Geada

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Geada é a formação de uma camada de cristais de gelo na superfície ou na folhagem exposta devido à queda de temperatura. A principal causa da formação de geada é a advecção de massa de ar polar. O termo tem origem do latim gelata que significa gelado.[1]

Geada sobre um gramado na França, nota-se que na sombra a camada de gelo ainda não derreteu.

A geada é uma forma de deposição e não de precipitação como a neve e é consequência da reemissão da radiação terrestre e que em parte é recebida da atmosfera. Em todos os casos ocorre a saturação do vapor d'água que se condensa devido a frigidez da superfície após a perda da radiação, formando os cristais de gelo. Quando a temperatura é suficientemente baixa juntamente com a condição de saturação chama-se ponto de geada. [2] O mesmo tende a se formar a noite e derreter durante a manhã com o brilho do sol, apesar de perdurar mais tempo nas sombras.[3]

No calendário chinês há um período solar destinado a primeira geada pela qual no calendário gregoriano corresponde ao mês de outubro. [4] A razão é que no final de outubro a ocorrência de geadas começam a surgir nas latitudes médias do hemisfério norte.[3]

Pode-se gear não apenas em superfície mas também em altitude, fenômeno que é percebido sobre as aeronaves, depositando levemente sobre as asas, para-brisas e janelas do veículo.[5]

Definições[editar | editar código-fonte]

Definição meteorológica ou física[editar | editar código-fonte]

A WMO o define como um hidrometeoro que consiste de um depósito de partículas. Categorizada conforme as particularidades de formação. Na observação do fenômeno é importante medir a espessura da cobertura do gelo. [6] É uma manifestação que ocorre sem qualquer ruído. Apesar da semelhança de formação com o orvalho é incorreto afirmar que a geada é o orvalho congelado, pois ao invés de ocorrer a condensação do vapor d'água ocorre na verdade a sublimação do mesmo.[7]

Sem especificar o tipo, a maioria das definições geranalizadas afirmam que é produzida quando a superfície terrestre perde muita energia para o espaço devido à ausência de nuvens; devido a isso a camada da atmosfera que está em contato com a superfície e possui alguma umidade, condensa sobre o solo com o gradual arrefecimento ou diminuição da temperatura (ver "Ponto de orvalho") e congela quando a temperatura desce abaixo dos 0°C.[8] A superfície se torna mais fria por perda de radiação infravermelha, a formação é a mesma que a do orvalho se não fosse pelas temperaturas em direção a escala negativa, que no caso do orvalho condensa-se para se tornar líquido. No entanto, a formação ocorre há alguns graus abaixo de 0°C, temperaturas mais baixas que isto não permite formar a geada, isto se deve a retenção do vapor d'água no ar extremamente frio.[9] É crucial o tempo aberto para que a radiação seja dispersa e garanta o resfriamento da superfície, com o tempo nublado não há a chance de geada.[10]

Também ocorre geada quando a água existente no ar sublima (passa do estado gasoso direto para o estado sólido, sem passar pelo líquido).[11]

Definição agronômica[editar | editar código-fonte]

É o fruto da redução da temperatura que provoca efeitos danosos as culturas agrícolas, não necessariamente a morte do vegetal mas ao menos partes das plantas são afetadas, a formação de gelo é ocasional.[12] É um fenômeno atmosférico que causa o congelamento dos tecidos vegetais ou plasmólise.[13]

Introdução[editar | editar código-fonte]

A geada se forma quando a temperatura de uma superfície sólida na abertura esfria abaixo do ponto de congelamento da água e, em particular, para as formas de geada mais cristalinas, abaixo do ponto de geada no ar parado. Em síntese é água congelada que em algum momento o vapor de água passou pela fase de condensação, o ar ao lado é tão fino que sozinho não é o suficiente para servir de prova. [14] Na maioria dos países temperados, essas temperaturas são geralmente o resultado da perda de calor por radiação durante a noite, então esses tipos de geada às vezes são chamados de radiação de congelamento .

Tipos de geada incluem geada cristalina pela deposição de vapor de água a partir de ar de baixa umidade, geada branca em condições úmidas, geada típica de superfície vítreas, geada por advecção e vento frio sobre as superfícies frias e geada negra: sem gelo visível a temperaturas baixas, o teor de umidade está muito reduzido e o tempo sob condições úmidas super-resfriadas.[15]

O tamanho dos cristais de gelo varia dependendo do tempo que eles estão acumulando e da quantidade de vapor de água disponível. Os cristais de gelo podem ser claros ou translúcidos , mas, como a neve, uma massa de cristais de gelo espalha a luz em todas as direções, de modo que uma cobertura de gelo parece branca.

