Rapel

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Praticante do liga rapel na Cachoeira de Santo Antônio - Minas Gerais - Brasil

Rapel (em francês: rappel) faz parte de uma das técnicas verticais existentes no mundo onde é utilizada uma corda(via) para se deslocar verticalmente de um ponto superior a um ponto inferior. Diferente da escalada, onde o praticante tem como objetivo subir rochas ou locais artificiais, no rapel o praticante da atividade tem como objetivo descer pela via. O praticante de rapel tem como opção subir pela via, esta técnica é chamada de "ascensão em corda", onde são utilizados equipamentos específicos que permitem ao praticante efetuar a técnica.

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

Rapel (rappel), é uma palavra que em francês quer dizer "chamar" ou "recuperar" e foi usada para batizar a técnica de descida por cordas. O termo veio da explicação do alpinista Jean Charlet-Stranton, por volta de 1879, quando explicava a técnica: "je tirais vivement par ses bouts la corde qui, on se le rappelle...." que quer dizer em tradução livre "Quando chegava perto de meus companheiros eu puxava fortemente a corda por uma de suas pontas e assim a trazia de volta para mim...", ou seja, ele chamava a corda de volta ao terminar a escalada e a descida de uma montanha ou pico [1]

Surgimento da técnica[editar | editar código-fonte]

Segundo o livro "Rapel Técnico”[2] no final do século XIX os alpinistas já utilizavam o rapel em suas escaladas. Porém, foi com os espeleólogos no início do século XX, que a técnica passou a ser difundida. Os espeleólogos conseguiram chegar a locais, que não tinham acesso, a partir daí, iniciou-se a popularização da Técnica atualmente denominada Rapel.

Rapel como esporte[editar | editar código-fonte]

[2] Na década de 90 havia uma grande polêmica quanto ao rapel ser um esporte ou apenas uma técnica usada para complemento de outros esportes. No fim da década de 90 com aumento da quantidade de pessoas que praticavam exclusivamente o Rapel, a atividade se tornou um esporte deixando de ser apenas uma atividade, no inicio da primeira década de 2000 o rapel se consolidou com um esporte, mais tarde vindo se tornar um esporte de competição. Atualmente o rapel esportivo é um esporte de competição com duas categorias o rapel stopwatch e o rapel primp.

Modalidades do rapel[editar | editar código-fonte]

Praticantes de rapel descendo por Canyons em Catas Altas - MG

[2]

O rapel se divide em apenas quatro modalidades, que são: rapel complementar, rapel tático, rapel de regaste, rapel esportivo, sendo que o rapel esportivo possui duas categorias de competição que são: rapel stopwatch e o rapel primp.

Variedades de Manobras do Rapel[editar | editar código-fonte]

No [3] [4] Rapel existem diversas manobras, a maioria surgiram através da modalidade rapel esportivo, a manobra padrão é o rapel tradicional uma descensão comumente usada, e que pode ser realizada tanto no rapel positivo quanto no rapel negativo. [2] Eis aqui algumas das manobras de rapel mais praticadas, algumas delas exigem treinamento e técnicas adequadas para pratica-las: Rapel Negativo ou Rapel Positivo, Rapel frontal, Rapel lateral, Rapel top rope, rapel cascading, Rapel guiado, Rapel jump.

Rapel invertido[editar | editar código-fonte]

Em qualquer uma das manobras que o praticante tenha contato com a parede.

Rapel Negativo[editar | editar código-fonte]

Em qualquer uma das manobras de rapel em que o praticante não tenha contato com a parede durante uma descensão de rapel

Rapel Positivo[editar | editar código-fonte]

É o oposto do rapel negativo, onde o praticante sempre terá o contato com a parede durante uma descensão de rapel. Existem vias de descensão de rapel que proporciona tanto o rapel positivo quanto o rapel negativo.

Rapel frontal[editar | editar código-fonte]

Quando o Rapeleiro fica com a frete volta para o solo

Rapel lateral[editar | editar código-fonte]

Quando o Rapeleiro faz a descensão de rapel com o lado voltado para o solo

Rapel top rope[editar | editar código-fonte]

Quando o sistema de frenagem é montando a partir do solo onde a corda e transpassada no topo da via de descensão

Rapel cascading[editar | editar código-fonte]

Uma descensão de rapel feito dentro d’agua em cascatas

Rapel guiado[editar | editar código-fonte]

Uma descensão de rapel que é conduzida totalmente pelo segurança de solo com um sistema de descensão diferenciado do tradicional, onde o rapeleiro não conduz o rapel.

Rapel jump[editar | editar código-fonte]

Uma descensão de rapel radical onde se inicia com um salto, essa manobra é praticado em locais q proporciona o rapel negativo.

Equipamento[editar | editar código-fonte]

  1. Mosquetões de aço: usados na ancoragem da corda em que é feita a descida. Os de aço são os mais recomendados por terem uma resistência e durabilidade maior.
  2. Mosquetão de alumínio: servem para ligar o equipamento de descensão ao arnês .
  3. Fitas Solteiras: são as mais aconselhadas para se fazer ancoragens, por resistirem bastante e serem mais confiáveis.
  4. Cordas: usadas para fazer a descida, devem ser do tipo que possuem "alma", ou seja, que tenham um núcleo trançado independente além da capa (parte externa); de preferência,deve ser de material muito resistente, como o nylon e o poliéster.
  5. Luvas: servem para proteger a mão do praticante contra queimaduras ao haver fricção com a corda; servem também para dar mais atrito na hora de reduzir a velocidade da descida.
  6. Capacete: indispensável em qualquer atividade radical, protege de vários perigos, desde deslizamentos de pedras à queda acidental de um equipamento de um praticante que esteja acima de você.
  7. Freio 8 (ou blocante / ou descensor "oito"): de aço ou alumínio; ssado para torcer a corda, aumentando o atrito e assim, reduzindo a velocidade da descida; é esta peça que lhe dá o controle da descida.
  8. Baudriers (ou cadeirinha / ou arnês): uma espécie de "cinta" que envolve as pernas e os quadris dando o aspecto de uma "cadeirinha" mesmo. Pode ser fabricada (costurada em modelos) ou pode ser feita de cabo solteiro (pedaço de corda do mesmo material usado na corda do rappel, em média de 5m, podendo variar de acordo com as exigências do praticante).

Cuidados que se deve ter[editar | editar código-fonte]

Toda prática de rapel deve ser executada em grupo, pois um integrante é sempre responsável pela vida de outro. Toda descida deve ter no mínimo três participantes:

  1. O que aborda: que é o responsável por colocar o praticante na corda, conferir se seu equipamento está correto e orientá-lo no momento da abordagem;
  2. O que desce: que é o praticante atual, ou seja, quem vai fazer a descida;
  3. O que faz a segurança: que é a pessoa que vai estar lá em baixo, segurando a corda, atento a qualquer vacilo que o que desce possa dar;
Quem fica responsável pela segurança da descida, deve ter total atenção, pois com ele fica o ultimo recurso antes de uma fatalidade. Se alguém que está descendo perde o controle de sua descida, é o segurança quem vai ter que fazer o bloqueio dele na corda, ou seja, parar a sua queda e evitar que ele caia.

Referências