Universidade Federal do Tocantins

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Universidade Federal do Tocantins
Brasão UFT
MarcaUFTvertical.jpg
UFT
Fundação Criação: 23 de outubro de 2000 (17 anos)

Implantação: 15 de maio de 2003 (14 anos)

Tipo de instituição Publica
Mantenedora Coat of arms of Brazil.svg Ministério da Educação
Localização Araguaína; Arraias; Miracema do Tocantins; Gurupi; Palmas; Porto Nacional; Tocantinópolis, Tocantins
Docentes 657
Reitor(a) Luis Eduardo Bovolato[1]
Total de estudantes 18.000
Orçamento anual 276 831 524,07 (2015)[2]
Página oficial www.uft.edu.br

A Universidade Federal do Tocantins (UFT) é uma instituição de ensino superior pública federal brasileira que tem sua sede (Reitoria) na cidade de Palmas, capital do estado do Tocantins. Situada na região da Amazônia Legal, a UFT possui câmpus em Palmas e em outros seis municípios tocantinenses: Araguaína, Arraias, Gurupi, Miracema do Tocantins, Porto Nacional e Tocantinópolis .[3]

A UFT oferece mais de 50 cursos presenciais de graduação, entre licenciaturas, bacharelados e tecnológicos, cinco cursos a distância (EaD) e ainda cursos na modalidade semi-presencial para formação de professores (Parfor), além de Programas de Pós-Graduação stricto sensu - com 31 cursos de mestrado (19 acadêmicos e 12 profissionais) e seis doutorados -, e diversas opções de pós-graduação lato sensu (especializações e MBAs).

História[editar | editar código-fonte]

A construção institucional da UFT remonta ao período em que a região do Tocantins ainda era parte do Estado de Goiás. Neste período, o ensino superior iniciava seus primeiros passos rumo á interiorização naquele estado com uma trajetória iniciada no ano de 1963, na cidade de Porto Nacional.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Em 12 de agosto de 1963, através da lei nº 4.505, o governo do estado de Goiás criou a Faculdade de Filosofia do Norte-Goiano (FAFING), estabelecendo sua sede na cidade de Porto Nacional. Instituía-se, assim, a primeira escola de ensino superior da antiga região norte do estado. Em 30 de maio de 1984, a FAFING é transformada em autarquia pela lei estadual nº 9.449.[4] No ano de sua transformação em autarquia, os cursos ofertados pela instituição eram: Letras, História, Geografia, Estudos Sociais, e Ciências. Em 1989, a Faculdade de Filosofia passou a ser Centro Universitário de Porto Nacional, e em 1990 se tornou Universidade do Tocantins (Unitins). No ano de 2003, o câmpus foi finalmente transferido da Unitins para a UFT, com a entrada em funcionamento desta última.[5]

Outra instituição constituinte da UFT foi a Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Araguaína (FACILA), criada pela lei estadual nº 9.470, de 11 de julho de 1984.[6] Passou a existir já ofertando os cursos de Letras, História, Geografia, Estudos Sociais, e Ciências. Igualmente à FAFING, foi absorvida inicialmente pela Unitins, até que em 2003 sua estrutura foi repassada a UFT.[5]

A Fundação Universidade do Tocantins (Unitins), embora, no momento da fundação da UFT, em 2003, não tenha sido absorvida por esta, repassou a maior parte de sua estrutura, inclusive todo quadro de alunos e professores da graduação. Diante disso, a Unitins resumiu seu campo de atuação exclusivamente na cidade de Palmas. Sendo assim, pode ser considerada talvez aquela que mais contribuiu para o estabelecimento da UFT como maior instituição de ensino superior do Tocantins.[7]

Processo de Criação[editar | editar código-fonte]

A Universidade Federal do Tocantins (UFT) foi criada pela lei nº 10.032, de 23 de outubro de 2000 e publicada no Diário Oficial da União de 24 de outubro de 2000.[8] Suas atividades só se iniciaram em 15 de maio de 2003, com a posse dos primeiros professores efetivos.

Em 18 de abril de 2001 foi nomeada a primeira Comissão Especial de Implantação da Universidade Federal do Tocantins pelo então Ministro da Educação, Paulo Renato, por meio da Portaria de n° 717/2001. Esta comissão teve entre seus objetivos elaborar o Estatuto e um projeto de estruturação da nova universidade. Como presidente dessa comissão foi designado o professor doutor Eurípedes Vieira Falcão, ex-reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Depois de dissolvida a primeira comissão designada com a finalidade de implantar a UFT, em 2002 uma nova etapa foi iniciada. Para esta nova fase, foi assinado o Decreto n° 4.279, de 21 de junho de 2002, atribuindo à Universidade de Brasília (UnB) competências para tomar as providências necessárias à implantação da UFT. Para tanto, foi designado o professor doutor Lauro Morhy, na época reitor da Universidade de Brasília, para o cargo de reitor pro tempore da UFT.

