Namíbia

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Republic of Namibia (inglês)
Republiek van Namibië (africâner)

República da Namíbia
Bandeira da Namíbia
Brasão de armas da Namíbia
Bandeira Brasão de armas
Lema: "Unity, Liberty, Justice"
(em português: Unidade, Liberdade, Justiça)
Hino nacional: Namibia, Land of the Brave
("Namíbia, terra dos bravos")
Gentílico: namibiano[1] [2] , namíbio[carece de fontes?]

Localização  Namíbia

Capital Windhoek
Língua oficial Inglês
Língua não-oficial Africâner, alemão, damara/nama, hereró, kwangali, oshiwambo, setswana e silozi
Governo República presidencialista
 - Presidente Hage Geingob
 - Primeiro-ministro Saara Kuugongelwa
 - Presidente do Conselho Nacional Asser Kuveri Kapere
 - Presidente da Assembleia Nacional Theo-Ben Gurirab
 - Presidente do Supremo Tribunal de Justiça Peter Shivute
Independência da África do Sul 
 - Data 21 de Março de 1990 
Área  
 - Total 825 418 km² (33.º)
 Fronteira Angola, África do Sul, Botswana, Zâmbia
População  
 - Estimativa de 2007 2 020 916 hab. (143.º)
 - Densidade 2,2 hab./km² (203.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2014
 - Total US$ 23,592 bilhões*[3]  
 - Per capita US$ 10 764[3]  
PIB (nominal) Estimativa de 2014
 - Total US$ 11,982 bilhões*[3]  
 - Per capita US$ 5 466[3]  
IDH (2013) 0,626 (127.º) – médio[4]
Gini (2003) 0,70
Moeda Dólar Namibiano (NAD)
Fuso horário (UTC+1)
Org. internacionais ONU, União Africana, Comunidade das Nações, SADC, CPLP (observador)
Cód. Internet .na
Cód. telef. ++264

Mapa  Namíbia

Namíbia, oficialmente República da Namíbia (em inglês: Republic of Namibia; em alemão: Republik Namibia; em africâner: Republiek van Namibië) é um país da África Austral limitado a norte por Angola e Zâmbia, a leste pelo Botswana, a sul pela África do Sul e a oeste pelo Oceano Atlântico. Embora não faça fronteira com o Zimbabwe, menos de 200 metros da fronteira com a Zâmbia e Botswana separa-os em seus pontos mais próximos. O país ganhou a independência da África do Sul em 21 de março de 1990, após a Guerra de Independência da Namíbia. Sua capital e maior cidade é Windhoek. A Namíbia é um país membro da Organização das Nações Unidas (ONU), da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), da União Africana (UA) e da Commonwealth.

O território da Namíbia foi habitado desde os tempos antigos pelos povos Khoisan, Damaras e Namaqua, com uma notável imigração de Bantos a partir do século XIV, no que ficou conhecido como Expansão Banta. A maior parte do território tornou-se um protetorado do Império Alemão em 1884, tendo permanecido como colônia alemã até o final da Primeira Guerra Mundial. Em 1920, a Liga das Nações transferiu sua administração para a África do Sul, que impôs suas leis ao novo território e, consequentemente, sua política de Apartheid a partir de 1948. O porto de Walvis Bay e as Ilhas do Pinguim, que haviam sido anexadas pela Colônia do Cabo sob a coroa britânica em 1878, tornou-se parte integrante da nova União Sul-Africana em sua criação em 1910.

As crescentes demandas levantadas por líderes africanos levaram a ONU a assumir a responsabilidade direta sobre o território do país. Assim, a Organização do Povo do Sudoeste Africano (SWAPO) foi reconhecida como representante oficial do povo da Namíbia em 1973. A Namíbia, no entanto, permaneceu sob a administração da África do Sul durante este tempo, sendo administrada como África do Sul-Oeste. Após guerrilhas e conflitos internos, com grande participação da SWAPO, a África do Sul instalou uma administração interina na Namíbia em 1985. Cinco anos depois, em 21 de março de 1990, a Namíbia obteve a independência total da África do Sul, com exceção de Walvis Bay e as Ilhas do Pinguim, que permaneceram sob controle sul-africano até 1994.

