Transnístria

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Република Молдовеняскэ Нистрянэ (moldávio)
Republica Moldovenească Nistreană
Приднестрóвская Молдáвская Респýблика (russo)
Pridnestrovskaya Moldavskaya Respublika
Придністровська Молдавська Республіка (ucraniano)
Prydnistrovs'ka Moldavs'ka Respublika


República Moldávia Transdniestriana
Bandeira da Transnístria
Brasão de armas da Transnístria
Bandeira Brasão de armas
Hino nacional: Hino da Transnístria
Gentílico: Transnístrio(a); Transdniestriano(a); Pridnestróvio(a).

Localização da Transnístria

Capital Tiraspol
46°50′N 29°37′E (capital)
Cidade mais populosa Tiraspol
Língua oficial Russo1, moldavo2 e ucraniano
Governo República Unitária semi-presidencialista
 - Presidente Vadim Krasnoselsky
 - Primeira-ministra Aleksandr Martynov
Território autónomo da República da Moldávia, de facto independente  
 - Declaração de Independência 2 de setembro de 1990 
 - Guerra da Transnístria 2 de março - 21 de julho de 1992 
 - Reconhecimento internacional por apenas três países não membros da ONU3 
Área  
 - Total 4163 km² 
 - Água (%) 2,35
População  
 - Estimativa para 2014 505 153 hab. 
 - Censo 2004 555 347 hab. 
 - Densidade 124,6 hab./km² (n/d.º)
PIB (base PPC)
 - Total US$ 1 bilhão[1] 
 - Per capita US$ 2.000 
IDH 0,700 (112.º) – alto
Moeda Rublo transnístrio4 (PRB)
Fuso horário (UTC+2)
 - Verão (DST) (UTC+3)
Cód. Internet nenhum5
Cód. telef. ++373; especificamente +373 5 e +373 2
1 O russo é a principal língua oficial e a língua franca.
2 Linguisticamente, o mesmo que romeno.
3 Limitado aos países separatistas Abecásia e Ossétia do Sul.
4 O leu moldavo é usado em localidades sob controle moldavo e na zona de segurança.
5 São por vezes utilizados .ru e .md.

A Transnístria,[2][3] por vezes chamada Transdnístria,[4]Transdniestre ou Transdniéstria,[5] cujo nome significa "além do rio Dniestre", é uma região no Leste Europeu situada dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas como pertences à Moldávia, embora tenha unilateralmente declarado sua independência em 1990 com a ajuda de contingentes russos e cossacos.

A região mantém-se, de facto, independente com o auxílio de forças russas. O Conselho da Europa considera a questão da Transnístria um conflito congelado.

Os nativos chamam ao país República Moldava da Pridnestróvia (Pridnestróvskaia Moldávskaia Respúblika), não aceitando o termo 'Transnístria' por o considerarem romeno.

A capital da região é Tiraspol.

O território hoje independente de facto não corresponde literalmente ao termo 'Transnístria' (quer na acepção russófona quer na acepção moldava), porquanto não fica "além do rio Dniestre", mas antes é atravessado por ele.

Nome[editar | editar código-fonte]

A região é conhecida em português por vários nomes (Transdniéstria, Transnístria, Transdnístria, Trans-Dniestre), não estando ainda generalizada uma única forma gráfica. Etimologicamente, estas grafias estão ligadas ao nome coloquial em romeno (ou moldávio) Transnistria, com o significado de "para lá do rio Dniestre", que no entanto não tem uso oficial nem do lado das autoridades moldávias, nem do lado das transdniestrianas. O rio é designado por Nistru em romeno/moldávio, por Дністе́р (Dnister) em ucraniano e por Днестр (Dnestr).

Os documentos oficiais do governo da Moldávia referem-se à região como Stînga Nistrului (na forma longa: Unitățile Administrativ-Teritoriale din Stînga Nistrului), com o significado de "Margem Esquerda do Dniestre" ("Unidade(s) administrativa(s)-territorial(ais) da Margem Esquerda do Dniestre").

No entanto, de acordo com as autoridades transdniestrianas, o nome da autoproclamada república em inglês é Pridnestrovian Moldavian Republic, que em português seria traduzível para "República Moldávia Pridnestroviana" (em russo: Приднестровская Молдавская Республика, transliterado: Pridnestrovskaya Moldavskaya Respublika; em moldávio cirílico: Република Молдовеняскэ Нистрянэ, transliterado: Republica Moldovenească Nistreană; em ucraniano: Придністровська Молдавська Республіка, transliterado: Prydnistrovs'ka Moldavs'ka Respublika). Os vários nomes são siglados nas três línguas ПМР, РМН e ПМР, siglas essas presentes no brasão de armas da república.

A forma curta proposta pelas autoridades da Transnístria em inglês é Pridnestrovie, transliteração oficial do russo Приднестровье, cuja transliteração internacional é, no entanto, Pridnestrovye (em moldávio cirílico: Нистрения, transliterado: Nistrenia; em ucraniano: Придністров'я, transliterado: Prydnistrovya).

A forma Pridnestrovie, que é o nome usado no dia-a-dia em russo, bem como a ucraniana Prydnistrovya, significam literalmente Cisdniéstria, isto é, "do lado de cá/aquém do Dniestre". O prefixo "pri-" é equivalente ao prefixo português de origem latina "cis-", com o mesmo significado. Por oposição, o prefixo "trans-" significa "além/para lá", e o seu uso na maioria das línguas ocidentais (incluindo o português) reflete a posição geográfica romena e moldávia em relação ao rio Dniestre.

Por outro lado, a forma moldávia Nistrenia significa apenas Dniéstria ou "terra do Dniestre", evitando descrições quanto ao posicionamento geográfico.

