Fundação Getulio Vargas

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Fundação Getúlio Vargas
FGV
Fundação 1944 (72 anos)
Tipo de instituição Privada
Localização Rio de Janeiro (sede)[1] São Paulo
Brasília
Página oficial www.fgv.br

Fundação Getulio Vargas (muitas vezes abreviada como FGV ou simplesmente GV) é uma instituição de ensino superior brasileira, fundada em 20 de dezembro de 1944 com o objetivo inicial de preparar pessoas qualificadas para a administração pública do Brasil.[2]

A FGV oferece cursos regulares de economia, administração de empresas, direito, ciências sociais e gestão de tecnologia da informação. Seu objetivo inicial era formar pessoas para público- do país e de gestão do sector privado. Como a instituição cresceu, outros cursos começaram a ser oferecidos. Foi considerada pela revista Foreign Policy como uma das "cinco melhores think tank formuladora de políticas" em todo o mundo.[3]

A instituição produz uma grande quantidade de pesquisas acadêmicas. Os temas abrangem macro e micro-economia, finanças, negócios, tomada de decisão, direito, saúde, bem-estar, a pobreza eo desemprego, poluição e desenvolvimento sustentável. A fundação também mantém programas de pesquisa nas áreas de História, Ciências Sociais, Educação, Justiça, Cidadania e Política. FGV também executa projectos, a pedido do setor público, da iniciativa privada e organismos internacionais como o Banco Mundial eo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Exemplos notáveis ​​de tais trabalhos incluem assistência para os bem-sucedidos lances Rio de Janeiro para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Além disso, é a instituição brasileira mais bem colocada na primeira edição do ranking Alma Mater Index: Global Executives (2013)[4] , feito pela revista britânica Times Higher Education (THE), que lista os 100 melhores locais para a formação de diretores executivos. Primeira do Brasil e 35ª do mundo, a FGV está à frente de universidades como Princeton, nos Estados Unidos, e Cambridge, no Reino Unido. No QS Global 200 Business Schools Report de 2009, a FGV foi classificada como a terceira melhor escola de negócios da América do Sul.[5]

Unidades[editar | editar código-fonte]

A Fundação Getulio Vargas conta com oito Escolas, dois institutos, seis diretorias, quatro centros de pesquisa e uma área de pesquisa aplicada, além da Editora FGV e de um Sistema de Bibliotecas que compreende as bibliotecas da FGV no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília. Na área de ensino, a FGV oferece cursos de graduação, pós-graduação e educação executiva (presencial, customizada e a distância).

Escolas Rio de Janeiro
Escolas São Paulo
Institutos
Diretorias
  • Diretoria de Comunicação e Marketing (DICOM)
  • Diretoria Internacional (DINT)
  • Diretoria de Planejamento Estratégico e Inovação (DPEI)
  • Diretoria de Análise de Políticas Públicas (DAPP)[8]
  • Diretoria de Integração Acadêmica (DIA)
  • Diretoria de Operações (DO)
Centros
  • Centro de Estudos de Energia (FGV Energia)[9]
  • Centro de Economia Global (CEM)
  • Comitê de Cooperação Empresarial (CCE)
  • Câmara de Conciliação e Arbitragem (CCA)
  • Centro de Políticas Sociais (CPS)
  • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC)
  • Centro de Políticas Sociais
Demais áreas
Sistema de Bibliotecas da FGV
  • Rio de Janeiro: BHMS- Biblioteca Mario Henrique Simonsen
  • São Paulo: BKAB – Biblioteca Karl Boedecker
  • Brasília: Biblioteca de Brasília

Bibliotecas[editar | editar código-fonte]

Biblioteca Mario Henrique Simonsen[editar | editar código-fonte]

Criada em dezembro de 1945, como Biblioteca Central, passou a denominar-se Biblioteca Mario Henrique Simonsen em dezembro de 1997 em homenagem a Mario Henrique Simonsen ex- Ministro da Fazenda e Vice-Presidente da Fundação Getulio Vargas, falecido no mesmo ano. Possui acervo nas áreas de Administração, Ciência Política, Direito, Economia, Finanças, História do Brasil e Sociologia e conta com mais de 80 mil títulos em livros, publicações eletrônicas, DVDs e fotografias, além de 64 mil cópias de periódicos e 8 mil monografias. Utiliza o sistema informatizado de gerenciamento de bibliotecas virtuais.[10]

Biblioteca Karl A. Boedecker[editar | editar código-fonte]

A Biblioteca Karl A Boedecker foi criada em 1954 com o objetivo de fornecer apoio bibliográfico às atividades de ensino e pesquisa, desenvolvidas pelas Escolas da FGV em São Paulo. Possui um acervo é especializado nas áreas de Administração, Economia, Negócios, Direito e Ciências Sociais. Conta com mais de 60 mil títulos em livros, DVDs, fotografias e publicações eletrônicas, além de quase 40 mil cópias de periódicos e 9 mil monografias. Utiliza sistema informatizado de gerenciamento de bibliotecas virtuais.[11]

Biblioteca Brasília[editar | editar código-fonte]

