Fortaleza Esporte Clube
| Nome | Fortaleza Esporte Clube | |||
| Alcunhas | Tricolor de Aço[1] Tricolor do Pici[2] Leão do Pici[1] Laion[3] | |||
| Torcedor(a)/Adepto(a) | tricolor leonino | |||
| Mascote | Juba (leão) e Stella (leoa) | |||
| Principal rival | Ceará | |||
| Fundação | 18 de outubro de 1918 | |||
| Estádio | Alcides Santos | |||
| Localização | Fortaleza, Ceará, Brasil | |||
| Mando de jogo em | Arena Castelão Presidente Vargas (PV) | |||
| Capacidade (mando) | Castelão: 63 904 lugares[4] PV: 20 166 lugares[5] | |||
| Presidente | Rolim Machado | |||
| Treinador(a) | Thiago Carpini[6] | |||
| Material (d)esportivo | Volt Sport | |||
| Competição | Campeonato Cearense - Série A Copa do Brasil Campeonato Brasileiro - Série B Copa do Nordeste | |||
| Ranking nacional | ||||
| Website | fortaleza1918 | |||
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O Fortaleza Esporte Clube, também conhecido apenas como Fortaleza, é um clube esportivo brasileiro de Fortaleza, capital do estado do Ceará, fundado para disputar partidas de futebol em 18 de outubro de 1918 por iniciativa de um grupo de pessoas socialmente abastadas liderado por Alcides Santos, seu primeiro presidente e que dá nome ao estádio onde são realizados os treinamentos da equipe.
Criador do Campeonato Cearense em conjunto com outras três equipes locais, venceu o torneio em sete de suas dez primeiras edições, na década de 1920. O clube o conquistou 46 vezes, sendo recordista em quantidade de títulos estaduais consecutivos, com um pentacampeonato entre 2019 e 2023. Quinze das taças foram diretamente comemoradas sobre seu arquirrival Ceará, maior campeão por uma a mais, com o qual disputa o Clássico-Rei, um dos principais dérbis do Nordeste brasileiro, que acirrou-se durante os anos 1940 com a migração de torcedores do Maguari, seu antigo rival, para o Fortaleza, marcando o crescimento de sua torcida.
O maior título de sua história é o da Série B do Campeonato Brasileiro de 2018, tendo sido também vice-campeão em 2002 e 2004; foi ainda finalista de competições hoje equivalentes à Série A, em 1960 e 1968. Em contrapartida, passou dois períodos na Série C nacional, nos anos 1990 e 2010. Na década de 2020 suas campanhas na Série A o levaram a disputar torneios continentais, tendo sido o único nordestino finalista da Copa Sul-Americana, em 2023. Em âmbito regional, foi o primeiro campeão de um certame entre clubes nordestinos com a conquista da Copa Cidade de Natal de 1946, venceu o Torneio Norte-Nordeste de 1970 e foi tricampeão da Copa do Nordeste, em 2019, 2022 e 2024.
História

O Fortaleza Sporting Club[a] foi fundado em 18 de outubro de 1918 por iniciativa de um grupo de pessoas socialmente abastadas, entre elas o empresário Alcides Santos. Apesar de considerar-se uma continuação do Stella Foot-Ball Club, cujo nome era uma homenagem a um colégio suíço onde estudaram alguns dos homens criadores do time, historiadores alegam que o clube existia antes de 1918, tendo apenas modificado sua denominação para Stella e retomado a original. A precariedade de dados sobre este período e a falta de conquistas expressivas anteriores levaram os dirigentes a oficializarem 1918 como o marco da criação.[9]
Seu nome, inspirado na própria capital do estado do Ceará, é associado ao período de rebuscamento do nacionalismo e do regionalismo consequentes do declínio da Belle Époque, quando os bairros centrais de Fortaleza receberam influências francesas pelo envolvimento de países europeus na Primeira Guerra Mundial.[10] Também evidenciando o impacto da França na sociedade cearense, o clube logo adotou as cores azul, branca e vermelha, presentes na bandeira do país.[11] A escolha foi também sugestão de Alcides, inspirado por um time que viu jogar por lá.[12]
Em 1920, interessados no ingresso do futebol cearense na Confederação Brasileira de Desportos (CBD), dirigentes de Fortaleza, Ceará, Guarany e Bangu fundaram a Associação Desportiva Cearense (ADC), que passou a promover o Campeonato Cearense de Futebol. O tricolor venceu sete das dez primeiras edições, tendo três sido de forma consecutiva, entre 1926 e 1928.[13][14]
Em 1929 atritos com a ADC pela forma com a qual geria o futebol local e divergências entre seus atletas e dirigentes levaram o Fortaleza a afastar-se da competição no momento em que era líder e dissolveu-se, com parte de seus profissionais fundando em seguida o Orion, que logo em 1930 sagrou-se campeão estadual.[15] O Fortaleza retomou suas atividades em 1932 com pessoas que saíram do Orion, encerrado no mesmo ano,[8] e novamente foi o maior campeão da década, tendo conquistado quatro edições.[16]

Por volta de 1941, no contexto da assinatura de um decreto-lei pela ditadura do Estado Novo promovida pelo presidente Getúlio Vargas, que ao assumir o controle do futebol brasileiro buscou enfatizá-lo como um símbolo de patriotismo, o Fortaleza adaptou o nome em inglês para Esporte Clube.[17] Em 1946 a federação de futebol do Rio Grande do Norte promoveu a primeira competição entre clubes do Nordeste, a Copa Cidade de Natal, com a participação de campeões estaduais, incluindo o Fortaleza, sagrado vencedor no ano seguinte sob o comando do treinador Valdemar Santos após disputas com América de Natal, América-PE e Treze.[18]
Em 1960 o Fortaleza estreou na Taça Brasil, competição da CBD que reunia os campeões estaduais do país em fases eliminatórias e estava em sua segunda edição. Os tricolores chegaram às finais como vencedores zonais do Norte-Nordeste após se sobressaírem ao então campeão Bahia na segunda fase e ao Santa Cruz nas semifinais, tendo sido derrotados pelo robusto time do Palmeiras por 3–1 na ida, em Fortaleza, e 8–2 na volta, em São Paulo.[19] O clube foi novamente vice-campeão na edição de 1968, encerrada no ano seguinte, quando passou das semifinais pelo então vice Náutico em três partidas e foi superado pelo Botafogo por 2–2 na capital cearense e 4–2 no Rio de Janeiro. Em 2010 a Confederação Brasileira de Futebol, sucessora da CBD, equivaleu os torneios ao atual Campeonato Brasileiro.[20]