Em português é costumeiro o uso das formas:

  • Transnistria: forma gráfica romena/moldávia popularizada na região desde pelo 1924, e que foi divulgada internacionalmente principalmente durante a Segunda Guerra Mundial;
  • Transnístria: adaptação da anterior ao português, com adição do acento.
  • Transdniéstria: adaptação adicional do nome rio (Dniestre) por coerência com o nome usado em português (Dniestre), e mantendo o sufixo "-ia" ("terra do Transdniestre")
  • Transdniestre: grafia simplificada com referência apenas ao rio e sem referência/sufixo relativo à terra;
  • Transdnístria: forma gráfica mista que usa tanto elementos romenos/moldávios ("nístria") como russos/ucranianos ("Dnister"/"Dnestr").
  • Trans-Nistria, Trans-Nístria, Trans-Dniéstria, Trans-Dniestre, Trans-Dnístria: formas desaconselhadas por o prefixo "trans-" não necessitar de hífen, nem haver uso do mesmo nas várias línguas locais.

História[editar | editar código-fonte]

A partir dos séculos X e XI, a história da Transnístria esteve sempre ligada à história da Ucrânia, tendo feito parte, inclusive, de um Estado poderoso e prestigioso na Europa, a Rússia de Quieve, que estabeleceu a base das identidades nacionais das nações eslavas orientais nos séculos subsequentes. A capital do principado era Quieve, hoje capital da Ucrânia. Esta relação fez com que o alfabeto utilizado pela maioria de seus habitantes fosse o cirílico, em vez do alfabeto latino utilizado na Romênia.

Após a extinção desse principado, em consequência das invasões mongóis no século XIII, o território passou por diversas mãos, até que, no final do século XVIII, foi incorporado ao Império Russo.

Com a Revolução Russa, a Transnístria foi incorporada à então criada (março de 1919) República Socialista Soviética da Ucrânia, que foi posteriormente anexada à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, quando da criação desta em dezembro de 1922.

Em 23 de agosto de 1939, a Alemanha nazista e a União Soviética assinaram o Pacto Molotov-Ribbentrop que estipulava, entre outras coisas, o «interesse» soviético por territórios situados na Romênia. No período, verificam-se esforços para a russificação da Transnístria, inclusive com o estímulo ao assentamento de imigrantes de etnia e língua russa na região.

Administração romena e soviética[editar | editar código-fonte]

Artigos principais: RSS da Moldávia e Romênia maior

A Transnístria se tornou uma entidade política autônoma em 1924, com a proclamação da RSSA da Moldávia, o que incluía a atual Transnístria (4000 km²) e uma área adjacente (9000 km²) ao redor da cidade de Balta, no entanto, ela não controlava nada da Bessarábia, que pertencia à Romênia. Uma das razões da criação da RSSA da Moldávia, foi o desejo da URSS de eventualmente incorporar a Bessarábia. A RSS da Moldávia, criada a partir d'uma decisão do Soviete Supremo da URSS em 02 de Agosto de 1940, era formada por parte da Bessarábia (que foi tomada da Romênia em 28 de Junho, após o Pacto Nazi-Soviético), e uma parte correspondente à atual Transnístria.

Em 1941, após as Potências do Eixo terem invadido a URSS durante a Segunda Grande Guerra, as tropas soviéticas foram derrotadas e a região ocupada. A Romênia controlou uma área que compreendia os rios Danastro e Bug, incluindo a cidade de Odessa, que foi transformada em capital regional.[6] O território romeno, o Governo Geral da Transnístria, com uma área de 44.000 km² e uma população de 2,3 milhões de habitantes, foi dividido em 13 condados: Ananiev, Balta, Berzovca, Dubasari, Golta, Jugastru, Movilau, Oceacov, Odessa, Ovidiopol, Rîbnița, Tiraspol and Tulcin. Isto aumentou o número de falantes de moldavo/romeno em 200,000 na região.A administração romena da Transnístria tentou estabilizar a situação na área sob controle romeno, implementando um processo de romanização.[7]

Durante a ocupação romena de 1941-44, entre 150.000 e 250.000 judeus ucranianos e romenos foram deportados para a Transnístria; a maioria foi executada ou morreu de outras causas em guetos e campos de concentração do Governo Geral.[8] Depois que o Exército Vermelho reconquistou a área em 1944, as autoridades soviéticas executaram, exilaram ou prenderam centenas de habitantes da SSR da Moldávia nos meses seguintes, sob a acusação de colaboração com os "ocupantes germano-fascistas". Uma campanha posterior foi dirigida contra as famílias camponesas ricas, que foram deportadas para o Cazaquistão e a Sibéria. Ao longo de dois dias, de 6 a 7 de julho de 1949, um plano denominado "Operação Sul" viu a deportação de mais de 11.342 famílias por ordem do Ministro da Segurança do Estado da Moldávia, Iosif Mordovets.

Secessão[editar | editar código-fonte]

Na década de 1980, as políticas de perestroika e glasnost de Mikhail Gorbachev na União Soviética permitiram a liberalização política em nível regional. Isso levou à criação de vários movimentos informais em todo o país e a um aumento do nacionalismo na maioria das repúblicas soviéticas. Na República Socialista da Moldávia, em particular, houve um ressurgimento significativo do nacionalismo pró-romeno entre os moldavos étnicos.[9] O mais proeminente desses movimentos foi a Frente Popular da Moldávia. Na primavera de 1988, a FPM exigiu que as autoridades soviéticas declarassem a língua estatal da Moldávia como a única a retornar ao uso do alfabeto latino e reconhecessem a identidade étnica compartilhada dos moldávios e romenos. As facções mais radicais da Frente Popular defendiam posições extremadas anti-minoritárias, etnocêntricas e chauvinistas,[10][11] apelando para as populações minoritárias, particularmente os eslavos (principalmente russos e ucranianos) e Gagauz, para deixarem ou serem expulsos da Moldávia;[12]

Em 31 de agosto de 1989, o Soviete Supremo da RSS da Moldávia adotou o moldavo como a única língua oficial junto com o russo, mantida apenas para fins secundários, devolveu o moldavo ao alfabeto latino e declarou uma identidade lingüística romeno-moldava compartilhada. Como os planos para grandes mudanças culturais na Moldávia foram tornados públicos, as tensões aumentaram ainda mais. As minorias étnicas sentiam-se ameaçadas pelas perspectivas de remover o russo como língua oficial, que servia de meio de comunicação interétnica, e pela possível futura reunificação da Moldávia e da Romênia, bem como a retórica etnocêntrica da Frente Popular. O Movimento Yedinstvo (Unidade), estabelecido pela população eslava da Moldávia, pressionou para que fosse dado status igual ao russo e ao moldavo.[13] A composição étnica e linguística da Transnístria diferiu significativamente da maioria do resto da Moldávia. A proporção de russos e ucranianos étnicos era especialmente alta e a maioria da população, alguns deles de etnia moldávia, falavam russo como língua materna.[14] Os moldávios étnicos representavam menos de 40% da população da Transnístria em 1989.

