Al Jazira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Al-Jazira (desambiguação).


Al Jazira / Al Jazeera
País Catar Catar
Fundação 1 de novembro de 1996
por Hamad bin Khalifa Al Thani
Pertence a Al Jazeera
Proprietário Hamad bin Thamer Al Thani
Presidente Hamad bin Thamer Al Thani
Sede Doha, Catar
Estúdios Doha, Catar
Washington D.C., Estados Unidos
Londres, Reino Unido
Kuala Lumpur, Malásia
Cobertura Mundial
Emissoras próprias Al Jazeera Sports
Al Jazeera Mobasher
Al Jazeera Children's Channel (JCC)
Al Jazeera Documentary
Cobertura internacional Al Jazeera English
Página oficial aljazeera.net (em árabe)
english.aljazeera.net (em inglês)
Disponibilidade por satélite
Astra 1M (gratuito) Portugal
Banda Ku (Digital): 11509 MHz
Symbol Rate: 22000 MBaud
FEC: 5/6
Polarização: Vertical
Eurobird 1 (gratuito) Portugal
Banda Ku (Digital): 11681 MHz
Symbol Rate: 27500 MBaud
FEC: 2/3
Polarização: Vertical
Hispasat 1C (gratuito) Portugal
Banda Ku (Digital): 12092 MHz
Symbol Rate: 27500 MBaud
FEC: 3/4
Polarização: Vertical
Hot Bird 6 (gratuito) Portugal
Banda Ku (Digital): 11034 MHz
Symbol Rate: 27500 MBaud
FEC: 3/4
Polarização: Vertical
AsiaSat 3S (gratuito) Macau Timor-Leste
Banda C (Digital): 3760 MHz
Symbol Rate: 26000 MBaud
FEC: 7/8
Polarização: Horizontal
Arabsat Badr-4 (gratuito) Portugal
Banda Ku (Digital): 12034 MHz
Symbol Rate: 27500 MBaud
FEC: 3/4
Polarização: Horizontal
Intelsat 9 (gratuito) Brasil
Banda C (Digital): 3840 MHz
Symbol Rate: 27690 MBaud
FEC: 7/8
Polarização: Horizontal
Intelsat 10 (gratuito) Portugal Angola Moçambique São Tomé e Príncipe Guiné Equatorial Macau Timor-Leste
Banda C (Digital): 4064 MHz
Symbol Rate: 19850 MBaud
FEC: 7/8
Polarização: Horizontal
Meo Portugal
Canal 205
Disponibilidade por cabo
ZON TV Portugal
Canal 207
Cabovisão Portugal
Canal 119

Al Jazira (também conhecida pela transliteração inglesa Al Jazeera; em árabe: الجزيرة, transl. Al-Djazīra; em português, literalmente, "A Península",[1] por referência à Península Arábica) é a maior emissora de televisão jornalística do Catar e a mais importante rede de televisão do mundo árabe.[2] Sediada em Doha, transmite em língua árabe e inglês.

Criada em 1996 por Hamad bin Khalifa Al Thani, emir do Catar, no intuito de transformar seu pequeno país em centro cultural da região, Al Jazira iniciou suas transmissões em 1º de novembro daquele ano e logo se destacou por alcançar um nível de liberdade de expressão e de oposição raramente visto no mundo árabe, acostumado a uma mídia controlada e dócil, mera porta-voz de comunicados oficiais.

História[editar | editar código-fonte]

Complexo da Al Jazira em Doha, no Catar.

Al Jazira já tinha uma atuação internacional, com sucursais e correspondentes espalhados pelo mundo, mas somente começou a chamar a atenção do Ocidente ao mostrar manifestações populares antiamericanas em seguida aos atentados de 11 de setembro. Sua cobertura das guerras do Afeganistão (2002) e do Iraque (2003) fugiu ao padrão ufanista geralmente adotado pelas grandes redes de TV norte-americanas.

Ao ter suas transmissões em Wall Street suspensas durante a Guerra do Iraque, sob a alegação de que as credenciais para jornalistas fornecidas pela Bolsa de Valores de Nova York se destinavam apenas a redes que oferecessem cobertura "responsável", o canal árabe se viu na inusitada posição de defender, em manifesto, a liberdade de imprensa nos Estados Unidos.

