadência do sistema escravista com o fim das conquistas, a queda do número de escravos e o aumento de custo deles e dos produtos por eles gerados(inflação e crise monetaria e alimenticia), e com também: as crises economicas(escravismo, alimento e comércio) e a inflação acelerada nos séculos III, IV e V; o abandono de cidades e aldeias no ocidente a partir dos séculos II ou III, mas mais intenso no século IV e V; o fechamento das estradas que ligam as principais cidades por estarem abandonadas; a queda do rendimento econômico total no império gerado pela escravidão a partir da pax romana no século I e as crises de abastecimento de alimentos em todo o imperio e a capital a partir do século II, fez ocorrer um processo de "naturalização" da economia com o colonato ou uma ruralização, que dariam num futuro bem distante na genese do sistema feudal ocorrido 800 anos depois no qual um colono romano recebe do proprietário de terras alem de uma liberdade semi-servil, um pedaço de terra para cultivar, proteção e parte da produção na sua mão em troca de pagamentos e de um contrato fixado entre as partes a um proprietário que mais tarde viria a se tornar seu único senhor.

No ocidente as cidades criadas em estilo romano nos séculos I a.C.e I d.C como Marselha; Londres; Paris; Bruges; Colonia; Dresden; Napoles e Roma foram inteiramente abandonas assim como varias aldeias e cidades medias ou entraram em retração econômica e demográfica, e o nível urbano no ocidente e o tamanho das maiores cidades no ocidente atinge seu ponto mais baixo em perto do ano 1000.

Enquanto no ano de 120 d.C a população na cidade de Roma era de aproximadamente 1,7 milhões, a maior do mundo e do ocidente,, em 650 e no ano 1000 chegou a apenas 20000 pessoas, entre o fim do século VII e inicio do XI, quase 90 vezes menos.

As cidades no ocidente(Europa), nessa 1a idade media, com a formação e consolidação do cristianismo no ocidente como religião oficial, a crise do império romano nos séculos III,IV e V e a formação da igreja como corpo político do cristianismo, tendem a partir ja do século VI e VII d.C a ser sedes monasticas ou cidades monásticas com igrejas e monastérios e uma elite extra- mundana de monges e de entesourar obras da antiguidade clássica; relíquias e dinheiro.

Mesmo assim há exceções nesse período: com a invasão árabe na Peninsula Iberica a Iberia passa a ser regiao mais rica ; urbanizada e intelectualizada do ocidente nos séculos VIII, IX e X(por volta do ano 1000) com cidades como Toledo; Coimbra; Granada e Medina del Campo.

Milão e Ravena passam a ser importantes centros urbanos construídos com a decadência, nos séculos IV e V e Ravena passa a ser a capital do imperio no século V.

O conceito de cidades nesse período ou é de um centro de retirada para monges (cristão arcaico) como os monasterios ou passa a ser o lugar de pessoas "mundanas" como judeus; banqueiros e mercadores

Conceito de cidade[editar | editar código-fonte]

A história da cidade pode ser considerada a história da humanidade. Sempre esteve presente nas obras dos grandes filósofos da Antiguidade. Segundo esses filósofos, qualquer desequilíbrio na estrutura das cidade poderia significar perigo para a unidade e organização da sociedade. Para Ratzel, um dos fundadores da Geografia, ela representa uma forma de aglomeração durável. Utilizando-se o critério de Ratzel e incorporando este das atividades, podemos definir uma cidade da seguinte forma: é todo aglomerado permanente cujas atividades não se caracterizam como agrícolas. A grande concentração das atividades terciárias públicas e privadas do aglomerado e a forma contínua dos espaços edificados onde se dá a proximidade das habitações da população que vive dessas atividades são atributos que permitem caracterizar melhor a cidade. De forma muito genérica, pode-se dizer que, nestas condições, a aglomeração é importante por ser organizada para o trabalho coletivo em atividades não-agrícolas.