Em 17 de julho do mesmo ano foi firmado o Acordo de Cooperação n° 01/2002 entre a União, o Estado do Tocantins, a Unitins e a UFT, com interveniência da Universidade de Brasília, com o objetivo de viabilizar a implantação definitiva da Universidade Federal do Tocantins. Com essas ações, iniciou-se uma série de encaminhamentos jurídicos e burocráticos, além dos procedimentos estratégicos que estabeleciam funções e responsabilidades a cada um dos órgãos representados.

Com a posse dos professores, foi desencadeado o processo de realização da primeira eleição dos diretores de câmpus da Universidade. Já finalizado o prazo dos trabalhos da comissão comandada pela UnB, foi indicada uma nova comissão de implantação pelo ministro Cristovam Buarque. Na ocasião, foi convidado para reitor pro tempore o professor Dr. Sergio Paulo Moreyra, professor titular aposentado da Universidade Federal de Goiás (UFG) e assessor do Ministério da Educação. Entre os membros dessa comissão, foi designado, por meio da Portaria n° 02, de 19 de agosto de 2003, o professor mestre Zezuca Pereira da Silva, também professor titular aposentado da UFG para o cargo de coordenador do Gabinete da UFT.

Esta comissão elaborou e organizou as minutas do Estatuto e do Regimento Geral da UFT, e o processo de transferência dos cursos da Universidade do Estado do Tocantins (Unitins), que foram submetidos ao Ministério da Educação e ao Conselho Nacional de Educação (CNE). Foram criadas as comissões de Graduação, de Pesquisa e Pós-Graduação, de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários e de Administração e Finanças. A comissão ainda preparou e coordenou a realização da primeira consulta acadêmica para reitor e vice-reitor da UFT, que ocorreu no dia 20 de agosto de 2003, na qual foi escolhido como reitor o professor Alan Barbiero.

No ano de 2004, por meio da Portaria no 658, de 17 de março de 2004, o ministro da educação, Tarso Genro, homologou o Estatuto da Fundação, aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), o que tornou possível a criação e instalação dos Órgãos Colegiados Superiores: o Conselho Universitário (Consuni) e o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe).

Com a instalação desses órgãos foi possível consolidar as ações inerentes à escolha de reitor e vice-reitor, conforme as diretrizes estabelecidas pela Lei n° 9.192/95, que regulamenta o processo de escolha de dirigentes das instituições federais de ensino superior por meio da análise da lista tríplice. Com a homologação do Estatuto da Fundação Universidade Federal do Tocantins, também foi realizada a convalidação dos cursos de graduação e os atos legais praticados até aquele momento pela Fundação Universidade do Tocantins (Unitins). Por meio desse processo, a UFT incorporou todos os cursos de graduação e também o curso de Mestrado em Ciências do Ambiente, que já era ofertado pela Unitins, bem como, fez a absorção de mais de oito mil alunos, além de equipamentos e da estrutura física dos sete câmpus, incluindo prédios em construção.

A UFT possui câmpus universitários em todo o Estado, desde o extremo norte, Bico do Papagaio, como é chamado, até o extremo sul, Arraias, cidade das colinas, última cidade do Estado, já na divisa com o Estado de Goiás.

Pioneirismo[editar | editar código-fonte]

A UFT foi a primeira universidade brasileira a estabelecer cotas para estudantes indígenas em seus processos seletivos, já no primeiro vestibular da Instituição, realizado em 2004, e a primeira universidade brasileira também a estabelecer cotas para estudantes quilombolas, em 2013.

Além disso, a Universidade tem o curso de Engenharia Ambiental mais antigo do país, com ingresso de alunos desde 1992, e o primeiro curso de mestrado ofertado no estado do Tocantins, o mestrado em Ciências do Ambiente (Ciamb), aprovado pela Capes em 2002.

O processo de criação e implantação da UFT representa uma grande conquista para o povo tocantinense e a Universidade não para de crescer, tendo passado de cerca de 8 mil alunos e 25 cursos de graduação, em 2003, para mais de 20 mil alunos, em 57 cursos de graduação e 30 programas de pós-graduação nos seus primeiros 13 anos de existência.

