Universidade Federal de Sergipe

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Este artigo ou secção necessita de referências de fontes secundárias fiáveis publicadas por terceiros (desde setembro de 2016).
Por favor, melhore-o, incluindo referências mais apropriadas vindas de fontes fiáveis e independentes.
Fontes primárias, ou que possuem conflito de interesse geralmente não são suficientes para se escrever um artigo em uma enciclopédia.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Wikitext.svg
Esta página ou seção precisa ser wikificada (desde junho de 2012).
Por favor ajude a formatar esta página de acordo com as diretrizes estabelecidas.
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde junho de 2012).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
Disambig grey.svg Nota: UFS redireciona para este artigo. Para o jogo, veja Freestyle Street Soccer.
Universidade Federal de Sergipe
UFS
Lema Fluendo Crescit
Fundação 11 de julho de 1963
Tipo de instituição Pública Federal
Localização São Cristóvão,Nossa Senhora da Glória, Laranjeiras, Lagarto, Itabaiana e Simão Dias, Sergipe
Docentes 1.345
Reitor(a) Prof. Dr. Angelo Roberto Antoniolli
Vice-reitor(a) Prof. Dr. André Maurício Conceição de Souza
Total de estudantes 25.957
Graduação 24.190
Pós-graduação 1.767
Cores da escola      Azul
     Dourado
     Branco
Afiliações CRUB, RENEX [1]
Orçamento anual 452.216 milhões
Página oficial http://www.ufs.br

A Universidade Federal de Sergipe - UFS é uma instituição pública federal que se localiza no município de São Cristóvão, Sergipe, Brasil.

Histórico e Campus São Cristóvão[editar | editar código-fonte]

O Ensino Superior no Estado de Sergipe foi iniciado em 1920, vindo a funcionar em 1950 com a criação das Escolas de Ciências Econômicas e de Química, a Faculdade de Direito e a Faculdade Católica de Filosofia em 1951. Em 1954 criava-se a Escola de Serviço Social e em 1961 a Faculdade de Ciências Médicas. Com esse número de escolas superiores foi possível pleitear a criação de uma Universidade em Sergipe. Através da Lei n. 1.194 de 11 de julho de 1963, o Governo do Estado de Sergipe, autoriza a transferência dos Estabelecimentos de Ensino Superior existentes no Estado para a Fundação Universidade Federal de Sergipe, ora em organização pelo Governo Federal. Quatro anos depois, foi instituída a Fundação Universidade Federal de Sergipe, em 28 de fevereiro de 1967, pelo Decreto-Lei n. 269 e instalada em 15 de maio de 1968,[2] com a incorporação de 06 Escolas Superiores ou Faculdades que ministravam 10 cursos administrados por 05 Faculdades e 05 Institutos. Em decorrência da Reforma Universitária Brasileira foram criados 04 Centros Acadêmicos que coordenam atualmente 26 Departamentos e 103 Cursos. Seu corpo discente evoluiu de 638, no ano da sua criação, para 10.375 até a presente data.

Municipalidades que possuem campi da Universidade Federal de Sergipe

As Unidades Administrativas e Acadêmicas da UFS funcionam, em sua maior parte, na Cidade Universitária "Prof. José Aloísio de Campos". Integram a Cidade Universitária: a Reitoria, a Prefeitura do Campus, o Setor Esportivo, os Centros Acadêmicos (CCBS, CCET, CCSA, e CECH), a Biblioteca Central - BICEN, o Restaurante Universitário - RESUN, o Núcleo de Tecnologia da Informação - NTI, o Arquivo Central, o Centro Editorial e Audiovisual - CEAV, e o Colégio de Aplicação - CODAP. Funcionam fora da Cidade Universitária: o Campus da Saúde, o Campus Avançado do Crasto, o Campus Rural, o Campus Avançado de Xingó, o Centro de Cultura e Arte - CULTART e o Museu do Homem Sergipano, além dos Campus localizados nas cidades de Itabaiana, Laranjeiras Lagarto e o mais novo campus em Nossa Senhora da Glória anunciado em 18/03/2014.

