Oeiras (Portugal)

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Oeiras
Brasão de Oeiras Bandeira de Oeiras
Palácio do Marquês de Pombal.jpg
Palácio do Marquês de Pombal, Oeiras
Localização de Oeiras
Gentílico Oeirense
Área 45,88 km²
População 172 120 hab. (2011)
Densidade populacional 3 751,5  hab./km²
N.º de freguesias 5
Presidente da
câmara municipal
Paulo Vistas (Independente)
Fundação do município
(ou foral)
1759 (257 anos)
Região (NUTS II) Lisboa
Sub-região (NUTS III) Grande Lisboa
Distrito Lisboa
Antiga província Estremadura
Orago Nossa Senhora da Purificação
Feriado municipal 7 de junho (Atribuição do foral)
Sítio oficial www.cm-oeiras.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Oeiras é uma vila portuguesa e uma divisão administrativa da Grande Lisboa. O pequeno município de Oeiras, com apenas 45,88 km²,[1] é o 5º mais densamente povoado de Portugal, com 172 120 habitantes (2011).[2][3] Situa-se na zona mais atlântica do Estuário do Tejo, na margem direita, em redor de uma pequena baia da Costa de Lisboa. Os municípios vizinhos a norte são Sintra e Amadora, a leste Lisboa, a oeste Cascais, e tendo o estuário a sul encontra-se frente ao município de Almada. Insere-se na Costa do Estoril e Sintra, beneficiando de um clima temperado marítimo adequado a atividades ao ar livre e utilização dos seus atrativos jardins, parques e praias. Globalmente é considerado um município que goza de uma grande qualidade de vida.

Oeiras constitui-se como um polo económico autónomo, é um dos concelhos mais desenvolvidos e ricos da Península Ibérica e mesmo da Europa.[4] Com maior rendimento per capita em Portugal, sendo também 2º concelho com maior poder de compra e o 2º maior concelho a arrecadar impostos em Portugal. O nível económico está diretamente ligado com os estudos e essa relação mostra que Oeiras é também o concelho em Portugal com maior concentração de população com estudos superiores e a área de Portugal com a mais baixa taxa de população sem estudos.[5] No seu território encontram-se instaladas muitas multinacionais[6], e cerca de 30% da capacidade científica do país[7], sendo um dos principais polos de I&D da Europa. Posiciona-se como um destino de excelência para investimentos que criem valor acrescentado para a região. Por essas razões, Oeiras é apelidada como o Silicon Valley da Europa, principalmente devido ao grande dinamismo do seu tecido empresarial.

História[editar | editar código-fonte]

Mais de 4000 anos de Povoados[editar | editar código-fonte]

O clima ameno, a abundância de água, a qualidade dos solos e a posição geográfica privilegiada que a zona ribeirinha do estuário do Tejo oferece, foram desde a Pré-história fatores determinantes para a fixação da população neste local[8]. A existência de altos ou "cabeços" é propícia à exploração agrícola. Observa-se a ocupação de grutas, como é exemplo a Gruta da Ponte da Laje ocupada desde o Paleolítico à Idade do Ferro, e as Grutas de Leceia do Neolítico Antigo. Já do Neolítico Final dá-se a revolução dos produtos secundários, identificam-se em Leceia estruturas de carácter habitacional, surge a Cultura Campaniforme, e inicia-se a e exploração metalúrgica com o Cobre num período que é denominado de Calcolítico. Este novo paradigma económico traz rivalidades entre grupos, e é logo no início do Calcolítico que é construído um povoado fortificado a 500 metros das Grutas, o Castro de Leceia (classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1963[8]) cujas escavações arqueológicas realizadas mostram um conjunto de estruturas habitacionais e defensivas[8]. O impressionante Povoado de Leceia teve uma ocupação de aproximadamente 1000 anos. Desta época dos castros agro-pastoris conhece-se ainda a Jazida de Outurela, datada já da Idade do Ferro[8].

É no século II a.C. que os povos castrejos são dominados pelos Romanos. Terá provavelmente sido construída nalguma propriedade agrícola alguma moradia rural romana, porque podem encontrar-se vestígios do período romano em vários locais do concelho: destacando-se o Mosaico Romano existente na Rua das Alcássimas, no Centro Histórico de Oeiras, e a Ponte Romana. Apesar de se desconhecerem mais heranças materiais, o legado romano não material é intransponível, bem conhecido, e visível na engenharia deste período em diante.

Todo o período medieval continua a caracterizar-se por povoados agro-pastoris espalhados pelo território. Aljez (Algés) era nesta época um povoado muçulmano estabelecido numa parte elevada da encosta (hoje Algés de Cima). Da influência muçulmana chegaram até hoje também alguns topónimos como: Alcássimas, Algés, Alpendroado, Quinta da Moura, Tercena (do árabe Torgena), etc[8]. Mas é no século XII (1147) que se datam as origens de um povoado chamado Oeiras, topónimo cuja administração desta região viria a herdar até aos dias de hoje.

Era das Navegações[editar | editar código-fonte]

No século XV, início da Era das Descobertas, instalam-se novas atividades industriais e comerciais e a região assume as funções de celeiro de Lisboa e de centro industrial. É aqui que começa a real interação administrativa entre Oeiras, Aljez e Barquerena, que teriam agora sido elevados à categoria de reguengo, ou seja terra que pertencia à coroa. Há um documento de 1448 que confirma este estatuto, através de uma carta de privilégio concedido aos lavradores: “enquanto durarem ceifas e debulhes os trabalhadores residentes nos reguengos de Oeiras, Aljez e Barquerena não vão trabalhar para fora destes” (mais tarde D. Manuel I confirmou as prerrogativas desta carta em 1497). Surgem as primeiras Quintas, onde se sabe que a nobreza também utilizaria para a caça, e destaca-se a Quinta de Paço de Arcos por lhe ser construído um palácio. Já no século XVI dá-se em Paço de Arcos a exploração das pedreiras e a construção dos Fornos da Cal, e em Barcarena surge a Fábrica da Pólvora Negra destinada à manipulação de pólvora e fabrico de armas. Também neste século o Reguengo de Algés cresce para sul e ocupa toda a encosta até à Ribeira de Algés, tendo-se edificado um Convento na Quinta de São José de Ribamar.

