Catolicismo tradicionalista

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Os católicos tradicionalistas se caracterizam pela celebração da Missa Tridentina.

O Catolicismo Tradicionalista é entendido como um pensamento comum dos católicos que afirmam que o Concílio Vaticano II acarretou sérios danos à fé e ao povo católico com documentos heterodoxos, devendo ser parcial ou totalmente excluído dos legítimos concílios ecumênicos juntamente com as posteriores reformas influenciadas por ele, tais como: redução de exigências no processo para causa dos santos, Novus Ordo Missae, novo Código de Direito Canônico, etc. As críticas mais importantes são feitas aos documentos do Concílio que dizem respeito à Liberdade Religiosa, Ecumenismo, Colegialidade Episcopal e sobretudo à Missa Nova (Novus Ordo Missae).

Existem diferentes e distintos grupos de católicos com o pensamento tradicional. Alguns deles aceitam em termos gerais a legitimidade das mudanças associadas ao Concílio Vaticano II, mas preferem praticar os costumes católicos anteriores às reformas conciliares. Consideram, também, abusos as mudanças posteriores influenciadas pelo modernismo, em acordo com a atitude recente do Magistério da Igreja Católica, que considera que muitos teólogos e clérigos, apelando para o espírito do concílio, desobedeceram às próprias decisões conciliares.[1]

Esses fiéis e sacerdotes que aceitam de forma geral as reformas conciliares, mas preferem praticar os costumes católicos na forma pré-Vaticano II podem ser chamados também de católicos tradicionais para diferenciarem-se de tradicionalistas.

Diferentes tipos do pensamento Tradicionalista[editar | editar código-fonte]

Afresco da "Igreja Principal" de Campos, RJ, Brasil, retratando a história da "Administração São João Maria Vianney", um dos mais notáveis grupos tradicionalistas do mundo. A direita estão os Bispos tradicionalistas Dom Antônio de Castro Mayer e Dom Licínio Rangel paramentados, pintados no paraíso com outros anjos. Os dois bispos foram protagonistas no conservadorismo católico nos anos 80 e 90. E ao lado o Papa João Paulo II, que regularizou o grupo.

Divide-se aqui os tradicionalistas e tradicionais em quatro grandes grupos:

PS: Os Sedevacantistas e Conclavistas não são reconhecidos como tradicionalistas por todos, sendo distinguidos como grupos separados.

Os Tradicionais[editar | editar código-fonte]

As sociedades de padres tradicionais são oficialmente autorizados pelo Vaticano, como por exemplo a Fraternidade Sacerdotal São Pedro (FSSP), os Filhos do Santíssimo Redentor, a Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney (no Brasil), o Instituto de Cristo Rei e Sumo Sacerdote e o Instituto do Bom Pastor. Estes grupos são aceites juridicamente pela Igreja Católica. Estão sob o amparo da Carta da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos Quattuor abhinc annos, de 3 de Outubro de 1984, e da própria Carta Apostólica Ecclesia Dei do Papa João Paulo II, de 2 de Julho de 1988:

"além disso, em toda a parte deverá ser respeitado o espírito de todos aqueles que se sentem ligados à tradição litúrgica latina, mediante uma ampla e generosa aplicação das directrizes, já há tempos emanadas pela Sé Apostólica, para o uso do Missal Romano segundo a edição típica de 1962."

Essas sociedades tradicionais passaram a existir tempos depois do encerramento do Concílio, como uma tentativa de atrair os fiéis da FSSPX para Roma, oferecendo a Missa Tradicional, mas tendo como exigência a aceitação dos documentos do Concílio.[2]

Os católicos tradicionais aceitam os princípios dos documentos do Concílio Vaticano II e declaram que as mudanças associadas às decisões do Concílio (como a revisão litúrgica) são legítimas e válidas (de forma geral), mas preferem as formas de culto e práticas pré-Vaticano II e, com a aprovação da Santa Sé, o uso desses rituais mais antigos (nomeadamente a missa tridentina).[3]

Eles são servidos por padres diocesanos ou religiosos que estão dispostos e capazes de oferecer os ritos tradicionais e a missa tridentina, sem deixar de celebrar a Missa Nova. E muitos católicos simpatizantes do catolicismo tradicional que não conseguem participar regularmente na liturgia tradicional, porque não é celebrada frequentemente na sua área, atendem com alguma hesitação à Missa de Paulo VI, que é a forma ordinária do rito romano aprovado na sequência da reforma litúrgica pós-Vaticano II.[4] Entre estes católicos tradicionais há uma diversidade política e ideológica significativa.

Os Tradicionalistas[editar | editar código-fonte]

Inicío de Missa Baixa celebrada na Igreja de São Judas, Filadélfia, por sacerdote da FSSPX.

Fraternidade Sacerdotal São Pio X (Fraternitas Sacerdotalis Sancti Pii X em latim - FSSPX) é uma sociedade de vida apostólica internacional católica tradicionalista, fundada em 1970 pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre. O atual superior geral da sociedade é o bispo suíço Bernard Fellay.

A sociedade é conhecida como um defensora da Missa Tridentina, juntamente com práticas de piedade, crenças, costumes e a disciplina religiosa associadas com o período anterior ao do Concílio Vaticano II, que a sociedade acredita ter promovido ensinamentos errôneos e heréticos, sobre questões como a revisão litúrgica, o ecumenismo, a liberdade religiosa, a supremacia da Igreja Católica sobre as outras religiões e as relações com os judeus e não-cristãos.