Em 1970 o Fortaleza conquistou a terceira edição do Torneio Norte-Nordeste, seu segundo título regional. Depois de sete partidas em seu grupo, o time do treinador William Ponte encerrou o quadrangular final contra o Sport, que venceu por 2–1, mas o regulamento que permitia ao clube cearense perder por até três gols de diferença lhe cedeu a taça.[21] O restante da década de 1970 não marcaria a agremiação, que angariou apenas dois títulos estaduais, em 1973 e 1974,[22] voltando a vencê-lo em 1982.[23]
O Fortaleza iniciou os anos 1990 conquistando o Campeonato Cearense de 1991, em que contou em seu elenco com Josimar e Mirandinha, ambos com passagens pela Seleção Brasileira,[24] e o de 1992, que devido a uma denúncia do Tiradentes referente à utilização do meia tricolor Fernando, em situação irregular, foi envolto de uma disputa judicial encerrada com a Federação Cearense de Futebol proclamando o título para ambos juntamente ao Ceará e ao Icasa.[25] O restante da década foi marcado, além da falta de títulos, por uma grande crise administrativo-financeira em virtude de dívidas, ações trabalhistas e divisões internas em suas diretorias.[26] O clube também enfrentou o primeiro rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro, onde permaneceu entre 1995 e 1999.[27]

Com a situação revertida até o fim do decênio, o Fortaleza voltaria a vencer o estadual em 2000 sob o comando de Ferdinando Teixeira,[28] retomando sua hegemonia local com mais oito títulos em dez edições,[29] incluindo um inédito tetracampeonato, entre 2007 e 2010.[30] Um dos destaques nos primeiros anos foi o atacante Clodoaldo, que em quatro passagens entre 1999 e 2005 marcou 120 gols pela equipe, tendo sido o artilheiro do estadual em 2002 e 2003.[31]
Ainda nos anos 2000 o Fortaleza obteve bons desempenhos a nível nacional em pontos corridos: na Série B do Brasileiro de 2002 garantiu o acesso à primeira divisão no quadrangular sobre o Paulista em partidas de ida e volta por um placar agregado de 8–3, embora tenha perdido o título para o Criciúma por 4–3, também em dois jogos.[32] Com campanha irregular, foi rebaixado já em 2003,[33] retornando no ano seguinte, apesar de sua crise técnica, que culminou em um acesso confirmado apenas na última rodada do quadrangular sobre o Avaí por 2–0[34] e fazendo do tricolor novamente vice-campeão.[35]

Após um início com trocas de treinadores, o Fortaleza obteve expressivos resultados contra grandes clubes que o posicionaram em 13.º na Série A de 2005, com dezesseis vitórias. Na edição seguinte o clube realizou sua pior campanha no campeonato e foi rebaixado.[36] Em 2009 caiu pela segunda vez para a Série C,[30] onde permaneceu por sete temporadas, garantindo o acesso em 2017 sobre o Tupi por 2–1 no agregado,[37] terminando como vice-campeão perante o CSA.[38]
Concomitantemente a uma reformulação administrativa, o Fortaleza, sob o comando do treinador Rogério Ceni, conquistou o título da Série B do Brasileiro de 2018 com 71 pontos, nove a mais que o vice CSA. Com Ceni no ano seguinte, venceu a primeira Copa do Nordeste e garantiu uma participação inédita na Copa Sul-Americana.[39] Depois, o argentino Juan Pablo Vojvoda levou o clube a alcançar, entre seus feitos, duas vezes a quarta colocação na tabela da elite nacional, em 2021 e 2024, uma semifinal inédita na Copa do Brasil, em 2021, três participações na Copa Libertadores da América e a primeira chegada de um time do Nordeste à final da Copa Sul-Americana, em 2023, tendo perdido o título em uma disputa por pênaltis para a LDU Quito, do Equador. Nesta fase também foram conquistados um pentacampeonato estadual inédito, entre 2019 e 2023, e mais dois títulos da Copa do Nordeste, em 2022 e 2024.[40]
Símbolos
Escudos
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Primeiro escudo
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Escudo de 1935
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Escudo de 1949
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Escudo de 1956
O primeiro escudo do Fortaleza consistia em um círculo com as iniciais FSC estilizadas em seu interior. A partir dos anos 1930 o clube adotou brasões que seguiam formatos heráldicos com letras inscritas em diferentes estilos. O escudo foi constantemente modificado até por volta de 1966, quando ficou estabelecida a adesão de um triângulo isósceles com a ponta para baixo, lados azul e vermelho e a base maior elevada por um retângulo, onde é escrito o nome Fortaleza — seu primeiro registro data ainda de 1961.[41] O formato, criado pelo estilista alemão Walter Ostrich para o São Paulo após sua inauguração, em 1930, também é usado por diversas equipes no Brasil.[42] O desenho passou por várias alterações até obter um conceito definitivo no fim da década de 1990.[41]
Em 2000 estrelas foram incluídas no escudo para representar alguns títulos: duas estrelas amarelas superiores equivaliam ao Torneio Norte-Nordeste de 1970 e à Copa Cidade de Natal de 1946, e três pratas inferiores, durante toda a década de 2000, referenciaram o tricampeonato estadual de 1926 a 1928.[43] Com a conquista do tetra de 2007 a 2010 uma quarta foi adicionada.[44][41] Em 2018, após o Fortaleza ter vencido a Série B do Campeonato Brasileiro, seus sócios aprovaram numa assembleia geral a alteração do artigo de seu estatuto que trata do escudo, tornando-o a adotar apenas estrelas que representem títulos nacionais.[45]