Para além deste convento, foi do século XVI ao XVIII, que foram erguidos grande parte dos edifícios religiosos de Oeiras, como o Convento da Cartuxa. Foi durante estes mesmos séculos que a região também assumiu funções defensivas, foram construídas as fortificações ao longo da orla marítima a oeste da Torre de Belém, de modo a defender a costa e controlar o movimento de navios na entrada da Barra do Tejo, como o Forte de S. Julião da Barra e o Forte de S. Lourenço do Bugio. Começam agora a surgir mais quintas com palácios ou solares, destinadas ao recreio e à exploração agrícola (principalmente de cultura cerealífera e vinícola constituindo importantes fontes de abastecimento de Lisboa). Por exemplo: Quinta da Terrugem, Quinta Real de Caxias, Quinta dos Aciprestes, Quinta de Nossa Senhora da Conceição, Quinta de Nossa Senhora do Egipto, Quinta de São José de Ribamar e Quinta do Marquês de Pombal.

Oeiras - Estabelecimento do Concelho[editar | editar código-fonte]

Foi no Reguengo de Oeiras, junto aos terrenos férteis da Ribeira da Laje, que Sebastião José de Carvalho e Melo também conhecido por Conde de Oeiras e Marquês de Pombal, mandou construir a sua residência oficial. Uma quinta formada através da incorporação de vários casais e quintas com um solar típico do século XVIII e uns magníficos jardins que são símbolo do Iluminismo (ver Palácio do Marquês de Pombal). O Palácio do Egipto perderia então o título de edifício mais importante e nobre do reguengo. Em Carta Régia de 7 de Junho de 1759 a jurisdição das terras é atribuída pelo Rei D. José I ao seu Primeiro-ministro sendo agora o 1º Conde de Oeiras, elevando Oeiras à categoria de Vila. E o concelho de Oeiras é constituído um mês depois, em Carta Régia de 13 de Julho de 1759.[8] De acordo com o Foral, o concelho passou a ter os seguintes limites: a nascente o Rio Jamor, rio acima até à ponte do Jamor; a norte atingia o limite do Casal da Veiga (já pertencente a Barcarena), seguia em direcção à Ermida de Nossa Senhora do Socorro (Leião) e daqui até ao Lugar de Talaíde; a poente a Ribeira da Laje, descendo essa ribeira até à Vila de Oeiras e ao Forte do Areeiro; a sul o Tejo. O Marquês, ao conceber a autonomia deste território, proporcionou-lhe desenvolvimento a nível económico e social ao apostar na inovação e no aproveitamento das condições fornecidas pelo Estuário do Tejo. Em 1764, anexou ao concelho o território da margem direita da Ribeira da Lage, que incluía Carcavelos. Em 1770 ordenou a realização da 1ª Feira Agrícola e Industrial realizada em Portugal, e porventura na Europa. Apesar desta feira ter permitido um destaque a nível nacional, a sua obra municipal passa igualmente pela criação de um porto de abrigo para pescadores, uma alfândega e feitoria, entre outras obras.

Destaca-se também neste século o Aqueduto de Carnaxide, mandado construir também pelo rei D. José I, no território da antiga freguesia de Carnaxide, que viria no século seguinte a incluir-se na expansão leste de Oeiras, incluído do plano de construção e melhoramentos do Marquês de Pombal.

Industrialização[editar | editar código-fonte]

Primeiros comboios da Linha de Cascais (finais do século XIX)

Durante o século XIX a atividade agrícola entra em declínio paralelamente ao aparecimento de novas indústrias. Surgem as grandes unidades fabris sendo as mais importantes nesta época a Fábrica do Papel, a Fundição de Oeiras e os Fermentos Holandeses. A Grande Lisboa precisou de se adaptar à nova realidade industrial, por isso este século é marcado por reformas administrativas. Oeiras expande-se para leste, incluindo a antiga freguesia de Carnaxide a 6 de Novembro de 1836. E mais tarde, a 18 de Julho de 1855, expande-se para norte incluindo Barcarena.

Este século é caracterizado por também começarem a crescer as atividades de lazer, tornando Oeiras num local privilegiado de "banhos" para a elite portuguesa. Edificam-se uma série de palácios e quintas, agora unicamente destinados a atividades de lazer, como o Palácio Anjos, a Quinta dos Sete Castelos, a Quinta das Torres, as quintas do Jamor, a reestruturação do Palácio Ribamar no casino The Splendid Foz Garden seguida da progressiva transformação do Convento de S. José de Ribamar em Palácio Foz. Contudo a meados do século XIX, principalmente a partir do reinado de D. Luís I, Cascais começa a ganhar protagonismo.

Em 1889 é inaugurada a Linha de Caminho-de-ferro Lisboa-Cascais, com o comboio a vapor. E depois assiste-se à efémera extinção do concelho por 4 anos, extinto em 1894 e reestabelecido a 13 de Janeiro de 1898, perdendo uma parte da sua extensão ocidental anexada a Oeiras ainda no tempo do Marquês, Carcavelos foi anexado ao concelho de Cascais, e adquirindo uma parte da freguesia de Benfica (Lisboa) representada pela Amadora.[8] Neste ano de restabelecimento do concelho, é inaugurado o Aquário Vasco da Gama.

