Catolicismo tradicionalista

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O Catolicismo tradicionalista é um movimento de católicos romanos que praticam muitas ou todas as formas litúrgicas, devoções públicas e privadas e apresentações dos ensinamentos católicos que prevaleceram antes do Concílio Vaticano II (1962-65), sendo especialmente proeminente na Igreja Latina. Eles são mais comumente associados com a liturgia da missa de uso geral nesse período de tempo (muitas vezes chamada de Missa Tridentina), embora suas preocupações teológicas e práticas sejam de âmbito mais abrangente.

Existem diferentes e distintos grupos de católicos tradicionalistas. Alguns deles aceitam em termos gerais a legitimidade das mudanças associadas ao Concílio Vaticano II, apesar de condenarem abusos posteriores influenciados pelo modernismo, em acordo com a atitude recente do Magistério da Igreja Católica, que considera que muitos teólogos e clérigos, apelando para o espírito do concílio, desobedeceram às decisões conciliares.1 Porém, os grupos mais radicais e não aprovados pela Santa Sé acreditam que o próprio Concílo foi ilegítimo, herético e modernista, por isso a Igreja estaria agora em estado de recessão.

Diferentes tipos de tradicionalistas[editar | editar código-fonte]

Afresco da "Igreja Principal" de Campos, RJ, Brasil, retratando a história da "Administração São João Maria Vianney", um dos mais notáveis grupos tradicionalistas do mundo. A direita estão os Bispos tradicionalistas Dom Antônio de Castro Mayer e Dom Licínio Rangel paramentados, pintados no paraíso com outros anjos. Os dois bispos foram protagonistas no conservadorismo católico nos anos 80 e 90. E ao lado o Papa João Paulo II, que regularizou o grupo.

Os católicos tradicionalistas podem ser divididos em quatro grandes grupos.

Tradicionalistas aprovados pela Santa Sé[editar | editar código-fonte]

Existem várias sociedades de padres tradicionalistas oficialmente autorizados pelo Vaticano, como por exemplo a Fraternidade Sacerdotal São Pedro (FSSP), os Filhos do Santíssimo Redentor, a Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney (no Brasil), o Instituto de Cristo Rei e Sumo Sacerdote e o Instituto do Bom Pastor. Estes grupos são aceites juridicamente pela Igreja Católica. Estão sob o amparo da Carta da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos Quattuor abhinc annos, de 3 de Outubro de 1984, e da própria Carta Apostólica Ecclesia Dei do Papa João Paulo II, de 2 de Julho de 1988:

além disso, em toda a parte deverá ser respeitado o espírito de todos aqueles que se sentem ligados à tradição litúrgica latina, mediante uma ampla e generosa aplicação das directrizes, já há tempos emanadas pela Sé Apostólica, para o uso do Missal Romano segundo a edição típica de 1962.

Estes católicos tradicionalistas aceitam os princípios dos documentos do Concílio Vaticano II e declaram que as mudanças associadas às decisões do Concílio (como a revisão litúrgica) são legítimas e válidas, mas preferem as formas de culto e práticas pré-Vaticano II e, com a aprovação da Santa Sé, o uso desses rituais mais antigos (nomeadamente a missa tridentina).2

Muitos católicos tradicionalistas fiéis a Roma são servidos por padres diocesanos ou religiosos que estão dispostos e capazes de oferecer os ritos tradicionais e a missa tridentina. E muitos católicos simpatizantes ou militantes do catolicismo tradicionalista que não conseguem participar regularmente na liturgia tradicional, porque não é celebrada frequentemente na sua área, atendem com alguma hesitação à Missa de Paulo VI, que é a forma ordinária do rito romano aprovado na sequência da reforma litúrgica pós-Vaticano II.3 Entre estes católicos tradicionalistas que estão em plena comunhão com a Santa Sé há uma diversidade política e ideológica significativa.

Os tradicionalistas separados e não aprovados pela Santa Sé[editar | editar código-fonte]

Alguns tradicionalistas preferem praticar a sua fé católica fora das estruturas oficiais da Igreja Católica, apesar de afirmar a sua fidelidade à Igreja e ao Papa. A maior sociedade sacerdotal que congrega este tipo de tradicionalistas é a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX), que foi criada em 1970 pelo arcebispo Marcel Lefebvre, uma figura fundadora do catolicismo tradicionalista. Para estes tradicionalistas, as mudanças pós-Vaticano II são doutrinal e pastoralmente inaceitáveis. Eles são acusados de desobediência à hierarquia oficial da Igreja Católica, porque, por um lado, reconhecem a hierarquia, mas não as obedecem e rejeitam as suas decisões.