Mascote

Nos primeiros anos o leão começou a ser atribuído ao Fortaleza devido ao Majestic Palace, onde estava sediado, no centro da capital cearense, ser próximo à praça General Tibúrcio, também chamada de praça dos Leões, tornando o clube conhecido popularmente como o time da praça dos Leões e, depois, time dos leões, pelos sete títulos do Campeonato Cearense conquistados na década de 1920. Nos anos 1940 a agremiação chegou a ser chamada de "o Fortão", um dos mascotes criados por um jornal local para times do estado.[46]
Inspirado na conquista do estadual de 1967, um grupo formado pelos tricolores Jackson de Carvalho, José Raimundo Costa, Silvio Carlos, Vicente Alencar e Júlio Salles viabilizaram a criação do leão, oficializado como mascote por Silvio, então dirigente do Fortaleza. Numa entrevista ao jornal O Povo em 2008, ele afirmou que a escolha foi resultado também de uma pesquisa de Raimundo, que constatou que o animal era o que mais tinha sucesso nos circos e isso poderia cativar novos torcedores. O leão ganhou o nome Juba em 2007.[47][46]
Em outubro de 2020, para comemorar o seu 102.º aniversário, o Fortaleza lançou a Stella, leoa que acompanha a mascote principal em jogos como mandante. O nome, escolhido por torcedores em votação por aplicativo móvel, é uma referência ao antecessor do Fortaleza.[48]
Uniformes
Os primeiros uniformes do Fortaleza apresentavam listras verticais com suas três cores, também como influência da Belle Époque, pois na França e depois na Europa os elementos ganharam destaque em trajes militares e de marinheiros, o que figurou na iconografia esportiva europeia. O clube foi um dos poucos que seguiu aderindo cores nas vestimentas em função da dificuldade de se obter os tecidos adequados, que eram caros e geralmente importados da Europa.[49] As listras passaram a ser dispostas horizontalmente na década de 1930.[44]
A camisa titular do Fortaleza, chamada de Tradição, é formada pelas listras horizontais com as cores vermelha, branca e azul, nesta ordem, enquanto o calção é azul e os meiões são brancos. A segunda camisa, denominada Glória, é predominantemente branca com detalhes vermelhos e azuis, enquanto a terceira referencia anualmente momentos considerados históricos pela agremiação.[44] Também são apresentadas camisas temáticas exclusivas para a disputa da Copa do Nordeste.[50]
- Fornecimento
Dentre as marcas que forneceram materiais esportivos ao Fortaleza durante sua história, a que por mais tempo esteve contratada foi a Penalty, em dois momentos, de 1981 a 1986 e 1996 a 2007.[51] Em setembro de 2016 o clube lançou a Leão 1918, a primeira marca própria de um clube do Nordeste brasileiro a distribuir materiais oficiais.[52] Em janeiro de 2023 foi firmado um contrato de cinco anos com a Volt Sport, que ficou encarregada de administrar todo o processo de confecção e as lojas da Leão 1918,[53] cuja marca foi substituída nas estampas em abril de 2024.[54]
- Patrocínio
O Fortaleza começou a estampar marcas de patrocinadores em suas camisas em 1982, quando o Conselho Nacional de Desportos autorizou a prática nos clubes brasileiros.[55] A empresa local Santana Textiles foi a que por mais tempo financiou o clube, tendo fechado a parceria em 2001, o que viabilizou o projeto de reestruturação dos anos 2000, e permanecido até 2009.[56][51] O patrocínio master mais caro da história da agremiação foi o da casa de apostas Cassino, cujo contrato, válido entre 2025 e 2026, previa um repasse de 54 milhões de reais fixos e seis milhões variáveis ao tricolor.[57]
Hinos
O primeiro hino do Fortaleza foi composto e interpretado em 1959 por José Jatahy, um dos mais destacados cantores cearenses entre as décadas de 1930 e 1940, que também escreveu o hino oficial do Ceará. A atual composição, adotada em 1967, é do poeta Jackson de Carvalho, que buscou homenagear os cinquenta anos do clube. Torcedor tricolor, também chegou a referenciá-lo em marchinhas de Carnaval.[58][59] A gravação original teve arranjos do maestro Manoel Ferreira e foi interpretada por Manoel Paiva.[44]
Sedes e estádios
Primeiros locais
No início do futebol no Ceará os clubes não dispunham de sedes próprias, precisando de alugar casas ou salas para a administração.[60] O Fortaleza iniciou suas atividades no Majestic Palace, no centro da capital cearense — onde hoje se localiza o Edifício Lobrás[46] —, enquanto suas partidas, bem como de outras equipes, eram realizadas no Stadium Sport Cearense, na área equivalente ao atual bairro Benfica, inaugurado em 1912 e conhecido como Campo do Prado pela planície de seu terreno, como o de uma pradaria.[61] A partir de 1923 os jogos dos cearenses passaram a ser disputados também no Campo do Alagadiço.[62]
Estádio Presidente Vargas

No início dos anos 1940 o governo brasileiro, desejando construir no espaço do Campo do Prado a Escola Industrial do Ceará, adquiriu seu terreno[63] — hoje ocupado pelo IFCE[61] — e, em troca, cedeu outro em suas proximidades para a prefeitura de Fortaleza, que inaugurou em 1941 o Estádio Presidente Vargas, assim nomeado em homenagem ao então presidente Getúlio Vargas.[63]
O maior público do Fortaleza no PV após sua reinauguração em função de reformas em 2010 foi de vinte mil espectadores em um jogo contra o Oeste pelas quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro de 2012, quando a equipe cearense foi eliminada por 3–1.[64][65]
Estádio Alcides Santos

Em 1957 o então presidente do Fortaleza Carlos Rolim comprou um terreno no bairro Pici — hoje, geograficamente, Jóquei Clube — para construir ali o estádio do clube, tendo procurado por Alcides Santos para batizá-lo com seu nome. A partida inaugural do chamado Parque dos Campeonatos foi um amistoso contra o Usina Ceará, com vitória de 2–1 para os tricolores, em 21 de junho de 1962.[66]
