Geórgia

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საქართველო
(Sakartvelo)

Geórgia
Bandeira da Geórgia
Brasão de armas da Geórgia
Bandeira Brasão de armas
Lema: ძალა ერთობაშია
"A Força está na União."
Hino nacional: "თავისუფლება"
"Liberdade"
Gentílico: Georgiano,
geórgico[1] [2]

Localização da Geórgia

Localização da Geórgia (em verde)
No continente europeu (em cinza)
Capital Tbilisi
41º43'N 44º47'E
Cidade mais populosa Tbilisi
Língua oficial Georgiano1
Governo República semipresidencialista
 - Presidente Giorgi Margvelashvili
 - Primeiro-ministro Giorgi Kvirikashvili
Formação  
 - Formação dos reinos georgianos da Cólquida
e da Ibéria
2000 a.C. 
 - Unificação do Reino da Geórgia 1008 
 - República Democrática da Geórgia 26 de maio de 1918 
 - Independência da União Soviética 9 de abril de 1991 
 - Reconhecida 25 de dezembro de 1991 
Área  
 - Total 69.700 km² (121.º)
 - Água (%) 4,56%
 Fronteira Rússia, Azerbaijão, Armênia, Turquia e Mar Negro
População  
 - Estimativa de 2015[3] 3 729 500 hab. (123.º)
 - Densidade 65,1 hab./km² (128.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2012
 - Total US$ 27,110 bilhões (116.º)
 - Per capita US$ US 6.000 (150.º)
IDH (2014) 0,754 (76.º) – elevado[4]
Moeda Lari (GEL)
Fuso horário (UTC+4)
Cód. ISO GEO
Cód. Internet .ge
Cód. telef. +995
Website governamental government.gov.ge

Mapa da Geórgia

1. O abecásio também é falado na República Autônoma da Abecásia.

A Geórgia (em georgiano: საქართველო, transl. Sakartvelo, pronunciado: [sɑkʰɑrtʰvɛlɔ] ( ouvir)) é um país situado no Cáucaso, na fronteira entre Europa e Ásia. Confina a norte e a leste com a Rússia, a leste e a sul com o Azerbaijão, a sul com a Arménia e a Turquia e a oeste com o mar Negro. Sua capital é Tbilisi, que também é sua maior cidade. Considerada uma nação transcontinental, a Geórgia possui um território de 69.700 km², e sua população é de quase 5 milhões. O país é uma república unitária, semipresidencial, com o governo eleito através de uma democracia representativa.

Durante a era clássica, reinos independentes se estabeleceram no que hoje é a Geórgia. Os reinos da Cólquida e Ibéria, cujas orientações religiosas vinham do Paganismo, adotaram o cristianismo no início do século IV. O Reino da Geórgia atingiu o auge de sua força política e econômica durante o reinado de Davi IV e Tamara I, nos séculos XI e século XII. No início do século XIX, a Geórgia foi anexada pelo Império Russo.[5] Depois de um breve período de independência, após a Revolução Russa de 1917, a Geórgia foi ocupada pela União Soviética em 1921, tornando-se a República Socialista Soviética Geórgia e parte da União Soviética. Após a independência, em 1991, a Geórgia pós-comunista sofria de distúrbios civis e de crise econômica na maior parte do século XX. Isso durou até a Revolução Rosa de 2003, depois que o novo governo introduziu reformas democráticas e económicas.[6]

Seu relevo se caracteriza por regiões muito montanhosas, abrigando a maior cordilheira do Cáucaso - que serve como limite de fronteira com a Rússia. Na parte norte, há vários pontos que ultrapassam os 4.000 metros de altitude, no que é conhecido como Grande Cáucaso. A Geórgia possui uma cultura bastante peculiar, sendo o único Estado no mundo a ter a língua georgiana como oficial, a principal entre as kartvelianas. Os georgianos, etnicamente, não se encaixam em nenhuma das etnias predominantes da Europa ou Ásia, e eram chamados na Antiguidade de cólquicos ou iberos.[7] [8] A maior parte da população é adepta do cristianismo ortodoxo.

A Geórgia é atualmente um membro da Organização das Nações Unidas (ONU), do Conselho da Europa, da Organização Mundial do Comércio (OMC), da Organização de Cooperação Econômica do Mar Negro, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), da GUAM - Organização para a Democracia e o Desenvolvimento Econômico e do Banco Asiático de Desenvolvimento. O país é um observador associado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).[9] [10] A Geórgia também aspira aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e à União Europeia. Em 2009, retirou-se da Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Possui duas regiões independentes de facto, a Abecásia e a Ossétia do Sul, que obtiveram reconhecimento internacional limitado após a Guerra Russo-Georgiana. A nação, e grande parte da comunidade internacional, considera as regiões como parte integrante de seu território soberano, sob ocupação militar russa.[11]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Os georgianos chamam-se a si mesmos de ქართველები (kartvelebi) e a sua língua de ქართული (kartuli). Estes termos derivam do nome de um lendário chefe pagão, Kartlos, de quem se diz ser o "pai" dos georgianos.

A denominação estrangeira Geórgia, utilizada por grande parte das línguas do mundo, vem do persa گرجی (Gurji), por intermédio do árabe Jurj. Este por sua vez sofreu influência do prefixo grego γεωργ- (geōrg-), o que levou a acreditar que o nome derivaria do seu santo padroeiro, São Jorge, ou do termo grego para cultivar, γεωργία (gueōrguía).

O nome nativo é Sakartvelo (საქართველო; "terra dos kartvelebi"), derivado da região georgiana núcleo central de Cártlia, gravado a partir do século IX, e no uso prolongado referindo-se a todo o reino medieval da Geórgia por volta do século XIII. A autodesignação usada por pessoas de etnia georgiana é kartvelebi (ქართველები) As crônicas medievais georgianas apresentam um ancestral homônimo dos Kartvelebi, Kartlos, um bisneto de Jafé. O nome Sakartvelo (საქართველო) consiste em duas partes. Sua raiz, kartvel-i (ქართველ-ი), especifica um habitante da região georgiana centro-leste do núcleo de Cártlia, ou Ibéria, como é conhecido em fontes do Império Romano do Oriente.

Os Gregos antigos (Estrabão, Heródoto, Plutarco, Homero, etc.) e os Romanos (Tito Lívio, Tácito, etc.) referem-se aos Georgianos antigos ocidentais como Cólquidas, e aos Georgianos orientais como Iberos (Iberoi em algumas fontes gregas).

Na Antiguidade, os habitantes da Geórgia eram também denominados iberos, em razão do Reino da Ibéria, que muito confundia os geógrafos antigos, que pensavam que este termo só se aplicava aos habitantes da península Ibérica.

Gorj, a denominação persa para os georgianos, é também a raiz para a palavra turca Gürcü, e a russa Грузин ("Gruzin"). O nome do país é Gorjestan em persa, Gürcistan em turco, Грузия (Gruzia) em russo e גרוזיה (Gruzia) em hebraico. Outra curiosidade relacionada com o nome do país vem da palavra lobo em persa(gorg), que era para eles objecto de culto, daí resultando Gorjestan, "a terra dos lobos". Já a denominações em armênio para georgiano e Geórgia, respectivamente Vir e Virq, vêm de Ibéria com a perda do "i" inicial e a substituição do "b" pelo "v".

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: História da Geórgia e Dinastia Bagrationi

Pré-história e Antiguidade[editar | editar código-fonte]

O território da atual Geórgia era habitado por Homo erectus desde o Paleolítico. As tribos proto-georgianas apareceram pela primeira vez na história escrita no século XII a.C.[12]

Achados arqueológicos e referências em fontes antigas revelam elementos de formações políticas e estaduais, caracterizados por uma avançada metalurgia e técnicas de ourivesaria que remontam ao século VII a.C.[12] Na verdade, a prática da metalurgia na Geórgia iniciou-se durante o sexto milênio a.C, como uma forma de associação com a cultura Shulaveri-Shomu.[13]

Uma pátera, que descreve Antínoo, desenterrada perto de Tbilisi e exposta hoje no Museu Nacional da Geórgia.

O período clássico viu o surgimento dos primeiros estados na Geórgia: Diauehi (século XXIII a.C.), Cólquida (século VII a.C.), Ispir (século VII a.C.) e Ibéria (século VI a.C.). No século IV a.C., um reino unificado da Geórgia - um exemplo precoce da avançada organização estatal sob um rei e uma hierarquia aristocrática - foi estabelecido.[14]

Na mitologia grega, Cólquida era o local do Velocino de Ouro procurado por Jasão e os Argonautas em Apolônio de Rodes, no conto épico 'Argonautica. A incorporação do Velocino de Ouro no mito pode ter derivado da prática local de utilização de lã para peneirar pó de ouro dos rios.[15] Conhecido por seus nativos como Egrisi ou Lázica, Cólquida também foi o campo de batalha da Guerra Lázica, travada entre o Império Bizantino e o Sassânida, da Pérsia.[16]

Depois que o Império Romano completou sua breve conquista da região do Cáucaso, sobre seu arqui-rival, o Império Parta,[17] os reinos da Geórgia foram, de forma intermitente, aliados dos romanos por quase 400 anos.[18] Desde o século I, o culto de Mitra, crenças pagãs e o zoroastrismo eram comumente praticados na Geórgia.[19] Em 337 d.C, o rei Miriam III declarou o cristianismo como religião oficial do Estado, dando um grande estímulo para o desenvolvimento da literatura, artes, e, finalmente, resultando numa significativa ação na formação da nação georgiana unificada.[20] [21] A aceitação do cristianismo por parte do rei Mirian III efetivamente mostrou a forte influência do reino vizinho sobre a Geórgia, perdurando por quase um milênio, determinando muito do seu presente e de sua identidade cultural.[22] A aceitação levou ao declínio do zoroastrismo, embora de forma lenta, que até o século V, parece ter se tornado algo como uma segunda religião estabelecida na Ibéria (Geórgia Oriental), e foi amplamente praticada lá.[23] [24] [25]

Idade Média e Idade Moderna[editar | editar código-fonte]

Rainha Tamara (1160-1213), que presidiu a Idade de Ouro na monarquia georgiana medieval e foi a primeira mulher a governar a Geórgia em seu próprio direito.

