Universidade Federal do Espírito Santo

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Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
UFES
Lema Docete Omnes Gentes
Fundação 3 de março de 1930 (86 anos) (Faculdade de Farmácia e Odontologia)
5 de maio de 1954 (62 anos) (Universidade)
Tipo de instituição Pública
Localização Vitória, Espírito Santo
Docentes 1.650
Reitor(a) Reinaldo Centoducatte
Vice-reitor(a) Ethel Leonor Noia Maciel
Total de estudantes 22.500
Graduação 20.000
Pós-graduação 2.500
Campus Vitória, Maruípe(em Vitória), São Mateus e Alegre
Afiliações CRUB, RENEX
Página oficial http://www.ufes.br

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) é uma instituição federal de ensino superior com sede na cidade de Vitória, Espírito Santo.

História[editar | editar código-fonte]

A Universidade Federal do Espírito Santo tem por sua origem a Faculdade de Direito do Espírito Santo idealizada pelo Dr. Carlos Xavier Paes Barreto em 1913, quando Secretário do Presidente do Estado Coronel Marcondes Alves de Souza. Diversos motivos impediram esta idealização: o surgimento da guerra de 1914, mudança de governo, desistência do proprietário do edifício onde iria funcionar dito estabelecimento de ensino e outros encargos a Carlos Xavier Paes Barreto. Assim passaram-se anos sem que sua ideia fosse levada adiante por outros.

Em 1930 a ideia toma corpo, Carlos Xavier Paes Barreto já então Desembargador e Presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, foi procurado em sua residência na Rua Nestor Gomes nº. 22, alto de Vitória, Espírito Santo, por um grupo de estudantes tendo como interprete o estudante Heráclito Amâncio Pereira. Desejosos de conseguirem um curso destinado a ensinar as matérias que teriam que prestar nos estabelecimentos de Direito, guiados por magistrados e advogados competentes, deliberaram ouvir a respeito a autorizada opinião do já então Desembargador Carlos Xavier Paes Barreto, conhecido como o grande amigo da juventude capixaba.

Coerente com a sua ideia anterior e animado com aquela deferência, manifestou-se logo inteiramente a favor, mas não de aulas práticas e sim a favor da instalação da Faculdade de Direito, cuja falta considerava uma grande lacuna em Vitória, dando assim, corpo efetivo àquela sua antiga ideia de 1913.

Carlos Xavier ofereceu logo a sua casa para discutir as premissas. Formou-se a Comissão Organizadora, composta de Carlos Xavier eleito Presidente, Desembargadores José Espíndola Batalha Ribeiro, Oscar Faria Santos e o Juiz Walter Siqueira, este eleito vice-Presidente na renuncia de Batalha Ribeiro e como secretário o estudante Heráclito Amâncio Pereira, sugerido pelo Desembargador Carlos Xavier Paes Barreto.

Em sua ampla sala de visitas, Carlos Xavier feliz adquirira mais cadeira e mesas, e aquela sala virou escola. Fornecia aos estudantes lápis, blocos, borracha e até um saboroso lanche era servido nos intervalos aos alunos e professores, todos os dias por sua esposa e aluna Edith e ali foi a sede da Faculdade por uno.

Para as pessoas de cultura diz dona Edith: "era um enlevo frequentar a incipiente Escola de Direito, pois muitas figuras de prol da sociedade capixaba vinham à nossa casa pelo prazer do bom convívio e pelo prestígio da boa causa. Assim, a 4 de outubro de 1930 estava fundada a Faculdade de Direito do Espírito Santo na Rua Nestor Gomes nº. 22, residência de Desembargador Carlos Xavier Paes Barreto sobre o regime de livre ensino, tendo sido este eleito Diretor pela Congregação".

Como tal Carlos Xavier passou a representar a Faculdade judicial e extrajudicialmente e para isso foi pessoalmente comunicar a fundação ao Interventor Federal João Punaro Bley.

Em 1931 foram abertas as inscrições ao curso jurídico. Pelo Decreto nº 1.302, de 9 de junho de 1931 do Interventor João Punaro Bley a Faculdade foi reconhecida de utilidade pública.

