Década de 1980

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SÉCULOS: Século XIX - Século XX - Século XXI
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ANOS: 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989

A década de 1980 , ou simplesmente década de 80, conhecida ainda como anos 80, foi o período de tempo entre 1 de janeiro de 1980 e 31 de dezembro de 1989. Foi um período bastante marcante para a história do século XX segundo o ponto de vista dos acontecimentos políticos e sociais: é eventualmente considerada como o fim da idade industrial e início da idade da informação, sendo chamada por muitos como a década perdida para a América Latina.

Acontecimentos mundiais[editar | editar código-fonte]

Guerras internacionais[editar | editar código-fonte]

Nas guerras mais notáveis da época incluem-se:

Guerras civis e de guerrilha[editar | editar código-fonte]

Os conflitos internos mais notáveis nesta década foram:

Golpes[editar | editar código-fonte]

Os golpes de estado mais proeminentes da década incluem:

Ameaças nucleares[editar | editar código-fonte]

  • Operação Ópera - em 1981 um ataque aéreo surpresa israelita destruiu um reactor nuclear iraquiano em construção, em Osirak. A inteligência militar de Israel assumiu que este teria o propósito de produzir plutónio no programa de armas nucleares do Iraque. Os serviços secretos de Israel também acreditavam que o verão de 1981 seria a sua última hipótese de destruir o reactor antes de ele ser carregado com combustível nuclear.
  • A decisão do Presidente Ronald Reagan de estacionar misseis nucleares de médio alcance na Europa Ocidental provocou uma vaga de protestos que envolveram mais de um milhão de pessoas.
  • A Guerra Fria entre EUA e URSS quase se transformou em um holocausto nuclear por causa de uma falha nos sistemas de vigilância soviéticos. A 26 de setembro de 1983, um satélite enviou ao centro de comando um falso alarme, indicando que os EUA haviam disparado cinco mísseis balísticos em direção ao bloco. Investigações posteriores indicaram que a falha foi causada pela má interpretação de reflexos da luz solar em nuvens.[1]

África[editar | editar código-fonte]

Os presidentes Mikhail Gorbatchov e Ronald Reagan deram um ponto final à Guerra Fria

Américas[editar | editar código-fonte]

Fatos marcantes[editar | editar código-fonte]

Ciência e Tecnologia[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

Promulgação da Constituição de 1988. Foto: Agência Brasil.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No mundo[editar | editar código-fonte]

Música[editar | editar código-fonte]

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Iron Maiden.
  • A década de 80 inicia-se com a volta de John Lennon aos estúdios de gravação. O álbum Double Fantasy é considerado um dos melhores de sua carreira. Canções de sucesso como Woman e (Just Like) Starting Over devolvem o líder e fundador dos Beatles às paradas de sucesso após 5 anos sem lançar discos. Mas na noite de 8 de Dezembro, ao voltar das sessões de gravação do seu próximo álbum, Lennon era esperado à entrada de sua residência no Edifício Dakota, em Nova York, por Mark David Chapman, um dos incontáveis fãs que sempre estavam de prontidão esperando por ele. Apenas algumas horas antes, Lennon havia autografado a capa do LP Double Fantasy para Chapman. Ao chegar a entrada do prédio, Lennon foi alvejado com cinco tiros, dados pelas costas, por Chapman, que dizia querer roubar a fama do ídolo. Lennon morreu na traseira de um carro de polícia alguns minutos depois, aos 40 anos de idade.

O hard rock recebeu novas influências, com batidas mais fortes e sons de guitarras mais pesados, o que trouxe ao público um dos gêneros musicais mais populares da década: o heavy metal, que, na sequência, também gerou inúmeras vertentes ainda mais rápidas e pesadas, como o thrash metal, speed metal e o black metal. Alguns exemplos que se consagram na década neste gênero do rock foram as bandas Iron Maiden e Judas Priest na versão clássica do heavy metal; e os grupos Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax, no thrash metal. Conservando as raízes do hard rock, também merecem destaque os longos períodos de sucesso que tiveram as bandas Bon Jovi, Van Halen, AC/DC, Guns N' Roses, Def Leppard, Whitesnake, Scorpions, em Portugal Xutos & Pontapés e GNR[2] e no Brasil Golpe de Estado.

Outras inúmeras bandas de rock e pop surgiram nos anos 80: A-ha, U2, The Police, Duran Duran. Algumas, surgidas em meados dos anos 70, só se consolidaram na década de 80.

A década também foi marcada pelo revival rockabilly, iniciado na década anterior,[3] a banda Stray Cats é a principal representante desse revival e é classificada como neo-rockabilly.[4] Os anos 80 são conhecidos também como a década da música eletrônica. Nesta época, o New Wave e o Synthpop se tornam os gêneros musicais mais vendáveis[carece de fontes?] e populares, assim como toda a estrutura da Dance Music. Surge a MTV e o hip hop; o advento da música eletrônica nas pistas de dança e as primeiras raves. No underground é criado o rótulo "música industrial" para bandas eletrônicas mais experimentais e obscuras, além de diversas bandas de rock de garagem que dariam origem ao grunge na década de 1990.


Como o termo disco saiu de moda nos primeiros anos da década, gêneros, como pós-disco, Italo disco, Euro disco e dance-pop. tornaram-se mais popular.

Foi nos anos 80 que surgiu a vertente da música que mais originou variantes[carece de fontes?], a House music. Inspirada em experimentações sobre batidas dos anos 70, principalmente o disco music, teve como principais representante: Bomb the Bass, S'express, gino latino, Coldcut, entre outros. Logo no início dos anos 80 surgiu no underground a sub-cultura gótica na Inglaterra, denominada inicialmente como "Dark" no Brasil, sendo esta derivada do gênero Pós-punk.