Além de outros fatores geográficos como latitude e altitude, a topografia também exerce papel importante, encostas elevadas com mais de 10% de declive são menos favoráveis assim como vertentes convexas com 5% de declive. As baixadas e as encostas são os mais favoráveis, também os terrenos côncavos com baixo declive ou bacias com gargantas estreitas à jusante. [16]

Formação[editar | editar código-fonte]

Se uma superfície sólida é resfriada abaixo do ponto de orvalho do ar úmido circundante e a superfície em si é mais fria que 0°C, o gelo se formará sobre ela. Se a água se depositar como um líquido que congela, ela forma uma cobertura que pode parecer vítreo, opaco ou cristalino, dependendo do tipo . Conforme o contexto, esse processo também pode ser chamado de congelamento atmosférico . O gelo que ele produz difere de algumas maneiras da geada cristalina, que consiste de cristais de gelo que normalmente se projetam da superfície sólida em que crescem.

A principal diferença entre a cobertura de gelo e os cristais de gelo decorre do fato de que as formas cristalinas crescem diretamente da dessublimação do vapor de água do ar, e a dessublimação não é um fator no congelamento das superfícies congelantes. Para que a dessublimação prossiga, a superfície deve estar abaixo do ponto de congelamento do ar, o que significa que é suficientemente frio para que o gelo se forme sem passar pela fase líquida . O ar deve estar úmido, mas não suficientemente úmido para permitir a condensação de água líquida, ou o congelamento resultará em vez de dessublimação. O tamanho dos cristais depende em grande parte da temperatura, da quantidade de vapor de água disponível e de quanto tempo eles cresceram sem serem perturbados.

Como regra geral, exceto em condições nas quais gotículas super-resfriadas estão presentes no ar, a geada se formará somente se a superfície de deposição for mais fria que o ar circundante. Por exemplo, geada pode ser observada em torno de rachaduras em calçadas frias de madeira quando o ar úmido escapa do solo mais quente. Outros objetos em que o gelo geralmente se forma são aqueles com baixo calor específico ou alta emissividade térmica, como metais escurecidos; daí o acúmulo de gelo em cabeças de prego enferrujadas.

A ocorrência aparentemente irregular de geada em localidades adjacentes deve-se em parte a diferenças de elevação, as áreas mais baixas tornando-se mais frias em noites calmas. Onde o ar estático se instala acima de uma área de terra na ausência de vento, a absorção e o calor específico do solo influenciam fortemente a temperatura que o ar aprisionado atinge.

Tipos[editar | editar código-fonte]

Classificação pela origem[editar | editar código-fonte]

Geada de radiação[editar | editar código-fonte]

A geada de radiação ou pruína refere-se a cristais de gelo branco depositados no chão ou fracamente presos a objetos expostos, como fios ou folhas. [17] Eles se formam em noites frias e claras quando as condições são tais que o calor irradia para o ar livre mais rápido do que pode ser substituído de fontes próximas, como vento ou objetos quentes. Em circunstâncias adequadas, os objetos resfriam abaixo do ponto de congelamento [18] do ar ao redor, bem abaixo do ponto de congelamento da água. Tal congelamento pode ser promovido por efeitos tais como a geada em uma vertente próxima do vale. [19]Isso ocorre quando a radiação no nível do solo perde ar frio até que flua para baixo e se acumule em bolsões de ar muito frio em vales e cavidades. No centro destas bacias o ar frio situa-se aprisionado e não pode escapar facilmente, e então é por isto que nestes "bolsões" a chance de gear é significativamente maior, também são nestas áreas de relativa calmaria que ocorrem as inversões térmicas. No Reino Unido o lugar onde aonde mais remete tal efeito é o vale do Rickmansworth. Os agricultores evitam justamente estas áreas para a fruticultura. O ar acima é preenchido por uma neblina a centena de metros de altura e em seguida uma nuvem estratificada (nas elevações) marca o limite da inversão.[19] A geada pode congelar em ar frio tão baixo, mesmo quando a temperatura do ar a poucos metros acima do solo está bem acima do ponto de congelamento. A temperatura do solo é dependente da massa da superfície que altera a sua energia cinética (e portanto, a transmissão de calor)[20]. Porém a temperatura igual ou abaixo de zero não é suficiente para o congelamento da superfície, o ar no entorno deve estar suficientemente úmido ao ponto que consiga atingir a saturação (conforme a quantidade de ar) ao ponto que qualquer resfriamento posterior converta-se em condensação. [21] O evento ocorre em noite sem nuvens, vulgo "céu de brigadeiro", pouco vento, baixo teor de umidade com a ação de um anticiclone semi-estacionário, aonde predomina baixas temperaturas e ar seco[22]. O nome advém da forma que é originado o depósito de gelo.[23]

