Uíge (província)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a província de Angola. Para a cidade capital da província, veja Uíge.
Uíge
Localidade de Angola Angola
(Província)
Angola Provinces Uige 250px.png

Província de Uíge
Dados gerais
Fundada em 31 de maio de 1887 (132 anos)
Gentílico uigino
Província Uíge
Município(s) Uíge, Alto Cauale, Ambuíla, Bembe, Buengas, Bungo, Cangola, Damba, Maquela do Zombo, Mucaba, Negage, Puri, Quimbele, Quitexe, Sanza Pombo, Songo
Características geográficas
Área 58 698 km²
População 1 662 047[1] hab. (2018)
Densidade 23 hab./km²
Altitude 883 m
Clima Aw/As

Dados adicionais
Prefixo telefónico +244
Sítio Governo Provincial do Uíge
Projecto Angola  • Portal de Angola

Uíge (por vezes erroneamente grafada como Uíje) é uma das 18 províncias de Angola, localizada na região norte do país. Sua capital está na cidade e município de Uíge.

Segundo as projeções populacionais de 2018, elaboradas pelo Instituto Nacional de Estatística, conta com uma população de 1 662 047 habitantes e área territorial de 58 698 km².[1]

É constituída por 16 municípios: Uíge, Alto Cauale, Ambuíla, Bembe, Buengas, Bungo, Cangola, Damba, Maquela do Zombo, Mucaba, Negage, Puri, Quimbele, Quitexe, Sanza Pombo e Songo.

A província recebe a alcunha de "terra do bago vermelho" ou "terra do grão vermelho", em alusão ao seu sustentáculo econômico, as imensas lavoras de café.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome da província deriva da localidade do Uíge, onde foi fundado um posto militar pelos portugueses em 1917, que viria a ser a sede da circunscrição do Bembe a partir de 1923 e posteriormente sede do concelho do mesmo nome.[2]

Há várias explicações para o nome Uíge, que comporta também as grafias Uíje (arcaica) e Wizi (quicongo), onde a principal vertente diz vir de uma expressão da língua quicongo "wizidi", que significa "chegada", em alusão aos primeiros portugueses que se fixaram na região. Outra vertente correlaciona o nome ao rio Uíge.[2]

De 1887 a 1961 a província do Uíge conservou o nome "Congo".

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História de Angola

Durante a Idade Média, a província do Uíge foi o coração do reino do Congo, constituído pelos congos, localizado a norte e a sul do rio Congo, e também em determinados períodos pelos ambundos, localizado mais para o sul. Os monarcas do Reino do Congo viviam na cidade de Mbanza Congo, governando com grande autoridade, por vários séculos, toda a região. O seu reinado foi reforçado pela chegada de padres portugueses que viviam na corte do rei e ensinavam religião, bem como promoviam a alfabetização. A interacção com o domínio português sobre Luanda foi durante um longo período de tempo bastante marginal. A mudança ocorreu quando, no início do século XIX, os portugueses iniciaram a conquista e ocupação do território que actualmente constitui Angola. No início do século XX, o Reino do Congo ainda existia "no papel", assim como o tribunal de Mbanza Congo, mas tinha perdido qualquer poder efectivo.[3]

Do reino do Congo ao período colonial[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: Reino do Congo e Congos
Uma máscara Hemba, no Museu do Brooklyn (2012), cultura pré-colonial dos povos basucos, que desenvolveu-se na província do Uíge.

Os contactos com os portugueses permitiram aos congos a abertura ao Atlântico e com isso desenvolveu-se o tráfico de escravos. Porém, as boas relações com Portugal foram muitas vezes dificultadas por tensões resultantes do tráfico de escravos. Por sua vez, as influências de missionários católicos manteve-se até ao século XVII, mas a sua actividade conheceu um grande declínio até à segunda metade do século XIX, e, quando foi reactivada, passou a ter concorrência dos protestantes da Igreja Baptista, que passaram a ter grande influência na formação de elites letradas e líderes comunitários.

No território da província desenvolvia-se uma entidade política tributária do reino do Congo, que inicialmente era uma província e depois tornou-se o "ducado de Bambata", que tinha como sede a cidade de Maquela do Zombo. Era uma entidade poderosa e seu território vital para o reino do Congo.[4][5]

Em 29 de outubro de 1665, teve lugar em território uigino, em Ambuíla, a batalha de Ambuíla que seria fatal para o reino do Congo. Nela, foi morto o rei António I do Congo e, com ele, perto de cinco mil homens, entre os quais muitos dos seus colaboradores. A cabeça do rei foi enterrada com solenidade de monarca cristão na Igreja da Nazaré, em Luanda, onde, ainda hoje, se encontram azulejos alusivos à batalha de Ambuíla.[3]

Resultados da Conferência de Berlim no Uíge[editar | editar código-fonte]