Na mesma ocasião, Al Jazira recebeu um prêmio por sua resistência à censura. A homenagem do grupo britânico Index on Censorship (Índice de Censura) foi concedida em razão da independência da Al Jazira e sua reputação de divulgar notícias confiáveis. O Index é um grupo de personalidades importantes da mídia, escritores e pessoas dedicadas a defender a liberdade de expressão.

A Al Jazira tornou-se o canal preferido dos militantes muçulmanos para divulgar suas ações, sendo mostrados inclusive estrangeiros seqüestrados no Iraque, no cativeiro ou sendo executados, neste último caso não sendo levadas ao ar as cenas mais fortes. Várias mensagens de Osama Bin Laden foram divulgadas em primeira mão pelo canal. Segundo pesquisa feita entre sua audiência, 96,2% apoiam o genocídio dos alauitas[3] e 81% apoiam o EIIL[4]

Por outro lado, as autoridades de Israel têm ocupado espaço na emissora para divulgar seus pontos de vista e assim amenizar sua imagem negativa no mundo árabe.

A Al Jazira não atrai o ódio só do Ocidente. O regime islâmico radical da Arábia Saudita só a tolera porque sabe que tomar medidas mais drásticas contra ela só fará aumentar a impopularidade da monarquia.

A audiência da emissora está em constante crescimento e é formada principalmente por telespectadores residentes em países do mundo árabe e imigrantes na Europa, principalmente na França, onde vivem 4,5 milhões de árabes ou descendentes, e na Alemanha.

Dia e Noite[editar | editar código-fonte]

Em 1º de Janeiro de 1999 foi o primeiro dia de transmissão 24 horas[5]. O emprego triplicou em um ano para 500 funcionários e a agência tinha escritórios em vários locais como União Européia e Rússia. Uma vez seu orçamento anual era estimado em 25 milhões de dólares.

Embora controvérso, a Al Jazira estava rapidamente se tornando uma das maiores e influntes agencias de notícias na região. Ansiosos por notícias além das versões oficiais de eventos, os árabes se tornaram telespectadores dedicados. Uma estimativa feita em 2000 mostrava a audiência noturna por volta dos 35 milhões, colocando a Al Jazira em primeiro lugar no mundo árabe, sobre a Middle East Broadcasting Centre, que era patrocinada pela Arábia Saudita, e sobre londrina Arab News Network. Existiam quase 70 satélites ou canais terrestres sendo transmitidos para o Oriente Médio, a maioria deles em árabe. A Al Jazira lançou um site sem língua árabe em Janeiro de 2001. Além disso, o sinal também estaria disponível no Reino Unido pela primeira vez através da British Sky Broadcasting.

Guerra no Afeganistão[editar | editar código-fonte]

A Al Jazira ganhou atenção de muitos no ocidente durante a caçada à Osama bin Laden e o Talibã no Afeganistão depois do ataques de 11 de Setembro nos Estados Unidos. Ela transmitiu vídeos que recebia do Osama bin laden e do Talibã, considerando novas imagens dos fugitivos mais procurados do mundo como notícias valiosas. Alguns criticaram a rede por dar voz à terroristas[6]. O chefe executivo da Al Jazira em Washington, Hafez al-Mirazi, comparou a situação com as mensagens de Ted Kaczynski para o The New York Times. A emissõra disse que foram dadas gravações porque ela tinha uma grande audiência árabe[7].

Muitas outras redes de televisão queriam adquirir as mesmas imagens. A CNN International tinha direitos exclusivos delas por 6 horas antes que outras redes poderiam transmitir, uma provisão que foi quebrada por outras pelo menos em uma ocasião controversa[8]. O primeiro ministro Tony Blair logo apareceu em um talk-show da Al Jazira em 14 de Novembro de 2001 para afirmar a situação da Grã-Bretanha em perseguir o Talibã no Afeganistão[9].

A prominência da Al Jazira cresceu durante a guerra do Afeganistão porque ela havia aberto um escritório em Cabul antes da guerra começar. Isso deu acesso melhor para gravar eventos do que outras redes, que compravam imagens da Al Jazira por até 250 mil dolares.

