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Uíge (província)

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 Nota: Este artigo é sobre a província de Angola. Para a cidade capital da província, veja Uíge.
Uíge
Localidade de Angola Angola
(Província)


Localização de Uíge em Angola
Dados gerais
Fundada em 31 de maio de 1887 (138 anos)
Gentílico uigino[1]
Província Uíge
Município(s) Alto Zaza, Ambuíla, Bembe, Bungo, Cangola, Damba, Dange Quitexe, Lucunga, Mabanza Sosso, Maquela do Zombo, Massau, Milunga, Mucaba, Negage, Nova Esperança, Puri, Quimbele, Quipedro, Sacandica, Songo, Sanza Pombo, Uíge e Vista Alegre[2]
Características geográficas
Área 58 698 km²
População 1 662 047[3] hab. (2018)
Densidade 23 hab./km²
Altitude 883 m
Clima Aw/As

Dados adicionais
Prefixo telefónico +244
Sítio Governo Provincial do Uíge
Projecto Angola  • Portal de Angola

Uíge (por vezes erroneamente grafada como Uíje) é uma das 21 províncias de Angola, localizada na região norte do país. Sua capital está na cidade e município de Uíge.

Segundo as projeções populacionais de 2018, elaboradas pelo Instituto Nacional de Estatística, conta com uma população de 1 662 047 habitantes e área territorial de 58 698 km².[3]

É constituída por 23 municípios: Alto Zaza, Ambuíla, Bembe, Bungo, Cangola, Damba, Dange Quitexe, Lucunga, Mabanza Sosso, Maquela do Zombo, Massau, Milunga, Mucaba, Negage, Nova Esperança, Puri, Quimbele, Quipedro, Sacandica, Songo, Sanza Pombo, Uíge e Vista Alegre.[2]

A província recebe a alcunha de "terra do bago vermelho" ou "terra do grão vermelho", em alusão ao seu sustentáculo econômico, as imensas lavoras de café.[4]

Etimologia

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O nome da província deriva da localidade do Uíge, onde foi fundado um posto militar pelos portugueses em 1917, que viria a ser a sede da circunscrição do Bembe a partir de 1923 e posteriormente sede do concelho do mesmo nome.[5]

Há várias explicações para o nome Uíge, que comporta também as grafias Uíje (língua portuguesa arcaica) e Wizi (língua congo), onde a principal vertente diz vir de uma expressão da língua congo "wizidi", que significa "chegada", em alusão aos primeiros portugueses que se fixaram na região. Outra vertente correlaciona o nome ao rio Uíge.[5]

De 1887 a 1961 a província do Uíge conservou o nome "Congo".[6]

História

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Durante a Idade Média, a província do Uíge foi uma das áreas vitais do reino do Congo, uma entidade nacional dos povos congos localizada a norte e a sul do rio Congo, e também, em determinados períodos, pelos ambundos, localizado mais para o sul. Os monarcas do Reino do Congo viviam na cidade de Mabanza Congo, governando com grande autoridade, por vários séculos, toda a região. O seu reinado foi reforçado pela chegada de padres portugueses que viviam na corte do rei e ensinavam religião, bem como promoviam a alfabetização. A interacção com o domínio português sobre Luanda foi durante um longo período de tempo bastante marginal. A mudança ocorreu quando, no início do século XIX, os portugueses iniciaram a conquista e ocupação do território que actualmente constitui Angola. No início do século XX, o Reino do Congo ainda existia "no papel", assim como o tribunal de Mabanza Congo, mas tinha perdido qualquer poder efectivo.[7]

Do reino do Congo ao período colonial

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Uma máscara Hemba, no Museu do Brooklyn (2012), cultura pré-colonial dos povos basucos, que desenvolveu-se na província do Uíge.

Os contactos com os portugueses permitiram aos congos a abertura ao Atlântico e com isso desenvolveu-se o tráfico de escravos. Porém, as boas relações com Portugal foram muitas vezes dificultadas por tensões resultantes do tráfico de escravos. Por sua vez, as influências de missionários católicos manteve-se até ao século XVII, mas a sua actividade conheceu um grande declínio até à segunda metade do século XIX, e, quando foi reactivada, passou a ter concorrência dos protestantes da Igreja Baptista, que passaram a ter grande influência na formação de elites letradas e líderes comunitários.