Geada de radiação pode aparecer em lugares diferentes a sua forma depende do local:

  • em fendas: consiste em cristais que se formam em fendas glaciais onde o vapor de água pode se acumular sob condições climáticas calmas.
  • no interior da camada de neve:e refere-se a cristais facetados que cresceram lentamente dentro de cavidades abaixo da superfície de bancos de neve seca. Os cristais nestes alocais crescem continuamente à custa dos cristais menores vizinhos, pelo que são tipicamente escalonados visivelmente e têm cavidades facetadas.

Quando a cobertura de superfície cobre bancos de neve inclinados, a camada de cristais de gelo pode criar uma risco de avalanche, quando pesadas camadas de neve nova cobrem a superfície gelada, os cristais encrustados destacando-se da neve antiga prendem os flocos que caem, formando uma camada de vazios que impedem que as novas camadas de neve se unam fortemente à neve velha embaixo. As condições ideais para a geada se formar na neve são noites claras e frias, com correntes de ar muito leves e frias, transmitindo umidade na taxa certa para o crescimento de cristais de geada. O vento que é muito forte ou quente destrói os cristais encrustados e, portanto, pode permitir uma ligação mais forte entre as velhas e novas camadas de neve. No entanto, se os ventos forem fortes e frios o suficiente para colocar os cristais planos e secos, acarpetando a neve com cristais frios e soltos sem removê-los ou destruí-los ou deixá-los aquecer e ficar pegajosos, a interface de gelo entre as camadas de neve pode ainda apresentam um perigo de avalanche, porque a textura dos cristais de gelo difere da textura da neve e os cristais secos não aderem à neve fresca. Tais condições ainda impedem uma forte ligação entre as camadas de neve.[24]

Em temperaturas muito baixas, onde os cristais superficiais fofos se formam sem serem cobertos pela neve, os ventos fortes podem quebrá-los, formando uma poeira de partículas de gelo e soprando-as sobre a superfície. A poeira de gelo pode então formar bolas de espessura fina, como tem sido observado em partes da Antártida, em um processo semelhante à formação de emaranhado de poeira e estruturas semelhantes.

A geada de radiação e a geada branca também ocorrem em ambientes criados pelo homem, como em freezers ou instalações industriais de armazenamento a frio . Se tais espaços frios ou as tubulações que os servem não forem bem isolados e estiverem expostos à umidade ambiente, a umidade irá congelar instantaneamente dependendo da temperatura do freezer. A geada pode revestir os tubos densamente, isolando-os parcialmente, mas esse isolamento ineficiente ainda é uma fonte de perda de calor.

Geada de advecção[editar | editar código-fonte]

Geada de advecção (também chamada de geada de vento) refere-se a minúsculos pedaços de gelo que se formam quando o vento muito frio sopra sobre galhos de árvores, postes e outras superfícies. Parece rodear as bordas de flores e folhas e geralmente se forma contra a direção do vento. Pode ocorrer a qualquer hora, dia ou noite. Os ventos são intensidade forte com mais de 3 m/s, sem interrupções e obviamente em temperaturas baixas, sendo o recorde normalmente nos lugares em direção ao vento. O vento frio causa ressacamento nas faces do vegetal e o mesmo tem origem polar. O evento pode durar dias. Lugares a barlavento, em maiores altitudes e não abrigados são os mais afetados. [25] [22] [12] São geralmente associados a grande prejuízos a agricultura.[26]

Geada mista[editar | editar código-fonte]

É rara, ocorre uma geada de advecção seguida de uma geada de radiação, a massa de ar polar acompanhada de ar frio deixa o céu limpo, permitindo o resfriamento da superfície por radiação com o ar frio e seco. [27]

Geada de canela[editar | editar código-fonte]

É resultado do vento que desce das elevações (brisa catabática) a medida em que a seiva das plantas é congelada nas porções inferiores, secando a parte superior da planta devido ao não recebimento dos nutrientes. Na porção próxima ao solo sobre a área atingida cresce gemas vegetativas.[27]

