TV Sergipe

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TV Sergipe
Rádio Televisão de Sergipe S.A.
Aracaju, Sergipe
Brasil
Tipo Empresa privada
Canais
04 VHF analógico
33 UHF e 4.1 Virtual digital
Outros canais 4 (Oi TV)
12 e 510 HD (NET)
4 (Sim TV)
Ver mais
Sede Bandeira de Aracaju.svg Aracaju, SE
Rua Alto do Morro da TV, S/Nº - Cidade Nova
MAPA
Slogan Cada vez mais perto de você
Rede Rede Globo
Rede(s) anterior(es) Rede Tupi (1971-1973)
Fundador Naírson Menezes
Francisco Pimentel Franco
Josias Passos
Pertence a Rádio Televisão de Sergipe
Proprietário Albano Franco
Antigo proprietário Naírson Menezes (1971-1976)
Alberto Maluf (1976-1983)
Augusto César Franco (1983-2002)
Presidente Albano Franco
Fundação 15 de novembro de 1971 (45 anos)
CNPJ 13.029.459/0001-60
Prefixo ZYB 830
Emissoras irmãs FM Sergipe
Cobertura Cobertura - TV Sergipe.svg
Coord. do transmissor 10° 53' 27.9" S 37° 4' 10.4" O
Potência 20 kW
Página oficial redeglobo.globo.com/se/tvsergipe

TV Sergipe é uma emissora de televisão brasileira sediada em Aracaju, capital do estado de Sergipe. Opera nos canais 4 VHF e 33 UHF digital, e é afiliada à Rede Globo. Fundada em 1971, é a primeira emissora de televisão do estado, e transmite sua programação para todo a região. Pertence ao empresário e político Albano Franco, que também controla a FM Sergipe. Seu irmão, Walter Franco, também é responsável pela TV Atalaia, sem no entanto haver ligações entre ambas as emissoras.

A TV Sergipe segue normalmente a programação da Rede Globo gerada diretamente das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, mas quando entra em vigência o Horário de Verão no centro-sul brasileiro, a emissora segue a programação da Rede Fuso. Durante os finais de semana, a programação é transmitida em tempo real, devido ao fato dos programas desses dia terem em sua maioria classificação DJCTQ - L.svg ou DJCTQ - 10.svg.

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros passos[editar | editar código-fonte]

Sede da emissora, em 2016

No dia 15 de novembro de 1971 eram dados os passos iniciais que fizeram a história da TV Sergipe. Homens e máquinas, em uma conjunção bandeirante no Alto do Morro da TV, no bairro Cidade Nova, na cidade de Aracaju, Sergipe, iniciaram com empenho o trabalho de comunicação televisiva no Estado. Desde então, o conhecimento, o talento e a perseverança de muitos fizeram da TV Sergipe o retrato da nossa gente.

Início da TV

Mas antes do sinal começar a chegar aos lares sergipanos, foi preciso que muitos desbravadores tenham tido a coragem para transformar em realidade o sonho de criar no estado a primeira emissora de televisão.

No início da década de 60, Irineu Fontes, então representante de rádios e radiolas, viaja a São Paulo e vê de perto a revolução que a televisão causa na vida da cidade e das pessoas.

Ao retornar a Aracaju, Irineu conversa com o prefeito da capital na época, Godofredo Diniz, que fica entusiasmado com o que ouve e libera uma verba para a compra de antena. Começa a nascer o embrião da televisão em Sergipe.

A antena repetidora é, então, montada no morro do urubu, zona norte da cidade. O poder irradiante é pequeno e o sinal que chega, da TV Jornal do Comércio, de Recife, em Pernambuco, não era dos melhores. Mas é suficiente para encantar os poucos privilegiados que possuem um aparelho de TV comprado na loja a Curvelo.

Idealizador

Nairson Menezes, um sergipano nascido na cidade de Laranjeiras, dono de uma voz possante e cristalina, entra no ramo da comunicação bem cedo. No sul do país, trabalha no rádio, conhece e se encanta pela televisão.

O funcionário da TV Excelsior de São Paulo volta a Sergipe para tentar, em 1959, uma vaga na Assembleia Legislativa. Seu ideal e plataforma de campanha: implantar uma estação de TV em Sergipe.

Nairson não vence, retorna a São Paulo e passa trabalhar ao lado de grandes nomes do teatro e da televisão brasileira. De volta a Sergipe, com a bagagem recheada de conhecimentos, vai em busca de parceria. Encontra no empresário Francisco Pimentel Franco o entusiasmo necessário para a realização do seu grande sonho.

