Seleção Portuguesa de Futebol

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Portugal
Portugal FPF.png
Alcunhas?  Seleção das Quinas
Seleção Lusa
Associação Federação Portuguesa de Futebol
Confederação FIFA (Europa)
Material desportivo?  Estados Unidos Nike
Treinador Portugal Fernando Santos
Capitão Cristiano Ronaldo
Mais participações Cristiano Ronaldo (133)
Melhor artilheiro Cristiano Ronaldo (61)
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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Uniforme
titular
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A Seleção Portuguesa de Futebol é a equipa nacional de Portugal, representando o país nas competições internacionais de futebol. É gerida pela Federação Portuguesa de Futebol.

A seleção estreou-se oficialmente a 18 de dezembro de 1921 contra a Espanha, jogo que acabou 3–1 a favor dos espanhóis. A primeira vitória foi obtida em 18 de junho de 1925, contra a Itália, por 1-0. A estreia de Portugal num Mundial da FIFA, em 1966, levou a Seleção das Quinas às meias-finais, onde viria a ser derrotada pela anfitriã, e futura campeã, a Inglaterra. Portugal terminou o campeonato em 3.º lugar e Eusébio foi o melhor marcador do torneio, com nove golos. Portugal qualificou-se igualmente para as edições de 1986 e 2002, onde não passou na fase de grupos, em 2006, edição que terminou em 4º lugar depois de perder por 3-1 com a seleção anfitriã (Alemanha), em 2010, onde foi eliminado nos oitavos de final pela Espanha por um 1–0[2], e em 2014, na qual não chegou aos oitavos de final. A seleção participou também em sete fases finais dos campeonatos da Europa: em 1984 (semifinalista), 1996 (quartos de final), 2000 (semifinalista), 2004 (finalista), 2008 (quartos de final), 2012 (semifinalista) e 2016 (vencedor).

A equipa portuguesa conta habitualmente com jogadores de classe mundial. O seu momento mais alto foi a conquista do Campeonato da Europa de 2016 frente à anfitriã França, após vitória no prolongamento. Com esta vitória Portugal ganhou o direito de jogar na Taça das Confederações de 2017, organizada pela Rússia.

A Seleção de Portugal é considerada uma equipa com um futebol latino (semelhante ao que é apresentado pela Espanha, Brasil ou Argentina), baseado na posse de bola, criatividade, perícia e espontaneidade individual, em detrimento da compleição física ou rigidez tática.[3] [4]

Vários futebolistas portugueses se destacaram na história do futebol mundial, como Fernando Peyroteo, José Travassos, Matateu, Germano, Mário Coluna, José Augusto, António Simões, José Águas, Eusébio, Vítor Damas, Manuel Bento, Torres, Fernando Chalana, Fernando Gomes, Carlos Manuel, Humberto Coelho, Paulo Futre, Paulo Sousa, Luís Figo, Vítor Baía, Pauleta, Nuno Gomes, Rui Costa, João Vieira Pinto, Deco, Ricardo Carvalho, Nani, Ricardo Quaresma, Pepe e Cristiano Ronaldo.

Tradicionalmente a sua maior rival é a Seleção Espanhola.[3]

O seu estádio oficial é o Estádio Nacional do Jamor, em Oeiras (Lisboa), embora quase todos os jogos da Seleção realizados em Portugal sejam disputados em outros estádios do país.

Mundiais e Europeus[editar | editar código-fonte]

Participação em Mundiais da FIFA até 1966[editar | editar código-fonte]

Jogo amigável entre Portugal e França em 1951

Antes da participação nas eliminatórias do Mundial da FIFA de 1958, a seleção portuguesa colecionava apenas derrotas em jogos oficiais, quase todas elas pesadas. Até 1954, a equipa não constituía um problema para quase nenhum adversário, tendo participado apenas 4 eliminatórias de acesso ao Mundial. Na disputa pelo acesso ao Mundial de 1934, Portugal foi batido pela Espanha por nada menos que 9-0. Nas eliminatórias do Mundial de 1938, Portugal foi eliminado pela Suíça, em jogo único, por 2-1. No acesso ao Mundial de 1950, mais uma eliminação e mais uma goleada perante os espanhóis: 5 -1. Quatro anos mais tarde, para o Mundial de 1954, mais uma derrota por 9 golos, desta feita frente à Áustria.

Nas eliminatórias para o Mundial de 1958, Portugal não conseguiu ainda chegar à fase final. Mesmo assim, alcançou o primeiro êxito notável da sua história, derrotando a Itália por 3-0. Os pontos perdidos pelos italianos neste jogo acabaram por ser decisivos para a Squadra Azzurra: as eliminatórias do Mundial de 1958 são até hoje a única vez na história em que a seleção italiana não conseguiu chegar à fase final.

No acesso ao Mundial de 1962, ocorre uma situação inusitada: Portugal vence a frágil seleção do Luxemburgo por 6-0, em Lisboa, mas acaba derrotado por essa mesma equipa por 4-2 na segunda mão. O restantes embates desse grupo pautaram-se por um empate por 1-1 e uma derrota de 2-0 contra a Inglaterra, resultados considerados normais perante a forte equipa inglesa, que impediram mais uma vez o acesso à fase final. A evolução da seleção portuguesa estava, contudo, à vista - os anos em que a equipa colecionava maioritariamente derrotas começavam a ficar para trás, como acabou por se confirmar em 1966.

Mundial da FIFA 1966[editar | editar código-fonte]

Eusébio em 1972

Portugal qualificou-se pela primeira vez para uma fase final de um Mundial em 1966, evento que decorreu em Inglaterra, deixando a Checoslováquia (vice campeã em 1962) fora da fase final. Na equipa figuravam vários jogadores que tinham vencido por duas vezes a Taça dos Clubes Campeões Europeus pelo Benfica, como Simões, José Augusto, Coluna e Eusébio. Estes dois últimos eram provenientes da África Portuguesa, que até os anos 60 não eram muito valorizados no Portugal europeu, mas que passaram a sê-lo através do brasileiro Otto Glória[5], primeiramente como técnico do Benfica e posteriormente como técnico da seleção.[6] Na fase de grupos, Portugal venceu todos os jogos, derrotando o Brasil (campeão do mundo em título) e a Hungria por 3-1, e a Bulgária por 3-0.

Nos quartos-de-final Portugal defrontou a Coreia do Norte. De nível teoricamente inferior, a equipa norte-coreana surpreendeu os jogadores portugueses ao marcar três golos sem resposta ainda na primeira parte. Portugal acabou por dar a volta ao marcador, vencendo a partida por 5-3. Eusébio foi o grande herói da partida ao marcar 4 golos. Ao finalizar cada golo, o jogador não festejou, optando por correr a ir buscar a bola ao fundo da baliza e repondo-a no meio campo, um gesto que inspiraria gerações futuras de jogadores e que passou a ser comum em situações semelhantes. José Augusto marcou o quinto e último tento.

Na semifinal Portugal viria a ser derrotado pela seleção anfitriã e futura campeã, Inglaterra. Bobby Charlton foi a figura de destaque da encontro, ao marcar dois golos. Eusébio ainda reduziu, de penalty, mas tarde demais para poder alterar o rumo da partida.

No jogo para definir o terceiro lugar, Portugal venceu a União Soviética por 2-1, terminando em 3º Lugar. Torres marcou o golo da vitória aos 89 minutos.

Esta seria até hoje a melhor prestação de Portugal num campeonato mundial de futebol. Eusébio acabaria o torneio como melhor marcador, com 9 golos.

Euro 1984[editar | editar código-fonte]

Apesar da exibição notável no mundial de 1966, a Seleção não conseguiu dar seguimento a essa prestação, conseguindo qualificar-se para a fase final de uma grande competição apenas 18 anos depois. Esta nova geração de futebolistas incluía Fernando Chalana, Fernando Gomes, Jordão e Jaime Pacheco, entre outros.

Na qualificação para a 7.ª edição do Europeu, Portugal defrontou a Finlândia, a Polónia e a União Soviética. Com 5 vitórias, Portugal ficou em 1º lugar, 1 ponto à frente da União Soviética, levando Portugal pela primeira vez a disputar a fase final de um Europeu.

Orientada por Fernando Cabrita, a Seleção jogou no Grupo B, juntamente com a Espanha, a Roménia e a Alemanha Ocidental. Os dois primeiros jogos saldaram-se por empates por 0-0 e 1-1 frente à Alemanha Ocidental e à Espanha, respetivamente. Uma vitória por 1-0 frente à Roménia no último encontro do grupo ditou a passagem das Quinas às semifinais, onde defrontou a França, país anfitrião, no Stade Vélodrome, em Marselha. O jogo foi um dos mais emocionantes de sempre da equipa portuguesa. Após um golo de Domergue aos 24', Jordão empatou aos 74', levando a partida para prolongamento. No início do mesmo, aos 98 minutos, Jordão bisou, colocando Portugal na frente e a um passo da final. No entanto, a pressão tomou conta da equipa portuguesa, que acabou por sofrer dois golos franceses em rápida sucessão, por Domergue e Platini, aos 114 e aos 119 minutos. França acabaria por vencer o torneio, na final disputada contra Espanha.

