Bertholletia excelsa

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Bertholletia excelsa
Bertholletia excelsa compose.jpg
Classificação científica edit
Reino: Plantae
Clado: Tracheophytes
Clado: Angiospermas
Clado: Eudicots
Clado: Asterídeas
Ordem: Ericales
Família: Lecythidaceae
Subfamília: Lecythidoideae
Gênero: Bertholletia
Bonpl.
Espécies:
B. excelsa
Nome binomial
Bertholletia excelsa
Humb. & Bonpl.
Castanha-do-brasil, seca, não beneficiada, com casca
Valor nutricional por 100 g (3,53 oz)
Energia 2743 kJ (660 kcal)
Carboidratos
Carboidratos totais 12.27 g
 • Amido 0.25 g
 • Açúcares 2.33 g
 • Fibra dietética 7.5 g
Gorduras
Gorduras totais 66.43 g
 • saturada 15.137 g
 • monoinsaturada 24.548 g
 • poli-insaturada 20.577 g
Proteínas
Proteínas totais 14.32 g
 • Triptófano 0.141 g
 • Treonina 0.362 g
 • Isoleucina 0.516 g
 • Leucina 1.155 g
 • Lisina 0.492 g
 • Metionina 1.008 g
 • Cistina 0.367 g
 • Fenilalanina 0.630 g
 • Tirosina 0.420 g
 • Valina 0.756 g
 • Arginina 2.148 g
 • Histidina 0.386 g
 • Alanina 0.577 g
 • Ácido aspártico 1.346 g
 • Ácido glutâmico 3.147 g
 • Glicina 0.718 g
 • Prolina 0.657 g
 • Serina 0.683 g
Água 3.48 g
Vitaminas
Tiamina (vit. B1) 0.617 mg (54%)
Riboflavina (vit. B2) 0.035 mg (3%)
Niacina (vit. B3) 0.295 mg (2%)
Vitamina B6 0.101 mg (8%)
Ácido fólico (vit. B9) 22 µg (6%)
Vitamina C 0.7 mg (1%)
Vitamina E 5.73 mg (38%)
Minerais
Cálcio 160 mg (16%)
Ferro 2.43 mg (19%)
Magnésio 376 mg (106%)
Manganês 1.223 mg (58%)
Fósforo 725 mg (104%)
Potássio 659 mg (14%)
Sódio 3 mg (0%)
Zinco 4.06 mg (43%)
Selenium 1917 μg
Link to USDA Database entry
Percentuais são relativos ao nível de ingestão diária recomendada para adultos.
Fonte: USDA Nutrient Database

A Bertholletia excelsa, popularmente conhecida como castanha-do-brasil,[1][2] castanha-da-amazônia,[3] castanha-do-acre,[4] castanha-do-pará, noz amazônica, noz boliviana, tocari ou tururi, é uma árvore de grande porte, muito abundante no norte do Brasil e na Bolívia, cujo fruto contém a castanha, que é sua semente.[5] É uma árvore da família botânica Lecythidaceae, endêmica da Floresta Amazônica.

Etimologia e nomes[editar | editar código-fonte]

"Castanha" vem do grego kástanon, por meio do latim castanea.[5] "Tocari" vem do caribe.[6] "Tururi" vem do termo tupi turu'ri.[7]

Nomenclatura[editar | editar código-fonte]

Apesar do seu nome em inglês ("Brazil nut"), o maior exportador da Bertholletia excelsa não é o Brasil, mas sim a Bolívia, onde são chamadas de almendras, ou ainda nuez amazónica e nuez boliviana. Isto se deve à drástica diminuição da espécie no Brasil, devida ao desmatamento. O nome "castanha-do-pará" se refere ao Pará, cuja extensão no período colonial incluía toda a Amazônia brasileira. Muitos acreanos - por serem os maiores produtores nacionais de castanha - referem-se a elas como "castanhas-do-acre". Alguns nomes indígenas são juvia, na região do Rio Orinoco e em outras regiões do Brasil. Como as castanhas são encontrados em todos os estados amazônicos brasileiros - e não apenas estes, mas também nos demais países amazônicos, como a Bolívia, maior produtora mundial -, a espécie também é chamada castanha-da-amazônia.[8]

Embora seja classificada pelos cozinheiros como uma castanha, os botanistas consideram a Bertholletia excelsa como uma semente, e não uma castanha, já que, nas castanhas e nozes, a casca se divide em duas metades, com a carne separando-se da casca.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Castanha com casca

É um fruto com alto teor calórico e proteico, além disso contém o elemento selênio que combate os radicais livres e muitos estudos o recomendam para a prevenção do câncer.