Em 1995, em função de crises financeiras nas décadas de 1980 e 1990, o Fortaleza transferiu a propriedade do terreno da sede para a Associação dos Amigos do Fortaleza Esporte Clube (Asaforte), formada por torcedores beneméritos, para evitar sua perda em meio à liquidação de dívidas.[67]
A partir de 2008, após reformas em sua estrutura,[68] o estádio, até então utilizado para treinamentos,[69] passou a receber alguns jogos oficiais, com a primeira disputa sendo um empate por 3–3 com o Itapipoca, pelo Campeonato Cearense.[66] Em 2011, depois de registrar o maior público de sua história — de 7 150 pagantes em uma partida contra o Tiradentes, vencido por 2–1, pelo estadual[66] —, o local foi interditado para reformas que o adequassem aos padrões exigidos pela CBF, voltando a receber jogos a partir de 2013.[70]
Em 2019 o estádio, que já não recebia mais partidas oficiais, passou por obras que o transformaram em um centro de excelência com estrutura semelhante a de clubes de maior porte do futebol brasileiro.[71][72] Em 2025 a Asaforte doou a sede, sem custos de aquisição, ao Fortaleza após assembleias com os sócios, em um processo iniciado por volta de 2017 e que teve como obstáculos a inatividade da associação e a procura por seus membros, tendo alguns já falecido.[67]
Arena Castelão

Em 11 de novembro de 1973 o governo cearense inaugurou, em uma área antes pertencente à Santa Casa da Misericórdia, o Estádio Governador Plácido Castelo, popularmente chamado de Castelão, com capacidade inicial de setenta mil lugares. A partida de abertura foi um empate sem gols entre Ceará e Fortaleza pelo Campeonato Brasileiro, que recebeu um público de 44 742 pessoas.[73] A partir daí, tornou-se o principal local de realização de jogos do estado — posto até então ocupado pelo PV.[74][61]
Em 27 de janeiro de 2013 o estádio foi reinaugurado após reformas para sediar disputas da Copa do Mundo de 2014 que o transformaram em uma arena, tendo a partida de abertura sido um empate sem gols entre Fortaleza e Sport pela Copa do Nordeste.[75] Em 2014 o tricolor recebeu o maior público do futebol brasileiro naquele ano, com 63 254 pessoas assistindo a uma disputa contra o Macaé pela Série C do Campeonato Brasileiro, que terminou com a eliminação dos cearenses por 1–1.[76] Dois anos depois, em 2016, 63 903 torcedores acompanharam um empate, também por 1–1, contra o Juventude, também pela terceira divisão nacional, tendo sido o maior público do clube na arena e o segundo maior do local após a reinauguração.[77]
Principais clientes da Arena Castelão, maior estádio do Nordeste e o quarto maior do Brasil, o Fortaleza e o Ceará a gerenciam através de uma parceria público-privada com o governo estadual desde 2019.[78][74]
Torcida
Adeptos

Incialmente considerado um clube das elites, até a década de 1940 o Fortaleza não figurava entre as maiores torcidas da capital cearense.[79] O ponto de mudança, a partir de 1946, foi o fim do departamento de futebol do Maguari, em dificuldades financeiras e contrário à profissionalização do esporte, levando seus atletas e adeptos a migrarem para o Ferroviário e o Fortaleza, que observou o crescimento de sua torcida.[80][81]
Em recentes listagens realizadas por institutos de pesquisa, o Fortaleza aparece entre os primeiros vinte clubes com as maiores torcidas do Brasil, estando também entre os cinco mais apoiados do Nordeste brasileiro.[82] Em pesquisas locais, o tricolor se posiciona tecnicamente empatado, em leve desvantagem, com o Ceará tanto em âmbito estadual, em torno de 15%, quanto na capital cearense, em 30%.[83] Entre estes levantamentos, um do IPEC de 2024 estimou que a equipe possuía 2,7 milhões de adeptos.[84] Em setembro de 2025 a agremiação detinha mais de sessenta mil sócios-torcedores, estando em segundo lugar atrás do Bahia em quantidade de adesões no Nordeste.[85]
Organizadas
O primeiro movimento organizado de apoio ao Fortaleza foi a Charanga do Gumercindo.[86] Fundada em 10 de maio de 1960 por Antônio Alberto Ramalho Rolim, o Gumercindo, torcedor tricolor que também foi seu dirigente e conselheiro,[86] a charanga utilizava instrumentos de sopro e de percussão para embalar a torcida nos estádios com marchinhas de Carnaval,[87]:45 e 46 tendo chegado a representar o clube em desfiles.[88] Nos anos 1970 e 1980 foram destaques a Frente de Apoio ao Fortaleza, a Garra Tricolor e a Fiel Tricolor, posteriormente extintas.[87]:41 e 110
As principais organizadas tricolores são a Torcida Uniformizada do Fortaleza, conhecida como Leões da TUF ou apenas TUF, fundada em 17 de fevereiro de 1991 por estudantes secundaristas e do curso de administração da Universidade Federal do Ceará,[86] e a Jovem Garra Tricolor, a JGT, criada em 1996.[89] Ambas chegaram a ser homenageadas em camisas oficiais do clube com modelos inspirados em seus próprios uniformes.[89] A agremiação dispõe também de embaixadas de apoio em outras localidades do Brasil e do mundo.[90]
Rivalidades
O arquirrival do Fortaleza é o Ceará, com o qual disputa o Clássico-Rei, maior rivalidade do estado e uma das principais do Nordeste brasileiro.[91] A primeira partida entre os clubes ocorreu em 17 de dezembro de 1918, quando os tricolores perderam por 2–0, e valeu por um torneio da Liga Metropolitana Cearense, precurssora do Campeonato Cearense.[92] A primeira vitória leonina deu-se em 1920, pelo estadual, por 3–1.[93] O marco da rivalidade data de 1922, quando os alvinegros, que viriam a ser campeões estaduais, foram goleados por 6–3.[80] A partir de 1946, quando o Maguari, até então maior rival do Ceará, encerrou seu departamento de futebol, seus torcedores migraram para o Fortaleza, o que representou um novo ponto de acirramento entre as equipes.[79]