A Frente Popular nacionalista ganhou as primeiras eleições parlamentares livres na República Socialista da Moldávia na primavera de 1990, e sua agenda começou lentamente a ser implementada. Em 2 de setembro de 1990, a República Socialista Soviética da Moldávia pridnestroviana foi proclamada como república soviética por uma assembléia ad hoc, o Segundo Congresso dos Representantes dos Povos da Transnístria. A violência aumentou quando, em outubro de 1990, a Frente Popular pediu que voluntários formassem milícias armadas para impedir um referendo sobre autonomia em Gagauzia, que tinha uma parcela ainda maior de minorias étnicas. Em resposta, milícias voluntárias foram formadas na Transnístria. Em abril de 1990, multidões nacionalistas atacaram membros do parlamento russo, enquanto a polícia moldava se recusou a intervir ou restaurar a ordem.[15]

A fim de preservar a RSS da Moldávia na URSS e evitar que a situação se agravasse, o presidente soviético Mikhail Gorbachev, citando a restrição dos direitos civis das minorias étnicas da Moldávia como causa da disputa, declarou que a proclamação da Transnístria era sem base legal e anulou-a por decreto presidencial em 22 de Dezembro de 1990. No entanto, nenhuma ação significativa foi tomada contra a Transnístria e as novas autoridades foram lentamente capazes de estabelecer o controle da região.

A Guerra da Transnístria[editar | editar código-fonte]

Mapa da Pridnestróvia (amarelo) em relação à Moldávia (azul).

A Guerra da Transnístria seguiu-se a confrontos armados, n'uma escala limitada, que eclodiram entre os separatistas da Transnístria e a Moldávia em novembro de 1990, em Dubăsari. Voluntários, incluindo cossacos, vieram da Rússia para ajudar o lado separatista. Em meados de abril de 1992, sob os acordos sobre a divisão do equipamento militar da antiga União Soviética negociados entre as antigas 15 repúblicas nos meses anteriores, a Moldávia criou seu próprio Ministério da Defesa. De acordo com o decreto de sua criação, a maior parte do equipamento militar do 14º Exército Soviético seria mantida pela Moldávia.[16] A partir de 2 de março de 1992, houve uma ação militar conjunta entre a Moldávia e a Transnístria. Os combates se intensificaram ao longo do início de 1992. O Exército de Guardas da 14ª da ex-União Soviética entrou no conflito em sua fase final, abrindo fogo contra as forças moldavas;[16] aproximadamente 700 pessoas foram mortas. Desde então, a Moldávia não exerceu nenhum controle ou influência efetiva sobre as autoridades da Transnístria. Um acordo de cessar-fogo, assinado em 21 de julho de 1992, foi mantido até os dias atuais.

Novas negociações[editar | editar código-fonte]

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) está tentando facilitar uma solução negociada. Sob os auspícios da OSCE, em 8 de maio de 1997, o presidente da Moldávia, Petru Lucinschi e o presidente da Transnístria, Igor Smirnov, assinaram o "Memorando sobre os princípios de normalização das relações entre a República da Moldávia ea Transnístria", também conhecido como "Memorando Primakov". o estabelecimento de relações legais e estatais, embora as disposições do memorando fossem interpretadas de forma diferente pelos governos da Moldávia e da Transnístria.

Em novembro de 2003, Dmitry Kozak, um conselheiro do presidente russo Vladimir Putin, propôs um memorando sobre a criação de um estado federado assimétrico da Moldávia, com a Moldávia mantendo uma maioria e a Transnístria sendo uma parte minoritária da federação.[17] Conhecido como "o memorando de Kozak", não coincidia com a posição da Transnístria, que procurava um estatuto de igualdade entre a Transnístria e a Moldávia, mas conferia à Transnístria poderes de veto sobre futuras alterações constitucionais; isto encorajou a Transnístria a assiná-lo. Vladimir Voronin inicialmente apoiou o plano, mas recusou-se a assiná-lo após oposição interna e pressão internacional da OSCE e dos EUA, e depois que a Rússia endossou a exigência da Transnístria de manter uma presença militar russa pelos próximos 20 anos como garantia para a Rússia.

As conversas foram iniciadas em 2006 para lidar com os problemas, mas sem resultados por muitos anos. Em Fevereiro de 2011, as denominadas "conversações 5 + 2" (assim nomeadas porque foram levadas a cabo pela Transnístria, Moldávia, Ucrânia, Rússia e OSCE, mais os EUA e a UE como observadores externos) foram retomadas em Viena.[18] Após a anexação da Crimeia pela Rússia em março de 2014, o chefe do parlamento da Transnístria pediu para se juntar à Federação Russa.[19][20][21]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

600 a.C.: No local da atual Tiráspol, é fundado o primeiro estabelecimento, uma colônia grega chamada Tyras.

100 a.C.: Habitada por citas, a Pridnestróvia é formalmente parte da Sarmácia eslava. O rio Dniestre dá forma à fronteira com a Dácia, precursora da Romênia e da Moldávia de hoje.

850: Na Idade Média, a Pridnestróvia ou Transnístria é povoada por tribos de eslavos e por nômades calmos da Turquia. Como uma fronteira natural, o rio Dniestre marca uma separação desobstruída das terras romanas (Moldávia, ao oeste).

