Lubango

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Lubango
Lubango.jpg

Panorama
Dados gerais
Fundada em 1901
Orago Nossa Senhora do Monte
Gentílico Lubanguense ("Tchicoronho")
Província Huíla
Características geográficas
Área 3 147 km²
População 731 575[1] hab.
Altitude 1790 m

Lubango está localizado em: Angola
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Localização de Lubango em Angola
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Lubango é uma cidade e município do sul de Angola, situada no planalto da Huíla. É a capital da província da Huíla. Tem cerca de 318 mil habitantes. É limitado a Norte pelo município de Quilengues, a Este pelo município de Cacula, a Sul pelos municípios de Chibia e Humpata, e a Oeste pelo município da Bibala. A cidade desenvolveu-se sobretudo a partir da colónia de Sá da Bandeira, tomando esse nome entre 1884 e 1975, enquanto o município foi sempre denominado Lubango. É constituído pelas comunas de Lubango, Arimba, Hoque e Huila.

João António de Aguiar realizou o plano de urbanização da cidade, uma das mais belas de Angola. Para além do Lubango, apreciadores apontam a Huíla como uma das mais belas regiões de Angola, contendo, de facto, as mais cantadas paisagens de Angola, como a serra da Leba, a Fenda da Tundavala ou a Nossa Senhora do Monte.

Vista de Lubango das montanhas que A cercam

História[editar | editar código-fonte]

Data de 1627 o primeiro contacto europeu com as terras do planalto angolano. A soberania portuguesa iniciou-se em 1769 com a criação do presídio de Alva Nova.

A actual cidade de Lubango implanta-se em território que se encontrava, até fins do século XIX, na área de influência do soba do Lubango, cuja embala se localizava na aldeia ainda actualmente conhecida como Muholo, sendo este um dos mais turbulentos da região.[2]

Os portugueses entenderam a necessidade de controle daquela região por 1880, sendo pensado em 1882 o estabelecimento de uma colónia nesta região, com colonos recrutados no Arquipélago da Madeira, nos termos do decreto de 16 de Agosto de 1881. A primeira remessa chegou a Mossâmedes a 19 de Novembro de 1884, a bordo do navio Índia, atingindo o Planalto da Huíla a 19 de Janeiro de 1885, onde fundaram a colónia de Sá da Bandeira,[2] assim designada em homenagem a Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo, Marquês de Sá da Bandeira. A 2 de setembro de 1901, Sá da Bandeira foi elevada à categoria de vila e tornou-se a sede capital da província da Huíla. Passa a cidade em 31 de maio de 1923, quando o Caminho de ferro do Namibe, depois de vencer o deserto e a serra, atingiu finalmente o planalto.

A cidade de Sá da Bandeira era chamada a "Coimbra de Angola" devido ao desenvolvimento cultural, num sentido universal e cosmopolita, sem abdicar da sua especificidade. A partir de meados da década de 1950 considerava-se a cidade mais branca de Angola (e Benguela, a cidade mulata por excelência), visto que a sua colonização se processara, de raiz, com a instalação de colonos portugueses (nomeadamente madeirenses e "brasileiros") e boers, além de outras precedências. Com a actividade desenvolvida por Leonel Cosme, figura de proa do (re)nascimento cultural ali operado, apoiado nas forças progressivas, que incluíam até entidades ligadas ao regime colonial-salazarista, a capital da Huíla pode disfrutar de uma vivência cultural de amplos horizontes, desde o cinema à pintura, literatura ou música clássica. Foi ali, por exemplo, que Sequeira Costa lançou um festival de música clássica, nos moldes em que, depois, passou a organizar o da Costa do Sol. O hinterland branco de Sá da Bandeira, nas eleições para a Presidência da República Portuguesa, em 1958, votou em Humberto Delgado, candidato da oposição derrotado, mas que venceu também na cidade da Benguela, o que mostra como as forças vivas da cidade não pautavam a sua orientação de vida pelas directivas do Terreiro do Paço. Havia, no Sul, alguma tradição de autonomia ou independência em relação à "Metrópole", bebida no convívio com o Brasil e o exemplo que ele representava. Os colonos tinham orgulho da sua cidadezinha que, talvez mais do que acontecia noutros lugares, consideravam a sua pequena pérola, verdadeiro sonho de terra prometida transformada em realidade, pela qual faziam, de facto, o melhor.

Durante muito tempo, só existiam os Liceus de Luanda e Sá da Bandeira, ministrando cursos até ao 7.º ano (actual 11.º de escolaridade). Assim, passaram pela cidade futuros intelectuais e políticos como Costa Andrade, Viriato da Cruz, Lúcio Lara, Aires de Almeida Santos, Manuel Rui, António Neto, que foram alunos, funcionários ou lá fizeram exames. [3]


É de referir que as mais fortes presenças de colonização acontecem normalmente no litoral, tornando-se a Huíla uma excepção. Actualmente encontram-se na Huíla grupos de origem portuguesa mantendo as suas tradições e vestígios da pronúncia madeirense. A família étnico-linguística Nhaneca-Humbe de cultura Bantu, encontra-se bem representada na antiga província da Huíla, nomeadamente o povo Mumuíla.

Economia[editar | editar código-fonte]

A agricultura foi o primeiro objectivo de Sá da Bandeira, sendo o trigo a maior produção. No entanto, o gado tornou-se rapidamente a maior riqueza da região. O boi é ainda hoje um símbolo de riqueza. Quando os transportes passaram a ser mecânicos e as estradas boas vias de acesso, fixou-se o comércio e rapidamente também a indústria. Assumiram a liderança os curtumes e as moagens. A metalurgia, o calçado, a banha, a salsicharia, as cerâmicas, as madeiras e os refrigerantes, seguiram-se em importância.