Devido à ordenação ilícita de quatro bispos, em 1988, o arcebispo Marcel Lefebvre, juntamente com estes quatro "bispos", foi excomungado, como declarado pela Carta Ecclesia Dei 4 , devido a esta ordenação episcopal não autorizada. O Vaticano salienta que a FSPPX não está em comunhão com a Igreja não possuindo qualquer jurisdição dentro da mesma, seus padres e bispos exercem ministérios completante ilícitos e ilegitimos.5 Os apoiantes de Lefebvre consideram que essa excomunhão não foi válida, apresentando para isso vários argumentos, e procuram defender suas teses, através de apostolados espalhados por todo o mundo.

Depois de vários anos de negociações, a 24 de Janeiro de 2009, o Papa Bento XVI revogou finalmente esta excomunhão, expressando o seu desejo de recompor a "ruptura" ocorrida a 1 de Julho de 1988 com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X. O Prefeito da Congregação para os Bispos manifestou ainda a esperança que a Fraternidade possa rapidamente voltar à plena comunhão com a Igreja Católica, mostrando "a verdadeira fidelidade e o verdadeiro reconhecimento do Magistério e da autoridade do Papa".6 O bispo Richard Williamson, ex-director geral da FSSPX na Argentina, havia dado uma entrevista em que diminuía os números oficiais de mortos do Holocausto Judeu durante a II Guerra Mundial pelos nazistas. Ao revogar a excomunhão, beneficiando assim também Williamson, Bento XVI provocou a imediata reacção da chanceler alemã, Angela Merkel, exigindo uma resposta do Sumo Pontífice e declarando que "a atitude do Vaticano pode dar a impressão de que o Holocausto pode ser negado", havendo franca reacção adversa tanto da imprensa como do clero alemão e de outros países.7

Vendo o mal que causou ao se pronunciar sobre o holocausto judeu, seu superior D. Fellay disse que D. Williamson deveria retirar o que disse. Dom Reichard Williamson resolveu então se retratar.

Sedevacantistas[editar | editar código-fonte]

Os sedevacantistas são aqueles que consideram que o Papa e os bispos reconhecidos hodiernamente como legítimos e válidos não o são. Portanto, teriam perdido a sua autoridade e legitimidade. Tais pessoas não possuem nem a buscam a aprovação das autoridades do Vaticano, mas antes lhes acusam de usurpação de cargos da Igreja. Os termos “sedevacantista” e “sedevacantismo” derivam da expressão latina sede vacante, que normalmente é aplicada ao período entre a morte de um Papa e a eleição do seu sucessor. Os sedevacantistas normalmente datam a vacância do papado a partir da morte do Papa Pio XII, em 1958, embora alguns consideram também o Papa João XXIII (1958-1963) como sendo um verdadeiro Papa. Os principais grupos sedevacantistas são a Sociedade de São Pio V (SSPV) e a Congregação de Maria Imaculada Rainha (CMRI).

Conclavistas[editar | editar código-fonte]

Os conclavistas são aqueles que, oriundos do movimento sedevacantista, reconheceram um candidato alternativo e próprio deles como o verdadeiro Papa. Estritamente falando, eles não são sedevacantistas, porque eles defendem que a Santa Sé já não está mais vago, ou seja, já não está em sede vacante. Mas muitas vezes eles são classificados como sedevacantistas porque rejeitam a actual sucessão papal da Igreja Católica, pelas mesmas razões do que os sedevacantistas. Os principais grupos conclavistas são a "verdadeira Igreja Católica", a Igreja Católica Palmariana e os seguidores de David Bawden (o "Papa Michael").

Número de católicos tradicionalistas[editar | editar código-fonte]

Segundo fontes tradicionalistas, existem cerca de 6 a 7 milhão de católicos tradicionalistas8 . Entretanto, segundo as estatísticas oficiais esse número seria bem menor9 , correspondendo a aproximadamente menos de 1% do total de católicos no mundo, incluindo aí aqueles que estão em comunhão com o Papa Francisco.10 11 As estimativas do número de apoiantes e membros da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X são por volta de 200 mil.12 13 14 15 As duas maiores organizações de católicos tradicionalistas são a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X e a Fraternidade Sacerdotal São Pedro.

