África Ocidental Portuguesa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Colónia de Angola (até 1951) Província Ultramarina de Angola (1951-1972) Estado de Angola (1972-1975)

Colónia, Província ultramarina, Estado
(Império Português)

Flag of the Kingdom of Kongo.svg
 
Blank.png
 
Blank.png
1575 (estabelecimento de um povoamento no litoral) – 1975 (independência de Angola) Flag of Angola.svg
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Localização de Angola
Continente África
País Angola
Capital Luanda
Língua oficial Português
Governo Não especificado
Rei
 • 1640-1656 João IV de Portugal
 • 1974-1975 Francisco da Costa Gomes, presidente
Período histórico Colonialismo
 • 1575 (estabelecimento de um povoamento no litoral) Fundação
 • 11 de Novembro de 1975 (independência de Angola) Guerra Colonial Portuguesa e queda do Império Português
População
 • 1970 est. 5 926 000 

Angola (também conhecida como África Ocidental Portuguesa, Angola Portuguesa; a partir de 1951 Província Ultramarina de Angola e, finalmente, Estado de Angola em 1972) é o nome comum pelo qual a colónia portuguesa, no sudoeste da África era conhecida em diferentes épocas. A colónia tornou-se um país independente em 1975 e hoje forma a República de Angola.

Nas suas fronteiras actuais, a colónia de Angola só existiu meio século, a partir de meados dos anos 1920. É certo que os portugueses estiveram presentes no litoral deste território a partir do fim do século XV, estabelecendo sucessivamente - essencialmente para fins de tráfego de escravos e outro tipo de comércio - postos comerciais e, sobre tudo, as praças fortes de Luanda e de Benguela cujas áreas circundantes foram ocupados. Uma penetração e conquista do interior começou apenas no século XIX. No fim deste século a "colónia de Angola" estava constituída, mas uma delimitação definitiva e "ocupação efectiva" do território não foi alcançada antes de 1926.[1]

Durante o domínio colonial português sobre Angola, cidades, vilas e postos de comércio foram fundados, ferrovias e rodovias foram abertas, portos construídos - tudo ao serviço de uma economia colonial moldada de acordo com os interesses da Metrópole Portuguesa e da crescente comunidade de portugueses que se estabeleceram em Angola - como colonos ou ao serviço de empresas e da administração estatal. Uma base essencial para esta economia foi a exploração sistemática de recursos naturais e da população africana, discriminada de acordo com critérios raciais e culturais.[2]

Uma vez que o sistema colonial precisou cada vez mais de uma mão de obra africana qualificada, desenvolveu-se de forma hesitante um sistema de educação.[3] Nos anos 1950 houve uma "massa crítica" de africanos escolarizados com a capacidade de articular uma resistência anticolonial nacionalista. Em 1961 eclodiu uma Guerra de Independência de Angola que ocasionou uma mudança radical da política colonial portuguesa: abolindo todas as disposições legais discriminatórias, tentou ganhar a população africana à concepção de uma integração num Portugal transcontinental. Este objectivo não foi, no entanto, conseguido, e a Guerra Colonial Portuguesa foi uma das causas fundamentais para um golpe militar que, em Portugal, aboliu o regime salazarista e iniciou uma descolonização imediata de todas as colónias.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. René Pélissier, Les guerres grises: Résistance et revoltes en Angola (1845-1941), Orgeval/Montamets: Ed. do Autor, 1977
  2. René Pélissier, La colonie du Minotaure: Nationalismes et revoltes en Angola (1926-1961), Orgeval/Montaments: Edição do Autor,1978
  3. Elisete Marques da Silva, "O papel societal do sistema de ensino na Angola colonial (1926-1974)", Revista Internacional de Estudos Africanos, 16-17, 1992-94, pp. 103-130
Ícone de esboço Este artigo sobre Angola é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
Ícone de esboço Este artigo sobre Portugal é um esboço relacionado ao Projeto Portugal. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.