Estádio do Pacaembu

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Pacaembu
Estádio Paulo Machado de Carvalho
Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho.jpg

Vista da fachada do estádio
Sisbrace: Soccerball shade.svgSoccerball shade.svgSoccerball shade.svg[1]
Nomes
Nome Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho
Apelido Pacaembu
Antigos nomes Estádio Municipal do Pacaembu
Características
Local Pacaembu, São Paulo, SP
Brasil
Gramado Grama natural (105×68 m)
Capacidade 37 730[2]
Construção
Data 17 de setembro de 1938 a 1940
Custo Não disponível
Inauguração
Data 27 de abril de 1940 (76 anos)
Partida inaugural Palmeiras 6-2 Coritiba
Primeiro gol Zequinha (Coritiba)
Recordes
Público recorde 72 018 pessoas - recorde oficial[3]
Data recorde 25 de maio de 1942
Partida com mais público Corinthians 3×3 São Paulo
Outras informações
Remodelado 2007
Expandido 1958 e 1970
Fechado Várias vezes
Proprietário Prefeitura de São Paulo
Administrador Secretaria Municipal de Esportes
Arquiteto Escritório Técnico Ramos de Azevedo - Severo e Villares[4]
Mandante FPF [nota 1]
Santos (eventualmente)[nota 2]
Palmeiras (eventualmente)
São Paulo (eventualmente)

O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido por Estádio do Pacaembu ou simplesmente Pacaembu, é um estádio desportivo localizado na praça Charles Miller, no final da avenida Pacaembu, no bairro do Pacaembu, na zona central da cidade de São Paulo, no Brasil. Foi inaugurado na década de 1940 com capacidade para 70 mil espectadores e, na época, era considerado o mais moderno estádio da América do Sul.

Além do campo de futebol, parte mais conhecida, o local também abriga o Complexo Esportivo do Pacaembu, aberto gratuitamente aos cidadãos, que contém estruturas para atividades físicas variadas[5]. Por fim, ali também está o Museu do Futebol, construído, literalmente, em baixo das arquibancadas do estádio. Pertencente à prefeitura da capital paulista, o Pacaembu pode ser alugado para a realização de eventos diversos.

No âmbito esportivo, sua principal utilização, o Sport Club Corinthians Paulista foi a equipe que mais atuou no local, tendo disputado 1 690 jogos. No entanto, após ter construído o seu próprio estádio, a Arena Corinthians, em 2014, o clube alvinegro reduziu drasticamente os jogos que manda no Pacaembu.[6] Dessa forma, o estádio, que foi um dos principais palcos da Copa do Mundo de 1950, hoje sofre com a subutilização,[7] já que os principais clubes da cidade possuem os seus próprios campos.

História[editar | editar código-fonte]

Estádio do Pacaembu no dia da inauguração. Ao fundo, detalhe da concha acústica[8]

Construção[editar | editar código-fonte]

Durante as décadas de 1920 e 1930, o futebol brasileiro passou por inúmeros problemas envolvendo o controle de sua gestão esportiva. Como consequência, houve alguns resultados aquém das expectativas para dirigentes, jogadores e torcedores nas principais competições de que a seleção brasileira participava. Dividida entre a CBD, Confederação Brasileira de Desportos, que defendia a prática do amadorismo, e a FBF, a Federação Brasileira de Futebol, organização que acreditava no desenvolvimento de um profissionalismo para a divulgação do esporte ao redor do mundo, a Seleção teve dois grandes fracassos nas primeiras edições da Copa do Mundo: sexta colocada em 1930, no Uruguai, e décima quarta na edição de 1934, na Itália.

Com sua consolidação após a promulgação da Constituição de 1934, o presidente Getúlio Vargas iniciou um projeto de apoio nacional aos esportes, que seriam responsáveis por representar a nação ao redor do mundo. Para ele, a construção de uma nação forte através do esporte seria uma forma de demonstrar a mudança do país.[9]

Idealizada pela Prefeitura de São Paulo em 1936, a construção do Estádio do Pacaembu também estava inserida neste modelo de pensamento. Com início das obras no mesmo ano, o prefeito Fábio Prado e o governador Armando de Sales Oliveira participaram da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da obra, na zona oeste da cidade, em janeiro.

Com a instauração do regime do Estado Novo, em 1937, algumas mudanças foram realizadas no comando da obra, já que os projetos arquitetônicos do governo eram motivações para demonstrar a força do país.[10]

Comandante municipal a partir deste momento, Prestes Maia interrompeu o projeto, para que mudanças fossem implantadas, principalmente na ampliação do estádio e também nas colunas, semelhantes ao Estádio Olímpico de Berlim.

Vista da praça Charles Miller.
Vista da fachada do Pacaembu
Visto do interior do estádio; ao fundo, o tobogã

Inauguração[editar | editar código-fonte]

O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho foi inaugurado em 27 de abril de 1940, com a presença do então presidente da República, Getúlio Vargas, acompanhado do interventor Ademar de Barros e do prefeito Prestes Maia.

A obra também atuava como uma maneira de evidenciar o espírito presente no momento histórico de sua inauguração, buscando a fé do país e a busca pela grandeza da nação, atuando como símbolo de progresso ao Brasil[11].

Mais de 50 mil pessoas foram ao Pacaembu naquela tarde acompanhar a apresentação e os desfiles que marcaram a estreia do, na época, maior e mais moderno estádio sul-americano.

