Soyo

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Soyo
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Província Zaire
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Soyo, também grafada como Soio, é uma cidade angolana da província do Zaire, situada ao norte do país, já na divisa com o [[República do Congo(Congo-kinshasa).

É uma cidade portuária, conhecida pelo importante porto do Soyo, e pelos terminais petrolíferos da Base do Kwanda. (Send a base do kwanda uma base do apoio logístico para as empresas petrolíferas que operaram no Soyo).

No período colonial foi conhecida como "Santo António do Zaire".

História[editar | editar código-fonte]

Soyo (originalmente escrito "Sonho" e pronunciado Sonyo) era uma província do Reino do Congo, que se estendia a sul da foz do rio Congo (ou Zaire).

Quando os primeiros portugueses chegaram, em 1482, Soyo já era uma entidade administrativa, cujo administrador tinha o título de Mwene Soyo ou "Senhor do Soyo". O governante foi o primeiro a ser baptizado quando os missionários católicos chegaram ao reino do Congo em 1491.

Província do Soyo[editar | editar código-fonte]

Durante o século XVI Soyo era governado por um membro da família real Congo, nomeados pelo rei e servindo por um período limitado. O governante na altura em que chegaram os portugueses, foi batizado de Manuel, dizia-se que era o tio do rei governante.

Dentro dA supervisão do Congo, o Soyo foi autorizado a expandir e conquistar outras regiões sob o domínio real. Assim, Nzinga Nkuwu, rei do Congo em 1491, permitiu uma expansão do território do Soyo, na sequência do batismo do governante. Esta expansão permitiu que Soyo controlasse várias sub-provincias, incluindo Pambala, Quimi, Tubi, ao longo do rio Congo e Lovata (entre outros) ao largo da costa atlântica.

O porto do Soyo, localizado próximo à foz do rio Congo, tornou-se um importante entreposto comercial do Congo no século XVI. A comunidade de portugueses aí radicados utilizava esse porto para o comércio de escravos, marfim e cobre. Um inquérito real do Congo de 1548 revelou que mais de 4.000 escravos saíram do porto do Soyo para a colônia ilha de São Tomé, e depois para o Brasil a cada ano.

Condado do Soyo[editar | editar código-fonte]

No início de 1590, Miguel foi designado Conde, quando o rei do Congo Álvaro II adoptou o estilo europeu de títulos de nobreza, passando a existir o Condado do Soyo. No entanto, ele acabou por se distanciar das ambições de Álvaro e houve um longo período de considerável tensão entre Congo e Soyo, resultando no reconhecimento de Miguel como um governante mais ou menos independente. Porém nos reinados seguintes continuaram a ser os reis do Congo continuaram a designar os governantes de Soyo.

Já no século XVII, mais propriamente entre 1620 e 1640, houve várias guerras civis no reino do Congo e muitas vezes os próprios condes da região de Soyo eram chamados para ajudar.

Mas em 1641, Daniel da Silva substituiu Paulo (anterior conde de Soyo) e foi imediatamente contestado pelo recém-empossado rei Garcia II do Kongo, que procurou substituí-lo. Conde Daniel resistiu, alegando que o conde do Soyo tinha o direito de ser selecionado através de eleição de seus próprios subordinados nobres. Garcia tentou retornar Soyo para seu controle por guerras, mas as tentativas de Garcia, em 1641, 1643, 1645 e 1656 falharam todas, muitas vezes com grandes perdas. Isto deve-se principalmente ao facto de que os exércitos reais não poderiam atacar a área fortificada arborizada do Soyo chamado Nfinda Ngula perto da capital.

Principado do Soyo[editar | editar código-fonte]

O Soyo, tornou-se mais independente, e o seu governante tomou o título de Príncipe, e em seguida, Grande Príncipe de Soyo no final do século XVII e início do século XVIII. Soyo participou activamente na política Congo durante e depois do reinado de Garcia II, especialmente como defensores do ramo Kimpanzu da família.

Em 1670, o governador português destacado para assumir o Congo, que estava envolvido numa guerra civil, invadiu Soyo. Depois de uma primeira vitória, as forças portuguesas foram completamente derrotadas por Soyo, na Batalha de Kitombo, em Nfinda Ngula perto da capital. O dia da vitória, 18 de outubro de 1670, e no dia de São Lucas, é considerado um feriado importante.

Da década de 1930 à independência de Angola[editar | editar código-fonte]

Durante o Estado Novo, foi uma zona de dominação difícil, por se encontrar junto da fronteira ao Congo Belga. Possuía acessos difíceis, com grande distância face à capital, e verificava-se uma elevada instabilidade política, devido às disputas com a administração colonial belga[1].

Actualmente, Soyo é administrado por Joanes André. Existe aqui uma das maiores fábricas de Gás Liquefeito denominado Projecto Angola LNG.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Panorama do Porto do Soyo, em 2007.

Transportes[editar | editar código-fonte]

A principal ligação rodoviária do Soyo é a rodovia EN-100, que liga a cidade até N'Zeto e a capital nacional Luanda.[2] Outra via é a Rodovia do Zaire, que liga o Soyo às cidades de Sende, Quinquengue e Chinde.

Sua principal facilidade logística é o Porto do Soyo, o maior porto da foz do rio Congo e o maior complexo portuário do norte da nação.[3]

A cidade também é servida pelo Aeroporto General Ndozi.

Educação[editar | editar código-fonte]

Na educação superior a cidade sedia a Escola Superior Politécnica do Soyo, uma das unidades da Universidade 11 de Novembro.

Cultura e lazer[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Uma das principais manifestações religiosas da cidade é a Festividade de Santo Antônio do Zaire, promovida pela Diocese de M'Banza Congo. É uma tradição muito antiga, vinda do período da Missão Católica de Santo António Mpinda.[4]

Lazer[editar | editar código-fonte]

Os locais de lazer e interesse da cidade incluem:[5]

  • Nzo a Nkisi: local de cultos ancestrais;
  • Ponta do Padrão de São Jorge: marco de descobrimento dos portugueses para colonizar Angola, situa-se na foz do Rio Congo;
  • Porto Pinda: local do primeiro batismo cristão da Igreja Católica ao sul do Saara, além de ser ponto de exportação de escravos durante a colonização portuguesa;
  • Porto Rico: local de negócio e exportação de escravos, durante a colonização portuguesa;
  • Porto de Mpinda: local de início do comércio de escravos pelos portugueses em Angola.

A principal prática esportiva do Soyo é o futebol, tando que um dos maiores estádios do país, o Estádio dos Embondeiros, está ali localizado. Ainda está instalado na cidade a Académica Petróleos do Kwanda Soyo, uma das maiores equipas futebolísticas que joga nos campeonatos nacionais.

Referências

  1. Rodrigues, Flavia (2010). Narrativas da Dominação no concurso de literatura colonial da Agência Geral das Colónias (1926-1951), PUC-Rio
  2. Zaire: Primeira fase da auto-estrada Nzeto/Soyo é concluída em 2017. Portal Angop. 4 de março de 2016.
  3. Porto do Soyo. Conselho Nacional de Carregadores. 2012.
  4. Figueiredo, Jaquelino. Missa de encerramento das festividades no Zaire. Jornal de Angola. 21 de junho de 2018.
  5. Faça Turismo em Angola – Zaire. AngolaBela. Acessado em: 31 de janeiro de 2019.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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