Geórgia

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საქართველო
(Sakartvelo)

Geórgia
Bandeira da Geórgia
Brasão de armas da Geórgia
Bandeira Brasão de armas
Lema: ძალა ერთობაშია
"A Força está na União."
Hino nacional: "თავისუფლება"
"Liberdade"
Gentílico: Georgiano,
geórgico[1] [2]

Localização da Geórgia

Localização da Geórgia (em verde)
No continente europeu (em cinza)
Capital Tbilisi
41º43'N 44º47'E
Cidade mais populosa Tbilisi
Língua oficial Georgiano1
Governo República semipresidencialista
 - Presidente Giorgi Margvelashvili
 - Primeiro-ministro Giorgi Kvirikashvili
Formação  
 - Formação dos reinos georgianos da Cólquida
e da Ibéria
2000 a.C. 
 - Unificação do Reino da Geórgia 1008 
 - República Democrática da Geórgia 26 de maio de 1918 
 - Independência da União Soviética 9 de abril de 1991 
 - Reconhecida 25 de dezembro de 1991 
Área  
 - Total 69.700 km² (121.º)
 - Água (%) 4,56%
 Fronteira Rússia, Azerbaijão, Armênia, Turquia e Mar Negro
População  
 - Estimativa de 2015[3] 3 729 500 hab. (123.º)
 - Densidade 65,1 hab./km² (128.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2012
 - Total US$ 27,110 bilhões (116.º)
 - Per capita US$ US 6.000 (150.º)
IDH (2014) 0,754 (76.º) – elevado[4]
Moeda Lari (GEL)
Fuso horário (UTC+4)
Cód. ISO GEO
Cód. Internet .ge
Cód. telef. +995
Website governamental government.gov.ge

Mapa da Geórgia

1. O abecásio também é falado na República Autônoma da Abecásia.

A Geórgia (em georgiano: საქართველო, transl. Sakartvelo, pronunciado: [sɑkʰɑrtʰvɛlɔ] ( ouvir)) é um país situado no Cáucaso, na fronteira entre Europa e Ásia. Confina a norte e a leste com a Rússia, a leste e a sul com o Azerbaijão, a sul com a Arménia e a Turquia e a oeste com o mar Negro. Sua capital é Tbilisi, que também é sua maior cidade. Considerada uma nação transcontinental, a Geórgia possui um território de 69.700 km², e sua população é de quase 5 milhões. O país é uma república unitária, semipresidencial, com o governo eleito através de uma democracia representativa.

Durante a era clássica, reinos independentes se estabeleceram no que hoje é a Geórgia. Os reinos da Cólquida e Ibéria, cujas orientações religiosas vinham do Paganismo, adotaram o cristianismo no início do século IV. O Reino da Geórgia atingiu o auge de sua força política e econômica durante o reinado de Davi IV e Tamara I, nos séculos XI e século XII. No início do século XIX, a Geórgia foi anexada pelo Império Russo.[5] Depois de um breve período de independência, após a Revolução Russa de 1917, a Geórgia foi ocupada pela União Soviética em 1921, tornando-se a República Socialista Soviética Geórgia e parte da União Soviética.

Após a independência, em 1991, a Geórgia pós-comunista sofria de distúrbios civis e de crise econômica na maior parte do século XX. Isso durou até a Revolução Rosa de 2003, depois que o novo governo introduziu reformas democráticas e económicas.[6]

A Geórgia é atualmente um membro da Organização das Nações Unidas, do Conselho da Europa, da Organização Mundial do Comércio, da Organização de Cooperação Econômica do Mar Negro, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, da GUAM - Organização para a Democracia e o Desenvolvimento Econômico e do Banco Asiático de Desenvolvimento. O país é um observador associado da CPLP.[7] [8] A Geórgia também aspira aderir à OTAN e à União Europeia. Possui duas regiões independentes de facto, a Abecásia e a Ossétia do Sul, que obtiveram reconhecimento internacional limitado após a Guerra Russo-Georgiana. A nação - e grande parte da comunidade internacional - considera as regiões como parte integrante de seu território soberano, sob ocupação militar russa.[9]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Os georgianos chamam-se a si mesmos de ქართველები (kartvelebi) e a sua língua de ქართული (kartuli). Estes termos derivam do nome de um lendário chefe pagão, Kartlos, de quem se diz ser o "pai" dos georgianos.

A denominação estrangeira Geórgia, utilizada por grande parte das línguas do mundo, vem do persa گرجی (Gurji), por intermédio do árabe Jurj. Este por sua vez sofreu influência do prefixo grego γεωργ- (geōrg-), o que levou a acreditar que o nome derivaria do seu santo padroeiro, São Jorge, ou do termo grego para cultivar, γεωργία (gueōrguía).

O nome nativo é Sakartvelo (საქართველო; "terra dos kartvelebi"), derivado da região georgiana núcleo central de Kartli, gravado a partir do século IX, e no uso prolongado referindo-se a todo o reino medieval da Geórgia por volta do século XIII. A autodesignação usada por pessoas de etnia georgiana é kartvelebi (ქართველები) As crônicas medievais georgianas apresentam um ancestral homônimo dos Kartvelebi, Kartlos, um bisneto de Jafé. O nome Sakartvelo (საქართველო) consiste em duas partes. Sua raiz, kartvel-i (ქართველ-ი), especifica um habitante da região georgiana centro-leste do núcleo de Kartli, ou Ibéria, como é conhecido em fontes do Império Romano do Oriente.

Os Gregos antigos (Estrabão, Heródoto, Plutarco, Homero, etc.) e os Romanos (Tito Lívio, Tácito, etc.) referem-se aos Georgianos antigos ocidentais como Cólquidas, e aos Georgianos orientais como Iberos (Iberoi em algumas fontes gregas).

Na Antiguidade, os habitantes da Geórgia eram também denominados iberos, em razão do Reino da Ibéria, que muito confundia os geógrafos antigos, que pensavam que este termo só se aplicava aos habitantes da península Ibérica.

Gorj, a denominação persa para os georgianos, é também a raiz para a palavra turca Gürcü, e a russa Грузин ("Gruzin"). O nome do país é Gorjestan em persa, Gürcistan em turco, Грузия (Gruzia) em russo e גרוזיה (Gruzia) em hebraico. Outra curiosidade relacionada com o nome do país vem da palavra lobo em persa(gorg), que era para eles objecto de culto, daí resultando Gorjestan, "a terra dos lobos". Já a denominações em armênio para georgiano e Geórgia, respectivamente Vir e Virq, vêm de Ibéria com a perda do "i" inicial e a substituição do "b" pelo "v".