Apesar de ser conhecido pela sua grande habilidade como orador, Getúlio Vargas foi recebido por uma sonora vaia pelo público paulistano[12]. Depois de ter chegado ao poder com o Golpe de 30 sobre o então presidente paulista Washington Luís e ter, em seguida, reprimido a Revolução Constitucionalista de 1932, Vargas não era um personagem bem quisto em São Paulo.

Além das vaias, outra manifestação política foi feita pelo público presente. Durante o período da Ditadura Vargas, eram proibidas as ostentações das bandeiras estaduais, mas, durante os desfiles das delegações que representavam clubes da capital paulista, a do São Paulo entrou ostentando o nome e as cores do time, que são as mesmas do Estado de São Paulo. O estádio inteiro e os locutores de todas as rádios, revoltados com a censura, driblaram-na aplaudindo de pé a equipe, o que gerou o apelido de "O Mais Querido" ao clube.[13]

No dia seguinte, 28 de abril de 1940, a política ficou de lado, dando espaço ao futebol. Foi nesta data que teve início, em rodada dupla, o torneio Taça Cidade de São Paulo, criado para inaugurar o Pacaembu. Com apenas quatro participantes — Palestra Itália, atual Sociedade Esportiva Palmeiras, Corinthians, Coritiba e Atlético Mineiro —, a competição era no formato eliminatório. Dois jogos na fase semifinal e os vencedores se classificavam à final.

A primeira partida foi disputada entre o Palestra Itália e o Coritiba. Com apenas dois minutos de bola rolando, Zequinha, do Coritiba, marcou o primeiro gol da história do Pacaembu. Apesar disso, o Palmeiras virou a partida e venceu por 6 a 2. Logo na sequência, o jogo foi entre o Corinthians e o Atlético Mineiro, vencido por 4 a 2 pelo clube paulista.[14]

No final de semana seguinte, dia 4 de maio, o Palestra Itália entrou em campo para enfrentar o Corinthians na grande decisão da competição. Com gols de Echevarrieta e Luizinho, para o time palestrino, e de Begliominio, para o clube alvinegro, o Palestra venceu o rival paulistano por 2 a 1 e se tornou a primeira equipe a vencer um título no estádio[15]. Coincidentemente, o próprio Palmeiras é atualmente a agremiação que mais vezes foi campeã no Pacaembu, somando 26 conquistas[16].

Dois anos depois, em 1942, o estádio recebeu o maior público de sua história. 71.281[17] pessoas se dirigiram ao local para assistir a partida entre São Paulo e Corinthians, que terminou empatada em 3 a 3, em partida válida pelo Campeonato Paulista. Além do confronto contra o rival local, o jogo chamou a atenção do público por marcar a estreia de Leônidas da Silva, o Diamante Negro, no Tricolor Paulista. Craque da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1938, o atacante era um dos principais nomes do esporte na época.

Copa do Mundo de 1950[editar | editar código-fonte]

Depois de um intervalo de 12 anos, causado pela Segunda Guerra Mundial, decidiu-se que a quarta edição da Copa do Mundo voltaria para a América da Sul e seria disputada no Brasil. Ocorrida entre 24 de junho e 16 de julho, o torneio teve jogos realizados em Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Na capital paulista, a sede da competição foi o Pacaembu. Ainda novo, acreditava-se na época que o estádio não precisaria passar por muitas obras para receber as seleções. A 23 dias do evento, no entanto, delegados da Fifa questionaram a infra-estrutura e o local foi repaginado[18].

Foram disputados seis jogos no Pacaembu, três da fase inicial e mais três da fase final[19]:

  • 25 de junho de 1950 - Grupo 3

15h00
Flag of Sweden.svg Suécia 3–2 Flag of Italy.svg Itália Arbitro: Lutz (Flag of Switzerland.svg Suíça)
Público: +36 000

Jeppsson Gol marcado aos 25 minutos de jogo 25'
Andersson Gol marcado aos 33 minutos de jogo 33'
Jeppsson Gol marcado aos 68 minutos de jogo 68'
Carapellese Gol marcado aos 7 minutos de jogo 7'
Muccinelli Gol marcado aos 75 minutos de jogo 75'

  • 28 de junho de 1950 - Grupo 1

15h00
Brasil Brasil 2–2 Flag of Switzerland.svg Suíça Árbitro: Azon (Flag of Spain under Franco.svg Espanha)
Público: +42 000

Alfredo Gol marcado aos 3 minutos de jogo 3'
Baltazar Gol marcado aos 43 minutos de jogo 43'
Fatton Gol marcado aos 17 minutos de jogo 17'
Fatton Gol marcado aos 88 minutos de jogo 88'

  • 2 de julho de 1950 - Grupo 3

15h00
Flag of Italy.svg Itália 2–0 Flag of Paraguay.svg Paraguai Arbitro: Ellis (Flag of England.svg Inglaterra)
Público: +26 000

Carapellese Gol marcado aos 12 minutos de jogo 12'
Egisto Pandolfini Gol marcado aos 62 minutos de jogo 62'
 

  • 9 de julho de 1950 - Fase final

15h:00
Flag of Uruguay.svg Uruguai 2–2 Flag of Spain under Franco.svg Espanha Arbitro: Griffths (Flag of Wales 2.svg País de Gales)
Público: +45 000

Ghiggia Gol marcado aos 29 minutos de jogo 29'
Varela Gol marcado aos 73 minutos de jogo 73'
Basora Gol marcado aos 32 minutos de jogo 32'
Basora Gol marcado aos 39 minutos de jogo 39'

  • 13 de julho de 1950 - Fase final

15h00
Flag of Uruguay.svg Uruguai 3–2 Flag of Sweden.svg Suécia Arbitro: Galeati (Flag of Italy.svg Itália)
Público: +8 000