1450: A Pridnestróvia transforma-se em parte formal do Grão-Ducado da Lituânia no século primeiro. As fortes influências da Europa do Norte podem ainda ser vistas na cultura e na arquitetura da Pridnestróvia, em consequência da união polaco-lituana (República das Duas Nações) que a incluía. A fronteira com a Moldávia ficou delimitada pelo rio Dniestre.

1792: O império russo incorpora a área, permanecendo a fronteira com a Moldávia a partir do rio Dniestre.

1924: A Pridnestróvia é incorporada na República Socialista Soviética da Ucrânia.

1939: Assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop entre União Soviética e Alemanha.

1940: Stálin invade a Romênia e anexa partes de seu território. É criada a República Socialista Soviética da Moldávia com territórios conquistados à Romênia e à Pridnestróvia, então parte da República Socialista Soviética da Ucrânia.

1990: Em 2 de setembro, a Pridnestróvia proclama sua independência em relação à Moldávia. Tropas soviéticas entram na região.

1991: A República da Moldávia declara sua independência em relação à URSS.[22]Guerra civil na Pridnestróvia.

1992: Cessar-fogo.

2006: Referendo sobre a independência da região, que dá apoio esmagador ao corte com a Moldávia e à eventual integração na Federação Russa.

Política[editar | editar código-fonte]

Prédio do Soviete Supremo, em Tiráspol.

A Pridnestróvia tem um sistema Pluripartidário e um parlamento unicameral, o chamado "Conselho (Soviete) Supremo". Sua legislatura é composta por 43 membros eleitos por Sistema de pluralidade dos votos.[23] O presidente, por outro lado, é eleito para um mandato de 05 anos por voto popular. Igor Smirnov foi o presidente da Pridnestróvia por quatro mandatos consecutivos, entre 1990 e 2011. Ele se candidatou para as eleições de 2011, mas perdeu no primeiro turno.

A maioria no Parlamento da Transnístria pertence ao movimento "Renovação" que derrotou o partido "República" afiliado a Igor Smirnov em 2005 e teve um desempenho ainda melhor nas eleições de 2010 e 2015. Há desacordo sobre se as eleições na Transnístria são livres e justas. O regime político foi descrito como um dos "super-presidencialistas".

Durante a eleição presidencial de 2006, o registro do candidato da oposição, Andrey Safonov, foi adiado até poucos dias antes da votação, de modo que ele teve pouco tempo para conduzir uma campanha eleitoral.[24] Algumas fontes consideram os resultados eleitorais suspeitos. Em 2001, em uma região, foi relatado que Igor Smirnov coletou 103,6% dos votos.[25] O governo da Pridnestróvia disse que "o governo da Moldávia lançou uma campanha destinada a convencer os observadores internacionais a não comparecerem" a uma eleição realizada em 11 de dezembro de 2005 - mas os monitores da CEI ignoraram isso e declararam o voto democrático.

O partido de oposição Narodovlastie e o movimento Power to the People foram banidos no início de 2000, e eventualmente dissolvidos. Uma lista publicada pela União Européia proíbe viajar para a UE para alguns membros da liderança da Transnístria. Em 2007, o registro de um Partido Social Democrata foi permitido. Este partido, liderado pelo ex-líder separatista e membro do governo da PMR, Andrey Safonov, supostamente favorece uma união com a Moldávia. Em setembro de 2007, o líder do Partido Comunista da Transnístria, Oleg Horjan, foi condenado a uma pena suspensa de 1½ ano de prisão por organizar ações de protesto não autorizadas.[26] Segundo o referendo de 2006, realizado pelo governo do PMR, 97,2% da população votou a favor da "independência da Moldávia e da livre associação com a Rússia". A UE e vários outros países se recusaram a reconhecer os resultados do referendo.

Questões fronteiriças[editar | editar código-fonte]

Bandeirolas definindo a fronteira da Pridnestróvia n'uma das margens do Rio Danastro.

Em 3 de Março de 2006, a Ucrânia introduziu novos regulamentos aduaneiros na sua fronteira com a Pridnestróvia. A Ucrânia declarou que iria importar mercadorias da Pridnestróvia apenas com documentos processados pelas estâncias aduaneiras moldavas, como parte da implementação do protocolo aduaneiro conjunto acordado entre a Ucrânia e a Moldávia em 30 de dezembro de 2005. A Pridnestróvia e a Rússia qualificaram o ato de "bloqueio económico".

Os Estados Unidos, a União Européia e a OSCE aprovaram a medida ucraniana, enquanto a Rússia a via como um meio de pressão política. Em 4 de março, a Transnístria respondeu bloqueando o transporte moldavo e ucraniano nas fronteiras da Pridnestróvia. O bloco da Pridnestróvia foi levantado após duas semanas. No entanto, o bloco ucraniano/moldavo permanece em vigor e mantém o progresso nas negociações de solução de status entre os lados.[27] Nos meses após os regulamentos, as exportações da Transnístria diminuíram drasticamente. A Transnístria declarou uma "catástrofe humanitária" na região, enquanto a Moldávia chamou a declaração de "deliberada desinformação".[28] Cargas de ajuda humanitária foram enviadas da Rússia em resposta.

Presença militar da Rússia na Pridnestróvia[editar | editar código-fonte]

O acordo de cessar-fogo de 1992 entre a Moldávia e a Transnístria estabeleceu uma presença russa de manutenção da paz na Transnístria e um contingente militar russo de 1.200 membros está presente na Transnístria. As tropas russas estacionadas em partes da Moldávia, com exceção da Transnístria desde a época da URSS, foram totalmente retiradas da Rússia em janeiro de 1993. Em abril de 1995, o ex-14º Exército soviético de Guardas tornou-se o Grupo Operacional das Forças Russas, que em 2010 encolheram para dois batalhões e não mais que 1.500 soldados. Em 21 de Outubro de 1994, a Rússia e a Moldávia assinaram um acordo que autorizava a Rússia a retirar as tropas em três anos a partir da data de entrada em vigor do acordo; isto, entretanto, não entrou em efeito pois a Duma Federal da Rússia não ratificou.