Com um população de 2,1 milhões de habitantes, o país é um dos menos povoados do mundo. Seu regime político consiste numa democracia parlamentarista multipartidária, tendo Hifikepunye Pohamba, da SWAPO, como presidente desde 2005. A agricultura, o turismo e a indústria de mineração - incluindo a mineração de diamantes, urânio, ouro, prata e metais comuns - formam a base da economia da Namíbia.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O topônimo Namíbia é a denominação que a Assembleia Geral da ONU adotou em 1968, para o ex-Sudoeste Africano (em língua inglesa South-West Africa, em língua alemã Südwestafrika, em língua africânder Suidwes-Afrika e em língua francesa Sud-Ouest africain).[5] Namíbia é derivado do nome do deserto do Namibe, e que significa "área onde ali não há mais nada".[6]

História[editar | editar código-fonte]

Povos indígenas, exploração, colonização e ocupação sul-africana[editar | editar código-fonte]

Igreja alemã e um monumento para os colonos em Windhoek

Anteriormente à época em que chegaram os colonizadores que vieram da Europa, o território foi área de ocupação dos povos san, bem como os hereros, falantes do banto. No final dos anos 1480, os navegadores que vieram de Portugal foram os exploradores das regiões costeiras de Cape Cross, Walvis Bay e Dias Point. Séculos depois, exploradores que vieram do Reino Unido e dos Países Baixos foram os ocupantes do território.[5]

No ano de 1884, a Alemanha foi estabelecedora na região de um protetorado denominado Sudoeste Africano, porém, os colonizadores que vieram do Reino Unido foram retentores de um enclave de importância no qual era incluído o porto de Walvis Bay. O território teve permanência sob domínio da Alemanha até que se iniciou a Primeira Guerra Mundial, em 1915, quando as tropas do Reino Unido baseadas na África do Sul ocuparam a região.[5]

No mês de janeiro de 1921, a Liga das Nações deu uma outorga à África do Sul para administrar o Sudoeste Africano.[5] Em 1946, a África do Sul fez uma solicitação à Organização das Nações Unidas (ONU) para autorizar a plenitude de incorporar o território. A ONU deu veto a essa pretensão e, depois de discutir muito, deu voto, em 1964, para extinguir o mandato sul-africano acima do território. Ainda em 1966, a Organização do Povo do Sudoeste Africano (South West Africa People's Organization) deu início a uma luta com armas contra a ocupação sul-africana.[5]

Lutas pela independência e emancipação política[editar | editar código-fonte]

Em 1968, a ONU foi reconhecedora da denominação Namíbia que designa o país até hoje.[5] Anos depois, o Conselho de Segurança da ONU e o Tribunal Internacional de Justiça da ONU fizeram uma declaração de ilegalidade à África do Sul presente na Namíbia, entretanto, o poder executivo da África do Sul, pela qual foi englobado o território como província do país a que pertencia, ignorou a resolução. Na metade dos anos 1970, a África do Sul fez uma proposta de divisão da Namíbia, mas não foi aceita pela Swapo. Depois de guerrear por uma grande quantidade de anos, em 1988, a África do Sul entrou em acordo com Angola para tornar independente a Namíbia, esta última deixada pelos sul-africanos em 1989, depois de concordarem com o surgimento do novo país desértico. Um ano depois, pela Swapo foi conseguida força majoritária na nova Assembleia Constituinte e, em 21 de março de 1990, a Namíbia finalmente declarou-se totalmente independente, durante a eleição do presidente Samuel Nujoma, líder da Swapo, com governo que se compunha de membros da organização popular.[5] Em 1994, a África do Sul faz uma devolução à Namíbia do porto principal de Walvis Bay.[7] Nujoma reelegeu-se em 1994[8] e em 1999.[9]