Até ao princípio do século XX as praias da linha eram muito frequentadas, especialmente pelas classes sociais mais altas, que aqui se dirigiam por indicação médica, já que se considerava que o ar e a água das praias do concelho tinham efeitos medicinais.[8] No início da Primeira República, em 1911 é criada a Companhia de Especialistas (actual Centro Militar de Eletrónica). E em 1926, durante o período de Ditadura Militar, Oeiras teve a segunda localidade elevada à categoria de vila, a então Vila de Paço de Arcos. Desmembrando-se a Freguesia de Nossa Senhora da Purificação de Oeiras, em Freguesia de Paço de Arcos e Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra.

Nasce a 1936 a Estação Agronómica Nacional já nos primeiros anos do Estado Novo, uma das principais heranças da época da Quinta do Marquês de Pombal, tendo a propriedade sido fracionada: a Quinta de Cima foi vendida ao Estado, a parte da exploração agrícola que veio a constituir uma estação agrícola experimental onde hoje se situam alguns dos mais importantes institutos portugueses na área das Biociências; e a Quinta de Baixo foi adquirida pela Fundação Calouste Gulbenkian, onde se encontram os jardins, o palácio e as dependências agrícolas (adega e o celeiro).

A Grande Ocupação Urbana[editar | editar código-fonte]

As primeiras carreiras de eléctrico entre Algés e o Cais do Sodré começaram a funcionar nos primeiros anos do século XX, associado à abertura de avenidas na baixa de Algés. A Estrada Marginal é inaugurada em 1940, vem para servir as praias e constituir um elemento de urbanização e turismo da Costa do Sol. Com a construção da Estrada Marginal, ligando Lisboa a Cascais, e a disponibilidade dos novos meios de transporte acentua-se a dinâmica balnear e turística de cariz mais popular e consequentemente expandem-se os centros urbanos no sentido da costa, surgindo na zona litoral pequenos "chalets" e moradias de recreio. Em simultâneo, aumenta a concentração das actividades económicas em Lisboa, o que desencadeia fortes correntes de migrações internas de todas as regiões do país em direcção a Lisboa e concelhos vizinhos, como foi o caso de Oeiras que dispunha de fáceis acessos à capital. Em 1944 é também inaugurado o Estádio Nacional (Estádio de Honra) e o troço Lisboa-Estádio Nacional a primeira autoestrada portuguesa e uma das primeiras a nível mundial (essa via que na altura se denominada oficialmente como Estada Nacional nº 7, viria a receber a denominação de A5 quando as autoestradas passaram a ter uma numeração separada). Mas nas décadas seguintes, o Concelho de Oeiras é fortemente influenciado pelo crescimento da capital, funcionando como local de passagem entre esta e Cascais e torna-se num subúrbio do tipo dormitório com o aparecimento de bairros degradados, urbanizações ilegais e bairros de barracas, destacando-se o Alto do Montijo e o Alto dos Barronhos. E posteriormente a Pedreira dos Húngaros, a Quinta dos Salregos, o Alto de Santa Catarina, a Prisão de Caxias, Linda-a-Pastora, o Casal da Choca e Leceia, atingindo o período crítico na década de 70, que regista um crescimento de 81000 indivíduos. Esta pressão urbana sobre o território deveu-se quer ao êxodo rural, quer ao retorno de população residente nos territórios das ex-colónias, após 1974. A magnitude e a rapidez do crescimento urbano teve consequências graves na ocupação do território concelhio, e na incapacidade de resposta das redes de infra-estruturas básicas de apoio à população, gerando-se uma progressiva e desordenada explosão urbana. Daqui resultou consequentemente uma desqualificação dos espaços públicos, uma redução na qualidade ambiental e uma deficiente conservação do património cultural. Deste modo o concelho de Oeiras tornou-se num subúrbio, habitado por uma população maioritariamente desenraizada, sem qualidade urbana nem modo de vida autónomo. Após este período de forte crescimento populacional, o ritmo de crescimento médio anual abrandou drasticamente na década seguinte. Até à década de 1980 o Concelho entrou numa fase de dependência e ausência de perspetivas. Só a partir de 1981 é que se verifica um decréscimo populacional generalizado das freguesias.

Nesta época de crescimento populacional descontrolado, foi inaugurado em S. Julião da Barra ainda em 1952 o antigo liceu nacional de Oeiras, assim chamado durante o Estado Novo, e só posteriormente Escola Secundária Sebastião e Silva. Também ali perto, junto à Medrosa, foi criado em 1972 o Comando de Oeiras da NATO, que ali viria a ficar por 60 anos. Em 1979, perdendo o território da Amadora que se torna num concelho autónomo, o concelho de Oeiras estabelece os limites atuais, na altura subdividido em quatro unidades administrativas: Freguesia de Paço de Arcos, Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra, Freguesia de Carnaxide e Freguesia de Barcarena.

Globalização e Planeamento[editar | editar código-fonte]

