Manuel Noriega

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Manuel Antonio Noriega (1990)

Manuel Antonio Noriega (Cidade do Panamá, 11 de fevereiro de 1934Ibid., 29 de maio de 2017) foi um militar e estadista panamenho, governante de facto do país entre 12 de Agosto de 1983 e 20 de Dezembro 1989.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Manuel Noriega recebeu formação militar na escola militar de Chorrillos, Peru, quando regressa ao Panamá ingressa na Guardia Nacional (GN).

Esteve ligado ao golpe de estado que derrubou o Governo de Arnulfo Arias, sendo recompensado com a promoção a Tenente-Coronel. Iniciou os seus contactos com a CIA, onde já estivera para receber treino em contra-espionagem, por esta altura começa a ser noticiado o seu envolvimento no tráfico de droga.

Em 1982 passa a chefiar o Estado Maior, autopromovendo-se ao posto de general, com o poder absoluto sobre o Exército, actuando como se fosse o presidente do pais iniciando um regime déspota.

Por volta de 1986 surgiram suspeitas relactivas a sua ligação com a CIA, de que se viria a provar que era agente, chegaram a opinião pública, o que constituiu um enorme embaraço a administração norte-americana, assim como o seu envolvimento no narcotráfico internacional e na lavagem de dinheiro.[1]

Dessa forma o presidente norte-americano George Bush ordena a invasão do Panamá (Operação Justa Causa) em dezembro de 1989 cujo objetivo é capturar Noriega. Esse ataque durou duas semanas e calcula-se em 3.000 baixas[carece de fontes?], na sua maioria civis das aréas mais pobres do país, e 19 militares norte-americanos.

Noriega esteve escondido na casa da sua amante Vicky Amado, até que se mudou para a Nunciatura Apostólica do Panamá em 24 de dezembro, protegido pelo Núncio Sebástian Laboa, que aparentemente o convenceu a se entregar juntamente com o chefe da sua escolta, o capitão Eliécer Gaitán.

A 3 de Janeiro de 1990 entrega-se ao exército americano, no dia seguinte subiu a um avião com destino a Miami com o intuito de ser julgado. Foi condenado a 30 anos de prisão pelo tráfico de cocaína e marijuana para os Estados Unidos.[1]

Desde então ele não saiu mais da prisão. Ficou preso nos Estados Unidos, e em Abril de 2010 foi enviado para França como condenado por lavagem de dinheiro.[1] Em [2]2011 , em Dezembro, foi repatriado para o Panamá,[3] para cumprir uma pena de 20 anos de prisão pela autoria intelectual do assassinato de Hugo Spadafora. Noriega esteve encarcerado mais de 25 anos, como lamentou durante sua declaração, na qual evitou mencionar a possibilidade de medidas cautelares que lhe permitam passar seus últimos anos de vida em liberdade.

Morreu em 29 de maio de 2017, aos 83 anos, de complicações de uma cirurgia para remoção de um tumor cerebral.[4]

Referências

  1. a b c «Panama's General Manuel Noriega and his fall from grace» (em inglês). BBC. 11 de dezembro de 2011. Consultado em 30 de maio de 2017 
  2. Archibold, Randal C. (30 de maio de 2017). «Manuel Noriega, Dictator Ousted by U.S. in Panama, Dies at 83». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 27 de Junho de 2017 
  3. Suzi Katzumata (3 de agosto de 2011). «França confirma extradição do ex-ditador panamenho Manuel Noriega». Valor Econômico. Consultado em 30 de maio de 2017 
  4. O Globo/Agências internacionais (30 de maio de 2017). «Morre aos 83 anos o ex-ditador do Panamá Manuel Noriega». O Globo. Globo.com. Consultado em 30 de maio de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Comandos Militares
Precedido por
Rubén Paredes
Líder militar do Panamá
1983–1989
Sucedido por
Cargo exinto