Crítica dos tradicionalistas separados sobre o Concílio Vaticano II[editar | editar código-fonte]

Os católicos tradicionalistas separados de Roma rejeitam algumas decisões e reformas abertas pelo Concílio Vaticano II, por as considerarem rupturas doutrinárias com o passado. De entre estas renovações rejeitadas, destacam-se em particular a questão do aggiornamento (actualização) da Igreja, da liberdade religiosa, do ecumenismo e da reforma do ritual romano da Missa. Eles acham que a falta de clareza textual e os vários erros doutrinais e pastorais do Concílio foram as causas para a suposta descontinuidade e ruptura com a Tradição católica. Para eles, o Concílio, sendo ele de carácter pastoral, é reformável, criticável e falível (susceptível de cometer erros), logo passível de ser aceitado ou rejeitado pelos católicos. Para sustentar este ponto de vista, eles, como por exemplo, alegam que o Concílo "foi reconhecido como não infalível" por:16

  • Lumen Gentium (um texto conciliar), que afirma, na sua nota anexa, que “tendo em conta a praxe conciliar e o fim pastoral do presente Concílio este sagrado Concilio só define aquelas coisas relativas à fé e aos costumes que abertamente declarar como de fé”. Para os tradicionalistas, não houve nenhuma declaração de fé aberta deste tipo.16
  • Papa Paulo VI, que disse, num seu discurso proferido na Audiência de 12 de Janeiro de 1966, que “dado o caráter pastoral do Concílio, ele evitou pronunciar de uma maneira extraordinária dogma algum, comportando a nota de infalibilidade”. Para os tradicionalistas, "isso significa então que no Concilio, a Igreja não quis utilizar seu grau de suprema autoridade".16
  • Papa Bento XVI, num discurso seu proferido em 2005.1 Os tradicionalistas alegam que o Papa, de um modo "parcialmente implícita", aceitou que "um concílio, cujo objetivo primeiro e confessado foi de se adaptar ao que este mundo presente tem de contingente, não pode senão ser ele mesmo contingente. Contingente, logo reformável, por uma reforma que será ela mesma o fruto de uma sã crítica." 16

Reforma da liturgia[editar | editar código-fonte]

Sobre o ritual da Missa de rito romano, o Concílio Vaticano II ordenou:

Que os ritos se simplifiquem, bem respeitados na sua estrutura essencial; sejam omitidos todos os que, com o andar do tempo, se duplicaram ou menos utilmente se acrescentaram; restaurem-se, porém, se parecer oportuno ou necessário e segundo a antiga tradição dos Santos Padres, alguns que desapareceram com o tempo (Sacrosanctum Concilium, 50).

A reforma do ritual da missa teve como intenção principal "permitir ao povo cristão um acesso mais seguro à abundância de graça que a Liturgia contém" (Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia, 21).17 O Concílio prescreveu: "devem os pastores de almas vigiar por que não só se observem, na acção litúrgica, as leis que regulam a celebração válida e lícita, mas também que os fiéis participem nela consciente, activa e frutuosamente" (Sacrosanctum Concilium, 11). Enquanto os católicos tradicionais interpretam a "participação activa" como "manifestação gestual e verbalizante", o Papa João Paulo II insistiu num discurso do 9 de Outubro de 1998:

Participação activa certamente significa que nos gestos, palavras, cânticos e serviços, todos os membros da comunidade tomam parte num único acto de culto, que não é absolutamente inerte nem passivo. Contudo, a participação activa não impede a passividade dinâmica do silêncio, da calma e da escuta: pelo contrário, exige-a. Por exemplo, os fiéis não são passivos quando escutam as leituras ou a homilia, ou quando acompanham as orações do celebrante, os cânticos e a música da liturgia. A seu modo, estas experiências de silêncio e de calma são profundamente activas. 18

Os católicos tradicionalistas da Igreja Católica Romana consideram que o missal romano de Paulo VI (promulgado em 1969 e publicado em 1970, e que está em vigor para toda a Igreja Católica que usa o rito romano) não exclui a possibilidade de celebração da Missa Tridentina; os que se opõe a este entendimento lembram que o mesmo Papa Paulo VI declarou:

O novo Ordinário da Missa foi promulgado, depois de madura deliberação e em consequência das normas do Concílio Vaticano II, para substituir o antigo. Não diversamente o nosso santo antecessor Pio V ordenou que fosse usado o Missal revisto sob a sua autoridade depois do Concílio de Trento. 19

Crítica dos tradicionalistas separados[editar | editar código-fonte]

Contra os argumentos do Concílio Vaticano II e dos Papas Paulo VI e João Paulo II, os tradicionalistas separados de Roma declaram não aceitar a reforma litúrgica pós-conciliar, sobretudo por causa da bula de São Pio V, Quo primum tempore. Eles afirmam que esta bula declarou a perpetuidade da "Missa Tridentina" (termo que ainda não existia naquele tempo). Denunciam a revisão do Missal pelo Papa Paulo VI, dizendo que cria incompatibilidades e ruptura com a doutrina de sempre da Igreja, que se trata duma interpretação que tenta criar uma outra religião, e que terá havido intenção de redigir textos confusos que abrem a porta ao erro. Olham os frutos da reforma litúrgica como uma "protestantização" e secularização da Igreja Católica.