Em 1980, a Câmara Municipal de Oeiras mandou elaborar um plano geral de urbanização do concelho. E a partir de finais dos anos 1980, Oeiras constituiu-se como polo económico autónomo na Área Metropolitana de Lisboa, apostando no desenvolvimento de atividades terciárias ligadas à Ciência e Investigação e às Tecnologias de Informação e Comunicação. É também no final da década de 80 que arranca o prolongamento da A5, tendo a obra sido concluída até Cascais em 1991. Em 1994 foi construída também a A9  - Circular Regional Exterior de Lisboa (CREL). As autoestradas passaram a dividir Oeiras em parte ocidental e parte oriental, parte norte e parte sul. Em 1991 são elevadas a Vila de Algés, a Vila de Linda-a-Velha e a Vila de Carnaxide. Em 1993 a Vila de Queijas e a 1997 a Vila de Caxias. É neste momento que Oeiras revela o seu caráter inovador com uma multiplicidade de centralidades. Em 1994 é ratificado o Plano Director Municipal de Oeiras, com um horizonte de 10 anos. Estabeleceu como objectivos fundamentais uma maior qualificação dos seus núcleos urbanos (destacando-se as infraestruturas e habitação social), bem como um reforço da economia concelhia, metas concretizáveis através de uma aposta na atracção de empresas, organismos e mão-de-obra ligados fundamentalmente a funções superiores (i.e. terciário, ciência e ensino). Recorreu a uma componente estratégica inovadora no contexto dos PDM de primeira geração, através da implementação de sete Programas Estratégicos: Parque de Ciência e Tecnologia, Centro de Lagoas, Quinta da Fonte, Norte de Oeiras, Parque Urbano da Serra de Carnaxide, Parque de Santa Cruz e Alto da Boa Viagem. Estes eram definidos pela sua área, usos propostos e índice de utilização máximo, abrangendo aproximadamente 700 hectares, cerca de 15% da área do concelho. Posteriormente é realizado um enquadramento da concretização dos Programas Estratégicos face ao paradigma actual de desenvolvimento sustentável, tendo em conta as orientações dos documentos PROT-AML e Agenda21+, emanadas respectivamente ao nível regional e municipal e a componente ambiental passa a ter maior peso na estratégia municipal futura.[9] Atualmente o concelho apresenta um dos mais elevados índices de qualidade de vida em Portugal, tendo deixado de ser considerado apenas como local de passagem entre Lisboa e Cascais e assumindo-se como a sede de importantes empresas ligadas às novas tecnologias (são exemplo disso o Taguspark, maior parque de Ciência e Tecnologia de Portugal, e o Lagoas Park) e à prestação de serviços. Os elevados padrões de qualidade de vida e trabalho são reconhecidos pelos sucessivos prémios que esta autarquia tem ganho nos últimos anos, nomeadamente: "Melhor Concelho para trabalhar", "Município de excelência", "European Entreprise Awards" e o"ECOXXI".

Já no século XXI, destacam-se os centros históricos como Paço de Arcos e o Centro Histórico de Oeiras que foram reativados para atividades de lazer, turismo e comércio. Em 2013, no âmbito da reforma territorial autárquica, Oeiras passou a ter apenas 5 freguesias. Em 2015 foi inaugurada a última fase de um projeto urbanístico de excelência, o Parque dos Poetas. A deficiente rede de transportes públicos e a consequente obrigação do uso do transporte particular é um dos principais problemas de mobilidade do concelho.

Brasão de Oeiras[10][editar | editar código-fonte]

O atual brasão de armas do Concelho de Oeiras remonta ao ano de 1937. No entanto, importa referir que este é já o terceiro brasão do município.

Em 1759, o Rei D. José I doa o reguengo de Oeiras a Sebastião José de Carvalho e Melo, que recebe o título de Conde de Oeiras. No mesmo ano, D. José I eleva a povoação de Oeiras a Vila, que, em seguida, através de Carta Régia passa a Concelho.

O primeiro brasão orna a segunda folha da Carta de Foral concedida por D. José I à Vila de Oeiras, no ano de 1760. Este brasão corresponde às armas do Primeiro Conde de Oeiras, ou seja, às armas da família dos Carvalhos: “de azul, com uma estrela de oito raios, encerrada numa caderna de crescentes de prata”. A presença das armas do senhor donatário no Foral régio da Vila demonstra a vontade régia de distinguir e honrar o Conde de Oeiras.

O segundo brasão data de 1898, na sequência da restauração do Concelho de Oeiras (que havia sido extinto em 1895). Nos Paços do Concelho de Oeiras foi proposto que o seu estandarte fosse constituído por: “escudo branco, com duas bandas cruzadas, em azul, tendo quatro esferas armilares, sobre as bandas, nas extremidades, e ao centro com escudo d’armas reais, conforme usou El-Rei D.José I: no intervalo central, inferior ao escudo real, em campo azul, uma estrela d’ouro entre caderna de crescentes de prata, escudo dos Condes d’Oeiras”.

A 14 de Abril de 1930, o Ministério do Interior emitiu um despacho, que indicava que todos os municípios deveriam possuir brasão, e explicitava quais as regras que os mesmos deveriam seguir. Além disso, as armas dos municípios não deveriam ser reproduzidas de forma a que pudessem estabelecer confusão com as armas usadas pelas famílias do mesmo apelido, e por isso as mesmas deveriam ser modificadas de forma a que se tornassem distintas. Desta forma, em 1936, a Comissão Administrativa da Câmara de Oeiras solicitou um parecer sobre as armas do município, à Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, de forma que estas passassem a contemplar todos os princípios legais e heráldicos.

O timbre da família Carvalho foi colocado no sítio onde estava a estrela de oito raios, de forma a ficar nas armas de Oeiras perpetuado o reconhecimento devido ao primeiro Marquês de Pombal, por ter sido o causador da elevação do lugar de Oeiras a Vila, e a cabeça do Concelho. O referido Parecer teve a aprovação da Câmara Municipal, presidida pelo Tenente Manuel Gomes Duarte Pereira Coentro, tendo sido publicado no Diário do Governo, Portaria nº 8835 de 28 de Outubro de 1937, da seguinte forma: “De negro, com um cisne de prata bicado e sancado de ouro, com uma estrela de oito raios também de ouro, sobre azul e encerrado numa quaderna de crescentes de prata, acantonada em chefe de dois cachos de uvas de púrpura, folhados e sustidos de ouro.

Em contrachefe, cinco faixas ondadas, três de prata, uma de azul e outra de verde. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres "Vila de Oeiras" de negro.” O negro do campo das armas, é o esmalte que simboliza a terra e significa firmeza e honestidade.

Quanto aos cachos de uvas representados simbolizam a importância que o vinho e seus derivados tinham, enquanto elementos de relevo na vida económica da Vila. O púrpura das uvas, é o esmalte que, heraldicamente, significa opulência e abundância, enquanto o ouro do folhado e sustido de cachos expressa fidelidade, constância e poder.