Sociedade anônima

O poder político e econômico do grupo que aposta na ideia é pequeno. Mas, apesar de tudo, os empresários Francisco Pimentel Franco, Josias Passos, Getúlio Passos, José Alves, Hélio Leão, Augusto Santana, Paulo Vasconcelos, Lauro Menezes e Luciano Nascimento não desanimam, estão todos contagiados pelo idealismo de Nairson Menezes, o homem que enxerga a televisão como o caminho perfeito para ajudar no desenvolvimento econômico, político e sociocultural da gente sergipana.

Em um gesto de muita grandeza, os empresários decidem trazer o povo para participar daquele momento histórico. A participação popular foi fundamental: 900 ações foram vendidas em pouco tempo. Assim, a TV Sergipe é a única emissora do país que nasce com a participação popular. Com os recursos em caixa, os empresários partem para escolher o local onde será montada a torre de transmissão.

A TV Sergipe é primeira emissora montada com equipamentos produzidos no Brasil. Na fase de montagem, a emissora recebeu o apoio da Maxwel, empresa nacional que trouxe toda a estrutura necessária para o funcionamento da TV, desde a torre até a câmera de estúdio. E, como não existia mão-de-obra especializada, a saída foi buscar operadores com experiência no rádio e no cinema.[1]

Em 1967 é feita primeira transmissão. No ano de 1968, uma autorização de três meses libera a transmissão do sinal da TV Sergipe. No ano seguinte, os sergipanos podem ver, ao vivo, a chegada do primeiro astronauta à lua. O tricampeonato de futebol conquistado pela seleção brasileira em 1970, no México, é também acompanhado ao vivo pelos sergipanos graças a outra autorização temporária. Com o final da copa, mais uma vez a TV Sergipe sai do ar e retorna no ano seguinte já em fase experimental.

O dia 12 de maio de 1971 marca definitivamente a entrada da "Rádio e Televisão de Sergipe" na sua fase experimental. Além das apresentações dos artistas, documentários cedidos pelas embaixadas da França e da Alemanha são exibidos na programação.

Sonho vira realidade[editar | editar código-fonte]

O dia 15 de novembro de 1971 entra para a história das comunicações no estado. Nesse dia vai ao ar, pra valer, o sinal da TV Sergipe, a emissora que mudou definitivamente a vida do povo sergipano. Acival Gomes apresenta o primeiro telejornal da emissora. Para brindar os telespectadores, é exibido um show especial do cantor americano Johnny Mathis. Um presente patrocinado pelo primeiro parceiro comercial da emissora, as lojas Huteba.

A emissora inicia suas operações como afiliada da Rede Tupi de Televisão. Entra no ar no final da tarde e encerra as transmissões por volta da meia-noite. Além dos programas locais são exibidos noticiários e filmes.

Com a chegada depois da máquina de videoteipe, a grade de programação é modificada e o telespectador passa a acompanhar a exibição de programas e novelas que fazem sucesso no sul do país.

Programas de auditório

A história da TV Sergipe também é marcada por programas locais que seguem a mesma linha daqueles exibidos no sul do país.

Nelson Souza apresenta o primeiro programa de auditório, ao vivo. José Raimundo Ribeiro, o cabo Zé, apresenta o “Domingo Alegre”. A estreia é empolgante e inusitada. O programa, que deveria ter duas horas, durou mais de seis. O programa tinha de tudo: calouros, gincana, almoço para os artistas e convidados.

O jornalista Hugo Costa deixa a produção do “Domingo Alegre” para apresentar nas tardes de sábado o “Hora H” e “O Show é Você”.

Reinaldo Moura apresenta o “Sábado Geral”, com a banda “Os Vikings”.

Luiz Trindade está á frente do “O Sábado é Nosso”, com “Luletes”, um sucesso na época.

A professora Nazaré Carvalho apresenta o “Clube Júnior”. As crianças são levadas para o estúdio e, ao lado da Tia Nazaré, brincam e se divertem com desenhos animados.

E no final da década de 70, surge o “Tempo de Criança”, com a atriz e jornalista Siomara Madureira. Uma época ainda guardada na memória de muita gente.

Telejornalismo

A primeira equipe de telejornalismo é montada por Sérgio Gutemberg e outros profissionais vindos do rádio e das redações de jornais. A inexperiência do grupo é superada pela força de vontade.