No território da província desenvolvia-se uma entidade política tributária do reino do Congo, que inicialmente era uma província e depois tornou-se o "ducado de Bambata", que tinha como sede a cidade de Maquela do Zombo. Era uma entidade poderosa e seu território vital para o reino do Congo.[8][9] Outra entidade poderosa foi o país Damba-Sosso, com capital em Mabanza Sosso, que dominou o centro geográfico uigino, tornando-se, depois, a província Sosso do reino do Congo.[10]

Em 29 de outubro de 1665, teve lugar em território uigino, em Ambuíla, a batalha de Ambuíla que seria fatal para o reino do Congo. Nela, foi morto o rei António I do Congo e, com ele, perto de cinco mil homens, entre os quais muitos dos seus colaboradores. A cabeça do rei foi enterrada com solenidade de monarca cristão na Igreja da Nazaré, em Luanda, onde, ainda hoje, se encontram azulejos alusivos à batalha de Ambuíla.[7] O reino do Congo fragmentou-se após a derrota em Ambuíla, fazendo surgir várias unidades políticas nos seus antigos domínios, como os reinos Sosso, Pombo e Damba, à parte.[10]

Resultados da Conferência de Berlim no Uíge

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Antes da Conferência de Berlim o interesse português nas terras do Uíge assentava-se basicamente na exploração das minas de cobre de Mavoio, no Bembe, que iniciou-se em 1857, onde chegou-se a permitir a exportação de um importante quantitativo de minério, antes do seu encerramento devido às dificuldades de transporte para o Ambriz.[11]

Após a Conferência de Berlim Portugal apressou-se para criar o "distrito do Congo", em ato no dia 31 de maio de 1887, cuja primeira capital foi a cidade de Cabinda[12][13] Anteriormente os lusitanos já haviam buscado firmar o protetorado do Congo Português,[14][15] criando o distrito como entidade administrativa.[6]

Evolução administrativa e territorial

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Em 1914 o governador colonial José Norton de Matos decide por dar início a reestruturação da vila de Maquela do Zombo para fazê-la capital do distrito do Congo, no intuito de rivalizar com Quinxassa e Brazavile. Maquela do Zombo torna-se capital em 1917,[13] porém a saída de Norton de Matos da função de governador colonial fez o projeto de construção de infraestruturas naquela localidade declinar, mantendo-se precariamente como capital do distrito do Congo até 1946.[16]

No local onde hoje se encontra a cidade do Uíge, foi criado, pela portaria nº 60, de 6 de abril de 1917, um posto militar. Em 1923, o posto passou a sede da circunscrição e, mais tarde, ao de conselho do Bembe. A importância crescente da cultura do café e a subida do seu preço no mercado internacional, provocaram alterações radicais na economia do distrito do Congo, como por exemplo a estruturação da via de escoamento Estrada Uíge-Luanda (atual EN-120).[7]

Em 1919 ocorre a primeira perda territorial do distrito do Congo, com a criação do distrito de Cabinda, no extremo-norte, e;[13] 1922 o distrito do Congo divide-se em dois para dar origem ao distrito do Zaire.[13] Esse quadro permanece até 1930, quando o Congo passa a tutelar a "Intendência-Geral de Zaire e Cabinda".[12][6]

Em 1946 o governo colonial decide transferir definitivamente a capital da cidade de Maquela do Zombo para a vila do Uíge,[13] esta última a partir de 1955 passando a denominar-se vila Marechal Carmona.[12]

Em 1954, o distrito do Congo absorve juridicamente a parte sul da Intendência-Geral de Zaire e Cabinda, restando ainda sob sua tutela somente a "Intendência-Geral de Cabinda". Em 1955 a Intendência-Geral de Cabinda torna-se novamente distrito de Cabinda (atual província de Cabinda), desligando-se da tutela do Congo.[12]

Posteriormente, pelo diploma legislativo ministerial nº 6, de 1 de abril de 1961, foi mudado o nome do distrito do Congo, passando a denominar-se "distrito do Uíge", e; a partir de terras divididas do distrito do Uíge, o mesmo ato recriou o distrito do Zaire (atual província do Zaire). Em 1972 todos os distritos angolanos tornaram-se províncias.[12][13]

Período das guerras

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A cultura do café passou então a marcar a história de quase toda a região. Porém, factos como a usurpação de terras férteis, o trabalho forçado nas plantações dos colonos, o pagamento de impostos injustos, a obrigatoriedade da cultura do café e prejuízo a alimentares, contribuíram para o acontecimento dos ataques ao norte de Angola em 1961, promovidos pela Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA; àquela altura ainda como UPA), operação guerrilheira relâmpago que abrangeu praticamente todo o norte e noroeste de Angola.[17] Por ser zona onde havia muitos fazendeiros brancos e trabalhadores ambundos e ovimbundos ao seu serviço, foi um dos locais escolhidos pela FNLA/UPA para fazer seu primeiro ataque, no município de Quitexe. O ataque guerrilheiro, que marcou o início definitivo da Guerra de Independência de Angola, teve um alto grau de violência, com a resposta dos colonizadores sendo ainda mais violenta e desproporcional, atingindo basicamente inocentes.[7]

Rodovia EN-120, a antiga Estrada do Café, que liga a província do Uíge às províncias do Bengo e Luanda.