Ghiggia Gol marcado aos 39 minutos de jogo 39'
Míguez Gol marcado aos 77 minutos de jogo 77'
Míguez Gol marcado aos 85 minutos de jogo 85'
Palmer Gol marcado aos 5 minutos de jogo 5'
Sundqvist Gol marcado aos 40 minutos de jogo 40'

  • 16 de julho de 1950 - Fase final

15h00
Flag of Sweden.svg Suécia 3–1 Flag of Spain under Franco.svg Espanha Arbitro: van der Meer (Países Baixos Países Baixos)
Público: +11 200

Sundqvist Gol marcado aos 15 minutos de jogo 15'
Mellberg Gol marcado aos 33 minutos de jogo 33'
Palmer Gol marcado aos 80 minutos de jogo 80'
Zarra Gol marcado aos 82 minutos de jogo 82'

Depois de estrear no Maracanã, a seleção brasileira veio disputar o seu único jogo em São Paulo e acabou empatando com a Suíça em 2 a 2. Com uma forte rixa entre cariocas e paulistanos, o técnico do Brasil, Flávio Costa, tinha temor de que o seu time titular, recheado de atletas do Rio de Janeiro, fosse vaiado. Então, Costa decidiu mexer na equipe e colocou três atletas paulistas no time, Bauer, Ruy e Noronha.

"(...)contra um time retrancado, o Brasil foi para o intervalo com 'apenas' 2 a 1 no placar. Na etapa final, o time se propôs a administrar o resultado e se deu mal diante dos cruzamentos suíços. Juve ainda chegou a evitar um gol olímpico, mas, a dois minutos do fim, Fatton empatou de novo. A seleção, além de sair de campo vaiada, mostrou dificuldades contra um time bem fechado na defesa."[19]

Apesar da pouca simpatia entre a seleção e os paulistanos, o Brasil conseguiu chegar até a final, disputada no Estádio do Maracanã. Franca favorita, a seleção canarinho saiu na frente aos dois minutos do segundo tempo, com gol de Ademir. Aos 21, no entanto, os uruguaios conseguiram o empate Schiaffino e viraram o placar aos 34, com Ghiggia. A derrota ficou conhecida como "Maracanazo" e é considerada por muitos a mais dolorosa do futebol nacional.

Mudança de nome[editar | editar código-fonte]

Apesar de ser normalmente chamado de Pacaembu, foi em 1961 que o nome oficial do local passou a ser Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho. Isso ocorreu porque a Prefeitura de São Paulo quis homenagear o chefe da delegação brasileira da Copa do Mundo de 1958, que rendeu o primeiro título mundial de futebol ao país. Formado em Direito, a relação próxima de Paulo Machado de Carvalho com o futebol já havia começado dentro do São Paulo Futebol Clube, onde chegou a assumir o cargo de presidente entre 1946 e 1947.

Durante a Copa de 1958, Paulo ganhou destaque na final do torneio. Contra a Suécia, anfitriã da competição, o Brasil foi obrigado a jogar com uniforme azul. Preocupado com a superstição dos atletas, que disputaram todo o torneio com a camisa amarela, o chefe da delegação fez questão de dizer aos jogadores que a mudança traria sorte porque as novas roupas eram da mesma cor que o manto de Nossa Senhora Aparecida[20]. Quatro anos depois, Paulo foi chefe da delegação da selção que ganhou o bicampeonato mundial em 1962, o que lhe garantiu o apelido de "Marechal da Vitória".

Outros acontecimentos[editar | editar código-fonte]

Durante a gestão de Paulo Maluf, a concha acústica foi demolida (em 6 de setembro de 1969)[21] e no seu lugar construído o "Tobogã", uma arquibancada com capacidade para dez mil pessoas. Atualmente, a capacidade do Estádio do Pacaembu é de 40 199 pessoas[22], distribuídas da seguinte forma: arquibancada setor amarelo (portão 3): 5 186 pessoas, arquibancada setor verde (portão 4): 5 226 pessoas, cadeira especial laranja (portões 9, 17 e 19): 6 467 pessoas, setor laranja família (portão 21): 2 447 pessoas, setor laranja visitante (portão 22): 2 450 pessoas, numerada setor azul (portões 8 e 20): 2 082 pessoas, numerada setor manga (portões 8 e 20): 4 364 pessoas, tobogã lado ímpar: 5 882 pessoas, tobogã lado par: 5 880 pessoas, setor tribuna de honra: 47 pessoas, setor imprensa leste: 42 pessoas, setor imprensa oeste: 126 pessoas.

A maior goleada vista no estádio aconteceu em 1945, quando o São Paulo venceu o Jabaquara, da cidade de Santos, por 12 a 1.

Clássico entre Corinthians e Flamengo, a última partida oficial do clube paulista realizada no Estádio do Pacaembu em 2014

O Corinthians, antes da inauguração de seu estádio próprio, fez sua última partida oficial como mandante no local em 27 de abril de 2014, vencendo o Flamengo por 2 a 0[23]. Inclusive, o clube paulista é o time que mais atuou no Estádio do Pacaembu. A torcida sempre o considerou como sua casa, uma vez que o campo original da equipe alvinegra, o Estádio Alfredo Schürig (mais conhecido como Fazendinha ou Estádio do Parque São Jorge), concentrou numa parte do Século XX os jogos de menor relevância contra equipes do interior paulista, em virtude da capacidade limitada, enquanto o Pacaembu foi o palco da maioria dos jogos da equipe quando ela foi mandante, até a inauguração oficial da Arena Corinthians, em maio de 2014[24].