Cursos[editar | editar código-fonte]

Diversos cursos disponíveis da Universidade Federal do Tocantins espalhados em seus vários vários câmpus:

Câmpus de Araguaína[editar | editar código-fonte]

O Câmpus composto de duas unidades. Uma localizada no centro da cidade (Cimba) e outra na zona rural do município (EMVZ). Na unidade Cimba temos sete cursos de licenciatura (História, Letras, Geografia, Matemática, Física, Química e Biologia), três cursos tecnológicos (Turismo, Cooperativismo e Logística), um curso de especialização em Segurança Pública, dois MBAs nas áreas de Gestão de Pessoas e Coaching e Gestão Empresarial, dois mestrados acadêmicos (Letras e Interdisciplinar), três mestrados profissionais (Letras, História e Física) e um doutorado em Letras. Na Escola de Medicina, Medicina Veterinária e Zootecnia (EMVZ) são ofertados os cursos de Medicina Veterinária, Zootecnia e Medicina (com previsão de início das aulas no segundo semestre de 2016), além de dois mestrados acadêmicos e um doutorado em Ciência Animal Tropical. Araguaína localiza-se a 368km da capital, Palmas, e é uma das principais cidades do Estado do Tocantins, com uma população estimada em 175 mil habitantes (IBGE, 2017). A lista completa de cursos segue abaixo:

Câmpus de Arraias[editar | editar código-fonte]

Câmpus de Gurupi[editar | editar código-fonte]

O Câmpus de Gurupi constitui-se em um dos sete campi da Universidade Federal do Tocantins, localizadona região sul do estado, onde são oferecidos quatro cursos de graduação presencial: Agronomia (nota 4 no ENADE 2011), Engenharia Florestal, Química Ambiental e Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia e dois cursos na modalidade EAD: Biologia e Química modalidade licenciaturas. Na pós graduação Stricto sensu são oferecidos os cursos de Mestrado em Produção Vegetal (nota 4 pela CAPES), Mestrado em Biotecnologia(nota 3 pela CAPES) Mestrado em Ciências Ambientais e Florestais (nota 3 pela CAPES) e Doutorado em Produção Vegetal (nota 4 pela CAPES), estes dois últimos iniciando suas primeiras turmas no primeiro semestre de 2012.

Câmpus de Miracema[editar | editar código-fonte]