Os primeiros reinos desintegraram-se em várias regiões feudais por volta dos primeiros anos da Idade Média. Isso facilitou a conquista dos árabes da maior parte do território oriental georgiano no século VII. A partir deste período ao século X, a Geórgia estava envolta na influência e domínio do Império Cazar. As várias regiões independentes não se uniram em um único reino até o início do século XXI.

Embora os árabes capturaram a cidade capital de Tbilisi em 645, Cártlia-Ibéria manteve considerável independência sob governantes árabes locais.[15] O príncipe Asócio I - também conhecido como Asócio Curopalata - tornou-se o primeiro integrante da Dinastia Bagrationi a governar o reino. A dinastia manteve seu reinado por um período de quase 1.000 anos, durante o qual o Bagrationi, como a casa nobre era conhecida, governou boa parte do território que hoje é a república da Geórgia. Bagrate III uniu a Geórgia Ocidental e Oriental.[26]

O Reino da Geórgia atingiu o seu apogeu no início do século XII. Este período, durante os reinados de David IV (também chamado David Builder) e sua neta Tamara, tem sido amplamente denominado como a Idade de Ouro da Geórgia ou da Renascença georgiana.[27] Este início do renascimento georgiano, que precedeu o seu análogo da Europa Ocidental, foi caracterizado por vitórias militares impressionantes, expansão territorial e um renascimento cultural em arquitetura, literatura, filosofia e as ciências.[28] A Idade de Ouro georgiana deixou um legado de grandes catedrais, poesias românticas e literatura, e o poema épico "O Cavaleiro na Pele de Pantera".[29]

David IV iniciou a Idade de Ouro da Geórgia enfrentando a Grande Invasão Turca, promovida pelos turcos seljúcidas. Sob seu comando, o reino venceu a Batalha de Didgori, em 1121, garantindo a expansão da influência cultural e política da Geórgia em direção ao sul e o leste, da Arménia ao Mar Cáspio.[15]

O reinado de Tamara, a primeira governante feminina da Geórgia, é considerado o mais bem sucedido na história do país.[30] Ela foi proclamada como herdeira aparente e co-governante pelo seu pai, Jorge III, em 1178, mas enfrentou uma significativa oposição da aristocracia devido a sua ascensão e total controle do poder, após a morte de seu pai. Entretanto, Tamara conseguiu neutralizar a oposição e embarcou em uma série de viagens para promover uma política externa energética, ajudada pela queda dos poderes rivais dos Seljúcidas e Bizantinos. Apoiada por uma poderosa elite militar, Tamara foi capaz de dar continuidade à expansão do reino, consolidando um império que dominou o Cáucaso e se estendeu por grande parte do atual Azerbaijão, Armênia e Turquia oriental, bem como partes do norte do Irã,[31] até o seu colapso sob os ataques mongóis, ocorrido somente duas décadas após sua morte, em 1213.[32]

O renascimento do Reino da Geórgia foi adiado depois que Tbilisi foi capturada e destruída pelo Império Corásmio, liderados por Jalal ad-Din Mingburnu, em 1226.[33] Os mongóis foram expulsos por Jorge V, filho de Demétrio II, que foi nomeado "Brilhante" por seu papel na restauração da antiga força do país e da cultura cristã. Jorge V foi o último grande rei do estado da Geórgia unificada. Após sua morte, diferentes governantes locais lutaram pela sua independência do controle georgiano central, até a total desintegração do reino no século XV. A Geórgia foi ainda mais enfraquecida por várias invasões desastrosas de Tamerlão, entre 1386 e 1403. Outras invasões também se sucederam, principalmente por parte das federações tribais do Cordeiro Branco e Cordeiro Negro, que constantemente invadiam as províncias do sul georgiano. Como resultado, o Reino da Geórgia entrou em colapso por volta de 1466, fragmentando-se em três reinos independentes e cinco principados semi-independentes. Grandes impérios vizinhos, posteriormente, exploraram a divisão interna do país enfraquecido, e do início do século XVI até o início do XIX, os Safávidas, afixáridas e a dinastia Cajar, do Irã, juntamente com a Turquia otomana, subjugaram as regiões leste e oeste da Geórgia, respectivamente.

Os governantes das regiões que permaneciam parcialmente autônomas organizavam rebeliões em diversas ocasiões. No entanto, as invasões iranianas e otomanas subsequentes enfraqueceram ainda mais reinos e regiões locais. Como resultado de guerras incessantes e deportações, a população da Geórgia diminuiu para 250.000 habitantes, no final do século XVIII.[34] A Geórgia Oriental, composta pelas regiões de Cachétia e Cártlia, tinha estado sob a suserania iraniana desde 1555 na sequência da Paz de Amásia, assinada com a vizinha, Turquia otomana.

Desde pelo menos meados do século XV, os governantes de ambos os reinos da Geórgia Ocidental e Oriental procuravam repetidamente ajuda das potências da Europa Ocidental sem sucesso.[35] [36] [37] Um episódio notável deste tipo de esforço foi liderado no início do século XVIII por um diplomata georgiano chamado Sulkhan-Saba Orbeliani, que foi enviado por seu ex-aluno, o rei Vactangue VI de Cártlia, à França e aos Estados Papais, a fim de negociar assistência à Geórgia. Orbeliani foi bem recebido pelo rei francês Luís XIV e pelo Papa Clemente XI, mas nenhuma assistência tangível poderia ser assegurada.ref>Kalistrat Salia. History of the Georgian Nation. 1983, p. 315</ref> A falta de ajuda ocidental não só deixou a Georgia impressionada, mas selou o destino pessoais de Orbeliani e o rei Vactangue: empurrados pelo invasor exército otomano, ambos foram forçados a aceitar a oferta de proteção de Pedro, o Grande e escaparam para o Império Russo, de onde nunca mais voltaram.[38] A história da missão diplomática de Orbeliani à França tornar-se-ia um símbolo de como o Ocidente ignorou os apelos da Geórgia por sua proteção.[39]

Com a morte de Nader Xá, em 1747, dois grandes reinos da Geórgia Oriental conseguiram se libertar do controle iraniano e foram reunificados com o nome de Cártlia-Cachétia, sob o reinado de Heráclio II, em 1762. Ele estabilizou a Geórgia Oriental e foi capaz de garantir a sua autonomia durante todo o período de ascensão do Estado iraniano de Zand.[40]

Domínio do Império Russo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Geórgia dentro do Império Russo

Em 1783, a Rússia e o Reino de Cártlia-Cachétia, no leste da Geórgia, assinaram o Tratado de Georgievsk, que reconhecia o vínculo da Ortodoxia Oriental entre o povo russo e georgiano e prometia proteção especial à Geórgia oriental contra as novas tentativas iranianas de recuperar a Geórgia, ou ainda, de tentativas de invasões por outros agressores.[41]

Devido a alterações desencadeadas pela indesejada anexação russa, Jorge XII (à esquerda) se tornou o último monarca georgiano, enquanto Antônio II (à direita) o último patriarca georgiano do século XIX.

No entanto, apesar deste compromisso em defender a Geórgia, a Rússia não lhe ofereceu nenhum auxílio quando os iranianos invadiram o território em 1795, capturando e saqueando Tbilisi enquanto massacrava seus habitantes, como uma tentativa do novo herdeiro do trono iraniano em reafirmar a hegemonia do Irã sobre a Geórgia.[42] Apesar de uma campanha punitiva lançada posteriormente contra o Irã, em 1796, esse período culminou com a violação russa do Tratado de Georgievsk e a anexação do leste da Geórgia, seguida pela autocefalia da Igreja Ortodoxa Georgiana. Pyotr Bagration, um dos descendentes da casa de Bagrationi, viria a se juntar ao exército russo e subir para ser um general pelas guerras napoleônicas.