Década de 2000[editar | editar código-fonte]

Em 2004, o governista Hifikepunye Pohamba foi declarado vencedor da eleição presidencial.[10] Em 2005, o governo deu início a uma reforma agrária, comprando terras dos brancos para fazer uma redistribuição a 250 mil lavradores negros,[11] mas ela teve um pequeno avanço.[11] Os brancos são detentores de uma quantidade superior à metade da grandeza das 4 mil fazendas, quantidade superior à 50% da terra arável.[11]

Em dezembro de 2009, Pohamba reelegeu-se, com 76,4 da maioria absoluta dos votos válidos, e a força majoritária da Swapo foi mantida no poder legislativo, composto pelo Conselho Nacional, com 26 membros, e pela Assembleia Nacional com até 78 membros.[12]

Década de 2010[editar | editar código-fonte]

Em 2011, a Alemanha entregou à Namíbia o que restou dos antepassados hereros e nama, que os alemães levaram para fazer experiências de racismo nos primeiros anos do século XX. O governo da Alemanha cometeu a evasão fiscal por mais que tivesse reparado os resquícios arqueológicos dos primeiros habitantes do país africano.[13]

Em julho de 2012, foram anunciados os planos governamentais de exploração de um grande aquífero no norte do país.[14] [15] No país de maior secura da África Subsaariana, a Namíbia, a pior estiagem foi enfrentada em três décadas.[14] [15] Em maio, foi declarado estado de emergência e foram pedidos US$ 33,7 milhões em ajuda internacional.[14] [15]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite do território do país

Com 825 615 quilômetros quadrados,[16] a Namíbia é 34º maior país do mundo (depois da Venezuela). Encontra-se principalmente entre as latitudes 17 ° e 29 ° S (uma pequena área fica ao norte de 17 °) e longitudes 11 ° e 26 ° E. O país está situado entre os desertos do Namibe] e Kalahari, sendo a nação com menor índice pluviométrico da África subsariana.[17]

A paisagem consiste principalmente de cinco áreas geográficas, cada um com condições abióticas característicos e vegetação com alguma variação e sobreposição entre elas: o Planalto Central, o deserto de Namib, a Grande Escarpa, o Bushveld e o deserto de Kalahari. O deserto do Namibe é uma vasta extensão de planaltos de cascalho hiper-áridos e dunas que se estende ao longo de toda costa da Namíbia.[18]

O deserto de Kalahari, uma região árida compartilhada com África do Sul e Botswana, é uma das características geográficas mais bem conhecidas da Namíbia. O Kalahari, apesar de ser popularmente conhecido como um deserto, tem uma variedade de ambientes, incluindo alguns localizados em áreas verdejantes e tecnicamente não-desérticas. Um deles, conhecido como o Succulent Karoo, é o lar de mais de 5.000 espécies de plantas, quase metade delas endêmicas; aproximadamente 10% das suculentas do mundo são encontradas no Karoo.[19] A razão por trás dessa alta produtividade e endemismo pode ser a natureza relativamente estável das chuvas.[20]

O costeiro deserto da Namíbia é um dos desertos mais antigos do mundo. Suas dunas de areia, criadas pelos fortes ventos terrestres, são as mais altas do planeta.[21] Devido à localização do seu litoral - no ponto onde a água fria do Atlântico chega à África - muitas vezes há nevoeiro extremamente denso.[22] A Namíbia tem ricos recursos marinhos e costeiros que permanecem largamente inexplorados. [23]

Clima[editar | editar código-fonte]