Mundial da FIFA 1986[editar | editar código-fonte]

Na senda da boa participação no Europeu dois anos antes, Portugal voltaria a qualificar-se para um Campeonato do Mundo em 1986, onde desiludiu os adeptos ao não passar da primeira fase. A Seleção começou por vencer a Inglaterra por 1-0, perdendo os dois últimos encontros frente à Polónia e a Marrocos por 1-0 e 3-1, respetivamente. Este Mundial foi também caracterizado pela situação desconfortável que foi apelidada de Revolta de Saltillo. Tudo começou quando a Seleção das Quinas teve de fazer várias escalas de avião pela Europa e EUA até chegar ao seu centro de estágios, em Saltillo. No entanto, a comitiva da FPF não ficou hospedada em Saltillo, mas sim em Monterrey. Após alguns dias, os jogadores começaram a queixar-se de falta de condições do hotel, que não permitia a privacidade da equipa face à comunicação social. As condições de treino eram também inenarráveis - o campo de jogo de Saltillo situava-se inclusive numa encosta. Um dos jogos de treino, originalmente planeado com a seleção do Chile, acabou por ser disputado contra funcionários do hotel onde os portugueses estavam instalados, dada a recusa da Federação em pagar um cachet aos chilenos [7]. A situação piorou quando os jogadores reivindicaram uma parte das receitas derivadas das ações promocionais onde eram obrigados a participar. Não demorou muito para que houvesse uma espécie de ultimato: ou a federação aumentava os prémios e comissões aos jogadores, ou estes entrariam em greve. A Federação não colaborou e os jogadores fizeram o que prometeram: treinaram de forma displicente e divertiram-se em jantares e festas. Bobby Robson, à data treinador de Inglaterra, que estagiava também em Saltillo, confessou que "nunca tinha visto nada assim". [8]Após o afastamento do Mundial, as consequências foram pesadas: o selecionador José Torres demitiu-se e uma série de jogadores foram afastados da equipa, que durante dois anos contou com um leque de opções secundárias. A reconstrução foi gradual, mas Portugal só se voltaria a qualificar para um grande campeonato de seleções dez anos depois.

Mundial da FIFA 1994[editar | editar código-fonte]

A qualificação para a fase final do Mundial de 1994 nos EUA representou a primeira oportunidade para a geração de bicampeões mundiais de sub-20 poder marcar presença numa grande competição de seleções AA. Todavia, a poderosa equipa da Itália (que acabaria por chegar à final contra o Brasil) também fazia parte do grupo e Portugal acabaria por ficar pelo caminho no derradeiro jogo contra a seleção transalpina, em Milão. Este resultado foi também fruto da boa prestação da Suíça, que não chegou a perder com os italianos, tendo ficado em segundo lugar do grupo. Após a partida, em Milão, Carlos Queirós, que já falhara como selecionador o apuramento para o Europeu 1992, afirmou ainda no relvado que era preciso "limpar a porcaria da Federação", declarações polémicas que foram seguidas do seu afastamento do cargo de selecionador.

Euro 1996[editar | editar código-fonte]

Depois de dez anos em que vários desaires e as convulsões típicas das transições entre gerações de futebolistas ditaram a ausência de Portugal de sucessivas fases finais, a seleção nacional qualificou-se finalmente para a 10ª edição do Campeonato Europeu, depois de terminar o grupo de qualificação com 23 pontos, 6 mais que a segunda classificada, a Irlanda. Em Janeiro de 1995, Portugal conquistara com uma equipa alternativa aquele que até 2016 seria o seu único título a nível sénior, a SkyDome Cup, pequeno torneio de três equipas disputado em Toronto.

Na fase final do torneio, Portugal empatou 1-1 com os detentores do título europeu, a Dinamarca, com golos de Ricardo Sá Pinto e Michael Laudrup, venceu frente à Turquia por 1-0 com um golo de Fernando Couto, e por 3-0 frente à Croácia, com golos de Luís Figo, João Vieira Pinto e Domingos Paciência. Nos quartos-de-final, a equipa portuguesa ficou pelo caminho contra a República Checa, que ganhou por 1-0 com um "chapéu" de Karel Poborský a Vítor Baía.

Mundial da FIFA 1998[editar | editar código-fonte]

Apesar deste ser o momento mais promissor para que a chamada "Geração de Ouro" (a equipa Bicampeã Mundial de Sub-20, em 1989 e 1991) brilhasse, a mesma não deu seguimento ao "quebrar de jejum" de 1996 e falhou o apuramento para o Campeonato Mundial de 1998 em França, que foi, até hoje, a última fase final de um campeonato de seleções que não contou com a equipa portuguesa. O jogo mais memorável desta fase de qualificação foi, pelas piores razões, o empate com a Alemanha por 1-1. Rui Costa, já com um cartão amarelo, preparava-se para ser substituído por Sérgio Conceição, mas foi expulso pelo árbitro Marc Batta com um segundo cartão amarelo por alegadamente demorar demasiado tempo a sair de campo. Nessa altura a equipa portuguesa ganhava 1-0 depois de um grande golo de Pedro Barbosa, e com um jogador a menos não conseguiu evitar o golo alemão, excluindo a seleção do Mundial, já que a Ucrânia ficava assim em segundo lugar. O selecionador dessa campanha tinha sido Artur Jorge, que posteriormente foi substituído por Humberto Coelho.

Euro 2000[editar | editar código-fonte]

No apuramento para a 11ª edição do europeu, cuja fase final foi organizada conjuntamente entre Bélgica e Holanda, Portugal qualificou-se como melhor segundo colocado, 1 ponto atrás da Roménia, contra a qual perdeu por 1-0 no jogo de apuramento realizado no Estádio das Antas, no Porto. As estrelas desta geração de jogadores eram Luís Figo, Rui Costa, Vítor Baía (capitão de equipa) e João Vieira Pinto.

Embalada por uma fase de apuramento que a viu aplicar várias goleadas (incluindo 7-0 ao Azerbeijão e 8-0 ao Liechtenstein), a equipa de Portugal protagonizou uma fase de grupos memorável. O primeiro jogo foi travado contra Inglaterra, e começou da pior maneira: aos 3' Paul Scholes rematou de cabeça para o fundo das redes, seguido de Steve McManaman, aos 18'. Apesar do resultado negativo, a equipa não baixou os braços. Aos 22', Luís Figo desferiu um potente remate à meia distância sem hipóteses de defesa, e ainda na primeira parte João Pinto mergulhou na área entre os defesas, marcando um espetacular golo de cabeça após centro de Rui Costa. Aos 59', a reviravolta foi consumada através de um golo de Nuno Gomes, fixando o resultado em 3-2 para a euforia dos adeptos lusos que apoiavam a equipa no Philips Stadion, em Eindhoven.

O jogo seguinte com a Roménia, adversário com quem partilhara o grupo de apuramento, foi pautado pelo equilíbrio. Aos 94 minutos, o marcador continuava a zeros. Na última jogada de ataque, Costinha saltou mais alto, marcando de cabeça o golo da vitória após um livre marcado por Figo e qualificando Portugal para a fase seguinte. O resultado permitiu alinhar sem os habituais titulares no último jogo, contra a Alemanha. Surpreendentemente, a equipa portuguesa venceu por 3-0 com um inesperado hat-trick de Sérgio Conceição. A título de curiosidade, foi esta derrota pesada que impeliu uma reestruturação profunda e a longo prazo na seleção alemã, com o sucesso que hoje se conhece.

Os quartos-de-final viram a Seleção das Quinas vencer a Turquia de forma convincente por 2-0, com mais 2 golos de Nuno Gomes. O guardião Vítor Baía defendeu também um penalty que poderia ser decisivo.

Ditou o destino que a semi-final fosse de novo frente à França, adversário que eliminara Portugal no prolongamento da semifinal de 1984. Nuno Gomes inaugurou o marcador com um espetacular remate de fora da área, com Thierry Henry a igualar já no decorrer da 2ª parte. Como em 1984, seria preciso de novo um prolongamento para decidir o vencedor. Durante o mesmo, Abel Xavier tocou a bola com a mão dentro da grande área portuguesa após um remate à queima roupa de Thierry Henry. Inicialmente o austríaco Gunter Benko concedeu canto, porém depois de consultar o seu árbitro assistente, concedeu penálti aos franceses. Zinedine Zidane converteu o penálti, batendo Vítor Baía e dando a vitória por 2-1 aos franceses, sob as regras (na altura em vigor) do golo de ouro. No calor do momento, e de cabeça perdida, vários jogadores confrontaram o árbitro da partida por ter mudado de decisão. No fim, foram atribuídas suspensões de vários meses a Abel Xavier, Nuno Gomes e Paulo Bento por alegadamente terem agredido um árbitro de linha. Luís Figo, em entrevista após o jogo, demonstrou o seu desagrado perante a arbitragem, lamentando a forma como os países pequenos saem sempre prejudicados nas decisões arbitrais. [9] Após o torneio, Humberto Coelho colocou o seu lugar à disposição, tendo António Oliveira regressado ao cargo de selecionador.

Mundial da FIFA 2002[editar | editar código-fonte]

A seleção nacional qualificou-se diretamente para o Campeonato do Mundo de 2002, não perdendo nenhum jogo durante o apuramento e deixando inclusive a Holanda fora da fase final. Foi a única vez que a forte seleção holandesa deixou de se classificar para a Copa do Mundo desde 1990. Nuno Gomes esteve em grande destaque, durante esta fase, chegando a marcar 4 golos num só jogo, frente a Andorra. Após a boa exibição no Euro 2000 e do aparente bom momento da equipa, a expectativa era grande. No entanto, os resultados foram dececionantes. Incluindo um estágio da seleção em Macau rodeado de polémica devido a supostas saídas à noite de vários membros da equipa, a convocatória de António Oliveira surpreendeu tudo e todos, ao colocar Pauleta a ponta de lança (em detrimento de Nuno Gomes, que fora um dos protagonistas do apuramento) e Vítor Baía na baliza, quando o guardião tinha falhado praticamente toda a fase de qualificação por lesão e as boas exibições de Ricardo tinham tomado conta da baliza nacional. Daniel Kenedy foi convocado apesar de não ter jogado um único jogo pela seleção, apenas para ser excluído da equipa pouco depois, fruto de um controlo anti-doping. Foi também notório que Luís Figo, uma das estrelas da equipa, estava com visíveis dificuldades físicas, após uma temporada desgastante em que venceu a Liga dos Campeões pelo Real Madrid.

O primeiro jogo, um embate com os EUA, deu azo a várias críticas ao pautar-se por uma derrota por 3-2. Apesar disso, ainda havia esperança na recuperação, que até ganhou alento para o jogo seguinte, que viu Portugal golear a Polónia por 4-0 (incluindo um hat-trick de Pauleta).