O curso de medicina[editar | editar código-fonte]

A idéia da criação da Faculdade de Medicina de Sergipe, surgiu na década de 50 fruto do espírito científico que dominava Garcia Moreno e o corpo médico do Hospital de Cirurgia, então o mais bem aparelhado Hospital do estado, sob a liderança de Augusto César Leite, a maior expressão médica da época. Em 12 de junho de 1953 foi criada a Sociedade Civil Faculdade de Medicina de Sergipe, que seria responsável pela Faculdade de Medicina e escolhidos os médicos que seriam os futuros professores. Mas o ideia inicial ficou apenas por ai.

Só em 1959 é que o processo de criação do curso de Medicina teve prosseguimento e em 1960 graças ao apoio decisivo do governador Luiz Garcia e do Prof. Antônio Garcia Filho, então Secretário da Educação, Cultura e Saúde, em 21 de janeiro de 1960 foi eleita a primeira diretoria da Faculdade de Medicina de Sergipe, sendo o Prof. Antônio Garcia Filho seu primeiro Diretor. Em 11 de janeiro de 1961 o Presidente Juscelino Kubitschek assinava o decreto no 49.864 que autorizava o funcionamento do curso, tendo sido abertas inicialmente 20 vagas e em 16 de fevereiro de 1961 realizou-se o primeiro vestibular, com 54 inscritos dos quais apenas 9 foram aprovados.

A Faculdade de Medicina de Sergipe, assim chamada, era de patrimônio estadual. Funcionou inicialmente nas dependências do Instituto Parreiras Horta e em 1962 foi transferido para o Hospital de Cirurgia (através de uma parceria) onde permaneceu por mais de duas décadas, quando foi transferido para o Hospital Universitário em 1989. O curso foi reconhecido em 10 de setembro de 1966 pelo decreto no 59.226. Em 28 de fevereiro de 1968 foi criada a Universidade Federal de Sergipe e o curso até então estadual foi transferido para a UFS. Em 1970, com a criação do curso de Odontologia passou a denominar-se Faculdade de Ciências Médicas da UFS. Em 1979, com a reforma administrativa, passou a compor junto com outros cursos o Centro de Ciências Biológicas e da Saúde. Hoje o curso de Medicina é ministrado no Hospital Universitário, sede do 4º Distrito Sanitário de Aracaju.

Alunos Notáveis ​​e Membros do Corpo Docente[editar | editar código-fonte]

Como costuma ocorrer no ensino superior do Brasil, a Universidade Federal de Sergipe , sendo uma instituição bancados pelo Estado, tende a formar elite cultural e intelectual do Estado. Tem sido a alma mater de 3 governadores , 7 prefeitos de Aracaju capital , um presidente da Suprema Corte e um Diretor Executivo do Banco Mundial.

Campus Aracaju - Hospital Universitário[editar | editar código-fonte]

Com o início do funcionamento do curso de medicina em 1961, ficou acertado que as dependências e os serviços complementares do Hospital de Cirurgia seriam colocados à disposição da Universidade, via convênio, para o ensino da medicina na sua plenitude prática. Com o correr do tempo, avanço tecnológico nem sempre acompanhado e mudanças sucessivas de gerenciamento nos dois lados surgiram os primeiros sinais de insatisfação entre os conveniados.

Com o final do convênio entre a UFS e a Fundação de Beneficência Hospital Cirurgia (FBHC) o Reitor, Dr. José Aloísio de Campos, contratou uma firma de engenharia especializada em construção de hospitais, elaborando o projeto de unidade hospitalar com nove andares para ser construído no Campus da Universidade. O projeto foi levado ao Ministério para análise, não merecendo aprovação por conflitar com a política do governo federal que proibia a construção de novos hospitais.

Na época existia o Hospital Sanatório de Aracaju, construído na década de 40 do século passado, em terreno doado pelo governo estadual ao governo federal. Tinha como finalidade única receber determinados casos de tuberculose pulmonar, obedecendo a critérios técnicos vigentes na época. Com a radical mudança de orientação no tratamento de tuberculose, ditada pelo Ministério da Saúde, os Hospitais Sanatórios foram desativados em todo país, surgindo assim, outra opção para a UFS resolver o seu problema de Hospital. As primeiras negociações foram feitas com o Ministério da Saúde em 1982 que aceitou as argumentações da UFS, firmando convênio com a Universidade.