Ela foi a primeira sociedade apostólica com rituais completamente pré-Vaticano II após o acontecimento do Concílio.[5] Posteriormente, o Vaticano decidiu criar sociedades apostólicas em comunhão com Roma abertas à celebração da Missa Tridentina e ao estilo de vida pré-Vaticano II com objetivo de trazer os tradicionalistas da FSSPX e seus aliados, como, por exemplo, o Instituto Cristo Rei (aderiu) à submissão da hierarquia conciliar[6]. Em todas essas sociedades, porém, tornou-se obrigatório o ensino da Missa de Paulo VI e/ou a aceitação completa do Concílio.[7] A Fraternidade viu nessas tentativas de acordo e na criação de "sociedades apostólicas tradicionais em comunhão com Roma" (Ecclesia Dei) uma armadilha com destino à aceitação do Vaticano II, fazendo-a recusar acordos com Roma.[2][8]

O Cardeal Silvio Oddi fala em relação ao Seminário Mater Ecclesiae:[9]

"Segui de perto a primeira tentativa, há cerca de 12 anos, pois os estudantes estavam instalados na Via Pompeo Magno, no colégio onde moro.

Devo dizer que ela fracassou, porque não respeitaram os compromissos que tinham assumido com os seminaristas. Tinham prometido à dezenas de saídos de Êcone, que aí foram acolhidos, que poderiam prosseguir em Roma, no Espírito da Tradição, a sua formação sacerdotal. Na realidade, propuseram-se apenas a "desintoxicá-los", antes de lhes dizer que, se quisessem continuar os seus estudos, deviam encontrar eles próprios um bispo que os aceitasse no seu seminário ..."

—Cardeal Silvio Oddi


Mgr. Decourtray, Arcebispo de Lyon, França, disse à respeito dos "tradicionalistas recuperados" da FSSPX para a FSSP:[10]

"Eu espero dos tradicionalistas recuperados que eles façam um esforço de leitura e compreensão do Concílio a fim de que possam também assimilá-lo. Que trabalhem particulamente a questão da liberdade religiosa ou do diálogo com as outras religiões [...]. Gostaria que os padres da FSSP tivessem a autorização de celebrar nos dois ritos ( e não somente no antigo ) [...] e que os seminaristas sejam preparados para celebrar no rito de Paulo VI." —Mgr. Decourtray


1) Então, de fato, a FSSPX não está em plena comunhão com a Igreja e o Papa?

"Resposta da Fraternidade: Essa expressão não significa nada. Não passa de um golpe midiático para difamar a Fraternidade. Doutrinalmente talvez estejamos mais unidos à Igreja e ao Papa do que qualquer outro. O Magistério do Papa e dos bispos é nada mais do que o órgão da Tradição. A Tradição, bem como a Escritura Santa, está acima da pessoa do Papa. Este não pode portanto contradizer a doutrina de todos os Papas anteriores. A partir do momento que a pessoa do Papa se afasta da Tradição, impondo ensinamentos novos contrários ao Magistério Perene da Igreja, somos obrigados a resistir, pela Fé." [11]

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X pratica a fé católica em estruturas oficiais da Igreja, como priorados e capelas da FSSPX, que corroboram fidelidade à Igreja e ao Papa (no que não contraria a doutrina). Essas capelas são, portanto, abençoadas e construídas com fórmulas e rituais oficiais (pré-Vaticano II) católicos. É a maior sociedade sacerdotal que congrega este tipo de tradicionalistas, que foi criada em 1970 pelo arcebispo Marcel Lefebvre, uma figura fundadora do catolicismo tradicionalista, que conheceu e teve a mão osculada por Padre Pio.[12][13]

Os ensinamentos do Segundo Concílio do Vaticano são para a FSSPX inaceitáveis e danosos à fé. O Arcebispo Marcel Lefebvre sagrou 4 bispos com autorização para sagrar somente 1 sem data prevista, alegando estado de necessidade para que a doutrina católica tivesse seguimento sem a interferência do Vaticano II. [14] Em função da data da sagração ser sempre adiada pelo Vaticano, os tradicionalistas viram isso como um tentativa de impossibilitar a sagração de bispos autenticamente católicos. Estando o Arcebispo velho e com câncer, e recebendo pedidos dos seus seminaristas para que "não os abandonasse" e que fizesse a doutrina católica continuar sem interferência conciliar, sagrou os 4 bispos. Mons. Lefebvre faleceu dois anos depois.[15][16]

Devido à ordenação desses quatro bispos, em 1988, o arcebispo Marcel Lefebvre, juntamente com estes quatro "bispos", foram excomungados latae-sententiae, como declarado pela Carta Ecclesia Dei [17], devido a esta ordenação episcopal não autorizada. O Vaticano predizia que a FSSPX não estava em "plena comunhão" (o termo 'plena comunhão' e 'comunhão parcial' surgiu com as reformas conciliares) com a Igreja não possuindo qualquer jurisdição dentro da mesma, sendo assim seus padres e bispos exercem ministérios ilícitos e ilegítimos.[18] A Fraternidade alegam excomunhões inválidas por estado de necessidade, que supriria também a jurisdição.[19]

A FSSPX está organizada em:

Desconsiderando as ordens latinas e orientais aliadas à Fraternidade, ela conta atualmente com 600 sacerdotes, 113 Irmãos, 186 Irmãs em 26 casas (177 professoras, 10 noviços e 2 postulantes), 79 Oblatos, 203 Seminaristas e 45 pré-seminaristas. Está presente em 37 países e visita regularmente outros 33. Tem 1 Casa Geral, 14 Distritos e 2 Casas Autônomas, 7 Seminários, 163 priorados, 750 centros de missa, mais de cem escolas (do Ensino Básico ao Médio), 2 universidades e 7 casas de exercícios espirituais, 4 conventos de freiras carmelitas (Dados de 04 de abril de 2016.[20][21])

Os aliados latinos à Fraternidade são mosteiros e conventos tradicionalistas Beneditinos, Capuchinhos, Dominicanos, Carmelitas, entre outros.[22]

Os aliados orientais à Fraternidade são tradicionalistas da Fraternidade Sacerdotal São Josafá, Fraternidade Sacerdotal São João Batista, As irmãs do mosteiro católico grego da Ordem Studite e as Irmãs Basilianas da Ucrânia.[23]