O último jogo tinha como adversário um dos países anfitriões, a Coreia do Sul. Para avançar para os oitavos-de-final, a seleção apenas precisava de empatar, após a derrota dos EUA com a Polónia. A equipa da casa viu várias faltas passar em claro, enquanto que João Pinto foi expulso num lance muito polémico, após ter uma entrada dura sobre um adversário. Ao reagir à expulsão direta ditada pelo árbitro argentino Ángel Sanchez, o jogador perdeu a cabeça, golpeando-o no tórax, o que lhe custou posteriormente uma suspensão prolongada, que levou a que este fosse o último jogo que fez com a camisola das quinas. Posteriormente, também Beto viria a ver o segundo cartão amarelo, deixando Portugal reduzido a 9 unidades a tentar manter o resultado empatado a zero. Sem sucesso: a Coreia do Sul acabou por marcar com um golo de Park, recém contratado pelo Manchester United, afastando assim a chamada "geração de Ouro" do sonho da conquista de um Mundial e suscitando um coro de críticas perante a gestão da equipa e dos jogadores (falou-se na altura de um desentendimento relativo aos prémios de jogo, à imagem dos acontecimentos de 1986).

António Oliveira foi afastado pouco depois, tendo a Seleção ficado em gestão interina até à contratação de Luiz Felipe Scolari, que acabara de se sagrar Campeão do Mundo com o Brasil.

Euro 2004[editar | editar código-fonte]

Equipa de Portugal antes do jogo Portugal - Rússia para o Euro 2004.
A equipa titular de Portugal no encontro contra a Rússia, durante a fase de grupos do Euro 2004.

Portugal fora escolhido em 1999 para organizar o Campeonato Europeu de Futebol de 2004. Como país-sede, qualificou-se automaticamente, realizando uma série de encontros amigáveis, entre os quais se contaram vários jogos pouco conseguidos (incluindo uma derrota a 3 golos com Espanha e outra por 3-1 com Itália) e várias críticas às escolhas de Scolari mas também algumas surpresas, como a vitória frente ao Brasil, graças a um golo de Deco, o primeiro jogador brasileiro naturalizado português a alinhar pela seleção. Tal como Otto Glória introduzira jogadores da África Portuguesa nos anos 60, fora novamente um brasileiro a introduzir um jogador "estrangeiro" na seleção nacional.

Apesar do ambiente festivo, o jogo de abertura contra a Grécia no recém-inaugurado Estádio do Dragão viu a seleção perder por 2-1, tendo como titulares vários jogadores que não tinham alinhado nos últimos jogos de preparação e cuja exibição coletiva não deslumbrou. A título de curiosidade, o golo de Portugal foi o primeiro marcado por Cristiano Ronaldo com a camisola das quinas. O jogador tornar-se-ia em 2013 o melhor marcador de sempre da seleção. Scolari anunciou que a partir daí a equipa estava numa situação de "mata mata", e reformulou por completo a lista de titulares, criando um 11 em que se contavam vários jogadores vencedores da Liga dos Campeões de 2004 pelo Futebol Clube do Porto, nomeadamente Ricardo Carvalho, Maniche, Deco, Nuno Valente e Costinha. De notar que Vítor Baía, guardião dessa mesma equipa do Porto e outrora um dos capitães da seleção, não foi convocado pelo selecionador em nenhum dos jogos que orientou por Portugal.

No Estádio da Luz, este "plantel renovado" bateu a Rússia por 2-0, com golos de Rui Costa e Maniche. O jogo contra Espanha decorreu no Estádio José de Alvalade, com ambas as equipas obrigadas a vencer. Portugal foi mais feliz, vencendo por 1-0 com um golo solitário de Nuno Gomes. Terminando em primeiro lugar, a equipa avançou para os quartos-de-final onde defrontou o 2.º classificado do Grupo B, a Inglaterra.

Este jogo, decorrido no Estádio da Luz, é um dos mais memoráveis de sempre da seleção, que começou o jogo praticamente a perder, após um golo madrugador de Michael Owen. Perto do final, um cabeceamento certeiro de Hélder Postiga levou o jogo para o prolongamento. Ainda antes do final dos 90 minutos, a Inglaterra viu ainda um golo ser-lhe anulado, por alegada falta sobre Ricardo. Durante o tempo extra, Rui Costa arrancou desde o meio campo com a bola nos pés, rematando de fora da área e fazendo o 2-1 de forma espetacular, levando ao delírio os adeptos portugueses. Com a vitória à vista, Portugal não conseguiu evitar porém o empate após remate de Lampard, acabando por levar a decisão da partida para as grandes penalidades. Estas foram marcadas por um remate falhado de David Beckham e outro de Rui Costa. O guarda-Redes Ricardo assumiu-se como o herói da partida, ao defender a grande penalidade de Darius Vassel sem luvas e convertendo o golo da vitória logo a seguir, conquistando a vitória após muito sofrimento.

De novo na semifinal de um campeonato europeu, Portugal veio a defrontar outra grande potência do futebol mundial, a Holanda. A Seleção das Quinas colocou-se em vantagem com golos de Cristiano Ronaldo aos 26 minutos e de Maniche aos 58. Este último foi considerado por muitos o melhor golo do campeonato, um remate em curva de fora da área sem hipóteses de defesa para o guardião Van Der Sar. Ainda antes do final da partida, o defesa Jorge Andrade marcou um auto-golo e Deco falhou um golo isolado em frente ao guarda-redes. O apito final do árbitro Anders Frisk, levou o Estádio José de Alvalade ao rubro quando se confirmou a passagem de Portugal pela primeira vez à final de uma grande competição de seleções seniores.

O jogo da final foi disputado no Estádio da Luz e Portugal veio a defrontar, nada mais nada menos, que a equipa que o tinha derrotado no jogo de abertura, a Grécia. Apesar do ambiente de euforia e da confiança nacional no triunfo após as várias boas exibições de Portugal, a equipa grega tinha vindo a mostrar durante o campeonato que fora uma das surpresas do torneio e merecia estar na final, tendo eliminado os anteriores campeões da França nos "quartos" e a República Checa no prolongamento da meia final, ambos pelo mesmo resultado: 1-0. Anulando com mestria e com muito sangue frio as ofensivas da equipa da casa, os Gregos conseguiram finalmente chegar ao golo, por Charisteas, que aos 57' sentenciou a partida cabeceando para as redes na sequência de um canto, gelando o Estádio da Luz e deixando toda uma nação em trauma. Até ao fim do jogo, a reação de Portugal foi incapaz de virar o resultado. No final, os gregos fizeram a festa, sagrando-se improváveis campeões europeus apenas na sua segunda participação num campeonato da Europa. Já Portugal guardou o pesado marco de ser o primeiro e único país anfitrião a perder uma final do Europeu em casa. Durante o comentário do jogo para o canal de TV desportivo brasileiro SporTV, Alex Escobar apelidou a derrota de "Maracanaço português" - corretamente, pois na história dos Campeonatos Mundiais e Europeus apenas 3 vezes o país anfitrião fora derrotado na final da competição (Brasil-1950, Suécia-1958 e Portugal-2004). 12 anos depois seria a própria seleção portuguesa a acrescentar mais um país a esta lista, conquistando o Euro 2016 contra a França em pleno Stade de France. No fim do Euro 2004, dois capitães da equipa, Rui Costa e Fernando Couto, terminaram a sua carreira internacional. Luís Figo anunciou uma pausa na sua participação na equipa. Scolari honrou o contrato que tinha até 2006, permanecendo no seu posto como selecionador.

Mundial da FIFA 2006[editar | editar código-fonte]

Figo pela Seleção Portuguesa no Campeonato do Mundo de 2006

Na senda do bom momento da equipa, Portugal qualificou-se sem grandes problemas para a fase final do Mundial de 2006, a disputar na Alemanha. Durante a qualificação, a seleção não sofreu qualquer derrota e empatou apenas dois jogos, tendo inclusive protagonizado várias goleadas (4-0 à Estónia, 3-0 à Letónia, 6-0 ao Luxemburgo e 7-1 à Rússia). Luís Figo, que durante alguns meses suspendera a sua participação na seleção, regressou pouco antes da fase final. O sorteio da fase de grupos ditou um grupo acessível, tendo como adversários Angola, Irão, e México, tendo Portugal confirmado o seu favoritismo, ganhando os três jogos e sofrendo apenas um golo.

Nos oitavos-de-final, Portugal voltou a encontrar a Holanda, na Arena de Nuremberga. O jogo foi extremamente atípico, e é até hoje a partida com mais cartões amarelos de toda a história dos campeonatos mundiais, tendo ficado conhecido como a "Batalha de Nuremberga", pela quantidade recorde de faltas e cartões. Foram mostrados pelo árbitro Valentin Ivanov nada mais nada menos do que 16 cartões amarelos. Deco, Costinha, Van Bronckhorst e Boulahrouz acabaram todos por ver o cartão vermelho, por acumulação. Cristiano Ronaldo, já na altura uma das maiores estrelas da equipa, foi forçado a sair lesionado ainda na primeira parte, após falta dura de Boulahrouz. O resultado final acabaria por fixar-se em 1-0, após um golo de Maniche aos 23' e ainda com a seleção holandesa a enviar um remate à trave.

Nos quartos de final, Portugal encontrou de novo a Inglaterra, que viu neste jogo a oportunidade de se "vingar" do memorável embate dois anos antes em Lisboa. Com o marcador a zeros após o prolongamento, o destino do jogo foi de novo entregue à "lotaria" dos penáltis. Apesar de Petit e Hugo Viana terem ambos falhado as suas grandes penalidades, Ricardo foi mais uma vez o herói do jogo, defendendo 3 grandes penalidades - a única vez que tal aconteceu numa fase final de um mundial. Após esse jogo, Scolari anunciou a renovação do seu contrato como selecionador, permanecendo para a campanha do Euro 2008.

Os adeptos portugueses acalentavam o sonho cada vez mais palpável de atingir de novo uma final e Scolari o de atingir o feito inédito de conseguir ganhar o campeonato duas vezes seguidas, mas Portugal acabou por ficar pelo caminho no jogo contra um "carrasco" habitual - a França, equipa contra a qual não conseguia ganhar desde 1975. A partida acabou a 1-0, após um penálti marcado por Zidane aos 33 minutos.

No jogo para definir o 3º classificado, Portugal defrontou a Alemanha, jogo que perdeu por 3 - 1 (hat-trick de Bastian Schweinsteiger), terminando a competição em 4º lugar.

Luís Figo e Pauleta, melhor marcador até então, disseram ambos adeus à Seleção no final do campeonato.