O escritório em Cabul foi destruido pelos Estados Unidos em 2001[10]. Esperando ficar à frente de outros conflitos futuros, a Al Jazira então abriu escritórios em outras regiões de conflito.

A rede permaneceu dependente do suporte governamental até 2002, com um orçamento de 40 milhões de dolares e rendimento de anunciantes por volta de 8 milhões. Ela também recebia pagamentos por compatilhar suas notícias com outras redes. Ela tinha estimadamente 45 milhões de telespectadores ao redor do mundo. A Al Jazira logo teria de lidar com um novo rival, Al Arabiya, uma ramificação da Middle East Broadcasting Center, que foi criada em Dubai com apoio financeiro da Arábia Saudita[11].

Guerra no Iraque de 2003[editar | editar código-fonte]

Antes e durante a invasão dos Estados Unidos no Iraque, onde a Al Jazira estava presente desde 1997, as instalações da rede e gravações foram novamente procuradas por reder internacionais. O canal e seu website também estavam ganhando atenção sem precendente de telespectadores que estavam procurando alternativas para relatórios incorporados e conferências da imprensa militar.

A Al Jazira mudou sua cobertura de esportes para um canal novo e separado em 1° de Novembro de 2003, permitindo mais notícias e programação de relações públicas no canal original. Um website em inglêsfoi lançado no começo de Março de 2003. O canal tinha entre 1300 e 1400 empregados, dito pelo editor da redação para o The New York Times. Haviam 23 escritórios ao redor do mundo e 70 correspondentes estrangeiros, com 450 jornalistas ao todo.

Em 1° de Abril de 2003 um avião estadounidense atirou no escritório da Al Jazira em Bagda, matando o reporter Tareq Ayyoub[12]. O ataque foi considerado um engano; No entanto, o Catar tinha dado aos Estados Unidos um mapa preciso da localização do escritório para poupá-lo do ataque[13].

Afshin Rattansi se tornou o primeiro jornalista do canal transmitido em inglês depois de deixar a BBC Today Programme depois da morte do cientista de governo do Reino Unido, David Kelly.

Organização[editar | editar código-fonte]

O canal original da Al Jazira foi lançado em 1º de Novembro de 1996 por um decreto emir com um empréstimo de 500 milhões de Riais Catarenses (137 milhões de dolares) do emir do Catar, Sheikh Hamad bin Khalifa[14][15]. Pelo financiamento através de emprestimos e concessões ao invés de subsídios governamentais diretos, o canal afirma manter uma política editorial independente[16][17]. O canal começou a transmitir no final de 1996, com muitos funcionários admitidos a partir da estação de televisão árabe BBC World Service, uma co-propriedade da Arábia Saudita, que fechou em 1º de Abril depois de dois anos de operação devido à demandas de censura pelo governo saudita. O logotipo da Al Jazira é uma representação decorativa do nome da rede escrita usando caligrafia árabe. Ela foi selecionada pelo fundador da estação, emir do Catar Sheikh Hamad bin Khalifa, como a vencedora de um concurso de design[18].

Quadro de funcionários[editar | editar código-fonte]

A Al Jazira reestruturou suas operações de uma rede que continha todos seus canais diferentes. Wadah Khanfar, então diretor administrativo do Arabic Channel, foi nomeado como diretor geral da Al Jazeera Media Network. Ele também agiu como diretor admnistrativo do Arabic Channel. Khanfar resignou em 20 de Setembro de 2011 afirmando que ele tinha alcançado suas metas originais, e que 8 anos foi o suficiente para qualquer lider de uma organização, em uma entrevista para a Al Jazeera inglesa. Amed bin Jassim Al Thani substitui Khanfar e serviu como deretor geral do canal de Setembro de 2011 até junho de 2013 quando ele foi nomeado ministro da economia[19]. O presidente do canal é Hamd bin Thamer Al Thani. O diretor geral atual é o Dr. Mostefa Souag.