Artistas mais notórios[editar | editar código-fonte]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Xuxa se tornou um fenômeno no Brasil e America Latina durante as décadas de 80 e 90.

A década de 1980, embora chamada de “década perdida” pelos economistas brasileiros por causa da estagnação econômica e da inflação descontrolada, não foi, de forma alguma, um período de retrocesso em outros campos. Pode não ter tido o charme dos anos 1960, com a bossa nova, que fez a cabeça do Primeiro Mundo. Ou a intensidade dos anos 70, com a música e o teatro de protesto e com a irreverente Tropicália.

Musicalmente, é a década da consolidação de diversos cantores e bandas nacionais: RPM, Ultraje a Rigor, Titãs, Legião Urbana, 14 bis, Barão Vermelho, Kid Abelha, Ira!, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, Blitz, Lulu Santos, entre outros.

Na TV faziam sucesso o seriado mexicano Chaves, o humorístico TV Pirata e o infantil Balão Mágico. As crianças e os adolescentes brincavam com o videogame Atari e o jogo Genius. Em 1986, estreou na TV Globo o Xou da Xuxa, considerado um marco revolucionário na história da televisão brasileira,pois. Dividido em diversos blocos, com desenhos, musicais, apresentações de dança e teatro, brincadeiras, jogos e premiações; além de quadros como Madame Caxuxá e Vovuxa. Também distribuía muitos presentes e recebia centenas de cartas, diariamente. O último Xou da Xuxa foi ao ar em 31 de dezembro de 1992 e, no total, foram exibidos 2 mil programas.[5] [6] [7]

Aconteceu também o Rock in Rio (1985). É inaugurado o Sambódromo da cidade do Rio de Janeiro, em 1984. Consolidavam-se o estilo musical da MPB, ou Música Popular Brasileira (surgido na segunda metade da década de 1960), e as bandas de música pop e de rock and roll. A MPB consagrou a posição de destaque das vozes femininas na música brasileira;[8] [9] entre os fenômenos individuais destacam-se: Simone, que foi a maior vendedora de discos de toda a década [10] [11] [12] , Marina Lima, Elba Ramalho, Maria Bethânia, Zizi Possi, Fafá de Belém, Elis Regina, Gal Costa, Rita Lee, Rosana e Joanna. Dentre as vozes masculinas, Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton Nascimento, Tom Jobim, Guilherme Arantes, Flávio Venturini, Ivan Lins e Gilberto Gil.

Estilos[editar | editar código-fonte]

Moda[editar | editar código-fonte]

  • Os anos 80 ficaram caracterizados pelo uso de roupas exageradas e muito coloridas, blusas largas, a predominância da cor néon, cabelos super volumosos ou com cortes em estilo mullet, jeans rasgados ou lavados com ácido, calças de cintura alta justíssimas ou semi-baggys e as famosas ombreiras.
  • Durante o início da década viu-se uma continuação dos estilos de roupas do final dos anos 70, e só evoluiu para algo mais exagerado e futurístico durante os anos seguintes.
  • A cor preta se torna cada vez mais popular nas vestimentas.
  • No publico feminino as tendências eram: Usar e abusar das ombreiras e dos babados e acessórios, como: brincos e pulseiras; Conjuntos jeans (com jaquetas e calças de mesma lavagem); Top cropped e minissaias; leggings das mais diversas cores; A maquiagem era fundamental, com o uso excessivo de blush (chamado de rouge na época); Cabelos com bastante permanente; Sapatilhas de plástico, polainas, botas e sapatos de bico e saltos finos fizeram parte do cenário estilístico do início ao fim da década.
  • Já para os homens, eram leis: Enormes jaquetas (jeans ou de couro); Os famosos shortinhos curtos e o jeans de cintura alta; Óculos Ray-Ban Aviator; Também blazers com ombreiras; Tênis esportivos, mocassins e all-stars eram essenciais dentre calçados masculinos.

Personalidades em destaque[editar | editar código-fonte]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Diversão eletrônica[editar | editar código-fonte]

Na década de 1980 a Sega e a Nintendo gradualmente substituíram o Atari, que monopolizava a indústria dos consoles e videogames no início da década, mas na metade desta começou a ser superado pelas duas empresas japonesas, finalizando a década com a Sega e Nintendo monopolizando o mercado de diversão eletrônica e iniciando uma espécie de corrida "armamentista" que marcaria a década seguinte. Nessa década jogos como Pac-Man, Super Mario Bros., The Legend of Zelda, Donkey Kong, Frogger, Digger, Tetris, Golden Axe e Sega Moonwalker tornaram-se populares, fazendo sucesso até hoje. Foi também nessa década que ocorreu o crash dos videogames de 1983.

Referências

  1. "Terceira Guerra Mundial por um triz". O Globo. Visitado em 14/11/2014.
  2. Anos80.net.br
  3. Max Ventura. Anni '80. [S.l.]: Narcissus.me, 2013. 75 p. 9788868852900
  4. Maury Dean. Rock and Roll: Gold Rush. [S.l.]: Algora Publishing, 2003. 421 p. 9780875862279
  5. Site Oficial da Xuxa. Programas - Xou da Xuxa Xuxa.com. Visitado em 26 de setembro de 2013.
  6. Almanaque dos anos 80
  7. Anos 80: década perdida?
  8. Folha de S. Paulo
  9. Revista Veja, A nação das cantoras
  10. Folha, Ilustrada
  11. Folha, Ilustrada
  12. Bol