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: História da Geórgia e Dinastia Bagrationi

Pré-história[editar | editar código-fonte]

O território da atual Geórgia era habitado por Homo erectus desde o Paleolítico. As tribos proto-georgianas apareceram pela primeira vez na história escrita no século XII a.C.[10]

Achados arqueológicos e referências em fontes antigas revelam elementos de formações políticas e estaduais, caracterizados por uma avançada metalurgia e técnicas de ourivesaria que remontam ao século VII a.C.[10] Na verdade, a prática da metalurgia na Geórgia iniciou-se durante o sexto milênio a.C, como uma forma de associação com a cultura Shulaveri-Shomu.[11]

Antiguidade[editar | editar código-fonte]

Uma pátera, que descreve Antínoo, desenterrada perto de Tbilisi e exposta hoje no Museu Nacional da Geórgia.

O período clássico viu o surgimento dos primeiros estados na Geórgia: Diauehi (século XXIII a.C), Cólquida (século VIII a.C), Ispir (século VII a.C) e Iberia (século VI a.C). No século IV a.C, um reino unificado da Geórgia - um exemplo precoce da avançada organização estatal sob um rei e uma hierarquia aristocrática - foi estabelecido.[12]

Na mitologia grega, Cólquida era o local do Velocino de Ouro procurado por Jasão e os Argonautas em Apolônio de Rodes, no conto épico 'Argonautica. A incorporação do Velocino de Ouro no mito pode ter derivado da prática local de utilização de lã para peneirar pó de ouro dos rios.[13] Conhecido por seus nativos como Egrisi ou Lázica, Cólquida também foi o campo de batalha da Guerra Lázica, travada entre o Império Bizantino e o Sassânida, da Pérsia.[14]

Depois que o Império Romano completou sua breve conquista da região do Cáucaso, sobre seu arqui-rival, o Império Parta,[15] os reinos da Geórgia foram, de forma intermitente, aliados dos romanos por quase 400 anos.[16] Desde o primeiro século d.C , o culto de Mitra, crenças pagãs e o zoroastrismo eram comumente praticados na Geórgia.[17] Em 337 d.C, o rei Mirian III declarou o cristianismo como religião oficial do Estado, dando um grande estímulo para o desenvolvimento da literatura, artes, e, finalmente, resultando numa significativa ação na formação da nação georgiana unificada.[18] [19] A aceitação do cristianismo por parte do rei Mirian III efetivamente mostrou a forte influência do reino vizinho sobre a Geórgia, perdurando por quase um milênio, determinando muito do seu presente e de sua identidade cultural.[20] A aceitação levou ao declínio do zoroastrismo, embora de forma lenta, que até o século V d.C, parece ter se tornado algo como uma segunda religião estabelecida na Iberia (Geórgia Oriental), e foi amplamente praticada lá.[21] [22] [23]

Idade Média e Idade Moderna[editar | editar código-fonte]

Rainha Tamara, que presidiu a Idade de Ouro da Geórgia e foi a primeira mulher a governar a Geórgia em seu próprio direito.

Os primeiros reinos desintegraram-se em várias regiões feudais por volta dos primeiros anos da Idade Média. Isso facilitou a conquista dos árabes da maior parte do território oriental georgiano no século VII. A partir deste período ao século X, a Geórgia estava envolta na influência e domínio do Império Cazar. As várias regiões independentes não se uniram em um único reino até o início do século XXI.

Embora os árabes capturaram a cidade capital de Tbilisi em 645, Kartli-Iberia manteve considerável independência sob governantes árabes locais.[13] O príncipe Ashot I - também conhecido como Ashot Kurapalat - tornou-se o primeiro integrante da Dinastia Bagrationi a governar o reino. A dinastia manteve seu reinado por um período de quase 1.000 anos, durante o qual o Bagrationi, como a casa nobre era conhecida, governou boa parte do território que hoje é a república da Geórgia. Bagrate III uniu a Geórgia Ocidental e Oriental.[24]

O Reino da Geórgia atingiu o seu apogeu no início do século XII. Este período, durante os reinados de David IV (também chamado David Builder) e sua neta Tamara, tem sido amplamente denominado como a Idade de Ouro da Geórgia ou da Renascença georgiana.[25] Este início do renascimento georgiano, que precedeu o seu análogo da Europa Ocidental, foi caracterizado por vitórias militares impressionantes, expansão territorial e um renascimento cultural em arquitetura, literatura, filosofia e as ciências.[26] A Idade de Ouro georgiana deixou um legado de grandes catedrais, poesias românticas e literatura, e o poema épico "O Cavaleiro na Pele de Pantera".[27]

David IV iniciou a Idade de Ouro da Geórgia enfrentando a Grande Invasão Turca, promovida pelos turcos seljúcidas. Sob seu comando, o reino venceu a Batalha de Didgori, em 1121, garantindo a expansão da influência cultural e política da Geórgia em direção ao sul e o leste, da Arménia ao Mar Cáspio.[13]

O reinado de Tamara, a primeira governante feminina da Geórgia, é considerado o mais bem sucedido na história do país.[28] Ela foi proclamada como herdeira aparente e co-governante pelo seu pai, Jorge III, em 1178, mas enfrentou uma significativa oposição da aristocracia devido a sua ascensão e total controle do poder, após a morte de seu pai. Entretanto, Tamara conseguiu neutralizar a oposição e embarcou em uma série de viagens para promover uma política externa energética, ajudada pela queda dos poderes rivais dos Seljucs e Bizantinos. Apoiada por uma poderosa elite militar, Tamara foi capaz de dar continuidade à expansão do reino, consolidando um império que dominou o Cáucaso e se estendeu por grande parte do atual Azerbaijão, Armênia e Turquia oriental, bem como partes do norte do Irã,[29] até o seu colapso sob os ataques mongóis, ocorrido somente duas décadas após sua morte, em 1213.[30]

O renascimento do Reino da Geórgia foi adiado depois que Tbilisi foi capturada e destruída pelo Império Corásmio, liderados por Jalal ad-Din Mingburnu, em 1226.[31] Os mongóis foram expulsos por George V, filho de Demétrio II, que foi nomeado "Brilliant" por seu papel na restauração da antiga força do país e da cultura cristã. George V foi o último grande rei do estado da Geórgia unificada. Após sua morte, diferentes governantes locais lutaram pela sua independência do controle georgiano central, até a total desintegração do reino no século XV. A Geórgia foi ainda mais enfraquecida por várias invasões desastrosas de Tamerlão, entre 1386 e 1403. Outras invasões também se sucederam, principalmente por parte das federações tribais de Kara Koyunlu e Ag Qoyunlu, que constantemente invadiam as províncias do sul georgiano. Como resultado, o Reino da Geórgia entrou em colapso por volta de 1466, fragmentando-se em três reinos independentes e cinco principados semi-independentes. Grandes impérios vizinhos, posteriormente, exploraram a divisão interna do país enfraquecido, e do início do século XVI até o início do século XIX, os Safávidas, afsháridas e a dinastia Qajar, do Irã, juntamente com a Turquia otomana, subjugaram as regiões leste e oeste da Geórgia, respectivamente.