É a única espécie do gênero Bertholletia. Nativa das Guianas, Venezuela, Brasil (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Rondônia), leste da Colômbia, leste do Peru e leste da Bolívia, ela ocorre em árvores espalhadas pelas grandes florestas às margens do Rio Amazonas, Rio Negro,Rio Orinoco, Rio Araguaia e Rio Tocantins. O gênero foi batizado em homenagem ao químico francês Claude Louis Berthollet.

Atualmente, é abundante apenas no Estado do Acre, no norte da Bolívia e no Suriname. Incluída na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais como vulnerável, a castanheira tem experimentado grandes declínios em sua população por causa do desmatamento. Uma das maiores concentrações de árvores existe no vale do Tocantins, onde diversas atividades, desde a construção das ferrovias Tocantins e Carajás até a construção do reservatório da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, provocaram um encolhimento no conjunto genético. Uma área de 200 mil hectares no sul do Pará foi comprada pelo governo com o objetivo de instalar agricultores. As árvores que permanecem nas vastas fazendas de gado do Pará e do Acre são negligenciadas e morrem. A produção de castanha caiu mais da metade entre 1970 e 1980 por causa do desmatamento e quase todas as castanhas consumidas no mundo ainda vêm de árvores selvagens.[9]

É altamente consumida pela população local in natura, torrada, ou na forma de farinhas, doces e sorvetes. Sua casca é muito resistente e requer grande esforço para ser extraída manualmente.

Características morfológicas[editar | editar código-fonte]

A Bertholletia excelsa é uma grande árvore, chegando a medir entre 30 e 50 metros de altura e 1 ou 2 metros de diâmetro no tronco; está entre as maiores árvores da Amazônia. Há registros de exemplares com mais de 50 metros de altura e diâmetro maior que 5 metros, no Pará.[10] Pode viver mais de 500 anos, e, de acordo com algumas autoridades frequentemente chega a viver 1 000[11] ou 1 600 anos.[10]

Castanheira nas redondezas de Marabá.

Seu tronco é reto e permanece sem galhos por mais da metade do comprimento da árvore, com uma grande coroa emergindo sobre a folhagem das árvores vizinhas. Sua casca é acinzentada e suave.

Bertholletia excelsa.jpg

A árvore é caducifólia, suas folhas, que medem de 20 centímetros a 35 cm de comprimento e 10 cm a 15 cm de largura, caem na estação seca.

Suas flores são pequenas, de uma coloração verde-esbranquiçada, em panículas de 5 centímetros a 10 cm de comprimento; cada flor tem um cálice caducifólio dividido em duas partes, com seis pétalas desiguais e diversos estames reunidos numa massa ampla em forma de capuz.

Fenologia[editar | editar código-fonte]

Floresce na passagem da estação seca para a chuvosa, o que no leste da Bacia Amazônica ocorre de setembro a fevereiro, com pico de outubro a dezembro. Perto de julho suas folhas caem, algumas ficam completamente sem folhas na estação seca. As flores são em grande número, e duram apenas um dia. Os frutos demoram de 12 a 15 meses para amadurecer, e caem principalmente em janeiro e fevereiro. As sementes, quando não tratadas, demoram de 12 a 18 meses para germinar, devido a sua casca espessa.[12]

Reprodução[editar | editar código-fonte]

A Bertholletia excelsa produz fruto exclusivamente em matas virgens, já que florestas "não virgens" quase sempre carecem de orquidáceas, que são, indiretamente, responsáveis pela polinização das suas flores.[carece de fontes?] A Bertholletia excelsa têm sido colhidas em plantações (na Malásia e em Gana), porém a sua produção é baixa e, atualmente, não são viáveis economicamente.[13][14][15]