Antes da Conferência de Berlim o interesse português nas terras do Uíge assentava-se basicamente na exploração das minas de cobre de Mavoio, no Bembe, que iniciou-se em 1857, onde chegou-se a permitir a exportação de um importante quantitativo de minério, antes do seu encerramento devido às dificuldades de transporte para o Ambriz.[6]

Após a Conferência de Berlim Portugal apressou-se para criar o "distrito do Congo", em ato no dia 31 de maio de 1887, cuja primeira capital foi a cidade de Cabinda.[7]

Evolução administrativa e territorial[editar | editar código-fonte]

Em 1914 o governador colonial José Norton de Matos decide por dar início a reestruturação da vila de Maquela do Zombo para fazê-la capital do distrito do Congo, no intuito de rivalizar com Quinxassa e Brazavile. Maquela do Zombo torna-se capital em 1917, porém a saída de Norton de Matos da função de governador colonial fez o projeto de construção de infraestruturas naquela localidade declinar, mantendo-se precariamente como capital do distrito do Congo até 1946.[8]

No local onde hoje se encontra a cidade do Uíge, foi criado, pela portaria nº 60, de 6 de abril de 1917, um posto militar. Em 1923, o posto passou a sede da circunscrição e, mais tarde, ao de conselho do Bembe. A importância crescente da cultura do café e a subida do seu preço no mercado internacional, provocaram alterações radicais na economia do distrito do Congo, como por exemplo a estruturação da via de escoamento Estrada Uíge-Luanda (atual EN-120).[3]

Em 1919 ocorre a primeira perda territorial do distrito do Congo, com a criação do distrito de Cabinda, no extremo-norte, e; 1922 o distrito do Congo divide-se em dois para dar origem ao distrito do Zaire. Esse quadro permanece até 1930, quando o Congo passa a tutelar a "Intendência-Geral de Zaire e Cabinda".[7][9]

Em 1946 o governo colonial decide transferir definitivamente a capital da cidade de Maquela do Zombo para a vila do Uíge, esta última a partir de 1955 passando a denominar-se vila Marechal Carmona.[7]

Em 1954, o distrito do Congo absorve juridicamente a parte sul da Intendência-Geral de Zaire e Cabinda, restando ainda sob sua tutela somente a "Intendência-Geral de Cabinda". Em 1955 a Intendência-Geral de Cabinda torna-se novamente distrito de Cabinda (atual província de Cabinda), desligando-se da tutela do Congo.[7]

Posteriormente, pelo diploma legislativo ministerial nº 6, de 1 de abril de 1961, foi mudado o nome do distrito do Congo, passando a denominar-se "distrito do Uíge", e; a partir de terras divididas do distrito do Uíge, o mesmo ato recriou o distrito do Zaire (atual província do Zaire). Em 1972 todos os distritos angolanos tornaram-se províncias.[7][10]

Período das guerras[editar | editar código-fonte]

A cultura do café passou então a marcar a história de quase toda a região. Porém, factos como a usurpação de terras férteis, o trabalho forçado nas plantações dos colonos, o pagamento de impostos injustos, a obrigatoriedade da cultura do café e prejuízo a alimentares, contribuíram para a revolta popular em 1961 que abrangeu praticamente todo o noroeste de Angola. A revolta foi violenta e os portugueses responderam com uma violência que atingiu inocentes.[3]

Rodovia EN-120, a antiga Estrada do Café, que liga a província do Uíge às províncias do Bengo e Luanda.

A revolta provocou importantes mudanças na política colonial portuguesa. Uma delas foi a reforma legislativa que abrangeu a concessão de terras, o trabalho forçado, a organização administrativa, o poder tradicional, os impostos e os mercados rurais. A contraofensiva portuguesa, aliada a intensa propaganda psicológica, provocou o regresso de grande parte da população que se havia refugiado nas matas ao convívio com os portugueses. Foram criadas as aldeias da paz em pontos estratégicos e teve início um novo tipo de relacionamento com os cafeicultores nativos, que representou um importante incentivo à produção de café e contribuía para atenuar a ação dos nacionalistas. A estratégia deu alguns resultados, pois ainda hoje muitas populações valorizam a melhoria da sua condição económica e social na altura.[3]

Por ser zona onde havia muitos fazendeiros brancos e trabalhadores bailundos ao seu serviço, foi um dos locais escolhidos pela União das Populações de Angola (UPA; posteriormente tornou-se FNLA) para começar os massacres em março de 1961 no município de Quitexe.

Mesmo com a guerra em curso, a região do Uíge chegou a produzir 74 mil toneladas de café comercial nos primeiros anos da década de 1970 quando a produção nacional havia atingido o máximo de 180 mil toneladas.[11][12]

Uíge foi a província mais castigada durante a Guerra Civil Angolana (1975-2002), que durou 26 anos. Suas casas foram destruídas e suas infraestruturas foram seriamente abaladas, fazendo, do Uíge, uma das províncias mais pobres de Angola.

