Manuel Noriega

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Manuel Antonio Noriega

Manuel Antonio Noriega (Cidade do Panamá,11 de Fevereiro de 1934) é um ex-líder militar e estadista panamenho, governante de facto do país entre 12 de Agosto de 1983 e 15 de Dezembro 1989.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Manuel Noriega recebeu formação militar na escola militar de Chorrillos (Peru), quando regressa ao Panamá ingressa na Guardia Nacional (GN).

Esteve ligado ao golpe de estado que derrubou o Governo de Arnulfo Arias, sendo recompensado com a promoção a Tenente-Coronel. Iniciou os seus contactos com a CIA, onde já estivera para receber treino em contra-espionagem, por esta altura começa a ser noticiado o seu envolvimento no tráfico de droga.

Em 1982 passa a chefiar o Estado Maior, autopromovendo-se ao posto de general, com o poder absoluto sobre o Exército, actuando como se fosse o presidente do pais iniciando um regime déspota.

Por volta de 1986 surgiram suspeitas relactivas a sua ligação com a CIA, de que se viria a provar que era agente, chegaram a opinião pública, o que constituiu um enorme embaraço a administração norte-americana, assim como o seu envolvimento no narcotráfico internacional e na lavagem de dinheiro.

Dessa forma o presidente norte-americano George Bush ordena a invasão do Panamá (Operação Justa Causa) em dezembro de 1989 cujo objetivo é capturar Noriega. Esse ataque durou duas semanas e calcula-se em 3.000 baixas, na sua maioria civis das aréas mais pobres do país, e 19 militares norte-americanos.

Noriega esteve escondido na casa da sua amante Vicky Amado, até que se mudou para a Nunciatura Apostólica do Panamá em 24 de dezembro, protegido pelo Núncio Sebástian Laboa, que aparentemente o convenceu a se entregar juntamente com o chefe da sua escolta, o capitão Eliécer Gaitán.

A 3 de Janeiro de 1990 entrega-se ao exército americano, no dia seguinte subiu a um avião com destino a Miami com o intuito de ser julgado. Foi condenado a 30 anos de prisão pelo tráfico de cocaína e marijuana para os Estados Unidos.

Desde então ele não saiu mais da prisão. Ficou preso nos Estados Unidos, e em 2010 foi enviado à França como condenado por lavagem de dinheiro. Em 2011 foi repatriado para o Panamá, onde cumpre pena de 20 anos de prisão pela autoria intelectual do assassinato de Spadafora. Noriega está encarcerado há mais de 25 anos, como lamentou durante sua declaração, na qual evitou mencionar a possibilidade de medidas cautelares que lhe permitam passar seus últimos anos de vida em liberdade.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]