Taça Brasil de Futebol

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Taça Brasil foi oficialmente a primeira competição nacional entre clubes, criada pela CBD para substituir o deficitário Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais. Ela foi uma competição de futebol disputada em sistema de copa entre 1959 e 1968, e segundo João Havelange, seu criador, foi disputada nesse formato devido às dificuldades de locomoção e transporte da época, impedindo que existisse um torneio nacional mais integrado. Reunia as equipes campeãs estaduais do Brasil. Ela foi criada pela CBD em 1959 para definir o campeão brasileiro de clubes (algo ainda inédito no Brasil) e indicar os representantes brasileiros na Copa Libertadores da América, que teve sua origem no Congresso da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) realizado no Rio de Janeiro em 1958, onde ficou definido que haveria participação de todos os campeões nacionais da América do Sul: Campeão argentino, campeão uruguaio, campeão paraguaio, campeão chileno, campeão boliviano, campeão colombiano e campeão brasileiro. Ainda que tenha sido criada apenas em 1959, a proposta original de criação da Taça Brasil data de 1951, para conciliar e integrar os clubes dos demais estados, haja vista que apenas clubes cariocas e paulistas tinham acesso à Copa Rio Internacional e ao Torneio Rio-São Paulo.[1] Em dezembro de 2010, a CBF resolveu unificar os títulos nacionais, equiparando oficialmente todas as edições da Taça Brasil ao Campeonato Brasileiro de Futebol.[2] É considerada a primeira competição nacional do Brasil e ao lado do Torneio Rio-São Paulo (cujo nome oficial era Torneio Roberto Gomes Pedrosa[3] ), foi precursor de sua versão ampliada, o Robertão, que por sua vez foi o precursor do Campeonato Brasileiro de Futebol. Somadas todas as suas edições, teve 452 jogos, com 1.341 gols (média de 2,99 gols por jogo).[4]

Participavam da Taça Brasil as equipes campeãs estaduais de todo o país, porém as equipes mais fortes disputavam apenas as fases finais. Em 1965 a Taça Guanabara foi criada e passou a definir o representante do então Estado da Guanabara (atual município do Rio de Janeiro). Até 1964 o representante da Guanabara era definido pelo Campeonato Carioca. Já o representante do Estado do Rio de Janeiro era definido pelo Campeonato Fluminense.

Normalmente apenas 1 equipe de cada estado disputava a competição, porém as edições de 1961, 1964, 1965 e 1966 contaram com 2 representantes do futebol paulista, enquanto que em 1967 houve a participação de 2 equipes mineiras. Em 1968, último ano da competição, nenhuma equipe paulista disputou a copa.

As edições de 1965 e 1968 não indicaram nenhuma equipe para a Copa Libertadores da América. No primeiro caso, pois o Brasil entendia que a competição havia sido descaracterizada pela inclusão dos vice-campeões nacionais. No segundo, o Brasil não participou da Copa Libertadores em protesto às mudanças das regras da competição. Neste ano as duas equipes brasileiros seriam indicados pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa devido a atrasos na realização da Taça Brasil daquele ano, que só terminou após o início da Libertadores.[5] Assim o Brasil não participou da competição sul-americana em 1966 e 1969.

História[editar | editar código-fonte]

Até 1959, ao contrário dos demais países sul-americanos com tradição no futebol o Brasil era o único a não ter uma competição nacional para eleger o seu campeão, até a década de 1960, o grande entrave para o surgimento de uma competição de nível nacional era a dificuldade de locomoção e transporte em um país com dimensões continentais. Além das dificuldades de locomoção, as distâncias entre as principais cidades do país tornava uma competição nacional inviável também por questões econômicas e, por isso, a estruturação do futebol no Brasil aconteceu por meio dos campeonatos estaduais. Os torneios interestaduais eram restritos a poucos clubes, geralmente do Rio de Janeiro e de São Paulo, cidades próximas e com melhor infraestrutura.[6]

Outro motivo para a demora na criação de um torneio nacional de clubes foi a existência de uma competição considerada como Campeonato Brasileiro. Entre 1922 e 1959, era o torneio de futebol que carregava o status de mais importante do país e reunia as seleções estaduais. "O Brasil era mais provinciano e as seleções, ainda que tomassem como base o clube que os jogadores defendiam, eram quase dos estados de nascimento", explica o jornalista Roberto Assaf.[6] Essa identificação ajudava a legitimar o torneio e a lhe dar relevância diante do público. Nos anos de 1934 e 1935, no auge da disputa entre amadorismo e profissionalismo, entidades ligadas aos dois lados organizaram suas próprias versões. "Era um torneio oficial muito respeitado, mas, como não envolve a paixão clubística, hoje ninguém tem interesse em recuperá-lo", comenta o jornalista, historiador e escritor Odir Cunha.[6]