Os governantes das regiões que permaneciam parcialmente autônomas organizavam rebeliões em diversas ocasiões. No entanto, as invasões iranianas e otomanas subsequentes enfraqueceram ainda mais reinos e regiões locais. Como resultado de guerras incessantes e deportações, a população da Geórgia diminuiu para 250.000 habitantes, no final do século XVIII.[32] A Geórgia Oriental, composta pelas regiões de Cachétia e Cártlia, tinha estado sob a suserania iraniana desde 1555 na sequência da Paz de Amasya, assinada com a vizinha, Turquia otomana.

Desde pelo menos meados do século XV, os governantes de ambos os reinos da Geórgia Ocidental e Oriental procuravam repetidamente ajuda das potências da Europa Ocidental sem sucesso.[33] [34] [35] Um episódio notável deste tipo de esforço foi liderado no início do século XVIII por um diplomata georgiano chamado Sulkhan-Saba Orbeliani, que foi enviado por seu ex-aluno, o rei Vakhtang VI de Cártlia, à França e aos Estados Papais, a fim de negociar assistência à Geórgia. Orbeliani foi bem recebido pelo rei francês Luís XIV e pelo Papa Clemente XI, mas nenhuma assistência tangível poderia ser assegurada.ref>Kalistrat Salia. History of the Georgian Nation. 1983, p. 315</ref> A falta de ajuda ocidental não só deixou a Georgia impressionada, mas selou o destino pessoais de Orbeliani e o rei Vakhtang: empurrados pelo invasor exército otomano, ambos foram forçados a aceitar a oferta de proteção de Pedro, o Grande e escaparam para o Império Russo, de onde nunca mais voltaram.[36] A história da missão diplomática de Orbeliani à França tornar-se-ia um símbolo de como o Ocidente ignorou os apelos da Geórgia por sua proteção.[37]

Com a morte de Nader Xá, em 1747, dois grandes reinos da Geórgia Oriental conseguiram se libertar do controle iraniano e foram reunificados com o nome de Cártlia-Cachétia, sob o reinado de Heráclio II, em 1762. Ele estabilizou a Geórgia Oriental e foi capaz de garantir a sua autonomia durante todo o período de ascensão do Estado iraniano de Zand.[38]

Domínio do Império Russo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Geórgia dentro do Império Russo

Em 1783, a Rússia e o Reino de Cártlia-Cachétia, no leste da Geórgia, assinaram o Tratado de Georgievsk, que reconhecia o vínculo da Ortodoxia Oriental entre o povo russo e georgiano e prometia proteção especial à Geórgia oriental contra as novas tentativas iranianas de recuperar a Geórgia, ou ainda, de tentativas de invasões por outros agressores.[39]

Devido a alterações desencadeadas pela indesejada anexação russa, Jorge XII (à esquerda) se tornou o último monarca georgiano, enquanto Anton II (à direita) o último patriarca georgiano do século XIX.

No entanto, apesar deste compromisso em defender a Geórgia, a Rússia não lhe ofereceu nenhum auxílio quando os iranianos invadiram o território em 1795, capturando e saqueando Tbilisi enquanto massacrava seus habitantes, como uma tentativa do novo herdeiro do trono iraniano em reafirmar a hegemonia do Irã sobre a Geórgia.[40] Apesar de uma campanha punitiva lançada posteriormente contra o Irã, em 1796, esse período culminou com a violação russa do Tratado de Georgievsk e a anexação do leste da Geórgia, seguida pela autocefalia da Igreja Ortodoxa Georgiana. Pyotr Bagration, um dos descendentes da casa de Bagrationi, viria a se juntar ao exército russo e subir para ser um general pelas guerras napoleônicas.

Em 22 de dezembro de 1800, o czar Paulo I, no alegado pedido do rei George XII, assinou a proclamação sobre a incorporação da Geórgia (Cártlia-Cachétia) dentro do Império Russo, que foi finalizado por um decreto em 8 de janeiro de 1801,[41] [42] e confirmado pelo czar Alexandre I em 12 de setembro do mesmo ano.[43] [44] O enviado georgiano à São Petersburgo reagiu com uma nota de protesto, que foi apresentada ao vice-chanceler russo, o príncipe Kurakin.[45] Em maio de 1801, sob a supervisão do general Carl Heinrich von Knorring, a Rússia Imperial transferiu o poder no leste da Geórgia ao governo liderado pelo general Ivan Petrovich Lazarev.[46] A nobreza georgiana não aceitou o decreto até que, em 12 de abril de 1802, o general Knorring obrigou boa parte da nobreza a subir à Catedral Sioni de Tbilisi e os forçou a fazer um juramento sobre a coroa imperial da Rússia. Aqueles que discordaram foram presos temporariamente.[47]

No verão de 1805, as tropas russas no rio Askerani, perto de Zagam, derrotaram o exército iraniano durante a Guerra Russo-Persa, salvando Tbilisi de uma reconquista e tornando-a oficialmente parte dos territórios imperiais. A suserania russa sobre o leste da Geórgia foi oficialmente finalizada com o Irã em 1813, na sequência do Tratado de Gulistan.[48] Após a anexação da Geórgia Oriental, a Geórgia Ocidental, com o reino de Imerícia, foi anexada pelo czar Alexandre I. O último rei imeretiano, Salomão II, morreu no exílio em 1815. A partir de 1803-1878, como resultado de inúmeras guerras russas - dessa vez contra a Turquia otomana - vários dos territórios anteriormente perdidos da Geórgia - como Adjara - foram recuperados, e também incorporados ao império. O principado de Guria foi abolido e incorporada ao Império em 1828, e o de Mingrelia em 1857. A região de Svaneti foi gradualmente anexada entre 1857 e 1859.