O editor chefe do website árabe é o Dr Mustafa Souag que substituiu Ahmed Sheikh. O website tem mais de 100 funcionários de edição. O diretor administrativo da Al Jazira inglesa é Al Anstei. O editor chefe do website inglês é Mohamed Nanabhay que gerencia o site desde 2009. Editores prévios também incluem Baet Witschi e Russel Merryman.

Personalidades prominentes de transmissão incluem Faisal al-Qassem, anfitrião do talk-show The Opposite Direction, Ahmed Mansour, anfitrião do programa Without Borders (bi-la Hudud) e Sami Haddad.

O antigo chefe do escritório em Irã e Beirute era Ghassan bin Jiddo. Ele se tornou uma figura influente na Al Jazira com seu programa Hiwar Maftuh, um dos programas mais assistidos[20]. Ele também entrevistou Nasrallha em 2007 e produziu um documentário sobre o Hezbollah. Alguns sugeriram que ele poderia substituir Wadah Khanfar. No entanto, bin Jiddu resignou de seu trabalho depois de desacordos políticos com a estação.

Alcance[editar | editar código-fonte]

Muitos governos no Oriente Médio usam de mídia controlada pelo governo ou censura governamental para impactar a cobertura de mídia e opiniões públicas, levando assim objeções internacionais em relação à liberdade de imprensa e cobertura enviesada de mídia. Alguns estudiosos e comentadores usam a noção de objetividade contextual, que realça a tensão entre objetividade e apelo à audiência, para descrever controversa porém popular abordagem de notícias[21].

Cada vez mais as entrevistas da Al Jazira e outras imagens são retransmitidas em canais americanos, britânicos e em outros canais ocidentais tais como CNN e a BBC. Em janeiro de 2003 a BBC anunciou que assinaria um acordo com a Al Jazira para compartilhar instalações e informações, incluindo gravações de notícias[22].

A disponibilidade da Al Jazira através do Oriente Médio mudou o cenário televisivo da região. Anterior à chegada da Al Jazira, muitos cidadãos do Oriente Médio eram incapazes de assistir canais de TV que não fossem controlados pela estações televisivas nacionais. Al Jazira introduziu um nível de liberdade de expressão na televisão que era previamente desconhecido em muitos desses países. A Al Jazira apresentou opiniões controvérsas em relação a governos de muitos estados árabes no Golfo Persa, incluindo Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, e Catar; ela também apresentou opiniões controversas sobre a relação da Síria com o Líbano, e com o judiciário Egípcio. Críticos acusam Al Jazira de sensacionalismo para aumentar audiência. As transmissões da Al Jazira algumas vezes resultam em ações drásticas: por exemplo, quando, em 27 de Janeiro de 1999, crtíticos do governo Algério apareceram no programa ao vivo El-Itidjah el-Mouakass (“The Opposite Direction”), o governo Algério cortou a eletricidade de grande parte da capital Argel (e supostamente também grande partes do país) para impedir que o programa fosse visto[23].

Na época Al Jazira não era geralmente conhecida no ocidente, mas onde era conhecida a opinião geralmente era favorável e Al Jazira afirmava ser a única televisão politicamente independente no Oriente Médio. No entanto, não foi até 2001 que a Al Jazira conseguiu reconhecimento internacional quando transmitiu gravações dos líderes da al-Qaeda[24].

Alguns observadores discutem que a Al Jazira tem uma autoridade formidável como formadora de opinião. Noah Bonsey e Jeb Kookgler, por exemplo, ao escreverem para o Columbia Journalism Review, discutem que o jeito no qual a estação cobre qualquer acordo de paz entre Israel e Palestina pode muito bem determinar se o acordo é aceitado pelo povo palestino ou não[25].

A tremenda popularidade do canal tem também, para o melhor ou para o pior, torna a opinião pública mais nítida. Sua cobertura geralmente determina o que se torna uma estória ou não, assim como os telespectadores árabes pensam sobre seus problemas. Se na Arábia Saudita, Egito, Jordânia ou síria, as reportagens realçadas e as críticas televisionadas por convidados nos programas de notícia da Al Jazira têm significantemente afetado o curso de eventos na região.