Vários fatores explicam a queda de popularidade do torneio. O fato de cariocas e paulistas perderem a hegemonia para Minas Gerais, em 1962, ajudou a enterrar a competição (que até teve, em 1987, uma edição extraordinária, vencida pelo Rio de Janeiro, representado pelo Americano). Mas o Brasileiro de Seleções já perdia espaço desde a criação, em 1959, da Taça Brasil.[6]

A primeira proposta para a criação da Taça Brasil data de 1951, para conciliar e integrar os clubes dos demais estados, já que apenas clubes cariocas e paulistas tinham acesso à Copa Rio Internacional e ao Torneio Rio-São Paulo.[1] Porém, a competição só veio a ser criada apenas em 1959, após a realização do Congresso da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) no Rio de Janeiro, em 1958, onde foi oficializada a criação da Copa dos Campeões da América (atual Copa Libertadores da América) e também ficou definido que ocorreria a participação de todos os campeões nacionais da América do Sul: Campeão argentino, campeão uruguaio, campeão paraguaio, campeão chileno, campeão boliviano, campeão colombiano e campeão brasileiro. Quando a CBD (atual CBF) viu a necessidade para a criação de uma competição para definir o campeão brasileiro (já naquela época, o campeão da Taça Brasil era considerado o campeão brasileiro)[7] [8] para ser indicado como o representante brasileiro na Copa dos Campeões da América.[6] [9] [8] Como ainda havia limitação de data e restrições para viagens interestaduais, a competição foi montada de modo mais econômico possível. No caso, um grande mata-mata reunindo os campeões estaduais.[6]

A Taça Brasil contava com a participação de um representante por estado:[10] [9] todos os campeões estaduais disputavam o título em confrontos eliminatórios de melhor de quatro pontos. A Taça Brasil foi criada não como um confronto dos melhores times do Brasil, mas como uma disputa de campeões estaduais. Naquela época, tirando sete ou oito Estados dos 22 que existiam, no restante o futebol era semi ou completamente amador. Nas duas primeiras edições, portanto, contou com 16 e 17 times, respectivamente. A partir da edição 1961, o campeão do ano anterior passou a ter vaga garantida para a edição seguinte. Assim, o Estado de São Paulo teve dois representantes em 1961: Palmeiras (vencedor da Taça Brasil de 1960) e Santos (campeão paulista de 1960), deixando a competição daquele ano com 18 times.[10]

A Taça Brasil era disputa de forma regionalizada, com grupos formados pela proximidade geográfica. Normalmente as equipes de São Paulo e Rio de Janeiro — por terem campeonatos estaduais considerados mais fortes — tinham o privilégio de entrar a partir das fases mais avançadas (semifinal e quartas de final) com os clubes que sobrevivessem ao mata-mata das fases anteriores, assim como acontece atualmente com a Copa do Mundo de Clubes da FIFA com as equipes sul-americanas e europeias. O mesmo direito era conferido ao vencedor da edição anterior.[10] [9] [8] No entanto, em 1960, foram os representantes dos estados finalistas do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1959, São Paulo e Pernambuco, que ganharam esse privilégio. Assim, o Santa Cruz, campeão pernambucano, disputou apenas duas partidas.[11]

Estas fases eram divididas em outros subcampeonatos como: Taça Brasil Zona Norte, Zona Central, Zona Sudeste, etc...[9]

Já em 1959, na sua primeira edição, a competição teve uma surpresa. Na final, o Bahia venceu o favoritíssimo Santos e foi o primeiro campeão. Para a equipe, a conquista é tão importante que é lembrada pela presença de uma estrela, do mesmo peso da utilizada pela conquista do Campeonato Brasileiro de 1988, em seu uniforme. Como não havia outra competição que abraçasse clubes de tantos Estados, a Taça Brasil era a melhor referência da relação de forças do futebol de cada região do país. Tanto que o Santos registrou, durante anos, o "pentacampeonato brasileiro" de 1961 a 1965 em um muro na Vila Belmiro.[6]