No ano seguinte (1983) transferiu a administração e mudou o nome do Hospital Sanatório de Aracaju para Hospital de Aracaju. E no último trimestre de 1984, sendo já na administração do Reitor Profº. Eduardo Antonio Conde Garcia, o hospital de Aracaju passa a ser chamado de Hospital Universitário.

Vale ressaltar aqui a luta não só da universidade mas também dos estudantes de medicina e do Centro Acadêmico de Medicina ''Dr. Augusto César Leite'' por um hospital escola de qualidade.

Em junho de 1989 ocorre a ruptura do convênio com a FBHC, obrigando o HU a absorver em suas dependências, o ambulatório de Medicina, a parte administrativa do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) e a didática como um todo, que funcionava no Hospital Cirurgia. A partir do Convênio com o Ministério da Saúde, a UFS, fazendo uso de recursos do Ministério da Educação, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e da Secretaria de Estado da Saúde, realizou as reformas necessárias na estrutura física do Hospital Universitário. Foram adquiridos novos e modernos equipamentos para garantir bom atendimento no Hospital-Escola.

Ocupa área de 50.570 metros quadrados, doada pelo Governo do Estado através da Lei Nº 2.769 de 21 de dezembro de 1989. O Hospital é totalmente integrado ao Sistema Único de Saúde - SUS, o Hospital Universitário atende à população em cerca de 150 mil pessoas carentes de bairros de Aracaju, de municípios do interior de Sergipe e dos Estados circunvizinhos.

O HU abriga em suas dependências, a unidade de Anatomia Patológica, o Núcleo de Processamento de Dados, o Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, a Administração, outros pavimentos ocupados por ambulatórios, e o anexo onde se desenvolvem os Serviços complementares e Diagnósticos, além de 4 pavimentos destinados à admissão, laboratório de análises clínicas, farmácia, Centro Cirúrgico, com 3 salas de cirurgia e às enfermarias com capacidade máxima de 100 leitos, incluindo a UTI. Está em construção uma maternidade.

Campus Itabaiana[editar | editar código-fonte]

O Campus Prof. Alberto Carvalho foi inaugurado em agosto de 2006, dentro da política de expansão e interiorização das instituições federais que ampliou a rede de educação superior para o interior do país. Recebeu esse nome em homenagem ao filho da terra, Alberto Carvalho, primeiro professor de Itabaiana a lecionar na Universidade Federal de Sergipe, em 1964. Alberto Carvalho dedicou-se também aos estudos literários, poesia, contos e cinema, contribuindo para a produção do conhecimento em Sergipe.

Erguido sobre um antigo CAIC (Centro de Atenção Integral à Criança ao Adolescente), o Campus Prof. Alberto Carvalho consolida Itabaiana como um lugar de produção do conhecimento, onde pulsa a vida acadêmica na região do Agreste sergipano através das atividades voltadas à formação de professores e bacharéis. 

No Campus há dez cursos, com entrada anual de 50 alunos para cada curso nas áreas de: 

  • - Administração (bacharelado) –Noturno; 
  • - Ciências Contábeis (bacharelado) – Noturno;
  • - Sistemas de Informação (bacharelado) – Matutino;
  • - Ciências Biológicas (licenciatura) – Vespertino; 
  • - Física (licenciatura) – Noturno;
  • - Geografia (licenciatura) – Vespertino; 
  • - Letras Português (licenciatura) – Noturno;
  • - Matemática (licenciatura) – Vespertino;
  • - Pedagogia (licenciatura) – Noturno;
  • - Química (licenciatura) – Matutino. 

Além dos cursos de graduação, nos dois últimos anos, o Campus também oferece a formação em nível de Pós-graduação, mestrado profissional, nas áreas de Matemática (2012) e Letras (2013), oportunizando a formação continuada de professores da rede pública de ensino.

 O Campus abriga uma estrutura física de salas de aulas, laboratórios, biblioteca, salas dos departamentos, dos professores e dos setores administrativos. Passou por ampliação de sua estrutura com a construção do prédio do Bloco D, no qual estão novas salas de aula e os blocos departamentais. Também foi construído o prédio do NIPPEC (Núcleo Integrado de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação e Ciência), onde estão instalados os laboratórios e os Grupos de Pesquisa do Campus. Nos diferentes espaços do campus são desenvolvidas as atividades de ensino, de pesquisa e de extensão que cumprem um papel significativo na aproximação entre a universidade e as comunidades envolvidas nos projetos.