A Namíbia tem um clima classificado como sub-úmido (média de chuvas acima dos 500 milímetros/ano), semiárido (entre 300 e 500 mm) e árido (150-300 mm), até os planaltos costeiros hiperáridos, com média de menos de 100 milímetros. As temperaturas máximas são limitadas pela altitude total de toda a região: apenas no extremo sul, em Warmbad por exemplo, as médias registradas são de 40° C.[24] Normalmente, zonas sub-tropicais de alta pressão, com céu claro frequentes, oferecem mais de 300 dias de sol por ano ao país. O inverno (junho-agosto) é geralmente seco. A estação chuvosa ocorre no verão, sendo um pequeno período de chuvas entre setembro e novembro e um maior entre entre fevereiro e abril.[25] A umidade é baixa e a precipitação média varia de quase zero no deserto costeiro a mais de 600 mm na Faixa de Caprivi. A precipitação é altamente variável, no entanto, secas são comuns.[26] A última, com precipitações muito abaixo da média anual, ocorreu no verão de 2006/07.[27]

O clima na zona costeira é dominado pelo frio, sendo que a Corrente de Benguela no Oceano Atlântico traz baixa precipitação (50 mm por ano ou menos), denso nevoeiro frequente e temperaturas em geral mais baixas do que no resto do país.[26] No inverno, ocasionalmente, ocorre uma condição conhecida como Bergwind (alemão: brisa de montanha) ou Oosweer (africâner: tempo leste), um vento quente e seco que sopra do interior para o litoral. Como a área atrás da costa é um deserto, estes ventos podem evoluir para tempestades de areia, sendo que depósitos de areia no Oceano Atlântico são visíveis em imagens de satélite.[28]

Por ser o país mais seco em África subsariana, a Namíbia depende, em grande parte, de águas subterrâneas. Com uma precipitação média de cerca de 350 milímetros por ano, a maior precipitação ocorre na Faiza do Caprivi no nordeste (cerca de 600 mm por ano) e diminui em direção oeste e sudoeste, até tão pouco quanto 50 mm anuais, ou menos, no litoral. Os únicos rios perenes são encontrados nas fronteiras nacionais com África do Sul, Angola e Zâmbia e na fronteira com Botswana, no Caprivi. No interior, as águas superficiais país estão disponíveis apenas nos meses do verão, quando os rios inundam após chuvas excepcionais. Caso contrário, a água de superfície é restrita a algumas grandes barragens de retenção e represamento. Assim, quando as pessoas não vivem perto de rios perenes ou fazem uso das barragens de armazenamento, elas dependem de águas subterrâneas para prover suas necessidades hídricas.[29]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Pirâmide etária da Namíbia
Mulheres hererós

A Namíbia tem a segunda menor densidade populacional em relação a qualquer outro país soberano, atrás apenas da Mongólia.[30] A maioria da população é de origem de falantes da língua bantu (na maior parte da etnia ovambo, que constitui cerca de metade da população) que residem principalmente no norte do país, embora muitos estão agora residente em cidades por toda a Namíbia. Outros grupos étnicos são as pessoas hereró e himba, que falam uma língua semelhante, além dos damaras e namas.

Além da maioria bantu, existem grandes grupos khoisan (como nama e san), que são descendentes dos habitantes originais da África Austral. O país também contém alguns descendentes de refugiados de Angola. Há também dois pequenos grupos de pessoas com origens raciais diversas, chamados "mestiços" e "basters", que juntos compõem 8%. Há uma grande minoria chinesa na Namíbia.[31]

Brancos (principalmente de origem alemã, africâner, britânica e portuguesa) constituem cerca de 7% da população. Embora a percentagem de brancos entre a população esteja diminuindo devido à emigração, eles ainda formam a segunda maior população de ascendência europeia, tanto em termos de percentagem quanto em números reais, da África subsariana, depois que da África do Sul.[32] A maioria dos brancos da Namíbia e quase todos os mestiços falam africâner e compartilham origens, cultura e religião semelhantes como as das populações brancas e negras da África do Sul. Uma pequena proporção de brancos (cerca de 30 mil) encontram as suas origens familiares diretamente nos primeiros colonos alemães e mantém instituições culturais e educacionais alemãs. Quase todos os colonos portugueses chegaram ao país da ex-colônia português de Angola.[33] O censo de 1960 relatou 526.004 pessoas no que era o então Sudoeste Africano, incluindo 73.464 brancos (14%).[34]