Até 1964, apenas o vencedor tinha direito a uma vaga na Libertadores, e no caso do vencedor já ter assegurado esta vaga por ter vencido a Libertadores do ano anterior (caso do Santos, bicampeão da Libertadores em 1962 e 1963), o vice-campeão também ganhava uma vaga. A partir de 1965, os dois finalistas passaram a ser classificados para a Libertadores do ano seguinte, o que acabou se sucedendo apenas em 1967 com Palmeiras e Náutico, pois a CBD decidiu não enviar nenhum representante brasileiro para a Copa Libertadores de 1966, por entender que a competição havia sido descaracterizada pela inclusão dos vice-campeões nacionais.[12]

Em 1967, o Brasil já se encontrava um pouco mais estruturado, tendo um meio de transporte um pouco melhor, foi possível ousar em um formato de competição nacional com mais jogos. Quando foi posto em prática a ampliação do Torneio Rio-São Paulo e que passou a ser conhecido por Torneio Roberto Gomes Pedrosa (que na verdade era a nomenclatura oficial do Rio-São Paulo desde 1954).[13] Porém, mesmo com a criação do novo campeonato a principal competição nacional daquele ano foi a Taça Brasil, que indicou o seu vencedor, o Palmeiras, para a Copa Libertadores do ano seguinte. Porém, apesar da maior importância da Taça Brasil até então, o modelo de disputa da primeira edição do "Robertão" garantiu o sucesso da competição, que agradou aos clubes participantes, dirigentes e torcedores — a média de público por jogo foi de mais de vinte mil pessoas.[14] Como a experiência com o Torneio Roberto Gomes Pedrosa foi boa na concepção da CBD, a mesma decidiu adotar o modelo como o principal campeonato nacional a partir de 1968. Portanto, a Taça Brasil, que desde 1959 era a principal competição de futebol do país, acabou perdendo este status, tornando-se, na edição de 1968, uma competição secundária no cenário nacional.[8] Com o "Robertão" passando a ser considerado a mais importante competição de futebol do Brasil,[8] e inclusive devido ao atraso no término da Taça Brasil,[15] o torneio acabou sendo substituindo pela nova competição como forma de indicação dos dois representantes brasileiros para a Copa Libertadores da América.[16] A decisão foi tomada pela CBD pouco antes do fim da competição.

No entanto, por desentendimentos entre as confederações Brasileira (CBD) e Sul-Americana (CONMEBOL), o Brasil terminou não participando da Libertadores em 1969 e 1970, em protesto às mudanças das regras da competição.[5]

Em 1968, a Taça Brasil após dez edições chegou ao fim devido ter perdido sua importância como torneio nacional e também acabou sendo substituída pelo "Robertão", competição esta que na opinião do jornalista Odir Cunha, representou uma evolução da Taça Brasil.[17] No entanto, a última edição da competição foi prolongada até outubro do ano seguinte, devido a problemas de calendário e principalmente ao impasse ocorrido no confronto das quartas-de-final entre o Botafogo e o Metropol, que acabou atrasando a competição em quatro meses. Por conta do longo atraso e da impossibilidade da Taça Brasil de 1968 acabar antes do início da Libertadores da América de 1969, a CBD decidiu em caráter especial indicar os melhores colocados do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1968 como os representantes brasileiros na competição continental, em substituição aos vencedores da Taça Brasil. A última edição da competição que contou com a participação de vinte e três times, nenhuma equipe paulista disputou o torneio,[18] Palmeiras (campeão da Taça Brasil de 1967) e Santos (campeão paulista de 1967), desistiram de disputar a competição devido ao atraso e também em razão a um calendário complicado, e a indefinição sobre a participação de brasileiros nas Libertadores seguintes foram decisivas, e os clubes comunicaram sua decisão, conforme notícia do Jornal dos Sports de 15 de fevereiro de 1969: "Santos e Palmeiras retiraram-se da Taça Brasil e, em consequência, o Fortaleza fica automaticamente classificado para as finais, pois seria o adversário do Palmeiras e depois quem vencesse jogaria com o Santos." Em 1969, a CBD optou por substituir definitivamente a Taça Brasil pelo Torneio Roberto Gomes pedrosa/Taça de Prata, mas antes ocorreu dois anos de intersecção entre essas duas competições: em 1967 e 1968.[13]