A economia de Lubango é hoje baseada principalmente na agricultura de cereais, frutas e legumes. Tem também algumas industrias de manufactura especializadas em embalagens de alimentos.

Ensino[editar | editar código-fonte]

O Lubango foi uma das primeiras cidades do interior a possuir ensino de segundo grau (liceu), não só o Liceu Nacional Diogo Cão, mas também a Escola Industrial e Comercial Artur de Paiva, bem como (perto da cidade) o Instituto Agrícola do Tchivinguiro (Escola de Agronomia). Desde então Lubango passou a ser conhecido como a cidade das escolas, não só pelo exposto acima, mas também pela própria cultura de estudos que uma parte significativa da sua população adquiriu. Não fugindo a regra, a cidade foi uma das capitais de província onde o campus da Universidade Agostinho Neto foi transformado em universidade pública autónoma, com vocação regional. Trata-se da Universidade Mandume Ya Ndemufayo (situada no edifício da antiga escola do II Nível Mandume) cuja área de competência abrange as províncias da Huíla, do Namibe, do Cunene e do Cuando Cubango e que, para já, tem um polo em Ondjiva. A universidade conta com as faculdades de Direito, Medicina e Economia, enquanto o Instituto Superior de Educação (ISCED) continua ligado à Universidade Agostinho Neto. Em paralelo, existe no Lubango um campus da Universidade Privada de Angola, hoje chamado de Instituto Superior Politécnico da Tundavala, onde o domínio mais destacado é o da Psicologia. Existe também o Instituto Superior Politécnico Gregório Semedo (Lubango e Namibe), com uma oferta de ensino diversificada.[4]

Clima[editar | editar código-fonte]

Estando aproximadamente a 1.790 metros acima do nível do mar, Lubango é a cidade mais elevada de Angola. Possui um Clima Oceânico ou Tropical de Altitude tipo Cwb por consequência de sua própria altitude que o modifica. Durante o dia o clima é moderadamente abafado, mas à noite as temperaturas são consideravelmente mais baixas. Com temperatura média anual de 18°C é provavelmente a cidade com o clima mais ameno e temperado de Angola. Anualmente é comum a ocorrência de extremos de 1°C até 34°C. Junho e Julho são os meses mais frios, com eventuais geadas. As chuvas mais intensas ocorrem geralmente entre Dezembro e Março, os meses mais quentes são Setembro, Outubro e Novembro. Em zonas de alta atitudes como a serra da Leba e serra da Chela as temperaturas podem baixar bruscamente de 10 a -5 graus durante a noite.

Dados climatológicos para Lubango
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Temperatura máxima absoluta (°C) 30 30 30 28 30 28 27 30 31 34 38 31
Temperatura máxima média (°C) 25 25 25 25 25 24 24 26 28 28 26 25
Temperatura média (°C) 18 18 18 18 17 15 15 18 20 20 19 18
Temperatura mínima média (°C) 12 12 12 11 9 6 6 10 12 12 12 12
Temperatura mínima absoluta (°C) 5 5 2 3 0 -1 -1 0 4 3 5 3
Precipitação (mm) 140 150 160 90 0 0 0 0 0 70 110 160
Fonte: Weatherbase: Historical weather for Sa da Bandeira, Angola Fevereiro 13, 2010
Gráfico climático para Lubango, Huíla, Angola
J F M A M J J A S O N D
 
 
140
 
25
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0
 
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24
6
 
 
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28
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26
12
 
 
160
 
25
12
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: [http://www.weatherbase.com/weather/weather.php3?s=9366&refer=&units=metric Weatherbase

Turismo[editar | editar código-fonte]

O turismo é uma área de grande atracção no município devido às belezas naturais tais como[5]:

  • Fenda e barragem da Tundavala
  • Cascata da Huíla
  • Capela da Nossa Senhora do Monte
  • Fazenda do Sr. Pina
  • Barragem das Neves (embora não possuindo cascata).
  • Polígono, e.t.c.

Desporto[editar | editar código-fonte]

Recentemente construído pelos chineses, o Estádio Nacional da Tundavala está entre os mais modernos estádios de futebol de África. Nele foram realizadas algumas partidas do Campeonato Africano das Nações de 2010. Torneios de judo tem despertado o interesse da população de Lubango. A geografia da cidade também propicia um bom espaço para o alpinismo e o rapel.}} Os desportistas distribuem-se por diversas modalidades como o basquetebol, futebol, karaté, atletismo, ténis, ténis de mesa, ginástica, ciclismo, boxe e automobilismo. [6] Esta sendo implantada, uma nova centralidade no Bairro do Kwawa. Esta nova Centralidade irá melhorar a qualidade de vida dos Habitantes que residem nesse Município, e em geral na Província, aumentando inclusive o turismo e entre.


Referências

  1. http://www.citypopulation.de/php/angola-admin.php?adm2id=1501
  2. a b Sul d'Angola; relatório de um govêrno de distrito (1908-1910), p. 292
  3. Pires Laranjeira (1995). Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, Universidade Aberta, págs. 108-109
  4. Instituto Superior Polítecnico Gregório Semedo (2013). «Instituto Superior Polítecnico Gregório Semedo». Consultado em 16 de Novembro de 2016 
  5. COUCELO, Josefina Maria Costa Parreira Cruz - Caracterização de hábitos alimentares na Província da Huíla, Angola: contribuição para a elaboração de um guia alimentar
  6. COUCELO, Josefina Maria Costa Parreira Cruz - Caracterização de hábitos alimentares na Província da Huíla, Angola: contribuição para a elaboração de um guia alimentar

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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