Na Palestina a influência da estação é particularmente forte. Votações recentes indicam que a na Cisjordânia e Gaza a Al Jazira e a fonte primária de notícias para uns incríveis 53.4 por cento dos telespectadores palestinos. O segundo e terceiro canais mais assistidos, Palestine TV e Al Arabiya, têm distantes 12.8 por cento e 10 por cento respectivamente. O resultadoda dominancia de mercado da Al Jazira faz com que ela mesma se torne um força na política Palestina, ajudando a moldar percepções públicas e influenciar o debate. Isso tem implicações óbvias para o processo de paz: como a Al Jazira cobre as deliberações e os resultados de qualquer acordo negociado com Israel fundamentalmente moldará como ele é visto –e, mais importante, se é aceito –pelo povo palestino.

A vasta disponibilidade da Al Jazira no mundo árabe “operando com menos limitação de que qualquer canal árabe e mantendo-se a canal mais popular na região” tem sido percebido como tendo parte na Primavera Árabe, incluindo as revoluções Tunisinas e Egipcias. O The New York Times afirmou em Janeiro de 2011: “Os protestos que abalam o mundo árabe nessa semana tem um fio ligando todos eles: Al Jazira, … na qual a cobertura agressiva tem ajudado a impulsionar emoções insurgentes de uma capital para outra.” O jonal citou Marc Lynch, um professor de Estudos do Oriente Médio na George Washington University: “Eles não causam esses eventos, mas é quase impossível imaginar isso tudo acontecendo sem a Al Jazira.”[26]

Com o aumento do alcance e da influência da Al Jazira, alguns estudiosos incluindo Adel Iskandar descrevem a estação como uma transformação da definição de “mídia alternativa”. A Al Jazira apresenta uma nova direção no discurso de fluxo de notícias internacionais e mostas vozes subrepresentadas pela mídia popular tradicional independentemente de desequilíbios globais no fluxo de informação.

Canal infantil[editar | editar código-fonte]

A Al Jazira também lançou ao ar o Jazira Children Channel (JCC), um canal de TV voltado exclusivamente para as crianças. Com uma programação a princípio apenas em árabe, a emissora infantil é uma iniciativa conjunta do governo do Catar e da multinacional francesa Lagardère Images.

O público-alvo são crianças entre 3 anos e 15 anos, divididas em três faixas de programação: ‘pré-escola’ (3 a 6 anos), ‘pré-adolescentes’ (7 a 10 anos) e ‘adolescentes’ (11 a 15 anos).

O JCC tem 235 funcionários e escritórios no Cairo (Egito), em Beirute (Líbano),Amã (Jordânia),Rabat (Marrocos) e Paris. Seu sinal é aberto e transmitido para 22 países árabes e para a Europa, pelos satélites Hot Bird 6 e Badr-4 (também conhecido como Arabsat 4B).

Canal em inglês[editar | editar código-fonte]

Estúdios da Al Jazeera English em Doha, no Catar.

Em 15 de novembro de 2006, Al Jazira lançou mundialmente seu canal de notícias em inglês, com o objetivo de enfocar os acontecimentos do Oriente Médio sob uma visão árabe, para um público acostumado a versões ditadas pelos interesses políticos de Washington e Londres. Inicialmente anunciado com o nome Al Jazeera International, teve seu nome alterado para Al Jazeera English.

A emissora tem planos de atingir um público de 80 milhões de pessoas em 47 países, onde é transmitida por operadoras de cabo ou via satélite. Ela pode ser assistida mundialmente através da Internet. No Brasil, pode ser vista também através de uma antena parabólica sintonizada no satélite Intelsat 9. Em Portugal, pode ser também assistido através de uma antena parabólica sintonizada em qualquer um desses satélites: Astra 1M, Eurobird 1, Hispasat 1C, Hot Bird 6, Badr-4 (em banda Ku) ou Intelsat 10 (para banda C). Em Macau e Timor-Leste o canal é exibido também via satélite através dos satélites AsiaSat 3S e Intelsat 10 (ambos em banda C). Para Angola, Moçambique, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe e grande parte da África, a emissora pode ser vista por satélite através do Intelsat 10.

