Estádio do Canindé

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Canindé
Estádio Doutor Oswaldo Teixeira Duarte

Nomes
Nome Estádio Doutor Oswaldo Teixeira Duarte
Antigos nomes Ilha da Madeira e
Independência
Características
Local Canindé, São Paulo, SP
Brasil
Gramado Grama natural (105 x 68 m)
Capacidade 21.004 pessoas [1]
Construção
Data 1953
Inauguração
Data 11 de novembro de 1956
Partida inaugural Portuguesa 3x2 SE Palmeiras / São Paulo FC
Primeiro gol Nelsinho (São Paulo FC)
Recordes
Público recorde 25.662 pessoas[2]
Data recorde 10 de outubro de 1982
Partida com mais público Portuguesa 1x3 Corinthians
Outras informações
Remodelado 1972 e 1973
Proprietário Portuguesa
Administrador Portuguesa
Arquiteto Hoover Américo Sampaio
Mandante Portuguesa

O Estádio do Canindé (oficialmente Estádio Doutor Oswaldo Teixeira Duarte) é um estádio de futebol localizado às margens do Rio Tietê, na cidade de São Paulo e cuja propriedade é da Associação Portuguesa de Desportos, clube social-poliesportivo ligado à colônia portuguesa da capital paulista.

História[editar | editar código-fonte]

Construção do Canindé ocorreu entre 1953 e 1956

O Deutsch Sportive, clube da colônia alemã em São Paulo, possuía um imóvel no bairro do Canindé, onde praticava os mais variados esportes. Mas, com a declaração de guerra do governo brasileiro aos países do Eixo, durante a Segunda Guerra Mundial, começa uma perseguição a clubes das colônias desses países, inclusive a alemã[3]. O Deutsch resolve vender seu imóvel temendo perdê-lo confiscado. Por sua vez, o São Paulo Futebol Clube, que resolvera o seu problema com estádio para jogos, adotando ao Estádio do Pacaembu, ainda não tinha um local para treinamento[4]. Comprou então o Canindé em 29 de janeiro de 1944, por 740 contos de Réis. Ainda, pelo acordo deveria permitir que os membros do clube vendedor continuassem usando as instalações. O Deutsch Sportive mudou de nome para Guarani, abrasileirando-se e fugindo de perseguições. Mais tarde, seus sócios aderiram ao São Paulo.

Em 1956, a Portuguesa adquiriu o imóvel no bairro do Canindé, do seu proprietário, Wadih Sadi[5]. Este, um sócio do São Paulo Futebol Clube, que comprara o imóvel do próprio clube um ano antes. No local havia apenas uma pequena infra-estrutura, que incluía: um campo para treinos, um pequeno salão, vestiários e outras depedências de treinamento. Para que pudessem ser realizadas partidas oficiais no local e atender às exigências da Federação Paulista de Futebol, foram realizadas várias reformas, levantados alambrados e uma arquibancada provisória de madeira. Estas primeiras arquibancadas acabaram conferindo ao estádio o apelido carinhoso de "Ilha da Madeira" — título que, além de ser alusivo à condição da edificação, também se refere à ilha portuguesa.

Com tais características, o Canindé recebeu sua primeira partida oficial em 11 de novembro de 1956, quando a Portuguesa venceu uma seleção formada pelos rivais Palmeiras/São Paulo por 3 a 2. Nelsinho do São Paulo fez o primeiro gol desta partida no estádio ainda de madeira. Com o nome de Estádio Independência, o Estádio do Canindé foi inaugurado oficialmente em 9 de Janeiro de 1972, com a partida Portuguesa 1 a 3 Benfica[6]. Nessa inauguração oficial, já contou com arquibancadas de concreto mas sua capacidade ainda era de apenas dez mil espectadores. O árbitro foi Oscar Scolfaro, com gols de Vitor Batista, Jordão, Marinho Peres (pênalti) e Simões (pênalti). A Portuguesa: Aguilera, Deodoro, Marinho Peres, Calegari e Fogueira; Lorico e Dirceu (Luís Américo); Ratinho (Xaxá), Cabinho, Basílio e Piau; o Benfica: José Henrique, Da Silva, Messias, Rui Rodrigues e Adolfo; Toni e Vitor; Nenê (Artur), Vítor Batista, Jordão e Simões.