Em 22 de dezembro de 1800, o czar Paulo I, no alegado pedido do rei Jorge XII, assinou a proclamação sobre a incorporação da Geórgia (Cártlia-Cachétia) dentro do Império Russo, que foi finalizado por um decreto em 8 de janeiro de 1801,[43] [44] e confirmado pelo czar Alexandre I em 12 de setembro do mesmo ano.[45] [46] O enviado georgiano à São Petersburgo reagiu com uma nota de protesto, que foi apresentada ao vice-chanceler russo, o príncipe Kurakin.[47] Em maio de 1801, sob a supervisão do general Carl Heinrich von Knorring, a Rússia Imperial transferiu o poder no leste da Geórgia ao governo liderado pelo general Ivan Petrovich Lazarev.[48] A nobreza georgiana não aceitou o decreto até que, em 12 de abril de 1802, o general Knorring obrigou boa parte da nobreza a subir à Catedral Sioni de Tbilisi e os forçou a fazer um juramento sobre a coroa imperial da Rússia. Aqueles que discordaram foram presos temporariamente.[49]

No verão de 1805, as tropas russas no rio Askerani, perto de Zagam, derrotaram o exército iraniano durante a Guerra Russo-Persa, salvando Tbilisi de uma reconquista e tornando-a oficialmente parte dos territórios imperiais. A suserania russa sobre o leste da Geórgia foi oficialmente finalizada com o Irã em 1813, na sequência do Tratado de Gulistan.[50] Após a anexação da Geórgia Oriental, a Geórgia Ocidental, com o reino de Imerícia, foi anexada pelo czar Alexandre I. O último rei imeretiano, Salomão II, morreu no exílio em 1815. A partir de 1803-1878, como resultado de inúmeras guerras russas - dessa vez contra a Turquia otomana - vários dos territórios anteriormente perdidos da Geórgia - como Adjara - foram recuperados, e também incorporados ao império. O principado de Guria foi abolido e incorporada ao Império em 1828, e o de Mingrelia em 1857. A região de Svaneti foi gradualmente anexada entre 1857 e 1859.

Declaração de independência[editar | editar código-fonte]

Declaração de independência pelo parlamento georgiano de 1918.

Após a Revolução Russa de 1917, a Geórgia declarou sua independência em 26 de maio de 1918, no meio da Guerra Civil Russa. O Partido Social-Democrata, de caráter menchevique, venceu as eleições parlamentares. Seu líder, Noi Jordania, tornou-se primeiro-ministro.[51] Apesar da aquisição Soviética, Noi Jordania foi reconhecido como o legítimo chefe do governo da Geórgia pela França, Reino Unido, Bélgica e Polônia durante os anos 1930.[52]

Ainda em 1918, eclodiu a Guerra Georgiano-Armênia, em partes das províncias georgianas povoadas principalmente por armênios. A guerra findou por causa da intervenção britânica. Entre 1918 e 1919, o general georgiano Giorgi Mazniashvili liderou um ataque contra o Exército Branco liderado por Moiseev e Denikin, a fim de reivindicar a costa do Mar Negro de Tuapse para Sochi e Adler, com a intenção de anexar a região aos limites da independência da Geórgia.[53] A independência do país não durou muito tempo, e a Geórgia passou a vigorar sob proteção britânica até 1920.[53]

Incorporação à União Soviética[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 1921, a Geórgia foi atacada pelo Exército Vermelho. O exército georgiano foi derrotado e o governo social-democrata fugiu do país. Em 25 de fevereiro de 1921, o Exército Vermelho entrou em Tbilisi e instalou um governo comunista leal a Moscou, liderado pelo georgiano bolchevique Filipp Makharadze.[54] [55]

O Exército Vermelho ocupa Tbilisi, em 25 de fevereiro de 1921.

No entanto, restava uma oposição significativa para os bolcheviques, e isso culminou na Revolta de Agosto de 1924. O regime soviético foi firmemente estabelecido somente após esta revolta ser reprimida.[56] Assim, a Geórgia foi incorporada na RSFS Transcaucasiana, que uniu Geórgia, Arménia e Azerbaijão. Mais tarde, em 1936, o RSFS foi desagregado em seus elementos componentes e a Geórgia tornou-se a República Socialista Soviética da Geórgia.[57]

Josef Stalin, um georgiano étnico nascido Ioseb Besarionis Dze Jugashvili (em georgiano: იოსებ ბესარიონის ძე ჯუღაშვილი) em Gori, foi destaque entre os bolcheviques. Stalin estava a subir para a posição mais alta, levando a União Soviética a partir de 3 de abril de 1922 até sua morte, em 5 de março de 1953.[58] De 1941 a 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, quase 700.000 georgianos lutaram no Exército Vermelho contra a Alemanha nazista. Havia também alguns que lutaram no lado alemão. Cerca de 350 mil georgianos morreram nos campos de batalha da Frente Oriental.[58]

Em 9 de abril de 1989, uma manifestação pacífica em Tbilisi terminou com várias pessoas sendo mortas por tropas soviéticas. Antes das eleições de Outubro de 1990 para a Assembleia Nacional, o Umaghlesi Sabcho (Conselho Supremo) - as primeiras eleições na URSS realizadas em uma base formal multipartidária - o cenário político foi remodelado novamente. Enquanto os grupos mais radicais boicotaram as eleições e convocaram um fórum alternativo (o Congresso Nacional) com suposto apoio de Moscou, [carece de fontes?] Outra parte da oposição anticomunista uniu-se em torno dos antigos dissidentes, como Merab Kostava e Zviad Gamsakhurdia. Este último ganhou as eleições por uma margem clara, com 155 dos 250 assentos parlamentares, enquanto o Partido Comunista (PC) recebeu apenas 64 assentos. Todas as outras partes não conseguiram superar o limiar de 5 por cento e foram assim distribuídas unicamente alguns lugares do círculo eleitoral uninominais.

Restauração da independência[editar | editar código-fonte]

Em 9 de abril de 1991, pouco antes do colapso da União Soviética, a Geórgia declarou sua independência. Em 26 de maio de 1991, Zviad Gamsakhurdia foi eleito o primeiro presidente da Geórgia independente, com propostas de cunho nacionalista e prometendo fazer valer a autoridade de Tbilisi sobre regiões como a Abecásia e Ossétia do Sul, que tinham sido classificadas como oblasts autônomos sob a União Soviética.

Ele logo foi deposto em um sangrento golpe de Estado, a partir de 22 de dezembro de 1991 a 6 de janeiro de 1992. O golpe foi instigado por parte dos guardas nacionais e uma organização paramilitar chamada "Mkhedrioni" ("cavaleiros"). O país tornou-se envolvido em uma amarga guerra civil, que durou até cerca de 1995. Eduard Shevardnadze, Ministro dos Negócios Estrangeiros Soviéticos entre 1985-1991, voltou à Geórgia em 1992 e juntou-se aos líderes do golpe - Tengiz Kitovani e Jaba Ioseliani - um triunvirato que ficou conhecido como "O Conselho de Estado".

Disputas dentro de duas regiões da Geórgia, Abecásia e Ossétia do Sul, entre os separatistas locais e as populações de maioria georgiana, acabaram em violência e guerras inter-étnicas generalizadas. Apoiada pela Rússia, a Abecásia e a Ossétia do Sul alcançaram de facto a independência, com a Geórgia mantendo o controle apenas em pequenas áreas dos territórios disputados. Em 1995, Shevardnadze foi oficialmente eleito como presidente da Geórgia.

Cerca de 230.000 a 250.000 georgianos foram massacrados ou expulsos da Abecásia por separatistas e voluntários do Norte do Cáucaso (incluindo chechenos), entre 1992 e 1993. Cerca de 23 mil georgianos fugiram da Ossétia do Sul, bem como muitas famílias da Ossétia foram forçadas a abandonar suas casas na região de Borjomi e seguirem rumo à Rússia.[59] [60]

A Revolução Rosa, em 2003.

Shevardnadze foi reeleito em 2000. Entretanto, em 2003, foi deposto pela Revolução Rosa, depois da oposição georgiana e monitores internacionais afirmarem que houve fraude nas eleições legislativas de 2 de novembro.[61] A revolução foi liderada por Mikheil Saakashvili, Zurab Zhvania e Nino Burjanadze, ex-membros e líderes do partido no poder de Shevardnadze. Mikhail Saakashvili foi eleito presidente da Geórgia em 2004.

Após a Revolução Rosa, uma série de reformas foram lançadas para reforçar as capacidades militares e econômicas do país. Os esforços do novo governo para reafirmar a autoridade da Geórgia na República Autônoma de Adjara, no sudoeste do país, levou a uma grande crise no início de 2004. O sucesso na iniciativa do governo, em Adjara, encorajou Saakashvili a intensificar seus esforços na região separatista da Ossétia do Sul, mas sem sucesso.