Antônio Piúga é o pioneiro da cinegrafia no departamento. Um profissional capaz de fazer qualquer coisa para trazer as melhores imagens.

Com a chegada da CP-16, uma câmera que possibilita a gravação do som nos filmes, os repórteres recebem uma recomendação a mais: evitar erros por causa do alto custo da película. Para cumprir a recomendação, os repórteres usam uma técnica infalível. Eles ensaiavam com o entrevistado o que ele ia falar, marcavam o tempo e só depois é que faziam a gravação.

No dia 6 de outubro de 1973, a TV Sergipe deixa a Rede Tupi e se torna afiliada da Rede Globo de Televisão.

Venda para a TV Aratu[editar | editar código-fonte]

Apesar do esforço de toda equipe, a emissora ainda trabalha de forma amadora, com antigos equipamentos. A Rede Globo exige investimentos na qualificação de pessoal e na compra de novas máquinas.

Diante dessas exigências e das dificuldades financeiras, a sociedade anônima é desfeita e a TV Sergipe é vendida para o grupo Aratu, da Bahia. A compra da emissora fez parte de um projeto audacioso: formar uma rede de televisão no Nordeste.

Os acionistas trazem, além do suporte financeiro, novos equipamentos e a experiência. Todos os setores recebem investimentos. Uma nova torre é montada, um novo transmissor é comprado. Chegam também novas câmeras de estúdio e equipamentos para o jornalismo.

Ângela Abreu é descoberta por acaso e vira apresentadora do “Jornal Hoje” parte local. O “No Campo do Quatro” é o novo programa esportivo, apresentado por César Cabral.

O festival de músicas de carnaval, apresentado pelo irreverente Hilton Lopes, é transmitido ao vivo, direto do teatro Lourival Baptista.

Família Franco[editar | editar código-fonte]

O projeto para a formação de uma rede de televisão no Nordeste, com sede em Salvador, não se concretiza e a TV Sergipe é vendida à família Franco. Com a nova gestão, a emissora não para de crescer. O parque técnico se moderniza e a programação se encaixa, a cada dia, na grade da Rede Globo.

O “TV Mulher” ganha uma versão local, apresentado por Fátima Botto. A TV Globo inaugura o “Bom Dia Brasil” e a TV Sergipe segue o mesmo caminho: cria o Bom Dia Sergipe. Também ganham espaço na programação a edição noturna do “Sergipe Notícias” e o “Bom Dia Interior”, que conta histórias dos municípios.

Nas manhãs de domingo, Mel Almeida apresenta o “Sergipe Rural”, o primeiro programa da televisão local dedicado ao homem e as coisas do campo. Às sextas-feiras, no jornal do meio-dia, o telespectador conhece o roteiro cultural do fim de semana na Agenda da Capital, com Nivaldo Menezes.

O intercâmbio com a Rede Globo permite a qualificação dos profissionais e proporciona momentos inesquecíveis, como a ida do apresentador do Globo Esporte, Hermínio Matos, para cobrir um jogo no Maracanã.

Na gestão do superintendente Augusto César Franco, equipamentos modernos são incorporados ao parque eletrônico e os investimentos são vistos graças a um novo visual na telinha da TV, com a chegada do videografismo.

O núcleo de Rede é montado e o estado passa a freqüentar os noticiários da TV Globo com a contratação da repórter Aline Hungria. O núcleo começa a revelar Sergipe para todo o país.

Em 2001, o esporte também ganha mais espaço com a estreia do programa “Viva Esporte”, aos sábados. Em 2009, a emissora recebeu o 3° lugar do Prêmio Setransp de Jornalismo, na categoria "Mídia Eletrônica - Televisão". Através da matéria intitulada "Série Transporte Coletivo", produzida pela repórter Sayonara Hygia e sua equipe.[2]

Transmissão HDTV[editar | editar código-fonte]

O tempo passou e a Rádio e Televisão de Sergipe Ltda, que nasceu de um ideal progressista, manteve a sua trajetória de empresa líder de mercado, baseada em princípios éticos e programação de alta qualidade, com a parceria de uma das maiores redes de televisão do mundo, a Rede Globo. Em 2010, por exemplo, a emissora foi a primeira no estado a produzir, editar e exibir um programa em HDTV, a sigla em inglês que significa “TV de alta definição”. No dia 20 de fevereiro, os sergipanos puderam assistir ao programa Terra Serigy sobre o cânion do rio São Francisco.