Línguas[editar | editar código-fonte]

Desde 1991, o inglês é a única língua oficial, embora apenas cerca de 3% da população fale o idioma como língua materna. A sua aplicação é focada na função pública e na educação.[35]

Até 1990, o alemão e africâner também eram línguas oficiais. Muito antes da independência da Namíbia da África do Sul, a Organização do Povo do Sudoeste Africano (SWAPO) defendia que o país devia se tornar oficialmente monolingue, em contraste com a de sua vizinha África do Sul, que concedeu a todos as suas 11 principais línguas o estatuto oficial, o que era visto como "uma política deliberada de fragmentação etnolinguística."[36] Por conseguinte, SWAPO instituiu o inglês como a única língua oficial da Namíbia. Algumas outras linguagens têm recebido um reconhecimento semi-oficial, por serem permitidas como meio de instrução nas escolas primárias. Espera-se que as escolas privadas sigam a mesma política que escolas públicas, sendo o "idioma Inglês" uma disciplina obrigatória.[35]

Metade de todos os namibianos falam oshiwambo como sua primeira língua, ao passo que a língua mais amplamente entendida e falada é o africâner. Entre a geração mais jovem, o inglês está rapidamente ganhando espaço.[37] O africâner e o inglês são usados ​​principalmente como segunda língua, reservados para comunicação pública, mas pequenos grupos os usam como primeira língua em todo o país. O português foi adicionado como uma segunda língua ensinada nas escolas.

Segundo o censo de 2011, as línguas mais comuns são oshiwambo (a língua mais falada por 49% dos agregados familiares), nama/damara (11,3%), africâner (10,4%), kavango (9%) e hereró (9%).[38] [39]

Religião na Namíbia[32]
Religião Porcentagem
Luteranismo
  
50%
Outros cristãos
  
30%
Religiões tradicionais
  
10%
Sem religião
  
7%
Islã
  
3%

Embora a língua oficial seja o inglês, a maioria da população branca fala alemão ou africâner. Ainda hoje, após o fim da era colonial alemão, a língua alemã desempenha um papel de liderança como uma linguagem comercial. Enquanto o africâner é falado por 60% da comunidade branca, o alemão é falado por 32%, o inglês por 7% e o português de 1%.[32] A proximidade geográfica com Angola explica o número relativamente elevado de falantes de português; em 2011 estimou que 100 mil lusófonos no país, ou 4-5% da população total.[40]

Religião[editar | editar código-fonte]

Entre 80% a 90% da população da Namíbia segue o cristianismo, sendo que pelo menos 50% destes são luteranos. Entre 10% e 20% da população têm crenças tradicionais.[32]

O trabalho missionário durante os anos 1800 atraiu muitos namibianos ao cristianismo. Embora a maioria dos cristãos do país sejam luteranos, também há católicos, metodista, anglicana, neerlandeses reformados, os cristãos da Renânia e mórmons (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).

O país é o lar de uma pequena comunidade judaica de cerca de 100 membros.[41]

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

A Namíbia é uma democracia presidencialista, em que o governo é eleito a cada 5 anos.

O parlamento é bicameral, formado por:

  • Conselho Nacional (National Council), com 26 assentos ocupados por dois membros escolhidos de cada Conselho Regional para mandatos de 6 anos;
  • Assembleia Nacional com 78 lugares, dos quais 72 são eleitos e 6 sem direito a voto, escolhidos pelo presidente; todos têm mandatos de 5 anos.

Disputas internacionais[editar | editar código-fonte]

A Namíbia está envolvida em diversas disputas internacionais menores, incluindo:

  • Disputas residuais pequenas com Botswana ao longo do Faixa de Caprivi, incluindo as regiões pantanosas de Situngu e especificamente a ilha de Kasikili ou de Sedudu;
  • Uma disputa dormente sobre os limites territoriais de Namíbia, Botswana, Zâmbia e Zimbabwe;
  • Disputa sobre os rebeldes angolanos e refugiados na Namíbia.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

A Namíbia está subdividida em 13 regiões:

  1. Caprivi
  2. Erongo
  3. Hardap
  4. Karas
  5. Kavango
  6. Khomas
  7. Kunene
  8. Ohangwena
  9. Omaheke
  10. Omusati
  11. Oshana
  12. Oshikoto
  13. Otjozondjupa

Economia[editar | editar código-fonte]

A base da economia da Namíbia está na extração e processamento de minerais. A mineração compreende 20% do PIB do país e faz da Namíbia o quarto maior exportador de minerais não-combustíveis da África e o quinto maior produtor de urânio do mundo.

Aproximadamente metade da população depende da agricultura para viver, dos quais a maior parte pratica a chamada agricultura de subsistência. Embora o PIB per capita da Namíbia, cerca de 4500 USD (2005), seja cinco vezes maior do que a média dos países mais pobres da África, a maioria do povo da Namíbia vive na pobreza, principalmente por causa do desemprego em grande escala e da má distribuição de renda, fazendo com que a maior parte do poder econômico esteja nas mãos da minoria branca. A Namíbia possui a pior distribuição de renda do mundo. Seu coeficiente de Gini é de 0,70 (2003)[42] .

Turismo[editar | editar código-fonte]

A Namíbia geralmente atrai ecoturistas a maioria para experimentar os climas diferentes e variados, além das paisagens geográficas naturais como o Deserto do Kalahari e as planícies orientais. Nestes lugares existem alojamentos e reservas para que os turistas passem a noite bem acomodados.

A Namíbia é também um destino comum para os interessados na caça esportiva[43] . Fora das reservas e de parques ambientais a caça é permitida e geralmente ocorre em latifúndios de colonos de origem europeia, principalmente de origem alemã [44] . A carne de caça é muito apreciada na Namíbia, sendo servida em restaurantes locais [45] ou consumida diretamente pelos próprios caçadores.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikcionário
O Wikcionário possui o verbete Namíbia.

Referências

  1. Portal da Língua Portuguesa - Dicionário de Gentílicos e Topónimos
  2. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa - Nigerinos/nepaleses/namibianos/mauritanos
  3. a b c d Fundo Monetário Internacional (FMI): World Economic Outlook Database (Outubro de 2014). Visitado em 29 de outubro de 2014.
  4. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Visitado em 3 de agosto de 2014.
  5. a b c d e f g Namíbia: Geografia, História e Cultura EmDiv.com.br. Visitado em 21 de março de 2015.
  6. Vincent Hiribarren. What do the names of African countries mean? Página Pessoal de Vincent Hiribarren. Visitado em 12 de março de 2015.
  7. Walvis Bay is handed over to Namibia (em inglês) South African History Online. Visitado em 21 de março de 2015.
  8. Namibia: National Assembly and Presidential Elections in 1994 (em inglês) Electoral Institute for Sustainable Democracy in Africa. Visitado em 21 de março de 2015.
  9. Namibia: Presidential and National Assembly Elections 1999 (em inglês) Electoral Institute for Sustainable Democracy in Africa. Visitado em 21 de março de 2015.
  10. Namibia Swears-in New President The Voice of America (21 de março de 2005). Visitado em 21 de março de 2015.
  11. a b c Almanaque Abril 2014, p. 546
  12. Elections in Namibia (em inglês) African Elections Database. Visitado em 21 de março de 2015.
  13. Hero's welcome for Namibia's repatriated ancestral skulls (em inglês) Mail Guardian (4 de outubro de 2011). Visitado em 21 de março de 2015.
  14. a b c Matt McGrath (20 de julho de 2012). Vast aquifer found in Namibia could last for centuries (em inglês) BBC News. Visitado em 21 de março de 2012.
  15. a b c Almanaque Abril 2014, p. 546
  16. Rank Order – Area CIA World Fact Book. Visitado em 12 April 2008.
  17. Brandt, Edgar. "Land degradation causes poverty", 21 September 2012.
  18. Spriggs, A. (2001) Africa: Namibia Terrestrial Ecoregions World Wildlife Fund.
  19. van Jaarsveld 1987, Smith et al 1993
  20. Spriggs, A. (2001) Southern Africa: including parts of Botswana, northeastern Namibia, Zimbabwe, and northern South Africa Terrestrial Ecoregions World Wildlife Fund.
  21. NASA – Namibia's Coastal Desert nasa.gov. Visitado em 9 de outubro de 2009.
  22. An Introduction to Namibia geographia.com. Visitado em 9 de outubro de 2009.
  23. Sparks, Donald L.. . "Namibia's Coastal and Marine Development Potential". African Affairs 83 (333).
  24. "Paper and digital Climate Section". Namibia Meteorological Services
  25. The Rainy Season Real Namibia. Visitado em 28 de julho de 2010.
  26. a b Namibia Encyclopædia Britannica. Visitado em 28 de julho de 2010.
  27. Olszewski, John. "Climate change forces us to recognise new normals", 13 de maio de 2009.
  28. Olszewski, John. "Understanding Weather – not predicting it", 25 de junho de 2010.
  29. Groundwater in Namibia. iwrm-namibia.info.na
  30. Department of Economic and Social Affairs Population Division. (2009). "World Population Prospects, Table A.1" (PDF). United Nations.
  31. Malia Politzer (Agosto de 2008). China and Africa: Stronger Economic Ties Mean More Migration Migration Information Source. Visitado em 10 de setembro de 2013.
  32. a b c d Central Intelligence Agency (2009). Namibia The World Factbook. Visitado em 23 de janeiro de 2010.
  33. "Flight from Angola", The Economist, 16 August 1975. Página visitada em 10 de setembro de 2013.
  34. Singh, Lalita Prasad. The United Nations and Namibia. [S.l.]: East African Publishing House, 1980.
  35. a b Kriger, Robert & Ethel. In: Robert & Ethel. Afrikaans Literature: Recollection, Redefinition, Restitution.. [S.l.]: Rodopi Bv Editions, 1996. 66–67 p. ISBN 9042000511
  36. Pütz, Martin (1995) "Official Monolingualism in Africa: A sociolinguistic assessment of linguistic and cultural pluralism in Africa", p. 155 in Discrimination through language in Africa? Perspectives on the Namibian Experience. Mouton de Gruyter. Berlin, ISBN 311014817X
  37. Namibia's People Namibia Tourism. Visitado em 10 de setembro de 2013.
  38. Duddy, Jo Maré. "Census gives snapshot of Namibia's population", 28 de março de 2013.
  39. Namibia 2011 – Population and Housing Census Main Report Namibia Statistics Agency. Visitado em 10 de setembro de 2013.
  40. Sasman, Catherine. "Portuguese to be introduced in schools", 15 August 2011. Página visitada em 24 de junho de 2012.
  41. Namibia: Virtual Jewish History Tour Jewishvirtuallibrary.org. Visitado em 1 de agosto de 2013.
  42. Gini
  43. http://www.huntingnamibia.net/index.htm
  44. Revista Playboy Nº419, pag. 108
  45. http://www.joesbeerhouse.com/joes-menu.php

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Namíbia
Wikilivros
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