Declaração de indenpendência[editar | editar código-fonte]

Após a Revolução Russa de 1917, a Geórgia declarou sua independência em 26 de maio de 1918, no meio da Guerra Civil Russa. O Partido Social-Democrata, de caráter menchevique, venceu as eleições parlamentares. Seu líder, Noi Jordania, tornou-se primeiro-ministro.[49] Apesar da aquisição Soviética, Noi Jordania foi reconhecido como o legítimo chefe do governo da Geórgia pela França, Reino Unido, Bélgica e Polônia durante os anos 1930.[50]

Ainda em 1918, eclodiu a Guerra Georgiano-Armênia, em partes das províncias georgianas povoadas principalmente por armênios. A guerra findou por causa da intervenção britânica. Entre 1918 e 1919, o general georgiano Giorgi Mazniashvili liderou um ataque contra o Exército Branco liderado por Moiseev e Denikin, a fim de reivindicar a costa do Mar Negro de Tuapse para Sochi e Adler, com a intenção de anexar a região aos limites da independência da Geórgia.[51] A independência do país não durou muito tempo, e a Geórgia passou a vigorar sob proteção britânica até 1920.[51]

Incorporação à União Soviética[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 1921, a Geórgia foi atacada pelo Exército Vermelho. O exército georgiano foi derrotado e o governo social-democrata fugiu do país. Em 25 de fevereiro de 1921, o Exército Vermelho entrou em Tbilisi e instalou um governo comunista leal a Moscou, liderado pelo georgiano bolchevique Filipp Makharadze.[52] [53]

O Exército Vermelho ocupa Tbilisi, em 25 de fevereiro de 1921.

No entanto, restava uma oposição significativa para os bolcheviques, e isso culminou na Revolta de Agosto de 1924. O regime soviético foi firmemente estabelecido somente após esta revolta ser reprimida.[54] Assim, a Geórgia foi incorporada na RSFS Transcaucasiana, que uniu Geórgia, Arménia e Azerbaijão. Mais tarde, em 1936, o RSFS foi desagregado em seus elementos componentes e a Geórgia tornou-se a República Socialista Soviética da Geórgia.[55]

Josef Stalin, um georgiano étnico nascido Ioseb Besarionis Dze Jugashvili (em georgiano: იოსებ ბესარიონის ძე ჯუღაშვილი) em Gori, foi destaque entre os bolcheviques. Stalin estava a subir para a posição mais alta, levando a União Soviética a partir de 3 de abril de 1922 até sua morte, em 5 de março de 1953.[56] De 1941 a 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, quase 700.000 georgianos lutaram no Exército Vermelho contra a Alemanha nazista. Havia também alguns que lutaram no lado alemão. Cerca de 350 mil georgianos morreram nos campos de batalha da Frente Oriental.[56]

Em 9 de abril de 1989, uma manifestação pacífica em Tbilisi terminou com várias pessoas sendo mortas por tropas soviéticas. Antes das eleições de Outubro de 1990 para a Assembleia Nacional, o Umaghlesi Sabcho (Conselho Supremo) - as primeiras eleições na URSS realizadas em uma base formal multipartidária - o cenário político foi remodelado novamente. Enquanto os grupos mais radicais boicotaram as eleições e convocaram um fórum alternativo (o Congresso Nacional) com suposto apoio de Moscou, [carece de fontes?] Outra parte da oposição anticomunista uniu-se em torno dos antigos dissidentes, como Merab Kostava e Zviad Gamsakhurdia. Este último ganhou as eleições por uma margem clara, com 155 dos 250 assentos parlamentares, enquanto o Partido Comunista (PC) recebeu apenas 64 assentos. Todas as outras partes não conseguiram superar o limiar de 5 por cento e foram assim distribuídas unicamente alguns lugares do círculo eleitoral uninominais.

Restauração da independência[editar | editar código-fonte]

Em 9 de abril de 1991, pouco antes do colapso da União Soviética, a Geórgia declarou sua independência. Em 26 de maio de 1991, Zviad Gamsakhurdia foi eleito o primeiro presidente da Geórgia independente, com propostas de cunho nacionalista e prometendo fazer valer a autoridade de Tbilisi sobre regiões como a Abecásia e Ossétia do Sul, que tinham sido classificadas como oblasts autônomos sob a União Soviética.

Ele logo foi deposto em um sangrento golpe de Estado, a partir de 22 de dezembro de 1991 a 6 de janeiro de 1992. O golpe foi instigado por parte dos guardas nacionais e uma organização paramilitar chamada "Mkhedrioni" ("cavaleiros"). O país tornou-se envolvido em uma amarga guerra civil, que durou até cerca de 1995. Eduard Shevardnadze, Ministro dos Negócios Estrangeiros Soviéticos entre 1985-1991, voltou à Geórgia em 1992 e juntou-se aos líderes do golpe - Tengiz Kitovani e Jaba Ioseliani - um triunvirato que ficou conhecido como "O Conselho de Estado".

Disputas dentro de duas regiões da Geórgia, Abecásia e Ossétia do Sul, entre os separatistas locais e as populações de maioria georgiana, acabaram em violência e guerras inter-étnicas generalizadas. Apoiada pela Rússia, a Abecásia e a Ossétia do Sul alcançaram de facto a independência, com a Geórgia mantendo o controle apenas em pequenas áreas dos territórios disputados. Em 1995, Shevardnadze foi oficialmente eleito como presidente da Geórgia.

Cerca de 230.000 a 250.000 georgianos foram massacrados ou expulsos da Abecásia por separatistas e voluntários do Norte do Cáucaso (incluindo chechenos), entre 1992 e 1993. Cerca de 23 mil georgianos fugiram da Ossétia do Sul, bem como muitas famílias da Ossétia foram forçadas a abandonar suas casas na região de Borjomi e seguirem rumo à Rússia.[57] [58]

A Revolução Rosa, em 2003.

Shevardnadze foi reeleito em 2000. Entretanto, em 2003, foi deposto pela Revolução Rosa, depois da oposição georgiana e monitores internacionais afirmarem que houve fraude nas eleições legislativas de 2 de novembro.[59] A revolução foi liderada por Mikheil Saakashvili, Zurab Zhvania e Nino Burjanadze, ex-membros e líderes do partido no poder de Shevardnadze. Mikhail Saakashvili foi eleito presidente da Geórgia em 2004.

Após a Revolução Rosa, uma série de reformas foram lançadas para reforçar as capacidades militares e econômicas do país. Os esforços do novo governo para reafirmar a autoridade da Geórgia na República Autônoma de Adjara, no sudoeste do país, levou a uma grande crise no início de 2004. O sucesso na iniciativa do governo, em Adjara, encorajou Saakashvili a intensificar seus esforços na região separatista da Ossétia do Sul, mas sem sucesso.

