Huíla

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Huíla
Localidade de Angola Angola
(Província)
Lubango-Namibe landscape.jpg

Paisagem da Huíla
Dados gerais
Província Huíla
Município(s) Caconda, Cacula, Caluquembe, Chiange, Chibia, Chicomba, Chipindo, Cuvango, Humpata, Jamba, Lubango, Matala, Quilengues e Quipungo
Características geográficas
Área 79.022 km²
População 1.500.000 hab.
Angola Provinces Huila 250px.png
Província da Huíla
Dados adicionais
Prefixo telefónico +244
Projecto Angola  • Portal de Angola

A população original do território hoje abrangido por esta província foram khoisan, dos quais até hoje existem pequenos grupos residuais. Eles foram marginalizados por povos de pastores ou de agro-pastores, de diversas proveniências, que hoje estão constituídos numa variedade de etnias[1] . As etnias agro-pastoras fazem parte do grupo relativamente heterogéneo dos Nhaneca-Humbe, com destaque para os mwila que são os mais numerosos e de cujo nome o planalto e a província da Huíla derivam as suas designações. De entre as etnias pastoras, os kuvale têm o peso maior[2] .

Os gentílicos para este estado de angola são huilano, huilense, antigamente a província chamava-se antiga Sá da Bandeira. Atualmente alguns residentes de lá denominam-na Ex-Sá da Bandeira. Poderia ter sido a capital do país mas o titulo foi concedido à actual capitalLuanda. É considerada uma das cidades mais limpas de Angola. Setenta e sete por cento da população é formada de negros e vinte e três por cento de brancos e coloridos. A cidade possuí uma das maiores catedrais de Angola. O censo se realizará em 7 estados do país e, incluindo a Huíla, estima-se q a população do estado seja de 2.780.000 em 2013.[carece de fontes?]

Huíla é uma província do sul de Angola. Tem cerca de 1 500 mil habitantes e 79 022 km². A sua capital é a cidade do Lubango. É constituída por 14 municípios: Caconda, Cacula, Caluquembe, Chiange, Chibia, Chicomba, Chipindo, Cuvango, Humpata, Jamba, Lubango, Matala, Quilengues e Quipungo.

Referências

  1. Carlos Estermann. Etnografia do Sudoeste de Angola. Lisboa: Junta de Investigações do Ultramar, 1956. 3 vol. (Em termos gerais, continua a manter-se o panorama esboçado neste livro)
  2. Júlio Artur de Morais. Contribution à l'étude des écosystèmes pastoraux: Les Vakuvals du Chingo. Paris: Université de Paris, 1974. vol. VII. (Dissertação de doutoramento)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • José Pereira Neto, O Baixo Cunene: Subsídios para o seu desenvolvimento, Lisboa: Junta de Investigações do Ultramar, 1963
  • Carlos Alberto Medeiros. A colonização das Terras Altas da Huíla (Angola). Lisboa: Centro de Estudos Geográficos/Universidade de Lisboa & Instituto de Altos Estudos, 1976.
  • Elisete Marques da Silva, Impactos da ocupação colonial nas sociedades rurais do Sul de Angola, Lisboa: Centro de Estudos Africanos/ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, 2003
  • José Manuel Gonçalves, Dinâmicas sociais na estruturação geoeconómica do Baixo Kunene: Novas e velhas transumâncias, in: Fernando Florêncio et alii, Vozes do Universo Rural: Reescrevendo o Estado em África, Lisboa: Gerpress, 2010, pp. 237 - 267

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre Geografia de Angola, integrado no Projecto Angola é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.