Euro 2008[editar | editar código-fonte]

A qualificação para o Euro 2008, realizado conjuntamente entre Áustria e Suíça, pautou-se pelo grande número de empates, que deixaram a equipa em segundo lugar do grupo, atrás da Polónia, que foi de resto a responsável pela sua única derrota nesta fase. Na fase final, Portugal entrou melhor, vencendo os seus dois primeiros jogos, primeiro contra a Turquia por 2-0, e depois contra a República Checa por 3 - 1, garantindo prematuramente a passagem aos quartos-de-final.

No jogo contra a Suíça, Scolari decidiu usar a equipa de reserva, deixando de fora os habituais titulares, visto que o resultado desta partida era indiferente. A Suíça acabou por vencer por 2-0, porém a arbitragem foi muito controversa, sendo que, na opinião de muitos, Portugal foi claramente prejudicado. Antes do jogo dos quartos de final, Scolari anunciou que abandonaria a seleção logo após o último jogo, tendo assinado contrato como treinador do Chelsea Football Club.

Nos quartos-de-final, Portugal encontrou a Alemanha. Os lusos acabariam por ser derrotados por 3 - 2. Para além deste ser o último jogo de Scolari ao comando da Seleção das Quinas, também o médio Petit abandonou a seleção.

Depois da saída de Scolari, Carlos Queiroz foi apontado, em 2008, como novo treinador da Seleção.

Mundial da FIFA 2010[editar | editar código-fonte]

No apuramento para o Mundial 2010, disputado na África do Sul, Portugal foi integrado no Grupo 1, juntamente com Dinamarca, Suécia, Hungria, Albânia e Malta. Esta fase de qualificação foi marcada por 4 empates, três deles a zeros, uma derrota por 3-2 contra a Dinamarca em Lisboa (depois de ter estado a vencer por 2-0) e uma vitória tangencial contra a Albânia em Tirana com um golo de Bruno Alves aos 93'. Portugal terminou na 2ª posição com 19 pontos, um a menos que a Dinamarca. As regras de apuramento tinham mudado para esta fase final e ditavam que todos os segundos classificados (à excepção do melhor pontuado) disputassem um playoff de acesso, enfrentando-se em dois jogos. Após sorteio, Portugal defrontou a Bósnia e Herzegovina primeiro em Lisboa no Estádio da Luz, jogo que venceu por 1-0 (golo de Bruno Alves) e depois em Zenica no Estádio Bilino Polje pelo mesmo resultado (golo de Raul Meireles), qualificando-se assim com um agregado de 2-0.

Seleção Portuguesa a festejar um golo frente à Coreia do Norte a 21 de Junho de 2010

Na fase de grupos, Portugal foi colocado num grupo por muitos considerado difícil. A Seleção das Quinas defrontou o pentacampeão Brasil, a Costa do Marfim (uma das melhores equipas africanas) e os adversários do marcante 5-3 do Mundial de 1966, a Coreia do Norte.

No primeiro jogo frente à Costa do Marfim, Portugal empatou 0-0. Cristiano Ronaldo, já consagrado capitão da seleção, evidenciou-se como a figura de destaque da equipa portuguesa, apesar de na altura passar uma "seca" de golos na seleção que durava já 16 meses. Durante a partida, o jogador do Real Madrid desferiu um potente remate de fora da área que embateu com estrondo no poste e que poderia ter sido um dos melhores golos do campeonato. Deco, que já anunciara abandonar a seleção depois do campeonato, saiu lesionado durante o jogo, o seu último com a camisola das quinas.

No jogo seguinte Portugal defrontou a Coreia do Norte, no Green Point Stadium, na Cidade do Cabo. O primeiro golo foi apontado por Raul Meireles aos 29 minutos. Na segunda parte vieram os outros 6 tentos, apontados por Simão Sabrosa, seguido de Hugo Almeida, Tiago, Liedson, Cristiano Ronaldo e de novo Tiago. O resultado final de 7-0 constituiu a maior goleada de sempre da Seleção Portuguesa em fases finais de mundiais da FIFA, depois da vitória sobre a Polónia por 4 – 0 em 2002.

Foi também nesta competição, que mais dois jogadores portugueses, Simão e Cristiano Ronaldo, atingiram o feito de marcarem golos em dois campeonatos do mundo pela Seleção Portuguesa, depois de Pauleta o ter feito em 2002 e 2006.

O terceiro jogo de Portugal no grupo G foi disputado contra a seleção Brasileira, na Cidade do Cabo e acabou 0-0. Com o Brasil já apurado e Portugal com uma diferença de golos muito superior à da Costa do Marfim, o jogo não teve muitos motivos de interesse. Mesmo assim, o Brasil ainda teve duas claras ocasiões de golo, com uma bola a bater no poste e uma grande defesa de Eduardo a remate de Ramires. Ambas as seleções avançaram para os oitavos de final.

Portugal terminou o grupo G em 2.º lugar e veio a defrontar o 1.º classificado do grupo H, a Espanha, futura campeã, nos oitavos de final. Espanha acabaria por ganhar o jogo por um 1–0, com um golo em fora de jogo de David Villa aos 68 minutos. Ricardo Costa foi ainda expulso por alegada agressão a Capdevila, o que fez com os Navegadores jogassem os últimos quatro minutos do jogo com apenas 10 elementos.

No fim do jogo, vários jornalistas à saída dos balneários perguntaram a Cristiano Ronaldo o que correu mal, ao que o capitão da equipa, visivelmente agastado, respondeu apenas: "perguntem ao Carlos Queiroz", o que veio a revelar um sentimento geral de mal estar do plantel em relação ao selecionador que teria sequelas nos meses seguintes. [10]

Euro 2012[editar | editar código-fonte]

No dia 7 de fevereiro de 2010, em Varsóvia, no sorteio da fase de qualificação, Portugal foi colocado num grupo de 5 equipas, incluindo a Noruega, a Dinamarca, a Islândia, e o Chipre. Esta foi a primeira vez em que Portugal e Islândia se defrontaram. No início desta fase de qualificação, Portugal começou mal, com um empate em casa de 4-4, com a "humilde" seleção do Chipre, e com uma derrota frente à seleção da Noruega. Esta má fase levou Carlos Queiroz a abandonar o cargo de selecionador nacional. A partir daí tudo mudou.

Com a vinda do novo selecionador, o ex-jogador Paulo Bento, Portugal iniciou uma excelente fase, com vitórias claras e boas exibições, só soçobrando frente à Dinamarca, onde esteve a 1 ponto de se classificar, caso empatasse, perdendo no entanto por 2-1, apesar de um grande golo de Cristiano Ronaldo. Foi também nesta fase que Portugal protagonizou uma gorda vitória face à campeã do mundo e da Europa, a seleção de Espanha, num amigável de promoção da candidatura luso-espanhola à organização do Mundial 2018 realizado no Estádio da Luz. A seleção venceu os vizinhos ibéricos por uns inesperados 4-0, resultado que poderia ter sido ainda maior: Cristiano Ronaldo viu um dos seus melhores golos ao serviço da seleção ser-lhe (erradamente) anulado por suposta interferência de Nani no lance.

Seleção Portuguesa no Euro 2012

No entanto, para efeitos oficiais, Portugal encontrava-se num play-off, onde encontrou os mesmo adversários no play-off de acesso ao Mundial 2010, a seleção da Bósnia e Herzegovina. O primeiro jogo, disputado na Bósnia, foi fraco para as duas equipas, devido às más condições do relvado, mas mesmo assim, Portugal esteve sempre por cima, apesar do empate a zero. O segundo jogo realizou-se no Estádio da Luz, onde Portugal liderado por Cristiano Ronaldo, fez um magnífico jogo, levando a melhor e goleando a Bósnia por 6-2, com dois golos do capitão. Sendo assim Portugal voltava a marcar presença num Europeu, pela quinta vez consecutiva, mas com tarefa aparentemente difícil no Euro 2012, dada a sua colocação num autêntico grupo da morte, onde se encontrava o vice-campeão do Euro 2008, a Alemanha, o vice-campeão do Mundial 2010, a Holanda, e o campeão do grupo de Portugal na fase de qualificação para o Euro 2012, a Dinamarca.

Na fase final, e com uma tarefa muito difícil pela frente, a equipa de Portugal surpreendeu. O primeiro jogo pautou-se por um confronto de igual para igual com a poderosa seleção alemã. Apesar de ter perdido por uma bola a zero, ficou a sensação de que Portugal podia ter empatado e até ganho a partida. O jogo seguinte com a Dinamarca foi repleto de emoções. Um empate significaria uma eliminação prematura. Portugal adiantou-se no marcador com golos de Pepe e Hélder Postiga, mas a seleção dinamarquesa empatou com dois golos de Bendtner aos 41 e aos 80. Varela, aos 87 e no último fôlego, marcou o golo da vitória para Portugal. O último jogo, contra a Holanda, significava a eliminação para a equipa que perdesse. Num grande jogo de Cristiano Ronaldo, Portugal deu a volta ao resultado de 1-0 ditado por Van der Vaart aos 11 minutos, ganhando por 2-1 com dois golos apontados pelo capitão da Seleção. Portugal passou assim em 2º lugar defrontando a seleção da República Checa (1º classificado no Grupo A) nos quartos de final do torneio. A partida teve lugar no dia 21 de Junho de 2012 em Varsóvia (Polónia) e Portugal saiu vitorioso do encontro, com um golo solitário de Cristiano Ronaldo aos 79'. Apesar da magra vantagem, o jogo demonstrou uma seleção portuguesa muito virada para o ataque e uma seleção checa muito conservadora, explorando o contra-ataque. A meia final contra Espanha foi um jogo intenso, em que ambas as equipa se anularam mutuamente, levando o jogo para prolongamento. Após 120 minutos, o marcador continuava a zeros. A Espanha foi mais feliz e acabou por vencer a partida nos penalties, sagrando-se eventualmente campeã da Europa pela segunda vez consecutiva. A opinião foi unânime que Portugal foi a única equipa em todo o torneio que deu réplica aos espanhóis, que de resto não perderam um único jogo em toda a competição.

