Terra (empresa)

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Terra
Terra Networks Brasil S.A.
Página inicial da versão brasileira do provedor (6 de março de 2016)
Gênero Portal e provedor de internet
Cadastro Público e pago.
País de origem  Brasil
Idioma(s) Português
Lançamento 1999
Posição no Alexa Aumento 2.670[1]
Proprietário Telefônica Brasil
Página oficial terra.com.br

Terra é uma empresa de internet brasileira, parte do conglomerado espanhol Telefônica. A empresa surgiu na Espanha, em 1999, e se expandiu para outros países com a aquisição de provedores locais de internet nos anos seguintes. Todas as operações do Terra, exceto no Brasil, foram encerradas em 30 de junho de 2017.

Além de atuar como portal, atualmente a companhia também trabalha com aplicativos de celular, publicidade, além de oferecer serviços digitais.[2] O atual CEO da empresa é Javier Castro.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1987, em Porto Alegre, a Nutec Informática S/A foi fundada. A empresa atuava com automação de escritórios em ambiente Unix. Em sua segunda fase, tornou-se revendedora de softwares e integradora de sistemas.

Em setembro de 1995, o contato com as universidades americanas deram origem a uma nova empresa, e assim a Nutec criou a NutecNet, visando ingressar no mercado da internet. Seu modelo de negócios permitiu uma expansão de sua rede através de franquias. Neste momento, a empresa visou não apenas o ambiente corporativo, mas também o do usuário residencial.[carece de fontes?]

Em outubro de 1995, a Nutec entrou no mercado de internet e se tornou o provedor NutecNet. O advento da internet permitiu que a NutecNet ampliasse suas ações para o mercado de varejo. A empresa cresceu e foi adquirida pelo Grupo RBS em 1996. Em dezembro deste ano, o canal ZAZ foi criado. No entanto, a empresa mantinha o nome NutecNet. Em 20 de março de 1998, a marca ZAZ assimilou a marca NutecNet, tornando-se tanto ISP (Internet Service Provider) como ICP (Internet Content Provider). Com isso foi criado o Canal Interativo ZAZ, sendo este um dos primeiros canais de entretenimento e lazer no Brasil. Ainda assim, a marca NutecNet era mantida como ISP.[carece de fontes?]

Em fevereiro de 2000, o ZAZ foi adquirido pelo grupo Telefonica, substituindo a marca para Terra. Em maio do mesmo ano, a Terra Networks e a Lycos Inc se uniram em um acordo, criando a Terra Lycos. Com isto, a empresa se tornou uma das redes mais populares da internet no mundo.[carece de fontes?]

Esta parceria se encerrou em 2004, quando a Daum Communications, um portal da Coreia do Sul, adquiriu a subsidiária norte-americana Lycos. O portal em espanhol nos EUA se mantém sob o domínio do Terra e tem foco no público hispânico.[carece de fontes?]

A Terra Networks possui escritórios nos principais mercados da América Latina: Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile), Bogotá (Colômbia), Cidade do México e Monterrey (México), Lima (Peru) e Miami (Estados Unidos). O Terra tem sua sede no Brasil, com escritórios em São Paulo e Porto Alegre. Em 2011, o Terra foi eleito pela primeira vez como uma das 100 melhores empresas para se trabalhar, segundo pesquisa do Instituto Great Place to Work.[carece de fontes?]

Em 2010, a Terra passa a apoiar a Fundação Wikimedia. A empresa declarou: "Terra orgulhosamente apoia a Fundação Wikimedia. Você também pode ajudar produzindo e distribuindo conteúdo livre e disseminando conhecimento."[4]

Em 28 de junho de 2017, a Terra anunciou através de sua assessoria de imprensa que o seu portal e serviço de e-mail seriam descontinuados nos Estados Unidos, Peru, México, Chile, Colômbia, Argentina, Venezuela e Equador a partir das 23h59 de 30 de junho.[5][6] A empresa manteve serviços corporativos que fornecia em tais países, que passaram a ser oferecidos por operadoras locais do grupo Telefónica.[7] A operação brasileira da companhia, por sua vez, foi adquirida pela Telefônica Data, uma subsidiária integral da Telefônica Brasil, pela cifra de R$ 250 milhões.[8] A divisão da Terra no Brasil era responsável pela maior parte do lucro global da companhia, que passou a atuar apenas no país.[9]

Empresa[editar | editar código-fonte]

O Terra está dividido em três pilares de negócio: Mobile, Publicidade e Serviços Digitais[10]

O negócio de Serviços Mobile é o motor de desenvolvimento da companhia e chegou a crescer acima de 30% em 2015, se comparado a 2014. Atualmente, o Terra é o principal integrador de serviços digitais móveis em toda a América Latina,[11] conectado a 50 operadoras e com acesso a mais de 500 milhões de clientes. A empresa segue aumentando sua capacidade de desenvolvimento de serviços digitais, com lançamentos de produtos nas verticais mais demandados pelos clientes, como educação, infantil, esportes e empregos.

Na vertical de Digital Services, o Terra procura oferecer a melhor experiência aos seus clientes, com a maior eficiência e performance no atendimento e vendas de seus produtos e serviços de conectividade, educação e entretenimento.[12]

Em Publicidade, o Terra faz uso massivo da tecnologia e Big Data, que proporciona uma experiência diferenciada, mais personalizada e customizada aos clientes e usuários.[13] Especialmente em vendas programáticas, o Terra tem uma proposta de valor consolidada, com grande foco na publicidade mobile.

Referências

  1. «terra.com.br Traffic Statistics» (em inglês). Alexa Internet. Consultado em 10 de agosto de 2017 
  2. «Subsidiária da Telefônica Brasil compra portal Terra». Mercado. Folha de S.Paulo. 3 de julho de 2017. Consultado em 5 de julho de 2017 
  3. «Terra tem novo CEO | Notícias | Baguete». www.baguete.com.br. Consultado em 15 de fevereiro de 2016 
  4. «Terra - Wikimedia». Consultado em 5 de julho de 2017. Cópia arquivada em 5 de julho de 2017 
  5. «Portal Terra irá encerrar operações em sete países». Jornal do Comércio. 28 de junho de 2017. Consultado em 30 de junho de 2017 
  6. Júlia Merker (29 de junho de 2017). «Portal Terra está perto do fim». Baguete. Consultado em 30 de junho de 2017 
  7. Paulo Higa (3 de julho de 2017). «Telefônica compra Terra Brasil por R$ 250 milhões». Tecnoblog. Consultado em 5 de julho de 2017 
  8. Bruno do Amaral (3 de julho de 2017). «Telefônica assume controle da Terra Networks». Tela Viva. Consultado em 5 de julho de 2017 
  9. «Telefônica Brasil fica com o controle do Terra por R$ 250 milhões». TeleSíntese. 3 de julho de 2017. Consultado em 5 de julho de 2017 
  10. «Sala de Imprensa». noticias.terra.com.br. Consultado em 15 de fevereiro de 2016 
  11. «Dispositivos móveis geram 45% da audiência do Terra». Converge Comunicações. Consultado em 15 de fevereiro de 2016 
  12. «Serviços Terra: Email, Backup, Música, Antivírus e mais para sua empresa - Terra». Serviços Terra. Consultado em 15 de fevereiro de 2016 
  13. «Media Kit - Terra». www.terra.com.br. Consultado em 15 de fevereiro de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]