Segundo eles, o ritual actual não preserva a honra devida a Deus nem a fé nos dogmas eucarísticos e muitos outros aspectos fundamentais da doutrina. É que, segundo eles, a Igreja Católica sempre foi voltada para Deus e, com a má interpretação do Concílio por parte da Santa Sé, grande parte da Igreja ficou apenas voltada para a condição humana. A Missa "de sempre" voltava toda a sua acção para Deus e a Missa actual, segundo os católicos tradicionais, volta toda a acção para o homem.

Sob a finalidade ecumênica da revisão, alega-se que foram retirados dos textos da Missa todas as referências mais explícitas aos dogmas católicos que impedissem uma concelebração com os protestantes. Uma comparação rápida com a liturgia de 1950 da "Santa Ceia" de Taizé sugere que esta de fato serviu de algum modo como inspiração à reforma litúrgica pós-conciliar. Como outro indício de "protestantização", os tradicionalistas mencionam a influência dos seis pastores protestantes presentes como observadores aos trabalhos de preparação do novo Leccionário da Missa. Mas, eles foram apenas consultados oficialmente sobre uma só questão: se convinha conservar, para um dos três anos do novo ciclo de leituras dos domingos, a série anterior, usada também em certas Igrejas protestantes.

Os seis observadores protestantes foram:

  1. – Rev. Ronald C. D. Jasper, (Comissão litúrgica da Igreja Anglicana da Inglaterra).
  2. – Rev. Dr. Massey H. Shepherd Jr., professor «Church Divinity School of the Pacific», Califórnia.
  3. – Prof. A. Raymond George, membro da Conferência Metodista, diretor do «Wesley College» de Headingley, Leeds, Inglaterra.
  4. – Pastor Friedrick-Wilhelm Künneth, de Genebra, secretário da Comissão «for Worship and spiritual Life», substituído depois, em 1968 por:
  5. – Rev. Eugene L. Brand, Metodista de Nova Iorque
  6. – Pastor Max Thurian, vice-prior da Comunidade de Taizé.

O Motu Proprio Summorum Pontificum[editar | editar código-fonte]

Invocando os precedentes das Cartas Quattuor abhinc annos e Ecclesia Dei e lembrando que o uso do anterior missal nunca fora expressamente revogado, o Papa Bento XVI, pela Carta Apostólica sob a forma de "Motu Proprio" Summorum Pontificum (2007), autorizou o uso mais amplo do Missal de 1962 de João XXIII e explica que o missal atualmente (de Paulo VI) utilizado permanece como forma ordinária da liturgia e que o missal publicado por João XXIII poderá ser usado como forma "extraordinária" litúrgica:

É preciso antes de mais afirmar que o Missal publicado por Paulo VI, e reeditado em duas sucessivas edições por João Paulo II, obviamente é e permanece a Forma normal – a Forma ordinária – da Liturgia Eucarística. A última versão do Missale Romanum, anterior ao Concílio, que foi publicada sob a autoridade do Papa João XXIII em 1962 e utilizada durante o Concílio, poderá, por sua vez, ser usada como Forma extraordinária da Celebração Litúrgica. Não é apropriado falar destas duas versões do Missal Romano como se fossem «dois ritos». Trata-se, antes, de um duplo uso do único e mesmo rito.

O mesmo "Motu Proprio" declara que a celebração da missa e dos sacramentos pode ser feita na forma "extraordinária", sem a necessidade de autorização do bispo, por qualquer sacerdote apto para tal função.