Entre suas mais de seissentas partidas,[94] o Clássico-Rei decidiu o Campeonato Cearense diretamente 32 vezes, tendo o Fortaleza levado a taça em quinze delas; a primeira ocorreu na edição de 1933, por um placar agregado de 3–2 em partidas de ida e volta.[95] Os tricolores detêm os recordes de maior goleada da história do clássico — 8–0 no estadual de 1927 — e maior período de invencibilidade, com doze vitórias e quatro empates sobre o Ceará entre 1999 e 2001.[92] Os rivais se enfrentaram quatorze vezes na Copa do Nordeste, em que o Fortaleza venceu apenas uma partida e empatou sete.[96] No Campeonato Brasileiro, em dezenove clássicos, os tricolores venceram quatro jogos e empataram cinco.[97] Na Copa do Brasil os leoninos passaram pelo Ceará em duas decisões eliminatórias, em 2021 e 2022.[98]
Outro rival do Fortaleza, em menor escala, é o Ferroviário, terceira força do futebol cearense, com o qual disputa o Clássico das Cores, cujo marco inicial deu-se em 1938 com um triunfo tricolor por 2–0. Maiores vencedores do confronto, realizado em trezentas ocasiões, os leoninos detêm como recordes no dérbi a maior goleada, por 5–0, em 1947, e o maior período de invencibilidade, entre 1999 e 2007, com 21 vitórias e seis empates. Os clubes decidiram o Campeonato Cearense nove vezes, tendo o Fortaleza perdido em apenas uma.[99]
Administração
Até 2023 o futebol masculino profissional do Fortaleza era diretamente administrado por uma associação civil homônima, que gerencia outras categorias e modalidades, cujo órgão máximo é a assembleia geral, formada por sócios-proprietários e sócios-torcedores, acompanhada dos conselhos deliberativo, diretor — liderado pelo presidente do clube —, de orientação e fiscalização e de ética e disciplina, dos quais os sócios podem eleger e destituir diretores.[100][101]
Fundador do Fortaleza, Alcides Santos foi também seu primeiro presidente, entre 1918 e 1920. A pessoa por mais tempo a ocupar o cargo foi Jorge Mota, em dois períodos, de 2000 a 2004 e 2014 a 2017, enquanto José Raimundo Costa foi quem mais assumiu a presidência, em oito ocasiões. Marcelo Paz foi o gestor com a maior quantidade de títulos em seu mandato, tendo sido campeão da Série B nacional de 2018, da Copa do Nordeste de 2019 e 2022 e pentacampeão estadual entre 2019 e 2023.[102][103]
Em setembro de 2023 o conselho deliberativo do Fortaleza autorizou a cisão do departamento de futebol para a constituição de uma sociedade anônima (SAF) à parte controlada pela associação, que em caso de venda possuirá a maioria de suas ações — diferente do modelo adotado por alguns clubes brasileiros que optaram pela adesão ao formato da SAF até então, com porcentagem maior de repasse para compradores. A mudança foi efetivada após amplo apoio em eleição direta por seus sócios-proprietários e sócios-torcedores. A sociedade é encabeçada por um CEO escolhido pelo conselho de administração.[104][100][105]
Estatísticas individuais
Em sua história o Fortaleza possui três atacantes a terem ultrapassado a marca de cem gols: Geraldino Saravá, com 156, foi bicampeão cearense em 1973 e 1974, além de ter sido o maior goleador do estadual de 1978; Clodoaldo, com 120, foi destaque no campeonato local em quatro passagens entre 1999 e 2005; e Rinaldo, com 108, foi quem mais balançou as redes em competições nacionais, tanto na Série A, com 27 tentos, quanto na Série B, com dezesseis.[106] O atleta que mais atuou pelo clube foi o meio-campista Dude, com 402 partidas entre 1999 e 2008.[107] Com onze para cada, os jogadores que mais conquistaram títulos foram o atacante Juracy Machado, nas primeiras décadas, e o goleiro Max Walef, entre 2014 e 2022,[108] além de Juracy ser o maior artilheiro do Clássico-Rei, com trinta gols marcados.[109]
Valdemar Santos entre os anos 1930 e 1940 e Moésio Gomes entre os anos 1960 e 1980 são os treinadores que mais levantaram taças pelo Fortaleza, tendo cada um conquistado seis, com a maioria sendo a nível estadual,[110] enquanto o técnico que comandou mais partidas é Juan Pablo Vojvoda, no cargo entre 2021 e 2025, com 310 jogos, e que angariou três títulos cearenses e dois da Copa do Nordeste, além de ser responsável por destacáveis campanhas no Campeonato Brasileiro e na Copa Sul-Americana, da qual foi vice-campeão.[111]
Reconhecimentos

Em 14 de maio de 2013 foi publicada no Diário Oficial do Município de Fortaleza a lei n.º 10 020, sancionada pelo prefeito Roberto Cláudio, que criou o Dia Municipal da Nação Tricolor, a ser comemorado em 18 de outubro, data do aniversário do Fortaleza. O projeto da lei foi proposto em novembro de 2012 pelo vereador Leonel Alencar Júnior, torcedor do clube.[112]
Em 23 de maio de 2018 o presidente do Fortaleza Marcelo Paz foi à Catedral de Santiago de Compostela, na Espanha, para participar de uma celebração levando a camisa Centenarium, abençoada pelo seu bispo Dom Julián Barrio, que anteriormente havia enviado votos ao clube pela adoção da Cruz de Santiago em um de seus uniformes em alusão ao Fortim de São Tiago da Nova Lisboa, o primeiro fundado na capital cearense; na ocasião, além da cruz, os cem anos de fundação do clube e seus méritos “sociais e desportivos” o levaram a receber a medalha de ouro da Ordem de Santiago.[113]
O centenário do Fortaleza também foi celebrado em sessões solenes na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará em 2018 e no Senado Federal em 2019, em convocação realizada por Eduardo Girão, ex-presidente do clube que foi eleito senador.[114] Girão também propôs, em outubro de 2023, um voto de aplauso à equipe, aprovado em plenário, por haver sido a primeira do Nordeste brasileiro a chegar à final da Copa Sul-Americana.[115]