Se não bastasse a própria guerra civil, o território provincial uigino chegou a sofrer as consequências da Segunda Guerra do Congo, no episódio que ficou conhecido como a Operação Kitona, onde tropas estrangeiras a invadiram.[13]

Pós-guerra[editar | editar código-fonte]

O pós-guerra, em 2002, fez ressurgir a economia do café, que praticamente havia se exinguido desde a metade da década de 1970, fazendo com que as infraestruturas, como estradas e aeroportos, fossem revitalizadas.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A província faz fronteira a oeste com a província do Zaire, a norte e a leste com a República Democrática do Congo, a sudeste com a província de Malanje, e a sul com as províncias do Cuanza Norte e do Bengo.[14]

Clima[editar | editar código-fonte]

Na província encontram-se dois períodos climáticos bem definidos, sendo um chuvoso, denominado inverno, de outubro a maio e; um seco, denominada verão, de junho a setembro.

Segundo a classificação climática de Köppen-Geiger, é predominante na província o clima tropical de savana (Aw/As), com temperaturas variando entre 22ºC e 25ºC.[15]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Os seus rios principais são: Cuango, Zadi, Dange, Lúria, Lucala e Luvulu. A principal bacia de irrigação é a do rio Congo.[16]

Patrimônio natural[editar | editar código-fonte]

O tradicional vilarejo do Quimbo, em Uíge, em 2008.

O território possui grandes manchas florestais bastante arborizadas. Em suas fauna encontramos animais como elefantes, búfalos, porcos do mato, antílopes, macacos e outras várias espécies raras, encontradas majoritariamente na Reserva Florestal do Béu.[17]

Relevo e geomorfologia[editar | editar código-fonte]

A província do Uíge é uma região bastante acidentada, constituída por 3 grandes zonas:[18]

  • Planáltica: constituída maioritariamente pela bacia dos sub-afluentes do rio Zaire. Esta zona é ondulada, mas, com ravinas fundas, principalmente nos rios de maior caudal.
  • Bacia do rio Mabridige: situa-se a sudoeste da linha Pete-Mucaba-Songo-Mabaia. Esta zona também é ondulada e de ravinas profundas junto dos rios.
  • Montanhosa: abrange o interior da província, sobretudo dos rios Loge e Dange, assim como as bacias dos afluentes.

Entre as principais cadeias montanhosas da província estão a Serra da Canda, a Serra da Canganza, a Serra do Cusso, a Serra de Mucaba e os Morros do Alto Caual. Esse relevo acidentado colabora para a cafeicultura.

Os solos predominantes nesta região são o ferralítico e o paraferralítico.[19] A nível geológico, esta região é predominantemente constituída por rochas efusivas proterozóicas.[20]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Administrativamente, a província está dividida em 31 comunas,[21][22], que inserem-se em 16 municípios, a saber: Uíge, Alto Cauale, Ambuíla, Bembe, Buengas, Bungo, Cangola, Damba, Maquela do Zombo, Mucaba, Negage, Puri, Quimbele, Quitexe, Sanza Pombo e Songo

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia da província baseia-se fundamentalmente nos sectores da agricultura e do comércio, havendo uma nascente e efêmera atividade industrial, concentrada nos grandes centros urbanos uiginos.[23]

Agropecuária e extrativismo[editar | editar código-fonte]

Armações suspensas para secagem do café após colheita.

O enquadramento orográfico da província e as suas condições ecológicas caracterizam-na de vocação agrícola, pecuária, silvícola e piscícola. O clima quente do Uíge é propício ao cultivo de café, mandioca, dendém, amendoim(Jinguba), batata doce, feijão, cacau e sisal.[3]

Também está incluída a criação de gado bovino, suíno e caprino, exercida em todo o território, tanto para corte quanto para leite, havendo também relevante número de galináceas para carne e ovos. A actividade piscatória, majoritariamente extrativista, é desenvolvida nas diversas lagoas e rios.[3]

Na exploração florestal, a produção de madeira é baseada no corte de essências rústicas e na transportação de toros dentro e fora da província para serração.[24]

Somente na atividade cafeeira estão registados cerca de 10 mil agricultores familiares, nos municípios de Negage, Dange, Songo, Damba, Mucaba, Pombo e Uíge. O café tinha, em 2011, uma área de 177.000 hectares em para sua destinação, dos quais se estima estarem plantados com café apenas 29.800 hectares.[3]

Indústria e mineração[editar | editar código-fonte]

No setor mineral, a província têm um subsolo muito rico, mas pouco explorado, com destaque para mineração industrial de cobre, cobalto, calcário, dolomite, enxofre, talco e zinco.[25]