Geada em superfícies vítreas[editar | editar código-fonte]

A geada em superfícies vítreas forma quando uma vidraça é exposta a ar muito frio do lado de fora e um ar mais quente e moderadamente úmido no interior. Se o vidro não for um bom isolante (por exemplo, se for uma janela de vidro único), o vapor de água condensa no vidro formando padrões de geada. Com temperaturas muito baixas no exterior, a geada pode aparecer na parte inferior da janela, mesmo com janelas de energia eficiente de vidro duplo, porque a convecção do ar entre os dois vidros garante que a parte inferior da janela como um todo seja mais fria que a parte superior. Nos veículos a motor não aquecidos, a geada geralmente se formará na superfície externa do vidro primeiro. A superfície do vidro influencia a forma dos cristais, de modo que imperfeições, arranhões ou poeira podem modificar a forma como o gelo é nucleado . Os padrões na geada em uma janela formam um fractal com uma dimensão fractal maior que um mas menor que dois. Isto é uma conseqüência do processo de nucleação ser restrito a se desdobrar em duas dimensões, ao contrário de um floco de neve que é moldado por um processo similar, mas se forma em três dimensões e tem uma dimensão fractal maior que dois. [28] É o resultado da segregação do gelo, quando sobre uma porosidade a água super-resfriada entra em contato com o gelo, aonde vai se formando finas camadas em torno das plantas.[29][30]

Se o ar interior estiver muito úmido, ao invés de moderadamente úmido, a água condensará primeiro em pequenas gotículas e depois congelará em gelo transparente.

Padrões semelhantes de congelamento podem ocorrer em outras superfícies verticais lisas, mas raramente são tão óbvios ou espetaculares quanto em vidro transparente.

Escarcha[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Escarcha

Escarcha é um tipo de deposição de gelo que ocorre rapidamente, muitas vezes sob condições muito úmidas e ventosas (sobretudo a barlavento) através de névoas ou nuvens super-resfriadas. [31] Tecnicamente falando, não é um tipo de geada, já que geralmente gotas de água super-resfriadas estão envolvidas, em contraste com a formação de geada, na qual o vapor de água se desublima lenta e diretamente. Navios que viajam pelos mares árticos podem acumular grandes quantidades de escarcha no cordame. Ao contrário da geada, que tem uma aparência cristalizada, a escarcha geralmente tem uma aparência glacial e sólida. Muitas vezes esbranquiçadas e muito pouco transparentes.[32]

Pode aparecer em objetos longos como árvores e mastros. Gotículas de água da neblina ou da nuvem chegam a encostar nestas superfícies e acabam congelando rapidamente, sem tangenciar as gotículas podem permanecer em estado líquido em suspensão.[32]

Também pode aparecer em altitude, afetando sobretudo as aeronaves. Em temperaturas negativas abaixo de -10°C, num período de estabilidade, nuvens estratiformes pode formar gelo em poucos segundo através do aprisionamento de uma porção de ar atmosférico.[5]

Classificação pela aparência (visual)[editar | editar código-fonte]

É a nomenclatura normalmente utilizada em agrometeorologia e outras ciências agrárias.[33]

Geada branca[editar | editar código-fonte]

Banco coberto por uma fina camada de gelo em Curitiba.

A geada branca é um depósito de gelo de aparência cristalina, geralmente com forma de escamas, agulhas, penas ou leques. Este fenômeno ocorre em noites muito frias, com temperatura na relva inferior a 0 °C e temperatura do ar inferior a 5 °C, com céu limpo e umidade relativa do ar elevada, de 100% (com a temperatura ambiente atingindo o ponto de orvalho), formato diretamente por sublimação do vapor d'água.

Geada negra[editar | editar código-fonte]

A Geada negra não é em sentido estrito uma geada (resultante do congelamento do orvalho ou da umidade do ar) mas sim uma condição atmosférica que provoca o congelamento da parte interna da planta (da seiva); devido ao frio intenso, a planta fica escura, queimada e morre. As condições para a formação deste fenómeno ocorrem quando o ar é extremamente frio e também extremamente seco e o vento tem uma intensidade moderada a forte.[34][35][36] A planta é "queimada por dentro", ou seja, todas as atividades fisiológicas são interrompidas, como o transporte da seiva. O vento tem o papel de agravar a situação, o tempo de recuperação da planta é 3 anos, pois o congelamento ocorre até o nível do solo. Com o congelamento dos tecidos vegetais ocorre o rompimento da membrana celular. [37]