Os planos de audiência podem sofrer alterações porque a maior operadora de cabo dos Estados Unidos, a ComCast, com sede em Detroit, voltou atrás num acordo feito com Al Jazira e teve que ser substituída por uma operadora de satélite de menor alcance.

As redações da Al Jazira em inglês ficam em Washington, Londres, Kuala Lumpur e Doha. O canal transmite durante as 24 horas do dia.

Referências

  1. «FAQ - What does "Al Jazeera" mean?». Al Jazeera America. Consultado em 23 de janeiro de 2016. «The name "Al Jazeera" means "peninsula."» 
  2. Sidlow,Edward; Henschen, Beth. GOVT. Cengage Learning, 2012.
  3. Qatar calls for the genocide of Alawites
  4. SHOCK POLL: 81% Of Al Jazeera Arabic Poll Respondents Support Islamic State
  5. «A decade of growth». www.aljazeera.com. Consultado em 2016-11-21. 
  6. «Between Two Worlds - Committee to Protect Journalists». cpj.org. Consultado em 2016-11-21. 
  7. Ajami, Fouad. (2001-11-18). "What the Muslim World Is Watching". The New York Times. ISSN 0362-4331.
  8. (2001-10-29) "CNN Snaps Back to Action" (em en-US). Observer.
  9. Risen, James; Patrick E.. (2001-12-12). "A NATION CHALLENGED: PROPAGANDA; Interview With bin Laden Makes the Rounds". The New York Times. ISSN 0362-4331.
  10. «BBC News | SOUTH ASIA | Al-Jazeera Kabul offices hit in US raid». news.bbc.co.uk. Consultado em 2016-11-21. 
  11. «BBC NEWS | Middle East | Al-Jazeera competitor launches». news.bbc.co.uk. Consultado em 2016-11-21. 
  12. Steele, Jonathan. (2003-04-08). "Tareq Ayyoub" (em en-GB). The Guardian. ISSN 0261-3077.
  13. «BBC NEWS | Middle East | Foreign media suffer Baghdad losses». news.bbc.co.uk. Consultado em 2016-11-21. 
  14. Miles, Hugh (2005-01-01). Al-Jazeera: The Inside Story of the Arab News Channel that is Challenging the West (em inglês) Grove Press [S.l.] ISBN 9780802117892. 
  15. Sakr, Naomi (2001-01-01). Satellite Realms: Transnational Television, Globalization and the Middle East (em inglês) I.B.Tauris [S.l.] ISBN 9781860646898. 
  16. Sakr, Naomi (2001-01-01). Satellite Realms: Transnational Television, Globalization and the Middle East (em inglês) I.B.Tauris [S.l.] ISBN 9781860646898. 
  17. Miles, Hugh (2005-01-01). Al-Jazeera: The Inside Story of the Arab News Channel that is Challenging the West (em inglês) Grove Press [S.l.] ISBN 9780802117892. 
  18. «Arabic in Graphic Design: Al Jazeera's Cartouche». www.fightboredom.net. Consultado em 2016-11-22. 
  19. «Al Jazeera's Director General resigns 'to serve my country' | Doha News». 2013-08-15. Consultado em 2016-11-22. 
  20. «Ghassan Bin Jiddu - Power 500 2012 | United Arab Emirates | Culture & Society | Arabian Business | Power 500». 2013-07-23. Consultado em 2016-11-22. 
  21. «TBS: Covering the Region, Issues and Developments». 2012-02-11. Consultado em 2016-11-22. 
  22. «BBC NEWS | Entertainment | BBC in news deal with Arabic TV». news.bbc.co.uk. Consultado em 2016-11-22. 
  23. «"Qatar's Al-Jazeera TV: The Power of Free Speech" (June 2000)». 2001-02-12. Consultado em 2016-11-22. 
  24. «BBC NEWS | Middle East | Al-Jazeera and Bin Laden». news.bbc.co.uk. Consultado em 2016-11-22. 
  25. "Does the Path to Middle East Peace Stop in Doha?". Columbia Journalism Review.
  26. Worth, Robert F.; David D.. (2011-01-27). "Al Jazeera Plays Galvanizing Role in Arab Protests". The New York Times. ISSN 0362-4331.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Al Jazira


Televisão em língua árabe