As faixas ondadas de prata e de azul representam os rios, enquanto as faixas ondadas de prata e verde representam o mar. Ao centro encontra-se referência às armas dos Carvalhos (caderna de crescentes de prata em fundo azul). No lugar da estrela de oito raios, consta o timbre da família Carvalho: cisne de prata, mas agora com a referida estrela de ouro inserida em seu peito. O cisne simboliza a imaculada pureza, assim como a elegância, nobreza, coragem, tendo ligação à mítica figura do Cavaleiro do Cisne.

Finalmente, a coroa mural de prata de quatro torres é o símbolo definido legalmente para representar as Vilas.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Oeiras.

Freguesias[editar | editar código-fonte]

O concelho de Oeiras está subdividido em 5 freguesias.[11] Após a reforma administrativa de 2013 ainda não foram encontrados novos topónimos menos extensos referentes à atual organização administrativa, como já aconteceu em outros municípios.

Parques[editar | editar código-fonte]

No concelho de Oeiras existe preocupação ambiental e paisagística que se limita ao planeamento, criação, manutenção e diversificação dos espaços verdes. Neste sentido, existe a possibilidade dos moradores deste município solicitarem a plantação gratuita de plantas na sua residência. Os espaços verdes de Oeiras são essenciais para a consciência e relação ambiental dos seus habitantes, proporcionando-lhes uma qualidade de vida destacável para uma zona urbana. São também ótimos espaços de meditação, desporto, lazer e recreio mas, frequentemente, apenas acessíveis a quem não tenha dificuldades de mobilidade. São a herança contemporânea das antigas Quintas de Recreio de Oeiras. Destacam-se os seguintes:

O parque urbano de Miraflores tem ainda passagem pedonal para o Parque do Monsanto, o maior parque da Grande Lisboa.

Praias e Passeio Marítimo[editar | editar código-fonte]

Passeio marítimo junto à Praia de Santo Amaro de Oeiras

Além dos jardins, Oeiras possui um Passeio Marítimo ao longo de 3500 metros da orla marítima para desporto e lazer. O Passeio Marítimo de Oeiras dá acesso às praias e está rodeado pelas icónicas fortificações marítimas, assim como por estabelecimentos de lazer, desporto e turismo. Em S. Julião da Barra, o Porto de Recreio de Oeiras permite a prática de desportos náuticos, tendo 282 amarrações em molhado e 150 lugares em seco. O complexo integra também a Piscina Oceânica, que possui pranchas de saltos e uma piscina para crianças, ambas alimentadas com água salgada.

As praias de Oeiras são as mais atlânticas do Estuário do Tejo, as com águas de boa qualidade e que possuem condições balneares são[12]:

(A Praia do Dafundo e a Praia de Algés aguardam requalificação)

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Vista do Alto do Puxa Feixe - Parque dos Poetas

O litoral de Oeiras é influenciado pela proximidade das praias, com o predomínio de edifícios baixos. Enquanto que o interior, com um caracter mais empresarial, tem edifícios de maiores dimensões. Destaca-se a requalificação das antigas e várias localidades que compuseram Oeiras. Estes complexos de arquitetura histórica têm vindo assim a ser integrados na contemporaneidade. No sudoeste de Oeiras encontra-se o Centro Histórico de Oeiras, Paço de Arcos e Caxias.

Na margem esquerda da Ribeira da Lage encontra-se o Centro Histórico de Oeiras, que tem como principal atração o Palácio do Marquês de Pombal em frente ao pelourinho, assim como os seus jardins e a sua Capela de Nossa Senhora das Mercês. É no Jardim Conde de Ferreira (a aproximadamente 300 metros do Palácio do Marquês) que se encontra o Centro Cultural Palácio do Egipto, cujo palácio era a principal casa nobre de Oeiras antes do Marquês de Pombal construir a sua residência. Também a Igreja Matriz de Oeiras mesmo no centro do Jardim Conde de Ferreira, cujas referências remontam ao século XVI embora só no século XVIII se tenham iniciado as obras de ampliação. A fachada principal mantém duas torres sineiras e na porta consta a data de 1744. O interior tem uma só nave e os altares são revestidos com mármores e retábulos. O Mercado de Oeiras abriga também vários eventos. Junto ao Centro Histórico de Oeiras, em direção à praia (sul), pode ainda ser encontrada a Capela de Santo Amaro de Oeiras.

Para a margem direita da Ribeira da Lage trespassam parte dos Jardins do Marquês de Pombal e da sua Quinta, onde está aberto ao público o seu Lagar de Azeite, e dentro da Quinta de Cima (atual Estação Agronómica Nacional) pode ser visitada a Casa da Pesca. São Julião da Barra é a localidade litoral de Oeiras mais próxima de Carcavelos (Cascais), que oferece também o Porto de Recreio e as Galerias do Alto da Barra. Nova Oeiras encontra-se mais no interior.

À porta do mar - Nave visionista, obra pública em Oeiras de Luís Vieira-Baptista que pretende invocar as aventuras portuguesas no plano das descobertas e no plano cientifico.

Percorrendo a Rua de Oeiras do Piauí Brasil a leste do Centro Histórico de Oeiras, encontra-se o Parque dos Poetas, que sobe até à Rotunda de Cacilhas. Mas continuando em frente encontra-se Paço de Arcos - que se destaca como polo turístico e de comércio de rua - com o nobre Palácio dos Arcos (atualmente um hotel de luxo) do final do século XV. A Capela do Senhor Jesus dos Navegantes que pertence à paróquia de Paço de Arcos, é o centro das manifestação católicas. A construção deste pequeno templo é anterior a 1698, sendo que em 1782 a capela era propriedade do Hospital São José que a reedificou em 1877. É celebrada a última semana de Agosto, realizam-se festas e uma procissão em honra do Senhor Jesus dos Navegantes.

