Marinha de Guerra Angolana

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Marinha de Guerra Angolana
Emblem of Angola.svg
País  Angola
Corporação Forças Armadas Angolanas
Tipo de unidade Marinha
Sigla MGA
Criação 10 de julho de 1976
História
Guerras/batalhas Guerra Civil Angolana
Logística
Efetivo 1 000 militares ativos
Comando
Comandante General Jorge Manuel dos Santos
Sede
Internet https://faa.ao/mga/Home

A Marinha de Guerra Angolana (MGA) é o ramo naval das Forças Armadas Angolanas, que tem a missão de proteger os 1 600 quilómetros da faixa costeira de Angola. Tem aproximadamente mil efetivos.

História[editar | editar código-fonte]

A Marinha angolana foi criada a 10 de julho de 1976, [1][2] após o término do primeiro curso de especialistas navais ministrados pelos especialistas cubanos, na Base Naval de Luanda. Na altura da criação da Marinha, o primeiro presidente de Angola proferiu um importante discurso de que apresentamos algumas citações:.. Eu insisto nesta necessidade de defesa…Nós temos diante de nós um facto que não devemos também esquecer, é que para proteger o nosso território nacional esta Marinha é necessária, e já foi feito um bom trabalho. Os camaradas conseguiram pôr a funcionar a Marinha, recuperaram algumas unidades navais, e já as puseram ao serviço da nossa Pátria. A protecção das nossas águas territoriais onde até agora têm vindo a piratear muitos navios estrangeiros, que fazem a pesca como os camaradas sabem, é um facto que nós devemos evitar no futuro, devemos neutralizar aqueles que querem de qualquer maneira roubar o que existe no nosso país, ou que pretenderão,  talvez, através do mar atacar o nosso país. Este discurso foi sem dúvida decisivo, porque o Dr. Agostinho Neto, demonstrava uma visão estratégica, que tinha no mar um recurso não negligenciável pelas suas potencialidades económicas e pelas ameaças e riscos existentes.

A Marinha Angolana na época herdou do espólio da Marinha colonial Portuguesa o seguinte: doze lanchas de patrulha e fiscalização das classes ARGOS e BELLATRIX (ESCORPIÃO, LIRA, PÉGASO, CENTAURO, ORÍON, JÚPITER, ALTAIR, VÉNUS, FOMALHAUT, PÓLUX, RÍGEL e ESPIGA); navio hidrográfico (CARVALHO ARAÚJO); dois navios de desembarque médio (ALFANGE e ARÍETE); duas lanchas de desembarque médiaas (408 e 409); e uma lancha de desembarque pequena.

Nos anos subsequentes e de uma forma faseada até os anos 90 do seculo XX, foram sendo aumentadas à Marinha diversas unidades navais de superfície de origem soviética e espanhola, para além de outra técnica naval: quatro lanchas torpedeiras com a respectiva oficina de montagem e reparação de torpedos; três navios de desembarque; seis lanchas lança mísseis e respectiva posição técnica de mísseis; duas lanchas draga-minas; uma lancha de fiscalização; quatro lanchas de patrulha; uma aeronave de patrulha marítima e estações de radar de observação costeira com cobertura de toda costa. Não foi descurada a formação integral do homem em diversas especialidades de marinha. Como nota de realce,  todo armamento e equipamento é  mantido e operado por angolanos.[3]

As forças navais angolanas participaram da Guerra Civil Angolana que ocorreu entre 1975 a 2002. E comemorou o seu trigésimo quinto aniversário em 2012. O vice-almirante da Marinha dos Estados Unidos, Harry B. Harris Jr., então comandante da Sexta Frota dos Estados Unidos, participou da comemoração de trinta e cinco anos da Marinha de Guerra Angolana em Luanda, Angola, a 10 de julho de 2012.[4]

A riqueza petrolífera de Angola permitiu modernizar as suas forças navais, já que a maioria da frota existente foram exportadas da Marinha Soviética na década de 1980. Foi relatado em 2009 que Angola esperava assinar um acordo de oitocentos milhões de dólares estado-unidenses com a Alemanha para três novas lanchas rápidas para a proteção aduaneira do território,[5] provavelmente um Lurssen PV80. Eles ainda estavam tentando completar o acordo em 2011,[6] mas não houve nenhuma palavra sobre isso desde então.

Em dezembro de 2013, foi relatado que Angola comprou um pacote de navios antigos da Armada Espanhola, incluindo o porta-aviões Príncipe de Asturias (R-11), um pequeno transportador (16 000 toneladas) de Harrier, para ser transferido juntamente com o Pizarro (L42), um navio de desembarque da classe Newport, Diana (F32), uma corveta da classe Descubierta transformada em navio de guerra de minas de suporte, Chilreu (P61), o principal navio da sua classe de navios de patrulha oceânica, e Ízaro (P27), um navio de patrulha da classe Anaga.[7]

Estrutura[editar | editar código-fonte]

  • Instituto Superior Naval de Guerra (INSG)
  • Academia Naval
  • Escola de Especialistas Navais
  • 3 Companhias Radiotécnicas de Observação Costeira (CRTOC)
  • 1 Unidade de Infantaria Naval - 1 Batalhão de Infantaria Ligeira (4 Companhias da Marinha, 1 Unidade da Polícia Naval, 1 Unidade de Operações Anfíbias)
  • Forças Especiais, armamento pesado, francoatiradores, unidades de embarque, e uma secção de blindados.[8]

Referências

  1. «História». Marinha de Guerra Angolana. Consultado em 9 de fevereiro de 2018. Arquivado do original em 10 de fevereiro de 2018 
  2. Santos, Luís (2014). «A Marinha de Guerra Angolana». Instituto Universitário Militar 
  3. Sites, GesPT com-Criação e Gestão de. «O Poder Naval em Angola – Revista de Marinha». Consultado em 30 de janeiro de 2019 
  4. «Commander Sixth Fleet Attends 35th Angolan Navy Celebration» (em inglês). Marinha dos Estados Unidos. 12 de julho de 2011 
  5. «Angola to buy Navy ships» (em inglês). News24. 23 de fevereiro de 2009 
  6. Mendes, Candido (14 de julho de 2011). «Germany Seeks to Sell Patrol Ships to Angola, Dos Santos Says» (em inglês). Bloomberg 
  7. «Solución de última hora de la Armada: Angola compra el 'Príncipe de Asturias'». El Confidencial Digital (em espanhol). 2 de dezembro de 2013 
  8. «Angola» (em inglês). DefenceWeb. 5 de fevereiro de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]