No sábado, dia 24 de janeiro de 2009, Dia Internacional da Memória, o Papa Bento XVI, como ato de “paz e misericórdia”, segundo divulgado, por ele mesmo, revogou a excomunhão dos quatro bispos, de acordo com Roma, excomungados latae sententiae [24]. Entretanto, a Fraternidade alega que nunca houve excomunhão, pois a mesma fora nula. Por isso, não se poderia ab-rogar o que não acontecera, não tendo então efeito no comportamento de seus sacerdotes e de seu instituto. Segundo Roma, porém, seus sacerdotes e bispos ainda continuam suspensos à divinis, suspensão que também rebate a Fraternidade pelo estado de necessidade.[25]

O Prefeito da Congregação para os Bispos manifestou ainda a esperança que a Fraternidade possa rapidamente voltar à plena comunhão com a Igreja Católica, mostrando "a verdadeira fidelidade e o verdadeiro reconhecimento do Magistério e da autoridade do Papa".[26] O bispo Richard Williamson, ex-diretor geral da FSSPX na Argentina, havia dado uma entrevista em que diminuía os números oficiais de mortos do Holocausto Judeu durante a II Guerra Mundial pelos nazistas. Ao revogar a excomunhão, beneficiando assim também Williamson, Bento XVI provocou a imediata reação da chanceler alemã, Angela Merkel, exigindo uma resposta do Sumo Pontífice e declarando que "a atitude do Vaticano pode dar a impressão de que o Holocausto pode ser negado", havendo franca reação adversa tanto da imprensa como do clero alemão e de outros países.[27]

Vendo o mal que causou ao se pronunciar sobre o holocausto judeu, seu superior D. Fellay disse que D. Williamson deveria retirar o que disse. Dom Richard Williamson resolveu então se retratar. As conseqüências posteriores da aproximação da Fraternidade Sacerdotal São Pio X com o Vaticano fizeram Dom Williamson ser expulso.

A situação canônica oficial atual da Fraternidade Sacerdotal São Pio X e de seus sacerdotes é de suspensão à divinis: sem licitude para realizar os sacramentos, com exceção da confissão e extrema unção.

No dia 1 de Setembro de 2015, o Papa Francisco, devido ao ano santo da misericórdia, condeceu licitude para os sacerdotes da FSSPX de realizar os sacramentos da extrema unção e confissão.[28]

Os Sedevacantistas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Sedevacantismo

Os sedevacantistas são aqueles que consideram que o Papa e os bispos reconhecidos hodiernamente como legítimos e válidos não o são. Portanto, teriam perdido a sua autoridade e legitimidade. Tais pessoas não possuem nem buscam a aprovação das autoridades do Vaticano, mas antes lhes acusam de usurpação de cargos da Igreja. Os termos “sedevacantista” e “sedevacantismo” derivam da expressão latina sede vacante, que normalmente é aplicada ao período entre a morte de um Papa e a eleição do seu sucessor. Os sedevacantistas normalmente datam a vacância do papado a partir da morte do Papa Pio XII, em 1958, embora alguns consideram também o Papa João XXIII (1958-1963) como sendo um verdadeiro Papa. Os principais grupos sedevacantistas são a Fraternidade Sacerdotal São Pio V (FSSPV) e a Congregação de Maria Imaculada Rainha (CMRI).

Os Conclavistas[editar | editar código-fonte]

Os conclavistas são aqueles que, oriundos do movimento sedevacantista, reconheceram um candidato alternativo e próprio deles como o verdadeiro Papa. Estritamente falando, eles não são sedevacantistas, porque eles defendem que a Santa Sé já não está mais vago, ou seja, já não está em sede vacante. Mas muitas vezes eles são classificados como sedevacantistas porque rejeitam a actual sucessão papal da Igreja Católica, pelas mesmas razões do que os sedevacantistas. Os principais grupos conclavistas são a "verdadeira Igreja Católica", a Igreja Católica Palmariana e os seguidores de David Bawden (o "Papa Michael").

Número de católicos com pensamento tradicional/tradicionalista[editar | editar código-fonte]

Segundo fontes, existem cerca de 6 a 7 milhão de católicos tradicionalistas, que nos últimos anos cresce exorbitantemente[29]. Entretanto, segundo outras estatísticas, esse número seria bem menor[30], correspondendo a aproximadamente menos de 1% do total de católicos no mundo, incluindo aí aqueles que estão em comunhão com o Papa Francisco.[31][32] As estimativas do número de apoiantes e membros da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X são por volta de 200 mil.[33][34][35][36] As duas maiores sociedades de católicos tradicionalistas são a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X e também a Fraternidade Sacerdotal São Pedro como sociedade tradicional, vindo posteriormente o Instituto do Bom Pastor.

Crítica dos tradicionalistas ao Concílio Vaticano II[editar | editar código-fonte]

Os católicos tradicionalistas diferenciam-se dos católicos tradicionais. Os tradicionalistas rejeitam muitas ou todas as reformas elaboradas pelo Concílio Vaticano II, por considerarem essas reformas rupturas com a Tradição Católica . Dentre estas renovações rejeitadas, destacam-se em particular a questão da liberdade religiosa, do ecumenismo, da colegialidade episcopal e da reforma do ritual romano da Missa. Este novo ritual, chamado de "Novus Ordo", foi imposto em 1969 pelo Papa Paulo VI e por desejo do Concílio.[37] Os católicos tradicionais preferem seguir a liturgia e modo de vida espiritual anterior ao Concílio, mas não são contra suas reformas.