Caminhando para leste pela Avenida Marginal, passando pelo Palácio Bessone (ou Quinta do Relógio, palco de uma lenda regional) encontra-se a Quinta da Terrugem com o Palácio Flor da Murta e onde se pode visitar o Museu do Automóvel Antigo. Continuando cerca de 800 metro chega-se a Caxias, com especial destaque para a arquitetura dos jardins do Paço dos Infantes, na Quinta Real de Caxias. A norte em Laveiras o Convento da Cartuxa foi fundado no século XVIII, sendo que o pequeno claustro foi mandado construir pelo Cardeal D. Luís de Sousa. O templo primitivo terá sido destruído na sequência de uma ampliação do Convento em 1736. Este é, juntamente com o de Convento da Cartuxa de Évora, um dos dois únicos conventos cartuxos portugueses. O vale de Barcarena tem uma apreciável paisagem verde, junto ao Parque do Jamor que se inicia a leste no Alto da Boa Viagem.

A região mais interior, junto à A5, é a zona mais moderna de Oeiras. Destaca-se a Rotunda de Cacilhas, junto à qual se encontra o Oeiras Parque e a entrada norte do Parque dos Poetas. Aqui encontra-se também a zona empresarial que acolhe a Quinta da Fonte. E ao lado encontra-se a Quinta do Torneiro.

Percorrendo o Passeio Marítimo vamos encontrando ao longo da costa as 7 fortificações marítimas que resistem de pé e vestígios das que foram destruídas. Estes fortes foram construídos para defender e controlar a entrada da Barra do Tejo. Incluindo no meio da água o Forte de São Lourenço do Bugio (mesmo à entrada do Estuário do Tejo) e o grande Forte de São Julião da Barra com a Bateria da Feitoria do outro lado da Praia da Torre. Continuando pelo Passeio Marítimo seguem-se os mais pequenos, de S. Julião da Barra para Este: o Forte de Nossa Senhora das Mercês de Catalazete; o Forte do Areeiro; o Forte das Maias; saindo do passeio marítimo para Paço de Arcos encontra-se o portal do destruído Forte de São Pedro; seguindo encontra-se o Forte da Giribita; o Forte de São Bruno; e é possível ver os alicerces do destruído Forte de Nossa Senhora do Vale, que integram o Passeio Marítimo. Já em Algés podem também ser encontrados os vestígios do antigo Forte de Nossa Senhora da Conceição integrados na arquitetura contemporânea do Empreendimento Forte Algés, junto à Marginal.

Algés é a localidade mais próxima de Lisboa. Aqui encontram-se o Palácio do Ribamar, o Convento de S. José de Ribamar, e o Palácio Anjos. A Baixa de Algés que se destaca como polo de comércio de rua, onde se encontra o Mercado de Algés. Mais a norte está a localidade de Linda-a-Velha, em torno do Palácio dos Aciprestes. Esta região tem dois centros comerciais Dolce Vita: Dolce Vita Miraflores e Dolce Vita Central Park.

A norte encontramos Carnaxide, com o seu centro histórico com a Igreja de S. Romão e com o seu aqueduto na Serra de Carnaxide. Carnaxide destaca-se por ter uma vasta zona industrial onde se encontra o Alegro Alfragide, junto à Amadora. Já no vale do rio Jamor está o Santuário da Rocha e a Casa de Cesário Verde.

Em Barcarena está a Igreja de S. Pedro de Barcarena, a Capela de S. Sebastião e a Fábrica da Pólvora. Em Porto Salvo a Capela de Nossa Senhora de Porto Salvo, o Lagoas Park e o Taguspark.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Em 2011, registaram-se em Oeiras 172 120 habitantes[2][3] numa área de 45,88 km²[1]. Oeiras é o 5º município mais densamente povoado de Portugal, com 3 751,53 hab./km².

Número de habitantes [13]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
6 027 6 694 8 110 10 447 16 959 18 557 29 440 37 811 53 248 94 255 180 194 149 328 151 342 162 128 172 120

(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.)

Em 1979 dá-se a desanexação da Amadora, com reflexo no censo de 1981

Número de habitantes por Grupo Etário [14]
1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
0-14 Anos 3 170 5 373 5 352 7 870 9 096 11 404 22 855 46 865 38 784 27 728 22 685 26 559
15-24 Anos 2 082 3 473 4 123 6 405 7 313 10 206 14 679 26 285 20 635 24 932 22 312 16 533
25-64 Anos 4 936 7 625 8 335 13 748 19 744 28 262 51 388 96 155 79 278 82 855 92 978 96 059
= ou > 65 Anos 559 805 847 1 340 2 118 3 129 5 333 10 910 10 631 15 827 24 153 32 969
> Id. desconh 21 91 265 31 111

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no concelho à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

A maior expansão demográfica do concelho de Oeiras, assim como a de outros concelhos vizinhos, deu-se na transição da primeira para a segunda metade do século XX Atendendo a esse crescimento e com o objectivo de controlar o ordenamento do território é publicado, em 1948, o Plano de Urbanização da Costa do Sol (P.U.C.S.), o qual ficou em vigor até à publicação do Plano Director Municipal, em 1994. Actualmente, está em vigor um PDM aprovado de forma pouco clara, numa assembleia municipal fortemente participada pelos munícipes. Escassos segundos após a sua aprovação, a 30 de Junho de 2015, e após a passagem da meia-noite desse dia, já esse PDM se encontrava desactualizado face à legislação actualmente em vigor. Esse PDM, entre outras coisas, prevê um crescimento demográfico da população para níveis jamais atingíveis, acima dos 250 mil habitantes.