Esses eventos, juntamente com acusações de envolvimento georgiano na segunda guerra chechena[60] , resultaram em uma grave deterioração de relações com a Rússia, alimentada também pela assistência aberta da Rússia e apoio para as duas áreas separatistas, Abecásia e Ossétia do Sul. Apesar destas relações cada vez mais difíceis, em maio de 2005 a Geórgia e a Rússia chegaram a um acordo bilateral, através do qual bases militares russas (que datavam da era soviética) em Batumi e Akhalkalaki foram retiradas.[61] A Rússia retirou todo o pessoal e equipamentos destes locais, finalizando o processo em dezembro de 2007.[62] No entanto, a base militar russa em Gudauta, na Abecásia, não foi retirada, ocorrendo a desocupação apenas após a adoção e homologação do Tratado Adaptado das Forças Armadas Convencionais na Europa, durante a Cimeira de Istambul de 1999.[63]

Guerra Russo-Georgiana[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Guerra Russo-Georgiana

As tensões entre a Geórgia e a Rússia se intensificaram em abril de 2008.[64] [65] [66] Os separatistas da Ossétia do Sul cometeram o primeiro ato de violência, ao explodirem um veículo militar georgiano em 1 de agosto de 2008. A explosão feriu cinco soldados de paz da Geórgia. Em resposta, snipers georgianos agrediram os milicianos da Ossétia do Sul durante a noite.[67] [68] Os separatistas ossetas passaram a bombardear aldeias georgianas em meados de agosto, com uma resposta esporádica das forças de paz da Geórgia e outras tropas na região.[64] [68] [69] Incidentes graves ocorreram na semana seguinte após os ataques da Ossétia contra aldeias georgianas e posições na Ossétia do Sul.[70] [71]

Em 7 de agosto de 2008, o então presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili anunciou um cessar-fogo unilateral por parte da Geórgia.[72] No entanto, os separatistas da Ossétia intensificaram seus ataques contra aldeias georgianas situadas na zona de conflito da Ossétia do Sul. Tropas georgianas abriram fogo e avançaram em direção à capital da auto-proclamada República da Ossétia do Sul, Tskhinvali, durante o período noturno de 8 de agosto.[73] [74] Com a notável situação e o aumento da instabilidade entre Geórgia e Ossétia do Sul, a Rússia invadiu a região osseta, ocupando-a com tropas militares.[75] De acordo com a inteligência da Geórgia e vários relatos da mídia russa, o Exército russo já havia se mudado para o território da Ossétia do Sul através do túnel de Roki, antes da operação militar georgiana.[76] [77]

O centro de Tskhinvali foi ocupado por 1.500 homens das forças terrestres da Geórgia na manhã do dia 8 de agosto de 2008.[78] Em entrevista ao Kommersant, jornal russo, um diplomata georgiano afirmou que "assumir o controle de Tskhinvali era uma demonstração de que a Geórgia não toleraria a matança de seus cidadãos".[79] A Rússia passou a acusar a Geórgia de "agressão contra a Ossétia do Sul", iniciando uma invasão em larga escala da Geórgia sob a alegação de operação de paz.[70] Militares russos recuperaram o controle de Tskhinvali em cinco dias, expulsando as tropas da Geórgia e lançando ataques aéreos contra a infraestrutura militar do país.[80] As forças da Abecásia abriram uma segunda frente de ataque, no que ficou conhecido como Batalha do vale Kodori[81] , enquanto a Rússia ocupava as cidades georgianas de Zugdidi, Senaki, Poti e Gori (a última após a negociação do cessar-fogo). A costa da Geórgia também foi bloqueada pela Frota do Mar Negro.[82] [83] [84] [70] Durante e depois da guerra, as forças da Ossétia do Sul e da milícia irregular realizaram uma campanha de limpeza étnica contra os georgianos na Ossétia do Sul, com aldeias georgianas em torno de Tskhinvali sendo destruídas.[85] [86] A guerra deslocou cerca de 192 000 pessoas.[87] [88] [89] [90]

Um acordo de cessar-fogo entre a Geórgia, Rússia, Ossétia do Sul e Abecásia foi negociado em 12 de agosto de 2008, tendo a França como mediadora.[91] [92] Em 17 de agosto, os russos retiraram suas tropas da Geórgia e, em 8 de outubro, deixaram as zonas-tampão adjacentes à Abecásia e Ossétia do Sul, com o controle sobre estas transferido para a Missão de Observação da União Europeia na Geórgia.[93] [94]

A Rússia reconheceu a Abecásia e a Ossétia do Sul como repúblicas independentes em 26 de agosto de 2008.[95] Em resposta à ação da Rússia, o governo georgiano rompeu as relações diplomáticas com o país.[96] Desde a guerra, a Geórgia mantém sua posição de que a Abecásia e a Ossétia do Sul são territórios georgianos ocupados pela Rússia.[97] [98]

Conflitos separatistas[editar | editar código-fonte]

O processo de paz entre o governo e os separatistas da Ossétia do Sul e da Abecásia não avança em 2000.

O presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, controla as rebeliões com a garantia de lealdade à Federação Russa, de onde lhe vem o apoio militar. Mas a ofensiva de Moscou na vizinha Chechênia, em 1999, atrapalha as relações com os russos, que acusam a Geórgia de apoiar os rebeldes chechenos.

  • Ossétia do Sul - os ossetas são um povo de origem persa que se misturaram com os eslavos a partir do século XVII, e cujo território foi dividido administrativamente entre as repúblicas soviéticas da Rússia e da Geórgia durante o regime stalinista (1924-1953). Em 1990, a Ossétia do Sul declarou sua independência, primeiro passo para integrar-se à república russa da Ossétia do Norte. A Geórgia tornou-se independente da União Soviética em 1991 e lançou uma ofensiva militar contra os ossetas. Os choques terminam depois da mediação da Federação Russa, em 1992, e da criação de uma força de paz integrada por russos, ossetas e georgianos. O conflito caminhava para uma solução pacífica, sem status político definido para a região, até agosto de 2008, quando forças georgianas entraram no território osseta, o que levou a intervenção russa na região, que acabou por envolver não só os dois países em conflito, mas também os Estados Unidos e a União Europeia, parceiros da Geórgia.
  • Abecásia - Habitada por maioria de etnia georgiana até os anos vinte, quando A Rússia envia para a região milhares de abecasianos do Cáucaso do norte e depois de sovietizar da Georgia pronunciou esta província como uma república independente soviética. A Geórgia não reconhece o movimento separatista dos abecásios, alegando que são minoria (18%). Mas os rebeldes criam a República Autônoma da Abecásia, em 1992, o que deu início aos conflitos. Um cessar-fogo foi alcançado em 1993, seguido do envio de uma força de paz da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) e de uma missão de observadores da ONU em 1994. Mesmo assim, há freqüentes irrupções de violência. Em outubro de 1999, o governo abecásio promoveu um referendo sobre a independência, que obteve 97% de apoio, mas não foi reconhecido pela Geórgia. A ONU e a Federação Russa prorrogaram para 2000 sua permanência na área.