A Taça Brasil foi importantíssima para colocar no mapa brasileiro equipes de vários estados. Foram oitenta clubes ao todo que a disputaram. Segundo Odir Cunha, todos os times ansiavam participar da Taça Brasil, mas para isso tinham de ser campeões em seus Estados. Porém era uma tarefa difícil, e nem todos conseguiam.[19] Algumas equipes grandes nunca atuaram no torneio, reservado apenas aos campeões estaduais. Mas o melhor do futebol brasileiro estava sempre representado. No entanto, clubes como São Paulo e Corinthians, que viviam longo jejum de conquista do Campeonato Paulista, nunca participaram da Taça Brasil. A Taça Brasil foi um torneio muito semelhante à atual Copa do Brasil. Porém a Copa do Brasil foi criada como competição nacional secundária em 1989,[8] trinta anos depois da criação da extinta Taça Brasil, para dar oportunidades aos clubes que não se classificavam para o Campeonato Brasileiro.[20] Mas a Taça Brasil era uma disputa regionalizada: apenas nas fases finais equipes do Norte-Nordeste enfrentavam rivais do Sul-Sudeste e Centro-Oeste. Por isso, há quem rechace a relação automática que se faz entre Taça Brasil e Copa do Brasil, ainda que suas fórmulas de disputa e formas de seleção dos participantes sejam semelhantes. "Comparar os dois torneios é ver o passado com olhos de hoje. A Taça Brasil era realmente valorizada. A Copa do Brasil é um torneio secundário, ainda que importante", defende o jornalista Celso Unzelte.[6] A Copa do Brasil também nunca foi a competição nacional mais importante do ano, e nunca deu ao seu vencedor o título de campeão brasileiro. "O vencedor da Taça Brasil era o campeão brasileiro. O vencedor da Copa do Brasil é o vencedor da Copa do Brasil", afirma Odir Cunha.[19] [13]

João Havelange, ex-presidente da CBD que criou tanto a Taça Brasil, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa e o Campeonato Nacional de Clubes de 1971, declarou que as competições representavam a sequência uma da outra e que a Taça Brasil e o Robertão foram criados para definir o campeão brasileiro, e que o Campeonato Nacional de Clubes representou o prosseguimento destas competições.[21] [22] João Havelange, também declarou em 2010 ser favorável à unificação dos títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa ao Campeonato Brasileiro. Em um evento oficial do Santos, ele afirmou que "se os títulos existiram é porque as competições foram oficiais e, se foram oficiais, devem ser respeitadas".[6]

Após os times vencedores das competições nacionais antes de 1971 entrarem com pedido na CBF para a entidade equiparar suas conquistas ao Campeonato Brasileiro,[23] em 22 de dezembro de 2010, a CBF unificou oficialmente os títulos nacionais, tornando todas as edições da Taça Brasil — bem como às do Torneio Roberto Gomes Pedrosa — válidas como Campeonato Brasileiro.[24]

Campeões[editar | editar código-fonte]

Ano Campeão Vice-campeão 3º lugar 4º lugar Artilheiro Gols
1959
Detalhes
Bahia Bahia São Paulo Santos Guanabara Vasco da Gama Rio Grande do Sul Grêmio Léo Briglia (BAH) 8
1960
Detalhes
São Paulo Palmeiras Ceará Fortaleza Pernambuco Santa Cruz Guanabara Fluminense Bececê (FOR) 7
1961
Detalhes
São Paulo Santos Bahia Bahia Guanabara América Pernambuco Náutico Pelé (SAN) 9
1962
Detalhes
São Paulo Santos Guanabara Botafogo Rio Grande do Sul Internacional Pernambuco Sport Coutinho (SAN) 7
1963
Detalhes
São Paulo Santos Bahia Bahia Guanabara Botafogo Rio Grande do Sul Grêmio Ruiter (CON) 9
1964
Detalhes
São Paulo Santos Guanabara Flamengo Ceará Ceará São Paulo Palmeiras Pelé (SAN) 7
1965
Detalhes
São Paulo Santos Guanabara Vasco da Gama Pernambuco Náutico São Paulo Palmeiras Bita (NAU) 9
1966
Detalhes
Minas Gerais Cruzeiro São Paulo Santos Pernambuco Náutico Guanabara Fluminense Bita (NAU)
Toninho Guerreiro (SAN)
10
1967
Detalhes
São Paulo Palmeiras Pernambuco Náutico Minas Gerais Cruzeiro Rio Grande do Sul Grêmio Chiclete (TRE) 6
1968
Detalhes
Guanabara Botafogo Ceará Fortaleza Pernambuco Náutico Minas Gerais Cruzeiro Ferretti (BOT) 7

Títulos por clube[editar | editar código-fonte]

Títulos Clube Edições
5 São Paulo Santos 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965
2 São Paulo Palmeiras 1960 e 1967
1 Guanabara Botafogo(1) 1968
1 Minas Gerais Cruzeiro 1966
1 Bahia Bahia 1959
(1) Distrito Federal até 1960.

