Ericaceae

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaEricaceae
Arctostaphylos uva-ursi

Arctostaphylos uva-ursi
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Clado: asterídeas
Ordem: Ericales
Família: Ericaceae
Juss. (1789)
Géneros
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Ericaceae é uma família de plantas angiospérmicas (plantas com flor - divisão Magnoliophyta), pertencente à ordem Ericales.

O grupo é constituído por 3995 espécies, classificadas em cerca de 130 gêneros, e inclui, por exemplo, os rododendros, as azáleas, o mirtilo e o medronho. As ericáceas podem ser encontradas em solos de propriedades ácidas, em todos os continentes. No Brasil ocorrem 12 gêneros que englobam 98 espécies, sendo 71 endêmicas e uma das espécies mais comuns Gaylussacia brasiliensis .[1]

Hábito e Distribuição Geográfica[1][2][3][4][editar | editar código-fonte]

A Família Ericaceae consiste de plantas perenes, (não perdem as folhas no inverno) que podem ser monoicas (hermafroditas) ou dioicas (plantas masculinas e femininas). Em geral são arbustos, subarbustos ou árvores de pequeno porte, e há também poucas representantes lianas. Podem ser epífitas, hemiepífitas, rupícolas ou terrícolas As espécies dessa família ocupam frequentemente solos ácidos e pântanos secos ou alagados.

Algumas espécies não possuem clorofila, por conta disso realizam interações mutualísticas com fungos do solo, formando micorrizas ou também podem ser micoparasíticas. Mesmo espécies que possuem o pigmento fotossintetizante podem formar micorrizas por ocuparem solos ácidos.

Sua distribuição geográfica se estende por todos os continentes em regiões temperadas e tropicais e estão presentes principalmente em relevos montanhosos. Podem ser consideradas cosmopolitas, presentes na África do Sul, Leste da América do Norte, Leste Asiático e Austrália. No Brasil, as espécies estão distribuídas em maior quantidade nos domínios vegetais da Mata Atlântica e Cerrado, e podem ser encontradas também na Amazônia e Caatinga.

Morfologia[1][2][3][4][editar | editar código-fonte]

Pelos e tricomas: pelos simples alternando entre multicelulados e unicelulados, havendo tricomas glandulares.

Folhas: Possuem folhas simples com estípulas próximas às gemas. Podem estar dispostas de forma oposta, alterna espiraladas e torcidas. As lâminas foliares geralmente têm aspecto coriáceo, com venação peninérvea paralela ou palmada. Em espécies parasíticas a lâmina foliar é reduzida.

Flores e Inflorescências: Pode apresentar diversos tipos de inflorescência e também flores solitárias. A geometria das flores é radial (actinomorfas) e ligeiramente bilateral (zigomorfas). Possuem pedicelos e brácteas.

Peças florais: Possuem pétalas e sépalas, classificando-as como diclamídeas, e as mesmas possuem distinção em forma e cor, por isso são classificadas como heteroclamídeas. O cálice (conjunto de sépalas) possui cinco pétalas (variando de dois a sete) e a corola (conjunto de pétalas) possui cinco pétalas (algumas não possuem pétalas e podem variar de duas até sete). As pétalas também podem ser classificadas como gamopétalas pois as mesmas em geral não são livres.

Peças reprodutivas masculinas: Possuem cinco estames maiores e cinco menores, sua inserção geralmente se dá na base das pétalas. As anteras têm deiscência poricida ou longitudinal.

Peças reprodutivas femininas: O número de carpelos varia entre 2 e 10 e em geral estão fusionados, o ovário pode ser súpero ou ínfero com placentação axial (óvulos posicionados no eixo central do carpelo) ou parietal (óvulos posicionados na parede do carpelo). Têm de dois a dez lóculos por carpelo e podem ter um ou mais óvulos por lóculo. Também possuem regiões de produção de néctar ao redor da base ou do ápice do ovário.

Frutos: Geralmente em bagas (mirtilo por exemplo) e também drupas. As sementes são endospérmicas, oleosas e proteicas.

Importância Econômica[3][editar | editar código-fonte]

Muitas espécies possuem frutos comestíveis como o mirtilo e também possuem representantes comumente utilizados em ornamentos. A espécie Gaultheria procumbens é utilizada para isolar o composto salicilato de metila.

Filogenia[3][editar | editar código-fonte]

Essa Família é considerada um grupo monofilético baseando-se em caracteres morfológicos e também em sequências de RNA ribossomais, indicando fortemente ser um grupo natural.

Subfamílias[editar | editar código-fonte]

Géneros[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  1. a b c Botânica Sistemática. [S.l.]: Instituto Plantarum. 2008  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  2. a b «Flora do Brasil 2020». floradobrasil.jbrj.gov.br. Consultado em 11 de dezembro de 2017 
  3. a b c d Judd, Walter. S (2009). Sistemática Vegetal. São Paulo: artmed. pp. 470–472 
  4. a b Simpson, Michael G. (2010). Plant Systematics. California: Elsevier. 390 páginas