Televisão Pública de Angola

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TPA
Televisão Pública de Angola
País  Angola
Fundação 27 de junho de 1973 (42 anos)
Proprietário Governo de Angola
Presidente Hélder Barber dos Santos
Cidade de origem Luanda
Slogan "Somos todos nós"
Afiliações TPA1
TPA2
TPA HD
TPA Internacional
Cobertura Angola Angola
Nome(s) anteriore(s) Radiotelevisão Portuguesa de Angola (RPA)
Televisão Popular de Angola (TPA)
Página oficial TPA

A Televisão Pública de Angola (TPA) é uma rede de televisão estatal angolana e principal emissora de televisão do país.

A sua sede oficial está em Luanda, que através da TPA1, é sintonizada através do Canal 2 VHF.[1] O Presidente do Conselho de Administração é actualmente Hélder Barber dos Santos.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1962, a Rádio Clube da Nova Lisboa (actual Huambo) iniciou emissões com as primeiras imagens e a transmissão de televisão em Angola. Dois anos mais tarde, iniciou em Benguela e depois de 1970 em Luanda. No entanto, as transmissões foram suspensas por estarem ilegais, visto que a Rádio e Televisão de Portugal (RTP) tinha monopólio exclusivo nas TVs da então colônias portuguesas.

Em 1973, o Governo colonial português fundou a Radiotelevisão Portuguesa de Angola (RPA), secção da RTP.

Após a independência de Angola em 11 de Novembro de 1975 e a partida de cerca de 500 mil portugueses, o governo do Movimento Popular de Libertação de Angola nacionalizou a estação e a chamou de Televisão Popular de Angola.

Apesar da longa Guerra Civil (1975-2002), em 1979, a TPA passou a emitir em Benguela e Lobito, em 1981 é recebida no Huambo. Só depois do ano de 1992, passou a ser transmitido em maior parte do país.[3] [4]

Devido à regulamentação governamental nº 66/97 do canal em 1997, foi renomeado em seu nome atual Televisão Pública de Angola (TPA).

Em 2000, foi criado o segundo canal em Luanda, chamado de TPA 2 e a então TPA na cidade passou a se chamar TPA 1. Em 2003, a TPA lançou a TPA Internacional, que passou a ser transmitida para a Europa via satélite a partir de 2008 e que, actualmente, pode ser recebido através da rede de cabo em Portugal.[5]

No início de Maio de 2013, a TPA que ficava 24 horas no ar por anos, foi reduzida pela metade (12 horas), na sequência de uma determinação anunciada pelo produtor executivo e administrador da Semba Comunicações, José Paulino dos Santos, também conhecido por “Zé Dú”, filho do Presidente da República, José Eduardo dos Santos.[1] No comunicado, José Paulino atribuiu a redução do tempo de antena a um alegado incumprimento, por parte do Ministério da Comunicação Social e da TPA, dos acordos assinados em 2007 relativos ao pagamento pelo serviços prestados, na qual provocaram grandes prejuízos à sua empresa Semba Comunicações, que vive de receitas próprias e não é dona de nenhum dos três canais da TPA (1, 2 e Internacional) e nega as acusações sobre um alegado enriquecimento pessoal à custa do erário público.[1] A redução da grelha da TPA gerou inúmeras críticas[1] (Ver Controvérsias).

Novo centro de produção[editar | editar código-fonte]

Os novos estúdios situam-se nos arredores de Luanda, na periferia da urbanização de Camama em forma de paralelogramo ocupando um terreno plano com uma área de aproximadamente 200 000 metros quadrados, sendo 14 100 metros quadrados correspondentes à área de construção de blocos, arruamentos e jardinagem. A planta dos estúdios foi concebida como uma estrela. Aí foi implantado o edifício tendo no seu centro um espelho de água envolvido por uma área verde ajardinada que virá a constituir o ponto central do complexo.

O novo centro de produção foi concebido de forma a integrar todas as necessidades de um equipamento de produção televisiva numa área restrita. Cada estúdio está equipado com a sala de controlo, sala de áudio, sala de luzes e obscuradores e com todos os serviços necessários em termos de equipamentos eléctricos e mecânicos, apetrechado com tecnologia de ponta - bancadas motorizadas, luzes automatizadas e câmaras de alta qualidade.

O complexo foi concebido de forma a integrar, assim como pôr em prática, as mais recentes tecnologias de comunicação, tais como televisão digital e televisão interativa.[6]

Parcerias[editar | editar código-fonte]

RTP[editar | editar código-fonte]

Tem vindo a destacar-se pela sua parceria com a RTP (Rádio Televisão Portuguesa) na elaboração e exportação de séries e novelas, tal como por exemplo:

Vários actores e actrizes angolanos que tem catapultado para as luzes da ribalta, tais como por exemplo:

  • Raul do Rosário (participou na série Regresso a Sizalinda, no papel de Juca)
  • Catarina Matos (participou na série Regresso a Sizalinda, na novela Cinzas da RTP, na novela A Outra entre outros projectos...)

TVI[editar | editar código-fonte]

Em 2015, a TVI gravou algumas cenas da novela A Única Mulher (telenovela), em Angola, e a TPA decidiu comprar a novela e exibi-la no país.[7]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Redução das 24 a 12 horas de grelha da TPA em 2013[editar | editar código-fonte]

No início de Maio de 2013, a TPA que ficava 24 horas no ar por anos, foi reduzida pela metade (12 horas), na sequência de uma determinação anunciada pelo produtor executivo e administrador da Semba Comunicações, José Paulino dos Santos, também conhecido por “Zé Dú”.[1]

No comunicado, José Paulino atribuiu a redução do tempo de antena a um alegado incumprimento, por parte do Ministério da Comunicação Social e da TPA, dos acordos assinados em 2007 relativos ao pagamento pelo serviços prestados, na qual provocaram grandes prejuízos à sua empresa que vive de receitas próprias e não é dona de nenhum dos três canais da TPA (1, 2 e Internacional), já que mantém como emissoras estatais.[1] Negou as inúmeras acusações sobre um alegado enriquecimento pessoal à custa do erário público,[1] por ser filho do Presidente da República, José Eduardo dos Santos.[1]

A redução da grelha da TPA gerou inúmeras críticas.[1] O jornalista Makuta Nkondo condenou o silêncio do Ministério da Comunicação Social e do Conselho da Administração da TPA e considera a atitude do filho do Presidente da República como reveladora de que o país atingiu o “cúmulo da brincadeira”.[1] “Nem nas piores ditaduras do mundo isso aconteceu. Até o Ministério da Comunicação Social calou-se perante estes factos porque os seus membros não querem perder o lugar que ocupam e o seu pão”, disse.[1]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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