Esses eventos, juntamente com acusações de envolvimento georgiano na segunda guerra chechena[62] , resultaram em uma grave deterioração de relações com a Rússia, alimentada também pela assistência aberta da Rússia e apoio para as duas áreas separatistas, Abecásia e Ossétia do Sul. Apesar destas relações cada vez mais difíceis, em maio de 2005 a Geórgia e a Rússia chegaram a um acordo bilateral, através do qual bases militares russas (que datavam da era soviética) em Batumi e Akhalkalaki foram retiradas.[63] A Rússia retirou todo o pessoal e equipamentos destes locais, finalizando o processo em dezembro de 2007.[64] No entanto, a base militar russa em Gudauta, na Abecásia, não foi retirada, ocorrendo a desocupação apenas após a adoção e homologação do Tratado Adaptado das Forças Armadas Convencionais na Europa, durante a Cimeira de Istambul de 1999.[65]

Guerra Russo-Georgiana[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Guerra Russo-Georgiana

As tensões entre a Geórgia e a Rússia se intensificaram em abril de 2008.[66] [67] [68] Os separatistas da Ossétia do Sul cometeram o primeiro ato de violência, ao explodirem um veículo militar georgiano em 1 de agosto de 2008. A explosão feriu cinco soldados de paz da Geórgia. Em resposta, snipers georgianos agrediram os milicianos da Ossétia do Sul durante a noite.[69] [70] Os separatistas ossetas passaram a bombardear aldeias georgianas em meados de agosto, com uma resposta esporádica das forças de paz da Geórgia e outras tropas na região.[66] [70] [71] Incidentes graves ocorreram na semana seguinte após os ataques da Ossétia contra aldeias georgianas e posições na Ossétia do Sul.[72] [73]

Em 7 de agosto de 2008, o então presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili anunciou um cessar-fogo unilateral por parte da Geórgia.[74] No entanto, os separatistas da Ossétia intensificaram seus ataques contra aldeias georgianas situadas na zona de conflito da Ossétia do Sul. Tropas georgianas abriram fogo e avançaram em direção à capital da auto-proclamada República da Ossétia do Sul, Tskhinvali, durante o período noturno de 8 de agosto.[75] [76] Com a notável situação e o aumento da instabilidade entre Geórgia e Ossétia do Sul, a Rússia invadiu a região osseta, ocupando-a com tropas militares.[77] De acordo com a inteligência da Geórgia e vários relatos da mídia russa, o Exército russo já havia se mudado para o território da Ossétia do Sul através do túnel de Roki, antes da operação militar georgiana.[78] [79]

O centro de Tskhinvali foi ocupado por 1.500 homens das forças terrestres da Geórgia na manhã do dia 8 de agosto de 2008.[80] Em entrevista ao Kommersant, jornal russo, um diplomata georgiano afirmou que "assumir o controle de Tskhinvali era uma demonstração de que a Geórgia não toleraria a matança de seus cidadãos".[81] A Rússia passou a acusar a Geórgia de "agressão contra a Ossétia do Sul", iniciando uma invasão em larga escala da Geórgia sob a alegação de operação de paz.[72] Militares russos recuperaram o controle de Tskhinvali em cinco dias, expulsando as tropas da Geórgia e lançando ataques aéreos contra a infraestrutura militar do país.[82] As forças da Abecásia abriram uma segunda frente de ataque, no que ficou conhecido como Batalha do vale Kodori[83] , enquanto a Rússia ocupava as cidades georgianas de Zugdidi, Senaki, Poti e Gori (a última após a negociação do cessar-fogo). A costa da Geórgia também foi bloqueada pela Frota do Mar Negro.[84] [85] [86] [72] Durante e depois da guerra, as forças da Ossétia do Sul e da milícia irregular realizaram uma campanha de limpeza étnica contra os georgianos na Ossétia do Sul, com aldeias georgianas em torno de Tskhinvali sendo destruídas.[87] [88] A guerra deslocou cerca de 192 000 pessoas.[89] [90] [91] [92]

Um acordo de cessar-fogo entre a Geórgia, Rússia, Ossétia do Sul e Abecásia foi negociado em 12 de agosto de 2008, tendo a França como mediadora.[93] [94] Em 17 de agosto, os russos retiraram suas tropas da Geórgia e, em 8 de outubro, deixaram as zonas-tampão adjacentes à Abecásia e Ossétia do Sul, com o controle sobre estas transferido para a Missão de Observação da União Europeia na Geórgia.[95] [96]

A Rússia reconheceu a Abecásia e a Ossétia do Sul como repúblicas independentes em 26 de agosto de 2008.[97] Em resposta à ação da Rússia, o governo georgiano rompeu as relações diplomáticas com o país.[98] Desde a guerra, a Geórgia mantém sua posição de que a Abecásia e a Ossétia do Sul são territórios georgianos ocupados pela Rússia.[99] [100] [101] [102]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Geografia da Geórgia
Vista de geleiras na Geórgia Oriental.

A Geórgia está situada no Sul do Cáucaso,[103] [104] entre as latitudes 41° e 44° N e longitudes 40° e 47° E, ocupando uma área de 69.700 km². É um país muito montanhoso, sendo que a faixa Likhi divide o país em duas metades orientais e ocidentais.[105] Historicamente, a porção ocidental da Geórgia era conhecida como Cólquida, enquanto o planalto oriental foi chamado Ibéria. Por causa de uma configuração geográfica complexa, montanhas também isolam a região norte do Svanécia do restante da nação.

A maior cordilheira do Cáucaso forma a fronteira norte da Geórgia[105] As principais estradas que atravessam a cordilheira adentram no território russo através do túnel Roki, entre a Cártlia Interior, a Ossétia do Norte e o Darial Gorge (na região georgiana da Khevi). O túnel Roki é a única rota direta através das montanhas do Cáucaso. A parte sul do país é delimitada pelas montanhas do Cáucaso Menor.[105] O Grande Cáucaso é muito maior na elevação do que as montanhas do Cáucaso Menores, com os picos mais altos subindo mais de 5.000 metros acima do nível do mar.[105]

O ponto mais alto da Geórgia é a montanha Chkhara, na fronteira com a Rússia, com 5.201 metros de altitude, sendo também o terceiro maior ponto culminante da Europa. O segundo ponto mais alto é o Monte Janga (Dzhangi-Tau), com 5.059 metros acima do nível do mar. Outros picos proeminentes incluem o Monte Kazbek (5.047 metros)[106] , Shota Rustaveli (4.860 metros), Tetnuldi (4.858 metros) e Monte Ushba e Ailama, com 4.700 metros e 4.547 metros, respectivamente.[105] Fora dos picos acima mencionados, apenas Kazbek é de origem vulcânica. A região entre Kazbek e Shkhara (uma distância de cerca de 200 quilômetros ao longo do Cáucaso principal Range) é dominado por numerosas regiões glaciares. Das 2.100 geleiras que existem no Cáucaso, hoje, cerca de 30% estão localizados no interior da Geórgia.

O termo "montanhas menores do Cáucaso" é frequentemente usado para descrever as áreas montanhosas da Geórgia, que estão ligadas à Cordilheira do Cáucaso pelo Likhi.[105] A área pode ser dividida em duas sub-regiões distintas; montanhas do Cáucaso Lesser, que correm paralelas à Gama, e a região vulcânica do sudeste, que fica imediatamente ao sul das montanhas do Cáucaso menores.[105]

A região global pode ser caracterizada como sendo composta por várias montanhas (em grande parte de origem vulcânica) e planaltos que não excedem os 3.400 metros de altitude. Entre as características proeminentes da área incluem o planalto de origem vulcânica Javakheti, lagos, rios e fontes termais. Dois grandes rios na Geórgia são o Rioni e o Kura (também chamado de Mtkvari). A Georgia também possui áreas geológicas jovens e instáveis, ​​com alta atividade sísmica, e experimentou alguns terremotos significativos ao longo de sua história.[105]

Relevo[editar | editar código-fonte]

Vista de satélite da Geórgia.

A paisagem dentro do país é bastante variada. Na parte ocidental, predominam áreas de planícies, na qual se incluem pântanos e florestas. A parte oriental do país contém um pequeno segmento de planícies semi-áridas. As florestas cobrem cerca de 40% do território da Geórgia, enquanto zonas temperadas são responsáveis por cerca de 10% da área geográfica.

Grande parte do habitat natural nas áreas de baixa altitude do oeste da Geórgia desapareceu durante os últimos 100 anos, devido principalmente ao desenvolvimento agrícola das terras e urbanização. A grande maioria das florestas que cobriam a planície Cólquida estão agora praticamente inexistentes, com exceção das regiões que estão incluídas nos parques nacionais e reservas. Atualmente, a cobertura florestal permanece fora das áreas baixas e está localizada principalmente ao longo dos montes e montanhas. Florestas do oeste da Geórgia consistem principalmente de árvores de folha caduca abaixo de 600 metros acima do nível do mar.[107]

Algumas áreas da Faixa Meskheti, em Adjara, bem como vários locais em Samegrelo e da Abecásia são cobertas por florestas temperadas, com árvores entre 600 e 1.000 metros acima do nível do mar. Geleiras e zonas glaciares encontram-se acima de 3.000 metros.[108]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima da Geórgia é diversificado, mesmo considerando que o país possui um tamanho pouco significativo. Existem duas zonas climáticas principais, como o existente nas zonas leste e oeste do país. As montanhas do Cáucaso tem grande importância, moderando o clima georgiano e protegendo o país da penetração de correntes de ar gélidas provenientes do extremo setentrional. Os pequenos montes do Cáucaso protegem parcialmente assim mesmo a região da influência de massas de ar quentes e secas do sul.

Grande parte do setor oeste da Geórgia se apresenta como uma zona úmida subtropical com precipitação que variam entre 1.000 e 4.000 milímetros. As precipitações tendem a estar uniformemente distribuídas ao longo do ano, apesar de que a chuva pode ser particularmente forte durante os meses de outono. O clima da região varia significativamente com a altitude e por isso a maioria das terras baixas kartvelianas do leste da Geórgia são relativamente quentes através do ano. A pré-cordilheira e as áreas montanhosas têm verões úmidos e frescos e invernos com nevadas: a neve acumulada com freqüência supera os dois metros em muitas regiões. Adjara é a região mais úmida das regiões do Cáucaso.