O Concílio, sendo ele de carácter pastoral e não dogmático, é reformável e falível por não ter proclamado dogmas de fé, logo passível de ser rejeitado pelos católicos caso contenha perigos à fé. Isso é sustentado pela própria natureza de um concílio não dogmático, e por textos famosos como:

  • Lumen Gentium (um texto conciliar), que afirma, na sua nota anexa, que “tendo em conta a praxe conciliar e o fim pastoral do presente Concílio este sagrado Concilio só define aquelas coisas relativas à fé e aos costumes que abertamente declarar como de fé”.
  • Papa Paulo VI, que disse, num seu discurso proferido na Audiência de 12 de janeiro de 1966, que “dado o caráter pastoral do Concílio, ele evitou pronunciar de uma maneira extraordinária dogma algum, comportando a nota de infalibilidade”.
  • Papa Bento XVI, num discurso seu proferido em 2005.[38] É alegado que o Papa aceitou que "um concílio, cujo objetivo primeiro e confessado foi de se adaptar ao que este mundo presente tem de contingente, não pode senão ser ele mesmo contingente. Contingente, logo reformável, por uma reforma que será ela mesma o fruto de uma sã crítica."[37]

É de conhecimento geral tanto para a visão predominante como para os tradicionalistas que os textos do Vaticano II tem uma quantidade de ambigüidades muito grande. Os equívocos foram introduzidos voluntariamente nos textos conciliares para enganar os sacerdotes conservadores. Os tradicionalistas dizem que enchia-se os bispos conservadores do Concílio de ilusões, insistindo sobre o fato de que o texto não queria, no fundo, dizer nada diferente do que o que a Igreja havia sempre ensinado. Mas, na seqüência, foi possível apoiar-se sobre essas passagens para defender teses totalmente heterodoxas.

Karl Rahner e Herbert Vorgrimler escreveram que se “deixou aberto um certo número de questões teológicas importantes, sobre as quais não se chegaria a acordo, escolhendo-se formulações que poderiam no Concílio ser interpretadas diferentemente pelo grupos e tendências teológicas particulares”[39]

Essa fluidez deliberada era justificada pelo fato de o Concílio Vaticano II se querer apenas como um Concílio “pastoral” e, que, então, não era mais necessário que se exprimisse com toda a clareza teológica requerida para um Concílio dogmático.

Um exemplo de ambigüidade é dado pela famosa expressão “subsistit in” introduzida na Constituição Dogmática Lumen Gentium sobre a Igreja (I,8). Declarou-se ali que a Igreja de Cristo “subsiste na” Igreja Católica.

O ensinamento tradicional da Igreja diz, expressamente, que a Igreja de Cristo É a Igreja Católica. Essa palavra “est” se acha ainda nos primeiros projetos dessa Constituição sobre a Igreja. A palavra foi, em seguida, substituída pela expressão “subsistit in”.

A nova expressão foi revindicada pelo pastor protestante Wilhelm Schmidt, como se pode ver por sua declaração:[40]

“Era, então, pastor da igreja da Santa Cruz, em Bremem-Horn, e, durante a terceira e a quarta sessões, observador no Concílio, como representante da Fraternidade Evangélica Michael, a convite do Cardeal Bea. Propus, por escrito, a formulação “subsistit in” àquele que era, então, o conselheiro teológico do Cardeal Frings: Joseph Ratzinger, que a transmitiu, então, ao Cardeal.”
Wilhelm Schmidt, 

Segundo a doutrina católica, a Tradição (diferenciando-se de "tradições" com "t" minúsculo) é imutável. A Tradição (com um T maiúsculo) é a Tradição apostólica; isto é, o Depósito da Fé, que foi confiado, de uma vez por todas, aos Apóstolos e que o Magistério deve transmitir e proteger até ao fim do mundo.

O Depósito Revelado por Deus e transmitido pela Tradição é absolutamente imutável, já que a Revelação se encerrou com a morte do último Apóstolo[41]. Mas esse Depósito imutável é expresso de modo cada vez mais preciso pelo Magistério, que o inventoria e que o classifica, ao mesmo tempo em que o transmite e em que o defende.

Ela deve ser conservada pelos Romanos Pontífices de geração em geração, rejeitando novidades e sendo sempre transmitida de forma a melhor ensinar o povo católico sobre sua fé. Para o pensamento tradicionalista, isso não aconteceu no Concílio Vaticano II, onde estava sendo formulada uma Missa que não evolui dos apóstolos conforme os séculos tal qual a Missa Tridentina, a codificação dos ritos apostólicos surgidos desde esses tempos pelo papa São Pio V . O Concílio modificou matéria e forma dos sacramentos, coisa que também foi criticada pelo pensamento tradicionalista por serem algo que foi instituído divinamente e preservado por gerações.[42]

Os tradicionalistas afirmam a existência de influência modernista, protestante e maçônica no Concílio, que se pode ver pelo principal autor do Novus Ordo Missae, padre Annibal Bugnini, cujo nome se encontrou na lista de prelados maçons publicados pela imprensa italiana[43] . Foi então demitido de suas funções de Secretário da Congregação para o Culto Divino, antes de ser nomeado pró-núncio em Teerã (janeiro de 1976)[44]. Também sofre críticas por ter enganado o papa Paulo VI afirmando que os especialistas em liturgia eram a favor das mudanças introduzidas na Missa Nova.[45]

Não apenas o movimento tradicionalista viu com maus olhos o Concilio Vaticano II, mas também muitos dos próprios bispos e cardeais que participaram. Entre eles, Cardeal Ottaviani [46], que havia sido Pró-Prefeito do Santo Ofício – e, pois, número dois do Vaticano –sob três Papas sucessivos , Mons. Marcel Lefebvre, que trocou diversas cartas com o então cardeal Ratzinger (Posteriormente, papa Bento XVI) sobre o assunto e Cardeal Bacci.[47]

A principal resistência ao Concílio era principalmente por causa da Missa Nova - que estava sendo projetada já nessa época - , acusada pelos tradicionalistas de ter espírito revolucionário e de tentar tornar a missa "menos católica", já que introduziu a recitação do Cânon em voz alta (que implica uma dessacralização do Cânon), modificou-se a fórmula consecratória (aproximada do rito luterano), removeu-se os numerosos sinais-da-cruz, removeu-se também várias orações milenares, como o salmo Judica me (sec XII)[48]; reformas de orações também milenares como no Confiteor (sec VIII, XII)[49]. O pensamento tradicional mostra a reforma clara no confiteor quando antes o sacerdote dizia que se confessa não somente a Deus, mas também à Virgem Maria, ao arcanjo São Miguel, a São João Batista e aos apóstolos: [50]

"Eu, pecador, me confesso a Deus todo-poderoso, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado são Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado são João Batista, aos santos apóstolos são Pedro e são Paulo, a todos os Santos e a vós, Padre, porque pequei ..."