Ocorrências no Brasil[editar | editar código-fonte]

A Geada Negra de 1975 foi um fenômeno climático que ocorreu no Norte Pioneiro do estado brasileiro do Paraná na madrugada de 18 de julho daquele ano. As consequências para a economia do estado foram devastadores, pois dizimou a principal riqueza da região: a produção cafeeira.[38][39] No Paraná foi responsável pela perda de cerca de 300 mil empregos, por estimativa, muito das quais foram emigrados para a periferia de cidades como Londrina e Maringá. Estima-se que nas últimas quatro décadas a população rural paranaense reduziu de 4,5 milhões a 1,5 milhões, é o início da mecanização da agricultura. A história dos porcenteiros que ganhavam 40% do lucro da colheita se tornou peça teatral em Goioerê, com Os Porcenteiros. Em 2008, Adriano Justino divulgou ao público o documentário sobre o drama dos agricultores: Geada Negra [40][41]

Efeito nas plantas[editar | editar código-fonte]

Geada no Jardim Botânico de Curitiba. O fenômeno é comum na capital mais fria do Brasil, por isso plantas sensíveis ficam protegidas dentro da grande estufa.

Visão geral[editar | editar código-fonte]

Muitas plantas podem ser danificadas ou mortas por temperaturas congelantes ou geadas. Isso varia de acordo com o tipo de planta, o tecido exposto e a baixa temperatura: uma "geada leve" de -2 a 0 ° C danifica menos tipos de plantas do que uma "geada forte" abaixo de −2 ° C . Contudo, depende da altura em relação ao solo, as mais baixas possuem mais chances de serem danificadas, apesar de no outono poderem receberem maior irradiação do solo. A umidade do ar também ajuda a proteger as plantas, reduzindo o efeito de secagem devido a um congelamento. [42]

Os danos variam conforme a sensibilidade da cultura e o tempo (cronológico) em que a temperatura está no estado crítico.[43] É por isto que é estudado o número de horas de frio para compreender o período de endodormência, já que a quantidade de horas de frio interfere na brotação das sementes, bem como sair do estado de dormência.[44]

As plantas que podem ser danificadas até mesmo por uma geada leve incluem videiras - assim como feijões, uvas, abóboras, melões, chamado de "vegetais do outono" - junto com os "vegetais de verão'' , como tomates, berinjelas e pimentas. A linha sucessória evolutiva é responsável pela divisão bem como o solo diferenciado, na verdade os segundos são classificados como frutas. Plantas que podem tolerar (ou até mesmo beneficiar) de geadas incluem: [45]

Mesmo as plantas que toleram a geada podem ser danificadas quando as temperaturas caem ainda mais (abaixo de -4 ° C). [42] Perenes resistentes, como a Hosta, ficam dormentes após as primeiras geadas e regeneram-se quando a primavera chega. Toda a planta visível pode ficar completamente marrom até o calor da primavera, ou pode deixar cair todas as suas folhas e flores, deixando o caule e a haste apenas. As plantas perenes, como os pinheiros, resistem às geadas, embora todo ou a maior parte do crescimento seja interrompido. A fissura gelada é um defeito da casca causado por uma combinação de baixas temperaturas e calor do sol de inverno.

A vegetação não é necessariamente danificada quando a temperatura das folhas cai abaixo do ponto de congelamento do seu conteúdo celular. Na ausência de um sítio nucleando a formação de cristais de gelo, as folhas permanecem em estado líquido super-resfriado , atingindo seguramente temperaturas de -4 a -12 ° C . No entanto, uma vez que a geada se forma, as células da folha podem ser danificadas por cristais de gelo afiados. O endurecimento é o processo pelo qual uma planta se torna tolerante a baixas temperaturas.

Certas bactérias, especialmente Pseudomonas syringae, são particularmente eficazes no desencadeamento da formação de gelo, elevando a temperatura de nucleação para cerca de -2 ° C. Sendo que folhas sem nenhuma ordem definida possuem maiores núcleos de congelamento. [47]As bactérias que faltam gelo para a nucleação de proteínas ativas (bactérias gelo-minus) pode resultar em danos provocados pela geada grandemente reduzida. [48]

Métodos de proteção[editar | editar código-fonte]

Medidas típicas para prevenir a geada ou reduzir sua severidade incluem:

  • implantar sopradores poderosos para simular o vento, evitando assim a formação do predomínio de ar frio. Existem variações sobre este tema. Uma delas é o dissipador seletivo invertido[49], que impede a geada, retirando ar frio do solo e soprando-o através de uma chaminé. Foi originalmente desenvolvido para evitar danos causados ​​por gelo a frutas cítricas no Uruguai . Na Nova Zelândia, helicópteros são usados ​​em uma função similar, especialmente nas regiões de vinhedos como Marlborough . Arrastando o ar mais quente das camadas de inversão e impedindo o acúmulo de ar mais frio no solo, os helicópteros de baixa altitude evitam danos aos brotos de frutas. Como as operações são conduzidas à noite e, no passado, envolveram até 130 aeronaves por noite em uma região, as regras de segurança são rígidas. [50] Embora não seja um método aplicado, turbinas eólicas têm efeito (pequeno) semelhante de misturar verticalmente camadas de ar de diferentes temperaturas. [51][52][53]
  • Para culturas de alto valor, os agricultores podem embrulhar árvores e cobrir as plantações.
  • aquecimento para diminuir a queda de temperatura. Isso não é prático, exceto para culturas de alto valor cultivadas em pequenas áreas.
  • produção de fumaça para reduzir o resfriamento por radiação.
  • pulverização de culturas com uma camada de água que libera o calor latente, evitando o congelamento nocivo dos tecidos das plantas que reveste.

Tais medidas precisam ser aplicadas com prudência, porque elas podem fazer mais mal do que bem; por exemplo, a pulverização de culturas com água pode causar danos se as plantas ficarem sobrecarregadas com gelo. Um método efetivo de baixo custo para pequenas fazendas e viveiros de plantas, explora o calor latente de congelamento. Um temporizador de irrigação por pulso[54] fornece água por meio de borrifadores aéreos existentes em volumes baixos para combater as geadas de até -5 ° C. [54][55] Se a água congela, ela libera seu calor latente, impedindo que a temperatura da folha caia muito abaixo de zero.[55]

Geada sobre o gramado de um parque público

Há meios para proteger as plantas domésticas, como a adubação, principalmente rico em fósforo ou potássio e pequenas quantidades de nitrogênio para não acelerar o crescimento no período do frio, fornecendo vitaminas para a germinação. Regar as plantas durante o período matutino, reduzindo a frequência (devido a evaporação ocorrer mais lentamente) e evitando a rega em temperaturas baixas. O ideal é cobrir as plantas com lençóis, camisetas, lonas, etc. Contudo se a previsão é de geada o plástico não pode tangenciar o vegetal para evitar a transferência do ar frio congelante. Para o cacto e suculentas pode ser usado uma parede de plástico formando um barreira contra o vento e o orvalho úmido ou ainda o uso de garrafas PETs cortadas e grampeadas. O melhor material é o plástico bolha por permitir a maior transparência da luz solar. O uso de lonas ou sacos de lixo exigem serem imediatamente retirados na manhã seguinte devido ao bloqueio da claridade. As plantas que estão no vasos também são necessários cobri-las devido o frio vir do solo ao caule e a raiz, o mesmo funciona para plantas que estiverem num canteiro, além dos materiais citados anteriormente, pode ser usado folhas e palhas desde que as mesmas estejam secas para evitar a transmissão de doenças. O efeito de proteção das partes inferiores também pode ser realizadas cobrindo de terra nestas regiões, até uma altura de 10 cm, isto pode proteger o gramado também. O embrulho com jornal é mais uma alternativa. [56]Outras opções são:

  • Pulverização com água, permitindo temperaturas mais elevadas ao redor da planta
  • Jarros de plástico com água, de maneira que no período noturno evapore a água que foi aquecida pelo sol, evitando o ponto de congelamento
  • Irrigação, desde que seja realizado no solo e não na planta, faz o papel de adição de calor para planta. No entanto leva horas e é necessário que a temperatura seja maior que 0 °C.

Proteção nos cafezais no início do cultivo[editar | editar código-fonte]

A proteção contra os ventos pode ser realizada com a arborização e os quebra-ventos, as árvores devem ser plantadas em fileira de modo a bloquear a direção do vento frio predominante. Para a plantação de café em solos argilosos pode ser realizado o túnel de Guandu, pela qual também protege o cafezal de outras adversidades. Após meio ano do cultivo do café a planta pode ser dobrada e coberta de terra com até 20 cm de espessura, um dia antes de gear. Como nas plantas domésticas, o uso de palha ou outros resíduos vegetais pode ser utilizados. Outras formas são com telhas de bambus ou tubos de PVC. [57]

Áreas de ocorrência e origem[editar | editar código-fonte]