Títulos por estado[editar | editar código-fonte]

Estado Títulos Vices
São Paulo São Paulo 7 2
Guanabara Guanabara(1) 1 3
Bahia Bahia 1 2
Minas Gerais Minas Gerais 1 0
Ceará Ceará 0 2
Pernambuco Pernambuco 0 1
(1) Distrito Federal até 1960.

Maiores públicos [4] [editar | editar código-fonte]

OBS: O jogo Botafogo 3 X 1 Santos no Maracaña em 1963, além de ser o maior público da competição, também é o maior público de uma final da era taça Brasil.

  • 1 — Botafogo 3 x 1 Santos, Maracanã, 102.260 pagantes, 31/03/1963
  • 2 — Cruzeiro 6 x 2 Santos, Mineirão, 77.325 pagantes, 30/11/1966
  • 3 — Atlético-MG 1 x 1 Botafogo, Mineirão, 71.997, 15/11/1967
  • 4 — Atlético-MG 1 x 0 Botafogo, Mineirão, 71.174 pagantes, 01/11/1967
  • 5 — Botafogo 0 x 5 Santos, Maracanã, 70.324 pagantes, 02/04/1963
  • 6 — Flamengo 0 x 0 Santos, Maracanã, 52.508 pagantes, 19/11/1964
  • 7 — Grêmio 5 x 1 Palmeiras, Olímpico, 51.100, 27/10/1965
  • 8 — Grêmio 1 x 3 Santos, Olímpico, 50.000 pagantes, 16/01/1964
  • 9 — Cruzeiro 1 x 0 Fluminense, Mineirão, 49.439 pagantes (público total estimado de 55.000 pessoas), 09/11/1966
  • 10 — Fluminense 0 x 1 Palmeiras, Maracanã, público estimado de 50.000 pessoas, 16/11/1960

Número de jogos, gols e média de gols por edição [4] [editar | editar código-fonte]

  • 1959: 35 jogos, 99 gols e média de 2,83 gols por jogo
  • 1960: 37 jogos, 119 gols e média de 3,22 gols por jogo
  • 1961: 38 jogos, 124 gols e média de 3,26 gols por jogo
  • 1962: 39 jogos, 127 gols e média de 3,26 gols por jogo
  • 1963: 45 jogos, 120 gols e média de 2,67 gols por jogo
  • 1964: 49 jogos, 150 gols e média de 3,06 gols por jogo
  • 1965: 48 jogos, 154 gols e média de 3,21 gols por jogo
  • 1966: 47 jogos, 149 gols e média de 3,17 gols por jogo
  • 1967: 61 jogos, 168 gols e média de 2,75 gols por jogo
  • 1968: 53 jogos, 131 gols e média de 2,47 gols por jogo

Número de participantes por edição[4] [editar | editar código-fonte]

  • 1959: 16
  • 1960: 17
  • 1961: 18
  • 1962: 18
  • 1963: 20
  • 1964: 22
  • 1965: 22
  • 1966: 22
  • 1967: 21
  • 1968: 23

Total de equipes que jogaram a Taça Brasil: 80

Número de estados representados em cada edição (incluindo o Distrito Federal) [4] [editar | editar código-fonte]

  • 1959: 16
  • 1960: 17
  • 1961: 17
  • 1962: 18
  • 1963: 20
  • 1964: 21
  • 1965: 21
  • 1966: 21
  • 1967: 20
  • 1968: 22

Maiores goleadas[editar | editar código-fonte]