Em 12 de Junho de 1931 a Faculdade deixava a residência de Carlos Xavier para instalar-se, solenemente, no salão nobre do Instituto Histórico e Geográfico do Espirito Santo do qual Carlos Xavier era Presidente, seu fundador junto com os amigos, engenheiro Antônio Fernando Athayde e o médico Arquimimo Martins de Mattos, na nova sede, na Avenida Capixaba, presente o Sr. Interventor Federal João Punaro Bley, Secretários de Estado, altas autoridades civis e militares e grande número de senhoras e cavalheiros.

Abrindo a sessão o Sr. Interventor pronunciou um magnifico discurso salientando com palavras de entusiasmo e estímulo, a feliz ideia da fundação em nossa Capital que tantos serviços irá prestar a mocidade estudiosa. Em seguida, o Diretor da Faculdade, Des. Carlos Xavier Paes Barreto, proferiu um substancioso discurso sob a magnitude preponderante do Direito através dos povos e das civilizações. Historiou as tentativas para a fundação dessa Faculdade, rendendo o justo louvor ao Governador que deu apoio necessário para tão útil iniciativa. Após, o secretário Heráclito Amâncio Pereira leu um relatório substancioso sobre a Faculdade elogiando o Diretor Carlos Xavier Paes Barreto. Em seguida o Professor Arquimimo de Mattos leu o seguinte discurso:

“É a Carlos Xavier que devo, que deveis, que devemos em grande parte a satisfação imensurável de vencermos galhardamente mais de uma etapa na grande ascensão que vimo s fazendo para os píncaros de um ideal proveitoso para todos nós, para o Estado a que servimos, para a Pátria de que somos filhos e escravos... ao grande batalhador mestre querido, cheio de bondade e erudição a disciplinar, coordenar, encaminhar todos os nossos esforços na grande batalha do bem, na luta pelo levantamento do nível intelectual do nosso povo e que, de uma feita, como paraninfo das diplomadas da nossa Escola Normal, dizia ser a instrução o princípio vital no regime popular e que não nos devemos fazer pobres e tímidos em matéria de instrução quando somos generosos e pródigos para tudo mais...” (discurso republicado no Diário da Manhã de 06/01/1934).

Em seguida, o aluno Solon Castro também pronunciou seu discurso:

"Há alguém, todavia, para quem esta data fala de maneira mais particular e toda mais diretamente ao coração: é, de um lado, o provecto corpo docente desta Faculdade, à frente do qual os seus dignos pares, destacamos nosso preclaro diretor - o Exmo. Sr. Desembargador Carlos Xavier Paes Barreto - a quem não aspiramos fazer elogios porque tarefa desnecessária e vã...” (Este discurso foi republicado no Diário da Manhã de 05/01/1934).

Seis meses depois, o Interventor Punaro Bley nomeia pessoa idônea, o Dr. Clodoaldo Linhares, para fiscalizar as regularidades das aulas se dos exames, com os mais favoráveis resultados. Para Carlos Xavier, a maior glória era a de formar discípulos. Anos depois, diria ele em seu discurso de despedida por motivo de sua aposentadoria compulsória:

“Nenhuma de minhas responsabilidade trouxe ao meu ser encantamento igual ao que experimentei na cátedra de ginásios, Escola Normal e acima de todas a Faculdade de Direito do Espírito Santo. Quando comecei a ter atenção na vida do Espírito Santo como secretário do Estado, as minhas vistas se voltaram para a fundação de uma Academia de Direito...”.

Já, então, vinham abrilhantar a Faculdade outros lentes do gabarito de Koscisko Barbosa Leão, Josias Martins Soares, Ernesto da Silva Guimarães, Jair Tovar, João Manuel de Carvalho, Euripedes Queiroz do Valle, José de Barros Wanderley, Atilio Vivacqua, Aristóteles da Silva Santos, Alonso Fernandes.

Em 1933 o Estado recebeu a visita honrosa do Presidente da Republica Getúlio Vargas, “a cuja recepção em Palácio compareceu o Diretor Carlos Xavier que apresentou a S. Exa. a Congregação, aproveitando a ocasião para solicitar o apoio do Governo Federal para o novo Instituto Jurídico espírito-santense”.