Actualmente, 52,6% dos habitantes são do sexo feminino, enquanto que 47,4% são homens. A maioria dos habitantes tem entre 25 e 64 anos (92.978 hab), seguida pela faixa etária dos 65 ou mais anos (24.153) e pela faixa dos 0 aos 14 anos (22.685).[15]

Política[editar | editar código-fonte]

Edifício do Paços do Concelho
Serviços da Câmara junto ao centro comercial Oeiras Parque

Administração municipal[editar | editar código-fonte]

O município de Oeiras é administrado por uma câmara municipal, composta por um presidente e dez vereadores. Existe uma assembleia municipal, que é o órgão legislativo do município, constituída por 38 deputados (dos quais 33 eleitos diretamente).

O cargo de Presidente da Câmara Municipal é atualmente ocupado por Paulo Vistas, eleito nas eleições autárquicas de 2013 por um grupo de cidadãos independentes que concorreu às eleições com o nome Isaltino Oeiras Mais à Frente, tendo maioria relativa de vereadores na câmara (5). Existem ainda três vereadores eleitos pelo PSD, dois pelo PS e um pela CDU. Na Assembleia Municipal, o partido mais representado é novamente o grupo de cidadãos independentes "Isaltino Oeiras Mais à Frente", com doze deputados eleitos e 4 presidentes de Juntas de Freguesia (maioria relativa), seguindo-se o PS (7; 1), o PSD (7; 0), a CDU (4; 0), o Bloco de Esquerda, o CDS-PP e o Partido pelos Animais e pela Natureza, com um deputado cada. O Presidente da Assembleia Municipal é Domingos Pereira dos Santos, do grupo de cidadãos "Isaltino Oeiras Mais à Frente".

Eleições de 2013
Órgão Isaltino, Oeiras Mais à Frente PSD PS PCP-PEV CDS-PP BE PAN
Câmara Municipal 5 3 2 1 0 0 0
Assembleia Municipal 16 7 8 4 1 1 1
dos quais: eleitos directamente 12 7 7 4 1 1 1

Juntas de Freguesia:

  • Algés (IOMAF)
  • Barcarena (IOMAF)
  • Carnaxide (IOMAF)
  • Oeiras e São Julião da Barra (IOMAF)
  • Porto Salvo (PS)

Resultados nas eleições autárquicas[editar | editar código-fonte]

Partidos % M % M % M % M % M % M % M % M % M % M % M
1976 1979 1982 1985 1989 1993 1997 2001 2005 2009 2013
PS 35,2 5 22,7 2 26,8 3 15,7 2 28,5 3 33,1 4 29,5 4 23,7 3 15,6 2 25,8 3 18,3 2
FEPU/APU/CDU 29,2 4 27,7 3 29,7 3 27,0 3 18,5 2 15,8 2 12,3 1 10,1 1 7,9 1 7,3 1 9,2 1
CDS-PP 13,0 1 5,4 6,2 4,2 3,5 1,4 3,8
PPD/PSD 12,5 1 44,4 5 43,6 6 39,1 5 48,3 6 55,0 7 30,5 4 19,2 3
PSD-CDS-PPM 45,3 4 39,8 5 16,4 2
PRD 9,5 1 0,4
IND 34,1 4 41,5 5 33,5 5

Cidades Geminadas[editar | editar código-fonte]

Oeiras é, atualmente geminada com:[16]

Economia[editar | editar código-fonte]

Lagoas Park. Oeiras é o lar de muitas das sedes de empresas multinacionais que operam em Portugal.

Oeiras é um dos concelhos mais desenvolvidos e ricos da península Ibérica e mesmo da Europa.[4] No seu território encontram-se instaladas muitas multinacionais.[6]

O concelho concentra ainda cerca de 30% da capacidade científica do país[7] sendo um dos principais pólos de I&D da Europa.

Em 2003 o volume de negócios de empresas sediadas no concelho de Oeiras atingiu cerca de 18 000 milhões de euros.[17]

Actualmente o concelho posiciona-se como um destino de excelência para investimentos que criem valor acrescentado para a região. Alguns dos novos projectos a ser desenvolvidos são o "Lisbon Medical Park", o "Arquiparque II", a "Torre de Monsanto II", o "Parque das Cidades (Office Park)" e o projecto de renovação urbana da Fundição de Oeiras.

Em agosto de 2007 a americana MIPS Technologies adquiriu a Chipidea por 147 milhões de euros, num negócio que elevou ainda mais a exposição internacional do concelho.[18]

Os indicadores económicos são números que mostram como Oeiras é um dos mais importantes concelhos em Portugal. Começando por ser o concelho com maior independência financeira em Portugal (81% de receitas próprias), Oeiras é o concelho com maior rendimento per capita em Portugal sendo também 2º concelho com maior poder de compra e o 2º maior concelho a arrecadar impostos em Portugal. O nível económico está diretamente ligado com os estudos e essa relação mostra que Oeiras é também o concelho em Portugal com maior concentração de população com estudos superiores (26%) e a área de Portugal com a mais baixa taxa de população sem estudos (5%).[5]

Sede do Banco Comercial Português (Millennium BCP) no Taguspark.

Empresas[editar | editar código-fonte]

No seu território encontram-se instaladas muitas transnacionais como a Nestlé, a McDonald's, a Netjets, a General Electric, a L'Oréal, a Oracle, a HP, a Unisys, a Samsung, a LG, a Philips, a BMW, a Toshiba, a Canon, a GlaxoSmithKline, a Volvo Cars, a FCA (Fiat Chrysler Automobiles), entre muitas outras.[6]

Arquiparque, parque empresarial que alberga várias empresas tais como a L'Oréal e a GlaxoSmithKline.

Entre os parques empresariais presentes neste Concelho estão:

Media[editar | editar código-fonte]

Oeiras acolhe o Grupo Impresa empresa dona da SIC (Carnaxide) e Media Capital empresa dona da TVI (Queluz de Baixo). Os famosos estúdios da Valentim de Carvalho estão sediados na zona empresarial de paço de arcos, local que também alberga o Grupo Impresa. As publicações Semanário SOL e Jornal i, do grupo Newshold também têm a sua localização no concelho, mais concretamente em Linda-a-Pastora.