Aspectos gerais[editar | editar código-fonte]

Exceto nos trópicos de baixa altitude, nenhuma região do globo terrestre está totalmente livre de sofrer congelamentos, em altitude pode ocorrer inclusive em zona tropical. Em 1961, houve uma ocorrência em Brasília, DF[58], cobrindo de branco a Esplanada dos Ministérios[59], na capital da Bolívia o evento é relativamente comum, estando há mais de 3600 m aproximadamente mais alta em relação a capital brasileira, que por sua vez situa-se menos de 100 km ao sul. [60] Países como Argentina, Austrália, Canadá, Finlândia, França, Grécia, Israel, Japão, Jordânia, Nova Zelândia, Portugal, Suíça, Estados Unidos e Zâmbia desenvolveram técnicas da previsão da temperatura mínima. A geada possui intensidade menor em regiões a favor do vento ou lugares cercados por grandes massas de água. Em lugares subtropicais (como o sul do Brasil e do Japão, sudeste dos EUA, da Austrália e da China, província de Buenos Aires e África do Sul) o evento é relacionado com avanço lento das massas de ar frio, que permanacem entre duas e quatro noites, já nos lugares continentais orientais (nordeste dos EUA, sudeste do Canadá, norte do Japão, extremo sudeste da Síberia Oriental e a maior parte da península coreana) são na maioria das vezes reflexos da geada por advecção, aonde as de camadas de ar são invertidas. Já nos climas continentais e marinhos da costa oeste (noroeste da Europa e o noroeste da América do Norte (Colúmbia Britânica e península do Alasca)) é mais comum as condições de calmaria e mais intensas são as inversões, além do processo de advecção, a geada de radiação nestes casos são observados sequencialmente. Em climas temperados não duram por muito tempo mas é o tipo climático que possui o maior número de geadas. Em climas tropicais com a altitude não muito acima do nível do mar pode ocorrer resfriamentos, mas não congelamentos, já que o solo nunca chega a 0°C. Mesmo numa mesma zona pode haver microclimas mais amenos, aonde serve de cultivo a plantas tropicais ou subtropicais mais sensíveis, por exemplo, para o cultivo de frutas cítricas é escolhido dentro do subtrópicos regiões com menor danificamento, aonde a temperatura dificilmente chega a 0 °C, como a migração das laranjeiras para o sul da Flórida ou ainda de azeitonas nos lugares costeiros do Mediterrâneo. Mudanças climáticas e o impacto de uma geada severa pode mudar sobre o pensamento de uma determinada área e dos cultivos subtropicais. [43]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Campo coberto por geada em São José dos Ausentes, Santa Catarina

No Brasil meridional a ocorrência de geadas no inverno é bastante comum nas regiões mais elevadas (media anual superior a 100), diminuindo conforme a altitude e de ocorrência relativamente rara em regiões costeiras, consequentemente — com exceção da Região Sul, em que o fenômeno pode ocorrer, inclusive, nas regiões litorâneas, devido a subtropicalidade. Também é comum a ocorrência de geadas no estado de São Paulo e no Sul de Minas Gerais (geralmente em áreas acima dos 800 metros de altitude). Nos estados do Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul sobretudo entre os meses de maio e julho e raramente nas regiões elevadas do extremo sul de Mato Grosso e Goiás.

O fenômeno se torna mais raro a medida que diminui a latitude, ao sul do paralelo 27 S o fenômeno pode ocorrer precocemente ou tardiamente, não estando restrito ao período invernal. Abaixo dos trópicos o evento pode ocorrer ao nível do mar (as condições são quase nulas ao norte de Ubatuba, SP) devido o efeito termorregulador do oceano, em latitudes mais baixas o evento fica restrito a altitudes mais elevadas e gradualmente se torna raro ou esporádico quando atinge os 18° S. A região mais propícia situa-se entre o sul do Paraná ao noroeste do Rio Grande do Sul. Em média a cada 10 anos, o número ultrapassa 100 no centro-sul do Paraná.[27] São Joaquim é provavelmente a área urbana brasileira com maior número de geadas, para o período de 1980-2013, o número médio de geadas está entre mais ou menos 45 ocasiões por ano.[16] Observou que a atuação do La Niña pode agravar e aumentar as chances de geadas, tais como os anos de 1955, 1969, 1974, 1975, 1981, 1994 e 2000[61]. Já o El Niño moderado diminui a chance de geadas[62], contrastando com o resultado inverso de uma possível redução da oscilação[63] [64]ou no período de neutralidade, momento mais favorável para a o ocorrência, devido a maior frequência por vias continentais. Com o El Niño as temperaturas próximas do Equador estão mais altas, criando maior gradiente térmico, favorecendo a formação dos ventos que vem dos pólos, como a direção é de oeste a leste, pode haver o desvio ou o bloqueio do sistema estacionário que está sobre a Terra do Fogo. No caso da La Niña, o efeito não é inverso, mas a maioria das vezes os sistemas acabam passando ao longo da costa, amenizando temperaturas baixas. [65]

Geada cobrindo um parque de Curitiba, Paraná.