As flores amarelas da Bertholletia excelsa só podem ser polinizadas por um inseto suficientemente forte para levantar o "capuz" da flor e que tenha uma língua comprida o bastante para passar pela complexa espiral da flor, como é o caso das abelhas dos gêneros Bombus, Centris, Epicharis, Eulaema e Xylocopa. As orquídeas produzem um odor que atrai pequenas abelhas-da-orquídea (espécie Euglossa), de língua muito comprida, já que as abelhas-macho desta espécie precisam deste odor para atrair as fêmeas. A grande abelha-da-orquídea fêmea poliniza a Bertholletia excelsa. Sem a orquídea, as abelhas não cruzariam, e portanto a falta de abelhas significa que o fruto não é polinizado.

Fruto

Se tanto as orquídeas como as abelhas estiverem presentes, o fruto leva 14 meses para amadurecer após a polinização das flores. O fruto em si é uma grande cápsula de 10 centímetros a 15 centímetros de diâmetro que se assemelha ao endocarpo do côco no tamanho e pesa até dois quilogramas. Possui uma casca dura, semelhante à madeira, com uma espessura de 8 milímetros a 12 milímetros, e dentro estão de 8 a 24 sementes com cerca de cinco centímetros de comprimento dispostas como os gomos de uma laranja; não é, portanto, uma castanha no sentido biológico da palavra.

A cápsula contém um pequeno buraco em uma das pontas, que permite a grandes roedores como a cutia e, com menos frequência, os esquilos, roerem até abrir a cápsula. Eles comem, então, algumas das castanhas que encontram ali dentro e enterram as outras para uso posterior; algumas destas que foram enterradas acabam por germinar e produzem novas Bertholletia excelsa.

Fruto aberto

A maioria das sementes são "plantadas" pelas cutias em lugares escuros, e as jovens árvores acabam esperando por anos, em estado de hibernação, até que alguma árvore caia e a luz do sol possa alcançá-las. Micos já foram vistos abrindo os frutos da Bertholletia excelsa utilizando-se de uma pedra como uma bigorna.

Ecologia[editar | editar código-fonte]

Vive preferencialmente nas florestas de terra firme, e cresce apenas onde a estação seca é de 3 a 5 meses.

A densidade da espécie varia muito ao longo de toda a Amazônia, indo de 26 árvores reprodutivas por hectare a apenas um exemplar em 100 hectares. Cogita-se que alguns grupos de árvores devam sua existência a indígenas pré-colombianos.[16]

Produção[editar | editar código-fonte]

Cerca de 20 000 toneladas de Bertholletia excelsa são colhidas a cada ano, da qual a Bolívia responde por 50 por cento, o Brasil por 40 por cento e o Peru por 10 por cento (estimativas do ano 2000).[17] Em 1980, a produção anual era de cerca de 40 000 toneladas por ano somente no Brasil e, em 1970, o país registrou uma colheita de 104 487 toneladas de Bertholletia excelsa.[18]

A produção brasileira caiu a menos da metade entre 1970 e 1980, devido ao desmatamento da Amazônia.

Produção mundial[editar | editar código-fonte]

País Produção em 2018
(toneladas anuais)
 Brasil 36923
 Bolívia 31045
Costa do Marfim 20224
 Peru 6245
Total mundial 94437
Fonte: Food and Agriculture Organization[19]

Efeitos da colheita[editar | editar código-fonte]

As Bertholletia excelsa destinadas ao comércio internacional vêm inteiramente da colheita selvagem, e não de plantações. Este modelo vem sendo estimulado como uma maneira de se gerar renda a partir de uma floresta tropical sem destruí-la. As castanhas são colhidas por trabalhadores migrantes conhecidos como "castanheiros".