A revolta provocou importantes mudanças na política colonial portuguesa. Uma delas foi a reforma legislativa que abrangeu a concessão de terras, o trabalho forçado, a organização administrativa, o poder tradicional, os impostos e os mercados rurais. A contraofensiva portuguesa, aliada a intensa propaganda psicológica, provocou o regresso de grande parte da população que se havia refugiado nas matas ao convívio com os portugueses. Foram criadas as aldeias da paz em pontos estratégicos e teve início um novo tipo de relacionamento com os cafeicultores nativos, que representou um importante incentivo à produção de café e contribuiu, num primeiro momento, para atenuar a ação dos nacionalistas.[7]

Com a montagem da IV Região Militar do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), abrangendo as Lundas (Norte e Sul), Malanje e Uíge, e o estabelecimento da Rota Agostinho Neto, a partir de 1968 os confrontos militares ganham um terceiro ator de peso (MPLA) que passa a operar com bastante sucesso no vale do rio Cuango (zona entre Cangola, Puri, Sanza Pombo, Milunga e Massau), com os portugueses conseguindo manter estrategicamente a zona central montanhosa de Mucaba, Negage e Carmona/Uíge e a FNLA a operar basicamente na zona do Bembe, de Ambuíla e Sacandica.[18]

Mesmo com a guerra em curso, a região do Uíge chegou a produzir 74 mil toneladas de café comercial nos primeiros anos da década de 1970 quando a produção nacional havia atingido o máximo de 180 mil toneladas.[19]

Uíge continuou a ser uma província muito castigada pelos conflitos, mesmo após a independência nacional, visto que não ocorreu a pacificação, mas a evolução para a Guerra Civil Angolana, de 1975 a 2002. Os habitantes da província tiveram suas casas destruídas e as infraestruturas uiginas foram seriamente abaladas, fazendo, do Uíge, uma das províncias mais pobres de Angola.

Se não bastasse a própria guerra civil, o território provincial uigino chegou a sofrer as consequências da Segunda Guerra do Congo, no episódio que ficou conhecido como a Operação Kitona, onde tropas estrangeiras a invadiram.[20]

Pós-guerra

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O pós-guerra, em 2002, fez ressurgir a economia do café, que praticamente havia se extinguido desde a metade da década de 1970, fazendo com que as infraestruturas, como estradas e aeroportos, fossem revitalizadas.

Começando em outubro de 2004 e continuando em 2005, a província de Uíge foi o centro de um surto de febre hemorrágica de Marburg, uma doença intimamente relacionada ao ébola. Foi causada pelo vírus de Marburg, que é um vírus de RNA que causa a doença do macaco verde.[21] Agora considerado sob controle, houve 374 casos com 88% de mortes.[22] De acordo com a Organização das Nações Unidas, foi, na época, a pior epidemia mundial de qualquer tipo de febre hemorrágica.[23]

Geografia

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A província faz fronteira a oeste com a província do Zaire, a norte e a leste com a República Democrática do Congo, a sudeste com a província de Malanje, e a sul com as províncias do Cuanza Norte e do Bengo.[24]

Na província encontram-se dois períodos climáticos bem definidos, sendo um chuvoso, denominado inverno, de outubro a maio e; um seco, denominada verão, de junho a setembro.

Segundo a classificação climática de Köppen-Geiger, é predominante na província o clima tropical de savana (Aw/As), com temperaturas variando entre 22ºC e 25ºC.[25]

Hidrografia

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Os seus rios principais são: Cuango, Zadi, Dange, Lúria, Lucala e Luvulu. A principal bacia de irrigação é a do rio Congo.[26]

Ecologia, flora e fauna

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O tradicional vilarejo do Quimbo, em Uíge, em 2008.