A esta altura, a Faculdade já estava obtendo projeção, o Diretor recebia a visita do grande civilista Clóvis Beviláqua, mestre querido, a convite de seu ex-aluno, bem como, de sua esposa, D. Amélia, e Carlos Xavier os hospedou. Convidou, também, seu ex-colega, Professor Andrade Bezerra, Diretor da Faculdade do Recife e José Bernardino de Souza, ilustre homem público, assim como várias embaixadas de estudantes.

Carlos Xavier, na ocasião, propôs e todos concordaram, dar-se o nome de Clóvis Beviláqua ao salão principal da Faculdade, inaugurando-lhe o retrato.

Os jornais do Espírito Santo e de Pernambuco já faziam referências à essa Faculdade:

“Nossa Faculdade de Direito, embora seja uma das mais novas, já vai tendo projeção fora do Estado. O excelente livro didático “O Crime, o Criminoso e a Pena", do seu Diretor, Desembargador Carlos Xavier Paes Barreto, foi bem sucedido pela crítica dos competentes e adotado em todas as Faculdades congêneres do País sendo que na Argentina constou a bibliografia obrigatória em cursos de graduação”. (“O Estado”, de 11/11/1934).

Ultimamente, à frente da Faculdade de Direito vem o Desembargador Carlos Xavier aplicando em novo campo a sua incansável operosidade pela elevação da nossa terra, entregando a obra utilíssima de facilitar o estudo ao brasileiro pobre, fundando e conservando com grandes esforços aquela casa de ensino ("Jornal do Brasil", de 29/03/1934).

A 2 de dezembro o Ministério de Educação e Saúde mandava inspecionar a Faculdade pelo Fiscal Federal Padre Marcelino O. e Silva.

Em 1934 Carlos Xavier foi distinguido com a escolha pela Congregação da Faculdade de Direito  do Recife, junto com o eminente professor Epitácio Pessoa, Presidente da Republica, para lente examinador do retumbante concurso para a cátedra de Direito Constitucional daquela Faculdade, em que concorreram os ilustres Agamenon Magalhães e Arthur de Souza Marinho.

Em setembro de 1934 os estudantes lançam sua primeira Revista: “Vida Acadêmica”. Seu primeiro diretor foi o futuro advogado Odilon Luna e redatores Vinícius Franco, Carlos Teixeira de Campos e Meroveu Cardoso Júnior, estes dois últimos depois desembargadores.

Em seu nº. 2, ano 1, essa Revista registrava as homenagens  ao aniversário de 53 anos de Carlos Xavier, no Tribunal de Justiça com aposição de seu retrato, na Faculdade de Direito e no Club Vitória. Terminada a cerimônia o corpo docente lhe ofereceu uma taça de champagne na Secretaria da Faculdade, tendo o professor Walter Siqueira, em nome dos professores exaltado o valor jurídico e o prestígio moral do seu diretor, que em seguida agradeceu.

Mais tarde, o Decreto nº. 4.804, de 3 de maio de 1935, concedia à Faculdade subvenção anual de 12 contos de reis e duzentas apólices - o Senador Genaro Pinheiro publicou no Jornal do Senado dizendo que a iniciativa dessa fundação se deve ao Desembargador Carlos Xavier, como se pode ver:

“...A primeira fundada há quase cinco anos, pelo que há de mais representativo da cultura jurídica espirito-santense, viveu e floresceu, graças aos patrióticos esforços dos seus fundadores, entre os quais, ocorreu-me citar o Desembargador Carlos Xavier Paes Barreto...

 Infelizmente, a instrução é um dos setores mais assediados pela politicagem do governante e, por isto, agora que a Escola foi encampada pelo Estado, de lá foram afastados todos aqueles que batalharam...” ("O Estado" de 7/11/1935).

Diz Carlos Xavier;

“Estávamos para obter oficialização, mas seria preciso sacrificar velhos e bons companheiros dos primeiros dias. O Capitão Bley hoje se penitencia de atos em que talvez entrasse como Pilatos no Credo.