Depois da reforma, a oração foi modificada. Essa modificação também foi acusada pelo movimento tradicional de ter sofrido influência protestante. Segue-se a modificação:

"Eu, pecador, me confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos, que pequei..."


Com relação ao Novus Ordo Missae, Mons. Jacques Masson, que relata a conferência do cardeal Thiandoun, (na época não era cardeal), então arcebispo de Dakar, disse sobre a nova Missa:[51]

"O senhor talvez não saiba, mas quando Mons. Bugnini fez celebrar, na reunião do Sínodo dos Bispos, ad experimentum, seu projeto de Missa Nova, o Novus Ordo, houve uma reação de protestos da parte dos bispos presentes. Apesar disso, sem entendermos bem como, Bugnini conseguiu reverter a situação e fez prevalecer suas idéias junto ao Papa Paulo VI, o qual promulgou o Novus Ordo. O Papa promulgou: Roma locuta est... só podíamos obedecer! Mas ninguém queria essa missa revolucionária".
Mons. Jacques Masson, 

O padre Bugnini falava em relação a Nova Missa:[52]

“A Igreja foi guiada pelo amor às almas e pelo desejo de tudo fazer para facilitar a nossos irmãos separados o caminho da união, removendo toda pedra que poderia constituir qualquer sombra de risco de obstáculo ou de desprazer”
Pe. Annibal Bugnini, 

Conforme o juízo dos Cardeais Ottaviani e Bacci, o novo rito da Missa, promulgado em 1969:[53]

“Distancia-se, de modo impressionante, no todo, como no detalhe, da teologia católica da Santa Missa.”
Cardeais Ottaviani e Bacci, 

O Papa Paulo VI declarou, no ano de 1968, a frase bem famosa, falando de uma Igreja em estado de “autodemolição”:[54]

“A Igreja se acha em uma hora de inquietude, de auto-crítica, diríamos mesmo de auto-demolição. É como uma instabilidade interior, aguda e complexa, ao qual ninguém teria esperado depois do Concílio.(...). É como a Igreja se golpeasse a si mesma.”
Papa Paulo VI, 

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X, fundada por Mons. Marcel Lefebvre é uma associação católica com permissão e documentação de Roma para existir[55]. Posteriormente, a Fraternidade recusou sua aderência à liberdade religiosa, colegialidade espicopal, missa nova e ecumenismo, sendo então o Arcebispo Lefebvre suspenso "a divinis" por sagrar sacerdotes segundo o rito antigo da sagração sacerdotal para continuar sua obra da Fraternidade e perdeu a permissão para continuar seu trabalho.

Mons. Lefebvre tinha câncer e morreu poucos anos depois de sagrar os bispos para a Fraternidade[56]. A FSSPX alega que as excomunhões foram inválidas, pois estavam sob proteção do Estado de Necessidade[57] visto no antigo e novo Código de Direito Canônico[58]. Atualmente, numerosos esforços faz Roma para que a Fraternidade entre em comunhão com ela, porém, como exigência a aceitação do Vaticano II, motivo da FSSPX, mosteiros e conventos aliados a ela[59] não aceitarem esses acordos[60]; diferente de grupos dissidentes dela que fizeram acordos e não vêem problema na aceitação do Concílio contanto que possam celebrar a liturgia tradicional, tais como: [61]

1. Fraternidade Sacerdotal São Pedro (FSSP).

2. Os Beneditinos de Dom Augustin, em Flavigny, França.

3. Os Beneditinos de Fontgombault, França.

4. O Seminário Mater Ecclesiae.

5. O Instituto Cristo-Rei.

6. O Instituto do Verbo Encarnado, Argentina.

7. A Administração Apostólica São João Maria Vianney.

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X alega que, embora celebrem a Missa Tradicional, não possuem permissão para criticar aberta e livremente os erros do Concílio. Algumas dessas associações tradicionais viraram birritualistas e perderam a possibilidade de criticar o Concílio de forma dura e rígida, trocando essa possibilidade por uma crítica "Educativa e Construtiva", segundo o desejo do Vaticano.[62]

O Cardeal Silvio Oddi fala em relação ao Seminário Mater Ecclesiae:[63]

"Segui de perto a primeira tentativa, há cerca de 12 anos, pois os estudantes estavam instalados na Via Pompeo Magno, no colégio onde moro. Devo dizer que ela fracassou, porque não respeitaram os compromissos que tinham assumido com os seminaristas. Tinham prometido à dezenas de saídos de Êcone, que aí foram acolhidos, que poderiam prosseguir em Roma, no Espírito da Tradição, a sua formação sacerdotal. Na realidade, propuseram-se apenas a "desintoxicá-los", antes de lhes dizer que, se quisessem continuar os seus estudos, deviam encontrar eles próprios um bispo que os aceitasse no seu seminário ..."
Cardeal Silvio Oddi

Mgr. Decourtray, Arcebispo de Lyon, França, disse à respeito dos "tradicionalistas recuperados" da FSSPX para a FSSP:[64]

"Eu espero dos tradicionalistas recuperados que eles façam um esforço de leitura e compreensão do Concílio a fim de que possam também assimilá-lo. Que trabalhem particulamente a questão da liberdade religiosa ou do diálogo com as outras religiões [...]. Gostaria que os padres da FSSP tivessem a autorização de celebrar nos dois ritos ( e não somente no antigo ) [...] e que os seminaristas sejam preparados para celebrar no rito de Paulo VI."
Mgr. Decourtray

O bispo de Luçon, Mgr. de Garnier fala:[65]

"Eu só poderia aceitar que se celebrasse no rito de Paulo VI nas condições pedidas no Motu Proprio, a saber, que os que a pedem abracem profundamente o Concílio Vaticano II"
Mgr. de Garnier

Reforma da liturgia[editar | editar código-fonte]

Sobre o ritual da Missa de rito romano, o Concílio Vaticano II ordenou:

Que os ritos se simplifiquem, bem respeitados na sua estrutura essencial; sejam omitidos todos os que, com o andar do tempo, se duplicaram ou menos utilmente se acrescentaram; restaurem-se, porém, se parecer oportuno ou necessário e segundo a antiga tradição dos Santos Padres, alguns que desapareceram com o tempo (Sacrosanctum Concilium, 50).