A análise da idade das árvores nas áreas onde houve extração mostram que a colheita de moderada a intensa coleta tantas sementes que não resta um número suficiente para substituir as árvores mais antigas à medida que elas morrem. Sítios com menos atividades de colheita possuem mais árvores jovens, enquanto sítios com atividade intensa de colheita praticamente não as possuem.[20]

Experimentos estatísticos foram feitos para se determinar quais fatores ambientais podem estar contribuindo para a falta de árvores mais jovens. O fator mais consistente foi o nível de atividade de colheita em determinado sítio. Uma simulação por computador que previa o tamanho das árvores em que pessoas pegavam todas as castanhas coincidiu com o tamanho das árvores encontradas nos sítios onde havia uma colheita intensa das castanhas.

Iniciativas de preservação[editar | editar código-fonte]

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, a preservação em áreas protegidas, governamentais ou corporativas, é insuficiente, e a tentativa de estabelecer populações novas tem fracassado.

As atividades mais bem sucedidas são as empreendidas por populações nativas, nas reservas extrativistas.[carece de fontes?]

Usos[editar | editar código-fonte]

Alimentação[editar | editar código-fonte]

Semente da Bertholletia excelsa após a remoção da casca

As Bertholletia excelsa possuem 18% de proteína, 13% de carboidratos e 69% de gordura. A proporção de gorduras é de, aproximadamente, 25% de gorduras saturadas, 41% de monoinsaturadas e 34% de poliinsaturadas.[21] Possuem um gosto um tanto terroso, muito apreciado em vários países. O conteúdo de gordura saturada das Bertholletia excelsa está entre o mais alto de todas as castanhas e nozes, superando até mesmo o da macadâmia. Devido ao gosto forte resultante, as Bertholletia excelsa podem substituir frequentemente macadâmias ou mesmo o coco em receitas. Bertholletia excelsa retiradas de suas cascas tornam-se rançosas rapidamente. As castanhas também podem ser esmagadas para se obter óleo.

Nutricionalmente, as Bertholletia excelsa são ricas em selênio, embora a quantidade de selênio varie consideravelmente.[22] São também uma boa fonte de magnésio e tiamina. Algumas pesquisas indicaram que o consumo de selênio está relacionado com uma redução no risco de câncer de próstata.[23] Isto levou alguns analistas a recomendarem o consumo de Bertholletia excelsa como uma medida preventiva.[24] Estudos subsequentes sobre o efeito do selênio no câncer de próstata foram inconclusivos.[25]

Óleo da Castanha[editar | editar código-fonte]

A castanha contem 70 a 72% de óleo doce, de perfume agradável e com gosto semelhante ao óleo de oliveira da Europa. O óleo quando envelhece tem uma cor amarelo-escuro e um cheiro desagradável de ranço.[26] O óleo de castanha é altamente nutritvo, contendo 75% ácidos graxos insaturados compostos principalmente por ácido palmítico, olêico e linolêico, além de fitoesteróides sistosterol e as vitaminas lipossolúveis A e E. Extraído da primeira prensagem, pode se obter um azeite extra-virgem podendo substituir o azeite da oliva por seu sabor suave e agradável.[27] A castanha é uma rica fonte de magnésio, tiamina e possui as mais altas concentrações conhecidas de selênio (126 ppm²), com propriedades antioxidantes. Algumas pesquisas indicaram que o consumo de selênio está relacionado com a redução do risco de câncer de próstata e recomendam o consumo da Bertholletia excelsa como uma medida preventiva.[28] As proteínas encontradas na castanha-do-brasil são muito ricas em aminoácidos sulfurados como a cisteína (8%) e a metionina (18%). A presença desses aminoacidos (methionine) melhora a adsorção de seleninum e outros minerais.[28] O óleo de Bertholletia excelsa é extraído das sementes secas, geralmente por prensagem à frio. O óleo de Bertholletia excelsa prensado a frio tem um odor agradável, amarelo. A composição de ácido graxos é constituído por ácido palmítico (14-16%), ácido esteárico (6-10%), ácido oleico (29-48%), ácido linoleico (30 - 47). As características físicas são densidade (0,914-0,917), ponto de fusão (0-4 °C), o valor de saponificação (193-202), o valor de iodo (94-106) e insaponificável (0,5 a 1%).