Vinham novos e excelentes elementos, mas que poderiam ser aproveitados sem prejuízo dos velhos. Opus-me tenazmente sem resultado. O Secretário do Interior me afirmou que a questão era fechada, mas eu seria o Diretor. O Decreto de minha nomeação chegou a ser feito e não publicado porque não apenas recusei como me licenciei por seis meses disposto a não mais voltar. É que, embora abrilhantada a Faculdade por vultos de valor, tiveram que ser postos à margem: Jair Tovar, cujo saber foi aproveitado na Universidade do Brasil; Desembargador Santos Neves, de cultura jurídica proclamada e de tão forte sensibilidade sofreu alto abalo moral; João Manuel de Carvalho, Josias Soares e, entre outros, Alarico de Freitas, hoje professor admirado da Faculdade de Direito de Niterói e Arquimimo Mattos, estes dois últimos companheiros dos primeiros dias”.

Inúmeras cartas, telegramas, visitas de solidariedade recebeu Carlos Xavier de amigos, alunos e admiradores (conservadas todas essas cartas em seu arquivo). O Governador Punaro Bley recusou-se a aceitar seu pedido de exoneração. Por insistência de S. Exa. e de seus amigos e professores, aceitou continuar apenas como lente. Como Diretor, foi taxativo em negá-lo, indicando o nome do Dr. Celso Calmon para substituí-lo. O Governador Bley respondeu-lhe:

“Acuso o recebimento de sua carta de 25 do corrente:

No Decreto do Governo, há pouco publicado relativamente à oficialização e manutenção da Faculdade de Direito deste Estado, não tive outra preocupação senão a de prestar um serviço à mocidade espírito-santense. Se foi esse o intuito do Governo, não parece que devam, lentes como o distinto amigo, negar o seu concurso à sua causa.

Atendi-o no tocante à nomeação do Doutor Celso Calmon, mas agora não posso aceitar seu pedido de exoneração de lente daquela Faculdade porque não desejo privar os que ali estudam o prazer de receberem do insigne mestre suas brilhantes e proveitosas lições.

Espero que o ilustre amigo revogue sua resolução, retirando o pedido em carta feita.

Com as minhas cordiais homenagens, subscrevo-me.

Am.º, At.º, Obr.º (ass) João Bley.”

Uma nova revista acadêmica: “DE JUS”, foi criada pelos estudantes, dirigida por Alceu Aleixo e Vinícius Franco, em oposição à “Vida Acadêmica”.

Formava-se a primeira turma da Faculdade de Direito do Espírito Santo em 1935 em grande solenidade. O Desembargador Carlos Xavier Paes Barreto ensinava Direito Penal e vinha acompanhando essa classe desde o primeiro ano.

Nenhuma menção ao nome de Carlos Xavier, como salientou o “Jornal do Brasil”, de 16 de março de 1936, ao noticiar essa formação:

“A glória da fundação e do encorajamento aos que se iniciaram na carreira da advocacia, cabe aqui ao emérito Presidente da Corte de Apelação, Dr. Carlos Xavier Paes Barreto. Desde 1930, auxiliado por um pugilo de iluminados, ele pôs mãos à obra e conseguiu levar a termo final a inauguração da Academia à qual emprestou o melhor dos seus esforços, pessoais e intelectuais. Sacrificando grandes interesses, dedicou-se de corpo e alma à ideia, encorajando os desanimados e pondo-se à frente da Faculdade, angariando auxílios, obtendo favores do Estado para o patrimônio da mesma, atraindo com a sua presença a atenção dos poderes públicos, e dando enfim à iniciativa todo o apoio e eficiência necessários para este remate. De modo que chocou profundamente a opinião pública, não se colocar em primeiro plano, agora por ocasião dos festejos oficiais, com a colação de grau, o nome prestigioso do Dr. Carlos Xavier. Nem no quadro de formatura, foi o seu nome colocado, o que constituiu um gravame sem nome para a sua pessoa (o grifo é nosso). Todos têm aqui interesse em saber como vai agir o Conselho...”.

 “Mesmo nesse período de 1935, que tantas amarguras me trouxe e que concorreu até para a minha retirada do Estado, não deixei de trabalhar pelo Instituto.

Não tínhamos recursos. Recorri a vários amigos. Aproveitei a estada no Rio do Desembargador João Manoel e encarreguei-o de, com recomendação do Ministro Agamenon Magalhães e levado pessoalmente ao Dr. Lodi pelo Vice-Presidente em exercício de Presidente, aos os Senadores Jerônymo Monteiro Filho e Genaro Pinheiro e aos Deputados Francisco Gonçalves, Jair Tovar e Ubaldo Ramalhete Maia.