Campus Lagarto[editar | editar código-fonte]

O Campus de Lagarto trouxe ao interior da região Nordeste uma avançada estrutura para o ensino universitário, reunindo 8 especialidades da área de saúde, com uma proposta pedagógica inovadora.[3]

Ficheiro:UFS (1).jpg
UFS em Lagarto.

A implantação do Campus de Lagarto se tornou possível e necessária com a instalação, em 2010, do Hospital Regional de Lagarto (HRL). Criado para atender cerca de 250 mil habitantes da microrregião de Lagarto, o Hospital tanto estimulou a vinda de profissionais da saúde para a cidade, quanto passou a exigir a formação de nova mão de obra qualificada.

O HRL está sendo transformado em Hospital Universitário, a partir de sua doação pelo governo estadual à UFS, concluída no final de 2014. A transferência de sua gestão para a Universidade está em processo de transição.[4]

A construção da nova sede do Campus de Lagarto foi financiada com recursos do Ministério da Educação, por intermédio da UFS, com apoio do Governo do Estado, tanto no custeio da obra quando na doação do terreno. Enquanto se deu a edificação da estrutura, o Campus funcionou provisoriamente em um prédio também cedido pelo Governo do Estado.

A criação

No dia 12 de junho de 2009, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, o Governo do Estado de Sergipe e a Universidade Federal de Sergipe firmaram um protocolo de intenções objetivando a instalação de um Campus da UFS em Lagarto, com a implantação de oito cursos de graduação na área de saúde.

Couberam à UFS a elaboração da estrutura pedagógica para a criação e o funcionamento dos cursos previstos, a responsabilidade pelo Projeto Estrutural, com vistas a definir as condições necessárias para a instalação, implantação e funcionamento dos cursos – englobando recursos humanos, área física, material científico-pedagógico –, e a realização do processo vestibular para o ingresso dos alunos.

O Governo do Estado de Sergipe contribuiu com a doação do terreno para a construção do novo Campus, com a disponibilização da sede provisória e com a alocação de recursos para a construção de imóveis, obras e serviços de infraestrutura, aquisição de equipamentos, entre outros. Além disso, juntamente com a Prefeitura Municipal de Lagarto, disponibiliza toda a rede de assistência em saúde vinculada ao SUS para a prática de atividades.

Com a autorização de instalação do novo Campus, foram criadas novas oportunidades de trabalho, sendo realizados concursos públicos para professores e técnico-administrativos, no intuito de atender à nova demanda, até então não existente.

Nova abordagem de ensino

Os novos projetos pedagógicos apresentados são estruturados a partir da Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) e Metodologias Ativas de Ensino.

No Brasil, o modelo de Aprendizagem Baseado em Problemas (ABP), também conhecido como PBL (do inglês Problem Based Learning), tem sido o modelo adotado em diversas escolas médicas e outros cursos da área de saúde. No ensino tradicional, o professor, através de aulas habitualmente expositivas, é o grande responsável por fornecer o conteúdo a ser aprendido. Embora ele possa apresentar ou formular problemas para serem resolvidos com o conteúdo dado, o método ABP/PBL é mais amplo.

Em ABP/PBL, diferentemente, o estudante é provocado pela situação/problema ou cenário e inicia suas buscas a partir daquele problema. O papel do professor é auxiliar nessas buscas e nas discussões do grupo tutorial. A preocupação é ensinar a aprender.

Os cursos de graduação nos quais se faz uso de ABP são estruturados preferencialmente em turmas pequenas, com um tutor e número reduzido de alunos. As aulas convencionais, com grandes turmas, são substituídas por sessões tutorais nas quais o conhecimento, habilidades e competências são aprendidos por meio de situações-problema, em ciclos de duração variáveis, habitualmente de uma semana, desenvolvidos com situações reais, situações construídas "simuladas" e em laboratórios de práticas.