Composição fisico-quimico do óleo virgem[editar | editar código-fonte]

Característica Unidade Apresentação
Aparência --- Líquido
Cor --- Amarelo translucido
Odor --- característico
Índice de acidez mgKOH/g < 20,0
Índice de peróxido 10 meq O2/kg < 10,0
Índice de Iodo gI2/100g 90 - 110
Indice de saponificação mgKOH/g 180 - 210
Densidade 25 °C g/ml 0,910 - 0,925
Indice de refração (40 °C) --- 1,4600 - 1,4800
Ponto de fusão °C 4
Óleo virgem da castanha-do-brasil

Composição dos ácidos graxos[editar | editar código-fonte]

Ácido palmitico % Peso 16,00 - 20,2
Ácido palmitoléico % Peso 0,5 - 1,2
Ácido esteárico % Peso 9 - 13,0
Ácido oléico (cis 9) % Peso 36 - 45,0
Ácido linoléico % Peso 33,0 - 38,0
Saturado % 25
Insaturado % 75

Medicinal[editar | editar código-fonte]

O chá da casca da Bertholletia excelsa é usado na Amazônia para tratamento do fígado, e a infusão de suas sementes para problemas estomacais.

Por seu conteúdo em selênio, a castanha é antioxidante.

Seu óleo é usado como umidificador da pele.[29]

Uso cosméticos e alimentícios[editar | editar código-fonte]

O óleo da sementes são muito ricos em proteínas por isso constitui um produto de grande valor alimentício. Além disso, o óleo da castanha-do-brasil também é usado para a confecção de cosméticos como shampoos, sabonetes e condicionador de cabelo porque seu uso proporciona maciez, brilho e sedosidade. É usado também como creme de pele que lubrifica e hidrata, deixando a pele macia.[30]

Outros usos[editar | editar código-fonte]

Assim como no uso alimentar, o óleo extraído da Bertholletia excelsa também é usado como lubrificante em relógios, para se fazer tintas para artistas plásticos e na indústria de cosméticos.

A indústria cosmética emprega o óleo de castanha por suas propriedades anti-radicais livres, antioxidantes e hidratantes nas formulações anti-aging prevenindo o envelhecimento cutâneo e é considerado um dos melhores condicionadores para cabelos danificados e desidratados.[31]

A madeira das Bertholletia excelsa é de excelente qualidade, porém a sua extração está proibida por lei nos três países produtores (Brasil, Bolívia e Peru). A extração ilegal de madeira e a abertura de clareiras representa uma ameaça contínua.[32]

O efeito castanha-do-brasil, no qual itens maiores misturados em um mesmo recipiente com itens menores (por exemplo, Bertholletia excelsa misturadas com amendoins) tendem a subir ao topo, recebeu o nome desta espécie.

Radioactividade[editar | editar código-fonte]

As Bertholletia excelsa podem conter significativas quantidades de rádio, um material radioativo.[33] Embora a quantidade seja relativamente pequena, cerca de 1–7 pCi/g (40–260 Bq/kg), e a maior parte não fique retida no corpo, ela é mil vezes mais alta do que a maior parte dos outros alimentos.[34] De acordo com as Universidades Associadas de Oak Ridge, isto não se deve a níveis elevados de rádio no solo, mas sim ao extremamente extenso sistema de raízes da árvore.[35]