Na exiguidade dos meus préstimos sempre estive e estarei dentro dela em espírito e coração” (ofício-resposta ao então Diretor da Faculdade de Direito do Espírito Santo em 1951, Professor Kosciusko Barbosa Leão).

Mesmo aborrecido com a distorção que se fazia da história da Faculdade, Carlos Xavier batalhou para a sua encampação, escrevendo aos Senadores Leopoldo Tavares da Cunha Mello, Jerônymo de Sousa Monteiro, Genaro Pinheiro e ao Desembargador João Manoel de Carvalho, (vide cartas).

É certo que ninguém faz nada sozinho, sempre se tem a ajuda de alguém e Carlos Xavier teve sim, a ajuda, primeiro, dos professores que ensinaram gratuitamente: Arquimimo Martins de Mattos, Alarico de Freitas Rosa, Oscar Faria Santos, Afonso Lyrio e do estudante Heráclito Pereira com a Secretaria bem organizada.

Mas foi ele que, com seu prestígio, pois já tinha ocupado o cargo de Prefeito, Diretor de Obras Públicas, Chefe de Polícia, Consultor Jurídico, Procurador Geral, Secretário dos Presidentes de Estado Jerônymo de Sousa Monteiro, Cel. Marcondes Alves de Sousa, Florentino Ávidos, Professor de inúmeras Escolas de Vitória, escritor e foi quem a idealizou em 1913 e quem ofereceu sua casa, na Rua Nestor Gomes n° 22, Alto de Vitória, que serviu de sede por um ano em que Carlos Xavier ainda oferecia aos alunos, lápis, borrachas, blocos e um lanche gostoso nos intervalos das aulas.

Felizmente, a Justiça tarda, mas não falha.

Em 1951, quando de sua aposentadoria compulsória, foi colocado tudo em seus devidos lugares: foi ele considerado o idealizador em 1913 e principal fundador em 1930 que assim concluiu:

“Pelo esposo e em face dos relevantes e reiterados esforços do nosso colega professor Carlos Xavier Paes Barreto para a fundação, funcionamento e oficialização da Faculdade de Direito do Espírito Santo – é de justiça considerá-lo como o iniciador da ideia de sua instituição e o seu principal fundador, fato esse que é considerado histórico pela Revista Genealógica Brasileira em seu nº 10, Ano 2º, 2º semestre e tem a corroborar o testemunho fidedigno de contemporâneos idôneos (vide relatório do Presidente da Comissão de Professores-Fundadores designada para decidir a quem deveria caber o direito de ter sido seu idealizador e principal fundador dessa Faculdade e vide Aposentadoria Compulsória).

  Esta decisão está confirmada no Dicionário das Famílias Brasileiras de autoria de Antônio Henrique da Cunha Bueno e Carlos Eduardo de Almeida Barata, assim como em diversas revistas de Academias de Letras no Rio de Janeiro e nas Academias em que ele foi escolhido para patrono. 

instituição estadual Universidade do Espírito Santo, fundada em 5 de maio de 1954 pelo então governador Jones dos Santos Neves, através da lei 806/1954. Em 25 de maio do mesmo ano, o professor Ceciliano Abel de Almeida tomou posse como reitor da recém criada universidade.

A federalização ocorreu em 30 de janeiro de 1961 por meio do ato administrativo do então presidente da República, Juscelino Kubitschek. A UFES foi a primeira instituição de ensino superior federal no Espírito Santo. A UFES possui campi em Vitória, em São Mateus e em Alegre. O Hospital Universitário Cassiano Antonio de Moraes (Hucam), vinculado à UFES, conhecido também como Hospital das Clínicas, é um dos mais completos e complexos centros hospitalares do estado do Espírito Santo. O professor Reinaldo Centoducatte é o atual reitor da Universidade, tendo como vice a professora Ethel Leonor Noia Maciel.[1]

Organização[editar | editar código-fonte]

A Ufes está organizada administrativamente da seguinte forma: Reitoria, seis pró-reitorias, 10 centros de ensino, três conselhos superiores, uma superintendência, três secretarias, e 11 órgãos suplementares.