Em 2013, no dia do seu aniversário, a emissora emissora inaugura sua cobertura digital via satélite. Com a tecnologia, a emissora vai colocar em uso a primeira retransmissora digital do estado e a segunda do Norte/Nordeste, na cidade de Itabaiana, que vai permitir à cidade serrana e a mais seis municípios sergipanos – Campo do Brito, Moita Bonita, Ribeirópolis, Macambira, São Domingos e Frei Paulo - receber o sinal da TV em HD, com alta qualidade de imagem e som.

Além dos sete municípios que receberão o sinal digital da TV Sergipe a partir do dia 15, já recebem hoje imagem e áudio com alta qualidade as cidade de Aracaju, Areia Branca, Capela, Laranjeiras, Maruim, Malhador, Barra dos Coqueiros, Pirambu, Rosário do Catete, Santa Rosa de Lima, Santo Amaro das Brotas, Siriri, Nossa Senhora das Dores, Japaratuba, Carmópolis, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão.

No dia 16 de maio de 2015 estreia o programa de variedades 'Combinado' com a cantora e compositora Maysa Reis e pelo jornalista e cantor Menilson Filho, nas tardes de sábado, após o Jornal Hoje, marcando então, a recriação do núcleo de entretenimento da emissora, sob o comando de Carolina Franco na direção, os jornalistas Brucce Cabral e Fernanda Pinheiro nas externas. O programa é dirigido pela jornalista Cinthia Eleodoro e equipe.

Programas[editar | editar código-fonte]

Além de transmitir a programação nacional da Rede Globo, a TV Sergipe produz os seguintes programas:

  • Bom Dia Sergipe: Telejornal, com Lyderwan Santos;
  • SETV 1ª edição: Telejornal, com Ricardo Marques;
  • Globo Esporte SE: Jornalístico esportivo, com Tâmara Oliveira;
  • SETV 2ª edição: Telejornal, com Suzane Vidal;
  • Combinado: Programa de variedades, com Menilson Filho;
  • Estação Agrícola: Jornalístico sobre o agronegócio, com Cleverton Macedo;
  • Sergipe Notícia: Boletim informativo, com Paula Azevedo (manhã) e Lays Rocha (tarde)
Programas antigos

Retransmissoras[editar | editar código-fonte]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Greve de funcionários em 2010[editar | editar código-fonte]

Funcionários da emissora, reunidos em frente a sede.

Em 2010, a TV Sergipe apesar de ter a maior audiência do estado, passa por problemas internos, um deles são as medidas tomadas pelo diretor superintendente Paulo Siqueira, o qual vem controlando a emissora sobre uma especie de intervenção.

No dia 04 de abril de 2011, os funcionários da TV Sergipe, emissora mais antiga do estado de Sergipe, motivados pela constante demissão de colaboradores, decidiram parar as atividades, fazendo com que não houvesse o telejornal Bom Dia Sergipe, sendo exibido no horário o Bom Dia Pernambuco.[3]

Durante o protesto, os funcionários da emissora decidem criar um perfil no microblog Twitter, o @salveatvse.[4] Por causa da paralisação, o diretor-presidente da emissora, Paulo Roberto, deixa o cargo na emissora. O diretor era acusado, na época do protesto, pela representação sindical no estado de promover assédio moral na emissora apoiado pelo diretor de jornalismo da emissora, Roberto Gonçalves.[5]

Polêmica nos bastidores do programa 'Combinado'[editar | editar código-fonte]

No dia 22 de maio de 2015, uma semana após a estreia do programa, o presidente do Sindicato dos Radialistas de Sergipe, Fernando Cabral, prestou um Boletim de Ocorrência na manhã daquela sexta-feira na 3ª Delegacia Metropolitana de Aracaju contra a ex-apresentadora da TV Sergipe e cantora Maysa Reys. Segundo o presidente, a própria estaria apresentando o programa sem DRT, documento na qual objetiva o registro trabalhista ao exercício legal da profissão emitida em sindicatos (nesse caso, na área de Rádio e TV e/ou Mídia Impressa).[6] A emissora e a assessoria de comunicação da cantora não prestaram qualquer esclarecimento. Maysa Reys ficou no programa até o dia 26 de dezembro de 2015. Atualmente, continua a dedicar-se no segmento musical à carreira de cantora.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]