Concha acústica ao fundo, em foto da decisão da Taça Cidade de São Paulo entre Palestra Itália e Corinthians realizada em 1940

Em fevereiro de 1955, Corinthians e Palmeiras fizeram a partida decisiva do Campeonato Paulista de 1954. O jogo fez parte das festividades do quarto centenário da cidade de São Paulo, comemorado em 1954. O empate bastava para o Corinthians conquistar o título. Para o Palmeiras, era preciso derrotar o rival e torcer por um novo revés alvinegro na última rodada, contra o São Paulo. As equipes empataram a partida por 1 a 1, e o título foi conquistado pelo Corinthians. Depois deste título, a equipe viria a sagrar-se campeão paulista de novo somente 22 anos depois, em 1977.[25]

Partida entre Palmeiras e Corinthians realizada no Estádio do Pacaembu em 2010

Os rivais históricos voltariam a decidir uma competição importante no Estádio do Pacaembu em dezembro de 1994, quando foram realizadas as finais do Campeonato Brasileiro, em dois jogos. Na primeira partida, disputada no dia 15 de dezembro, o Palmeiras derrotou o Corinthians por 3 a 1. Com a abertura da grande vantagem sobre o arquirrival, o alviverde conquistou seu oitavo título do Campeonato Brasileiro no dia 18 de dezembro, depois de um empate por 1 a 1 contra o alvinegro.[26]

No ano seguinte, em dezembro, o estádio foi mais uma vez palco de uma grande decisão do futebol brasileiro quando o Santos e o Botafogo realizaram o jogo final do Campeonato Brasileiro de 1995. Depois de o Botafogo vencer a primeira partida, no Rio de Janeiro, por 2 a 1, o Santos precisava da vitória na segunda partida. Após o jogo decisivo terminar empatado por 1 a 1, a equipe carioca conquistou o título.[26][27]

Em 2011, o Pacaembu viu o Corinthians sagrar-se campeão do Campeonato Brasileiro pela quinta vez, em partida disputada contra o arquirrival Palmeiras, que não tinha chances de título e já estava classificado para a Copa Sul-Americana de 2012. A equipe alvinegra era a líder da competição e precisava apenas de um empate para conseguir o título, enquanto o Vasco, segundo colocado na tabela, precisava torcer pela vitória do Palmeiras e derrotar seu arquirrival Flamengo no Estádio Engenhão para conseguir ser campeão. No Estádio do Pacaembu, Corinthians e Palmeiras fizeram um jogo tenso, com duas expulsões de cada lado, mas sem gols, enquanto Vasco e Flamengo empataram por 1 a 1 no Rio de Janeiro. Ao final de ambas as partidas, o Corinthians chegou ao seu quinto título do Campeonato Brasileiro em cima de seu maior rival, que ficou na décima primeira posição do campeonato. O Vasco, por sua vez, ficou com o vice-campeonato e o Flamengo ficou na quarta posição da tabela.[28]

Final da Copa Libertadores da América de 2011 entre Santos e Peñarol no Estádio do Pacaembu

As finalíssimas das Copas Libertadores da América de 2012 e de 2011, disputadas, respectivamente, entre Corinthians e Boca Juniors, da Argentina [29], e entre o Santos e o Peñarol [30], do Uruguai, ambas com vitórias das equipes brasileiras; e a finalíssima da Copa Libertadores da América de 2002, disputada entre o São Caetano e Olímpia, do Paraguai, com vitória da equipe visitante, foram as decisões internacionais de clubes mais importantes recebidas pelo Pacaembu.[31]

O jogo entre Corinthians e São Paulo, que marcou a finalíssima da Recopa Sul-Americana de 2013, com vitória por 2 a 0 e título para a equipe alvinegra, foi a mais recente decisão de uma competição internacional de futebol profissional realizada no Pacaembu[32].

Sistema de iluminação

A mais recente conquista de competição nacional no Pacaembu pertence ao Palmeiras, que, em novembro de 2013, sagrou-se campeão da Série B do Campeonato Brasileiro de 2013, após derrotar o Boa Esporte Clube por 3 a 0, em jogo da antepenúltima rodada do torneio.[33]

Sem contar os quatro grandes clubes do Estado de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), a última equipe que foi campeã no estádio foi o Ituano, contra o Santos, nas finais do Campeonato Paulista de 2014. Na ocasião, a equipe da cidade de Itu conquistou seu segundo título de primeira divisão, o primeiro vencendo todos os grandes.[34]

Além das disputas de futebol profissional, o Estádio do Pacaembu é palco tradicional das decisões da Copa São Paulo de Futebol Júnior, que é organizada pela Federação Paulista de Futebol e é o principal torneio da categoria no Brasil. Disputada desde 1969, a competição acontece tradicionalmente no início de cada ano (em algumas edições, o torneio foi realizado no mês de dezembro do ano anterior), de modo que a final seja disputada, preferencialmente, no aniversário da cidade de São Paulo, no dia 25 de janeiro.

O estádio foi tombado pelo CONDEPHAAT, em 1998, em virtude de seu estilo Art Déco, característico da época em que foi construído.[35]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Futebol[editar | editar código-fonte]

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

A primeira partida da Seleção Brasileira no Estádio do Pacaembu foi realizada no dia 17 de maio de 1944. Na ocasião, a equipe derrotou a seleção do Uruguai por 4 a 0, em partida amistosa[36][37].