Domina a totalidade da paisagem da província o "mosaico floresta-savana do Congo ocidental", uma ecorregião composta de pastagens arborizadas com trechos de floresta, bem como floresta perene seca nas proções com maior elevação e florestas de galeria de dossel denso ao longo dos rios, particularmente na zona mais interior do rio Cuango. O ecossistema de floresta-savana concentra uma fauna bastante diversificada, contando com o elefante-da-savana, a quissema, o muntual, o cabrito-cinzento, o pisco-de-peito-ruivo, o picanço-de-peito-laranja e o macaco-de-cauda-vermelha.[27]

Patrimônio natural

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A principal área de preservação das várias espécies raras é a Reserva Florestal do Béu, além de manchas florestais intactas no Planalto do Uíge e no Planalto de Buengas-Zaza.[28]

Relevo e geomorfologia

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A província do Uíge é uma região bastante acidentada, constituída por 3 grandes zonas:[29]

  • Planáltica: constituída maioritariamente pela bacia dos sub-afluentes do rio Zaire. Esta zona é ondulada, mas, com ravinas fundas, principalmente nos rios de maior caudal.[6]
  • Bacia do rio Mebridege: situa-se a sudoeste da linha Pete-Mucaba-Songo-Mabaia. Esta zona também é ondulada e de ravinas profundas junto dos rios.[6]
  • Montanhosa: abrange o interior da província, sobretudo dos rios Loge e Dange, assim como as bacias dos afluentes.[6]

Entre as principais cadeias montanhosas da província estão o Planalto do Uíge (ou Cordilheira do Uíge), o Planalto de Buengas-Zaza, o Planalto do Congo, o Planalto de Camabatela, a Serra da Canda, a Serra do Cusso, a Serra de Mucaba (as três serras são parte das Bordaduras Planálticas do Congo[30]) e os Morros do Alto Cauale.[30] Esse relevo acidentado colabora para a cafeicultura.[6]

Os solos predominantes nesta região são o ferralítico e o paraferralítico.[31] A nível geológico, esta região é predominantemente constituída por rochas efusivas proterozóicas.[32]

Subdivisões

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Administrativamente, a província está dividida em 44 comunas,[2][13][33], que inserem-se em 23 municípios, a saber: Alto Zaza, Ambuíla, Bembe, Bungo, Cangola, Damba, Dange Quitexe, Lucunga, Mabanza Sosso, Maquela do Zombo, Massau, Milunga, Mucaba, Negage, Nova Esperança, Puri, Quimbele, Quipedro, Sacandica, Songo, Sanza Pombo, Uíge e Vista Alegre.[2]

A economia da província baseia-se fundamentalmente nos sectores da agricultura e do comércio, havendo uma nascente e efêmera atividade industrial, concentrada nos grandes centros urbanos uiginos.[34]

Agropecuária e extrativismo

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Armações suspensas para secagem do café após colheita.

O enquadramento orográfico da província e as suas condições ecológicas caracterizam-na de vocação agrícola, pecuária, silvícola e piscícola. O clima quente do Uíge é propício ao cultivo de café,[4] frutas tropicais,[4] mandioca, dendém, amendoim (jinguba), batata doce, feijão, cacau e sisal.[7]

Também está incluída a criação de gado bovino, suíno e caprino, exercida em todo o território, tanto para corte quanto para leite, havendo também relevante número de galináceas para carne e ovos. A actividade piscatória, majoritariamente extrativista, é desenvolvida nas diversas lagoas e rios.[7]

Na exploração florestal, a produção de madeira é baseada no corte de essências rústicas e na transportação de toros dentro e fora da província para serração.[35]

Somente na atividade cafeeira[4] estão registados cerca de 10 mil agricultores familiares, nos municípios de Negage, Dange, Songo, Damba, Mucaba, Pombo e Uíge. O café tinha, em 2011, uma área de 177.000 hectares em para sua destinação, dos quais se estima estarem plantados com café apenas 29.800 hectares.[7]

Indústria e mineração

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No setor mineral, a província têm um subsolo muito rico, mas pouco explorado, com destaque para mineração industrial de cobre, cobalto, calcário, dolomite, enxofre, talco e zinco.[36]

As plantas industriais da província concentram-se nas cidades de Negage e Uíge, sendo especializadas na agroindústria de transformação de alimentos, como carnes, ovos, leite e café,[4] havendo também massa salarial na produção de materiais de construção e cerâmicos, bebidas e tabaco.[36]

Comércio e serviços

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O comércio formal é exercido por micro e pequenas empresas e por operadores informais, existindo armazéns, minimercados, lojas, cantinas, lanchonetes, boutiques, tabacarias, farmácias, casas de fotografia, agências de telefonia móvel, mercados oficiais, etc.. Normalmente o comércio formal predomina no centro das cidades do Uíge, Maquela do Zombo, Quibele e Negage, enquanto que os outros municípios geralmente são receptores de mercadorias advindas desses quatro.[7]