Como espaço edificado, representando uma massa composta de habitações, a cidade cria tipos de serviço que somente as formas de organização política são capazes de administrar. Disso resulta ser ela o centro da vida política da sociedade. Sua história confunde-se com a do Estado.

A cidade pode ter dois tipos de conceito atualmente: A cidade é toda sede de município (ditada pelo IBGE), ou que, a cidade deve possuir pelo menos, um algomerado de 10 mil habitantes (ditado pela ONU). portanto cidade é todo aglomerado urbano envonvendo características sociais, economicas e culturais em um mesmo ambiente. É imporante frisar que a cidade além de tudo que foi explicitado anteriormente é um local de tomada de decisões, a cidade é poder. É da cidade que vão sair as ordens que influenciarão todo o território municipal.

A urbanização brasileira[editar | editar código-fonte]

O surgimento e o crescimento das cidades brasileiras até o século XIX[editar | editar código-fonte]

Planta com o traçado urbanístico de parte da cidade do Rio de Janeiro, na década de 1970.
A cidade de São Paulo: a política de zoneamento e planejamento da cidade permitiu a formação de áreas verticalizadas e horizontais lado a lado.
Projeto com o traçado do plano piloto de Brasília. A cidade é um exemplo de urbanização planejada.

Diferentemente da colonização portuguesa na América, os espanhóis incentivaram culturas altamente urbanizadas. De sua parte, os astecas no México, os maias na Guatemala e os incas no Peru apresentaram ao colonizador não somente paisagens de grandes monumentos arquitetônicos, como os templos e as estatuárias, mas também uma elevada concentração populacional em cidades com milhares de habitantes.

Quanto ao Brasil, o grande domínio da colonização portuguesa na América, as culturas encontradas no seu território caracterizavam-se por um estágio de desenvolvimento bastante diferente, sem nenhum vestígio de vida urbana, com os indígenas vivendo organizados em tribos de agricultores.

Característica expressiva da urbanização que marcou a colonização espanhola na América, o traçado em linhas retas das ruas e praças pode ser considerado como uma imposição do plano regular das cidades. Nele não se percebe nenhuma liberdade de adaptação desse traçado das ruas à sinuosidade do relevo, como também não se verifica nenhuma valorização simbólica dos lugares, a exemplo das cidades gregas e da região do Lácio, que valorizavam os sítios em acrópole. A cidade em tabuleiro de xadrez foi a expressão da necessidade de dominar o território conquistado.

Quanto à colonização portuguesa no Brasil, os estímulos foram diferentes para a produção do território e da sua urbanização. Nos primórdios da ocupação, sua economia, baseada na produção agrícola, era orientada para a exportação, daí as planícies e os terraços litorâneos terem sido escolhidos para a implantação dos primeiros núcleos urbanos. Os sítios escolhidos eram os localizados próximos à baías ou enseadas junto dessas planícies. As primeiras grandes cidades brasileiras estiveram intrinsecamente ligadas à função de porto comercial e à função militar. As condições de tais sítios favoreciam não somente a ligação com as áreas de produção agrícola como também o estabelecimento seguro de bases militares para garantir a posse da colônia. Exceções foram as cidades de São Paulo, nesse período, de Curitiba, no século XVII, e as cidades da mineração do século XVIII, que deslocaram o eixo da ocupação para o interior do território, como Ouro Preto em Minas Gerais e Goiás Velho em Goiás.

Enquanto as ordens espanholas mandavam evitar fundações de cidades em zonas litorâneas, as portuguesas proibiam que se fundassem cidades no interior sem permissão real, assim como qualquer penetração para o interior do território deveria ser expressamente autorizada.