Data Campeonato Brasil Placar Adversário Gols
17 de maio de 1944 Amistoso Brasil Brasil 4 x 0 Flag of Uruguay.svg Uruguai Jair R. Pinto (3), Heleno de Freitas
16 de dezembro de 1945 Copa Roca Brasil Brasil 3 x 4 Flag of Argentina.svg Argentina Zizinho, Salomon (contra), Ademir Menezes, Pedernera, Boyê, Sued, Labruña
29 de março de 1947 Copa Rio Branco Brasil Brasil 0 x 0 Flag of Uruguay.svg Uruguai
10 de abril de 1949 Campeonato Sul-Americano Brasil Brasil 10 x 1 Flag of Bolivia.svg Bolívia Ugarte, Nininho (3), Cláudio C. Pinho (2), Simão (2), Zizinho (2), Jair R. Pinto
13 de abril de 1949 Campeonato Sul-Americano Brasil Brasil 2 x 1 Flag of Chile.svg Chile Cláudio C. Pinho, Zizinho, P. Lopez
17 de abril de 1949 Campeonato Sul-Americano Brasil Brasil 5 x 0 Flag of Colombia.svg Colômbia Ademir Menezes (2), Orlando Pingo de Ouro, Tesourinha, Canhotinho
6 de maio de 1950 Copa Rio Branco Brasil Brasil 3 x 4 Flag of Uruguay.svg Uruguai J. Perez, Schiaffino (2), Miguez, Zizinho, Ademir Menezes (2)
13 de maio de 1950 Taça Oswaldo Cruz Brasil Brasil 3 x 3 Flag of Paraguay.svg Paraguai Cesar Lopez Fretes, Pinga I, Maneca, Baltazar I, Lorenzo Calonga, Francisco Sosa
28 de maio de 1950 Copa do Mundo Brasil Brasil 2 x 2 Flag of Switzerland.svg Suíça Alfredo II, Baltazar I, Fatton (2)
2 de maio de 1954 Amistoso Brasil Brasil 4 x 1 Flag of Colombia.svg Colômbia Rodrigues II (2), Índio (2), Benés
20 de setembro de 1955 Taça Bernardo O'Higgins Brasil Brasil 2 x 1 Flag of Chile.svg Chile Maurinho, Álvaro, Hormazábal
17 de novembro de 1955 Taça Oswaldo Cruz Brasil Brasil 3 x 3 Flag of Paraguay.svg Paraguai Maurinho, Canhoteiro, H. Gonzalez (3), Humberto
8 de agosto de 1956 Amistoso Brasil Brasil 4 x 1 Flag of the Czech Republic.svg Tchecoslováquia Zizinho (2), Pepe (2), Masopust
16 de junho de 1957 Amistoso Brasil Brasil 3 x 0 Flag of Portugal.svg Portugal Zito, Mazola, Del Vecchio
10 de julho de 1957 Copa Roca Brasil Brasil 3 x 0 Flag of Argentina.svg Argentina Pelé, Mazola
7 de maio de 1958 Taça Oswaldo Cruz Brasil Brasil 0 x 0 Flag of Paraguay.svg Paraguai
18 de maio de 1958 Amistoso Brasil Brasil 3 x 1 Flag of Bulgaria.svg Bulgária Diev, Pelé (2), Pepe
21 de maio de 1958 Amistoso Brasil Brasil 5 x 0 São Paulo Corinthians Mazola, Pepe (2), Garrincha (2)
20 de setembro de 1959 Taça Bernardo O'Higgins Brasil Brasil 1 x 0 Flag of Chile.svg Chile Quarentinha
3 de junho de 1964 Taça das Nações Brasil Brasil 0 x 3 Flag of Argentina.svg Argentina Onega, Telch (2)
21 de novembro de 1965 Amistoso Brasil Brasil 5 x 3 Flag of Hungary.svg Hungria Servílio II (2), Lima, Abel, Nair, Bene, Solymosi, Albert
15 de maio de 1966 Amistoso Brasil Brasil 1 x 1 Flag of Chile.svg Chile Rinaldo, Yavar
9 de junho de 1968 Taça Rio Branco Brasil Brasil 2 x 0 Flag of Uruguay.svg Uruguai Tostão, Sadi
27 de abril de 2005 Amistoso Brasil Brasil 3 x 0 Flag of Guatemala.svg Guatemala Ânderson I, Romário, Grafite
7 de junho de 2011 Amistoso Brasil Brasil 1 x 0 Flag of Romania.svg Romênia Fred

Decisões entre clubes[editar | editar código-fonte]

O estádio também já foi palco de inúmeras decisões oficiais entre clubes. No local, foram vistas decisões da Copa Libertadores da América, do Campeonato Brasileiro, da Taça Brasil e do Campeonato Paulista, entre outras competições de destaque.

Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores da América

4 de julho de 2012
21:50
Corinthians Brasil 2 - 0 Argentina Boca Juniors Público: 37.981
Árbitro:Colômbia Wilmar Roldán

Emerson Gol marcado aos 53 minutos de jogo 53', Gol marcado aos 72 minutos de jogo 72'

22 de junho de 2011
21:50
Santos Brasil 2 - 1 Uruguai Peñarol Público: 37.894
Árbitro: Argentina Sergio Pezzotta

Neymar Gol marcado aos 46 minutos de jogo 46'
Danilo Gol marcado aos 68 minutos de jogo 68'
Durval (contra) Gol marcado aos 79 minutos de jogo 79'

31 de julho de 2002
21:40
São Caetano Brasil 1 - 2 Paraguai Olimpia Público: 32.000
Árbitro: ColômbiaOscar Ruiz