Reitoria[editar | editar código-fonte]

A Reitoria é o órgão executivo máximo da universidade, e é responsável por planejar, administrar, coordenar e fiscalizar todas as atividades da instituição, além de firmar convênios e parcerias para viabilizar projetos relacionados à política universitária, de modo que possam garantir o desenvolvimento e a visibilidade das atividades acadêmicas.

O gerenciamento administrativo da Ufes é executado pela Reitoria e operacionalizado pelas pró-reitorias – Administração; Extensão; Gestão de Pessoas e Assistência Estudantil; Graduação; Pesquisa e Pós-Graduação; e Planejamento e Desenvolvimento Institucional –, pela Superintendência de Cultura e Comunicação, além das secretarias Comunicação, Cultura e de Relações Internacionais.

Pró-reitorias[editar | editar código-fonte]

As pró-reitorias operacionalizam a gestão da universidade, dando suporte administrativo e acadêmico à Reitoria, cada qual em sua respectiva área e com atribuições específicas. As pró-reitorias da Ufes são as seguintes:

  • Administração
  • Extensão
  • Gestão de Pessoas e Assistência Estudantil
  • Graduação
  • Planejamento e Desenvolvimento Institucional
  • Pesquisa e Pós-Graduação

Centros de Ensino[editar | editar código-fonte]

Os centros de ensino são unidades acadêmico-administrativas que reúnem cursos e departamentos de uma mesma área do conhecimento. Cada centro possui um diretor e um vice-diretor – com mandatos de quatro anos – além do Conselho Departamental, que é composto pelos chefes de cada departamento. Cabe aos centros de ensino o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão, em articulação com os cursos de graduação e as coordenações dos programas de pós-graduação. A Ufes possui 10 Centros:

  • Centro de Artes (CAr)
  • Centro de Ciências Agrárias (CCA)
  • Centro de Ciências Exatas (CCE)
  • Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN)
  • Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE)
  • Centro de Ciências da Saúde (CCS)
  • Centro de Educação (CE)
  • Centro de Educação Física e Desportos (CEFD)
  • Centro Tecnológico (CT)
  • Centro Universitário Norte do Espírito Santo (CEUNES)

Departamentos[editar | editar código-fonte]

O departamento é a base da estrutura acadêmica da universidade. Ele reúne os professores por área de conhecimento e atividades-fins, seja no ensino, na pesquisa e na extensão. Todos os professores e estudantes pertencem a um departamento. Os estudantes participam da administração do departamento por meio de representantes eleitos na proporção de um quinto do total de seus membros. A eleição do chefe de departamento é realizada em uma reunião em que cada membro tem um voto, inclusive a representação estudantil. O mandato do chefe de departamento é de um ano. Todos os departamentos estão vinculados, por afinidade temática, a um Centro de Ensino.

Colegiados[editar | editar código-fonte]

Cada curso de graduação da Ufes é coordenado por um Colegiado que reúne professores de cada departamento e representantes estudantis matriculados no respectivo curso. O responsável pelo Colegiado é o coordenador, a quem compete, dentre várias atividades, programar semestralmente a oferta de disciplinas para o curso, além de orientar o aluno nas questões relacionadas à sua vida acadêmica.

Conselhos Superiores[editar | editar código-fonte]

Conselho Universitário (Consuni)[editar | editar código-fonte]

O Consuni é o órgão superior deliberativo e consultivo da Ufes em matéria de política universitária, administrativa, financeira e de planejamento. Ele é composto pelo reitor, que o preside, pela vice-reitora, pelos diretores dos centros de ensino, pelos pró-reitores de Administração e de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, pelo diretor do Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes, e por representantes do corpo docente, técnico-administrativo e estudantes da universidade. Os membros do Conselho se reúnem em sessões ordinárias, em datas pré-fixadas, uma vez por mês. Para cada membro do conselho há um suplente.

Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe)[editar | editar código-fonte]

O Cepe é o órgão central da Ufes para atuar em questões de supervisão de ensino, de pesquisa e de extensão, com funções deliberativas e consultivas. Ele é formado por 33 membros e seus respectivos suplentes. Os membros do Cepe se reúnem, ordinariamente, duas vezes por mês. O Cepe é presidido pelo reitor; e é também composto pela vice-reitora; por dois representantes dos professores de cada centro de ensino; pelos pró-reitores de graduação, de extensão, e de pesquisa e pós-graduação; por dois representantes do corpo técnico-administrativo e por seis dos estudantes.