Somente com a crise da agricultura em fins do século XVII e do XVIII, quando a mineração do ouro e da prata se expandiu, é que as ordenanças portuguesas se afrouxaram e foram fundadas cidades no interior do território brasileiro, como Vila Boa, hoje cidade de Goiás, no século XVIII, pelo bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva; Vila Rica, hoje Ouro Preto, em Minas Gerais, fundada em 1811; Cuiabá, em Mato Grosso, fundada em 1787; Campinas, em São Paulo, elevada à condição de vila em 1797, também dentro do período do bandeirismo e da mineração do ouro.

Apesar de o século XVIII ter presenciado um grande avanço na fundação de vilas e cidades no interior do território brasileiro, esse processo se fez de forma muito descontínua, motivado tanto pela dependência do povoamento em relação às oscilações do mercado externo como também pelo esgotamento dos recursos ou pela concorrência de um produto com outro (caso da cana, da mineração e do café).

Foi um fenômeno constante a descontinuidade no crescimento das cidades do período colonial e mesmo durante o Império. Os recursos naturais, à medida que se esgotavam, levavam à estagnação desses centros. As grandes cidades mais bem localizadas sempre tiveram seu crescimento de forma mais contínuas, principalmente as portuárias. Estas podiam beneficiar-se de sua posição geográfica como centro de exportação de vários pequenos centros regionais, em que a estagnação de um era compensada pelo dinamismo de outro, e assim o grande centro conseguia sempre manter sua função exportadora. A cidade do Rio de Janeiro beneficiou-se da exportação de ouro e, quando este declinou, substitui-o pela exportação do café, que emergiu logo em seguida como o grande produto brasileiro.

Com a retomada do dinamismo do setor agrário da economia brasileira, no início do século XIX, as antigas cidades litorâneas retomaram seu ritmo de crescimento. A cana-de-açúcar, no Nordeste, permitiu que cidades como Salvador e Recife voltassem a crescer, garantindo-lhes o segundo e o terceiro lugares quanto ao número de habitantes entre as cidades brasileiras. O primeiro lugar passou para o Rio de Janeiro.

A transferência da Corte portuguesa, para essa cidade, em 1808, não somente lhe permitiu o crescimento demográfico como também lhe garantiu uma transformação urbanística que a colocou muito próxima das cidades européias. Com a implantação da Corte, a criação da Academia Imperial de Belas Artes e a presença da Missão Cultural Francesa, o Brasil começou a viver momentos de transformação no perfil arquitetônico de suas principais cidades. Os edifícios públicos e a residência da Corte passaram a ser construídos segundo os modelos arquitetônicos neo-clássicos, isto é, segundo os padrões europeus.

As principais cidades, a partir da segunda metade do século XIX, passaram a receber uma enorme quantidade de melhorias técnicas, desde a implantação de sistema hidráulico, de iluminação, de transporte coletivos com tração animal e redes de esgoto até planos urbanísticos de logradouros públicos, praças e vias arborizadas.

Urbanização Mundial[editar | editar código-fonte]

Países pobres[editar | editar código-fonte]

A urbanização em países pobres, ocorre de maneira explosiva, ou seja, ocorre muito rápido, fazendo com que as cidades alvos não tenham tempo para se adaptar sua infraestrutura gerando muitos problemas sociais, como:

  • Formação da periferia
  • Violência
  • Problemas com o transporte público

Esses problemas somente acontecem em países subdesenvolvidos, pois grande parte da população rural migra para uma cidade desenvolvida, e em países pobres há poucas cidades que sejam alvo de migrações. Exemplo: São Paulo é uma cidade alvo, onde muitos migram para lá. A cidade tem muitos problemas sociais.

Países Desenvolvidos[editar | editar código-fonte]

Em países desenvolvidos, ocorre o contrário do que em países subdesenvolvidos. A urbanização em países desenvolvidos é muito lenta e existem muitas cidades alvo. Essas cidades tem o tempo de preparar sua infraestrutura e consegue dar conta de um grande número de pessoas. Exemplo: A Inglaterra está no processo de urbanização há 250 anos, enquanto o Brasil há apenas 50.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikcionário
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]