Nossa Senhora de Guadalupe (México)

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Nossa Senhora de Guadalupe
Imagem original milagrosa de Nossa Senhora de Guadalupe na tilma de Juan Diego Cuauhtlatoatzin
Virgem de Guadalupe
Imperatriz das Américas
Rainha do México
La morenita
Instituição da festa 1754
Venerada pela Igreja católica romana, Igreja católica ortodoxa, Comunhão anglicana, Igreja copta, Igreja católica maronita
Principal igreja Basílica de Guadalupe, Cidade do México
Festa litúrgica 12 de Dezembro
Atribuições Uma mulher contemplativa de pele mestiça, rodeada por raios solares; vestida com um manto de túnica rosa coberto por um manto cerúleo adornado de estrelas de oito pontas; Enquanto ela está em cima de uma lua crescente escurecida (que representa as forças do mal), ela é carregada por um anjo querubim. Também é atribuída a ela a Independência do México.
Padroeira de México
Filipinas
Província de Cebu
Treinamento de Liderança Cristã
nascituros
contra abortos
Polêmicas Atentado ao manto
Não estou eu aqui, que sou a tua Mãe? Não estás tu sob a minha sombra e proteção, sob o meu manto e nos meus braços que te protegem?
N.ª Sr.ª de Guadalupe a São Juan Diego

Nossa Senhora de Guadalupe[nota 1] (em espanhol: Nuestra Señora de Guadalupe, em náuatle: Tonantzin Coatlaxopeuh)[5] é a denominação de uma aparição mariana da Igreja Católica de origem mexicana, cuja imagem tem como seu principal local de culto a Basílica de Guadalupe, localizada no sopé do monte Tepeyac, ao norte da Cidade do México.

De acordo com a tradição oral mexicana,[6] e segundo textos de documentos históricos do Vaticano e outros encontrados ao redor do mundo em diferentes arquivos, acredita-se que a Virgem Maria, apareceu em quatro ocasiões ao índio são Juan Diego Cuauhtlatoatzin no monte Tepeyac, e em uma quinta ocasião a Juan Bernardino, tio de Juan Diego. O relato guadalupano conhecido como Nican Mopohua narra que na primeira aparição, a Virgem ordenou a Juan Diego que se apresentasse diante do bispo do México, Juan de Zumárraga. Juan Diego na última aparição da Virgem, e por ordem desta, levou em seu ayate algumas flores que cortou no Tepeyac. Juan Diego desdobrou sua tilma diante do bispo Juan de Zumárraga, deixando a descobrir a imagem da Virgem Maria, morena e com traços mestiços.

Segundo o Nican Mopohua, as mariofanias aconteceram no ano de 1531, ocorrendo pela última vez em 12 de dezembro do mesmo ano. A fonte mais importante que as relatou foi o próprio Juan Diego que contou tudo o que havia acontecido. Posteriormente esta tradição oral foi recolhida em um escrito no idioma náuatle mas escrita com caracteres latinos (técnica que nenhum espanhol sabia fazer e que só muito raramente usavam os indígenas); este escrito é chamado de Nican Mopohua, e é atribuído ao indígena Antonio Valeriano (1522-1605). Posteriormente em 1648 foi publicado o livro Imagen de la Virgen María Madre de Dios de Dios de Guadalupe (título traduzido para o português como: Imagem da Virgem Maria Mãe de Deus de Guadalupe) pelo presbítero Miguel Sánchez, contribuindo para recompilar tudo o que se sabia na época sobre a devoção guadalupana. Segundo diversos investigadores, o culto guadalupano é uma das crenças mais historicamente apegadas ao atual México e parte de sua identidade,[7][8][9] e tem estado presente com o desenvolvimento do país desde o século XVI[10] dentro de seus processos sociais mais importantes como na Independência do México, na Reforma, na Revolução Mexicana[9] e na sociedade mexicana atual, onde conta com milhões de fiéis, e que alguns deles professam o guadalupanismo sem serem necessariamente católicos.[11]

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

No contexto da conquista espanhola, duas foram as imagens que adquiriram notoriedade como parte deste movimento social, político e religioso em parte do atual território da Espanha: Santiago — incluso na sua advocação de Matamoros — e a Virgem de Guadalupe da Espanha, tendo uma importante presença na nascente Hispanidade. Esta imagem, venerada no Mosteiro Real de Santa Maria de Guadalupe, cresceu a partir do século XIV ao século XVII. Segundo a tradição católica, esta imagem foi esculpida pelo próprio apóstolo Lucas, e foi achada no século XII nas proximidades do rio Guadalupe na região de Las Villuercas. Algumas características do relato mariano de Guadalupe da Espanha são muito semelhantes ao de Guadalupe do México, por exemplo, a aparição em um local rural de maneira casual a um vidente de baixo nível social, a descoberta e a incredulidade das autoridades religiosas que pedem uma prova, a representação de sua própria imagem em um objeto que a aparição dará ao vidente, a cura de um enfermo ou a ressurreição de um morto como os primeiros milagres assim como a ordem de construção de um templo onde se honrasse o objeto dado ao vidente.[8]