Em 1979, o presidente Manuel Mendes Gregório rebatizou o estádio com o atual nome de Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte, homenageando seu predecessor na presidência do clube.[7] A capacidade total foi ampliada para 28.500 espectadores sentados. Anteriormente à construção deste estádio, porém, foi encomendado ao arquiteto João Batista Vilanova Artigas (o qual já havia projetado o Estádio do Morumbi na década anterior) um estudo para o estádio-sede do clube, no mesmo local. Este estudo - caracterizado por arquibancadas triangulares e por estar aberto às marginais -, porém, foi descartado em favor do projeto que constitui o atual estádio.

Grandes Públicos[editar | editar código-fonte]

Maiores Públicos da Portuguesa no Estádio [8]
  • Listados jogos com públicos acima de 20.000 pagantes
  1. Portuguesa 1 x 3 Corinthians, 25.662, em 10 de outubro de 1982 (23.858 pagantes)
  2. Portuguesa 3 x 1 Coritiba(PR), 25.491, em 15 de novembro de 1998
  3. Portuguesa 0 x 1 Cruzeiro(MG), 25.312, em 9 de dezembro de 1998
  4. Portuguesa 2 x 2 Palmeiras, 25.050, em 1 de maio de 1982
  5. Portuguesa 2 x 1 Palmeiras, 23.534, em 15 de agosto de 1982 (21.989 pagantes)
  6. Portuguesa 0 x 1 Flamengo(RJ), 23.570, em 15 de março de 1984
  7. Portuguesa 2 x 1 Cruzeiro(MG), 22.973, em 5 de dezembro de 1998
  8. Portuguesa 1 x 1 São Paulo, 22.606, em 23 de abril de 1989
  9. Portuguesa 1 x 4 São Paulo, 21.980, em 13 de março de 1988
  10. Portuguesa 1 x 0 São Paulo, 21.965, em 22 de abril de 2001
  11. Portuguesa 1 x 2 Palmeiras, 21.690, em 1 de maio de 1996
  12. Portuguesa 0 x 0 Palmeiras, 20.968, em 10 de abril de 1994
  13. Portuguesa 2 x 0 Ferroviária, 20.429, em 11 de dezembro de 1985
  14. Portuguesa 0 x 0 Santos, 20.305, em 8 de novembro de 2001
  15. Portuguesa 0 x 1 Santos, 20.192, em 21 de maio de 1989

Ampliação[editar | editar código-fonte]

Estádio do Canindé foi estudado para ser sede paulista da Copa do Mundo

Antes da candidatura a sede da copa[editar | editar código-fonte]

Antes da candidatura a estádio-sede da Copa do Mundo de 2014, a diretoria da Portuguesa trabalhava em um projeto para ampliar a capacidade do Canindé para 40 mil espectadores e transforma-lo numa confortável arena multi-uso. A localização privilegiada na cidade de São Paulo, as avenidas e as estações de metrô e de ônibus (inclusive com linhas interestaduais) que o cercam o tornam um estádio sempre requisitado para vários eventos além do futebol. Bingos, encontros religiosos, shows musicais e diversas festas sempre ocorrem no Canindé. O projeto original é do arquiteto Hoover Américo Sampaio, ex-aluno e professor da Arquitetura Mackenzie.[9]

Após o anúncio da candidatura a sede da copa[editar | editar código-fonte]

Motivado pela indefinição sobre a sede paulista para a Copa do Mundo de 2014, a Portuguesa oficializou, no dia 14 de julho de 2010, o interesse de ter o Canindé como estádio paulistano para o Mundial que será recebido pelo Brasil.[10]

A proposta apresentada pelo presidente Manuel da Lupa a Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente, realizada na Câmara Municipal de São Paulo, que a primeira vista foi encarada como piada [11], acabou sendo aceita, e o campo lusitano tornou-se oficialmente um dos candidatos a receber a Copa.

O que primeiro pareceu piada, logo foi adotado pelos presentes, inclusive pelo vereador e dirigente do São Paulo Futebol Clube, Marco Aurélio Cunha (PSD), que afirmou apoiar a proposta. "Fui a primeira pessoa a sugerir o Canindé. Se a Portuguesa tiver oportunidade de fazer um projeto com verba privada e autossustentável, tem o meu total apoio. Até porque não vejo opção mais bem localizada. Talvez até mesmo que o próprio Cícero Pompeu de Toledo."[12]

Como constatado pela prefeitura, o Canindé apresenta o melhor conjunto de vantagens para sediar a copa. Uma delas é estacionamento. Há uma área de 33 mil metros quadrados que pertence à Prefeitura ao lado do estádio que poderia ser usada para parar os carros durante os jogos. [13]