Neste modelo de currículo, o conteúdo das disciplinas básicas é distribuído durante todo curso, sendo aprendido de forma integrada durante o desenvolvimento das competências. Um passo além está sendo dado, quando se propõe estratégias de aprendizado não mais exclusivas ao curso de medicina, mas também para outros profissionais de saúde, que aprenderão de forma integrada e compartilhando cenários.

A metodologia utilizada, a multiplicidade de cenários de aprendizado e a utilização de situações, diretamente ligadas à realidade em que se inserem, aproximam a escola da comunidade e permitem uma melhor compreensão dos aspectos sociais pelo profissional formado nesta realidade.

Estrutura

Desde o segundo semestre de 2015, o Campus de Lagarto está instalado em sua sede definitiva. Hoje, a sede dispõe de três prédios construídos e em funcionamento: a Biblioteca, a Vivência Estudantil e o Departamental.

No prédio Departamental, estão instalados laboratórios, auditório com capacidade para mil pessoas e o departamento administrativo. Estão funcionando também, temporariamente, as salas de aula tutoriais.

O Centro de Simulações e Práticas, maior construção da nova sede, tem sua conclusão prevista para o decorrer de 2017. A estrutura dará mais eficácia às práticas dos diversos cursos do Campus.

Outra obra em andamento na sede é o Laboratório Multiusuário, construído em uma estrutura de módulos integrados, que vai reforçar a prática clínica dos cursos de Farmácia, Nutrição e Odontologia. Sua conclusão está prevista para o decorrer de 2017.

Além das estruturas laboratoriais próprias, o Campus tem ainda, como suporte,   em parceria com o Governo do Estado de Sergipe e com a Prefeitura Municipal de Lagarto: o Centro de Especialidade Médica, o Centro de Especialidade Odontológica, as Clínicas de Saúde da Família, a Farmácia Popular, a estrutura do SAMU, o Centro de Reabilitação (na cidade de Simão Dias), a Clínica e Tutoriais em Fonoaudiologia, os espaços Tutoriais em Terapia Ocupacional e em Nutrição e o Hospital Regional de Lagarto.

Telemedicina

Desde 2013, a Universidade Federal de Sergipe conduz uma parceria com a empresa norte-americana Cisco Systems, em um projeto-piloto de telemedicina– atendimento médico via telepresença –, que visa à aproximação entre profissionais da saúde das cidades de Lagarto e Tobias Barreto e especialistas do Hospital Universitário da UFS, em Aracaju.

As Clínicas de Saúde da Família das duas cidades são conectadas a hospitais e especialistas do Hospital Universitário de Aracaju. A meta é melhorar o acesso ao atendimento especializado e a qualidade no serviço e na vida das crianças e de suas famílias.

O recurso da telepresença também pode ser utilizado em treinamentos e ainda para apresentação de projetos de alunos de cursos de medicina da Universidade, por exemplo. A colaboração pode aumentar o conhecimento e o treinamento de equipes de assistência locais e facilitar o acesso ao conteúdo científico disponíveis em centros de excelência.

Já para as equipes médicas locais, a atuação de forma colaborativa com especialistas poderá aumentar a capacidade de intervenção e melhorar o processo de tomada de decisões.

O projeto faz parte do programa global de responsabilidade social da Cisco “Connected Healthy Children” e combina os esforços da UFS, instituição reconhecida pela excelência em Ciências Médicas, e dos prestadores de assistência médica nos municípios envolvidos. Conta com o apoio também da Secretaria de Estado da Saúde, Ministério da Saúde e das Prefeituras das cidades de Tobias Barreto e de Lagarto.

Campus Laranjeiras[editar | editar código-fonte]

O Campus de Laranjeiras surgiu a partir de uma parceria entre a Universidade Federal de Sergipe, a Prefeitura Municipal de Laranjeiras, o Governo do Estado de Sergipe e o Governo Federal, através do Programa Monumenta, vinculado ao IPHAN. Tal parceria permitiu que o Conjunto Arquitetônico conhecido como "Quarteirão dos Trapiches" viesse a ser restaurado com a finalidade de abrigar o mais novo campus da UFS no interior do Estado.

Cinco cursos foram criados especialmente para este campus: Arqueologia, Arquitetura e Urbanismo, Dança, Museologia e Teatro, pelo fato de terem afinidades artísticas, culturais e histórica com a tradição do município.