Aparições[editar | editar código-fonte]

Pelos relatos, a "Senhora do Céu" apareceu a Juan Diego, identificou-se como a mãe do verdadeiro Deus, fez crescer flores numa colina semidesértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo, que exigira alguma prova de que efetivamente a Virgem havia aparecido. Juan foi instruído por ela a dizer ao bispo que construísse um templo no lugar, e deixou sua própria imagem impressa milagrosamente em seu tilma (ela também teria aparecido ao seu tio Juan Bernardino), um tecido de pouca qualidade feito a partir do cacto, que deveria se deteriorar em 20 anos mas que não mostra sinais de deteriorização até ao presente. Um estudo realizado no Instituto de Biologia da Universidade Nacional Autônoma do México, em 1946, comprovou que as fibras do tecido correspondem às fibras de agave, tais fibras não duram mais do que vinte anos.[carece de fontes?]

Em ampliações da face de Nossa Senhora, os seus olhos, na imagem gravada, parecem refletir o que estava à sua frente em 1531 - Juan Diego, e o bispo. Porém, alguns acreditam que isto pode ser explicado pelo fenômeno da pareidolia. O assunto tem sido objeto de inúmeras investigações científicas. É venerada na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe e a sua festa é celebrada em 12 de dezembro.[carece de fontes?]

Igreja Católica[editar | editar código-fonte]

Aprovações pontificais[editar | editar código-fonte]

Muitos pontífices concederam reconhecimentos à imagem venerada da Virgem de Guadalupe, listados a seguir:

  • Papa Bento XIV, na Bula Papal Non Est Equidem de 25 de maio de 1754, declarou Nossa Senhora de Guadalupe, patrona do que foi chamado de Nova Espanha,que correspondia à América Central e América do Norte, e aprovou textos litúrgicos para a Santa Missa e o Breviário em sua homenagem.
  • Papa Pio X, proclamou-a patrona da América Latina em 1910.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Nossa Senhora de Guadalupe também é conhecida pelos títulos de Virgem Maria de Guadalupe, Santa Maria de Guadalupe[1][2] ou Santa María de Guadalupe do Tepeyac.[3][4]

Referências

  1. Medina Estévez, Jorge A. (25 de março de 1999). «Decreto concerniente a la celebración de la Fiesta de la Bienaventurada Virgen María de Guadalupe en todo el continente americano, el día 12 de diciembre de cada año» (em espanhol). Roma: Libr. Editrice Vaticana. Consultado em 18 de setembro de 2013 [não consta na fonte citada]
  2. Jorge Villar, Ernesto de la; Navarro de Anda, Ramiro (2007). Nuevos testimonios históricos guadalupanos (em espanhol). [S.l.]: Fondo de Cultura Económica. ISBN 978-968-16-7551-6. Consultado em 18 de setembro de 2003 
  3. Sánchez Flores, Ramón (2007). Desarrollo del guadalupanismo (em espanhol). [S.l.]: Fondo de Cultura Económica. p. 17. ISBN 978-968-16-8425-9. Consultado em 18 de setembro de 2003 
  4. Noguez, Xavier (1993). Documentos guadalupanos: Un estudio sobre las fuentes de información tempranas en torno a las mariofanias en el Tepeyac (em espanhol). [S.l.]: Fondo de Cultura Económica. p. 45. ISBN 9789681642068. Consultado em 18 de setembro de 2013 
  5. Sesma, Griselda Alvarez (18 de maio de 2009). «A Short History of Tonantzin, Our Lady of Guadalupe: A bride of light between cultures». News From Indian Country. Consultado em 29 de julho de 2017 
  6. Instituto de Estudios Teológicos e Históricos Guadalupanos (2011). «Documentos Históricos». Cópia arquivada em 29 de novembro de 2015 
  7. Brading, David A. (1 de janeiro de 2002). La Virgen de Guadalupe: imagen y tradición. [S.l.]: Aguilar Editorial. ISBN 9789681906597. Consultado em 14 de janeiro de 2016 
  8. a b Nebel, Richard (1 de janeiro de 1995). Santa María Tonantzin. Virgen de Guadalupe (em espanhol). [S.l.]: Fondo de Cultura Económica. ISBN 9789681645366 
  9. a b Maza, Francisco de La (1 de janeiro de 1953). «El Guadalupanismo mexicano, por Francisco de La Maza». Porrúa y Obregón. Consultado em 14 de janeiro de 2016 
  10. Lafaye, Jacques (15 de agosto de 1987). Quetzalcoatl and Guadalupe: The Formation of Mexican National Consciousness, 1531-1813 (em espanhol). [S.l.]: University of Chicago Press. ISBN 9780226467887. Consultado em 14 de janeiro de 2016 
  11. «Mexicanos, guadalupanos antes que católicos, historiador». Terra. Consultado em 14 de janeiro de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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