Para ressaltar as qualidades do Canindé, Manuel da Lupa apresentou dados sobre o tamanho do local - de acordo com o mandatário, a área física do clube possui 100.000 m².[14]

Dependências do estádio paulista deveriam passar por reformas para abrigar a Copa do Mundo

Outro ponto favorável ao campo da Portuguesa e destacado está na localização. O fato de o Canindé estar localizado na Marginal Tietê, principal via de São Paulo, e a proximidade com o Terminal Rodoviário Tietê, as estações de metrô Armênia e Tiete e até um aeroporto (Campo de Marte), favorecem o Canindé. Além disso, acresce-se o fato de que o estádio possui ligação direta com os Aeroportos de Cumbica e Congonhas [15], e possui em seu entorno ampla rede hoteleira, além de hospitais e três shoppings centers. [16]

De acordo com diretoria do clube, o Canindé, que atualmente conta com capacidade para 27 mil pessoas, passaria a ter 60 mil lugares, atendendo assim ao padrão exigido pela Fifa para abertura da competição. [17]

"Hoje o Canindé fica localizado no lugar ideal para se ter um estádio para a Copa. É claro que atualmente ele não tem condições de receber algo desse porte, mas uma nova arena, construída para o Mundial, poderia ser a saída para São Paulo" - afirmou Da Lupa, via assessoria de imprensa.

O mandatário da Portuguesa afirmou que a construção do novo Canindé será realizada por intermédio de parcerias com empresas privadas, negando a utilização do dinheiro público, como ocorreria no caso de Pirituba ser escolhida a sede paulista para o torneio.

Segundo Da Lupa, a construção do novo estádio seria bancada pela iniciativa privada. Votorantim e Banif teriam demonstrado interesse, além da Kyocera.[18]

Os custos desse projeto também representam uma vantagem do Canindé sobre as outras propostas. Considerado o mais economicamente viável dos projetos, a nova arena da Lusa, com capacidade de 60 mil lugares, custaria apenas R$ 250 milhões, em comparação com os R$ 630 milhões do projeto de reforma do Morumbi aprovado pela Fifa, dos R$ 350 milhões do estádio de 40 mil pessoas proposto pelo Corinthians [19] e dos R$ 700 milhões da proposta do Piritubão de 65 mil lugares.[20]

A proposta, a qual foi reforçada após uma visita de inspetores da FIFA [21], prevê a construção do novo Canindé em até 3 anos [22]. Eventualmente a proposta foi preterida e a Arena Corinthians foi escolhida para a abertura da Copa do Mundo.

Em 2015, com a Portuguesa passando por grave crise financeira que chegou à penhora do Canindé, a diretoria do clube decidiu por iniciar uma reforma que reduziria a capacidade do estádio para 15 mil espectadores e permitiria maior exploração comercial do terreno.[23] O ginásio do Canindé chegou a ser alugado para uma igreja.[24]

Dívidas e crise no Canindé[editar | editar código-fonte]

Detalhe de símbolo da Portuguesa dentro do gramado do Canindé

Após ser rebaixada três vezes consecutivas no Campeonato Brasileiro, a Portuguesa passou a viver grande crise esportiva e financeira. As dívidas do clube beiram os R$ 200 milhões. A alternativa encontrada pela justiça para que as pendências sejam pagas foi leiloar a área do estádio do Canindé pertencente à Portuguesa. As alternativas encontradas para evitar o leilão foram o tombamento da sede lusitana ou um modelo de negócio no qual a área do estádio seria gerido por diferentes empresas. Dentre este período, que se sucedeu entre setembro e novembro de 2016, um jogador das categorias de base da Portuguesa morreu dentro das dependências do Canindé.[25]

Leilão do estádio por dívidas trabalhistas[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2016, o estádio do Canindé quase deixou de ser da Associação Portuguesa de Desportos. Afundada em crise financeira, que beira os R$ 200 milhões[25], a Lusa teve que enfrentar o risco de dois leilões do local neste período. A área foi penhorada para o pagamento de dívidas trabalhistas que ultrapassam R$ 55 milhões[26]. O processo que deu início aos leilões foi registrado pela advogada Gislaine Nunes. Cinco jogadores profissionais de futebol - Ricardo Oliveira, Rogério Pinheiro, Tiago Barcelos, Marcus Vínicius e Rafael - se juntaram para requisitar o dinheiro de dívidas trabalhistas feitas no começo dos anos 2000.

