Gol contra

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O Gol Contra (português brasileiro) ou Autogolo (português europeu),é um lance do futebol no qual um jogador faz a bola entrar no gol de sua própria equipe, resultando em gol para a equipe adversária. O gol contra normalmente estigmatiza o seu marcador, em função do prejuízo à sua equipe.

Duas das formas mais comuns de marcar um gol contra são quando se tenta cortar um cruzamento ou passe do adversário e acaba-se por jogar a bola contra o próprio patrimônio, e quando se tenta recuar a bola para o goleiro.

Marcar um gol contra também tornou-se uma metáfora para qualquer ação que prejudique o seu autor.

No Futebol e suas Variantes (Futsal, Futebol de Salão, Futebol de Areia, Showbol)[editar | editar código-fonte]

Critérios Oficiais para um Gol ser considerado um Gol Contra[editar | editar código-fonte]

Em 2006, um grupo de estudo técnico da FIFA, aprovou os critérios exatos que definem um gol-contra. Os critérios são[1]:

  • Se um chute rumo ao gol acidentalmente toca em um jogador adversário, o gol será dado ao atacante que deu o chute.
  • Se um disparo a gol for desviado intencionalmente na direção da meta adversária, o gol será atribuído ao jogador que causou a mudança de direção.
  • Se um chute termina desviado em direção ao gol por um membro do time adversário ou do time responsável pelo chute, o gol é atribuído a quem quer que tenha causado o desvio.

De forma mais didática, Andy Roxburgh, diretor técnico da Fifa, deu a seguinte explicação: "Se a bola bate em um jogador do time que chutou ou em um adversário e entra no gol, o tento é anotado para o jogador que deu o chute. Se tiver acontecido uma mudança clara de direção, será um gol contra, ou um gol atribuído ao último jogador a tocar na bola pelo time que chutou".[2]

Gols contra célebres[editar | editar código-fonte]

  • 2015
    • O lateral-esquerdo Geferson Teles marca um gol contra encobrindo o goleiro com a canela esquerda na tentativa de recuar com o pé, eliminando o Internacional da Libertadores pelo placar agregado de 4-3.

Mais de 1 gol contra do mesmo jogador num mesmo jogo[editar | editar código-fonte]

Alguns jogadores ficaram marcados por anotarem mais de 1 gol contra no mesmo jogo. São eles:

  • 2009
    • Geórgia Kakhaber Kaladze - o georgiano Kaladze marcou 2 gols contra na partida entre a seleção da Georgia e a Italia, válida pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.[5]
  • 2011
    • Brasil Goeber, da Cabofriense - O zagueiro chamou a atenção ao marcar dois gols contra num intervalo de quatro minutos, aos 27 e 31 do primeiro tempo, em disputa contra o Botafogo, que no fim venceu por 5 a 0.[6]
  • 2013
    • República da Irlanda Jonathan Walters - Quando atuava pelo Stoke City, ele conseguiu uma proeza ainda pior. Além de ter marcado dois gols contra, o primeiro logo antes do intervalo e o segundo aos 17 minutos da etapa complementar, numa tentativa de se redimir, Walters assumiu a responsabilidade de cobrar um pênalti sofrido por sua equipe poucos minutos depois e chutou pra fora.[7]
  • 2017
    • Coreia do Sul Kim Joo-Young - Num amistoso de sua seleção contra a Rússia, ele marcou 2 gols contra em menos de 2 minutos. O primeiro foi marcado apos um cruzamento para a área, que resvalou nele e entrou. Menos de 2 minutos depois, ele tentou cortar o passe, após de uma grande jogada de Zhirkov e matou o goleiro Kim Seung-Gyu.[10]

Gols contra propositais[editar | editar código-fonte]

  • 1994 - Partida entre Barbados e Granada, válida pela Copa do Caribe, em 1994 - Devido ao regulamento, que favorecia o gol na prorrogação (o gol na prorrogação valia 2), a equipe de Barbados, precisando vencer por 2 gols de diferença, fez um gol contra ao final do jogo para empatá-lo em 2x2 e levar o mesmo para a prorrogação. Este gol contra acabou valendo a pena, já que na prorrogação esta equipe marcou um gol logo aos 7 minutos da prorrogação. Pelo regulamento do campeonato, este gol valeu por 2, e culminou com a classificação da equipe para a Segunda Fase.[11][12]
  • 1998 - Tailândia 3–2 Indonésia (Tiger Cup de 1998): um jogador indonésio fez o terceiro gol tailandês, para evitar um confronto contra o Vietnã, na semi-final da competição.[13]
  • 2002 — Em 31 de outubro, um recorde de gols contra ganhou as manchetes mundiais em Madagáscar. SOE Antananarivo e AS Adema protagonizaram um jogo fora do comum, pois o time de Antananarivo marcou 149 gols - todos a favor do Adema. O ato foi um protesto dos jogadores do SOE em relação às arbitragens que prejudicariam a equipe, que pagou pela atitude: foi suspensa de qualquer competição a partir daquela data.

