Vaccinium myrtillus

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Como ler uma caixa taxonómicaMirtilo
203 Vaccinum myrtillus L.jpg

Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Ericales
Família: Ericaceae
Género: Vaccinium
Espécie: V. myrtillus
Nome binomial
Vaccinium myrtillus
L. 1753

O Vaccinium myrtillus é um arbusto que pertence à família Ericaceae (família da azálea).[1][2] As plantas são arbustos de pequeno porte nativos da Eurásia e que também crescem em sub-bosques das florestas temperadas na Europa. Existe também o mirtilo americano, uma espécie nativa da América do Norte. É uma planta arbustiva, o fruto é uma baga que quando maduro adquire a coloração azul arroxeada, de tamanho pequeno, de sabor doce-ácido. Esta planta adapta-se bem ao clima temperado.

Cultivo[editar | editar código-fonte]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

A Embrapa introduziu o mirtilo no sul do Brasil em 1983, trata-se de algumas variedades cultivadas na Europa em regiões nas quais o inverno é bastante rigoroso, daí a dificuldade em cultivá-las no país, apenas conseguido de forma satisfatória no sul do Brasil, nas serras de nordeste do estado do Rio Grande do Sul e em cidades planálticas, visto que o planalto catarinense ou meridional se encontra na zona subtropical e a uma altitude média de 1000m. Cidades catarinenses como São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Urupema e Itá (Fazenda NiceBerry)[3], já estão introduzindo o fruto com sucesso, pois as temperaturas anuais destes logradouros encontram-se entre as mais baixas de todo o Brasil, com média de 11 °C a 13 °C anuais. No estado do Rio Grande do Sul, estas estão sendo inseridas, nas cidades mais altas das serras de nordeste do estado, e em cidades com altitudes entre 900 a 1200m, tais como: São José dos Ausentes, Bom Jesus, Vacaria, Cambará do Sul, Jaquirana e São Francisco de Paula, visto, que apesar de serem altas e frias o ano inteiro, também possuem solo muito fértil e uma boa distribuição de chuva durante o ano todo.

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal cresce espontaneamente no Norte do país (Minho e Trás-os-montes) e na Serra da Estrela. O concelho de Sever do Vouga introduziu, por acção de um estudo de uma fundação holandesa, a variante americana desta planta em 1986/7, quando não existia em Portugal nenhuma plantação desta espécie, apenas se realizando a colheita em plantas silvestres na região do Gerês e de Montalegre, onde recebe o nome de Arando ou Arandano. Em 2015, a cultura do mirtilo encontra-se bastante difundida em todo o território nacional, tendo forte potencial de vir se tornar uma grande parcela para a economia agrícola do país.

Uso medicinal[editar | editar código-fonte]

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Mirtilos

O mirtilo já era um fruto utilizado pelo Homem desde o século XVI, principalmente devido às suas propriedades antioxidantes e antibacterianas. Esta pequena baga está no topo dos alimentos com maior teor de antioxidantes e é rico em fibra, vitaminas A, B e C e sais minerais (Mg, Ca, P, Fe, Z, Se, Mn, L). [4]

Atua em casos de diarreias graves. Embora a medida principal para o tratamento de diarreia seja a hidratação imediata. Indicado para ação local no alívio de inflamações na boca e catarros. Já foi muito utilizado contra febres. É atribuída à mirtilina a ação antibacteriana, sendo atualmente aceita como tratamento para infecção urinária baixa de repetição, principalmente em forma de suco.

Mirtilo é uma planta que trabalha bem na restauração da pequena circulação e por isto é usada em retinopatia diabética, falta de perfusão renal e pé diabético.

Pesquisas recentes mostram que o mirtilo também é eficaz no combate aos radicais livres e ao colesterol ruim no organismos.

A folha também tem sido utilizada na medicina tradicional para tratar diferentes doenças como o diabetes. O instituto americano, National Institutes of Health, o reconhece como "possivelmente efetivo para problemas na retina de pessoas com diabetes ou pressão sanguínea alta"[5].

Uso culinário[editar | editar código-fonte]

Na culinária pode ser utilizada em müsli, geleias, doces, vinhos, bolos, panquecas e etc. Seu suco era empregado para tingir finos vinhos tintos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «The Plant List — A working list for all plant species» (em inglês). Theplant List. 2010. Consultado em 25 de julho de 2014 
  2. Missouri Botanicaal Garden (2014). «Vaccinium sect. Myrtillus A. Gray ex Drude» (em inglês). Consultado em 25 de julho de 2014 
  3. "http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/noticia/2010/12/plantacao-e-exportacao-de-mirtilo-cresce-em-santa-catarina-3148180.html"
  4. Gazeta Rural n.º 226, 17 de junho de 2014.
  5. «MedlinePlus» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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