O leste da Geórgia tem um clima de transição entre o úmido subtropical e o continental. Ambos são influenciados pelas massas de ar seco provenientes da Ásia Central e do Cáspio pelo leste e das massas de ar úmidas do Mar Negro pelo oeste. A penetração de massas de ar úmida pelo Mar Negro é freqüentemente impedida pelas montanhas (Likhi e Meskheti), que dividem o país em metades ocidentais e orientais. A precipitação anual é consideravelmente menor em comparação com a do oeste da Geórgia, e nesse sentido o leste do país apresenta verões quentes e invernos relativamente frios. Assim como nas zonas ocidentais da nação, a altitude possui papel importante na zona oriental, e as condições climáticas acima dos 1.500 msnm são consideravelmente mais frescas, e também mais frias, que as presentes nas terras mais baixas. As regiões que estão localizadas acima dos 2.000 msnm freqüentemente sofrem geadas inclusive durante os meses de verão.

Flora e fauna[editar | editar código-fonte]

Devido à sua alta diversidade de paisagem e de baixa latitude, a Geórgia é o lar de cerca de 1.000 espécies de vertebrados, (330 pássaros, 160 peixes, 48 répteis e 11 anfíbios). Uma série de grandes carnívoros vivem nas florestas, nomeadamente ursos, lobos, linces e leopardos. O faisão-comum (também conhecido como o faisão colchian) é uma ave endémica da Geórgia que tem sido amplamente introduzida em todo o resto do mundo como um importante pássaro de jogo. O número de espécies de invertebrados é considerado muito elevado, mas os dados são distribuídos através de um elevado número de publicações. A lista de verificação de aranhas na Geórgia, por exemplo, inclui 501 espécies.[109]

O país tem cerca de 4.100 espécies de plantas. Destas, cerca de 1.000 espécies são endêmicas e 1.000 estão localizadas no Cáucaso. De acordo com uma pesquisa do World Wide Fund for Nature (WWF) - Fundo Mundial para a Natureza, traduzido literalmente - existem cerca de 400 espécies arbóreas e arbustivas na Geórgia, das quais 61 são endêmicas. Outras cerca de 60 espécies estão ameaçadas em nível global e foram incluídas na Rote Liste (lista vermelha).[110] 25% do território da Geórgia é designado como parques nacionais protegidos, e 40% do território nacional está coberto por florestas.[111]

Pouco mais de 6.500 espécies de fungos, incluindo espécies de formação de líquen, foram registrados na Geórgia,[112] [113] , No entanto, o verdadeiro número total de espécies de fungos existentes na Geórgia, incluindo espécies ainda não registradas, é provável que seja muito maior, dada a estimativa geralmente aceita de que apenas cerca de 7% de todos os fungos em todo o mundo até agora têm sido descobertos.[114] Embora a quantidade de informação disponível ainda é muito pequena, um primeiro esforço foi feito para estimar o número de espécies de fungos endêmicos na Geórgia e 2595 espécies foram identificadas como possíveis endemias do país.[115] 1.729 espécies de plantas foram registradas a partir da associação com fungos.[113]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Demografia da Geórgia
Cultivadores de chá de Chakva.

Como a maioria dos povos nativos do Cáucaso, os georgianos não se encaixam em nenhuma das principais categorias étnicas da Europa ou da Ásia. O idioma georgiano, a mais difundida das línguas kartvelianas, não é nem indo-europeia, turcomana ou semítica. A nação georgiana dos dias atuais é pensada como um resultado da fusão de habitantes indígenas, autóctones com imigrantes que se mudaram para o Sul do Cáucaso na direção de Anatólia, ainda na Antiguidade.[116] [117]

A população da Geórgia é de 3 729 500 habitantes, de acordo com estimativas de 2015 do Escritório Nacional de Estatísticas da Geórgia.[3] [nota 1] Georgianos formam cerca de 84% da população atual do país, enquanto outros grupos étnicos incluem abecásios, ossetas, armênios, azeris, gregos pônticos, judeus e russos. Os judeus georgianos são uma das mais antigas comunidades judaicas no mundo.[118]

No início de 1990, após a dissolução da União Soviética, violentos conflitos separatistas eclodiram nas regiões autônomas da Abecásia e Ossétia do Sul. Muitos ossetas que viviam na Geórgia deixaram o país, imigrando principalmente para a Ossétia do Norte, na Rússia.[119] Por outro lado, mais de 150.000 georgianos deixaram a Abecásia após o rompimento das hostilidades em 1993.[120] Dos turcos meskh que foram forçosamente realocados em 1944, apenas uma pequena parte voltou a viver Geórgia a partir de 2008.[121]

O censo de 1989 registrou 341.000 étnicos russos - o que representava 6,3% da população[122] - 52.000 ucranianos e 100.000 gregos no país.[123] Desde 1990, 1,5 milhão de cidadãos da Geórgia deixaram o país.[123] Pelo menos 1 milhão de imigrantes georgianos vivem legalmente ou ilegalmente na Rússia.[124] A taxa de migração líquida da Geórgia é negativa (-4,54), excluindo cidadãos georgianos que vivem no exterior. No entanto, a Geórgia foi habitada por imigrantes de todo o mundo ao longo de sua independência. De acordo com estatísticas de 2006, a maior parte dos imigrantes que vivem no país são oriundos da Turquia e China.[123]

Religiões[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Religião na Geórgia
Da esquerda para a direita: Catedral de St. Peter & Paul (Catolicismo), Sinagoga de Tbilisi (Judaísmo), Mesquita de Tbilisi (Islamismo). Central: a Catedral Sioni de Tbilisi (Igreja Ortodoxa Oriental)

A grande maioria da população georgiana (83,9%) pratica o cristianismo ortodoxo, conforme dados do Escritório Nacional de Estatísticas da Geórgia.[125] A Igreja Ortodoxa da Geórgia é uma das mais antigas igrejas cristãs no mundo[126] [127] , e afirma sua fundação apostólica em Santo André.[128] Na primeira metade do século IV, o cristianismo foi adotado como religião do Estado da Ibéria (atual Cártlia, ou Geórgia oriental), seguindo o trabalho missionário de Santo Nino de Capadócia.[129] [130] a Igreja ganhou autocefalia durante o início da Idade Média, a qual foi abolida durante o domínio russo do país e restaurada em 1917, com total reconhecimento pelo Patriarcado Ecumênico de Constantinopla em 1990.[130]

O estatuto especial da Igreja Ortodoxa da Geórgia é oficialmente reconhecido na Constituição do país e na Concordata de 2002, embora as instituições religiosas estejam separadas do Estado. A Geórgia permite a liberdade religiosa para todos os seus cidadãos.[131]

As minorias religiosas incluem cristãos da Igreja Apostólica Armênia (3,9%), muçulmanos (9,9%), e os católicos romanos (0,8%).[132] O Islã é representado tanto pelos azeris xiitas muçulmanos (no sudeste) quanto pelos sunitas muçulmanos em Adjara e Laz. Os sunitas, por sua vez, estão divididos entre estes já citados (Adjara e Laz), bem como sunitas meskh turcos, ao longo da fronteira com a Turquia. Há também pequenas comunidades de muçulmanos gregos (de origem grega pôntico) e armênios muçulmanos, ambos os quais são descendentes de convertidos ao Islã da Anatólia Oriental, que se instalaram na Geórgia na sequência da campanha Europeia de Lala Mustafa Pasha - que levou à conquista Otomana do país em 1578. Judeus na Geórgia tem a história da sua comunidade voltada ao século VI a.C.; seus números têm diminuído nas últimas décadas devido aos altos níveis de imigração para Israel.[133]

Apesar da longa história de harmonia religiosa na Geórgia[134] , tem havido casos de discriminação religiosa e violência contra as "religiões não-tradicionais", tais como as Testemunhas de Jeová, por seguidores do destituído sacerdote ortodoxo Basil Mkalavishvili.[135] Para além das organizações religiosas tradicionais, a Georgia mantém segmentos seculares e não religiosos da sociedade, bem como uma parte significativa de associações religiosas que não praticam ativamente sua fé.[131]

Idiomas[editar | editar código-fonte]

Grupos etno-linguísticos da região do Cáucaso.[136]

A língua oficial da Geórgia é o georgiano, usado nos assuntos do governo, comércio e educação e falado por cerca de 71% da população.[137] Outros idiomas são reconhecidos co-oficialmente em regiões autônomas, como o abecásio, que é a língua oficial da Região Autônoma da Abecásia, e a língua osseta, oficial na Ossétia do Sul.[138]

O georgiano é escrito em seu próprio alfabeto, possui 33 letras e não está relacionado com nenhuma outra língua principal na área das proximidades. Ele forma com alguns parentes próximos, o grupo linguístico das kartvelianas. O Georgiano foi reconhecido como língua oficial do país em 1918, e durante o período de ocupação soviética, serviu como um importante apoiador da identidade nacional da Geórgia. O governo soviético tentou, em 1978, alterar o status da língua oficial na Geórgia, declarando que o russo deveria ser adotado como idioma oficial ao lado do georgiano em toda a região do sul do Cáucaso, sob governo de Moscou.[139] Entretanto, devido a várias manifestações civis na Geórgia, os interesses soviéticos cessaram, e o georgiano permaneceu como idioma principal. Ainda assim, durante o período soviético, a língua russa desempenhou um papel significativo na região, particularmente na administração desta.[140]

As línguas mais difundidas fazem parte do grupo das kartvelianas, cujos principais são o georgiano, svan, mingreliana e laz.[141] Outras línguas minoritárias também são faladas, como o russo, armênio, azeri e outras línguas.[142]

Governo e Política[editar | editar código-fonte]

A Geórgia é uma república semipresidencial representativa democrática, com o presidente como o chefe de Estado e o primeiro-ministro como chefe de governo. O ramo executivo do poder é composto pelo Presidente e pelo Gabinete da Geórgia. O Gabinete é composto por ministros, liderados pelo primeiro-ministro, e nomeados pelo Presidente. Notavelmente, os ministros da Defesa e do Interior não são membros do Gabinete e são subordinados diretamente ao presidente da Geórgia. Giorgi Margvelashvili é o atual presidente do país, estando na função desde 2013. Irakli Garibashvili tem sido o primeiro-ministro da Geórgia.