A reforma do ritual da missa teve como intenção principal "permitir ao povo cristão um acesso mais seguro à abundância de graça que a Liturgia contém" (Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia, 21).[66] O Concílio prescreveu: "devem os pastores de almas vigiar por que não só se observem, na acção litúrgica, as leis que regulam a celebração válida e lícita, mas também que os fiéis participem nela consciente, activa e frutuosamente" (Sacrosanctum Concilium, 11). Enquanto os católicos tradicionais interpretam a "participação activa" como "manifestação gestual e verbalizante", o Papa João Paulo II insistiu num discurso do 9 de Outubro de 1998:

"Participação activa certamente significa que nos gestos, palavras, cânticos e serviços, todos os membros da comunidade tomam parte num único acto de culto, que não é absolutamente inerte nem passivo. Contudo, a participação activa não impede a passividade dinâmica do silêncio, da calma e da escuta: pelo contrário, exige-a. Por exemplo, os fiéis não são passivos quando escutam as leituras ou a homilia, ou quando acompanham as orações do celebrante, os cânticos e a música da liturgia. A seu modo, estas experiências de silêncio e de calma são profundamente activas." [67]

Os católicos tradicionais consideram que o missal romano de Paulo VI (promulgado em 1969 e publicado em 1970, e que está em vigor para toda a Igreja Católica que usa o rito romano) não exclui a possibilidade de celebração da Missa Tridentina; os que se opõe a este entendimento lembram que o mesmo Papa Paulo VI declarou:

O novo Ordinário da Missa foi promulgado, depois de madura deliberação e em consequência das normas do Concílio Vaticano II, para substituir o antigo. Não diversamente o nosso santo antecessor Pio V ordenou que fosse usado o Missal revisto sob a sua autoridade depois do Concílio de Trento. [68]

O Motu Proprio Summorum Pontificum[editar | editar código-fonte]

Invocando os precedentes das Cartas Quattuor abhinc annos e Ecclesia Dei e lembrando que o uso do anterior missal nunca fora expressamente revogado, o Papa Bento XVI, pela Carta Apostólica sob a forma de "Motu Proprio" Summorum Pontificum (2007), autorizou o uso mais amplo do Missal de 1962 de João XXIII e explica que o missal atualmente (de Paulo VI) utilizado permanece como forma ordinária da liturgia e que o missal publicado por João XXIII poderá ser usado como forma "extraordinária" litúrgica:

"É preciso antes de mais afirmar que o Missal publicado por Paulo VI, e reeditado em duas sucessivas edições por João Paulo II, obviamente é e permanece a Forma normal – a Forma ordinária – da Liturgia Eucarística. A última versão do Missale Romanum, anterior ao Concílio, que foi publicada sob a autoridade do Papa João XXIII em 1962 e utilizada durante o Concílio, poderá, por sua vez, ser usada como Forma extraordinária da Celebração Litúrgica. Não é apropriado falar destas duas versões do Missal Romano como se fossem «dois ritos». Trata-se, antes, de um duplo uso do único e mesmo rito."

O mesmo "Motu Proprio" declara que a celebração da missa e dos sacramentos pode ser feita na forma "extraordinária", sem a necessidade de autorização do bispo, por qualquer sacerdote apto para tal função, mas considerando válida e lícita a celebração da Missa Nova.

Devoções e Práticas Espirituais[editar | editar código-fonte]

Os católicos tradicionalistas defendem a aplicação de muitos actos de devoção comuns anteriores ao Concílio Vaticano II, tais como as seguintes:

  • Jejum de meia-noite antes de receber a Eucaristia: Essa disciplina foi modificada em 1953 pelo Papa Pio XII, que reduziu o jejum para o rápido período de três horas,[69] esta alteração é aceita por muitos tradicionalistas. Porém poucos aceitam a regra de uma hora promulgada por João Paulo II no Código de Direito Canônico de 1983;[70]
  • Ajoelhar para receber comunhão diretamente na boca somente da mão de um sacerdote ou, como ministro extraordinário, o diácono[71]. O respeito à antiga prática por parte dos tradicionalistas,[72][73] é autorizado pela Santa Sé,[74] sendo que alguns consideram receber a comunhão na mão como um abuso[75] e um sacrilégio;[76]
  • Mulheres portando o véu na igreja, uma prática que era muito usada, antes do Concílio, [77] Que remota ao trecho bíblico da carta de São Paulo aos Coríntios, (I Cor. XI, 4-5) "Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta falta ao respeito ao seu senhor. 5. E toda mulher que ora ou profetiza, não tendo coberta a cabeça, falta ao respeito ao seu senhor, porque é como se estivesse rapada;"
  • Mulheres com a cabeça coberta quando se ajoelharem para comungar, quase que obrigatoriamente;[78]
  • Confissões de joelhos e no confessionário;
  • Orações como o Santo Rosário e a Via Sacra, na forma como era usado antes do final do século XX e, por isso, sem as alterações que se tornaram comuns, se bem que não universais, no pontificado do Papa Paulo VI, e sem as modificações dos Mistérios do Rosário pelo Papa João Paulo II (os mistérios luminosos).[79]

Estas práticas não se limitam somente aos tradicionalistas ou tradicionais.