A atividade informal que lidera a massa financeira do comércio provincial uigino, onde vê-se principalmente a venda ambulante, nas ruas, de porta em porta e nos mercados municipais.[7]

A prática do escambo da produção de café por óleo, sabão, sal, utensílios domésticos, mandioca, feijão e amendoim ainda subsiste. O escambo pode ser feito nos mercados ou diretamente com o produtor.[7]

Em matéria de serviços, é na capital que assenta-se a maioria deles, havendo grande oferta em áreas administrativas e financeiras, ocorrendo também serviços de entretenimento, saúde e educação.[36]

Cultura e lazer

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A província do Uíge tem um acervo histórico-cultural rico, assentado nas construções pré e pós coloniais, de onde destacam-se o Fortim de Maquela, o Forte de São José do Encoje, a Fortaleza do Bembe, o Palácio da Administração do Concelho, a Igreja de São José, as figuras rupestres de Quisadi e da Cabala e a Pedra do Tunda.[37]

A província uigina possui uma das mais originais e relevantes tradições culinárias de Angola, tendo como o pratos típicos mais relevantes a quizaca, o micate, o funge de bombó e, particularmente, o catato.[24]

Já nos pontos de interesse natural, a província do Uíge têm como destaque as quedas do Bombo, do Massau e de Camulungo, as lagoas do Feitiço, Luzamba, Mavoio e Sacapete, além do Vale do Loge e dos Morros do Alto Caual.[24]

Referências

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  2. a b c d «Lei n.° 14/24 de 5 de Setembro» (PDF). Imprensa Nacional de Angola. Diário da República (171): 9800–10505. 5 de setembro de 2024. Consultado em 29 de dezembro de 2024 
  3. a b Aurelio Schmitt (3 de fevereiro de 2018). «Município de Angola: Censo 2014 e Estimativa de 2018». Revista Conexão Emancipacionista 
  4. a b c d e «Revisão Nacional de Exportações Verdes de Angola - 3º Workshop de Formação: Café e Frutas Tropicais» (PDF). Uíge: Programa Conjunto UE-CNUCED para Angola. 29 de novembro de 2019 
  5. a b Jaques Mpova Nzuze Tomás (2015). Harmonização gráfica da toponímia da província do Uíje. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa 
  6. a b c d e f g «Província do Uíge – características gerais». Wizi-Kongo.com. 2016 
  7. a b c d e f g h i j k Governo Provincial do Uíge (2012). Perfil da Província do Uíge. Luanda: Consultores JMJAngola 
  8. «Província de Bambata ou Reino de Bambata». Wizi-Kongo.com. 2016 
  9. «Os Clãs Zombo ou Bambata no Antigo Reino do Congo». Wizi-Kongo.com. 2016 
  10. a b «Os Kongo de Angola: OS BANSONSO». Wizi-Kongo. 28 de setembro de 2016 
  11. Mário Milheiros (1972). Índice Histórico-Corográfico de Angola. Luanda: Instituto de Investigação Científica de Angola 
  12. a b c d e Carlos Rodolfo Pinto (Julho de 2011). «Pobreza no meio rural em Angola: contribuição para a sua caracterização no município do Negage». Luanda: Universidade Católica de Angola. Revista CEIC - Centro de Estudos e Investigação Científica 
  13. a b c d e f g Governo da Província do Uíge (1996). Caracterização da província do Uíge (PDF). [S.l.]: Governo de Angola. Cópia arquivada (PDF) em 5 de dezembro de 2020 
  14. «Cabinda». Consulado Geral de Angola em Houston - Texas. 2015 
  15. Guilherme Balza (12 de janeiro de 2010). «Pesquisadora da USP descarta que ataque na África afetará Copa de 2010». UOL Notícias 
  16. «Maquela do Zombo - Um sonho desfeito». Portal Mundamba. 7 de março de 2011 
  17. «Guerra Colonial 1961-1974: 15 de Março, a surpresa». Consultado em 13 de Outubro de 2011 
  18. Marcelo Bittencourt (1999). «Memórias da guerrilha: a disputa de um valioso capital». História Oral. 2: 91-110 
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  20. «Rwanda's Gen Kabareebe will always be remembered for Operation Kitona». Daily Monitor. 11 de março de 2018 
  21. Melvin A. Benarde (2006). Our precarious habitat?: the sky is not falling. [S.l.]: Wiley-Interscience. p. 104–. ISBN 978-0-471-74065-0. Consultado em 21 de janeiro de 2011 
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Ligações Externas

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