A área do Canindé colocada a leilão corresponde a 42 mil metros quadrados do local, cerca de 45% do total da sede da Lusa – o restante pertence à Prefeitura de São Paulo, que também já autorizou a venda dessa parte.

Em 5 de setembro, a 10ª Vara Cível do Foro Central da Capital anunciou que a sede da Portuguesa seria leiloada em 7 de novembro, com lance inicial de R$ 154.296.529,68, pela Mega Leilões. Em 25 de outubro, a diretoria do clube conseguiu suspender o leilão por uma brecha encontrada no processo[27]. O efeito suspensivo foi conquistado por causa de erro de cálculo no valor de juros da dívida da Lusa. A Portuguesa teria déficit ainda maior do que deveria, portanto o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiu por impugnar o leilão.

Após o leilão na vara cível não ser concretizado, a disputa pelo terreno na vara trabalhista ganhou força. Este leilão foi marcado para 18 de novembro. As bases eram parecidas com o próximo citado da vara cível, porém os valores eram diferentes. A sede da Portuguesa foi colocada a venda pelo valor de R$ 74 milhões como lance inicial pela Fidalgo Leilões. Em 30 de outubro, o Canindé apareceu nos classificados do periódico O Estado de S. Paulo no setor de classificados[28].

Na semana que antecedeu o leilão, diretores da Portuguesa fizeram plantão na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo, para barrar a tentativa de venda do Canindé[29]. Os dirigentes tentaram encontrar outra brecha, assim como na vara cível, para impugnar o leilão. Desta vez, a justificativa foi o valor inicial da venda do terreno[30]. A Portuguesa contratou um perito judicial no qual avaliou a sede do clube em R$ 360 milhões de reais. O valor inicial dado pela Fidalgo Leilões era de R$ 74 milhões. A acusação foi que a arrecadação do leilão seria injusta e desproporcional. O clube não conseguiu a liminar, e o Canindé foi a leilão no Fórum Trabalhista da Zona Sul[31].

Em 18 de novembro, a tentativa de venda do estádio ocorreu, porém nenhum interessado tentou arrematar o estádio da Portuguesa. Assim, foi marcado para fevereiro de 2017 um novo leilão do Canindé[32].

Alternativas para evitar o leilão do estádio[editar | editar código-fonte]

Tombamento[editar | editar código-fonte]

O principal motivo por não haver arremates no leilão do Canindé foi o processo de tombamento aberto pela deputada estadual Clélia Gomes (PHS-SP) em 29 de setembro de 2016 [33]. A política solicitou ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat), órgão do Estado de São Paulo que tem a função de proteger, valorizar e divulgar o patrimônio cultural, que o estádio do Canindé fosse tombado pelo motivo do local ser um patrimônio cultural das raízes portuguesas. No local, ocorrem festas e encontros que visam a divulgação e a manutenção das tradições da colônia portuguesa no Brasil.

O conselho da Portuguesa, junto a deputada Clélia Gomes, reuniu documentação para dar prosseguimento ao processo. Gomes visitou o museu do clube paulista para ter mais embasamento no pedido de tombamento[34]. O relatório foi passado ao órgão estadual que analisa a abertura de estudo técnico de viabilidade do tombamento. Durante este processo, o estádio não pode sofrer qualquer intervenção.

Em meados de novembro, a deputada ingressou com o mesmo pedido de tombar o Canindé no Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo, órgão municipal com a mesma função do Condephaat[35]. Um abaixo-assinado na internet foi elaborado por torcedores da Portuguesa para que o tombamento ocorresse[36].

Se houvesse arrematador no leilão, a pessoa física ou jurídica não poderia fazer mudanças na área do estádio do Canindé até o processo de tombamento ser concluído ou negado. Isto ocasionou em temor por parte de leiloeiros, que decidiram não ofertar no terreno do clube.

Projeto feito pela Conexão 3 para ser o novo Canindé

Modelo de parceria para seção do Canindé[editar | editar código-fonte]

Enquanto o leilão estava em trâmite, a Portuguesa buscou caminhos para negociar com a advogada Gislaine Nunes, requerente da ação no valor de R$ 55 milhões referentes a dívidas trabalhistas com cinco ex-jogadores da Lusa. Um dos meios encontrados foi tentar firmar parcerias com empresas para que as mesmas pudessem usufruir da sede do clube por determinado período de tempo, sem concluir uma real compra, o que tiraria o patrimônio do domínio da Portuguesa [37].