Mundial da FIFA 2014[editar | editar código-fonte]

Portugal viu-se no Grupo F das eliminatórias da Europa para a Copa do Mundo FIFA de 2014. As outras equipas do grupo foram Rússia, Israel, Irlanda do Norte, Azerbaijão e Luxemburgo.

Apesar dos adversários aparentemente acessíveis, a tarefa não foi fácil, tendo a equipa portuguesa cedido preciosos pontos contra a Irlanda do Norte (1-1 no Estádio do Dragão) e Israel (empate 3-3 em Telavive com golo de Fábio Coentrão aos 93', empate em Alvalade por 1-1). Os resultados ditaram que, pela terceira vez, Portugal disputasse um playoff de acesso à competição.

O adversário que calhou em sorte a Portugal foi a Suécia. No Estádio da Luz, Portugal viu-se em grandes dificuldades para vencer a equipa nórdica, acabando Cristiano Ronaldo por resolver a partida, marcando um golo de cabeça aos 82'. Na Suécia, todos os resultados estavam em aberto, com a equipa da casa obrigada a marcar 2 golos de diferença para se apurar. O marcador foi inaugurado de novo por Cristiano Ronaldo, no início da segunda parte, mas o génio de Ibrahimovic tinha ainda uma palavra a dizer. Em 4 minutos o craque sueco marcou dois golos, colocando o Brasil à distância de um golo para os suecos e o risco para Portugal de "morrer na praia". Mas esta era a noite de Cristiano Ronaldo. Dois passes "de morte" de Moutinho e Hugo Almeida, aliados a dois sprints fenomenais do jogador português enviaram a bola para o fundo das redes, para euforia dos adeptos lusos e desespero dos nórdicos.

A 5 de março a Seleção jogou o seu último jogo de preparação antes da convocatória para o Mundial contra a equipa dos Camarões. Apesar de algumas dificuldades iniciais, o marcador foi inaugurado por Cristiano Ronaldo aos 21 minutos, que com este golo entrou para a história, quebrando o recorde de golos pela seleção, que pertencia a Pauleta. A equipa africana ainda empatou antes do intervalo, mas uma segunda parte com muita classe viu o resultado avolumar-se para 5-1, com mais um golo de Ronaldo, para além dos tentos de Raúl Meireles, Coentrão e Edinho.

Depois de anunciados os 23 convocados para o Mundial 2014 no Brasil, a seleção realizou três jogos de preparação, contra Grécia, México e República da Irlanda. O primeiro jogo, frente à formação grega treinada pelo português Fernando Santos, ocorreu no Estádio do Jamor e terminou a 0-0, sendo a despedida da Seleção Portuguesa aos seus adeptos antes de partir para os Estados Unidos da América, onde se realizaram os restantes jogos. No segundo encontro, disputado no Gillette Stadium, os lusos venceram a Seleção do México por 1-0 com um golo de Bruno Alves aos 93 minutos. Com este tento, o jogador passou a ser o defesa mais goleador da história da seleção das quinas. O último jogo de preparação foi disputado a 10 de Junho no Metlife Stadium em Nova Iorque, onde Portugal goleou a República da Irlanda por uns expressivos 5-1, com golos de Hugo Almeida (que bisou), Coentrão, Vieirinha e um auto-golo de Richard Keogh.

O primeiro jogo da Seleção no Mundial foi disputado a 16 de Junho contra a Alemanha, na Arena Fonte Nova, em Salvador da Bahia, sob humidade e calor muito intensos. Apesar da noção geral de que a equipa germânica era um dos candidatos mais fortes a sagrar-se campeão, o resultado foi, ainda assim, pesado: a equipa nacional perdeu 4-0, incluindo um hat trick de Müller e uma expulsão de Pepe ainda na primeira parte. Fábio Coentrão e Hugo Almeida saíram lesionados, tendo o primeiro ficado afastado do resto do torneio. Na sequência do jogo, também Rui Patrício anunciou uma lesão muscular, falhando os dois encontros seguintes.

A 22 de Junho, na Arena Amazónia em Manaus, Portugal disputou o segundo jogo contra os EUA. A equipa começou bem, com Nani a marcar o 1-0 aos 5 minutos, no entanto, os EUA dariam a volta ao marcador, por Dempsey e Jones, aos 64' e aos 81'. Aos 94 minutos e na última jogada de ataque, Varela rematou forte de cabeça para o fundo das redes, após um excelente cruzamento de Cristiano Ronaldo. Com o resultado final de 2-2, Portugal não só impediu a classificação dos EUA como também se manteve vivo na busca da classificação aos oitavos de final, precisando porém de ganhar ao Gana com uma diferença de golos superior à dos EUA. O decorrer do jogo engrossou a já grande lista de lesões: Hélder Postiga teve de sair logo aos 10' e André Almeida foi substituído ao intervalo. No fim do jogo e após outro resultado pouco positivo, a comunicação social inquiriu Paulo Bento, que assegurou que iria continuar no cargo, e Cristiano Ronaldo admitiu à comunicação social que Portugal não era um seleção de topo e que nunca tinha tido a ilusão de ver Portugal sagrar-se campeão do mundo.

O último jogo de Portugal no Mundial foi disputado no dia 26 de Junho, no Estádio Nacional, em Brasília. Portugal estava obrigado a vencer e a anular a diferença de 5 golos que tinha para a seleção dos EUA, que jogou em simultâneo contra a Alemanha na Arena de Pernambuco, em Recife. Paulo Bento reformulou o meio campo, colocando Rúben Amorim e William Carvalho na equipa titular. Mesmo tendo demonstrado uma intensidade de jogo muito maior, Portugal desperdiçou várias oportunidades para inaugurar o marcador, incluindo uma bola na trave logo no início do jogo. Aos 30', Boye marcou um auto-golo, colocando Portugal na frente. Gyan empatou aos 57'. Cristiano Ronaldo acabaria por marcar o golo da vitória aos 80', o seu 50º com a camisola das quinas, passando também a ser o primeiro português a marcar em três campeonatos mundiais consecutivos. Mas sem efeito prático - Portugal acabou na mesma por ser eliminado da competição.

Como consequência deste resultado, muito aquém das expectativas após a boa prestação no Euro 2012, a Federação Portuguesa de Futebol substituiu o departamento médico devido às numerosas lesões, mas reafirmou a sua confiança em Paulo Bento, com quem renovara contrato antes da partida para o Brasil.

Euro 2016[editar | editar código-fonte]

No caminho para o Campeonato Europeu de Futebol de 2016, Portugal foi colocado no mesmo grupo da Dinamarca, Sérvia, Arménia e Albânia, tendo também agendados dois encontros particulares com a França, país anfitrião e automaticamente qualificado para a fase final.

No dia 7 de setembro de 2014, no Estádio Municipal de Aveiro, a Seleção disputou o seu primeiro encontro da fase de qualificação com a Albânia. Paulo Bento alinhou uma equipa de jogadores mais jovens e alguns nunca convocados, com vista a impelir a renovação da seleção. Cristiano Ronaldo, a recuperar de uma lesão, não foi convocado. Apesar da hipotética superioridade dos portugueses, a equipa albanesa nunca quebrou a nível defensivo e começou a arriscar várias incursões de ataque, que culminaram com um grande golo de Bekim Balaj, tendo o jogo acabado com uma vitória merecida da equipa do sudeste europeu por 1-0. O resultado histórico para os albaneses (foi a primeira vitória da equipa fora de casa em toda a sua história) e desastroso para Portugal foi acompanhado por assobios dos adeptos portugueses e lenços brancos em sinal de despedida para Paulo Bento, cuja capacidade como selecionador já fora posta em causa com o desaire no Mundial 2014. O selecionador e a equipa aceitaram responsabilidades, mas relativizaram o resultado, apesar da pressão por parte de adeptos e analistas para se escolher imediatamente um novo treinador para a equipa nacional. Quatro dias depois do jogo, a Federação Portuguesa de Futebol cedeu e emitiu um comunicado a comunicar a rescisão com Paulo Bento.

Para o substituir, a federação oficializou a 23 de setembro a contratação de Fernando Santos, que acabara de sair do comando da seleção da Grécia após chegar aos oitavos de final do Mundial 2014. A sua primeira convocatória para o duplo embate contra França e Dinamarca foi marcada pela inclusão de novos jogadores, como Cédric Soares e Ivo Pinto e o regresso de alguns que tinham ficado de fora por opção própria durante a era de Paulo Bento, como Tiago e Ricardo Carvalho. O treinador fora expulso do campo aquando do seu último jogo ao comando da equipa da Grécia, o que levou a que lhe fosse aplicada uma pena de 8 jogos de suspensão, que seria aplicável aos jogos oficiais realizados já ao comando da equipa das quinas. No entanto, antes do jogo na Dinamarca, o técnico viu suspensa esta decisão.

Por ser um jogo amigável, o selecionador ainda pôde assistir no banco à derrota da Seleção por 2-1 contra a França, no Stade de France, em Paris. Karim Benzema e Paul Pogba marcaram os tentos dos franceses, com Ricardo Quaresma a reduzir após uma grande penalidade. Apesar do resultado, as grandes alterações no plantel e a exibição da equipa na segunda parte deixaram boas indicações para os jogos seguintes. A partida contra a Dinamarca foi, como se esperava, difícil, e ambas as equipas tiveram oportunidades de marcar, sem sucesso. Aos 94' e na última jogada de ataque de Portugal, Ricardo Quaresma cruzou para a área, com Cristiano Ronaldo a rematar de cabeça para o fundo das redes, fixando o resultado em 1-0 para os lusos. Um ano depois do memorável jogo contra a Suécia, o capitão da equipa portuguesa revelava-se de novo decisivo para os destinos da seleção. No embate com a Arménia, realizado no Estádio do Algarve, Cristiano Ronaldo marcou de novo o único golo da partida, não só assegurando de novo a vitória, mas também batendo ao mesmo tempo o recorde de Jon Dahl Tomasson, tornando-se assim o melhor marcador de sempre em campeonatos da Europa. Quatro dias depois, num jogo amigável disputado em Manchester, a equipa portuguesa venceu a Argentina pela primeira vez em 42 anos, com um golo de Raphaël Guerreiro marcado já nos descontos finais, fixando o resultado em 1-0.