Em julho de 2008, iniciaram-se as hostilidades entre a Geórgia e as forças armadas da Ossétia do Sul, no confronto que ficou conhecido como Guerra na Ossétia do Sul em 2008. Este rapidamente evoluiu para uma guerra em grande escala entre a Geórgia, por um lado, e a Rússia, Ossétia e separatistas da Abecásia, por outro. Na noite de 7 de agosto, as forças armadas georgianas começaram a atacar a Ossétia do Sul, apoiadas pela artilharia e lança-foguetes múltiplos [99] [100] O ataque a Tskhinvali (Ossétia do Sul), tem início na sexta-feira, 08 de agosto. Após isso, a Rússia entrou no conflito em apoio à Ossétia do Sul e a guerra estendeu-se por alguns dias. A Rússia lançou o reconhecimento internacional da independência de Abecásia e Ossétia do Sul, sendo o primeiro país a reconhecer a sua independência.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Geografia da Geórgia
A região de Svanétia no noroeste da Geórgia.

A Geórgia situa-se na costa oriental do mar Negro. O Cáucaso, fronteira natural entre Europa e Ásia, marca o aspecto montanhoso do relevo.

O maior rio é o Mtkvari (ou também conhecido como Kura, o nome que se dá no lado azeri), que depois de atravessar o Azerbaijão deságua no mar Cáspio após percorrer 1.364 quilômetros desde o nordeste da Turquia através dos campos da Geórgia e atravessar a capital Tbilisi.

O rio Rioni, o mais comprido do oeste do país, desce pelo Cáucaso Maior e deságua no mar Negro no porto de Poti.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Vista de satélite da Geórgia.

O terreno tem três partes distintas: a norte e a sul é montanhoso, incluindo, a norte, a vertente sul do Grande Cáucaso, e a sul parte do Pequeno Cáucaso e os primeiros contrafortes das montanhas da Arménia e da Anatólia; ao centro estende-se um amplo vale que toma o cariz de planície costeira junto ao litoral do mar Negro.

O Grande Cáucaso, ao norte, separa a Geórgia da Rússia e abriga o Shkhara (5204 m), maior montanha da Geórgia e a segunda maior da Europa. O Cáucaso Menor (3301 m), ao sul, separa o país da Turquia e da Armênia. Entre ambas as cadeias se formam dois vales fluviais: o do Kura, que desemboca no mar Cáspio, e o do Rioni, que flui até o mar Negro criando uma região de terras baixas. É um pequeno país de aproximadamente 69 875 quilômetros quadrados. Apesar de sua pequena área, a Geórgia ostenta uma das topografias mais variadas dentre as antigas repúblicas soviéticas. As montanhas do Cáucaso Menor, que correm paralelas às fronteiras turca e armênia, e as montanhas de Surami e Imerícia —que conectam o Cáucaso Menor com o Grande Cáucaso— criam uma barreira natural que são em parte responsáveis pelas diferenças culturais e linguísticas entre as regiões. Devido a sua altitude e sua pobre infraestrutura de transportes, muitos povoados e vilarejos das montanhas são virtualmente isolados do mundo exterior durante o rigoroso inverno.

Os terremotos e deslizamentos nestas zonas chegar a ser característicos e moldam o estilo de vida. Entre os desastres naturais mais recentes estiveram o deslizamento em Ajaria, em 1989, que desabrigou centenas de pessoas no sudoeste da Geórgia, e dois terremotos em 1991 que destruíram vários povoados na zona central e norte do país como a região da Ossétia do Sul.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima da Geórgia é diversificado, mesmo considerando que o país possui um tamanho pouco significativo. Existem duas zonas climáticas principais, como o existente nas zonas leste e oeste do país. As montanhas do Cáucaso tem grande importância, moderando o clima georgiano e protegendo o país da penetração de correntes de ar gélidas provenientes do extremo setentrional. Os pequenos montes do Cáucaso protegem parcialmente assim mesmo a região da influência de massas de ar quentes e secas do sul.

Grande parte do setor oeste da Geórgia se apresenta como uma zona úmida subtropical com precipitação que variam entre 1.000 e 4.000 mm. As precipitações tendem a estar uniformemente distribuídas ao longo do ano, apesar de que a chuva pode ser particularmente forte durante os meses de outono. O clima da região varia significativamente com a altitude e por isso a maioria das terras baixas kartvelianas do leste da Geórgia são relativamente quentes através do ano. A pré-cordilheira e as áreas montanhosas têm verões úmidos e frescos e invernos com nevadas: a neve acumulada com freqüência supera os dois metros em muitas regiões. Adjara é a região mais úmida das regiões do Cáucaso.

O leste da Geórgia tem um clima de transição entre o úmido subtropical e o continental. Ambos são influenciados pelas massas de ar seco provenientes da Ásia Central e do Cáspio pelo leste e das massas de ar úmidas do Mar Negro pelo oeste. A penetração de massas de ar úmida pelo Mar Negro é freqüentemente impedida pelas montanhas (Likhi e Meskheti), que dividem o país em metades ocidentais e orientais. A precipitação anual é consideravelmente menor em comparação com a do oeste da Geórgia, e nesse sentido o leste do país apresenta verões quentes e invernos relativamente frios. Assim como nas zonas ocidentais da nação, a altitude possui papel importante na zona oriental, e as condições climáticas acima dos 1.500 msnm são consideravelmente mais frescas, e também mais frias, que as presentes nas terras mais baixas. As regiões que estão localizadas acima dos 2.000 msnm freqüentemente sofrem geadas inclusive durante os meses de verão.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Demografia da Geórgia
Cultivadores de chá de Chakva.