As regiões mais prósperas para receberem geadas são o sul, o sudeste e o centro-oeste do Brasil. No sul e sudeste é normal os meteorologistas enviarem avisos sobre o avanço da massa polar. No sul do país o período de congelamento vai de maio a setembro, antecedendo uma massa de ar frio que na maioria das vezes traz chuvas antes de derrubar as temperaturas, nas regiões serranas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul o fenômeno pode ocorrer o ano todo, por exemplo até o final de janeiro de 2018 houveram sete geadas no verão de 2017/2018 e em toda temporada do verão de 2008/2009 ocorreram 13 vezes nos campos mais elevados da serra [66]. Como as temperaturas não vão muito a baixo do ponto de congelamento, o fenômeno da geada é favorecida. Pesquisas no Oceano Pacífico para realizar a previsão de geadas e as condições de frio no país chegaram ao resultado de que a amplificação de uma onda longa à oeste da América do Sul é um sinal provável de ocorrências nos 3 ou 4 dias posteriores, algumas pesquisas confirmaram isto alongando ao prazo de 4 a 5 dias, concluindo que a energia das pertubações com a velocidade das ondas no Pacífico está associado ao um cavado frio anormal, com base nas observações de geadas de 1979 e 1981. Outros trabalhos sugerem o mesmo feito, porém analisando a intensidade da massa de ar polar. Foram observados padrões típicos para a região de maior ocorrência do fenômeno, como o deslocamento do sistema terem que ser realizados rapidamente, facilitando a entrada de massa de ar frio. Isto significa o favorecimento da entrada da alta pressão, pela qual é retroalimentado pelo deslocamento rápido dos sistemas. Em 1980, o INPE criou o Projeto Geada, para o monitoramento do mesmo, há projetos similares a âmbito estadual como o Alerta Geada, do SIMEPAR, serviço meteorológico paranaense. [67]

É famosa a geada de 18 de Julho de 1975. A geada negra, isto é, sem formação de cristais de gelo, foi devastadora para a agricultura no estado de São Paulo, do Norte do Paraná e do sul do Mato Grosso, atual Mato Grosso do Sul. Devastou todos os cafezais principalmente da região de Maringá e Londrina provocando grande recessão econômica no norte do estado, atingindo também os cafezais do estado de São Paulo. O resfriamento da superfície depende da intensidade e aonde está posicionado o anticiclone polar. O evento portanto ocorre na periferia da alta pressão, pois no centro há uma relativa calmaria, desfavorável ao fenômeno. Outro prejuízo, relacionado a cafeicultura ocorreu em 1972, sem a moderação do oceano, o caminho foi percorrido do sul da Argentina até o trópico de Capricórnio, seguida de uma ciclogênese no Brasil subtropical. [67]

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal continental o fenômeno da geada atinge a totalidade do território, mas afetando com diferentes intensidades na quantidade e frequência. Em média o número de geadas varia entre menos de dois dias em Sagres - que está sob forte influência marítima - e mais de cem dias nas áreas montanhosas do norte e interior centro. Quanto a localidades povoadas, destacam-se várias na região de Trás-os-Montes tais como Bragança, Chaves, Miranda do Douro ou Carrazeda de Ansiães entre outras, pela intensidade e regularidade com que são afetadas. Contudo, há localidades em Portugal que não são nem no interior nem possuem altitudes elevadas mas têm microclimas que possibilitam ocorrências frequentes de geadas na estação fria e de temperaturas mais baixas que nas áreas circundantes, principalmente as temperaturas mínimas. São localidades tais como Penela, Aljezur, Leiria, entre outras. Nas regiões mais expostas, como por exemplo o nordeste transmontano, a época de geadas inicia-se em outubro e dura até à primeira metade de maio. No litoral em localidades ao nível do mar, as geadas normalmente só acontecem nos três meses centrais do inverno: dezembro, janeiro e fevereiro.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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