Em 2021 o jornalista húngaro Áron Aranyossy, inspirado no Fortaleza, que passou a acompanhar anos antes pelo seu interesse por futebol, fundou para disputar a sétima divisão de seu país o Eröd FC, cujo nome é uma tradução literal e que utiliza o escudo e as cores do tricolor cearense.[116]
Elenco
Última atualização: 21 de dezembro de 2025.[117]
| Elenco atual do Fortaleza Esporte Clube | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º | Pos. | Nome | N.º | Pos. | Nome | N.º | Pos. | Nome | |
| 1 | G | João Ricardo | 14 | LD | Eros Mancuso | 29 | M | Rodrigo Santos | |
| 3 | Z | Gastón Ávila | 16 | LE | Diogo Barbosa | 33 | Z | Emanuel Brítez | |
| 4 | Z | Marcelo Benevenuto | 17 | V | Zé Welison | 34 | Z | Lucas Gazal | |
| 5 | M | Matheus Pereira | 18 | A | Deyverson | 36 | LE | Weverson | |
| 6 | LE | Bruno Pacheco | 19 | A | Allanzinho | 38 | M | Lucca Prior | |
| 7 | M | Tomás Pochettino | 20 | V | Matheus Rossetto | 70 | M | Pablo Roberto | |
| 8 | M | Emmanuel Martínez | 21 | A | Moisés | 80 | A | José Herrera | |
| 9 | A | Juan Martín Lucero | 22 | M | 88 | V | Lucas Sasha | ||
| 10 | M | Yeison Guzmán | 23 | G | Helton Leite | 91 | M | Lucas Crispim | |
| 12 | G | Brenno | 26 | A | Breno Lopes | G | Eduardo Salvador | ||
| 13 | Z | Benjamín Kuscevic | 27 | A | Adam Bareiro | LD | Maílton | ||
Diretoria
- SAF
- Presidentes da associação civil
- Diretoria executiva: Rolim Machado[120]
- Conselho deliberativo: Wendell Regadas[121]
- Conselho fiscal: Paulo Henrique de Figueiredo Moreira[121]
- Conselho de ética e disciplina: Hernany Gurgel[121]
Títulos
As tabelas a seguir relacionam os títulos conquistados pelo Fortaleza divididos entre os que o clube considera e não considera oficiais conforme os que estão inseridos em sua página oficial na Internet.[122]
Oficiais
| Nacionais | |||
|---|---|---|---|
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Campeonato Brasileiro - Série B | 1 | 2018[122] | |
| Inter-regionais | |||
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Torneio Norte-Nordeste | 1 | 1970[122] | |
| Regionais | |||
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Copa do Nordeste | 3 | 2019, 2022 e 2024[122] | |
| Copa Cidade de Natal | 1 | 1946[122] | |
| Estaduais | |||
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Campeonato Cearense - Série A | 46 | 1920, 1921, 1923, 1924, 1926, 1927, 1928, 1933, 1934, 1937, 1938, 1946, 1947, 1949, 1953, 1954, 1959, 1960, 1964, 1965, 1967, 1969, 1973, 1974, 1982, 1983, 1985, 1987, 1991, 19921, 2000, 2001, 2003, 2004, 2005, 2007, 2008, 2009, 2010, 2015, 2016, 2019, 2020, 2021, 2022 e 2023[122] | |
| Taça dos Campeões Cearenses | 2 | 2016 e 2017[122] | |
| 1 - Título judicialmente dividido com Ceará, Icasa e Tiradentes.[25] | |||
Outros
| Nacionais | |||
|---|---|---|---|
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Torneio Início do Torneio da Integração Nacional | 1 | 1971[123] | |
| Inter-regionais | |||
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Zona Norte–Nordeste da Taça Brasil | 2 | 1960 e 1968[124] | |
| Grupo Norte da Taça Brasil | 3 | 1960, 1961 e 1966[carece de fontes] | |
| Interestaduais | |||
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Torneio Octávio Pinto Guimarães | 1 | 1986[125] | |
| Torneio Quadrangular Silvio Pacheco | 1 | 1957[126] | |
| Outros | |||
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Liga Metropolitana de Fortaleza | 1 | 1919[carece de fontes] | |
| Taça 15 de Novembro | 1 | 1931[carece de fontes] | |
Ver também
- Fortaleza Basquete Cearense
- Fortaleza Esporte Clube (futebol feminino)
- Fortaleza Esporte Clube (handebol)
- Lista de torcidas organizadas do Fortaleza Esporte Clube
- Títulos do Fortaleza Esporte Clube
- Treinadores do Fortaleza Esporte Clube
Notas e referências
Notas
Referências
- ↑ a b Fernanda Alves (20 de dezembro de 2025). «Racing aposta na contratação do lateral Mancuso, do Fortaleza, para 2026». Diário do Nordeste
- ↑ Alexandre Mota; Luís Norões (27 de julho de 2023). «Fortaleza estipula preço de Herrera em possível venda; veja números». GE
- ↑ Raisa Martins (27 de julho de 2023). «Ícaro "Laion": conheça menino registrado com apelido do Fortaleza». GE
- ↑ «Castelão volta a ter capacidade máxima após reposição de cadeiras». Diário do Nordeste. 3 de novembro de 2021
- ↑ Alexandre Mota (8 de junho de 2022). «PV tem capacidade maior que seis estádios da Série A e pode ser caldeirão para Ceará e Fortaleza». Diário do Nordeste
- ↑ «Thiago Carpini é o novo técnico do Fortaleza». Fortaleza Esporte Clube. 11 de dezembro de 2025
- ↑ «RNC - Ranking Nacional dos Clubes 2026» (PDF). CBF. 24 de dezembro de 2025. Consultado em 24 de dezembro de 2025
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- ↑ Farias & Farias (2014), pp. 45–48.
- ↑ Farias & Farias (2014), p. 48.
- ↑ Farias & Farias (2014), p. 45.
- ↑ Farias & Farias (2014), p. 49.
- ↑ João Marcelo Sena (2 de janeiro de 2014). «Ao longo de 100 anos, três órgãos comandaram Campeonato Cearense». GE
- ↑ Farias & Farias (2014), p. 62.
- ↑ Farias & Farias (2014), pp. 76 e 77.
- ↑ Farias & Farias (2014), p. 89.
- ↑ Farias & Farias (2014), pp. 94 e 95.
- ↑ Farias & Farias (2014), pp. 96–100.
- ↑ Farias & Farias (2014), pp. 110–112.
- ↑ Farias & Farias (2014), pp. 131 e 132.
- ↑ Farias & Farias (2014), pp. 135 e 136.
- ↑ Farias & Farias (2014), pp. 138 e 142.
- ↑ Farias & Farias (2014), p. 144.
- ↑ Farias & Farias (2014), pp. 152, 154 e 155.
- ↑ a b Bernardo Coimbra; Marcelo Alves (23 de setembro de 2004). «Campeonato de 92 também foi confuso». UOL
- ↑ Farias & Farias (2014), p. 156.
- ↑ «Clube vai igualar marca dos anos 90: 5 anos de Série C». Diário do Nordeste. 2 de novembro de 2013
- ↑ Farias & Farias (2014), pp. 157 e 158.