Aílton Gol marcado aos 31 minutos de jogo 31' Córdoba Gol marcado aos 49 minutos de jogo 49'
Báez Gol marcado aos 59 minutos de jogo 59'
    Penalidades  
Adãozinho: marcou
Marcos Senna: marcou
Marlon: chute pra fora
Serginho: chute pra fora
2 - 4 Enciso : marcou
Orteman: marcou
López: marcou
Caballero: marcou
 

Flags of the Union of South American Nations.gif Recopa Sul-Americana

18 de julho de 2013
21:50
Corinthians Brasil 2 - 0 Brasil São Paulo Público: 36.050
Árbitro:Brasil Paulo César de Oliveira

Romarinho Gol marcado aos 35 minutos de jogo 35'
Danilo Gol marcado aos 68 minutos de jogo 68'

26 de setembro de 2012
19:00
Santos Brasil 2 - 0 Chile Universidad de Chile Público: 23.876
Árbitro:Uruguai Martín Vázquez

Neymar Gol marcado aos 27 minutos de jogo 27'
Bruno Rodrigo Gol marcado aos 60 minutos de jogo 60'

Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Sul-Americana

4 de dezembro de 2013
21:50
Ponte Preta Brasil 1 - 1 Argentina Lanús Público: 28.244
UruguaiURU Roberto Silvera

Fellipe Bastos Gol marcado aos 78 minutos de jogo 78' Goltz Gol marcado aos 58 minutos de jogo 58'

Brasil Campeonato Brasileiro

15 de dezembro de 1994
21:40
Corinthians 1 - 3 Palmeiras Público: 36.409
Árbitro: GoiásAntônio Pereira da Silva

Marques Gol marcado aos 68 minutos de jogo 68' Rivaldo Gol marcado aos 44 minutos de jogo 44'
Rivaldo Gol marcado aos 63 minutos de jogo 63'
Edmundo Gol marcado aos 66 minutos de jogo 66'
18 de dezembro de 1994
16:00
Palmeiras 1 - 1 Corinthians Público: 35.277
Árbitro: Minas GeraisMárcio Rezende de Freitas

Rivaldo Gol marcado aos 81 minutos de jogo 81' Marques Gol marcado aos 3 minutos de jogo 3'

17 de dezembro de 1995
16:00
Santos 1 - 1 Botafogo Público: 28.488
Árbitro: Minas GeraisMárcio Rezende de Freitas

Marcelo Passos Gol marcado aos 46 minutos de jogo 46' Túlio Gol marcado aos 24 minutos de jogo 24'

4 de dezembro de 2011
17:00
Corinthians 0 - 0 Palmeiras Público: 36.409
Árbitro: São PauloWílson Luiz Seneme


Brasil Taça Brasil

28 de dezembro de 1960
20:00
Palmeiras 8 - 2 Fortaleza Público: 40.000
Árbitro: CearáRicardo Bonadies

Zequinha Gol marcado aos 8 minutos de jogo 8'
Chinesinho Gol marcado aos 10 minutos de jogo 10'
Romeiro Gol marcado aos 12 minutos de jogo 12'
Julinho Botelho Gol marcado aos 21 minutos de jogo 21'
Cruz Gol marcado aos 53 minutos de jogo 53'
Cruz Gol marcado aos 56 minutos de jogo 56'
Chinesinho Gol marcado aos 69 minutos de jogo 69'
Humberto Tozzi Gol marcado aos 77 minutos de jogo 77'
Charuto Gol marcado aos 6 minutos de jogo 6'
Charuto Gol marcado aos 44 minutos de jogo 44'

São Paulo Campeonato Paulista

6 de fevereiro de 1955
15:00
Palmeiras 1 - 1 Corinthians Público: Não Disponível
Árbitro: São PauloEsteban Marino

Nei Gol marcado aos 52 minutos de jogo 52' Luizinho Gol marcado aos 10 minutos de jogo 10'

29 de dezembro de 1957
15:00
São Paulo 3 - 1 Corinthians Público: 39.670
Árbitro: Rio de JaneiroAlberto da Gama Malcher

Amaury Gol marcado aos 62 minutos de jogo 62'
Canhoteiro Gol marcado aos 64 minutos de jogo 64'
Maurinho Gol marcado aos 79 minutos de jogo 79'
Rafael Gol marcado aos 66 minutos de jogo 66'

10 de janeiro de 1960
15:00
Palmeiras 2 - 1 Santos Público: Não Disponível
Árbitro: São PauloAnacleto Pietrobon

Julinho Botelho Gol marcado aos 43 minutos de jogo 43'
Romeiro Gol marcado aos 48 minutos de jogo 48'
Pelé Gol marcado aos 14 minutos de jogo 14'

18 de abril de 2004
16:00
São Caetano 2 - 0 Paulista Público: 25.221
Árbitro: São PauloSálvio Spínola Fagundes Filho

Marcinho Gol marcado aos 20 minutos de jogo 20'
Mineiro Gol marcado aos 43 minutos de jogo 43'

3 de maio de 2009
16:00
Corinthians 1 - 1 Santos Público: 36.860
Árbitro: São PauloSálvio Spínola Fagundes Filho

André Santos Gol marcado aos 33 minutos de jogo 33' Kléber Pereira Gol marcado aos 27 minutos de jogo 27'

13 de abril de 2014
16:00
Ituano 0 - 1
(7 - 6)
Santos Público: 34.964
Árbitro: São PauloRaphael Claus

Cícero Gol marcado aos 46 minutos de jogo 46'
Panorama do interior do Estádio do Pacaembu.