O Tratado sobre Forças Armadas Convencionais na Europa (CFE) incluiu um parágrafo sobre a remoção de tropas russas do território da Moldávia e foi introduzido no texto da Declaração da Cúpula da OSCE de Istambul (1999) na qual a Rússia se comprometeu a retirar suas tropas da Transnístria até ao final de 2002.

Relações exteriores[editar | editar código-fonte]

Mapa das relações exteriores da Pridnestróvia Vermelho: Pridnestróvia/Transnístria Verde: países que nem reconhecem nem rejeitam sua independência. Verde Claro: países que reconhecem a Pridnestróvia.

A república da Transnístria é reconhecida por três estados com reconhecimento limitado: Ossétia do Sul, República Arcaque e a Abecásia. Além d'isto é membro de uma organização internacional, a Comunidade para a Democracia e os Direitos Humanos, que foi estabelecida por esses quatro estados. A Rússia detém um Consulado em Tiráspol, mas não reconhece a independência da Transnístria. Em uma visita a Kiyv em 2010, o presidente Dimitri Medvedev disse que apoia um "status especial" para a Transnístria.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Subdivisões da Transnístria

Regiões administrativas:
Os nomes em russo entre parênteses.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Geografia da Transnístria

A Transnístria não tem acesso ao mar, mas tem fronteiras com a Bessarábia (isto é, o resto da Moldávia) a oeste (411 km) e com a Ucrânia (405 km) a leste. É um vale estreito que corre de norte a sul ao longo da margem do rio Dniester, que forma uma fronteira natural ao longo da maior parte adjacente ao (resto da) Moldávia. Tiráspol, a capital e maior cidade da Transnístria, tem cerca de 160.000 habitantes.

O território controlado pela Transnístria é em grande parte (mas não totalmente) coincidente com a margem esquerda (leste) do rio Dniester. Inclui dez cidades e vilas e 69 comunas, com um total de 147 localidades (sem essa forma legal definida como tal). Seis municípios da margem esquerda (Cocieri, Molovata Noua, Corjova, Pirita, Cosnita e Dorotcaia) permaneceu sob o controle do governo da Moldávia após a Guerra da Transnístria, em 1992, como parte de Dubăsari. Eles estão localizados ao norte e ao sul da cidade de Dubăsari, que por sua vez está sob o controle da Transnístria. A cidade de Roghi de Molovata Noua também é controlada pela Tiráspol (a Moldávia controla as outras nove das dez aldeias dos seis municípios).

Na cidade margem oeste do Bender e 4 comunas (contendo um total de 6 aldeias) a leste, sudeste e sul, na margem oposta do rio Dniester, na cidade de Tiraspol (Proteagailovca, Gisca, Chitcani e Cremenciug) eles são controlados pelas autoridades da Transnístria.

Economia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Economia da Transnístria
Monumento do Rublo Transnístrio, em frente ao Banco Central da Pridnestróvia.

Possui bandeira e vários símbolos relacionados à União Soviética e apenas uma empresa estatal, que cuida dos supermercados, cassinos e da única operadora de celular. O país tem dificuldade para atrair investidores por ser não reconhecido por nenhum Estado associado à ONU. A Transnístria tem uma economia mista. Após um processo de privatização em grande escala no final dos anos 90,[29] a maioria das empresas na Transnístria é agora de propriedade privada. A economia é baseada em um mix de indústria pesada (produção de aço), produção de eletricidade e manufatura (produção têxtil), que juntas respondem por cerca de 80% da produção industrial total.

A Transnístria tem o seu próprio banco central, o Banco Republicano da Transnístria, que emite moeda da Transnístria, o rublo da Transnístria. É convertível a uma taxa de câmbio livremente flutuante, mas apenas na Transnístria. A economia da Transnístria é frequentemente descrita como "dependente do contrabando"[30] e arma de fogo,[31][32][33] com alguns rotulando-o como um "estado mafioso". Estas alegações são negadas pelo governo da Transnístria e, por vezes, subestimadas pelos funcionários da Rússia e da Ucrânia,[34]

História econômica[editar | editar código-fonte]

Após a Segunda Guerra Mundial, a Transnístria foi fortemente industrializada, a tal ponto que, em 1990, foi responsável por 40% do PIB da Moldávia e por 90% de sua eletricidade, embora representasse apenas 17% da população da Moldávia. Após o colapso da União Soviética, a Transnístria desejava retornar a uma "economia planejada ao estilo Brejnev". No entanto, vários anos depois, decidiu ir em direção a uma economia de mercado.

Macroeconomia[editar | editar código-fonte]

De acordo com o governo da Transnístria, o PIB de 2007 foi de 6789 milhões de rublos transnístrios (aprox. US $ 799 milhões) e o PIB per capita foi de cerca de US $ 1.500. O PIB aumentou 11,1% e a taxa de inflação foi de 19,3%, com o PIB per capita sendo agora de US $ 2.140, maior do que o PIB per capita da Moldávia que é de US $ 2.040. O orçamento do governo da Transnístria para 2007 foi de US $ 246 milhões, com um déficit estimado em cerca de US $ 100 milhões[35] que o governo planejava cobrir com receitas de privatizações.[36]

Lei e ordem[editar | editar código-fonte]

Constituição[editar | editar código-fonte]

A actual Constituição da Transnístria foi aprovada por referendo nacional em 24 de Dezembro de 1995 e assinada pelo presidente da Transnístria em 17 de Janeiro de 1996. Como parte do movimento do território para reformas baseadas no mercado, foi modificado em 30 de Junho de 2000.

A constituição prevê uma separação de poderes entre poderes judiciário, legislativo e executivo. Ele nomeia russo, ucraniano e moldávio como as três línguas oficiais da república, concede liberdade religiosa e concede a todos os cidadãos a liberdade de expressão e o direito à propriedade. Estabelece ainda a Transnístria como um país soberano independente, com uma democracia multipartidária e uma economia de mercado.

