Ir para o conteúdo

Noz

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Se procura pelo fruto da nogueira, veja nogueira-comum.
A noz, fruto da nogueira-comum (Juglans regia L), e o seu endocarpo.
Castanha de caju (Anacardium occidentale).
Pistache (Pistacia vera).
Avelã (Corylus avellana).
Amêndoa (Prunus dulcis).
Castanheira-portuguesa (Castanea sativa).

Uma noz, em botânica, é um fruto seco com apenas uma semente (raramente duas) no qual a parede do ovário ou parte dela torna-se muito dura na maturidade. A maioria dos nozes vem dos pistilos com ovários inferiores (veja flor) e não abrem na maturidade.

Exemplos de nozes verdadeiras são os frutos dos carvalhos (bolotas), das avelaneiras, das faias, das castanheiras, das nogueiras[1] e a castanha-de-caju.

Culinária

[editar | editar código]

Na culinária, em comparação à botânica, noz é uma categoria muito menos restritiva; o termo é normalmente mal aplicado a muitas sementes que não são nozes verdadeiras. Qualquer semente grande, oleaginosa, com casca dura e usada como alimento pode ser considerada como uma noz. Porque as nozes têm geralmente um índice elevado do óleo, são um alimento e uma fonte de energia altamente apreciada.[2] Um grande número sementes são comestíveis por seres humanos e são usadas na arte culinária, comidas cruas, germinadas ou torradas, como um aperitivo ou em doçaria, ou ainda espremidas para lhe extrair o óleo que é usado na culinária e em cosméticos.[3]

A maioria dos tipos de bolotas são amargas demais para se comer (a menos que sejam lixiviadas), por causa dos taninos. Apesar dessa desvantagem, a bolota é um alimento importante em várias regiões.

Uma espécie relacionada, a Aesculus californica, era ingerido anteriormente pelos índios americanos da Califórnia nas épocas de escassez.

Nozes são uma fonte nutritiva e significativa para a vida selvagem. Isto é particularmente verdade em locais de clima temperado onde animais como gaios e esquilos armazenam bolotas e outras nozes durante o outono para se preparem para a falta de comida durante o inverno até a chegada da primavera.

Reprodução

[editar | editar código]

Nozes de clima temperado são provenientes de árvores da ordem Fagales, geralmente polinizadas pelo vento:

Nozes falsas

[editar | editar código]

Eis alguns exemplos de "nozes" que não são realmente nozes em sentido estrito (ou técnico):

A castanha-da-índia (Aesculus hippocastanum) é usada em um velho jogo de crianças, no qual uma noz é enfiada em um cabo forte e então cada criança tenta quebrar a do seu oponente batendo-lhe com a sua.

Valor nutricional

[editar | editar código]

As nozes, apesar do sabor agradável, por muito tempo foram consideradas inconvenientes para alimentação humana por serem ricas em gordura. Entretanto, algumas dessas oleaginosas trazem um grande benefício para a saúde pois ajudam a controlar o colesterol ruim e por consequência ajudam a proteger o coração.[6]

Teor de gordura e valor calórico

[editar | editar código]
fruto Teor de gordura g / 100 g Valor calórico kJ / 100 g Valor calórico in kcal / 100 g[7][8]
Castanha de caju [9]42,22377572
Amendoim (não torrado)48,12337564
Amendoim (sem sal, torrado)49,42423585
Avelã (sem tegumento)61,62662644
Coco36,51498363
Macadamia73,02896703
Amêndoa (sem tegumento)54,12411583
Castanha do Pará [10]66,82764670
Noz-pecã [11]72,02897703
Pistache [12] (sem tegumento)51,62406581
Noz (sem tegumento)62,52738663

Composição química

[editar | editar código]

Cada 100 gramas de noz[qual?] contêm:

Ver também

[editar | editar código]

Referências

  1. «Nogueira, Juglans regia L.». Bragançanet. Consultado em 3 de março de 2012. Arquivado do original em 14 de janeiro de 2012
  2. Receita Natural. «Castanhas e Nozes – Benefícios». Consultado em 3 de março de 2012
  3. Revista Cabeleireiros. «A alimentação e a saúde dos cabelos». Consultado em 3 de março de 2012
  4. Edward F. Gilman and Dennis G. Watson (novembro de 1993). «Carya illinoensis, Pecan» (PDF) (em inglês). University of Florida. Consultado em 3 de março de 2012
  5. Saúde através da Alimentação Natural. «Frutos Secos, Nozes». Consultado em 3 de março de 2012
  6. Fabiana Gonçalves. «Sementes do bem». Revista Dieta já!, Editora Escala. Consultado em 3 de março de 2012. Arquivado do original em 9 de maio de 2015
  7. Deutsche Forschungsanstalt für Lebensmittelchemie, Garching, Lebensmitteltabelle für die Praxis, Der kleine Souci · Fachmann · Kraut , Wissenschaftliche Verlagsgesellschaft mbH, 2009, ISBN 978-3-8047-2541-6
  8. 1 2 Frank B. Hu,. «Micronutrient Information Center» (em inglês). Linus Pauling Institute, Oregon State University. Consultado em 3 de março de 2012
  9. Tânia da S. Agostini-Costa, Roberto F. Vieira e Ronaldo V. Naves (29 de dezembro de 2005). «Caju, identidade tropical que exala saúde». Embrapa. Consultado em 3 de março de 2012. Arquivado do original em 12 de agosto de 2012
  10. Scott A. Mori. «The Brazil Nut Industry --- Past, Present, and Future» (em inglês). The New York Botanical Garden. Consultado em 3 de março de 2012
  11. J. K. Peterson. «Pecan, Carya illinoensis (Wangenh.) K. Koch» (em inglês). Northeastern Area State and Private Forestry (S&PF). Consultado em 3 de março de 2012
  12. TodaFruta (24 de fevereiro de 2006). «Pistache». Consultado em 3 de março de 2012. Arquivado do original em 6 de maio de 2015
  13. Patrícia Bertolussi. «Sementes Oleaginosas». Consultado em 3 de março de 2012

Bibliografia

[editar | editar código]
  • Reinhard Lieberei, Christoph Reisdorff: Nutzpflanzenkunde. Begründet von Wolfgang Franke, 7. Auflage. Thieme-Verlag, Stuttgart 2007, ISBN 978-3-13-530407-6
  • Werner Rauh: Morphologie der Nutzpflanzen. 2. Auflage, Quelle & Meyer, Heidelberg 1950.
  • Horst Bickel, Roman Claus, Roland Frank, Gert Haala, Martin Lüdecke, Günther Wichert, Dirk Zohren: NATURA - Biologie für Gymnasiasten. Klett-Verlag, 1. Auflage, Stuttgart 2002, ISBN 3-12-045200-9.

Ligações externas

[editar | editar código]
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Noz