Futebol amador[editar | editar código-fonte]

Apesar de não ter grande tradição em receber partidas de futebol amador, o Estádio do Pacaembu ficou marcado por estabelecer um recorde na categoria. Em 18 de novembro de 2012, o estádio municipal recebeu a grande final da 15ª edição da já extinta Copa Kaiser, um dos principais torneios da história do futebol de várzea.  

Na ocasião, 20 260 pessoas compareceram ao Estádio Paulo Machado de Carvalho para assistir à decisão disputada entre Ajax FC, da Vila Rica, e GR Turma do Bafô, do Jardim Clímax, o que foi o maior público já registrado no futebol amador brasileiro.

A medição foi feita pela empresa RankBrasil, do Paraná, especializada em fiscalizar tentativas de recordes no Brasil. Dentro de campo, o resultado foi de vitória do Ajax FC por 2 a 1 sobre o GR Turma do Bafô.[44][45]

Outros esportes[editar | editar código-fonte]

Jogos Pan-Americanos de 1963[editar | editar código-fonte]

Outro evento esportivo de grande destaque realizado no Estádio do Pacaembu foi a disputa de parte dos Jogos Pan-Americanos de 1963, que teve a cidade de São Paulo como sede. Na ocasião, o estádio foi palco da cerimônia de abertura, das disputas da final do futebol e do atletismo, além da cerimônia de encerramento dos jogos.

Rugby[editar | editar código-fonte]

Em 2015, o rugby chegou ao Pacaembu pela primeira vez na história do estádio. No dia 4 de dezembro, a seleção brasileira disputou amistoso contra a Alemanha e foi derrotada pelo placar de 31 a 7. A partida contou com a presença de 10.460 torcedores. Além de representar o primeiro evento não relacionado ao futebol no estádio desde a reforma realizada em 2007, o jogo também entrou para história porque contou com o recorde de público em uma partida de rúgbi no Brasil, superando as 5 mil pessoas que foram na Arena Barueri para a final do Super 10 de 2013, entre SPAC e Pasteur[46][47]. Para entrar no estádio e assistir à partida, cada torcedor teve que doar 1 kg de alimento não perecível ou um livro infantil.

Após o evento histórico, o estádio voltou a ser palco do esporte para o clássico sul-americano entre Brasil e Chile, em abril de 2016. A partida, válida pelo campeonato Sul-Americano de 2016, contou com a presença de 7 270 torcedores e terminou empatada por 20 a 20.[48]

Outros eventos[editar | editar código-fonte]

Além de competições esportivas, o Estádio do Pacaembu já recebeu inúmeros eventos, desde missas campais, como a realizada pelo Papa Bento XVI, em 2007[49], até shows musicais. Dentre os eventos de músicas que passaram pelo local, destacam-se os shows realizados pelos grupos de rock The Rolling Stones, AC/DC, Iron Maiden e Pearl Jam; além de festivais, como o Monsters of Rock, realizado em 1994, 1995 e 1996. Em 1994, o tenor Luciano Pavarotti fez apresentação no local. Em 1993, foi a vez do ex-beatle Paul McCartney. Em 2002, a banda de Funk rock, Red Hot Chili Peppers, trouxe o show da turne By The Way para o estádio.

Em 2004, associação de moradores Viva Pacaembu moveu uma ação judicial para impedir o uso do local para eventos prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde, conseguindo liminar em novembro de 2005 para evitar tais eventos. Em setembro de 2010 o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão, impedindo que o local seja usado para shows e eventos não ligados ao esporte.[50]

Características[editar | editar código-fonte]

Conjunto poliesportivo[editar | editar código-fonte]

Além do campo de futebol, o estádio abriga um conjunto poliesportivo que oferece várias atividades gratuitas para os paulistanos. Fazem parte deste conjunto a piscina, o ginásio de esportes, a quadra externa e ginásio de tênis, a pista de corrida (em volta do gramado), quadras cobertas no vão do Tobogã e uma quadra descoberta. O conjunto há anos recebe as finais das Olimpíadas Estudantis organizadas pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e pela FEDEESP.

Museu do Futebol[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Museu do Futebol

Desde o ano de 2008, existe no interior do estádio o Museu do Futebol, uma homenagem à cidade onde foi introduzido o esporte bretão no Brasil por meio do paulista Charles Miller - descendente de ingleses e escoceses - e que é homenageado com o nome da praça em frente ao estádio.

Praça Charles Miller[editar | editar código-fonte]

Vista dos bairros de Perdizes, Pacaembu e Higienópolis respectivamente.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. A FPF manda a maioria das finais de seus campeonatos no estádio
  2. O Santos manda alguns de seus jogos na capital paulista