As plantas industriais da província concentram-se nas cidades de Negage e Uíge, sendo especializadas na agroindústria de transformação de alimentos, como carnes, ovos, leite e café, havendo também massa salarial na produção de materiais de construção e cerâmicos, bebidas e tabaco.[25]

Comércio e serviços[editar | editar código-fonte]

O comércio formal é exercido por micro e pequenas empresas e por operadores informais, existindo armazéns, minimercados, lojas, cantinas, lanchonetes, boutiques, tabacarias, farmácias, casas de fotografia, agências de telefonia móvel, mercados oficiais, etc.. Normalmente o comércio formal predomina no centro das cidades do Uíge, Maquela do Zombo, Quibele e Negage, enquanto que os outros municípios geralmente são receptores de mercadorias advindas desses quatro.[3]

A atividade informal que lidera a massa financeira do comércio provincial uigino, onde vê-se principalmente a venda ambulante, nas ruas, de porta em porta e nos mercados municipais.[3]

A prática do escambo da produção de café por óleo, sabão, sal, utensílios domésticos, mandioca, feijão e amendoim ainda subsiste. O escambo pode ser feito nos mercados ou diretamente com o produtor.[3]

Em matéria de serviços, é na capital que assenta-se a maioria deles, havendo grande oferta em áreas administrativas e financeiras, ocorrendo também serviços de entretenimento, saúde e educação.[25]

Cultura e lazer[editar | editar código-fonte]

A província do Uíge tem um acervo histórico-cultural rico, assentado nas construções pré e pós coloniais, de onde destacam-se o Fortim de Maquela, o Forte de São José do Encoje, a Fortaleza do Bembe, o Palácio da Administração do Concelho, a Igreja de São José, as figuras rupestres de Quisadi e da Cabala e a Pedra do Tunda.[26]

Já nos pontos de interesse natural, a província do Uíge têm como destaque as quedas do Bombo, do Massau e de Camulungo, as lagoas do Feitiço, Luzamba, Mavoio e Sacapete, além do Vale do Loge e dos Morros do Alto Caual.[14]

Referências

  1. a b Schmitt, Aurelio. Município de Angola: Censo 2014 e Estimativa de 2018. Revista Conexão Emancipacionista. 3 de fevereiro de 2018.
  2. a b Tomás, Jaques Mpova Nzuze. Harmonização gráfica da toponímia da província do Uíje. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa, 2015.
  3. a b c d e f g h i j k Governo Provincial do Uíge. Perfil da Província. Luanda: Consultores JMJAngola, 2012.
  4. Província de Bambata ou Reino de Bambata. Wizi-Kongo.com. 2016.
  5. Os Clãs Zombo ou Bambata no Antigo Reino do Congo. Wizi-Kongo.com. 2016.
  6. Milheiros, Mário. Índice Histórico-Corográfico de Angola. Luanda: Instituto de Investigação Científica de Angola, 1972.
  7. a b c d e Pinto, Carlos Rodolfo. Pobreza no meio rural em Angola : contribuição para a sua caracterização no município do Negage. Luanda: CEIC, Centro de Estudos e Investigação Científica, Universidade Católica de Angola, Julho de 2011.
  8. Maquela do Zombo - Um sonho desfeito. Portal Mundamba. 7 de março de 2011.
  9. Província do Uíge – Caracteristas gerais. Wizi-Kongo.com. 2016.
  10. Caracterização histórica da província antes da Independência Nacional. Nexus. [s/d].
  11. Instituto de Investigação Científica de Angola, Luanda e Granado, António Coxito (1949)
  12. Dicionário Corográfico Comercial de Angola, edição do Autor, Luanda.
  13. «Rwanda's Gen Kabareebe will always be remembered for Operation Kitona». Daily Monitor. 11 de março de 2018 
  14. a b «Província/Uíge». Welcome to Angola 
  15. «Uíge/Recursos/Clima». Info-Angola .
  16. «Uíge/Recursos/Hidografia». Info-Angola 
  17. «Uíge/Recursos/Vegetação». Info-Angola 
  18. «Uíge/Recursos/Relevo». Info-Angola 
  19. «Uíge/Recursos/Solos». Info-Angola 
  20. «Uíge/Recursos/Geologia». Info-Angola 
  21. Municípios da Província do Uíge Fonte: Governo da Província do Uíge[1]
  22. «Uíge». Info-Angola. Consultado em 21 de março de 2016. Arquivado do original em 24 de março de 2016 
  23. «Uíge/Economia». Info-Angola 
  24. «Uíge/Economia/agropecuária». Info-Angola 
  25. a b c Uíge. Portal São Francisco. 2018.
  26. «Uíge/Turismo/Monumentos». Info-Angola 

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre geografia de Angola, integrado no Projecto Angola, é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.