Alguns movimentos tradicionais (leigos)[editar | editar código-fonte]

Internacionalmente
No Brasil

Organizações tradicionais religiosas em comunhão com o Papa e com a Igreja Romana[editar | editar código-fonte]

O amparo canônico destas organizações deriva da Carta Apostolica "Ecclesia Dei" do Sumo Pontifice João Paulo II sob forma de "motu proprio" e se mantêm em comunhão completa com a Igreja Católica:


Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Discurso de Bento XVI, no dia 22 de Dezembro de 2005
  2. a b http://sspx.org/en/news-events/news/question-principles-sspx-vs-fssp-3062; Livro Tradição vs Vaticano: Questão sobre as comunidades Ecclesia Dei
  3. Veja, por exemplo, os decretos de ereção da Fraternidade Sacerdotal São Pedro e do Instituto do Bom Pastor
  4. Motu Proprio Summorum Pontificum, do Papa Bento XVI (2007)
  5. Fundada em 1970 em resposta às reformas conciliares.
  6. 1. Fraternidade Sacerdotal São Pedro (FSSP). 2. Os Beneditinos de Dom Augustin, em Flavigny, França. 3. Os Beneditinos de Fontgombault, França. 4. O Seminário Mater Ecclesiae. 5. O Instituto Cristo-Rei. 6. O Instituto do Verbo Encarnado, Argentina. 7. A Administração Apostólica São João Maria Vianney.
  7. Embora celebrem a Missa Tradicional, não têm permissão para criticar aberta e livremente os erros do Concílio. Enchia-se-lhes de ilusões, achando que poderiam celebrar a Missa dita de São Pio V sem nenhum problema e poderiam criticar livremente o Vaticano II, mas pouco a pouco foi-se suprimindo essas liberdades e suas promessas foram pouco a pouco expostas como mentiras. Algumas dessas viraram birritualistas e todas perderam a possibilidade de criticar os erro do Concílio, trocando essa possibilidade por uma crítica "Educativa e Construtiva". Livro Tradição vs Vaticano: Questão sobre as comunidades Ecclesia Dei
  8. http://www.catholicnewsagency.com/news/traditionalists-announce-definitive-break-with-catholic-church/
  9. Cardeal Silvio Oddi, em entrevista à revista Valeurs Actuelles, de agosto de 1988
  10. Mgr. Decourtray, acebispo de Lyon, França, para a revista France Catholique
  11. Fraternidade Sacerdotal São Pio X (09/02/2015). «Acordos com Roma?». Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Consultado em 12/03/2015. 
  12. http://archives.sspx.org/images/Saints/PadrePio_with_AB.jpg
  13. http://archives.sspx.org/images/Saints/padrepio_kissing_abs_ring.jpg
  14. «Catecismo do Estado de Necessidade». 
  15. D. Marcel Lefebvre morre, aos 85 anos, em Martigny, a 25 de Março de 1991.
  16. Dom Lefebvre, um Bispo na tormenta. Documentário.
  17. Motu Proprio Ecclesia Dei
  18. Entrevistas à 30GIORNI, nº9, setembro de 2005 e ao Canal 5, no domingo 13-XI-2005, às 09 da manhã
  19. Código de Direito Canônico de 1917 - Cânon 209 Novo Código de Direito Canônico de 1983 - Cânon 144 §1
  20. http://laportelatine.org/quisommesnous/statistiques/stat.php
  21. «Fraternidade completa 600 padres». 
  22. http://laportelatine.org/ordres/ordlatin/ordlatin.php
  23. http://laportelatine.org/ordres/ordorien/ordorien.php
  24. http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=imprensa&subsecao=igreja&artigo=20090121&lang=bra
  25. http://www.fsspx.com.br/breve-catecismo-do-estado-de-necessidade/
  26. data/stories/cns/0900355.htm Papa Bento XVI revoga a excomunhão de Lefebvre e dos seus bispos
  27. WONG, Bárbara, Notícia: Angela Merkel exige que Bento XVI clarifique decisão de reabilitar bispo revisionista, jornal Última Hora, ed. de 4 de fevereiro de 2009 (acessada nesta data)
  28. https://fratresinunum.com/2015/09/01/comunicado-da-casa-geral-da-fraternidade-sacerdotal-sao-pio-x-3/
  29. Roman Catholic Traditionalism?
  30. [1]
  31. Catholic World News : “All We Ask is for the Mass”
  32. GRIFF RUBY'S STRAIGHT STUFF (jun2str.htm)
  33. The Universal Indult vs
  34. Vatican Decree May Bring Back Latin Mass
  35. SSPX to send spiritual bouquet and encouragement to Pope
  36. Congregación para el Clero - V Conferencia General del Episcopado Latinoamericano y del Caribe
  37. a b Podemos chamar a Missa Nova de Rito Romano Ordinário?
  38. Discurso de Bento XVI, no dia 22 de Dezembro de 2005
  39. K.Rahner e H.Vorgrimler, Kleines Konzilskompendium. Sämtliche Texte des Zweiten Vatikanums,Fribourg, Herder, 1986, p.21.
  40. Pastor Wilhelm Schmidt (não confundir com o etnólogo homônimo), carta de 03 de abril de 2000 ao autor deste Catecismo (o pastor Schmidt precisa em sua carta: “Nada tenho a objetar à publicação desta informação”)
  41. Consulta a 21ª proposição condenada pelo Papa São Pio X no Decreto Lamentabili (DS 3421).
  42. Catecismo de São Pio X > Os sacramentos instituídos por Jesus Cristo são sete :1) Batismo. 2) Confirmação. 3) Eucaristia. 4) Penitência ou Confissão. 5) Extrema Unção. 6) Ordem. 7) Matrimônio.