O Poder Legislativo é exercido pelo Parlamento da Geórgia. O Parlamento é unicameral e tem 150 membros, conhecidos como deputados, dos quais 75 são eleitos por maioria simples para representar distritos uninominais, e 75 são escolhidos para representar as partes por representação proporcional. Os membros do parlamento são eleitos para mandatos de quatro anos. Cinco partidos e blocos eleitorais tinham representantes eleitos para o parlamento nas eleições de 2008: o Movimento Nacional Unido, a Oposição Conjunta, os democratas-cristãos, o Partido Trabalhista e o Partido Republicano da Geórgia. Em 26 de maio de 2012, foi inaugurado um novo edifício do Parlamento na cidade ocidental de Kutaisi, em um esforço para descentralizar o poder e obter algum controle político mais perto da Abecásia.[143]

Embora o país tenha experimentado um progresso considerável desde a Revolução Rosa, o país ainda não é considerado uma sociedade de pleno direito cristalizado.[144] O sistema político permanece num processo de transição, com ajustes frequentes para o equilíbrio de poder entre o Presidente e o Parlamento, e as propostas da oposição que variam entre transformar o país em uma república parlamentar ou restabelecer a monarquia.[145] [146] Os observadores analisam o déficit de confiança nas relações entre o Governo e a oposição.[147] Não existe consenso sobre o grau de liberdade política na Geórgia. A Freedom House classifica a Geórgia como um país parcialmente livre.[148] [144]

O Parlamento aprovou um novo código eleitoral em 27 de dezembro de 2011, que passou a vigorar nas eleições legislativas seguintes, em 2012. O novo código incorporou muitas recomendações de organizações não governamentais (ONG) e da Comissão de Veneza. No entanto, o novo código não foi considerado pela Comissão de Veneza como uma diretriz eficiente no reforço da igualdade do voto, através da reconstituição de distritos eleitorais. Em 28 de dezembro, o Parlamento alterou a Lei sobre Uniões Políticas para regular a campanha e financiamento dos partidos políticos. Observadores locais e internacionais levantaram preocupações sobre várias alterações, incluindo a imprecisão dos critérios de determinação da corrupção política que indivíduos e organizações estariam sujeitos à lei.[149] As últimas eleições legislativas, em outubro de 2012, resultaram na vitória da oposição.[150]

Política externa[editar | editar código-fonte]

Relações internacionais da Geórgia:
  Relações diplomáticas estabilizadas
  Não há relações diplomáticas estabilizadas
  Relações diplomáticas rompidas ou encerradas

Com exceção da Rússia[151] , a Geórgia mantém boas relações com os seus vizinhos diretos (Arménia, Azerbaijão e Turquia) e é membro das Nações Unidas, do Conselho da Europa, da Organização Mundial do Comércio, da Organização de Cooperação Económica do Mar Negro, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, da Comunidade de Escolha Democrática e do Banco asiático de Desenvolvimento.[152] [153] [154] O país também mantém relações políticas, econômicas e militares com o Japão, Uruguai[155] , Coreia do Sul[156] , Israel[157] , Sri Lanka, Ucrânia e muitos outros países.[158] [159] As relações diplomáticas entre o país e a Rússia estão rompidas desde 2008, devido à controvérsia sobre espionagem russa e a Guerra da Ossétia do Sul, que levou a Geórgia também a deixar a Comunidade dos Estados Independentes (CEI).[151]

Alemanha e Turquia foram os primeiros países a iniciar relações diplomáticas com o governo georgiano, no início de 1992, pouco após sua independência. Na África, foi com o Egito que o país estabeleceu sua primeira relação diplomática no continente, em 11 de maio do mesmo ano. Cuba foi o primeiro país americano a formalizar relações com a Geórgia, em abril do referido ano, sendo que entre os países sul-americanos foi a Argentina a primeira a estabelecer tais relações, em junho. Na Oceania essa ação deu-se primeiramente com a Nova Zelândia, em 16 de junho de 1992. Entre os países lusófonos, as relações diplomáticas entre a Geórgia e Portugal deram início em 23 de junho de 1992 e, com o Brasil, em 28 de abril de 1993.[160] Além da Rússia, o país rompeu relações com a Venezuela e Nicarágua, pelo apoio dado por estes à declaração de independência da Abecásia e Ossétia do Sul. Na era atual, a Geórgia mantém relações e/ou representações em pelo menos 171 países (incluindo Cidade do Vaticano, Ordem de Malta e Palestina, que não são membros plenos da ONU) através de embaixadas e consulados.[160] [161]

A crescente influência da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos, nomeadamente através de proposta do país em aderir à UE, permite aos Estados Unidos treinar e equipar programa de assistência militar e da construção do Oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan, freqüentemente tensas as relações de Tbilisi com Moscou.[162] [163] A decisão da Geórgia em impulsionar sua presença nas forças de coalizão no Iraque foi uma das primeiras iniciativas relevantes do país no cenário mundial desde sua independência, em 1991.[164]

A Georgia mantém sua proposta de se tornar um membro de pleno direito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Em agosto de 2004, o Plano de Ação Individual de Parceria da Geórgia foi apresentado oficialmente à OTAN. Em 29 de outubro de 2004, o Conselho do Atlântico Norte da OTAN aprovou o Plano Individual (IPAP) da Geórgia, permitindo ao país avançar para a segunda fase da integração euro-atlântica. Em 2005, por decisão do Presidente da Geórgia, uma comissão nacional foi criada para implementar o Plano de Ação Individual de Parceria, que apresenta um grupo interdepartamental liderado pelo primeiro-ministro. A Comissão foi encarregada de coordenar e controlar a implementação do Plano de Ação de Parceria Individual.[165] Em 14 de Fevereiro de 2005, o acordo sobre a nomeação de Parceria para a Paz oficial de ligação (PPP) entre a Geórgia e a OTAN entrou em vigor, no qual atribuiu-se à Geórgia o status de "ligação para o sul do Cáucaso do Sul". Em 2 de março de 2005, o acordo foi assinado na prestação do apoio do país anfitrião para o trânsito de forças da OTAN e pessoal da OTAN. Em 2006, o Parlamento georgiano aprovou por unanimidade o projeto de lei que prevê a integração da Geórgia na OTAN. A maioria dos georgianos e políticos na Geórgia apoiam a adesão à OTAN.[166]

Forças armadas[editar | editar código-fonte]

Prédio de Ministério da Defesa das Forças Armadas da Geórgia.

As Forças Armadas da Geórgia são organizadas em terra e ar, sendo conhecidas coletivamente como (GAF).[167] A missão e as funções do GAF são baseados na Constituição da Geórgia, na Lei da Geórgia de Defesa e Estratégia Militar Nacional, e nos acordos internacionais dos quais a Geórgia é signatário. Eles são realizados sob a orientação e autoridade do Ministério da Defesa.[167]

A Geórgia contribuiu com o envio de 1 000 soldados à OTAN para a Força de Assistência de Segurança Internacional no Afeganistão, tornando-se o maior contribuinte de tropas per-capita para a missão.[168] Segundo dados publicados em 2015, 31 militares georgianos morreram no conflito- todos na região de Helmand - e 435 saíram feridos, incluindo 35 amputamentos.[169] [170]

Símbolos nacionais[editar | editar código-fonte]

A bandeira nacional da Geórgia ("a bandeira das cinco cruzes") foi restituída para uso oficial em 14 de janeiro de 2004, depois de um interregno de cerca de 500 anos. Previamente foi a bandeira do reino medieval georgiano.

O brasão de armas da Geórgia foi adotado em 1 de outubro de 2004. É parcialmente baseado no brasão medieval da casa real dos Bagrationi da Geórgia.

Há dois leões rampantes como suportes. Eles seguram um escudo com a imagem de São Jorge, o santo padroeiro da Geórgia, matando o dragão. O escudo possui a coroa real da Geórgia em sua parte superior.

Lema: Força na Unidade (Dzala Ertobashia, escrito em caracteres Mkhedruli do alfabeto georgiano, ძალა ერთობაშია).

"Tavisupleba" (em georgiano თავისუფლება) é o hino nacional da Geórgia. O título significa "Liberdade".