Como a maioria dos povos nativos do Cáucaso, os georgianos não se encaixam em nenhuma das principais categorias étnicas da Europa ou da Ásia. O idioma georgiano, a mais difundida das línguas kartvelianas, não é nem indo-europeia, turcomana ou semítica. A nação georgiana dos dias atuais é pensada como um resultado da fusão de habitantes indígenas, autóctones com imigrantes que se mudaram para o Sul do Cáucaso na direção de Anatólia, ainda na Antiguidade.[101] [102]

A população da Geórgia é de 3 729 500 habitantes, de acordo com estimativas de 2015 do Escritório Nacional de Estatísticas da Geórgia.[3] [nota 1] Georgianos formam cerca de 84% da população atual do país, enquanto outros grupos étnicos incluem abecásios, ossetas, armênios, azeris, gregos pônticos, judeus e russos. Os judeus georgianos são uma das mais antigas comunidades judaicas no mundo.[103]

No início de 1990, após a dissolução da União Soviética, violentos conflitos separatistas eclodiram nas regiões autônomas da Abecásia e Ossétia do Sul. Muitos ossetas que viviam na Geórgia deixaram o país, imigrando principalmente para a Ossétia do Norte, na Rússia.[104] Por outro lado, mais de 150.000 georgianos deixaram a Abecásia após o rompimento das hostilidades em 1993.[105] Dos turcos meskh que foram forçosamente realocados em 1944, apenas uma pequena parte voltou a viver Geórgia a partir de 2008.[106]

O censo de 1989 registrou 341.000 étnicos russos - o que representava 6,3% da população[107] - 52.000 ucranianos e 100.000 gregos no país.[108] Desde 1990, 1,5 milhão de cidadãos da Geórgia deixaram o país.[108] Pelo menos 1 milhão de imigrantes georgianos vivem legalmente ou ilegalmente na Rússia.[109] A taxa de migração líquida da Geórgia é negativa (-4,54), excluindo cidadãos georgianos que vivem no exterior. No entanto, a Geórgia foi habitada por imigrantes de todo o mundo ao longo de sua independência. De acordo com estatísticas de 2006, a maior parte dos imigrantes que vivem no país são oriundos da Turquia e China.[108]

Religiões[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Religião na Geórgia
Da esquerda para a direita: Catedral de St. Peter & Paul (Catolicismo), Sinagoga de Tbilisi (Judaísmo), Mesquita de Tbilisi (Islamismo). Central: a Catedral Sioni de Tbilisi (Igreja Ortodoxa Oriental)

A grande maioria da população georgiana (83,9%) pratica o cristianismo ortodoxo, conforme dados do Escritório Nacional de Estatísticas da Geórgia.[110] A Igreja Ortodoxa da Geórgia é uma das mais antigas igrejas cristãs no mundo[111] [112] , e afirma sua fundação apostólica em Santo André.[113] Na primeira metade do século IV, o cristianismo foi adotado como religião do Estado da Iberia (atual Kartli, ou Geórgia oriental), seguindo o trabalho missionário de Santo Nino de Capadócia.[114] [115] a Igreja ganhou autocefalia durante o início da Idade Média, a qual foi abolida durante o domínio russo do país e restaurada em 1917, com total reconhecimento pelo Patriarcado Ecumênico de Constantinopla em 1990.[115]

O estatuto especial da Igreja Ortodoxa da Geórgia é oficialmente reconhecido na Constituição do país e na Concordata de 2002, embora as instituições religiosas estejam separadas do Estado. A Geórgia permite a liberdade religiosa para todos os seus cidadãos.[116]

As minorias religiosas incluem cristãos da Igreja Apostólica Armênia (3,9%), muçulmanos (9,9%), e os católicos romanos (0,8%).[117] O Islã é representado tanto pelos azeris xiitas muçulmanos (no sudeste) quanto pelos sunitas muçulmanos em Adjara e Laz. Os sunitas, por sua vez, estão divididos entre estes já citados (Adjara e Laz), bem como sunitas meskh turcos, ao longo da fronteira com a Turquia. Há também pequenas comunidades de muçulmanos gregos (de origem grega pôntico) e armênios muçulmanos, ambos os quais são descendentes de convertidos ao Islã da Anatólia Oriental, que se instalaram na Geórgia na sequência da campanha Europeia de Lala Mustafa Pasha - que levou à conquista Otomana do país em 1578. Judeus na Geórgia tem a história da sua comunidade voltada ao século VI a.C; seus números têm diminuído nas últimas décadas devido aos altos níveis de imigração para Israel.[118]

Apesar da longa história de harmonia religiosa na Geórgia[119] , tem havido casos de discriminação religiosa e violência contra as "religiões não-tradicionais", tais como as Testemunhas de Jeová, por seguidores do destituído sacerdote ortodoxo Basil Mkalavishvili.[120] Para além das organizações religiosas tradicionais, a Georgia mantém segmentos seculares e não religiosos da sociedade, bem como uma parte significativa de associações religiosas que não praticam ativamente sua fé.[116]

Idiomas[editar | editar código-fonte]

Grupos etno-linguísticos da região do Cáucaso.[121]

A língua oficial da Geórgia é o georgiano, usado nos assuntos do governo, comércio e educação e falado por cerca de 71% da população.[122] Outros idiomas são reconhecidos co-oficialmente em regiões autônomas, como o abecásio, que é a língua oficial da Região Autônoma da Abecásia, e a língua osseta, oficial na Ossétia do Sul.[123]

O georgiano é escrito em seu próprio alfabeto, possui 33 letras e não está relacionado com nenhuma outra língua principal na área das proximidades. Ele forma com alguns parentes próximos, o grupo linguístico das kartvelianas. O Georgiano foi reconhecido como língua oficial do país em 1918, e durante o período de ocupação soviética, serviu como um importante apoiador da identidade nacional da Geórgia. O governo soviético tentou, em 1978, alterar o status da língua oficial na Geórgia, declarando que o russo deveria ser adotado como idioma oficial ao lado do georgiano em toda a região do sul do Cáucaso, sob governo de Moscou.[124] Entretanto, devido a várias manifestações civis na Geórgia, os interesses soviéticos cessaram, e o georgiano permaneceu como idioma principal. Ainda assim, durante o período soviético, a língua russa desempenhou um papel significativo na região, particularmente na administração desta.[125]

As línguas mais difundidas fazem parte do grupo das kartvelianas, cujos principais são o georgiano, svan, mingreliana e laz.[126] Outras línguas minoritárias também são faladas, como o russo, armênio, azeri e outras línguas.[127]

Política[editar | editar código-fonte]

Símbolos nacionais[editar | editar código-fonte]

Bandeira[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Bandeira da Geórgia

A bandeira nacional da Geórgia ("a bandeira das cinco cruzes") foi restituída para uso oficial em 14 de janeiro de 2004, depois de um interregno de cerca de 500 anos. Previamente foi a bandeira do reino medieval georgiano.