- ↑ «História». Fortaleza Esporte Clube
- ↑ a b Farias & Farias (2014), p. 172.
- ↑ Ver:
- «Os maiores artilheiros do Fortaleza na história». Goal.com. 23 de outubro de 2023
- «Clodoaldo». Fortaleza Esporte Clube
- ↑ Farias & Farias (2014), p. 164.
- ↑ Farias & Farias (2014), p. 165.
- ↑ Farias & Farias (2014), pp. 167 e 168.
- ↑ «Bahia segue na série B em 2005. Brasiliense é campeão». UOL. 11 de dezembro de 2004
- ↑ Farias & Farias (2014), pp. 170 e 171.
- ↑ Estadão Conteúdo (23 de setembro de 2017). «Fortaleza sobe para a Série B após oito anos na terceira divisão». Istoé
- ↑ «CSA fica no 0 a 0 com Fortaleza e é campeão da Série C pelo placar agregado». UOL. 21 de outubro de 2017
- ↑ Matheus Henrique; Yasmin Torres (2 de outubro de 2023). «Como Fortaleza foi do 'martírio' na Série C à campanha histórica na Sul-Americana em 6 anos». ESPN
- ↑ Juscelino Filho (14 de julho de 2025). «De aposta a maior técnico da história: como foi a trajetória de Vojvoda no Fortaleza». GE
- ↑ a b c «[postagem da página Canal Tricolistas]». Facebook. 18 de outubro de 2023
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- ↑ «Símbolos». Fortaleza Esporte Clube. Arquivado do original em 10 de dezembro de 2004
- ↑ a b c d «Símbolos». Fortaleza Esporte Clube. Cópia arquivada em 22 de maio de 2018
- ↑ «Fortaleza aprova mudança de escudo, que terá apenas estrelas de títulos nacionais». O Povo. 23 de dezembro de 2018
- ↑ a b c Luca Laprovitera (30 de maio de 2018). «Leão, um apelido que virou mascote tricolor». Bora Leão. Arquivado do original em 6 de junho de 2018
- ↑ Farias & Farias (2014), p. 191.
- ↑ Luciano Rodrigues (18 de outubro de 2020). «Stella: nova mascote do Fortaleza ganha nome de clube extinto de 1915; conheça história». GE
- ↑ Farias & Farias (2014), pp. 50 e 51.
- ↑ «Fortaleza lança novo uniforme para a disputa do Nordestão de 2024; veja imagens». Diário do Nordeste. 2 de fevereiro de 2024
- ↑ a b «Histórico de Camisas Fortaleza EC». Football Kit Archive
- ↑ «Leão 1918 + Camisas do Fortaleza EC 2016-2017». Mantos do Futebol. 19 de setembro de 2016
- ↑ «Volt Sport é a nova fornecedora de material esportivo do Fortaleza». Lance!. 25 de janeiro de 2023
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- ↑ Farias & Farias (2014), p. 143.
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- ↑ Juscelino Filho (30 de janeiro de 2025). «Fortaleza fecha maior contrato de patrocínio da história do clube; veja valores». GE
- ↑ Farias & Farias (2014), p. 187.
- ↑ Antonio Laudenir (22 de maio de 2022). «O som da torcida cearense: da origem dos hinos às paródias que animam as arquibancadas». Diário do Nordeste
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- ↑ Farias & Farias (2014), p. 67.
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- ↑ «Fortaleza estava há 17 jogos sem derrotas e invicto no Estádio PV». Futebol Interior. 11 de novembro de 2012
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- ↑ a b c «Pici é cinquentão». Diário do Nordeste. 22 de junho de 2012
- ↑ a b Juscelino Filho (27 de maio de 2025). «Fortaleza reassume terreno da sede depois de 30 anos; associação de torcedores "salvou" patrimônio». GE
- ↑ «Fortaleza quer jogos no Alcides Santos». Diário do Nordeste. 13 de fevereiro de 2008
- ↑ Ivan Bezerra (21 de novembro de 2018). «Xodó da torcida leonina, Alcides Santos será Centro de Excelência». Diário do Nordeste
- ↑ Marcos Montenegro (14 de novembro de 2012). «Com dinheiro de sócios-proprietários, Alcides Santos é reformado e liberado». GE
- ↑ Ivan Bezerra (13 de fevereiro de 2019). «Sede do Fortaleza está em obras». Diário do Nordeste
- ↑ Ver:
- «Sede do Pici está se tornando o Centro de Excelência do Fortaleza; veja como estão as obras». Diário do Nordeste. 21 de dezembro de 2019
- Lucas Mota (26 de maio de 2021). «Fortaleza inaugura novo espaço para recuperação de jogadores no Centro de Excelência». O Povo
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- ↑ «Ceará e Fortaleza se acertam com Governo por gestão da Arena Castelão». UOL. 15 de março de 2019
- ↑ a b Farias & Farias (2014), pp. 65 e 66.