# Data Time 1 Time 2 Estádio
1 31 de agosto de 1960 Guanabara Fluminense 8 0 Rio de Janeiro Fonseca Laranjeiras
2 19 de novembro de 1967 Rio Grande do Sul Grêmio 8 0 Santa Catarina Perdigão Olímpico
3 31 de Agosto de 1960 São Paulo Palmeiras 8 2 Ceará Fortaleza Pacaembu
4 30 de setembro de 1962 Alagoas CRB 0 6 Paraíba Campinense Pajuçara
5 11 de agosto de 1960 Pará Paysandu 6 0 Amazonas Olímpico Curuzu
6 13 de julho de 1966 Pará Paysandu 6 0 Amazonas Rio Negro Curuzu
7 25 de janeiro de 1964 São Paulo Santos 6 0 Bahia Bahia Vila Belmiro
8 30 de outubro de 1959 Pernambuco Sport 6 0 Bahia Bahia Ilha do Retiro
9 6 de setembro de 1964 Pará Paysandu 0 6 Pernambuco Náutico Curuzu
10 2 de agosto de 1961 Santa Catarina Metropol 1 6 Rio Grande do Sul Grêmio Euvaldo Lodi
11 9 de fevereiro de 1969 Minas Gerais Cruzeiro 6 1 Goiás Atlético Mineirão
12 5 de dezembro de 1968 Guanabara Botafogo 6 1 Santa Catarina Metropol Maracanã
13 14 de setembro de 1966 Minas Gerais Cruzeiro 6 1 Rio de Janeiro Americano Mineirão
14 21 de novembro de 1961 São Paulo Santos 6 1 Guanabara America Pacaembu
15 19 de janeiro de 1969 Bahia Bahia 5 0 Maranhão Moto Club Fonte Nova
16 18 de agosto de 1968 Goiás Atlético 5 0 Mato Grosso Operário Pedro Ludovico
17 28 de agosto de 1960 Paraná Coritiba 5 0 Santa Catarina Paula Ramos Belford Duarte
18 2 de abril de 1963 Guanabara Botafogo 0 5 São Paulo Santos Maracanã
19 23 de agosto de 1959 Alagoas CSA 0 5 Bahia Bahia Mutange
20 30 de novembro de 1966 Minas Gerais Cruzeiro 6 2 São Paulo Santos Mineirão

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Jornal dos Sports, edição 6634, de 13/04/1951, página 5.
  2. [1]
  3. [2]
  4. a b c d e Unificação de títulos traz mudanças importantes nas estatísticas - Globoesporte.com, 16 de dezembro de 2010
  5. a b "Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Robertão) 1968 - Campeonato Brasileiro de Futebol 1968" (em português). Quadro de Medalhas. Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  6. a b c d e f g h i "Antes do Big Bang" (em português). Revista Trivela. Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  7. "Livreto com resumo do Dossiê sobre a unificação dos títulos brasileiros" (PDF) (em português). Canelada. Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  8. a b c d e f "O primeiro campeonato nacional" (em português). Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  9. a b c d "Taça Brasil" (em português). Campeões do Futebool. Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  10. a b c "Entenda como eram a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa" (em português). Globo Esporte. Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  11. "Palmeiras, dono de 11 títulos nacionais, sendo oito do Brasileiro. É isso mesmo?" (em português). Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  12. "Taça Brasil 1965 - Campeonato Brasileiro de Futebol 1965" (em português). Quadro de Medalhas. Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  13. a b c "Historiador critica comparações de Copa do Brasil com Taça Brasil" (em português). Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  14. "Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Robertão ou Taça de Prata)" (em português). Quadro de Medalhas. Consult. 7 de janeiro de 2016. 
  15. "Brazilian clubs in Copa Libertadores da América" (em inglês). RSSSF. Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  16. "Torneio Roberto Gomes Pedrosa" (em português). Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  17. "Campeonato Nacional, um retrocesso idealizado pelo governo militar" (em português). Odir Cunha. Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  18. "Taça Brasil" (em português). Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  19. a b "Comparar a Taça Brasil com a Copa do Brasil é o grande equívoco daqueles que são contrários à unificação" (em português). Odir Cunha. Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  20. "HISTÓRIA DA COPA DO BRASIL" (em português). Campeões do Futebol. Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  21. "A análise de um artigo contra a unificação dos títulos brasileiros" (em português). Odir Cunha. Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  22. "Livreto com resumo do Dossiê sobre a unificação dos títulos brasileiros" (PDF) (em português). Canelada. Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  23. "Torneio Roberto Gomes Pedrosa" (em português). Odir Cunha. Consult. 10 de fevereiro de 2016. 
  24. "Entenda como eram a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa" (em português). Globo Esporte. Consult. 10 de fevereiro de 2016.