Brasão de armas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Brasão de armas da Geórgia

O brasão de armas da Geórgia foi adotado em 1 de outubro de 2004. É parcialmente baseado no brasão medieval da casa real dos Bagrationi da Geórgia.

Há dois leões rampantes como suportes. Eles seguram um escudo com a imagem de São Jorge, o santo padroeiro da Geórgia, matando o dragão. O escudo possui a coroa real da Geórgia em sua parte superior.

Lema: Força na Unidade (Dzala Ertobashia, escrito em caracteres Mkhedruli do alfabeto georgiano, ძალა ერთობაშია).

Hino nacional[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Hino nacional da Geórgia

"Tavisupleba" (em georgiano თავისუფლება) é o hino nacional da Geórgia. O título significa "Liberdade".

O novo hino georgiano foi adoptado a 23 de abril de 2004, exactamente 5 meses após a demissão do presidente Eduard Shevardnadze (antigo ministro dos negócios exteriores da União Soviética).

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Subdivisões da Geórgia

Economia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Economia da Geórgia
Prédio de Ministério da Defesa das Forças Armadas da Geórgia.

As pesquisas arqueológicas demonstram que a Geórgia esteve envolvida no comércio com muitos povos e impérios, desde os tempos antigos, em grande parte devido a sua localização no mar Negro e, posteriormente, na histórica Rota da Seda. Ouro, prata, cobre e ferro foram minadas nas montanhas do Cáucaso. A produção de vinho é uma tradição muito antiga.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cultura da Geórgia

A cultura georgiana evoluiu ao longo de bastante tempo, chegando até os dias de hoje com uma vasta tradição literária baseada na língua georgiana e em seu singular alfabeto. Isso acabou por criar um fortíssimo sentimento de identidade nacional, que ajudou a preservar o orgulho e o patriotismo georgiano mesmo após sucessivas guerras e longos períodos de ocupação estrangeira forçada.

A literatura georgiana tradicional foi bem forte durante os primeiros anos do cristianismo, uma vez que existem obras pré-cristãs como Amiraniani, uma coleção de epopeias georgianas da antiguidade que data do segundo milénio a.C.. Durante a Idade Média, a escrita georgiana atingiu seu esplendor com o surgimento de Shota Rustaveli, um dos grandes escritores medievais e autor de O Cavaleiro na Pele de Pantera (georgiano:ვეფხისტყაოსანი, Vepjis Tqaosani), o poema épico nacional da Geórgia.

Já durante a época moderna, desde o século XVII em diante, a cultura georgiana foi influenciada amplamente pelas inovações culturais provenientes da Europa. A primeira mostra de pintura de georgianos foi fundada na década de 1620 na Itália e a primeira na Geórgia foi fundada em 1709 em Tbilisi.

No ano de 19 de novembro de 1896 foi inaugurado o primeiro cinema na Geórgia, na capital, Tbilisi. O primeiro documentário cinematográfico georgiano (O dia de Akaki Tsereteli em Racha-Lechkumi) foi rodado em 1912 por Vasil Amashukeli (1886-1977]), enquanto que o primeiro filme nacional (Kristine) foi filmado em 1916 por Alexandre Tsutsunava (1881-1955). A Academia Estatal de Arte de Tbilisi foi fundada em 1917.

A cultura georgiana sofreu em demasia durante a época soviética devido à política de russificação que foi combatida por muitos georgianos. Desde a independência da Geórgia em 1991, o ressurgimento da cultura tomou força apesar das dificuldades econômicas e políticas da era pós-soviética.

Em 2007, a Geórgia teve sua primeira participação no Festival Eurovision com um canção cuja letra visa a integração na Europa. "My story" foi interpretada pela famosa cantora Sopho Khalvashi e ficou em 12º lugar na final celebrada em Helsinkia.

Feriados[editar | editar código-fonte]

Data Nome em português Nome local Observações
1 de janeiro Ano novo ახალი წელი axali tseli
7 de janeiro Natal Ortodoxo ქრისტეშობა k'risteshoba
19 de janeiro Batismo de Jesus Cristo ნათლისღება natlisgh'eba
3 de março Dia das Mães დედის დღე dedis dgh'e
8 de março Dia Internacional da Mulher ქალთა საერთაშორისო დღე k'alt'a saert'ashoriso dgh'e
9 de abril Dia da Unidade Nacional ეროვნული ერთიანობის დღე erovnuli ert'ianobis dgh'e Relembram o trágico dia onde crianças georgianas foram mortas por soldados soviéticos na Avenida Rustaveli de Tbilisi
Móvel Sexta-feira Santa ortodoxa, Domingo de Ressurreição e Segunda-feira da Semana Santa სააღდგომო დღეები – წითელი პარასკევი, დიდი შაბათი, ბრწინვალე აღდგომა და ორშაბათი

saagh'dgomo gh'eebi - ts'it'eli paraskevi, didi shabat'i, brts'q'invale agh'dgoma da orshabat'i

Na Segunda-feira de Semana Santa a Iglesia Ortodoxa Georgiana faz um celebração pelos mortos.
9 de maio Dia da vitória sobre o Fascismo ფაშიზმზე გამარჯვების დღე - p'ashizmze gamardzhvebis dgh'e
23 de maio Dia de Santo André ანდრიობა - andrioba Celebração do dia do Apóstolo André, fundador da Igreja Ortodoxa Georgiana
26 de maio Dia da Independência დამოუკიდებლობის დღე - damoukideblobis dgh'e Em 26 de maio de 1918, o Conselho Nacional da Geórgia declarou a independência dos georgianos e a criação da República democrática de Georgia. Sua autonomia foi restaurada 117 anos antes (desde 1801)
28 de agosto Morte de Theotokos მარიამობა - mariamoba
14 de outubro Dia da Catedral de Svetitskhoveli (em Mtsjeta) სვეტიცხოვლობა - svetitsjovloba Celebração da primeira igreja cristã na Geórgia.
23 de novembro Dia de São Jorge გიორგობა - giorgoba São Jorge (em georgiano: წმინდა გიორგი, Tsminda Giorgi) é o santo patrono da Geórgia.

Notas

  1. As estimativas incluem as regiões da Abecásia e Ossétia do Sul, que encontram-se sob ocupação militar russa após uma declaração unilateral de independência, a qual não é reconhecida pela Geórgia. A população das duas regiões é estimada, pelo Departamento Nacional de Estatísticas da Geórgia, em 227.200 habitantes (178.000 na Abecásia e 49.200 na Ossétia do Sul).

Referências

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