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- ↑ Ver:
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- «Flamengo domina torcida no Nordeste, e Bahia se consolida na região, revela pesquisa». GE. 28 de julho de 2025
- «Maiores torcidas do Brasil: pesquisa mostra Flamengo na ponta, e Palmeiras mais perto do São Paulo». GE. 21 de agosto de 2024
- «Torcidas: pesquisa do Datafolha se assemelha à do Ipec em 2022, em dados como local, idade e gênero». O Globo. 28 de agosto de 2023
- ↑ Ver:
- «Pesquisa: Ceará ou Fortaleza? Quem tem mais torcida? Veja novo levantamento exclusivo». Diário do Nordeste. 27 de março de 2025
- «Qual time tem mais torcida no estado do Ceará? Pesquisa responde». GE. 3 de maio de 2024
- «Datafolha aponta Ceará com a maior torcida da capital cearense e Fortaleza em evolução». Blog de Cassio Zirpoli. 13 de outubro de 2024
- ↑ «Quantos torcedores tem a torcida do Fortaleza?». GCMais. 2 de dezembro de 2024
- ↑ Eduarda Sena (25 de setembro de 2025). «Fortaleza atinge a marca de 60 mil sócios-torcedores com novo plano gratuito». Urbnews
- ↑ a b c Raoni Oliveira Marques. EXPERIÊNCIAS FORMATIVAS NA ESCOLINHA DA BATERIA DA TORCIDA UNIFORMIZADA DO FORTALEZA - TUF (PDF) (Artigo). Anais IV CONEDU. ISSN 2358-8829
- ↑ a b Caio Lucas Morais Pinheiro (janeiro de 2016). ENTRE CHARANGAS E TORCIDAS ORGANIZADAS: TRAJETÓRIAS E TRANSFORMAÇÕES NAS TORCIDAS DE FUTEBOL EM FORTALEZA (1965-1993) (PDF) (Dissertação). Fortaleza: Universidade Estadual do Ceará. Arquivado do original (PDF) em 20 de agosto de 2018
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- ↑ a b Beatriz Carvalho; Thaís Jorge (17 de dezembro de 2018). «Clássico-Rei chega aos 100 anos entre rivalidade, paixão, polêmicas e grandes memórias». GE
- ↑ «Na elite e com 100 anos de história, Fortaleza e Ceará fazem primeiro Clássico-Rei de 2019». Federação Cearense de Futebol. 8 de março de 2019
- ↑ Beatriz Carvalho (7 de fevereiro de 2025). «Fortaleza e Ceará fazem Clássico-Rei de número 611; veja raio-x». GE
- ↑ Vladimir Marques (6 de abril de 2023). «Quem ganhou mais? Veja histórico e curiosidades nos Clássicos-Rei em finais». Diário do Nordeste
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- ↑ Esaú Pereira de Souza (11 de julho de 2025). «Histórico entre Ceará e Fortaleza no Brasileirão tem vantagem alvinegra». Lance!
- ↑ «Freguesia! Fortaleza elimina Ceará pelo 2º ano consecutivo na Copa do Brasil». Lance!. 14 de julho de 2022
- ↑ «Ferroviário X Fortaleza: relembre jogos marcantes da história do Campeonato Cearense». Diário do Nordeste. 4 de março de 2020
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- ↑ «Estatuto Social do Fortaleza Esporte Clube» (PDF). Fortaleza Esporte Clube. Setembro de 2023
- ↑ Tricolistas (8 de abril de 2022). TODOS OS PRESIDENTES DO FORTALEZA E SUAS CONQUISTAS – via YouTube
- ↑ Brenno Rebouças (8 de dezembro de 2023). «Marcelo Paz e Geraldo Luciano renunciam presidência do Fortaleza para integrar SAF». Diário do Nordeste
- ↑ «Fortaleza SAF: Conselho Deliberativo autoriza convocação de sócios para decidir». GE. 16 de setembro de 2023
- ↑ «Estatuto Social do Fortaleza EC SAF» (PDF). Fortaleza Esporte Clube. Setembro de 2023
- ↑ «Os maiores artilheiros do Fortaleza na história». Goal.com. 23 de outubro de 2023
- ↑ Bruno Fernandes (5 de agosto de 2021). «Fortaleza: Por onde andam os destaques da campanha da Copa do Brasil-2001». UOL
- ↑ «Com novo título cearense, Max Walef se junta a Juracy Machado como jogador com mais títulos oficiais na história do Fortaleza». Torcida K. 25 de abril de 2022
- ↑ «Juracy Machado». Fortaleza Esporte Clube
- ↑ Brenno Rebouças (9 de junho de 2024). «Com mais um Nordestão, Vojvoda se torna o técnico mais vitorioso do Fortaleza no século XXI». Diário do Nordeste
- ↑ André Almeida; Juscelino Filho; Thaís Jorge (9 de junho de 2024). «Vojvoda não é mais o técnico do Fortaleza». GE
- ↑ «Prefeito sanciona lei que cria Dia Municipal da Nação Tricolor». GE. 24 de maio de 2013. Cópia arquivada em 23 de abril de 2025
- ↑ Vanderlúcio Souza (24 de maio de 2018). «Fortaleza Esporte Clube recebe bênção e honraria em Santiago de Compostela». O Povo. Ancoradouro. Cópia arquivada em 15 de agosto de 2020
- ↑ Ver:
- «Centenário do Fortaleza Esporte Clube é comemorado na Assembleia Legislativa». Assembleia Legislativa do Estado do Ceará. 21 de novembro de 2018. Cópia arquivada em 17 de fevereiro de 2019
- «Senado homenageia o Fortaleza Esporte Clube por seu centenário». Senado Federal. Senado Notícias. 17 de outubro de 2019. Cópia arquivada em 18 de outubro de 2019
- ↑ «Senado aprova voto de aplauso ao Fortaleza Esporte Clube». Senado Federal. Senado Notícias. 25 de outubro de 2023. Cópia arquivada em 25 de outubro de 2023
- ↑ Yuri Melo (6 de julho de 2022). «Time inspirado no Fortaleza disputa o Campeonato Húngaro de futebol». Verminosos por Futebol
- ↑ «Elenco e comissão técnica». Fortaleza Esporte Clube
- ↑ «Fortaleza EC SAF». Fortaleza Esporte Clube
- ↑ «Fortaleza EC SAF: Fabiano Barreira é nomeado Presidente do Conselho de Administração». Fortaleza Esporte Clube. 18 de abril de 2025
- ↑ «Diretoria Executiva». Fortaleza Esporte Clube
- ↑ a b c «Conselhos». Fortaleza Esporte Clube
- ↑ a b c d e f g «História». Fortaleza Esporte Clube
- ↑ «FORTALEZA É O VENCEDOR DO TORNEIO INÍCIO». Correio Braziliense. Hemeroteca Digital Brasileira. 14 de setembro de 1971. p. 4 do Caderno 3
- ↑ «Os títulos regionais oficiais dentro da Taça Brasil, com aval da CBD sobre a "Taça Norte"». Blog de Cassio Zirpoli. 29 de abril de 2022
- ↑ «Cearense começa hoje». Jornal dos Sports. Hemeroteca Digital Brasileira. 8 de fevereiro de 1987. p. 15
- ↑ «RETORNARAM OS CORAIS COM O SEGUNDO PÔSTO». Diario de Pernambuco. Hemeroteca Digital Brasileira. 9 de julho de 1957. p. 11
Bibliografia
- Farias, Airton de; Farias, Vagner de (2014). Pontes, Albanisa Lúcia Dummar, ed. Fortaleza: História, Tradição e Glória. Fortaleza: Armazém da Cultura. 200 páginas. ISBN 9788563171863