Cuando Cubango

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Cuando Cubango
Localidade de Angola Angola
(província)
Flag-map of Angola.svg
Dados gerais
Província Cuando Cubango
Município(s) Calai, Cuangar, Cuchi, Cuito Cuanavale, Dirico, Mavinga, Menongue, Nancova e Rivungo
Características geográficas
Área 199.049 km²
População 670.000 hab.
Angola Provinces Cuando Cubango 250px.png
Província de Cuando Cubango
Dados adicionais
Prefixo telefónico 049
Projecto Angola  • Portal de Angola

Cuando Cubango é uma província de Angola, situada no sudeste do país.[1] É limitada a norte pelas províncias do Bié e Moxico, a leste pela República da Zâmbia, a sul pela República da Namíbia e a oeste pelas províncias do Cunene e Huíla. A capital da província é a cidade de Menongue e dista de Luanda por 1051 km, e de Kuito por 342km. A província tem cerca de 670.000 habitantes, e ocupa uma superfície de 199.049 km².

É constituída pelos municípios de Calai, Cuangar, Cuchi, Cuito Cuanavale, Dirico, Mavinga, Menongue, Nancova e Rivungo. Esta zona de Angola é conhecida actualmente como «Terras do Progresso», devido ao seu potencial económico virgem. O clima é tropical no norte da província e semi-árido no sul.

História[editar | editar código-fonte]

Durante muito tempo, alguns municípios como Mavinga, Dirico,Cuchi e Cuito Cuanavale, serviram como bases de apoio à guerrilha da UNITA, sendo por isso esta província designada pelos apoiantes daquele movimento, como "terras livres de Angola". A UNITA só abandonou completamente estes territórios no final de 2001, quando da ofensiva das Forças Armadas Angolanas.

A província do Cuando Cubango principalmente os municípios de Mavinga e Cuito Cuanavale, foram os principais palco de grandes combates durante a guerra civil de 1975 a 1991.

Durante este periodo, Cuando Cubango serviu como a primeira base da UNITA, liderada por Jonas Savimbi. O movimento rebelde recebia apoio dos EUA como parte da Guerra Fria contra o MPLA, que recebia apoio, principalmente, da União Soviética e de Cuba.

A UNITA manteve sua base clandestina na cidade de Jamba. O campo era protegido por armas anti-aéreas.

População[editar | editar código-fonte]

A população desta província é a menos estudada das populações de Angola. A sua composição étnica básica foi estabelecida, embora de maneira algo preliminar, no fim da era colonial.[2] As suas características incluem as de ter um peso demográfico muito fraco e de consistir de grupos relativamente pequenos e dispersos, com uma notável mobilidade geográfica (que inclui a Namíbia, o Botsuana e a Zâmbia), e a frequente junção ou divisão destes grupos. Estas características mantiveram-se desde antes da ocupação colonial e continuam depois do acesso de Angola à independência.[3]

Fauna[editar | editar código-fonte]

Esta região angolana tem uma grande diversidade de fauna, podendo aí encontrar-se a palanca, o elefante, o rinoceronte, o hipopótamo, o leão, a hiena, o leopardo (onça-do-cabo-verde), o búfalo-africano, o javali, a avestruz e outras aves e répteis variados.

Referências

  1. «Censo Nacional de Angola» (PDF) 
  2. José Redinha, Etnias e culturas de Angola, Luanda: Instituto de Investigação Científica de Angola, 1975.
  3. Maria Fisch, The Mbukushu in Angola (1730-2002): A history of migration, flight and royal rainmaking, Colónia: Rüdiger Köppe, 2005, ISBN 3-89645-350-5.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]