Estância (Sergipe)

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Município de Estância
"Jardim de Sergipe"
Linha Verde, uma das duas principais rodovias que passa por Estância

Linha Verde, uma das duas principais rodovias que passa por Estância
Bandeira de Estância
Brasão de Estância
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 4 de maio
Fundação 25 de outubro de 1831 (188 anos)[1]
Emancipação 4 de maio de 1848 (171 anos)[1]
Gentílico estanciano[2]
Lema Cultura e Trabalho
Padroeiro(a) Nossa Senhora de Guadalupe[3]
CEP 49200-000 a 49219-999[4]
Prefeito(a) Gilson Andrade (PTC)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Estância
Localização de Estância em Sergipe
Estância está localizado em: Brasil
Estância
Localização de Estância no Brasil
11° 16' 04" S 37° 26' 16" O11° 16' 04" S 37° 26' 16" O
Unidade federativa Sergipe
Região intermediária

Aracaju IBGE/2017[5]

Região imediata

Estância IBGE/2017[5]

Municípios limítrofes Norte: Itaporanga d'Ajuda;
Sul: Santa Luzia do Itanhi e Indiaroba;
Leste: Oceano Atlântico;
Oeste: Salgado, Boquim e Arauá
Distância até a capital 66 km
Características geográficas
Área 646,235 km² [2]
Área urbana 18,264 km² Embrapa/2015[6]
População 68 804 hab. (SE: 6º) –  estatísticas IBGE/2018[2]
Densidade 106,47 hab./km²
Altitude 53 m[7]
Clima tropical As
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,689 médio PNUD/2010[8]
Gini 0,52 PNUD/2010[8]
PIB R$ 1 498 165,40 mil IBGE/2016[9]
PIB per capita R$ 21 761,11 IBGE/2016[9]
Página oficial
Prefeitura www.estancia.se.gov.br
Câmara camaradeestancia.com.br

Estância é um município brasileiro no estado de Sergipe, Região Nordeste do país. Localiza-se no litoral sul sergipano e sua população estimada em 2018 era de 68 804 habitantes.[2]

O município é conhecido como o jardim de Sergipe. Segundo muitos, foi assim que D. Pedro II, ao visitar a cidade em 1860, a chamou. Todavia, não há registro documental algum que comprove tal fato. Em seu diário, o monarca afirma tão somente que "o lugar da cidade me parece ótimo".

A cidade também é conhecida por seus sobrados azulejados, sendo que atualmente todos se encontram em situação de conservação deplorável. Outro ponto que merece nota são as suas tradicionais festas juninas e o barco de fogo, bem como ser a terceira maior economia do Estado, perdendo apenas para Aracaju e Nossa Senhora do Socorro, é também, o segundo maior polo industrial do Estado e tem um dos maiores comercio da região.

História[editar | editar código-fonte]

Pedro Homem da Costa e seu concunhado foram agraciados com as terras onde se encontra hoje o território de Estância. A doação foi feita pelo capitão-mor da Capitania de Sergipe, João Mendes, em 16 de setembro de 1621, porém, as ditas terras haviam sido adquiridas anteriormente por Diogo de Quadros e Antônio Guedes, os quais não a povoaram nem a colonizaram, razão pela qual perderam o direito da concessão. Tanto Pedro Homem da Costa, como Pedro Alves e João Dias Cardoso, este último sogro dos dois, já ocupava a gleba antes da concessão, com roças e criação de gados.

Quem primeiro desbravou as terras foi Pedro Homem da Costa e nelas edificou uma capela, dedicada a Nossa Senhora de Guadalupe, santa que nos consta, é, também, a Padroeira do México. Entre os mexicanos, Estância é uma propriedade de criação de gado e os seus ocupantes são chamados de estancieiros, daí o nome adotado por Pedro Homem da Costa: Estância.

Durante muito tempo, Estância foi subordinada à Vila de Santa Luzia do Real, atualmente Santa Luzia do Itanhy. Só em abril de 1757, o rei autorizou que realizassem na povoação de Estância "vereações, audiências, arrematações e outros atos judiciais na alternativa dos juízes ordinários", acontecendo assim, a separação jurídica da Vila de Santa Luzia, então em franca decadência. Em 25 de outubro de 1831, a sede da Vila de Santa Luzia é transferida para Estância. Em 5 de março de 1835, é criada a sua Comarca, e, finalmente, a 4 de maio de 1848, foi elevada a categoria de cidade.

Estância foi pioneira na imprensa sergipana com a circulação do Recopilador Sergipano na metade do século XIX. Também foi a primeira cidade sergipana a dotar de iluminação elétrica no início do século XX.

Durante boa parte do século XX foi a segunda maior cidade de Sergipe, perdendo essa posição a partir dos anos 1970 quando outras cidades do interior começam a ter forte desenvolvimento como Lagarto e Itabaiana, além de dois municípios do entorno da capital: Nossa Senhora do Socorro e a histórica São Cristóvão, no entanto a mesmo continua em forte progresso, considerada como o maior polo industrial do Estado, sendo portanto, uma das maiores cidades deste.