Referências

  1. «Ministério do Esporte: Sistema Brasileiro de Classificação de Estádios». 28 de janeiro de 2016. Consultado em 29 de janeiro de 2016. 
  2. CBF (24/10/2014). «www.cbf.com.br/noticias/a-cbf/diretoria-de-competicoes-publica-revisao-5-do-cadastro-nacional-de-estadios-de-futebol#.VLGDknuNh14». CBF Website. Consultado em 16/02/2015. 
  3. O Pacaembu também já recebeu um público muito maior do que a atual capacidade. Em 24 de maio de 1942, São Paulo e Corinthians empataram por 3 a 3 jogando para 72.018 torcedores assistirem. O jogo marcou a estreia de Leônidas da Silva com a camisa do clube tricolor. Atualmente, o estádio recebe até 40.199 pessoas Arquivo histórico SPFCBOL
  4. - Sobre a autoria do projeto
  5. «Complexo Esportivo do Pacaembu | Prefeitura de São Paulo». Consultado em 8 de setembro de 2016. 
  6. «Estatísticas do Sport Club Corinthians Paulista». Consultado em 2016-09-08. 
  7. «Pacaembu pode amargar um dos piores prejuízos de sua história | VEJA São Paulo». Consultado em 2016-09-08. 
  8. «Veja imagens que desapareceram dos estádios brasileiros».  Portal BOL - 6 de janeiro de 2016
  9. Ferreira, João Fernando (2008). A construção do Pacaembu (São Paulo: Paz e Terra). pp. 55–56. 
  10. Filho, Nestor Goulart Reis. . ""Um palco da modernidade"". Jornal da Tarde, 14/2/1990, p.8.
  11. «Estádio do PacaembuThe Pacaembu StadiumEstadio del Pacaembu - Museu do Futebol». 2013-11-29. Consultado em 2016-09-13. 
  12. «Sonoras vaias que entraram para a história | Blog do Curioso, por Marcelo Duarte». guiadoscuriosos.com.br. Consultado em 2016-09-08. 
  13. GIACOMINI, Conrado (2005). São Paulo. Dentre os Grandes, és o Primeiro 1 1ª ed. (Rio de Janeiro: Ediouro). pp. pp. 320. ISBN 8500015721. 
  14. «"História do Pacaembu-Anos 40"».  Portal da Prefeitura da Cidade de São Paulo, visitado em 2/7/2011
  15. «Taça Cidade de São Paulo 1940». www.rsssfbrasil.com. Consultado em 2016-09-08. 
  16. «"Palmeiras conquista 26º título no Pacaembu e mantém recorde no estádio"».  Site Oficial do Palmeiras, 18/11/2013
  17. «História Pacaembu - Prefeitura de São Paulo». 
  18. «Em 1950, Copa trouxe euforia a SP e o Pacaembu era o estádio da vez - 25/05/2014 - sãopaulo». Folha de S.Paulo. Consultado em 9 de setembro de 2016. 
  19. a b Ribas, Lucio Vellozo (2010). O Mundo das Copas: as curiosidades, os momentos históricos e os principais lances do maior espetáculo do esporte mundial (São Paulo: Lua de papel). p. 57. 
  20. "Azul é a cor da vitória para craques do Brasil", Giuliander Carpes, O Estado de S. Paulo, 29/6/2008, pág. H3
  21. (7 de setembro de 1969) "Foi demolida a concha acustica (sic) do Pacaembu". Folha de S.Paulo (14 693) p. 31. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S/A. ISSN 14145723.
  22. «"Item CONTRU 2"» (PDF).  Diário Oficial da cidade de São Paulo, publicado em 16 de outubro de 2009
  23. «Corinthians faz 2 a 0 no Flamengo e se despede do Pacaembu com vitória - Futebol - UOL Esporte». Consultado em 2016-09-13. 
  24. Lancepress! (19 de maio de 2014). «Figueirense supera Timão e estraga a festa do primeiro jogo oficial na Arena». Lance!. Consultado em 2 de junho de 2014. 
  25. «"1954: Corinthians campeão do IV Centenário"».  Lancenet, 8/7/2010
  26. a b «"História do Pacaembu-Anos 90"».  Portal da Prefeitura da Cidade de São Paulo, visitado em 26/6/2011
  27. «"Botafogo comemora 15 anos do título brasileiro; grupo revela brigas e problemas"».  BOL Notícias, 17/12/2010
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  29. «"Predestinado, Emerson Sheik decide contra o Boca e dá sonhada Libertadores ao Corinthians"».  UOL, 4/7/2012
  30. «"Santos é campeão da Libertadores 2011"».  Agência Estado, 22/6/2011
  31. «"São Caetano fracassa outra vez, e Olimpia é campeão da Libertadores"».  Folha Online, 31/7/2002
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  33. «"Diante da torcida, Palmeiras vence o Boa e é campeão da Série B"».  Folha de S.Paulo, 16/11/2013
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  35. Condephaat
  36. «"O Estádio do Pacaembu"».  Abril.com, visitada em 29/6/2011
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  38. «"Com autoridade, Santos bate Peñarol, é tri e eterniza geração Ganso-Neymar"».  Portal Terra, 22/6/2011
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  40. a b «"História do Pacaembu- Anos 90"».  Portal da Prefeitura da Cidade de São Paulo, visitada em 26/6/2011
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  42. «"Taça Brasil 1960"».  Gazeta Esportiva.net, visitada em 26/6/2011
  43. «"Em 54, Corinthians x Palmeiras fazem jogo histórico no Pacaembu"».  Portal Terra, 1/8/2010
  44. «Com mais de 20 mil pessoas no Pacaembu, Ajax vence Turma do Baffô e é campeão da Copa Kaiser - Futebol - UOL Esporte». Consultado em 2016-09-15. 
  45. «Um dos 10 maiores públicos da semana no Brasil é da várzea: 16,3 mil torcedores no Pacaembu - Trivela». 2015-09-24. Consultado em 2016-09-15. 
  46. «"Em amistoso no Pacaembu, seleção brasileira de rugby perde para Alemanha"».  ESPN, 4/12/2015
  47. «"Primeiro jogo de rúgbi no estádio do Pacaembu tem público de mais de 10 mil pessoas"».  O Estado de S.Paulo, 4/12/2015
  48. «Brasil e Chile empatam no Pacaembu em jogo com emoção». Consultado em 2016-09-14. 
  49. «"Papa Bento XVI chega ao Estádio do Pacaembu"».  UOL, 10/5/2007
  50. «Justiça mantém proibição de shows e eventos no Pacaembu». Folha.com. 18/09/2010. Consultado em 11/09/2011. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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