Ícolo e Bengo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ícolo e Bengo
Lagoa da Quiminha - panoramio.jpg

A Lagoa da Quiminha em 2009.
Província Luanda
Características geográficas
Área 3 819 km²
População 126 935[1] hab. (2018)
Densidade 33,23 hab./km²

Projecto Angola  • Portal de Angola

Ícolo e Bengo é uma cidade e município da província de Luanda, em Angola.

Segundo as projeções populacionais de 2018, elaboradas pelo Instituto Nacional de Estatística, conta com uma população de 126 935 habitantes[1] e área territorial de 3 819 km².

Localiza-se no leste da província, sendo limitado a norte pelo município do Dande, a leste pelo município de Cambambe, a sul pelo município da Quissama e a oeste pelos municípios de Viana e Cacuaco.

O município de Ícolo e Bengo está subdividido em cinco comunas, sendo a sede, que conserva o mesmo nome, e as comunas-distritos urbanos de Bom Jesus do Cuanza, Cabiri, Cassoneca e Caculo Cahango. Sua centralidade-base está situada nos arredores do bairro do Catete.[2]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

As planícies alagadiças do Cacefo, localizadas na macrozona geográfica do rio Cuanza, em 2008.

O termo Ícolo e Bengo provém do termo da língua quimbundo mu ikolo ya nbengo, que significa "vale largo e extenso", numa referência à grande planície fértil entre os rios Bengo (ao norte) e Cuanza (ao sul) em que está localizado o território municipal.[3]

História[editar | editar código-fonte]

A transferência do concelho-sede, de Cabiri para o Catete, aconteceu em outubro de 1921.[3]

Em 2011 o Ícolo e Bengo foi transferido da província do Bengo para a província de Luanda, no seguimento da reforma administrativa das duas províncias.[4]

Desde a aprovação do "Plano Diretor Geral Metropolitano de Luanda", em 2015, o Ícolo e Bengo deixou de ser um município com multicentralidades ancoradas nas suas cinco comunas, para uma só cidade, composta de cinco comunas que também são distritos urbanos. O Catete deixou de ser uma comuna para tornar-se um bairro-distrito, a real centralidade da cidade de Ícolo e Bengo. O mesmo plano inseriu a cidade do Ícolo e Bengo como uma das componentes da "Região Metropolitana de Luanda".[5][6][7]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localizado numa grande planície fértil entre os rios Bengo (ao norte) e Cuanza (ao sul), o município do Icolo e Bengo é particularmente rico em águas, sendo banhado por muitos rios, lagos e lagoas, chegando a ser chamado da "mesopotâmia de Angola". Dentre seus lagos e lagoas destacam-se: Quilunda, Quiminha, Tôa, Cauigia e Cabemba.[3]

Economia[editar | editar código-fonte]

Zona industrial da cidade do Ícolo e Bengo, em 2009.

A estrutura económica do Ícolo e Bengo encontra-se essencialmente ao longo da rodovia EN-230, onde assentam-se as plantas de industrias de transformação e construção civil. Há ainda um importante sector comercial, de transportes e de serviços. Na indústria extrativa, há ainda frações de massa salarial advinda da mineração industrial.[3]

Neste município estão alguns dos mais vitais polos agrícolas e pesqueiros da província de Luanda,[3] incluindo a Mabuia e o destacado Pólo Agrícola da Quiminha, o maior projeto integrado de agricultura em Angola, que se beneficia da lagoa da Quiminha para irrigação.[8] Na zona da Quiminha e no restante do território icolense, produz-se importantes excedentes de mandioca, batata doce, feijão, amendoim e gergelim.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Schmitt, Aurelio. (3 de fevereiro de 2018). «Municípios de Angola: Censo 2014 e Estimativa de 2018». Revista Conexão Emancipacionista 
  2. Comunas. Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado. 2018.
  3. a b c d e f Os Valores do Nacionalismo e Patriotismo para uma Angola Moderna. Ordem dos Engenheiros de Angola]. 26 de agosto de 2019.
  4. Lei n.º 29/11 de 1 de Setembro de 2011 - Alteração da Divisão Político-Administrativa das Províncias de Luanda e Bengo. Info Angola. 2011
  5. Castro, José Caléia; Reschilian, Paulo Romano.. Metropolização e planejamento territorial como perspectiva de desenvolvimento em Angola. São Paulo: Cadernos Metrópole. Vol.22. nº. 49. Sep./Dec. 2020.
  6. Figueira, Moisés Bernardo.. Novas Centralidades na Área Metropolitana de Luanda: A Cidade do Sequele como Estudo de Caso. Lisboa: Universidade NOVA de Lisboa, 2010.
  7. Castro, José Caléia; Reschilian, Paulo Romano; Zanetti, Valéria.. Os candongueiros e a “desordem” urbana de Luanda: uma análise sobre a representação social dos transportes informais. Urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana (Brazilian Journal of Urban Management), 2018 jan./abr., 10(1), 7-21
  8. Maior projeto agrícola de Angola arranca com exportações para a Europa em outubro. Observador. 17 de fevereiro de 2018.
Ícone de esboço Este artigo sobre geografia de Angola, integrado no Projecto Angola, é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.