O novo hino georgiano foi adoptado a 23 de abril de 2004, exactamente 5 meses após a demissão do presidente Eduard Shevardnadze (antigo ministro dos negócios exteriores da União Soviética).

Aplicação da lei e direitos humanos[editar | editar código-fonte]

Na Geórgia, a aplicação da lei é conduzida e prevista pelo Ministério de Assuntos Internos da Geórgia. Nos últimos anos, o Departamento de Patrulha da Polícia, vinculado ao Ministério de Assuntos Internos da Geórgia, sofreu uma transformação significante, com a polícia tendo agora absorvido um grande número de funções anteriormente exercidas por agências governamentais independentes. Novas funções desempenhadas pela polícia incluem funções de segurança da fronteira e segurança patrimonial de edifícios públicos (esta última função é realizada pela chamada "polícia de segurança governamental"). A recolha de informações no interesse da segurança nacional é agora de competência do Serviço de Inteligência da Geórgia. Em números, existiam cerca de 30 000 policiais em todo o país em 2012.[171] [172] [173]

Policiais georgianos em Tbilisi, em novembro de 2007.

Os Direitos humanos são garantidos pela Constituição do país. Todavia, não há uma organização independente de direitos humanos ou comissão pública eleita pelo Parlamento da Geórgia para garantir se tais direitos são aplicados. [174] A Geórgia ratificou a Convenção-Quadro para a Protecção das Minorias Nacionais em 2005.[175]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Mapa político da Geórgia, com todas as suas subdivisões.

A Geórgia é dividida em nove regiões, uma municipalidade e duas repúblicas autônomas.[176] As regiões, por sua vez, são subdivididas em 69 distritos.[176]

O país contém duas regiões autônomas oficiais, os quais lançaram declaração de independência na década de 1990. Além disso, um outro território não oficialmente autônomo também declarou independência. Oficialmente autônoma dentro da Geórgia, mas seguindo como uma região de facto independente do governo central, a Abecásia declarou sua independência em 1999.[177] [178] A Ossétia do Sul é oficialmente definida pela Geórgia como a região de Tskinvali, e o país vê esta região como "uma parte da Geórgia que mantém vínculos políticos com a Ossétia do Norte.[179] A Ossétia do Sul era um Oblast autônomo quando a Geórgia era parte da União Soviética, mas seu estatuto de autonomia foi revogado em 1990.[179] De facto separada desde a independência da Geórgia, as propostas foram feitas para dar autonomia à Ossétia do Sul novamente, mas em 2006 um referendo não reconhecido pelo governo de Tbilisi resultou em um voto favorável para a independência.[179] Na Abecásia e na Ossétia do Sul, um grande número de pessoas utilizava passaportes russos, alguns concedidos pelas autoridades russas por conta da ligação histórica do país com as regiões.[180] Isso foi usado como justificativa para a invasão russa da Geórgia durante a guerra na Ossétia do Sul em 2008, após o qual a Rússia reconheceu a independência da região.[181] Ambas as repúblicas têm recebido reconhecimento internacional mínimo.[182]

A Adjara, sob o governo de Aslan Abashidze, manteve laços estreitos com a Rússia e permitiu a instalação e manutenção de uma base militar russa em Batumi. Após a eleição de Mikheil Saakashvili, em 2004, as tensões aumentaram entre Adjara e o governo georgiano, levando à manifestações em Adjara e a renúncia e fuga de Abashidze. A região mantém a autonomia, embora, em 2007, o Tribunal Constitucional da Geórgia foi transferida de Tbilisi para Batumi e a base militar russa foi devolvida à Geórgia.[183]

Economia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Economia da Geórgia

A história econômica georgiana demonstra que o país tem sido envolvido no comércio com muitas nações e impérios desde os tempos antigos, em grande parte devido a sua localização no Mar Negro e, mais tarde, na histórica Rota da Seda. Ouro, prata, cobre e ferro foram por muito tempo, explorados em minas nas montanhas do Cáucaso. O vinho georgiano é uma tradição muito antiga e um ramo fundamental da economia do país. O país tem consideráveis recursos ​​hidrelétricos.[184] Ao longo da história moderna da Geórgia, a agricultura e o turismo têm sido os principais setores econômicos, devido ao clima e à topografia do país.[185]

Durante grande parte do século XX, a economia da Geórgia esteve dentro do modelo soviético de economia centralmente planejada. Desde a queda da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), em 1991, a Geórgia iniciou uma grande reforma estrutural destinada a transição para um mercado de livre economia. Tal como ocorreu com todos os outros Estados pós-soviéticos, a Geórgia enfrentou um colapso econômico grave após sua independência. A guerra civil e conflitos militares na Ossétia do Sul e na Abecásia agravaram a crise. A agricultura e a indústria de saída diminuíram no referido período. Em 1994, o produto interno bruto ficou reduzido a um quarto do que apresentado em 1989.[186] A primeira ajuda financeira do Ocidente veio em 1995, quando o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) concederam à Georgia um crédito de USD 206 milhões e a Alemanha concedeu DEM 50 milhões.[186]

Comboio de transporte de óleo em Batumi.

Desde o início do século XXI, desenvolvimentos positivos visíveis foram observados na economia da Geórgia. Em 2007, a taxa real de crescimento do PIB atingiu 12%, tornando a Geórgia uma das mais rápidas economias em crescimento na Europa Oriental.[132] O Banco Mundial apelidou a Georgia de "o reformador econômico número um no mundo", devido a melhora na classificação em termos de facilidade de fazer negócios. Em junho de 2015, a Geórgia ocupava a 24ª posição entre 189 países pesquisados em sua capacidade para fazer ou iniciar negócios, sendo que na categoria "registro de propriedade" a nação estava na 3ª colocação.[187] Apesar dos avanços econômicos, o país detém uma alta taxa de desemprego, registrada em 12,6% e tem renda média inferior em comparação com outros países, conforme dados do Grupo Banco Mundial.[188]

A proibição em 2006 das importações de vinho georgiano para a Rússia, um dos maiores parceiros comerciais da Geórgia, e a quebra de ligações financeiras com aquele país, foi descrito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) como um "choque externo".[189] Além disso, a Rússia aumentou o preço do gás nas exportações para a Geórgia, o que culminou no aumento na taxa de inflação do lari georgiano.[189] O Banco Nacional da Geórgia afirmou que a inflação foi desencadeada principalmente por razões externas, incluindo o embargo econômico da Rússia.[190] As autoridades da Geórgia esperam que o déficit em conta corrente devido ao embargo em 2007 seja financiado por "receitas cambiais mais elevadas geradas pelo grande influxo de investimento estrangeiro direto" e um aumento das receitas turísticas.[191] O país também tem mantido um crédito sólido em títulos no mercado internacional.[192] A Geórgia está cada vez mais integrada na rede de comércio global: suas importações e as exportações representam 10% e 18% do PIB, respectivamente.[132] As principais importações da Geórgia são o gás natural, petróleo e produtos derivados, máquinas e peças e os equipamentos de transporte.[132]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Turismo na Geórgia

O turismo é uma parte cada vez mais significativa da economia georgiana. Cerca de um milhão de turistas movimentaram US$ 313 milhões de dólares no país em 2006. [193] De acordo com o governo, há 103 resorts em diferentes zonas climáticas no país. Atrações turísticas incluem mais de 2.000 fontes de água mineral e mais de 12.000 monumentos históricos e culturais, dos quais quatro são reconhecidos como Património Mundial pela UNESCO: a Catedral de Bagrati, em Kutaisi, o Mosteiro de Ghélati, monumentos históricos de Mtscheta e o Svaneti superior.

O Departamento de Turismo e Resorts, através do Gabinete da Geórgia, é responsável pela administração e gestão do setor turístico no país.[194] Até o final de 2015, o número anual de turistas na Geórgia atingiu 2 278 562 pessoas.[195]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Educação na Geórgia
Escola pública em Tbilisi.

O sistema de ensino da Geórgia sofreu modernizações nos últimos anos, em especial, a partir de 2004.[196] [197] A educação no país é obrigatória para todas as crianças com idades entre 6 e 14 anos.[197] O sistema escolar é dividido em três níveis: ensino primário (a partir dos seis anos de idade, na faixa etária 6-12 anos), ensino básico (três anos de formação; faixa etária de 12 a 15 anos de idade) e ensino secundário (três anos de formação; faixa etária de 15 a 18 anos de idade), ou, alternativamente, estudos vocacionais (dois anos). Os estudantes com um certificado do ensino secundário têm acesso ao ensino superior. Apenas os estudantes que passaram nos exames nacionais unificados podem se inscrever em uma instituição de ensino superior credenciada pelo Estado, com base na classificação das notas recebidas nos exames.