Conselho de Curadores (CUr)[editar | editar código-fonte]

O CUr é o órgão deliberativo e consultivo em matéria de fiscalização econômico-financeira. Acompanha e fiscaliza a execução orçamentária da Universidade por meio de documentação a ele encaminhada pelo Departamento de Contabilidade e Finanças (DCF) e pelas Unidades Descentralizadas (Centros de Ensino). Tem a responsabilidade de aprovar os balancetes financeiros mensais e a prestação anual de contas da Universidade apresentada pelo reitor, para que ao fim seja enviada à Secretaria Federal de Controle da Controladoria Geral da União (CGU). O conselho é formado por um presidente, um vice-presidente e por representantes dos professores da Ufes – eleitos pelo Consuni e pelo Cepe – um representante do Ministério da Educação (MEC), um da comunidade, um do corpo técnico-administrativo, e um dos estudantes.

Superintendência de Cultura e Comunicação[editar | editar código-fonte]

A Supecc é um órgão vinculado à Administração Central com a função de articular, propor, coordenar, executar e supervisionar as ações desenvolvidas pela universidade nas áreas de cultura e de comunicação. A Supecc está localizada no primeiro andar do prédio da Administração Central (Reitoria), no campus de Goiabeiras, Vitória. A superintendente de Comunicação e Cultura é a professora doutora Ruth Reis, do Departamento de Comunicação Social, do Centro de Artes da Ufes. Vinculadas à Supecc estão as secretarias de Cultura e a de Comunicação.

Secretarias[editar | editar código-fonte]

São unidades administrativas vinculadas à Administração Central que executam atividades específicas em uma determinada área considerada relevante para a vida acadêmica. A Ufes possui três secretarias:

  • Comunicação
  • Cultura
  • Relações Internacionais

Órgãos Suplementares[editar | editar código-fonte]

As atividades da Universidade são complementadas pelos seguintes órgãos suplementares:

  • Biblioteca Central
  • Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam)
  • Instituto de Inovação Tecnológica (Init)
  • Instituto de Odontologia (Ioufes)
  • Instituto Tecnológico (Itufes)
  • Núcleo de Assessoria Jurídica e Auditoria Interna (Audin)
  • Núcleo de Processamento de Dados (NPD)
  • Prefeitura Universitária
  • Rádio e Televisão Universitária

Cursos de Graduação por centros[editar | editar código-fonte]

Centro de Artes (CAr)[editar | editar código-fonte]

Centro de Ciências Agrárias (CCA)[editar | editar código-fonte]

Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE)[editar | editar código-fonte]

Centro Tecnológico (CT)[editar | editar código-fonte]

Centro de Ciências da Saúde (CCS)[editar | editar código-fonte]

Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN)[editar | editar código-fonte]

Centro de Ciências Exatas (CCE)[editar | editar código-fonte]

Prédio do Programa de Pós-Graduação em Física (PPGFIS)

Centro de Educação (CE)[editar | editar código-fonte]

Centro de Educação Física e Desportos (CEFD)[editar | editar código-fonte]

Centro Universitário Norte do Espírito Santo (CEUNES)[editar | editar código-fonte]

Vista do auditório e de um pavilhão de aulas do CEUNES
Um pavilhão de aulas do CEUNES

Campi[editar | editar código-fonte]

  • Campus Goiabeiras: Onde encontra-se a maioria dos cursos oferecidos pela UFES e é a Sede da Universidade.
  • Campus Maruípe: Onde localizam-se os cursos voltados para área da saúde e também onde localiza-se o HUCAM (Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes) ou Hospital das Clínicas.
  • Campus Alegre (CCA): Centro de Ciências Agrárias. Voltado para as áreas das Ciências Agrárias como o próprio nome diz.
  • Campus São Mateus: CEUNES - Centro Universitário Norte do Espírito Santo. O CEUNES é uma unidade de ensino descentralizada da UFES, e possui uma unidade de pesquisa em seu campus - a Fazenda Experimental - onde são realizadas pesquisas nas áreas ambiental, agricultura e Agronomia.

Referências

  1. «Reitoria». Universidade Federal do Espírito Santo. Consultado em 1º de maio de 2014. 
  2. [1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]