Alimento biológico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Alimentos biológicos à venda num mercado agrícola na Argentina

Alimentos biológicos ou alimentos orgânicos são os alimentos produzidos pela agricultura biológica. Embora os padrões de definição variem ligeiramente em todo o mundo, a generalidade da agricultura biológica recorre a práticas culturais, biológicas e macênicas que promovem o ciclo natural dos recursos, o equilíbrio ecológico e que conservam a biodiversidade. Não são permitidos pesticidas e fertilizantes químicos, embora em alguns casos possam ser usados alguns pesticidas aprovados para culturas biológicas. Geralmente, os alimentos biológicos não são processados com recurso a irradiação, solventes químicos ou aditivos alimentares sintéticos.[1]

A União Europeia, Estados Unidos, Canadá, México, Japão e muitos outros países exigem que os produtores de alimentos biológicos obtenham um certificado para poderem comercializar qualquer alimento como biológico no interior das suas fronteiras. No contexto destes regulamentos, os alimentos biológicos são produzidos de modo a se adequarem aos padrões de certificação biológica dos governos e das organizações internacionais.[2]

Não existem evidências suficientes que apoiem a alegação de que os alimentos biológicos são mais seguros ou saudáveis do que os alimentos convencionais. Embora possam existir algumas diferenças no conteúdo nutricional entre os alimentos biológicos e convencionais, a natureza variável da produção e processamento alimentar faz com que seja difícil generalizar resultados.[3][4][5][6][7]

Referências

  1. «Pestcides in Organic Farming». University of California, Berkeley. Consultado em 8 de agosto de 2015. Organic foods are not necessarily pesticide-free. Organic foods are produced using only certain pesticides with specific ingredients. Organic pesticides tend to have natural substances like soaps, lime sulfur and hydrogen peroxide as ingredients. Not all natural substances are allowed in organic agriculture; some chemicals like arsenic, strychnine and tobacco dust (nicotine sulfate) are prohibited. 
  2. «Organic certification». European Commission: Agriculture and Rural Development. 2014. Consultado em 8 de agosto de 2015 
  3. Barański, M; Srednicka-Tober, D; Volakakis, N; Seal, C; Sanderson, R; Stewart, GB; Benbrook, C; Biavati, B; Markellou, E; Giotis, C; Gromadzka-Ostrowska, J; Rembiałkowska, E; Skwarło-Sońta, K; Tahvonen, R; Janovská, D; Niggli, U; Nicot, P; Leifert, C (26 de junho de 2014). «Higher antioxidant and lower cadmium concentrations and lower incidence of pesticide residues in organically grown crops: a systematic literature review and meta-analyses.». The British journal of nutrition. 112 (5): 1–18. PMID 24968103. doi:10.1017/S0007114514001366 
  4. Blair, Robert. (2012). Organic Production and Food Quality: A Down to Earth Analysis. Wiley-Blackwell, Oxford, UK. ISBN 978-0-8138-1217-5
  5. Magkos F et al (2006) Organic food: buying more safety or just peace of mind? A critical review of the literature Crit Rev Food Sci Nutr 46(1) 23–56 | pmid=16403682
  6. Smith-Spangler, C; Brandeau, ML; Hunter, GE; Bavinger, JC; Pearson, M; Eschbach, PJ; Sundaram, V; Liu, H; Schirmer, P; Stave, C; Olkin, I; Bravata, DM (4 de setembro de 2012). «Are organic foods safer or healthier than conventional alternatives?: a systematic review.». Annals of Internal Medicine. 157 (5): 348–366. PMID 22944875. doi:10.7326/0003-4819-157-5-201209040-00007 
  7. «Organic food». UK Food Standards Agency. Cópia arquivada em 11 de Junho de 2011