A cidade de Laranjeiras é famosa por sua rica cultura popular e suas expresivas manifestações folclóricas que inspiram os cursos de Teatro e Dança.

Já os cursos de Arquitetura e Urbanismo, não poderiam ter em melhor local para serem instalados, uma vez que o conjunto arquitetônico onde funciona o Campus de Laranjeiras é um marco hitórico nesse município. Nele foi feito um belo trabalho de restauração em seis diferentes prédios do século XIX e encontrados diversos artefatos antigos através dos trabalhos de salvamento e que serão estudados pelos alunos de Arqueologia.

O curso de Museologia também tem em Laranjeiras uma grande fonte de conhecimento, com a existência dos Museus de Cultura Afro e o de Arte Sacra, além da casa de João Ribeiro.

Campus do Sertão - Nossa Senhora da Glória[editar | editar código-fonte]

Anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) em março de 2014, o Campus do Sertão é mais uma ação da Universidade Federal de Sergipe (UFS) rumo à consolidação do projeto de interiorização do ensino superior no Estado.  O município de Nossa Senhora da Glória, no Alto Sertão Sergipano, foi a localidade escolhida para a implantação do campus.

Dentro dessa perspectiva, a UFS trabalha com a ideia de que a presença permanente da instituição no interior sergipano, formando jovens socialmente conscientes e críticos, seja um fator decisivo para a mudança da realidade social, econômica, educacional, científica e tecnológica das diversas regiões do Estado.

Outrossim, entende que a ausência da educação superior nessas regiões implica na perda de jovens inteligentes e de potenciais agentes de mudanças sociais, que migram do interior para os centros urbanos em busca de novas oportunidades.

Neste cenário, com a criação do Campus do Sertão, a UFS reafirma o seu compromisso de estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico, formando não apenas diplomados, mas cidadãos engajados com a transformação da realidade social do meio em que vivem.

O Campus do Sertão é fruto de sólidas parcerias entre a UFS e instituições como o Governo do Estado de Sergipe, o Ministério Público do Trabalho, a prefeitura de Nossa Senhora da Glória, os movimentos sociais organizados e os pequenos produtores rurais da região.

Além dessas, outra parceria está sendo firmada com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) do Semiárido, para a concessão do espaço onde serão construídas as instalações da Fazenda Experimental do Campus.

O Alto Sertão Sergipano, região onde está instalado o Campus, possui entre as suas principais atividades econômicas a agropecuária, onde se destaca na produção de leite e milho. A chegada da universidade visa impulsionar a cadeia produtiva da região, incentivando aquelas atividades que dialoguem com a agricultura familiar, a sustentabilidade e a agroecologia.

No sentido de interagir com os setores produtivos locais, foram escolhidos quatro cursos na área das Ciências Agrárias: Medicina Veterinária, Engenharia Agronômica, Zootecnia e Agroindústria. Anualmente são ofertadas 50 vagas para cada curso, onde os candidatos que tiverem cursado todo o ensino médio em escolas regulares e presenciais em municípios do Semiárido Sergipano, têm direito ao argumento de inclusão regional correspondente ao acréscimo de 10% (dez por cento) na nota final do candidato. O acréscimo tem efeito apenas classificatório, não sendo levado em consideração na análise dos critérios eliminatórios.

Nos cursos, a metodologia de ensino adotada é a Aprendizagem Baseada em Problemas – ABP, método utilizado no Brasil baseado no PBL, do inglês Problem Based Learning. Diferente do método tradicional, na ABP o aluno exerce papel central no processo de aprendizagem, participando de forma ativa de discussões realizadas em sala de aula, sob a mediação do professor que, neste caso, assume o papel de tutor. O Campus do Sertão se destaca como a primeira universidade brasileira na área de Ciências Agrárias a utilizar a metodologia em todos os cursos.

Com a formulação do programa pedagógico de cada curso tendo como base a Metodologia Ativa da ABP, a ideia é que os estudantes possam desenvolver, de forma participativa e em contato com a comunidade, conhecimentos, habilidades e atitudes que os auxiliem na construção de um pensamento crítico, oportunizando-os, assim, assumirem uma postura proativa diante dos problemas encontrados em campo.