Devoções e privações individuais[editar | editar código-fonte]

Os católicos tradicionalistas defendem a aplicação de muitos actos de devoção comuns anteriores ao Concílio Vaticano II, tais como as seguintes:

  • Jejum de meia-noite antes de receber a Eucaristia: Essa disciplina foi modificada em 1953 pelo Papa Pio XII, que reduziu o jejum para o rápido período de três horas,20 esta alteração é aceita por muitos tradicionalistas. Porém poucos aceitam a regra de uma hora promulgada por João Paulo II no Código de Direito Canônico de 1983.21
  • Ajoelhar para receber comunhão diretamente na boca da mão de um clérigo, em vez de um leigo. Alguns também se recusam a receber de diáconos, que, só a partir das reformas do Papa Paulo VI, foram autorizados a dar a Sagrada Comunhão.22 O respeito à antiga prática por parte dos tradicionalistas,23 24 é autorizado pela Santa Sé,25 sendo que alguns consideram receber a comunhão na mão como um abuso26 e um sacrilégio.27
  • Mulheres vestindo uma véu na igreja, uma prática que era muito usada, mas não universal, antes do Concílio,28 e que também não é universal entre os tradicionalistas atualmente.
  • Orações com o Santo Rosário e a Via Sacra, na forma como era usado antes do final do século XX e, por isso, sem as alterações que se tornaram comuns, se bem que não universais, no pontificado do Papa Paulo VI, e sem as modificações dos Mistérios do Rosário recomendada pelo Papa João Paulo II (os mistérios luminosos).29

Estas práticas não se limitam somente aos tradicionalistas, porque existem também católicos comuns que também as seguem.

Referências

  1. a b Discurso de Bento XVI, no dia 22 de Dezembro de 2005
  2. Veja, por exemplo, os decretos de ereção da Fraternidade Sacerdotal São Pedro e do Instituto do Bom Pastor
  3. Motu Proprio Summorum Pontificum, do Papa Bento XVI (2007)
  4. Motu Proprio Ecclesia Dei
  5. Entrevistas à 30GIORNI, nº9, setembro de 2005 e ao Canal 5, no domingo 13-XI-2005, às 09 da manhã
  6. data/stories/cns/0900355.htm Papa Bento XVI revoga a excomunhão de Lefebvre e dos seus bispos
  7. WONG, Bárbara, Notícia: Angela Merkel exige que Bento XVI clarifique decisão de reabilitar bispo revisionista, jornal Última Hora, ed. de 4 de fevereiro de 2009 (acessada nesta data)
  8. Roman Catholic Traditionalism?
  9. [1]
  10. Catholic World News : “All We Ask is for the Mass”
  11. GRIFF RUBY'S STRAIGHT STUFF (jun2str.htm)
  12. The Universal Indult vs
  13. Vatican Decree May Bring Back Latin Mass
  14. SSPX to send spiritual bouquet and encouragement to Pope
  15. Congregación para el Clero - V Conferencia General del Episcopado Latinoamericano y del Caribe
  16. a b c d "Pode-se criticar o Concílio Vaticano II?", da Fraternidade Sacerdotal São Pio X
  17. Sacrosanctum Concilium
  18. DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS BISPOS DE WASHINGTON, OREGÃO, IDAHO, MONTANA E ALASCA (E.U.A.) POR OCASIÃO DA VISITA «AD LIMINA APOSTOLORUM» (1998)
  19. CONCISTORO SEGRETO DEL SANTO PADRE PAOLO VI PER LA NOMINA DI VENTI CARDINALI (1976)
  20. Motu proprio Sacram communionem
  21. Canon 919
  22. canon 845 of the 1917 Code of Canon Law
  23. Anscar J. Chupungco, Handbook for Liturgical Studies: The Eucharist (Liturgical Press, 1999 ISBN 0814661637, 9780814661635) p. 307
  24. Michael Kunzler, The Church's Liturgy (LIT Verlag Berlin-Hamburg-Münster, 2001 ISBN 382584854X, 9783825848545), p. 241
  25. Sacred Congregation for Divine Worship, Letter "En reponse a la demande" to presidents of those conferences of bishops petitioning the indult for communion in the hand, 29 May 1969 published also in Acta Apostolicae Sedis, 61 (1969) 546-547
  26. Why should Catholics have nothing to do with the Novus Ordo Missae
  27. Communion in the hand is a sacrilege
  28. Canôn de 1262 do Código Canónico de 1917.
  29. Rosarium Virginis Mariae, 19

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Alguns movimentos tradicionais (leigos)[editar | editar código-fonte]

Internacionalmente
No Brasil

Organizações tradicionais religiosas em comunhão co m o Papa e com a Igreja Romana[editar | editar código-fonte]

O amparo canônico destas organizações deriva da Carta Apostolica "Ecclesia Dei" do Sumo Pontifice João Paulo II sob forma de "motu proprio" e se mantêm em comunhão completa com a Igreja Católica: