Hererós

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Disambig grey.svg Nota: Se procura pela língua da família banta falada pelos hereros, veja Língua hereró.
Mulheres hereros da Namíbia, com roupas típicas modernas.
Hereros com traje tradicional no final século XIX.

Hereros[1][2][3][4][5] ou, raramente, hererós[6][7] são um povo bantu que habita a Namíbia, o Botsuana e Angola. As suas situações e características são relativamente diferentes nos três países.

Diferentemente da maioria dos demais povos bantus, que hoje são fundamentalmente agricultores, os hereros são tradicionalmente pastoris. Embora sejam um povo bantu, há evidências de que o povo herero, e a língua por eles falada, receberam influências das antigas populações cuxíticas, do norte da África.

É normal que populações hereros ainda cruzem frequentemente a fronteira, por exemplo, entre Angola e Namíbia, nos dois sentidos, em diferentes períodos do ano. A maioria dos hereros atualmente vive na Namíbia.

Os hereros de Angola[editar | editar código-fonte]

Mulheres hereros com trajes típicos.

Em Angola, os povos considerados hereros, ou aparentados aos hereros, são os Kuval (Vakuval, muitas vezes designados como "Mucubais", os Himba e os Dimba, todos povos pastores, nómades ou seminómades, que vivem nas províncias da Huíla e do Namibe.

Mapa étnico de Angola em 1970 (Área onde se movem os Herero marcada a laranja)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/herero
  2. Ver p.ex. La gestion des autorités traditionnelles par le gouvernement namibien: le cas des Herero, Cadernos de Estudos Africanos (Lisboa), 5/6, 2003/2004, pp. 117-131.
  3. «Segredos de um pvo ancestral pelo olhar de um brasileiro apaixonado por Angola e sua gente». Consultado em 5 de janeiro de 2013 
  4. «Exposições de fotografia permitem redescobrir o povo herero». Consultado em 5 de janeiro de 2013 
  5. «Retratos dos povos Hereros de Angola». Consultado em 5 de janeiro de 2013 
  6. Machado, José Pedro, DOELP, verbete "Hererós": "Hererós, etn. População do sudoeste africano. Do falar indígena Oca-hereró (Apost., I. 531), provavelmente pelo ingl. Verbo escreve Hereros (IX, 1866)
  7. Revista de Portugal. Ser. A. Língua portuguesa, edições 131-140, p. 320. 1955.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Júlio Artur de Morais, Contribution à l'étude des écosystèmes pastoraux: Les Vakuval du Chingo, dissertação de doutoramento, Paris: Université de Paris VII, 1974
  • Ruy Duarte de Carvalho, Eu fui lá visitar pastores, Rio de Janeiro: Gryphus, 2000 (sobre os Vakuval)
  • Ruy Duarte de Carvalho, "Em quem pensa quem "responde" pelos Vakuval? Pensar o político entre os Kuvale do Sudoeste de Angola", Cadernos de Estudos Africanos (Lisboa), 5/6, 2003/2004, pp. 191-208.
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