As empresas Conexão 3, Planova Planejamento e Fernandes Arquitetura montar uma linha de negócio e apresentaram ao Conselho de Orientação Fiscal (COF) da Lusa. A proposta foi de pagamento de R$ 160 milhões à vista e mais R$ 500 mil por mês para o clube alugar um estádio para jogar enquanto as obras acontecem no Canindé [38]. O tradicional estádio seria derrubado e, em seu lugar, seriam construídos um shopping e um hotel, além de uma arena para a Lusa com capacidade para 15 mil pessoas.

O pool formado pelos empresas tentou negociar diretamente com a advogada Gislaine Nunes e os cinco jogadores envolvidos na ação, mas não obteve sucesso. A ideia do grupo era trocar as dívidas trabalhistas da Portuguesa por imóveis. 

Morte de jogador das categorias de base[editar | editar código-fonte]

Na manhã de 20 de outubro, Lucas Jesus dos Santos, de 16 anos, foi encontrado morto dentro de uma das piscinas do Canindé. Lucas era jogador da equipe sub-17 da Lusa[39]. Segundo péritos do Instituto Médico Legal (IML), o jovem morreu após congestão. De acordo com o laudo, o óbito foi causado por asfixia por regurgitação de alimento[40].

Houve uma festa nas dependências da Portuguesa para os atletas do time da categoria sub-17. O jovem jogador reclamou de dores na cabeça após banho de piscina após ser retirado da água por amigos. Momentos depois, companheiros de time o procuraram, mas acharam que o colega havia saído das dependências da Lusa. Lucas havia voltado à piscina e sofrido congestão. O jovem não sabia nadar. Havia bebidas alcoólicas perto da churrasqueira onde foi realizada a festa no Canindé. Os participantes da festa dizem que não houve consumo[41].

Lucas estava próximo de realizar o sonho de infância de jogador no Canindé[42], porém morreu dias antes da conquista pessoal. Em 26 de outubro, a equipe sub-17 da Portuguesa voltou a campo pela primeira vez após a morte do garoto. Lucas foi homenageado com faixas e camisetas no gramado do Canindé[43]

Estado atual[editar | editar código-fonte]

Estado atual da principal piscina do Canindé: está fechada para sócios

Lixo espalhado, falta de manutenção e piscinas sujas. Os salários atrasados de funcionários fizeram com que o Canindé ficasse em péssimo estado[44]. Os matos não são cortados. As piscinas estão sujas e desabilitadas para os sócios usufruírem. A situação é tão agravante que torcedores se organizaram para fazer dois mutirões, em 12 e 19 de novembro, de limpeza do Canindé. Foram pedidas doações de materiais de limpeza para retirar todo o lixo das dependências do clube, além de limpá-lo[45].