O município recebeu atenção da mídia por ser onde ocorreu a queda do Piper PA-28 prefixo PT-KLO em 27 de maio de 2019, especificamente no povoado de Porto do Mato, vitimando os três ocupantes da aeronave, dentre eles o cantor Gabriel Diniz. O aparelho seguia de Salvador com destino a Maceió.[10]

Geografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[11] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Aracaju e Imediata de Estância.[5] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Estância, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Leste Sergipano.[12]

  • Planície Litorânea – localizada ao longo da Costa, formada por dunas e praias.
  • Tabuleiros Costeiros – localizados após a planície litorânea, constituído de baixo planalto pré-litorânea, com temperatura média de 25ْ C e um período de seca de até três meses.
  • Vegetação Litorânea – é muito variada, nas praias predominam coqueirais e uma vegetação rasteira, com campos de matas de restingas e manguezais.
  • Mata Atlântica – floresta fechada, com árvore alta encontrada no topo de algumas colinas e sopé das serr:/as.
  • Cerrado – vegetação espaçada com arbusto e árvore baixa, retorcidas, de casca grossa.

Clima[editar | editar código-fonte]

Clima tropical, com os meses de maior calor sendo janeiro, março e dezembro e os meses mais chuvosos sendo maio, junho, julho, agosto e setembro.
  • Temperatura Máxima – 32 °C
  • Temperatura Mínima – 24°C
  • Temperatura média anual – 25 °C

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

Setor primário
  • Agricultura – destaca-se a cultura do coco e da mangaba

Pecuária – bovinos, ovinos

Setor secundário
  • Indústrias – indústria alimentícias, têxteis. metalúrgicas, cerveja, sucos, químicas, perfumarias, indústria vidreira etc.:
Setor terciário
  • Comércio,serviços, bancos, turismo e setor público.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população total do município é 68.846 habitantes dados mais recentes no IBGE de 2016 e Rádio Povão, sendo que cerca de 90% da população vive na zona urbana do Município. A Densidade Demográfica é 104,79 hab∕km²

Religião[editar | editar código-fonte]

A padroeira da cidade é Nossa Senhora de Guadalupe, destaca-se a Catedral de Nossa Senhora de Guadalupe.

Pertencente a Diocese de Estância. A diocese abrange os seguintes municípios: Estância, Arauá, Boquim, Cristinápolis, Indiaroba, Itabaianinha, Lagarto, Pedrinhas, Poço Verde, Riachão do Dantas, Salgado, Santa Luzia do Itanhy, Simão Dias, Tobias Barreto, Tomar do Geru, Umbaúba.

Urbanização[editar | editar código-fonte]

Patrimônio cultural[editar | editar código-fonte]

O IPHAN em 27 de julho de 1962 tombou a Casa à Praça Rio Branco nº. 35. Sobrado colonial que possui telhado em quatro águas com beirais e cimalha de madeira. No térreo possui quatro portas e três janelas alternadas de vergas curvas e ombreiras de madeira. O segundo pavimento possui sete janelas com balcões em balaustradas em madeira. As fachadas laterais do pavimento superior possuem janelas semelhantes às da fachada principal. A fachada posterior apresenta o prolongamento do piso superior sobre pilastras de alvenaria. O prolongamento tem pé direito baixo e oito janelas geminadas de construção mais recente. O único exemplar acautelado em nível federal, incluído no livro de tombo histórico, na verdade, uma homenagem à rica história de Estância. E também mostra a predileção do órgão federal por bens coloniais em detrimentos dos ecléticos, fato que só foi superado a partir dos anos oitenta.

Entretanto, são os sobrados e casas azulejados, muitos tombados pela Secretária de Cultura do Governo do Estado de Sergipe, que se destacam na paisagem urbana. Citamos os imóveis:

- Rua Capitão Salomão nº.67; Rua Pedro Soares nº. 442 (ou Cap. Salomão nº 84) - (imóvel que sofreu recentemente uma séria descaracterização com mutilação do pórtico com gradil metálico e destruição do interior do pavimento térreo); Rua Capitão Salomão nº. 122; Rua Capitão Salomão nº. 136; Rua Capitão Salomão nº. 227; Rua Capitão Salomão nº. 228; Rua Capitão Salomão nº. 256; Rua Duque de Caxias nº. 339; Rua Capitão Salomão nº. 162;

Também são tombados pelo Governo Estadual a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a pintura em óleo sobre tela Misericórdia e Caridade de autoria de Horácio Hora do Hospital Amparo de Maria.

Alguns desses imóveis citados estão em estado inadequado de conservação. E vários outros sobrados ou trechos urbanos mereceriam ter sido incluídos na lista do Patrimônio Estadual, e talvez nacional, porém foram destruídos ou deformados. Muitas vezes reação de aversão da própria população contra a figura do tombamento e seus efeitos sobre a propriedade do imóvel.

