Cristinápolis

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Município Cristinápolis
Bandeira  Cristinápolis
Brasão  Cristinápolis
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 24 de abril
Fundação 24 de abril de 1882
Gentílico cristinapolitano(a).
Lema Um Novo Tempo para nossa Gente.
Prefeito(a) João Dantas dos Santos (Du de Juca) ([PDT])
(2017–2020)
Localização
Localização  Cristinápolis
Localização Cristinápolis em Sergipe
Cristinápolis está localizado em: Brasil
Cristinápolis
Localização Cristinápolis no Brasil
11° 28' 37" S 37° 45' 43" O11° 28' 37" S 37° 45' 43" O
Unidade federativa  Sergipe
Mesorregião Leste Sergipano IBGE/2008[1]
Microrregião Boquim IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Rio Real e Jandaíra em território baiano. Umbaúba, Indiaroba, Tomar do Geru e Itabaianinha em território sergipano
Distância até a capital 115 km
Características geográficas
Área 275 km² [2]
População 18 092 hab. estimativa IBGE 2016[3]
Densidade 65,79 hab./km²
Altitude 120 m[4]
Clima tropical úmido a sub-úmido[4] As'
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,553 baixo PNUD/2010[5]
PIB R$ 67 968,211 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 4 246,42 IBGE/2008[6]
Página oficial

Cristinápolis é um município brasileiro do estado de Sergipe, localizado no extremo sul do estado.

História[editar | editar código-fonte]

Já foi chamado de Chapada, recebeu o nome de ... Cristina, em homenagem à imperatriz do Brasil, Dona Tereza Cristina. Mas depois passou a ser chamado em definitivo de Cristinápolis.

As terras que viriam a ser um dos mais importantes municípios da região sul de Sergipe foram encontradas pelos invasores europeus logo após 1500. Uma povoação se formou e se fixou no planalto, entre os rios Urubas de Cima e Urubas de Baixo.

A povoação começou por volta de 1575, com os índios que fugiam do avanço sanguinário dos europeus. Foi uma espécie de mocambo. Os gentios (indígenas) saíam de Tomar do Geru, Santa Luzia do Itanhi e Indiaroba. Todos se refugiavam na povoação Chapada. Nessa época os índios ou morriam nos massacres ou eram escravizados.

Atrás dos índios e antes dos exploradores, vinham os padres da Companhia de Jesus. Alguns deles se deslocavam da freguesia do Espírito Santo, hoje Indiaroba, e outros de Tomar do Geru. Tinham acesso livre na "Chapada", uma aldeia que crescia muito, e lá construíram uma capela sob a invocação de São Francisco de Assis.

Assim a povoação ficou isolada do elemento branco por muitos anos, que foi chegando timidamente na região. O Governo Provinciano criou uma subdelegacia na Chapada na segunda metade do século XIX para prevenir atentados na região, e em 1849 já havia uma escola primária no local. Em 12 de abril de 1878 o local evoluiu para 'Freguesia da Chapada de São Francisco de Assis' por meio de resolução provincial.

Só em 4 de março de 1882, por meio de lei provincial, o povoado Chapada foi elevado a categoria de "Vila Cristina" (homenagem à Imperatriz brasileira, D. Tereza Cristina), desmembrado do município de Espírito Santo (Indiaroba). Em 28 de março de 1938, Vila Cristina foi elevada a categoria de município permanecendo com o nome de Cristina, e em 31 de dezembro de 1943 foi solicitada pelo interventor federal de Sergipe (governador)Eronildes Ferreira de Carvalho o nome de Cristinápolis em 7 de dezembro só foi rebatizada 1944 foi rebatizada sancionada pelo interventor Augusto maynard gomes, pelo nome de "Cristinápolis".[7][8]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Cristinápolis apresenta temperatura média anual de 24,2 °C e uma precipitação de chuvas de 1.420 mm/anos, com período chuvoso de fevereiro a agosto (outono-inverno e parte do verão). O relevo apresenta desde planícies litorâneas (marinhas, fluviais e fluvio-marinhas) a tabuleiros costeiros. A vegetação compreende capoeira e caatinga. O município está inserido na bacia hidrográfica do rio Real, além do Real, os rios Itamirim e da Jiboia e o riacho do Baixão passam pelo território.[4]

Economia[editar | editar código-fonte]

A cidade tem como principal base econômica a citricultura; produzindo laranja, tangerina e limão. Tal atividade é responsável por 75% da renda do município. Outras produções importantes são milho, mandioca, maracujá e manga; além da avicultura de galináceos, e da pecuária de bovinos, suínos e ovinos.[4]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Segundo estórias populares, nos primórdios do município, um Fazendeiro de nome Manoel Fernandes da rocha braque que era cel. de batente comprado(conhecido como Manuel vaqueiro, que trabalhava para os frades franciscanos da freguesia do Espírito Santo (Indiaroba), procurava por algumas cabeças desgarradas do rebanho e teve que atravessar o riacho Saguim Rio paiaiá nome dado pelos índios e ficou conhecido como rio jiboia depois da morte da cobra jiboia que Manuel matou, e penetrar na mata; após matar uma jibóia em um riacho encontrou uma chapada e lá descobriu uma aldéia indígena. Retornou ao convento e relatou a descoberta aos frades que logo dirigiram-se ao local para evangelizar os índios da chapada. Lá construiram uma pequena capela feita de palha sob a proteção de São Francisco de Assis Pelo frei Paulo Antônio di domele de rovgno, onde os indígenas se dirigiam para ouvir os sermões. A capela foi aumentada e virou a Igreja São Francisco de Assis, mas ainda era muito simples sem torres. Só em 1924 ela foi reformada e toda a estrutura modificada, tomando como modelo a Igreja de Santo Antônio, em Aracaju.[8]

O rumor da invasão de Lampião[editar | editar código-fonte]

Em meados dos anos 1930, surgiu um rumor que o cangaceiro Lampião estava se dirigindo a Vila Cristina apavorando os moradores. O prefeito da localidade reuniu alguns cidadãos e se juntaram ao destacamento policial (um cabo e dois soldados) para a defesa da vila. Requisitaram armas e transformaram a igreja matriz em um ponto de defesa. Foi proibido aos seus habitantes deixar a vila, mas isso não impediu que vários se escondessem nas matas próximas. Por meio do telégrafo tentavam em vão se comunicar com a cidade de Itabaianinha para avisar da situação da vila. Somente no final do dia conseguiram notícias de Itabaianinha avisando que o bando de cangaceiros encontrava-se em Capela, sendo assim impossível sua presença naquela região.[8]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NO BRASIL E UNIDADES DA FEDERAÇÃO COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2016» (PDF). IBGE. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  4. a b c d Projeto Cadastro da Infra-Estrutura Hídrica do Nordeste, Diagnóstico do Município de Cristinápolis, 2002.
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 26 de agosto de 2013 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. Acervo Biblioteca IBGE, Acervo documentação territorial: Cristinápolis-SE.
  8. a b c CINFORM - História dos Municípios. Edição Histórica. Globo Cochrone. 2002
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