Em 2009, o presidente Igor Smirnov nomeou uma comissão constitucional, que propôs algumas mudanças constitucionais controversas. O objectivo declarado da nova constituição é harmonizar a legislação pridnestróvia com a do seu principal Estado garante, a Rússia. Entre as mudanças propostas está a introdução de uma legislatura bicameral (da qual a câmara baixa deve ser eleita e a câmara alta a ser nomeada) e a abolição das eleições para as administrações rurais. Um esboço oficial foi publicado em 11 de Setembro de 2009. Smirnov enviou o rascunho ao parlamento em 23 de Outubro. Um referendo foi planejado para 24 de janeiro de 2010, mas a proposta falhou no parlamento em 18 de novembro. O projeto deverá agora ser alterado uma vez mais. Em junho de 2011, o parlamento adotou, e em julho, o presidente assinou novas emendas, abolindo o cargo de vice-presidente do PMR, introduzindo o cargo de primeiro-ministro.

Incidentes antissemitas[editar | editar código-fonte]

Desde alguns anos atrás, houve vários incidentes antissemitas na Transnístria:

  • Em 14-15 de Abril de 2001, a sinagoga de Tiráspol sofreu um ataque à bomba, danificando a estrutura e causando 0 mortes.[37]
  • Entre 13-30 de Março de 2004, 70 tumbas d'um cemitério judeu em Tiráspol foram vandalizadas. Os moradores alegaram que as autoridades não quiseram ajudar na limpeza.
  • Em Maio de 2004, houve uma tentativa de uma organização neo-nazi russa de incendiar uma sinagoga em Tiráspol, usando um Coquetel Molotov e um líquido inflamável perto de um cano de gás. O ataque falhou quando os transeuntes extinguiram o fogo.

Terrorismo[editar | editar código-fonte]

  • Em Julho de 2006, uma bomba matou 08 pessoas n'um Micro-ônibus de Tiráspol
  • Em Agosto de 2006, uma granada matou duas pessoas e feriu outras duas num Tróleibus de Tiráspol.

Alguns países, d'entre os quais os Estados Unidos, o Reino Unido,[38] a Austrália[39] e a Espanha alertam seus cidadãos quanto a viagens à ambas Moldávia e Transnístria.

Espionagem[editar | editar código-fonte]

Em Abril de 2010, Ernest Vardanean foi preso por acusações de espionagem em favor à Moldávia. Em Maio de 2011, Igor Smirnov decretou que Ernest poderia sair da prisão.[40]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Demografia da Transnístria

Segundo o censo de 1989, a população era de 679.000 habitantes, incluindo todos os locais da zona de segurança, incluindo aqueles que estão sob o controle da Moldávia. Segundo o censo de 2004, a população era de 555.347 habitantes, excluindo as áreas sob controle moldavo.

No total, em áreas do governo Transnistria controlados, houve 555.347 pessoas, incluindo 177.785 moldavos (32,10%), 168.678 russos (30,35%) 160.069 ucranianos (28,81%), 13 858 bulgaros (2,50%), 4.096 gagauz (0,74%), 1.791 polacos (0,32%), 1.259 judeus (0,23%), 507 ciganos (0,09%) e 27,454 de outros grupos étnicos (4,94%). Destes, 439.243 vivem na Transnístria e 116.104 viviam em localidades controladas pelo governo da Transnístria, mas que formalmente pertencem a outros bairros de Moldova: a cidade de Bender (Tighina), as comunas de Proteagailovca, Gisca, Chitcani, Cremenciug e a cidade de Roghi da comuna Molovata Nouă.

Os moldavos são o maior grupo étnico, representando a maioria absoluta nas duas zonas da região da Transnítria central (distrito de Dubăsari, 50,15% e Grigoriopolsky, 64,83%) a maioria relativa de 47,82% ao norte no distrito de Camenca e 41,52% no distrito de Slobozia ao sul. No distrito de Rîbniţa eram uma minoria de 29,90% e na cidade de Tiraspol eram uma minoria de 15,24% da população.

Os rusos são o 2º grupo étnico mais numeroso, o que representa uma maioria relativa de 41.64% na cidade de Tiráspol, uma minoria de 24.07% em Slobozia, 19.03% em Dubăsari, 17.22% en Rîbnița, 15,28% em Grigoriópol e 6.89% em Camenca. Os ucranianos são o 3º grupo étnico mais numeroso, representados por uma maioria relativa de 45.41% no distrito de Rîbnița, 42.55% em Camenca, 32.97% em Tiráspol, 28.29% em Dubăsari, 23.42% em Slobozia e 17.36% em Grigoriópol.

Os búlgaros são o 4º maior grupo étnico na Transnístria, embora muito menos do que os 3 maiores grupos étnicos. A maioria dos búlgaros na Transnístria são búlgaros bessarabianos, descendentes de estrangeiros que se instalaram na Bessarábia nos séculos XVIII e XIX. O principal centro dos búlgaros na Transnístria é a grande aldeia de Parcani, que teve a maioria absoluta dos búlgaros e uma população total de cerca de 10.000 búlgaros.

Em Bender (Tighina) e outros locais que não estão sob o controle do governo separatista, russos representam uma maioria relativa de 43,43%, seguido pelos moldavos com 26,15%, ucranianos com 17,08%, búlgaros com 2,89%, gagauz com 1,03%, judeus com 0,34%, polacos com 0,17%, ciganos com 0,13% e outros grupos com 7,78%.

Cerca de 62% da população da Transnístria pertence a um grupo étnico eslavo.

Mídia[editar | editar código-fonte]

Mídia impressa[editar | editar código-fonte]

A Transnístria possui 14 jornais, incluindo vários jornais diários. Algumas mídias de impressão não são de grande circulação e só aparecem semanalmente ou mensalmente. O jornal mais antigo é o "Dnestrovskaya Pravda", fundado em 1941 em Tiráspol. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico afirma que o clima da mídia na Transnístria é restritivo e que as autoridades de ambos os bancos do Dniester se empenham em silenciar suas respectivas oposições.