Infelizmente, a Prefeitura Municipal nunca tomou atitudes a fim de preservar o rico acervo arquitetônico, paisagístico e urbanístico da cidade de Estância, compostos por sobrados azulejados, coloniais, casas ecléticas, art-déco, e até alguns bons exemplares de arquitetura modernista. Igrejas e acervos sacros. Fábricas e vilas operárias. E o próprio espaço urbanos com suas ruas, praças, texturas e cores. Pior, muitas vezes os prefeitos incentivaram a destruição ou a desinformação quando pregam que o tombamento engessa a cidade.

Por fim, o município ainda possui exemplares remanescentes de antigos engenhos de cana-de-açúcar. O ciclo da cana-de-açúcar e o engenho tiveram papel significativo na formação econômica e social do povo sergipano e o sul do estado também participou ativamente da economia açucareira.

Atualmente, Estância é umas maiores e mais importante cidade do Estado contanto com um diversificado Comercio, bem como um grande parque Industrial , tornando assim, a nível de Estado, um grande polo da Região.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Bairros[editar | editar código-fonte]

*Alagoas (abrangendo conjuntos habitacionais)

*Alecrim (abrangendo conjuntos habitacionais)

*Bonfim

*Botequim

*Cachoeira

*Centro

*Porto d'Areia (abrangendo conjuntos habitacionais)

*Santa Cruz

*São Jorge

*Porto do Mato

*Abaís

*Saco do Rio Real

Estancinha

Recanto Verde I e II

Carmem Prado Leite

Distritos[editar | editar código-fonte]

*Cidade Nova (abrangendo vários conjuntos habitacionais)

Povoados/Conjuntos[editar | editar código-fonte]

*Araçás

*Caio Prado

*Calumbi

*Camaçari (GALO ASSANHADO)

*Curimã

*Curuanha I

*Curuanha II

*Dizilena

*Entre Rios

*Farnaval

*Fonte Nova

*Grotão

*João Dias

*Miranga

*Miranguinha

*Moinho

*Muculanduba

*Porto d'Angola

*Queimadas

*Rio Fundo

*Sapucaia

*Sítio Novo

*Socovão

*Taquari

*Ouricuri (Adicuri, popularmente falando)

*Tibucio

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Acesso[editar | editar código-fonte]

Terrestre[editar | editar código-fonte]

  • Rodovias federais
  1. BR 101 – sentido Sul/Norte
  2. Linha Verde – estrada ecológica litorânea protegida pelo IBAMA, que liga Salvador à Aracaju.

Hidrovias[editar | editar código-fonte]

Transporte de passageiros do Porto do Saco do Rio Real (Porto do Mato) até Mangue Seco na Bahia passeio de Escuna pelas margens ribeirinhas.

  • Porto – O porto de Sergipe, Terminal Marítimo Inácio Barbosa - TMIB, localizado na Barra dos Coqueiros, a 15 km de Aracaju, ocupa uma área de 200ha e abriga as instalações de apoio e sistemas de infraestrutura. Conta ainda com terminal de passageiros, servindo de entrada marítima no Estado, isto a 80 km da cidade de Estancia.

Aéreo[editar | editar código-fonte]

Na cidade não há aeroporto operante. Por ficar próxima a Aracaju, a 56 km de distância, os habitantes locais usam o aeroporto da capital para fazer seus deslocamentos aéreos.

Comunicação[editar | editar código-fonte]

Rádios[editar | editar código-fonte]

  • Xodó FM 101.5 MHz
  • Rádio Abaís AM 1450
  • Rádio Esperança AM 1250
  • Rádio Mar azul FM 104.9 MHz
  • Rádio Vem
  • Radio Esperança FM 92.7

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (2007). «Estância - Histórico» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 27 de maio de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 27 de maio de 2019 
  2. a b c d Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Estância». Consultado em 27 de maio de 2019. Cópia arquivada em 27 de maio de 2019 
  3. Thawanny Reis (27 de novembro de 2018). «Estância: católicos se preparam para novenário e festa de Nossa Senhora de Guadalupe». Sergipe Repórter. Consultado em 27 de maio de 2019. Cópia arquivada em 27 de maio de 2019 
  4. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 31 de julho de 2008 
  5. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 27 de maio de 2019 
  6. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). «Áreas Urbanas no Brasil em 2015». Consultado em 27 de maio de 2019 
  7. Embrapa Monitoramento por Satélite. «Sergipe». Consultado em 31 de julho de 2008. Cópia arquivada em 29 de outubro de 2014 
  8. a b Atlas do Desenvolvimento Humano (2013). «Perfil - Estância, SE». Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 28 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 26 de outubro de 2017 
  9. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2016». Consultado em 27 de maio de 2019. Cópia arquivada em 27 de maio de 2019 
  10. G1 (27 de maio de 2019). «Último show de Gabriel Diniz foi na cidade de Feira de Santana, na BA; veja fotos e vídeos». Consultado em 27 de maio de 2019. Cópia arquivada em 27 de maio de 2019 
  11. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 27 de maio de 2019. Cópia arquivada em 27 de maio de 2019 
  12. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Divisão Territorial Brasileira 2016». Consultado em 27 de maio de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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