Em 22 de novembro de 2016, o Canindé foi interditado por falta de higiene. Foi feita vistoria no local pelo Laudo de Condições Sanitárias e de Higiene, que não renovou licença para a sede da Portuguesa seguir aberto. A ação, inclusive, gerou punição por parte da Federação Paulista de Futebol (FPF), que proibiu o clube de organizar eventos de futebol no local[46]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «CNEF da CBF» (PDF). Site Oficial da CBF. Consultado em 09/03/12. 
  2. RSSSF Brasil
  3. (2014-04-21) "Um Dos Mais Famosos Estádios de São Paulo - O Canindé" (em pt-BR). SP in Foco.
  4. «Canindé». www.saopaulofc.net. Consultado em 2016-11-25. 
  5. «Estádio do Canindé - Que fim levou? - Terceiro Tempo». Terceiro Tempo. Consultado em 2016-11-25. 
  6. (2016-01-09) "Inauguração do Estádio do Canindé - Acervo da Bola" (em en-US). Acervo da Bola.
  7. Oswaldo Teixeira Duarte - Ex-presidente da Portuguesa
  8. «MAIORES PÚBLICOS DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE DESPORTOS». www.rsssfbrasil.com. Consultado em 2016-11-25. 
  9. Um dos projetos de ampliação e revitalização do Estádio do Canindé
  10. http://www.abril.com.br/noticias/esportes/futebol/portuguesa/portuguesa-oficializa-caninde-como-candidato-sede-2014-1228263.shtml Portuguesa oficializa Canindé como candidato à sede de 2014
  11. http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/08/19/esportes10_0.asp
  12. http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/08/19/esportes10_0.asp
  13. http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/08/19/esportes10_0.asp
  14. http://www.abril.com.br/noticias/esportes/futebol/portuguesa/portuguesa-oficializa-caninde-como-candidato-sede-2014-1228263.shtml
  15. http://www.lancenet.com.br/noticias/10-08-18/810487.stm
  16. http://esportes.terra.com.br/futebol/brasil2014/noticias/0,,OI4646416-EI10545,00-Caninde+recebera+membro+da+Fifa+e+reforca+sonho+por+sede+em.html
  17. http://www.lancenet.com.br/noticias/10-08-18/810487.stm
  18. http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/08/19/esportes10_0.asp
  19. http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/08/estadio-do-corinthians-custara-r-350-milhoes.html
  20. http://esportes.r7.com/blogs/cosme-rimoli/2010/08/07/caminho-aberto-para-o-piritubao-para-sobreviver-kassab-sai-da-frente/
  21. http://esportes.terra.com.br/futebol/brasil2014/noticias/0,,OI4646416-EI10545,00-Caninde+recebera+membro+da+Fifa+e+reforca+sonho+por+sede+em.html
  22. http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/08/19/esportes10_0.asp
  23. Novo Canindé deve sair do papel ainda este ano
  24. [1]
  25. a b ""Sem um centavo sequer", Portuguesa "respira por aparelhos", diz presidente" (em pt-BR). sportv.com.
  26. "Avaliado em R$ 154 milhões, Canindé tem leilão marcado para novembro" (em pt-BR). globoesporte.com.
  27. "Portuguesa consegue suspensão de leilão do Canindé por erro de cálculo" (em pt-BR). globoesporte.com.
  28. "Canindé aparece sendo leiloado em classificados do Estadão - Esportes - Estadão". Estadão.
  29. «Presidente da Lusa faz plantão na Justiça para tentar barrar leilão do Canindé | Blog Bastidores FC». globoesporte.com. Consultado em 2016-11-24. 
  30. "Com laudo de perito, Portuguesa tentará anular leilão do Canindé" (em pt-BR). globoesporte.com.
  31. «Portuguesa tem pedido negado, e leilão do Canindé é mantido - Gazeta Esportiva». www.gazetaesportiva.com. Consultado em 2016-11-24. 
  32. "Ninguém faz oferta pelo Canindé, e leilão termina sem venda do terreno" (em pt-BR). globoesporte.com.
  33. «Condephaat aceita analisar tombamento do Canindé e inviabiliza o leilão | Blog Torcedor da Portuguesa». globoesporte.com. Consultado em 2016-11-24. 
  34. «Primeira entrega dos documentos do tombamento do Canindé acontece nesta terça-feira». Portuguesa. 2016-10-25. Consultado em 2016-11-24. 
  35. «Os novos capítulos do tombamento e da parceria para salvar o Canindé | Blog Torcedor da Portuguesa». globoesporte.com. Consultado em 2016-11-24. 
  36. «Condephaat, Secretaria da Cultura, Governo do Estado de São Paulo: Condephaat aprove o tombamento histórico do Estádio da Lusa». Avaaz. Consultado em 2016-11-24. 
  37. "Por projeto, Portuguesa autoriza empresas a negociar com credores  - Esportes - Estadão". Estadão.
  38. "Venda do Canindé pode ter novos rumos em reunião nesta quinta-feira" (em pt-BR). globoesporte.com.
  39. "Garoto da base da Portuguesa é achado morto em piscina do Canindé" (em pt-BR). globoesporte.com.
  40. (2016-10-21) "Laudo indica que jogador da Portuguesa morreu após congestão" (em pt-BR). São Paulo.
  41. (2016-10-21) "Laudo indica que jogador da Portuguesa morreu após congestão" (em pt-BR). São Paulo.
  42. "Jovem morto era torcedor da Lusa e realizaria sonho de jogar no Canindé" (em pt-BR). globoesporte.com.
  43. "Em primeiro jogo após tragédia, sub-17 da Portuguesa empata no Canindé" (em pt-BR). globoesporte.com.
  44. (2015-01-12) "Sem funcionários, Portuguesa sofre com abandono do clube" (em pt-BR). Torcedores.com.
  45. "Torcida da Portuguesa se une para limpar dependências do Canindé" (em pt-BR). globoesporte.com.
  46. "Após leilão e morte na piscina, Canindé é interditado por falta de higiene - Futebol - UOL Esporte" (em pt-BR). UOL Esporte.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]