Em 2005, de acordo com o Departamento de Estado dos EUA, as autoridades perseguiram jornais independentes quando criticaram o governo da Transnístria. A maioria dos jornais moldavos não circulou amplamente na Transnístria, embora estivessem disponíveis em Tiráspol.[41]

No entanto, existem vários jornais da oposição na Transnístria. Eles incluem "Dobry Den" baseado em Rybnitsa, "Chelovek i ego prava" ("Homem e Seus Direitos"), "Novaya Gazeta" de Bender, "Russian Proriv!", "Profsoyuznye Vesti" e "Glas Naroda". O "Tiraspol Times" era um site em inglês. O artigo dele sempre foi apresentado no site oficial Pridnestrovie.net. Os jornais publicados pelo governo ou a favor do governo incluem "Trudovoi Tiraspol", "Pridnestrovye", "Novy Dnestrovskiy Kuryer", "Gomin" (em ucraniano), "Adevărul Nistrean" (em moldavo, mas escrito no alfabeto cirílico).

Transmissões de rádio[editar | editar código-fonte]

Uma estação de rádio estatal, "Rádio PMR", transmite tanto via FM quanto em ondas curtas de freqüência 7290 kHz, 41 metros de banda. Quatro estações de rádio comerciais de propriedade privada transmitidas em FM da Transnístria. São eles: "Inter FM", "Dynamite FM", "EnergyRadio.FM", "Frequence3". Os donos do jornal de oposição "Novaia Gazeta" pretendem estabelecer uma estação de rádio independente.

Televisão[editar | editar código-fonte]

Existem quatro canais de televisão na Transnístria. Dois deles são locais (para Tiráspol e Bender), enquanto os outros dois cobrem toda a Transnístria.

A televisão na Transnístria foi durante muito tempo dominada pela empresa de serviço público "TV-PMR" (Televisão de Pridnestrovskaia Moldavskaia Respublica, agora denominada First Republic Channel). Em 1998, foi lançado o primeiro canal comercial da Transnístria, o "TSV" (Television of Free Choice).[42]

Internet[editar | editar código-fonte]

A mídia da Internet é de propriedade do Estado e privada. Em russo, os sites incluem Dniester.Ru [1] (agência de notícias), Olvia Press [2] (agência oficial de notícias estatais), Tiraspol Info [3] (agregador de notícias), Pridnestrovie.info [4]. Muitas organizações políticas e departamentos governamentais também têm seus próprios serviços de notícias e páginas de notícias on-line, não listadas aqui. Dniester.ru está bloqueado pelas autoridades pridnestróvias desde 8 de Novembro de 2012, de acordo com o site. Em agosto de 2014, Yevgeny Shevchuk emitiu um decreto sobre o combate ao extremismo que autorizava a KGB da Transnístria a solicitar ao Ministério Público que bloqueasse o conteúdo da Internet. As autoridades tomariam essa determinação após uma revisão por um painel nomeado pelo KGB.[43]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Religião[editar | editar código-fonte]

Estatísticas oficiais do governo pridnestróvio mostram que 91% da população são adeptas ao Cristianismo Ortodoxo, e outros 4% são Católicos.[44] Os católicos são encontrados, em sua maioria, no norte do país, onde uma considerável maioria polaca vive.[45]

O governo da Transnístria apoiou a restauração e construção de novas igrejas ortodoxas. Afirma que a república tem liberdade de religião e afirma que 114 crenças religiosas e congregações são oficialmente registradas. No entanto, recentemente, em 2005, os obstáculos de registro foram recebidos por alguns grupos religiosos, notadamente as Testemunhas de Jeová.[46] Em 2007, a Christian Broadcasting Network, com sede nos EUA, denunciou a perseguição de Protestantes e Anglicanos na Transnístria.[47]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Os feriados na Transnístria enumeram os feriados oficiais reconhecidos pelo governo da Transnístria. N'estes dias, escritórios do governo, escritórios de missões estrangeiras (como a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) e algumas lojas, estão fechadas. Se a data da observância cair em um sábado ou domingo, a segunda-feira seguinte será um dia de folga no lugar do feriado.

Data Nome em Português Nome nativo (em russo) Observações
1º de Janeiro Ano novo Новый Год
2 de Janeiro Ano novo Новый Год Extensão (adotada em 2006)
7 de Janeiro Natal ortodoxo Рождество
23 de Fevereiro Dia dos defensores da Pátria День защитника отечества
8 de Março Dia Internacional das Mulheres Восьмое марта
1º de Maio Dia dos Trabalhadores День международной солидарности трудящихся
2 de Maio Dia dos trabalhadores День международной солидарности трудящихся Extensão (e também feriado)
9 de Maio Dia da Vitória День Победы Comemora a vitória sobre a Alemanha-Nazi em 1945
2 de Setembro Dia da independência День Республики Comemora a Independência da Pridnestróvia
7 de Novembro Dia do Outubro Vermelho День Октябрьской революции Comemora a Revolução de Outubro
24 de Dezembro Dia da Constituição День Конституции Приднестровской Молдавской Республики Adotado em 1996
25 de Dezembro Natal (católico) Рождество
Sem data fixa Natal (ortodoxo)
Sem data fixa Páscoa ortodoxa
9 dias após a Páscoa ortodoxa Dia da Comemoração