Em março de 2015 foi deliberado pela FIFA que o castigo de Fernando Santos, entretanto adiado, se fixaria em dois jogos, o que impediu o selecionador de estar presente no banco no jogo contra a Sérvia no Estádio da Luz, que Portugal venceu 2-1, e na deslocação à Arménia, que se saldou em mais uma vitória portuguesa, desta feita por 3-2, fruto de um hat-trick de Cristiano Ronaldo. Três dias depois e sem o seu capitão, a equipa portuguesa venceu a Itália pela primeira vez em 39 anos, num jogo particular realizado na Suíça. O jogo acabou a 1-0, com o golo da vitória a ser marcado por Éder.

A 4 de setembro Portugal defrontou de novo a França em jogo amigável realizado no Estádio José de Alvalade. A seleção nacional não conseguiu quebrar o "enguiço" e voltou a perder com os gauleses por 1-0, graças a um golo de Valbuena. Três dias depois, no jogo contra a Albânia, a seleção venceu por 1-0, graças a um golo marcado aos 92 minutos por Miguel Veloso e ficando a apenas um empate do apuramento. No jogo com a Dinamarca, disputado em Braga a 8 de outubro, a Seleção confirmou finalmente a sua presença na fase final do Europeu, de novo com uma vitória por um golo, marcado por João Moutinho. Esta vitória constituiu um novo recorde de seis vitórias consecutivas para a equipa portuguesa. Três dias depois, em Belgrado, Portugal fechou a qualificação com mais uma vitória por 2-1 contra a Sérvia. Nani e de novo João Moutinho foram os autores dos golos dos portugueses, que terminaram em primeiro lugar do grupo e confirmaram assim o estatuto de cabeça de série no sorteio da fase final.

Com o apuramento decidido, a equipa portuguesa disputou dois encontros amigáveis, o primeiro contra a Rússia, que acabou com uma derrota por 1-0, e outro contra o Luxemburgo, que Portugal venceu por 2-0. Fernando Santos aproveitou estes dois encontros para testar alguns jovens jogadores na equipa como Rúben Neves, Lucas João e Ricardo Pereira, que foram assim chamados pela primeira vez à Seleção Principal mas que acabariam por não fazer parte do lote final de convocados.

No dia 12 de dezembro de 2015 foi realizado o sorteio para definir os grupos da fase final da competição. Portugal foi colocado no grupo F, juntamente com a Islândia, a Áustria e a Hungria. Nos dias 25 e 29 de março de 2016, em dois encontros de preparação em Leiria, Portugal defrontou a Bulgária (derrota por 0-1) e a Bélgica (vitória por 2-1). No dia 17 de maio, Fernando Santos anunciou os 23 jogadores que formariam o contingente português no Euro 2016. A 29 de maio, ainda sem Pepe, Cristiano Ronaldo e Nani, a seleção realizou o primeiro de três encontros particulares, onde venceu a Noruega por 3-0 com golos de Ricardo Quaresma, Raphaël Guerreiro e Éder. 4 dias depois, a equipa perdeu com a Inglaterra no Estádio de Wembley graças a um golo solitário de Chris Smalling aos 83 minutos. A despedida dos adeptos antes da partida para a França saldou-se numa vitória contra a Estónia no Estádio da Luz por uns impressionantes 7-0, com Ricardo Quaresma em grande destaque, com 2 golos e 3 assistências. Os restantes golos foram marcados por Cristiano Ronaldo (que bisou), Éder, Danilo e Karol Mets, de auto-golo.

O primeiro jogo de Portugal na fase final do campeonato europeu decorreu a 14 de Junho no Stade Geoffroy-Guichard, em Saint-Étienne e foi disputado contra a Islândia. Os portugueses começaram melhor e inauguraram o marcador aos 31 minutos, por intermédio de Nani, tendo este sido o 600° golo marcado em fases finais de campeonatos da Europa. Após o intervalo, os islandeses responderam e acabaram por empatar a partida graças a um golo de Birkir Bjarnason aos 59 minutos. Até ao fim dos 90 minutos, apesar do ascendente ofensivo de Portugal, a defesa islandesa foi competente para segurar o resultado, que se manteve empatado até ao final.

A segunda partida decorreu no dia 18 de Junho e opôs a equipa portuguesa à Áustria no Estádio Parc des Princes, em Paris. A seleção das quinas controlou os austríacos durante toda a partida, mas foi incapaz de colocar a bola no fundo das redes, apesar de ter feito 23 remates à baliza. Cristiano Ronaldo, que com este jogo bateu Luís Figo e se tornou o jogador mais internacional de sempre pela seleção portuguesa, falhou um penalty e viu um golo ser-lhe anulado por fora de jogo. Robert Almer, o guarda redes da Áustria fez também uma enorme exibição, mantendo a baliza inviolável durante todo o encontro, que terminou com um empate a zero. Apesar da falta de eficácia, Portugal manteve a hipótese de disputar a liderança do grupo e a passagem à fase seguinte no último jogo com a Hungria. Perante as críticas que apontavam o facto da equipa portuguesa estar em terceiro lugar no grupo teoricamente mais fácil do europeu, Fernando Santos afirmou à comunicação social que Portugal chegaria à final e que seria recebido em festa no seu país. [11]

Croácia - Portugal em Lens.

O encontro com os húngaros disputou-se no Parc Olympique Lyonnais a 22 de Junho. Para se manter na competição, Portugal não podia perder a partida. No entanto, foi a equipa Magyar que marcou primeiro. Durante um jogo de nervos, Portugal esteve a perder por três vezes, acabando sempre por conseguir empatar o jogo e fixando o resultado final em 3-3. Cristiano Ronaldo, muito criticado por falhar o penálti contra a Áustria no encontro anterior, foi eleito o homem do jogo, ao marcar dois golos (um deles de calcanhar) e fazendo a assistência para o golo de Nani, tornando-se também o primeiro jogador de sempre a marcar em 4 fases finais de um europeu. Devido à vitória da Islândia contra a Áustria no encontro disputado em simultâneo no Stade de France, Portugal ficou em 3° lugar do seu grupo, encontrando a Croácia nos oitavos de final. A equipa portuguesa foi desta forma a primeira equipa da história dos campeonatos da europa a apurar-se sem vencer qualquer jogo.

Golo de Renato Sanches frente á Polónia no Euro 2016.

O jogo com a Croácia foi disputado a 26 de Junho no estádio Stade Félix-Bollaert, em Lens. Fernando Santos introduziu 4 alterações na equipa titular, estreando Adrien Silva, José Fonte e Cédric Soares na fase final. Ambas as equipas evitaram arriscar, o que fez com que o jogo se mantivesse 0-0 no fim dos 90 minutos. Aos 118', e quando todos esperavam uma decisão por grandes penalidades, Renato Sanches lançou uma jogada de ataque que culminou com Ricardo Quaresma a fazer o golo da vitória para desespero da equipa croata, que segundos antes enviara uma bola ao poste.

Equipa que se tornou campeã da Europa no Euro 2016 na final frente à França.

Nos quartos de final, Portugal defrontou a Polónia no Stade Vélodrome, em Marselha. Os polacos começaram o jogo praticamente a ganhar, com Robert Lewandowski a abrir o marcador aos 2'. Portugal procurou restabelecer a igualdade, que chegou aos 33' com um grande golo de Renato Sanches, o jogador mais jovem de sempre a marcar um golo na fase a eliminar de um europeu. O empate durou até ao fim dos 90 minutos, levando de novo o jogo para o prolongamento, durante o qual o resultado não se alterou. O jogo acabou por ser decidido nas grandes penalidades. Rui Patrício defendeu o remate de Jakub Błaszczykowski e Ricardo Quaresma apontou logo a seguir o golo da vitória, levando a equipa portuguesa à sua quinta meia final em sete participações em campeonatos europeus.

Mais uma vez nas meias finais, Portugal tinha agora a missão de eliminar a equipa do País de Gales, equipa estreante em europeus que constituiu a sensação da competição ao vencer o seu grupo e ao eliminar a Bélgica nos quartos de final. O jogo, disputado no Parc Olympique Lyonnais, viu uma primeira parte muito táctica com as duas equipas a não quererem arriscar. Apesar disso, os portugueses tentaram incomodar os galeses, que assumiram uma postura mais defensiva mas por vezes perigosa devido às diversas arrancadas de Gareth Bale, a maior estrela da equipa. Portugal parecia não encontrar soluções para romper a táctica dos galeses, terminando a primeira parte a 0-0, mas Cristiano Ronaldo não se conformou, marcando na sequência de um canto aos 50' e fazendo a assistência para o golo de Nani aos 53'. Apesar da maior pressão, os galeses não conseguiram virar o resultado, que se fixou em 2-0 para os portugueses.

A final do Euro 2016 decorreu no Stade de France a 10 de Julho. A partida foi extremamente disputada pelas duas equipas, com França a assumir as iniciativas atacantes e Portugal a controlar a sua defesa de forma exímia, muito graças a Pepe e Rui Patrício que defendeu uma série de remates franceses com "selo de golo". Aos 20' do 1º tempo, após entrada dura de Payet, Cristiano Ronaldo, capitão e maior figura da equipa portuguesa, foi forçado a abandonar a partida. Mesmo desfalcada do seu líder, a seleção portuguesa nunca fraquejou, levando a partida para o prolongamento. Éder, jogador muito criticado pelos adeptos pelas suas más prestações em jogos anteriores, acabou por marcar o golo da vitória, dando a Portugal o seu primeiro grande título a nível sénior, para desespero dos franceses, que sofreram a perda de uma final em casa, como Portugal já sofrera em 2004, frente à Grécia. Esta foi a primeira vitória de Portugal contra a seleção francesa desde 1975. A equipa portuguesa terminou o torneio com aproveitamento de 42,85 %, o menor alguma vez registado por um vencedor do Campeonato Europeu.

Taça das Confederações de 2017[editar | editar código-fonte]

Ao vencer o Europeu, Portugal ganhou o acesso à Taça das Confederações, disputada na Rússia em 2017, juntamente com a Rússia (país organizador), a Alemanha (vencedora do Mundial da FIFA de 2014), a Austrália (vencedora da Taça da Ásia de 2015), o Chile (vencedor da Copa América de 2015), o México (vencedor da Copa Ouro da CONCACAF de 2015), a Nova Zelândia (vencedor da Copa das Nações da OFC de 2016) e o vencedor do Campeonato Africano das Nações de 2017.