Outros Casos Curiosos de Gols Contra[editar | editar código-fonte]

Em Outros Esportes[editar | editar código-fonte]

Hóquei no Gelo[editar | editar código-fonte]

No Hóquei no Gelo, o crédito o gol contra vai para o último jogador do outro time que tocou por último o puck; isso ocorre porque os próprios gols no hóquei são tipicamente casos em que o jogador assim creditado teve o chute desviado, mas essa convenção é usada mesmo quando não é esse o caso. Ocasionalmente, também é creditado ao jogador mais próximo do gol da outra equipe se ele estiver determinado a fazer com que o jogador adversário lance a bola para a rede errada. Assistências não são concedidas em um gol contra, porque a equipe defensora tem a posse do disco entre qualquer passe e o próprio gol. Ocasionalmente na NHL, os jogadores têm direcionado o disco para sua própria rede vazia, seja no final do jogo ou por causa de uma chamada de penalidade atrasada. Esta foi a situação que resultou em Billy Smith dos New York Islanders se tornar o primeiro goleiro a receber crédito por um gol na NHL.

Hóquei no Campo[editar | editar código-fonte]

O tratamento dos "gols contra" no hóquei em campo variou nos últimos anos. Em 2013, a Federação Internacional de Hóquei (FIH) implementou uma "experiência obrigatória" de tal forma que um desvio de um tiro de fora do círculo de tiro de um defensor seria equivalente a um toque de um atacante, e assim se o tiro continuasse no gol pontuação seria contada. Isso se mostrou impopular e a mudança foi revertida.[15]

Atualmente a regra 8.1 afirma que "Um gol é marcado quando a bola é jogada dentro do círculo por um atacante e não viaja para fora do círculo antes de passar completamente sobre a linha do gol e sob a trave." Esclarecimento adicional: "A bola pode ser jogada por um defensor ou tocar seu corpo antes ou depois de ser jogada no círculo por um atacante."[16] Assim, um "gol contra" pode ocorrer, mas em tais situações o gol provavelmente ser creditado ao atacante cuja jogada inicial no círculo foi necessária para o gol ficar em pé.

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. noticias.uol.com.br/ Fifa divulga os critérios precisos do gol-contra
  2. esportes.terra.com.br/ Fifa usa computação para resolver dilema do gol contra
  3. esporte.uol.com.br/ Autor do primeiro gol da história é identificado após 125 anos
  4. esportes.terra.com.br/ Benzema marca dois, tecnologia da linha de gol é usada e França vence na estreia
  5. esportes.estadao.com.br/ Itália vence Geórgia com dois gols contra de zagueiro do Milan
  6. «Gols contra de Goeber ajudam Botafogo a golear Cabofriense». gazetaesportiva.net. 23 de janeiro de 2011 
  7. «Stoke 0-4 Chelsea» (em inglês). bbc.co.uk. 12 de janeiro de 2013 
  8. uolesporte.blogosfera.uol.com.br/ Brasileiro faz dois gols contra no mesmo jogo e seu time, é óbvio, perde
  9. uolesporte.blogosfera.uol.com.br/ Dois gols contra do mesmo jogador, gol perdido surreal... Este é o Galês
  10. msn.com/ Zagueiro faz dois gols contra em menos de 2 minutos
  11. «Who are the greatest runners up?». The Guardian. 24 de maio de 2011. Consultado em 22 de março de 2012. 
  12. Gardiner, Simon (2005). Sports Law. London: Routledge Cavendish. pp. 73–74. ISBN 1-85941-894-5 
  13. healthcare.reachinformation.com/
  14. globoesporte.globo.com/ Sem ressentimento: marcado por gols contra, Emerson revê o Botafogo
  15. Bone, Ross (27 de novembro de 2013). «Talking Hockey: own goal rule wiped out creativity, though umpires likely to disagree». Telegraph. Consultado em 15 de agosto de 2016. 
  16. «Rules of Hockey» (PDF). FIH. 2015. Consultado em 15 de agosto de 2016.