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

  1. https://www.vice.com/amp/pt_br/article/z4bzvj/a-tensao-cresce-no-pequeno-estado-reprimido-da-transnistria}/  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  2. «Portal da União Europeia (em português)» 
  3. «Relatório sobre a Moldávia do Ministério das Relações Exteriores do Brasil» (PDF). Arquivado do original (PDF) em 2 de abril de 2015 
  4. Almanaque Abril 2009, Brasil.
  5. «Grafia usada pela União Europeia em apenas quatro ocasiões» 
  6. «Mapa da Romênia em 1941-1944». http://terkepek.adatbank.transindex.ro/. Consultado em 16 de julho de 2019 
  7. Dallin, Alexander (1957). «Odessa, 1941-1944: a case study of Soviet territory under foreign rule». Consultado em 16 de julho de 2019 
  8. «Romania». encyclopedia.ushmm.org (em inglês). Consultado em 16 de julho de 2019 
  9. «Moldova timeline» (em inglês). 19 de março de 2012 
  10. Lieven, Anatol (1999). «Chechnya: Tombstone of Russian Power». Consultado em 16 de julho de 2019 
  11. Magda Opalski, Will Kymlicka (2002). «Can Liberal Pluralism be Exported?: Western Political Theory and Ethnic Relations in Eastern Europe». Consultado em 16 de julho de 2019 
  12. «Hülya Demirdirek - The painful past retold: Social memory in Azerbaijan and Gagauzia - AnthroBase». www.anthrobase.com. Consultado em 16 de julho de 2019 
  13. Panici, Andrei. «Nacionalismo romeno na Moldávia» (PDF). Universidade da Bulgária. Consultado em 16 de julho de 2019 
  14. «Could Transnistria be the next Crimea?». Channel 4 News (em inglês). Consultado em 16 de julho de 2019 
  15. J. Kaufman, Stewart. «As políticas simbólicas da guerra étnica». Consultado em 16 de julho de 2019 
  16. a b «Бергман Вождь в чужой стае». femida-pmr.narod.ru. Consultado em 16 de julho de 2019 
  17. «Moldova Matters: Why Progress is Still Possible on Ukraine's Southwestern Flank | Atlantic Council». web.archive.org. 20 de junho de 2010. Consultado em 16 de julho de 2019 
  18. «Transnistria presents conditions for renewing negotiations with Chisinau | Centre for Eastern Studies». web.archive.org. 24 de junho de 2012. Consultado em 16 de julho de 2019 
  19. «Transnístria quer se unificar com a Rússia». Consultado em 16 de julho de 2019 
  20. «Trans-Dniester plea to join Russia» (em inglês). 18 de março de 2014 
  21. «Dniester public organizations ask Russia to consider possibility of Transnistria accession». TASS. Consultado em 16 de julho de 2019 
  22. Declaração de Independência.
  23. «Официальный сайт Верховного Совета Приднестровской Молдавской Республики». www.vspmr.org. Consultado em 16 de julho de 2019 
  24. «Tiraspol not willing to register opposition representative in electoral race». web.archive.org. 12 de março de 2012. Consultado em 16 de julho de 2019 
  25. Department Of State. The Office of Electronic Information, Bureau of Public Affairs. «Moldova». 2001-2009.state.gov (em inglês). Consultado em 16 de julho de 2019 
  26. «transnistria.md». web.archive.org. 15 de outubro de 2007. Consultado em 16 de julho de 2019 
  27. «Представителю по политическим вопросам». web.archive.org. 5 de fevereiro de 2012. Consultado em 16 de julho de 2019 
  28. «Russia's humanitarian assistance is a planned propagandist action, Chisinau claims». web.archive.org. 6 de outubro de 2011. Consultado em 16 de julho de 2019 
  29. «Moldova: regional tensions over Transdniestria» (PDF). 17 de junho de 2004. Consultado em 16 de julho de 2019 
  30. «Please login to continue - BUSINESS NEW EUROPE». web.archive.org. 2 de janeiro de 2014. Consultado em 16 de julho de 2019 
  31. «Ющенко: Украина недополучает из-за контрабанды из Приднестровья». korrespondent.net (em russo). Consultado em 16 de julho de 2019 
  32. http://www.washingtontimes.com, The Washington Times. «Hotbed of weapons deals». The Washington Times (em inglês). Consultado em 16 de julho de 2019 
  33. «Ъ.Украина-Газета - Приднестровье самоизолировалось». web.archive.org. 2 de janeiro de 2014. Consultado em 16 de julho de 2019 
  34. Bonet, Pilar (4 de junho de 2013). «"Queremos zonas de libre comercio tanto al Este como hacia el Oeste"». Madrid. El País (em espanhol). ISSN 1134-6582 
  35. «Conflict.md - TRANSNISTRIAN PARLIAMENT ADOPTS REGION'S BUDGET FOR 2007». web.archive.org. 27 de setembro de 2007. Consultado em 16 de julho de 2019 
  36. «Privatization will solve the budget problem». web.archive.org. 16 de outubro de 2007. Consultado em 17 de julho de 2019 
  37. Department Of State. The Office of Electronic Information, Bureau of Public Affairs. «Report on Global Anti-Semitism». 2001-2009.state.gov (em inglês). Consultado em 18 de julho de 2019 
  38. «Safety and security - Moldova travel advice». GOV.UK (em inglês). Consultado em 18 de julho de 2019 
  39. «Moldova». smartraveller.gov.au (em inglês). Consultado em 18 de julho de 2019 
  40. unimedia.info https://unimedia.info/?mod=news&id=33444?mod=news&id=33444. Consultado em 18 de julho de 2019  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  41. Department Of State. The Office of Electronic Information, Bureau of Public Affairs. «Moldova». 2001-2009.state.gov (em inglês). Consultado em 17 de julho de 2019 
  42. «TV and Radio: freedom of speech? | Pridnestrovie.net - Tiraspol, PMR: Pridnestrovskaia Moldavskaia Respublica (Transnistria)». web.archive.org. 21 de fevereiro de 2008. Consultado em 17 de julho de 2019 
  43. «Country Reports on Human Rights Practices for 2015». web.archive.org. 3 de maio de 2018. Consultado em 18 de julho de 2019 
  44. «UNHCR | Refworld | World Directory of Minorities and Indigenous Peoples - Transnistria (unrecognised state) : Overview». web.archive.org. 16 de outubro de 2012. Consultado em 17 de julho de 2019 
  45. «Wayback Machine». web.archive.org. 26 de fevereiro de 2010. Consultado em 17 de julho de 2019 
  46. Department Of State. The Office of Electronic Information, Bureau of Public Affairs. «Moldova». 2001-2009.state.gov (em inglês). Consultado em 17 de julho de 2019 
  47. «Christians Face Abuse from Corrupt Regime». web.archive.org. 18 de abril de 2009. Consultado em 17 de julho de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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