Azul

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Azul
Coordenadas espetrais
Comprimento de onda 440–490 nm
Frequência ~680–610 THz
Coordenadas de cor
Tripleto hexadecimal #0000FF
sRGB (r, g, b) (0, 0, 255)
CMYK (c, m, y, k) (100, 100, 0, 0)
HSV (h, s, v) (240.º, 100%, 100%)

O azul é uma das três cores-luz primárias, e cor-pigmento secundária, resultado da sobreposição dos pigmentos ciano e magenta. Seu comprimento de onda é da ordem de 455 a 492 nanômetros do espectro de cores visíveis.

O azul costuma estar associado à frieza, depressão, monotonia. E, por isso mesmo, também à paz, à ordem, à harmonia [1]. Entre os matizes, é o menos expansivo e forte aos olhos, sendo a cor mais fria. Sinônimos: cerúleo, cárdeo, celeste, azulado, safira. Também há relação à estimulação da criatividade e tranquilidade [2]. É a cor favorita de 45% das pessoas do mundo, possuindo 111 tons diferentes nomeados <[3]. Principais tonalidades de azul: azul-bebê, azul-celeste, azul-cobalto, azul-marinho, turquesa.

Relações da cor[editar | editar código-fonte]

  • Há diversos organismos que se caracterizam pela tonalidade azul, por exemplo: a ararinha-azul, a gralha-azul ou a garrafa-azul.
  • Durante o dia, é a cor predominante no céu.
  • É a cor que aparece, junto ao branco, na bandeira da Grécia.
  • É uma das cores da bandeira da República Federativa do Brasil.
  • A baleia-azul é o maior mamífero existente na actualidade, mas não é propriamente desta cor.
  • Apesar de transparente, a água é representada de azul.

História[editar | editar código-fonte]

Evolução das cores do azul-escuro ao branco.

A produção de pigmentos artificiais de azul tem sido um desafio constante na história da humanidade. Muito provavelmente, pela dificuldade de encontrá-lo, o azul foi em momentos diversos considerado uma cor destinada a temas nobres. Vermelho, preto e branco dominaram quase todas as representações artísticas até o início da Idade Média devido à facilidade com que as tintas podiam ser fabricadas, em comparação com a dificuldade de obter pigmento azul. É certo, no entanto, que os egípcios conheciam um pigmento dessa cor há mais de 5 mil anos, mas ele era misturado ao pigmento de uma pedra semipreciosa, o lápis-lazúli. Foi a dificuldade para chegar ao tom que fez com que os romanos durante a Antiguidade o associassem aos bárbaros, porque estes usavam uma planta europeia conhecida como Pastel ou Ísatis Tinctoria para tingir suas roupas de azul - até então ter roupas tingidas de azul era sinônimo de barbárie.

No começo da Idade Média, o vermelho era a cor da nobreza, enquanto o azul era dos servos. Os tecidos eram tingidos de azul com o pigmento extraído de uma planta chamada Ísatis, ou pastel-de-tintureiro. Para conseguir a tinta, era necessário deixar a planta fermentando em urina humana. Com o tempo, perceberam que o álcool acelerava o processo - por isso, tintureiros ingeriam bebidas alcoólicas com a desculpa de que a urina já sairia rica em álcool. A expressão em alemão blau werden, literalmente traduzida como "ficar azul", significa na Alemanha "ficar bêbado".

No século VI, a técnica para obtenção do pigmento chamado azul-ultramar, feita com o lápis-lazúli, ganhou a Europa - a pedra, no entanto, chegou a custar mais que o ouro. A descoberta do caminho marítimo para as Índias, no fim do século XV, levou para a Europa o pigmento conhecido como índigo indiano, obtido com uma planta oriental. A utilização foi proibida – uma tentativa de preservar o tom produzido na região com a ísatis – e dava até pena de morte.

O pigmento azul-da-prússia foi descoberto na Alemanha, numa experiência sobre oxidação do ferro em 1704. Custava um décimo do preço da tinta feita a partir do lápis-lazúli e fez sucesso entre os pintores da época. De lá para cá, a indústria química evoluiu e possibilitou a obtenção de centenas de pigmentos mais baratos. Isso foi um fator crucial para o surgimento no século XIX, do impressionismo de artistas como Monet, que davam grande valor à cor. Mas, como muitos pigmentos desse período não possuíam uma boa resistência, vários quadros da época sofreram uma prematura descoloração.

Referências

  1. «Significado da Cor Azul». Significados. Cópia arquivada desde o original em 2 de abril de 2016. Consultado em 25 de outubro de 2016 
  2. Solange Lima. «Azul: cor da calma, tranquilidade e fé». Personare. Consultado em 25 de outubro de 2016 
  3. Carol T. Moré (1 de abril de 2015). «Azul: 50 curiosidades interessantíssimas que você não sabia sobre a cor». Follow The Colours. Cópia arquivada desde o original em 13 de outubro de 2016. Consultado em 25 de outubro de 2016