A Biblioteca Brasília dispõe de cerca de 6.050 livros, 32 títulos de periódicos nacionais e o acesso a serviços de bases de dados nacionais e internacionais de periódicos. É voltada em cursos de Ciências Sociais com ênfase nas áreas de Administração e Economia. Utiliza o sistema informatizado de gerenciamento de bibliotecas virtuais.[12]

Pesquisa aplicada[editar | editar código-fonte]

FGV Online[editar | editar código-fonte]

O FGV Online foi criado em 2000, com a missão de desenvolver e gerenciar tecnologias, metodologias e soluções específicas de ensino a distancia, sob a responsabilidade acadêmica das escolas e dos institutos da FGV, no âmbito nacional e internacional, liderando e inovando em serviços educacionais de qualidade. Sua visão é ser referência internacional na distribuição de produtos e serviços educacionais inovadores e de alta qualidade no ensino a distância. Atende alunos de graduação, pós-graduação e MBA, executivos e empreendedores, além das universidades corporativas que desenvolvem projetos de e-learning.[13]

FGV in company[editar | editar código-fonte]

O FGV in company é o Programa da Fundação Getulio Vargas responsável pela customização do conteúdo desenvolvido pela FGV para atender às demandas de empresas, universidades corporativas, organizações públicas e entidades do terceiro setor. Trabalhando em parceria com o cliente para identificar suas necessidades de treinamento, o FGV in company está sempre focado nos melhores resultados. Oferece cursos totalmente presenciais ou mesclados com ferramentas de ensino a distância, por intermédio do FGV Online; 95 das 500 maiores empresas atuantes no Brasil estão no portfólio de clientes do FGV in company;[14]

Certificação de Qualidade[editar | editar código-fonte]

O Programa de Certificação de Qualidade foi criada em 2005, com o objetivo de compartilhar o ensino FGV com os cursos de graduação de outras instituições do país. Além de contarem com a tecnologia educacional da Fundação Getulio Vargas, as instituições certificadas compartilham da credibilidade do ensino FGV, e seus alunos, ao se formarem, atendendo aos nossos critérios de avaliação, recebem uma declaração conjunta da IES e da FGV. O Programa é aberto a todas as Instituições de Ensino Superior do país que atendem às exigências de qualidade da FGV e que almejam desenvolver pelo país um ensino de excelência com o padrão de qualidade FGV.[15]

FGV Projetos[editar | editar código-fonte]

Fundada em 2005, a FGV Projetos é a unidade de extensão de ensino e pesquisa da Fundação Getulio Vargas, responsável pela aplicação do conhecimento acadêmico, gerado e acumulado em suas escolas e institutos. Com mais de 30 anos de experiência assessorando instituições brasileiras, a FGV Projetos reúne capacidade técnica, metodologia e corpo técnico capazes de contribuir para a eficiência das práticas gerenciais e econômicas de organizações públicas, empresariais e do terceiro setor, no Brasil e exterior. Desenvolve estudos, projetos, certificação e concursos, a partir de experiências consolidadas por professores, especialistas e coordenadores da FGV. Áreas de conhecimento: Agronegócio, Comunicação, Mídia e Tecnologia, Consumo e Varejo, Cultura, Educação, Energia, Esportes, Indústria, Justiça, Saúde, Segurança, Serviços, Sustentabilidade e Responsabilidade Social, Transportes, Turismo.[16]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Institucional». Fundação Getulio Vargas (FGV). Consultado em 24 de março de 2009. 
  2. FISCHER, Tânia. Administração pública como área de conhecimento e ensino: a trajetória brasileira. Revista de Administração de Empresas, v. 24, n. 4, p. 278-288, 1984.
  3. McGann, James (Fevereiro/Janeiro de 2009). «The Think Tank Index». Foreign Policy. Consultado em 20 de fevereiro de 2009. 
  4. «Alma Mater Index: Global Executives 2013». Alma Mater Index: Global Executives (2013). Consultado em 07/10/2013. 
  5. «QS Global 200 Business Schools Report 2009 North America». 
  6. «Portal do IBRE - Índices». portalibre.fgv.br. Consultado em 07/10/2013. 
  7. «IDE». fgv.br. Consultado em 07/06/2012. 
  8. «Diretoria de Análise de Políticas Públicas». 
  9. «FGV Energia - Centro de Estudos de Energia». http://fgvnoticias.fgv.br/. Consultado em 07/10/2013.  Ligação externa em |obra= (Ajuda)
  10. «Biblioteca Mario Henrique Simonsen (RJ)». virtualbib.fgv.br. Consultado em 06/06/2012. 
  11. «Biblioteca Karl A. Boedecker (SP)». virtualbib.fgv.br. Consultado em 06/06/2012. 
  12. «Biblioteca Brasília». bibliotecadigital.fgv.br/. Consultado em 06/06/2012. 
  13. «Ambiente de Aprendizagem». 5.fgv.br/. Consultado em 07/06/2012. 
  14. «fgvincompany». fgv.br. Consultado em 07/06/2012. 
  15. «Programa de Certificação de Qualidade FGV». Programa de Certificação de Qualidade FGV. Consultado em 07/06/2012. 
  16. «A FGV Projetos». fgv.br/. Consultado em 06/06/2012. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]