Na gestão 1999/2000 a universidade passou por mudanças que culminaram com a suspensão de vestibular, extinção e criação de novos cursos. No rol dos cursos extintos, nesta gestão, destacaram-se o de Administração e Matemática, no campus de Miracema. Concomitantemente, a criação de Centros Universitários de Formação de Profissionais da Educação - Cefopes1, cuja incumbência era congregar as políticas públicas educacionais e as diretrizes de formação docente no âmbito da Universidade. Em 2000, foi criado no campus de Miracema um Cefope para oferecer os cursos de Pedagogia, para formar o gestor em Administração ou Supervisão Educacional e Normal Superior, para formar o docente para atuar nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com ocorrência de apenas um vestibular. Decorridos seis semestres sem vestibular para os Cursos de Pedagogia e Normal Superior no campus de Miracema e na iminência de sua extinção, a comunidade acadêmica e a sociedade civil envidam esforços tendo em vista sua incorporação a recém criada Universidade Federal do Tocantins. Em 2003, retoma-se o concurso vestibular para os Cursos de Pedagogia e Normal Superior com a fusão de ambos no ano de 2004. Diante dessa realidade de oferta de apenas um curso abre-se o debate acerca das possibilidades de implantação de um novo curso de graduação. Em 2005 e 2006, nas discussões visando definir as ações prioritárias para investimento, a comunidade acadêmica do campus indicou cinco prioridades para a consolidação do Campus Universitário de Miracema. Dentre essas prioridades a principal foi a criação de um novo curso de graduação. Para viabilizá-la a Coordenação do Campus instituiu uma Comissão para apresentar diagnóstico e parecer acerca das possibilidades de implantação do novo curso. A Comissão apresentou relatório contendo três dimensões: instalações físicas e recursos humanos (técnico administrativo e docentes) e pesquisa de opinião junto à comunidade interna (alunos e professores) e externa (estudantes concluintes do ensino médio nas cidades de Miracema e Miranorte). O relatório da comissão apontou que a estrutura física encontra-se sub-utilizada, existindo espaço físico e equipamentos adequados para atender a demanda de um novo curso. Além do mais o corpo de servidores técnico-administrativo permite ampliar o atendimento a comunidade acadêmica. A comissão concluiu ainda que o corpo docente existente do Campus Universitário de Miracema permite que este seja mais bem aproveitado num curso de graduação da área de ciências sociais e humanas. Em relação á pesquisa de opinião realizada junto à comunidade interna e externa sobre a proposição de um novo curso de graduação a comissão recomendou a criação do Curso de Serviço Social, uma vez que este possibilitaria um aproveitamento maior do corpo docente existente no campus. A partir destas recomendações, o Conselho Diretor do Campus Universitário de Miracema aprovou a indicação ao Consepe da criação do Curso de Serviço Social a ser implantado a partir do ano de 2007/1. Para tanto instituiu uma comissão responsável pela elaboração do Projeto pedagógico do Curso de Serviço Social. A metodologia de trabalho utilizada por essa comissão privilegiou a adoção dos seguintes procedimentos: levantamento do arcabouço legal que orienta a elaboração de projetos pedagógicos; discussão e análise de projetos pedagógicos-curriculares de instituições de educação superior promotoras do Curso de Serviço Social e realização de reuniões de trabalho para elaboração da proposta, bem como a discussão desta com profissionais da área que representam a categoria no âmbito do exercício da profissão. Ressaltamos que a criação de um novo curso de graduação em Miracema está associado à política institucional da Reitoria da UFT, de fortalecer a área acadêmica dos campi com apenas um curso, como é o caso de Miracema, Gurupi e Tocantinópolis. Além disto, o Conselho Universitário - Consuni aprovou em reunião ordinária de março daquele ano a alocação de códigos de vagas para a realização de Concurso Público de docentes para esses e outros campi visando dar condições para criar e implementar um novo curso de graduação. Neste contexto, o campus de Miracema, recompõe sua condição de contribuir mais fortemente com a educação superior, nesta região do Estado do Tocantins, na medida em que passou a ofertar, via vestibular em cada semestre 80 vagas para o Curso de Pedagogia e 80 vagas para o curso de Serviço Social, totalizando e ampliando sua oferta de 80 para 160 vagas ao ano. No ano de 2014 o campus passou a oferecer 40 vagas para o curso de Psicologia e em 2015 40 vagas para o curso de Educação Física.[9]

Câmpus de Palmas[editar | editar código-fonte]

Câmpus de Porto Nacional[editar | editar código-fonte]

Localizado na região central do estado a 66 Km da capital, Porto Nacional é um dos municípios mais antigos do Estado, contando com uma população estimada em 52.182 conforme IBGE (2015). Desde o início do século XX, o município se destacou como um grande centro religioso, educacional e cultural. Duas missões de padres dominicanos franceses foram os responsáveis por esse processo, primeiro na educação e catequização de homens, depois inovando, para a época, com a vinda de missionárias para educar as mulheres. O câmpus desenvolve pesquisas na área da educação indígena e do meio ambiente, ligados aos cursos oferecidos: Ciências Biológicas, Letras, Letras:Libras, História, Ciências Sociais, Relações Internacionais e Geografia e Cursos de Pós-Graduação Mestrado em Letras, Biologia e Geografia.

Câmpus de Tocantinópolis[editar | editar código-fonte]

  1. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome reitoria
  2. «Gastos Diretos por Órgão Executor em 2015: UFT». Portal da Transparência. Consultado em 16 de junho de 2016 
  3. Campi Universitários - Portal UFT
  4. Decreto nº 2.428, de 12 de dezembro de 1984 - Governo do Estado de Goiás
  5. a b LIMA, Samuel; MELZ, Talita. 25 anos: gente que viu e ajudou a educação superior a nascer no Tocantins - Portal UFT
  6. Decreto nº 2.413, de 2 de outubro de 1984 - Governo do Estado de Goiás
  7. PRETTO, Nelson de Luca; PEREIRA, Isabel Cristina Auler. Ensino superior no Brasil: a implantação da UNITINS e o uso da EaD como estratégia expansionista de uma universidade pública. Revista Perpectiva Florianópolis, v. 26, n. 2, 663-691, jul./dez. 2008, in Repositório Institucional (RI) da UFBA
  8. Seção 1 - Edição nº 205 de 24/10/2000 Pag. 1 - Diário Oficial da União
  9. PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL (PDI) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS 2011-2015 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2014-2022 DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS, 2014 PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL, 20014; PROJETO PEDAGÓGICO-INSTITUCIONAL (PPI) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS, 2007;

9. Câmpus Porto Nacional - Portal UFT