A Aula Magna do Campus do Sertão foi realizada no dia 29 de setembro de 2015. Já o começo do ano letivo se deu no dia 23 de novembro do mesmo ano, data esta que marcou o início das atividades na unidade.

Projetos de futuras instalações da UFS[editar | editar código-fonte]

Localização[editar | editar código-fonte]

Campus São Cristóvão[editar | editar código-fonte]

Cidade Univ. Prof. José Aloísio de Campos

Av. Marechal Rondon, s/n, Jd. Rosa Elze

São Cristóvão/SE

CEP 49100-000

Contato +55 79 3194-6600

Campus Aracaju[editar | editar código-fonte]

Campus Prof. João Cardoso Nascimento

Rua Cláudio Batista, s/n,

Cidade Nova Aracaju/SE

CEP 49060-108

Contato +55 79 2105-1700

Campus Itabaiana[editar | editar código-fonte]

Campus Prof. Alberto Carvalho

Av. Vereador Olímpio Grande, s/n

Itabaiana/SE

CEP 49506-036

Contato +55 79 3432-8200

Campus Laranjeiras[editar | editar código-fonte]

Praça Samuel de Oliveira, s/n,

Centro Laranjeiras/SE

CEP 49170-000

Contato +55 79 3281-2939

Campus Lagarto[editar | editar código-fonte]

Campus Prof. Antônio Garcia Filho

Av. Governador Marcelo Déda, 13,

Centro Lagarto/SE

CEP 49400-000

Contato +55 79 8867-5490

Campus Nossa Senhora da Glória[editar | editar código-fonte]

Campus do Sertão

Rodovia Engenheiro Jorge Neto, km 3,

Silos Nossa Senhora da Glória/SE

CEP 49680-000

Contato +55 79 98107-7646

Educação a distância[editar | editar código-fonte]

A Universidade Federal de Sergipe (UFS), sintonizada com as mudanças crescentes na sociedade, graças às contínuas descobertas científicas e aos avanços das tecnologias da informação e da comunicação, possibilitando democráticas formas de acesso ao conhecimento, instituiu, em 2006, o Centro de Educação Superior a Distância.

Com experiências consolidadas na expansão e interiorização de cursos, através do Programa de Qualificação Docente (PQD), em convênio com o Governo do Estado de Sergipe, e a criação de campi em alguns municípios sergipanos, a UFS vem assumindo uma política de democratização do acesso ao ensino superior, aliada à preocupação com a qualidade da formação que oferece.

No âmbito da Educação a Distância (EAD), esta instituição vem acumulando algumas experiências: criação do Núcleo de Comunicação e Educação (NUCE), em 1996; criação da Coordenadoria de Educação a Distância (CEAD), no Departamento de Educação, em 1998; e, em parceria com a Universidade Aberta e a Distância do Brasil (UNIREDE) e a Secretaria de Educação do Estado de Sergipe (SEED), foi ofertado o Curso TV Escola e os Desafios de Hoje, que atendeu cerca de 3000 alunos. Atualmente, oferece o Curso Multimídia em Educação em parceria com o Governo do Estado e municípios sergipanos.

O Programa de Educação Superior a Distância iniciou suas atividades com a oferta de sete cursos de licenciatura: Ciências Biológicas, Física, Geografia, História, Letras-Português, Matemática e Química.

A partir desta iniciativa, a intenção é que a proposta de cada curso de licenciatura oferecido pelo Cesad seja capaz de garantir o processo pessoal de construção da aprendizagem, desenvolvendo habilidades, competências, atitudes e valores necessários a sua formação profissional e vida pessoal.

Além disso, com o Cesad, uma considerável parcela da população sergipana à margem da educação superior, principalmente pela distância que se encontra da capital ou dos campi situados no interior do estado como também pela incompatibilidade de horário com as aulas do ensino tradicional, passa a ter acesso ao ensino superior de qualidade tão característico da UFS. Portanto, o Cesad favorece este processo de inclusão sem deslocá-los dos seus municípios. E ainda, atua decisivamente na formação de professores, o que vem a preencher esta lacuna no âmbito do interior do Estado de Sergipe.