Mundial da FIFA 2018[editar | editar código-fonte]

Portugal foi inserido no grupo B de qualificação para o Mundial 2018, a realizar na Rússia, juntamente com a Suíça, a Hungria, as Ilhas Faroé, a Letónia e Andorra. O primeiro encontro foi marcado para 6 de Setembro de 2016 contra a Suíça, em Basileia.

Campeonato Europeu de Futebol de 2016[editar | editar código-fonte]

      Vitória       Empate       Derrota

Fase de Grupos - Grupo F[editar | editar código-fonte]

Pos. Seleção Pts J V E D GP GC SG
1 Flag of Hungary.svg Hungria 5 3 1 2 0 6 4 2
2 Flag of Iceland.svg Islândia 5 3 1 2 0 4 3 1
3 Flag of Portugal.svg Portugal 3 3 0 3 0 4 4 0
4 Flag of Austria.svg Áustria 1 3 0 1 2 1 4 -3

Jornada 1[editar | editar código-fonte]

Jornada 2[editar | editar código-fonte]

Jornada 3[editar | editar código-fonte]

Oitavos de Final[editar | editar código-fonte]

Quartos de Final[editar | editar código-fonte]

    Penalidades  
Convertido Ronaldo
Convertido Sanches
Convertido Moutinho
Convertido Nani
Convertido Quaresma
5 – 3 Lewandowski Convertido
Milik Convertido
Glik Convertido
Błaszczykowski Erro (defesa)
 

Meias Finais[editar | editar código-fonte]

Final[editar | editar código-fonte]

Premiação[editar | editar código-fonte]

Campeonato Europeu de Futebol de 2016
Portugal
Portugal
Campeão
(1° título)

Estádio[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Estádio Nacional do Jamor
Estádio Nacional, o estádio oficial da Seleção Portuguesa de Futebol

O estádio oficial da Seleção Portuguesa de Futebol é o Estádio Nacional do Jamor que foi inaugurado 10 de Junho (dia de Portugal) de 1944 e tem capacidade para 37 593 espectadores. Está localizado em Oeiras, Lisboa e foi desenhado pelo arquitecto português Miguel Jacobetty Rosa.

O recinto foi uma criação do Estado Novo que procurava a promoção do desporto e das manifestações publicas. A sua obra foi influenciada pelo Estádio Olímpico de Berlim, sendo necessários cinco anos para o projecto estar concluído.

Foi escolhido para realizar a final da Taça dos Campeões Europeus de 1967 entre Inter de Milão e o Celtic, tendo sido a única vez que a equipa escocesa venceu a competição.

Normalmente os jogos da Seleção são realizados nos estádios de clubes da Liga Portuguesa de Futebol, mais modernos e equipados. O Estádio do Jamor é poucas vezes usado, dado encontrar-se obsoleto para os requisitos da FIFA no que diz respeito a jogos oficiais. No entanto, a final da Taça de Portugal é ainda aí realizada todos os anos. O último jogo da Seleção no Jamor foi um amigável contra a Grécia, na preparação para o Mundial 2014.

Elenco Atual[editar | editar código-fonte]

Lista dos 23 atletas convocados para o Europeu:

Nome Posição Clube
Anthony Lopes Guarda-redes França Lyon
Rui Patrício Guarda-redes Portugal Sporting
Eduardo Guarda-redes Croácia Dinamo Zagreb
Eliseu Defesa Portugal Benfica
Cédric Defesa Inglaterra Southampton
Raphaël Guerreiro Defesa Alemanha Borussia Dortmund
Pepe Defesa Espanha Real Madrid
Ricardo Carvalho Defesa França Monaco
José Fonte Defesa Inglaterra Southampton
Bruno Alves Defesa Itália Cagliari
Danilo Médio Portugal Porto
André Gomes Médio Espanha Barcelona
William Carvalho Médio Portugal Sporting
João Mário Médio Portugal Sporting
Renato Sanches Médio Alemanha Bayern de Munique
João Moutinho Médio França Monaco
Vieirinha Médio Alemanha VfL Wolfsburg
Adrien Silva Médio Portugal Sporting
Éder Avançado França Lille
Quaresma Avançado Turquia Beşiktaş
Rafa Silva Avançado Portugal SC Braga
Cristiano Ronaldo Avançado Espanha Real Madrid
Nani Avançado Espanha Valência
Fernando Santos Treinador

Jogos Amigáveis[editar | editar código-fonte]

Data Estádio Local Em casa Resultado Visitante Golos Portugueses
11 de Fevereiro de 2009
Estádio Algarve Faro, Portugal Portugal Portugal
1 - 0
Finlândia Finlândia
Cristiano Ronaldo Gol marcado aos 78 minutos de jogo 78'
31 de Março de 2009
Olympique de la Pontaise Lausanne, Suíça Portugal Portugal
2 - 0
África do Sul África do Sul
Bruno Alves Gol marcado aos 4 minutos de jogo 4' Lucas Thwala Gol marcado aos 56 (a.g.) minutos de jogo 56 (a.g.)'
10 de Junho de 2009
A. Le Coq Arena Tallinn, Estónia Estónia Estónia
0 - 0
Portugal Portugal
12 de Agosto de 2009
Rheinpark Stadion Vaduz, Liechtenstein Liechtenstein Liechtenstein
0 - 3
Portugal Portugal
Hugo Almeida Gol marcado aos 14 minutos de jogo 14', Gol marcado aos 25 minutos de jogo 25' Raul Meireles Gol marcado aos 22 minutos de jogo 22'
3 de Março de 2010
Estádio Cidade de Coimbra Coimbra, Portugal Portugal Portugal
2 - 0
China China
Hugo Almeida Gol marcado aos 36 minutos de jogo 36' Liedson Gol marcado aos 90+5 minutos de jogo 90+5'
24 de Maio de 2010
Estádio Municipal da Covilhã Covilhã, Portugal Portugal Portugal
0 - 0
Cabo Verde Cabo Verde
1 de Junho de 2010
Complexo Desportivo da Covilhã Covilhã, Portugal Portugal Portugal
3 - 1
Camarões Camarões
Raul Meireles Gol marcado aos 31 minutos de jogo 31', Gol marcado aos 47 minutos de jogo 47' Nani Gol marcado aos 81 minutos de jogo 81'
8 de Junho de 2010
BIDVest Wanderers Stadium Joanesburgo, África do Sul Moçambique Moçambique
0 - 3
Portugal Portugal
Danny Gol marcado aos 52 minutos de jogo 52' Hugo Almeida Gol marcado aos 75 minutos de jogo 75', Gol marcado aos 82 minutos de jogo 82'
17 de Novembro de 2010
Estádio da Luz Lisboa, Portugal Portugal Portugal
4 - 0
Espanha Espanha
Carlos Martins Gol marcado aos 45 minutos de jogo 45' Hélder Postiga Gol marcado aos 49 minutos de jogo 49', Gol marcado aos 68 minutos de jogo 68' Hugo Almeida Gol marcado aos 90+3 minutos de jogo 90+3'
9 de Fevereiro de 2011
Stade de Genève Genebra, Suíça Portugal Portugal
1 - 2
Argentina Argentina
Cristiano Ronaldo Gol marcado aos 21 minutos de jogo 21'
26 de Março de 2011
Estádio Dr. Magalhães Pessoa Leiria, Portugal Portugal Portugal
1 - 1
Chile Chile
Varela Gol marcado aos 16 minutos de jogo 16'
29 de Março de 2011
Estádio Municipal de Aveiro Aveiro, Portugal Portugal Portugal
2 - 0
Finlândia Finlândia
Rúben Micael Gol marcado aos 11 minutos de jogo 11', Gol marcado aos 71 minutos de jogo 71'
10 de Agosto de 2011
Estádio Algarve Faro, Portugal Portugal Portugal
5 - 0
Luxemburgo Luxemburgo
Helder Postiga Gol marcado aos 25 minutos de jogo 25' Cristiano Ronaldo Gol marcado aos 43 minutos de jogo 43' Fábio Coentrão Gol marcado aos 47 minutos de jogo 47' Hugo Almeida Gol marcado aos 58 minutos de jogo 58' Gol marcado aos 72 minutos de jogo 72'
29 de Fevereiro de 2012
Estádio Nacional de Varsóvia Varsóvia, Polónia Polónia Polónia
0 - 0
Portugal Portugal
26 de Maio de 2012
Estádio Dr. Magalhães Pessoa Leiria, Portugal Portugal Portugal
0 - 0
República da Macedónia Macedónia
2 de Junho de 2012
Estádio da Luz Lisboa, Portugal Portugal Portugal
1 - 3
Turquia Turquia
Nani Gol marcado aos 70 minutos de jogo 70'
15 de Agosto de 2012
Estádio Algarve Faro, Portugal Portugal Portugal
2 - 0
Panamá Panamá
Nélson Oliveira Gol marcado aos 30 minutos de jogo 30' Cristiano Ronaldo Gol marcado aos 51 minutos de jogo 51'
14 de Novembro de 2012
Stade d'Angondjé Libreville, Gabão Gabão Gabão
2 - 2
Portugal Portugal
Pizzi Gol marcado aos 35 minutos de jogo 35' Hugo Almeida Gol marcado aos 59 minutos de jogo 59'
6 de Fevereiro de 2013
Estádio D. Afonso Henriques Guimarães, Portugal Portugal Portugal
2 - 3
Equador Equador
Cristiano Ronaldo Gol marcado aos 23 minutos de jogo 23' Hélder Postiga Gol marcado aos 60 minutos de jogo 60'
10 de Junho de 2013
Stade de Genève Genebra, Suíça Croácia Croácia
0 - 1
Portugal Portugal
Cristiano Ronaldo Gol marcado aos 36 minutos de jogo 36'
14 de Agosto de 2013
Estádio Algarve Faro, Portugal Portugal Portugal
1 - 1
Países Baixos Holanda
Cristiano Ronaldo Gol marcado aos 87 minutos de jogo 87'
11 de Setembro de 2013
Gillette Stadium Foxborough, E.U.A Brasil Brasil
3 - 1
Portugal Portugal
Raul Meireles Gol marcado aos 18 minutos de jogo 18'
5 de Março de 2014
Estádio Dr. Magalhães Pessoa Leiria, Portugal Portugal Portugal
5 - 1
Camarões Camarões
Cristiano Ronaldo Gol marcado aos 21 minutos de jogo 21' Gol marcado aos 84 minutos de jogo 84' Raul Meireles Gol marcado aos 66 minutos de jogo 66' Fábio Coentrão Gol marcado aos 67 minutos de jogo 67' Edinho Gol marcado aos 76 minutos de jogo 76'
31 de Maio de 2014
Estádio Nacional Oeiras, Portugal Portugal Portugal
0 - 0
Grécia Grécia
6 de Junho de 2014
Gillette Stadium Boston, Estados Unidos da América Portugal Portugal
1 - 0
México México
Bruno Alves Gol marcado aos 90+3 minutos de jogo 90+3'
11 de Junho de 2014 MetLife Stadium East Rutherford, Estados Unidos da América  Portugal 5 - 1  Irlanda
11 de Outubro de 2014
Stade de France Saint-Denis, França França França
2 - 1
Portugal Portugal
Ricardo Quaresma Gol marcado aos 77 minutos de jogo 77'
18 de Novembro de 2014 Estádio de Genebra Genebra, Suíça  Portugal 1 - 0  Argentina
16 de Junho de 2015 Estádio de Genebra Genebra, Suíça  Portugal 1 - 0  Itália
14 de Novembro de 2015
Kuban Stadium Krasnodar, Rússia Rússia Rússia
1 - 0
Portugal Portugal
17 de Novembro de 2015
Stade Josy Barthel Luxemburgo, Luzemburgo Luxemburgo Luxemburgo
0 - 2
Portugal Portugal
André André Gol marcado aos 31 minutos de jogo 31' Nani Gol marcado aos 88 minutos de jogo 88'
25 de Março de 2016
Estádio Dr. Magalhães Pessoa Leiria, Portugal Portugal Portugal
0 - 1
Bulgária Bulgária
29 de Março de 2016
Estádio Dr. Magalhães Pessoa Leiria, Portugal Portugal Portugal
2 - 1
Bélgica Bélgica
Nani Gol marcado aos 20 minutos de jogo 20', Cristiano Ronaldo Gol marcado aos 40 minutos de jogo 40'
29 de maio de 2016
Estádio do Dragão Porto, Portugal Portugal Portugal
3 - 0
Flag of Norway.svg Noruega
Ricardo Quaresma Gol marcado aos 13 minutos de jogo 13', Raphaël Guerreiro Gol marcado aos 65 minutos de jogo 65', Éder Gol marcado aos 70 minutos de jogo 70'
2 de junho de 2016
Estádio de Wembley Londres, Inglaterra Flag of England.svg Inglaterra
1 - 0
Flag of Portugal.svg Portugal
8 de junho de 2016
Estádio da Luz Lisboa, Portugal Portugal Portugal
7 - 0
Flag of Estonia.svg Estónia
Cristiano Ronaldo Gol marcado aos 36 minutos de jogo 36' Gol marcado aos 45 minutos de jogo 45', Ricardo Quaresma Gol marcado aos 39 minutos de jogo 39' Gol marcado aos 77 minutos de jogo 77', Danilo Pereira Gol marcado aos 55 minutos de jogo 55', Karol Mets Gol marcado aos 61 minutos de jogo 61' (p.b.), Éder Gol marcado aos 80 minutos de jogo 80'