Referências

  1. «Nomes comuns: castanha-do-brasil, castanha-do-pará ou castanha-da-amazônia» (PDF)  - Folder Embrapa
  2. COSTA, J. R. (et. all.).Uma das espécies nativas mais valiosas da floresta amazônica de terra firme é a castanha-do-brasil ou castanha-da-amazônia (Bertholletia excelsa), - Acta Amazônica vol. 39(4) 2009: 843 - 850
  3. Filho, João Carlos Meireles (2004). O livro de ouro da Amazônia: mitos e verdades sobre a região mais cobiçada do planeta. [S.l.]: Ediouro. ISBN 9788500013577 
  4. «Negócios para Amazônia sustentável» (PDF)  - Ministério do Meio Ambiente. Rio de Janeiro, 2003. p. 50.
  5. a b FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.365
  6. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 685
  7. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 729
  8. Al, Luis Fernando Minasi Et (31 de outubro de 2007). Leituras De Paulo Freire. [S.l.]: Clube de Autores 
  9. IUCN Red List
  10. a b Árvores Gigantescas da Terra e as Maiores Assinaladas no Brasil
  11. «Harvesting nuts, improving lives in Brazil»  Bruno Taitson, WWF, 18 Jan 2007
  12. New York Botanical Garden: The Lecythidaceae Pages
  13. Brazil Nut Plantations
  14. The Brazil Nut (Bertholletia excelsa)
  15. The Brazil Nut Tree: More than just nuts
  16. New York Botanical Garden: The lecythidaceae Pages
  17. «Economic Viability of Brazil Nut Trading in Peru» (PDF)  Chris Collinson et al, University of Greenwich
  18. «The Brazil Nut Industry — Past, Present, and Future»  Scott A. Mori, The New York Botanical Garden
  19. fao.org (FAOSTAT). «Brazil nuts production in 2018, Crops/World regions/Production quantity (from pick lists)». Consultado em 29 de agosto de 2020 
  20. Silvertown, Jonathan (1 de junho de 2004). «Sustainability in a nutshell». Trends in Ecology & Evolution (em English) (6): 276–278. ISSN 0169-5347. PMID 16701269. doi:10.1016/j.tree.2004.03.022. Consultado em 24 de maio de 2022 
  21. Smith, N. et al 1992. Tropical forests and their crops. Comstock Publishing, NY. (citado em Lorenzi, Harri e Matos, Francisco José de Abreu, Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas cultivadas, Nova Odessa, SP: Insituto Plantarum, 2002. ISBN 85-86174-18-6)
  22. Chang, Jacqueline C.; Walter H. Gutenmann, Charlotte M. Reid, Donald J. Lisk (1995). «Selenium content of Brazil nuts from two geographic locations in Brazil». Chemosphere. 30 (4): 801-802. 0045-6535 
  23. Klein EA, Thompson IM, Lippman SM, Goodman PJ, Albanes D, Taylor PR, Coltman C., "SELECT: the next prostate cancer prevention trial. Selenum and Vitamin E Cancer Prevention Trial.", J Urol. 2001 Oct;166(4):1311-5. [PMID 11547064]
  24. Cancer Decisions Newsletter Archive, Selenium, Brazil Nuts and Prostate Cancer, [1] last accessed 8 March 2007
  25. Peters U, Foster CB, Chatterjee N, Schatzkin A, Reding D, Andriole GL, Crawford ED, Sturup S, Chanock SJ, Hayes RB. "Serum selenium and risk of prostate cancer-a nested case-control study." Am J Clin Nutr. 2007 Jan;85(1):209-17. [PMID 17209198]
  26. PESCE, Celestino. Oleaginosas da Amazônia. 2 ed., ver, e atual.\ - Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi. Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Atual Rural, 2009.
  27. SUN, S.S. et. al.: Properties, biosynthesis and processing of a sulfur-rich protein in Brazil nut (Bertholletia excelsa H.B.K.). 1987, Eur J Biochem. 162(3):477-83.
  28. a b CHUNHIENG, T. et. al.: Study of selenium distribution in the protein fractions of the Brazil nut, Bertholletia excels; 2004, J Agric Food Chem. 52(13):4318-22..
  29. Lorenzi, Harri e Matos, Francisco José de Abreu, Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas cultivadas, Nova Odessa, SP: Insituto Plantarum, 2002. ISBN 85-86174-18-6
  30. Taylor, Leslie. The healing power of rainforest herbs: a guide to understanding and using herbal medicinals. 2005.
  31. [2], Comunicado Técnico, 11 Setembro 2014
  32. «Activists Trapped by Loggers in Amazon». Greenpeace. 18 de outubro de 2007 
  33. «Brazil Nuts». Museum of Radiation and Radioactivity (em inglês). Consultado em 22 de fevereiro de 2022 
  34. Jacob, Divya; Pharm., D. «How Many Brazil Nuts Are Radiation Poisoning?». MedicineNet 
  35. «Museum of Radiation and Radioactivity». Museum of Radiation and Radioactivity (em inglês). Consultado em 24 de maio de 2022 

Fontes[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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