A maioria das instituições educacionais de ensino superior oferecem três níveis de estudo: Um programa de bacharelado (três a quatro anos); Programa de mestrado (dois anos), e um Programa de Doutorado (três anos). Há também um programa de Certified Specialist, que representa um programa de educação de um único de nível superior com duração de três a seis anos.[198] [199] Até o ano de 2008, cerca de 20 instituições de ensino superior estão credenciadas pelo Ministério da Educação e Ciência da Geórgia.[200] A taxa de escolarização primária bruta foi de 94% em 2006.[201]

A capital do país, Tbilisi, tornou-se o principal centro do sistema educacional da Geórgia, particularmente desde a criação da Primeira República da Geórgia, em 1918, permitindo nesta o estabelecimento de instituições educacionais modernas. Tbilisi é o lar de várias grandes instituições de ensino superior na Geórgia, entre as quais a Universidade Médica Estatal, que foi fundada com o nome de Instituto Médico de Tbilisi, em 1918, e a Universidade Estatal de Tbilisi, que foi criada em 1918 e continua a ser a mais antiga universidade em toda a região do Cáucaso,[202] com mais de 35 000 estudantes e 5 000 professores e funcionários. Outras instituições de ensino superior prestigiadas no país são a Universidade Técnica da Geórgia, assim como a Universidade da Geórgia, Universidade do Cáucaso e Universidade Livre de Tbilisi.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Mapa com o sistema de transporte da Geórgia.

O transporte hoje na Geórgia é fornecido por meio de transporte ferroviário, rodoviário, marítimo e transporte aéreo. Posicionado no Cáucaso e na costa do Mar Negro, a Geórgia é um país-chave através do qual as importações de energia para a União Europeia, a partir do país vizinho Azerbaijão, passam. Tradicionalmente, o país foi localizado em uma importante rota de comércio norte-sul entre a Rússia Europeia, o Oriente e a Turquia.

Porto de Batumi, em Adjara. É o maior porto no Mar Negro.

Nos últimos anos, a Geórgia tem investido gradativamente na modernização de suas redes de transportes. A construção de novas estradas tem sido priorizada e, como tal, grandes cidades como Tbilisi tem visto a qualidade de suas estradas melhorarem drasticamente. Apesar disso, no entanto, a qualidade de rotas de transporte entre suas cidades continua em estado precário em algumas regiões, principalmente devido o fato de haver apenas uma auto-estrada de grande nível, a Standard.[203]

Mídia e comunicações[editar | editar código-fonte]

A principal fonte de notícias é a televisão. A Geórgia possui uma estação de televisão estatal, Georgian Broadcasting (GPB), que tem dois canais. O país também atua como alguns canais comerciais. O principal destes é o Rustavi2, que desempenhou um papel central na Revolução Rosa de 2003, sendo de propriedade majoritariamente do canal MZE.[204] [205]

Os jornais também possuem uma colocação comunicativa muito significativa. Entre eles estão o Rezonansi, 24 Saati, Sakartvelos Respublika, Versia e Kvilis Palitra, além de alguns jornais ingleses. Estações de rádio importantes são, por sua vez, a emissora estatal da Geórgia, Radio Imedi, além do Fortuna FM. A Constituição da Geórgia garante a liberdade de expressão e liberdade de imprensa. O panorama da mídia tem sido politizado, e o apoio a criação de organizações independentes de mídia ainda é tido como um desafio.[206]

Em 2014, a organização Repórteres Sem Fronteiras, que analisa situações de liberdade de expressão nos países, classificou a Geórgia na posição 84 quando se trata de liberdade de imprensa, de expressão e independência dos meios de comunicação.[207]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cultura da Geórgia

A cultura georgiana evoluiu ao longo de bastante tempo, chegando até os dias de hoje com uma vasta tradição literária baseada na língua georgiana e em seu singular alfabeto. Isso acabou por criar um fortíssimo sentimento de identidade nacional, que ajudou a preservar o orgulho e o patriotismo georgiano mesmo após sucessivas guerras e longos períodos de ocupação estrangeira forçada.

A literatura georgiana tradicional foi bem forte durante os primeiros anos do cristianismo, uma vez que existem obras pré-cristãs como Amiraniani, uma coleção de epopeias georgianas da antiguidade que data do segundo milénio a.C.. Durante a Idade Média, a escrita georgiana atingiu seu esplendor com o surgimento de Shota Rustaveli, um dos grandes escritores medievais e autor de O Cavaleiro na Pele de Pantera (georgiano:ვეფხისტყაოსანი, Vepjis Tqaosani), o poema épico nacional da Geórgia.

Já durante a época moderna, desde o século XVII em diante, a cultura georgiana foi influenciada amplamente pelas inovações culturais provenientes da Europa. A primeira mostra de pintura de georgianos foi fundada na década de 1620 na Itália e a primeira na Geórgia foi fundada em 1709 em Tbilisi.

No ano de 19 de novembro de 1896 foi inaugurado o primeiro cinema na Geórgia, na capital, Tbilisi. O primeiro documentário cinematográfico georgiano (O dia de Akaki Tsereteli em Racha-Lechkumi) foi rodado em 1912 por Vasil Amashukeli (1886-1977]), enquanto que o primeiro filme nacional (Kristine) foi filmado em 1916 por Alexandre Tsutsunava (1881-1955). A Academia Estatal de Arte de Tbilisi foi fundada em 1917.

A cultura georgiana sofreu em demasia durante a época soviética devido à política de russificação que foi combatida por muitos georgianos. Desde a independência da Geórgia em 1991, o ressurgimento da cultura tomou força apesar das dificuldades econômicas e políticas da era pós-soviética.

Em 2007, a Geórgia teve sua primeira participação no Festival Eurovision com um canção cuja letra visa a integração na Europa. "My story" foi interpretada pela famosa cantora Sopho Khalvashi e ficou em 12º lugar na final celebrada em Helsinkia.

Arquitetura e artes[editar | editar código-fonte]

A arquitetura georgiana tem sido influenciada por muitas civilizações. Existem vários estilos arquitetônicos diferentes vistos em castelos, torres, igrejas e outras fortificações. As fortificações de Svaneti, bem como a vila de Shatili, são alguns dos melhores exemplos da arquitetura medieval georgiana. Outro aspecto arquitetônico significativo é a Avenida Rustaveli, em Tbilisi, no estilo Hausmann.

A arte eclesiástica da Geórgia é um dos aspectos mais notáveis ​​da arquitetura cristã, que combina o estilo clássico com o estilo moderno, formando o que é conhecido como o estilo cross-dome georgiano. A arquitetura cross-dome desenvolveu-se na Geórgia durante o século IX; antes disso, a maioria das igrejas georgianas eram basílicas. Outros exemplos de arquitetura eclesiástica georgiana que são vistos fora do país são o Mosteiro Bachkovo, na Bulgária (construído em 1083 pelo comandante georgiano Grigorii Bakuriani), Mosteiro de Iviron, na Grécia (construído por georgianos no século X), e o Mosteiro da Cruz em Jerusalém (construída por georgianos no século IX).

Feriados[editar | editar código-fonte]

Data Nome em português Nome local Observações
1 de janeiro Ano novo ახალი წელი axali tseli
7 de janeiro Natal Ortodoxo ქრისტეშობა k'risteshoba
19 de janeiro Batismo de Jesus Cristo ნათლისღება natlisgh'eba
3 de março Dia das Mães დედის დღე dedis dgh'e
8 de março Dia Internacional da Mulher ქალთა საერთაშორისო დღე k'alt'a saert'ashoriso dgh'e
9 de abril Dia da Unidade Nacional ეროვნული ერთიანობის დღე erovnuli ert'ianobis dgh'e Relembram o trágico dia onde crianças georgianas foram mortas por soldados soviéticos na Avenida Rustaveli de Tbilisi
Móvel Sexta-feira Santa ortodoxa, Domingo de Ressurreição e Segunda-feira da Semana Santa სააღდგომო დღეები – წითელი პარასკევი, დიდი შაბათი, ბრწინვალე აღდგომა და ორშაბათი

saagh'dgomo gh'eebi - ts'it'eli paraskevi, didi shabat'i, brts'q'invale agh'dgoma da orshabat'i

Na Segunda-feira de Semana Santa a Iglesia Ortodoxa Georgiana faz um celebração pelos mortos.
9 de maio Dia da vitória sobre o Fascismo ფაშიზმზე გამარჯვების დღე - p'ashizmze gamardzhvebis dgh'e
23 de maio Dia de Santo André ანდრიობა - andrioba Celebração do dia do Apóstolo André, fundador da Igreja Ortodoxa Georgiana
26 de maio Dia da Independência დამოუკიდებლობის დღე - damoukideblobis dgh'e Em 26 de maio de 1918, o Conselho Nacional da Geórgia declarou a independência dos georgianos e a criação da República democrática de Georgia. Sua autonomia foi restaurada 117 anos antes (desde 1801)
28 de agosto Morte de Theotokos მარიამობა - mariamoba
14 de outubro Dia da Catedral de Svetitskhoveli (em Mtsjeta) სვეტიცხოვლობა - svetitsjovloba Celebração da primeira igreja cristã na Geórgia.
23 de novembro Dia de São Jorge გიორგობა - giorgoba São Jorge (em georgiano: წმინდა გიორგი, Tsminda Giorgi) é o santo patrono da Geórgia.

Notas

  1. As estimativas incluem as regiões da Abecásia e Ossétia do Sul, que encontram-se sob ocupação militar russa após uma declaração unilateral de independência, a qual não é reconhecida pela Geórgia. A população das duas regiões é estimada, pelo Departamento Nacional de Estatísticas da Geórgia, em 227.200 habitantes (178.000 na Abecásia e 49.200 na Ossétia do Sul).

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