Nomes em Itálico - Jogadores que marcaram Auto-Golo a favor de Portugal (a.g.)

Desempenho em competições oficiais[editar | editar código-fonte]

Maiores participantes[editar | editar código-fonte]

Atualizado a 10 de Julho de 2016

Luís Figo, recordista de jogos pela seleção portuguesa até 2016, altura em que foi ultrapassado por Cristiano Ronaldo.
# Nome Jogos Golos Primeiro Jogo Último jogo
1 Cristiano Ronaldo 133 61 20 Agosto 2003 10 Julho 2016
2 Luís Figo 127 32 12 Outubro 1991 8 Julho 2006
3 Fernando Couto 110 8 19 Dezembro 1990 30 Junho 2004
4 Nani 103 21 1 Setembro 2006 10 Julho 2016
5 Rui Costa 94 26 31 Março 1993 4 Julho 2004
6 Pauleta 88 47 20 Agosto 1997 8 Julho 2006
7 João Moutinho 88 4 17 Agosto 2005 10 Julho 2016
8 Ricardo Carvalho 87 5 11 Outubro 2003 22 Junho 2016
9 Bruno Alves 86 10 5 Junho 2007 6 Julho 2016
10 Simão Sabrosa 85 22 18 Outubro 1998 29 Junho 2010

Legenda:

  • Negrito – jogadores ativos.

Melhores marcadores[editar | editar código-fonte]

Cristiano Ronaldo, melhor marcador de sempre pela seleção portuguesa com 61 golos.

Atualizado a 6 de Julho de 2016

Pos. Nome Golos Anos na seleção
1
Cristiano Ronaldo 61
2003–Atualidade
2
Pauleta 47
1997–2006
3
Eusébio 41
1961–1973
4
Luís Figo 32
1991–2006
5
Nuno Gomes 29
1996–2011
6
Hélder Postiga 27
2003–2014
7
Rui Costa 26
1993–2004
8
João Vieira Pinto 24
1991–2002
9
Nené 22
1971–1984
Simão Sabrosa 22
1998–2010

Legenda:

  • Negrito – jogadores ativos.

Uniformes[editar | editar código-fonte]

Uniformes dos jogadores - Europeu 2016[editar | editar código-fonte]

  • Uniforme principal: Camisa vermelha, calção e meias verdes.
  • Uniforme alternativo: Camisa azul, calção azul e meias azuis.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme principal
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme alternativo

Uniformes anteriores - Mundial 2014[editar | editar código-fonte]

  • Uniforme principal: Camisa vermelha, calção e meias vermelhas.
  • Uniforme de visitante: Camisa branca, calção azul e meias brancas.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1º uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2º uniforme

Uniformes dos guarda-redes[editar | editar código-fonte]

  • Camisa verde, calção e meias verdes;
  • Camisa amarela, calção e meias amarelas.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2

Uniformes de treino[editar | editar código-fonte]

  • Camisa cinza, calção e meias azuis;
  • Camisa verde calção e meias azuis;
  • Camisa azul calção e meias azuis.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Jogadores
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Guarda-redes
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Comissão

Uniformes anteriores[editar | editar código-fonte]

Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1966 Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1966 Segundo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1984
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1986
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1996 Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1996 Segundo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1998 Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1998 Segundo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2000 Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2000 Segundo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2002 Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2002 Segundo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2004 Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2004 Segundo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2006 Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2006 Segundo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2008 Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2008 Segundo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2010 Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2010 Segundo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2012 Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2012 Segundo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2013 Segundo

Títulos[editar | editar código-fonte]

Cscr-featured.png Campeão Invicto

CONTINENTAIS
Competição Vezes Ano
UEFA European Cup.svg Eurocopa 1 2016Cscr-featured.png

Títulos de base[editar | editar código-fonte]

Seleção Sub-20[editar | editar código-fonte]

Seleção Sub-19[editar | editar código-fonte]

Seleção Sub-17[editar | editar código-fonte]

Seleção Sub-16[editar | editar código-fonte]

Outros títulos[editar | editar código-fonte]

Jogos da Lusofonia: 1 (2006)

Torneio Internacional de Toulon: 3 (1992, 2001, 2003)

Total: 18 Títulos

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

  • Terceiro Lugar (1): 1966
  • Quarto Lugar (1): 2006
  • Quarto Lugar (1): 1996
  • Vice-Campeão (1): 1972
  • Terceiro lugar (1): 1989

Jogadores[editar | editar código-fonte]

Jogadores famosos[editar | editar código-fonte]

Campeonato da Europa de 2016 - "Os Campeões"

Selecionadores[editar | editar código-fonte]

Treinadores
(Nascimento–Morte)
Retrato Tempo em funções Jogos Títulos
Selecionadores de Portugal
??º Luiz Felipe Scolari
(1948–)
Luiz Felipe Scolari.jpeg 2003 2008 74
??º Carlos Queiroz
(1953–)
CarlosQueiroz.jpg 11 de julho de 2008 9 de setembro de 2010 26
??º Paulo Bento
(1969–)
Paulo Bento 2011.jpg 21 de setembro de 2010 11 de setembro de 2014 46
??º Fernando Santos
(1954–)
20150616 - Portugal - Italie - Genève - Fernando Santos.jpg 24 de setembro de 2014 atualidade 25 UEFA European Cup.svg Euro 2016

Em edição !!!

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c FIFA.com (novembro de 2015). «Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola». Consultado em 11 de novembro de 2015. 
  2. «Seleção / História». Federação Portuguesa de Futebol. Consultado em 3 de junho de 2014. 
  3. a b Coelho, João Nuno (1998). «“’On the Border’: Some Notes on Football and National Identity in Portugal». In: Adam Brown. ” Fanatics! Power, Identity and Fandom in Football (em inglês) (Londres: Routledge). p. 158-172. ISBN 0-203-02893-7. 
  4. Susan P. Milby (2006). The Ohio State University, : . Stylin’! Samba joy versus structural precision the soccer case studies of Brazil and Germany (em inglês) [S.l.: s.n.] p. 59. Consultado em 26 de maio de 2014. 
  5. Jornal do Brasil, Jornal do Brasil - 19 julho. 1966, página 21.
  6. []
  7. «Futre o ouro e a namorada polícia de Saltillo - Seleção Nacional - Desporto - RTP Notícias». www.rtp.pt. Consultado em 2016-06-09. 
  8. [1]
  9. http://www.record.xl.pt/opiniao/interior.aspx?content_id=38084 Um Adeus Português
  10. - Carlos Queiroz responde a Pepe
  11. «Fernando Santos: «Só vou dia 11 para Portugal e serei recebido em festa»». Consultado em 2016-07-12. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]