  43. Listas publicadas em Panorama nº538 (10.08.76), depois em L’Osservatore Politico de Mino Pecorelli (12.09.1978). Notemos que o jornalista Mino Pecorelli era , ele mesmo, maçom. Foi assassinado a tiros alguns meses mais tarde (20 de março de 1979). Sobre esse caso, ver a pesquisa do professor Carlo-Alberto Agnoli, La Maçonnerie à La conquête de l’Eglise, Versailles, Publications Du Courrier de Rome, 2001.
  44. Listas publicadas em Panorama nº538 (10.08.76), depois em L’Osservatore Politico de Mino Pecorelli (12.09.1978). Notemos que o jornalista Mino Pecorelli era , ele mesmo, maçom. Foi assassinado a tiros alguns meses mais tarde (20 de março de 1979). Sobre esse caso, ver a pesquisa do professor Carlo-Alberto Agnoli, La Maçonnerie à La conquête de l’Eglise, Versailles, Publications Du Courrier de Rome, 2001.
  45. Relatado pelo padre francês, Mons. Jacques Masson. Entrevista privada do padre Boyer com papa Paulo VI. Mgr Jacques Masson, site Hermas - 1º de outrubro de 2009
  46. Carta dos Cardeais Ottaviani e Bacci contra a promulgação da Missa Nova: http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=doutrina&artigo=20070303023113&lang=bra
  47. Carta dos Cardeais Ottaviani e Bacci contra a promulgação da Missa Nova: http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=doutrina&artigo=20070303023113&lang=bra
  48. Missa Tridentina, Dom Prósper Gueranger p. 22.
  49. Missa Tridentina, Dom Prósper Gueranger p. 24.
  50. Confiteor Deo omnipotenti, beatae Mariae semper Virgini, beato Michaeli Archangelo, beato Joanni Baptistae, sanctis Apostolis Petro et Paulo, omnibus Sanctis, et tibi pater: quia peccavi nimis cogitatione verbo, et opere: mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Ideo precor beatam Mariam semper Virginem, beatum Michaelem Archangelum, beatum Joannem Baptistam, sanctos Apostolos Petrum et Paulum, omnes Sanctos, et te Pater, orare pro me ad Dominum Deum Nostrum.
  51. Missa Tridentina, Dom Prosper Guéranger - Prefácio p. 10
  52. Annibal Bugnini, DC nº 1445(1965), col.604. Annibal Bugnini comentando as modificações trazidas à Liturgia da Sexta-Feira Santa.
  53. Cardeais Ottaviani e Bacci, Carta entregue a Paulo VI, em 29 de setembro de 1969, acompanhada de um Breve exame Crítico do novo Ordo missae, redigido por um grupo de teólogos.
  54. Paulo VI, Discurso de 07 de dezembro de 1968, DC nº 1531(1969), p.12
  55. A FSSPX, fundada por Sua Exc. Dom Marcel Lefebvre, foi aprovada pela Igreja, por decreto do Bispo de Lausana-Friburgo (Suíça), Dom Charriere, em 1o de Novembro de 1970. A FSSPX recebeu a Carta Laudatória do Prefeito da Sagrada Congregação para o Clero, Cardeal Wright, em 18 de fevereiro de 1971. http://www.fsspx.com.br/sobre-a-fraternidade-sao-pio-x/
  56. Ordenou os bispos em 1988, morreu em 1991.
  57. Estado de Necessidade: http://www.fsspx.com.br/breve-catecismo-do-estado-de-necessidade/
  58. CIC 1917, Cânon 2.205, n. 2 e 3; NCIC 1983, Cânones 1323 n. 4 e 1324 n. 1 e 5
  59. Mosteiro de Notre Dame de Bellaigue, França - Tradicionalista Mosteiro Our Lady of Guadalupe, EUA, Silver City - Tradicionalista
  60. http://www.fsspx.com.br/acordos-com-roma/ Acordos com Roma?
  61. «protocolo4». www.capela.org.br. Consultado em 2015-08-13. 
  62. «A escandalosa vinda de Dom Williamson ao Brasil | Permanência». permanencia.org.br. Consultado em 2015-09-17. 
  63. Cardeal Silvio Oddi, em entrevista à revista Valeurs Actuelles, de agosto de 1988
  64. Mgr. Decourtray, acebispo de Lyon, França, para a revista France Catholique
  65. Mgr. De Garnier, bispo de Luçon, conferência em 18 de agosto de 1991
  66. Sacrosanctum Concilium
  67. DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS BISPOS DE WASHINGTON, OREGÃO, IDAHO, MONTANA E ALASCA (E.U.A.) POR OCASIÃO DA VISITA «AD LIMINA APOSTOLORUM» (1998)
  68. CONCISTORO SEGRETO DEL SANTO PADRE PAOLO VI PER LA NOMINA DI VENTI CARDINALI (1976)
  69. Motu proprio Sacram communionem
  70. Canon 919
  71. CDC 1917 Can. 845. § l. Minister ordinarius sacrae communionis est solus sacerdos. § 2. Extraordinarius est diaconus, de Ordinarii loci vel parochi licentia, gravi de causa concedenda, quae in casunecessitatis legitime praesumitur.
  72. Anscar J. Chupungco, Handbook for Liturgical Studies: The Eucharist (Liturgical Press, 1999 ISBN 0814661637, 9780814661635) p. 307
  73. Michael Kunzler, The Church's Liturgy (LIT Verlag Berlin-Hamburg-Münster, 2001 ISBN 382584854X, 9783825848545), p. 241
  74. Sacred Congregation for Divine Worship, Letter "En reponse a la demande" to presidents of those conferences of bishops petitioning the indult for communion in the hand, 29 May 1969 published also in Acta Apostolicae Sedis, 61 (1969) 546-547
  75. Why should Catholics have nothing to do with the Novus Ordo Missae
  76. Communion in the hand is a sacrilege
  77. Canôn de 1262 do Código Canónico de 1917.
  78. Catecismo de São Pio X - 640.
  79. Rosarium Virginis Mariae, 19

Bibliografia[editar | editar código-fonte]