Na verdade, convém destacar que o aluno que ingressa através do Cesad é um aluno regular da Universidade Federal de Sergipe com a particularidade de realizar vestibular em seu próprio município e de participar das aulas através de um ambiente virtual de aprendizagem cujo acesso também é realizado em seu polo. Assim, seu diploma é expedido e validado da mesma forma que os alunos presenciais da instituição. Acima de tudo, o aluno Cesad é um aluno da UFS. Por isso, é aplicada aos cursos oferecidos pelo Cesad a mesma qualidade de seus cursos presenciais, assim como os mesmos rigores acadêmicos, inclusive no tocante à avaliação da aprendizagem.

Evidentemente, o Cesad é uma iniciativa ousada e inovadora da UFS. Sua implementação enfrentou várias dificuldades decorrentes de uma ação desta magnitude. Entretanto, a soma de esforços dos gestores da UFS, da equipe administrativa do Cesad, das prefeituras municipais, do Governo do Estado e do Governo Federal vem avançando no enfrentamento destes desafios. A Universidade Federal de Sergipe faz parceria com a Universidade Aberta do Brasil.

Polos da UFS/UAB

Cursos oferecidos[editar | editar código-fonte]

A UFS oferece mais de 100 cursos de graduação (sendo a grande parte no campus da cidade do São Cristóvão, oito no campus da cidade de Lagarto e quatro no campus da cidade de Laranjeiras), com cerca de 16.000 alunos e 492 professores (grande parte destes com cursos de mestrado e doutorado).

A universidade possui 47 mestrados (acadêmico e profissional), 13 doutorados e 9 cursos de especialização, nas áreas de Ciências Humanas, Letras e Artes; de Tecnologia, Ciências Exatas e da Natureza e de Ciências Biológicas e Ciências da Saúde.

Graduação Mestrado Doutorado
  • Administração
  • Anatomia Patológica
  • Agricultura e Biodiversidade
  • Agroecossistema
  • Antropologia
  • Arqueologia
  • Biologia Parasitária
  • Biotecnologia de Recursos Naturais
  • Ciência da Computação
  • Ciência da Propriedade Intelectual
  • Ciência e Engenharia de Materiais
  • Ciência e Engenharia de Processos Químicos
  • Ciência e Tecnologia de Alimentos
  • Ciências Aplicadas á Saúde
  • Ciências da Religião
  • Ciências da Saúde
  • Ciências Farmacêuticas
  • Ciências Fisiológicas
  • Comunicação
  • Desenvolvimento e Meio Ambiente
  • Desenvolvimento Regional e Gestão de Empreendimentos Locais
  • Direito
  • Economia
  • Ecologia e Conservação
  • Educação
  • Educação Física
  • Enfermagem
  • Engenharia Civil
  • Engenharia Elétrica
  • Ensino de Ciências e Matemática
  • Filosofia
  • Física
  • Geociências e Análise de Bacias
  • Geografia
  • História
  • Letras
  • Matemática
  • Matemática Profissional
  • Odontologia
  • Profissional em Ensino de Física
  • Profissional em Letras
  • Psicologia Social
  • Química
  • Recursos Hídricos
  • Serviço Social
  • Sociologia
  • Zootecnia
  • Agricultura e Biodiversidade
  • Arqueologia
  • Biotecnologia
  • Ciência e Engenharia de Materiais
  • Ciência da Propriedade Intelectual
  • Ciência em Saúde
  • Ciências Fisiológicas
  • Desenvolvimento e Meio Ambiente
  • Educação
  • Física
  • Geografia
  • Sociologia

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ufs Reitoria.JPG
Ufs entrada.JPG
Universidade Federal de Sergipe UFS.JPG
UFS Rectory.jpg

Referências

  1. http://www.renex.org.br/proreitores.php
  2. «Portal UFS - História». 45anos.ufs.br. Consultado em 3 de junho de 2017 
  3. «Portal UFS - Campus Universitário Professor Antônio Garcia Filho». lagarto.ufs.br. Consultado em 3 de junho de 2017 
  4. «Portal UFS - Campus Universitário Professor Antônio Garcia Filho». lagarto.ufs.br. Consultado em 3 de junho de 2017 

Ver Também[editar | editar código-fonte]