Outros organismos[editar | editar código-fonte]

Oeiras acolhe igualmente diversas instituições de segurança, militar e governamental, entre as quais se destacam:

Perspetivas Futuras[editar | editar código-fonte]

No futuro, dificilmente Oeiras continuará a atrair mais multinacionais, uma vez que a sua política de mobilidade tem apostado, quase exclusivamente, na opção pelo automóvel particular. No Século XXI, e ao contrário do que ainda acontece em Oeiras, tanto na Europa como nos Estados Unidos, são já muitas as cidades em que é reconhecido o elevado impacto negativo do excesso de automóveis nas zonas urbanas. A médio prazo, os cidadãos irão aperceber-se do encargo que para eles representa serem forçados a deslocar-se no seu automóvel particular para locais como Taguspark ou Lagoas Park. Este impacto já é muito sentido quando se caminha pelos núcleos urbanos do concelho, em que os exíguos passeios servem de estacionamento, a qualidade do ar se deteriora e o perigo rodoviário acresce.

Apesar dos centros de Investigação & Desenvolvimento, o Município de Oeiras continua a não apresentar uma rede de transportes públicos que permita aos cidadãos chegarem a todo o concelho sem recorrerem ao transporte particular motorizado. Assim, dificilmente Oeiras poderá competir no mercado globalizado.

Apesar da assinatura de protocolos com o Massachusetts Institute of Technology e a Universidade Harvard para a partilha de sinergias com o tecido empresarial do concelho [19], é notório o atraso deste numa mudança de paradigma para uma mobilidade do Século XXI, que por todo o mundo moderno se baseia num leque de opções e de alternativas ao automóvel.

Infraestruturas[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Em termos de estradas, Oeiras está rodeada de bons acessos, entre os quais se destacam a auto-estrada A5, a Estrada Marginal ou a Estrada Nacional 149-3. Mas a rede de transportes públicos é muito reduzida. Possui uma linha ferroviária que faz a ligação de Lisboa a Cascais e uma rede de autocarros escassa.

Até final de Maio de 2015 funcionou no concelho o SATU (Sistema Automático de Transporte Urbano), que consiste num monocarril elétrico suspenso totalmente automático, que liga o centro histórico de Paço de Arcos (Estação dos Navegantes) ao centro comercial Oeiras Parque (Estação do Fórum). O SATU e a sua implementação são um bom exemplo do que têm sido as políticas dos diferentes executivos com o cunho do já condenado Isaltino Morais: grandes projectos, de elevado custo e reduzida eficácia. Algumas vantagens a ele inerentes não evitaram a formulação de críticas e processos judiciais por parte dos moradores do bairro da Tapada do Mocho, reportadas ao ruído por este emitido, bem como pelo facto de a linha do SATU estar junto a janelas, rente a edifícios de habitação preexistentes, sombra criada sobre os edifícios e perda de vistas para o mar, destruição de espaços verdes e praga de pombos que usam a estação como refúgio. Tratando-se de um meio de transporte que serve apenas um centro comercial, numa região onde a utilização do automóvel particular é fortemente incentivada, e mesmo indirectamente subsidiada pelo município, naturalmente, a sua taxa de utilização foi sempre muito reduzida.

Assim, após auditorias do Tribunal de Contas (ver notícia e notícia) que revelaram a incúria e desprezo pelo rigor na gestão daquela infraestrutura, o serviço foi suspenso indefinidamente, ficando aquela zona com um mono inútil, de forte impacto visual, que marca o que poderá ser o primeiro de vários elefantes brancos que poderão surgir em Oeiras.

Finalmente, o investimento efectivo nos modos de transporte activos (p.ex.: a pé ou de bicicleta) é quase nulo. Não existe uma rede de ciclovias, mas apenas alguns percursos defeituosos, por vezes perigosos, que não formam uma rede e, frequentemente, de difícil acesso que não seja por automóvel. O investimento do Município de Oeiras nestes modos de transporte limita-se a alguns projectos megalómanos, de difícil execução técnica e orçamental, e com prazos imprecisos ou mesmo inexistentes. Além disso, o projecto de uma ciclovia na marginal - cuja proposta foi submetida e aceite pelo executivo ao concurso do Orçamento Participativo de Oeiras em 2014 - foi posteriormente banido pelo mesmo executivo, sem uma justificação técnica, apesar de uma esmagadora vitória no Orçamento Participativo de Oeiras 2014.

Educação[editar | editar código-fonte]

Taguspark - Parque da Ciência e Tecnologia

Ensino Superior[editar | editar código-fonte]

A Noite das Tunas em Oeiras, usualmente em Junho, integra as Festas do Município e é organizada pelo Grupo de Serenatas da Faculdade de Motricidade Humana (GSFMH) em parceria com o Município de Oeiras. Este evento, iniciado em 1994, tem entrada livre por tradição e localiza-se na Estação Agronómica Nacional - Casa da Pesca.

No ano de 2010 foi também realizado o primeiro Encontro de Tunas Mistas do Instituto Superior Técnico (E'TMIST) no Polo do Taguspark, organizado pela Tuna Mista do Instituto Superior Técnico (TMIST) com a presença de várias tunas importantes no meio tunante.

Investigação[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Coleção Manuel de Brito no Palácio Anjos

Museus e Galerias[editar | editar código-fonte]

Festivais[editar | editar código-fonte]

NOS Alive no Passeio Marítimo de Algés. Imagem da edição de 2013, quando era designado Optimus Alive!

Teatros e Auditórios[editar | editar código-fonte]

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

Os Cacetes de Paço de Arcos, os Palitos do Marquês, os Mimosos e a já famosa Queijada de Oeiras são os principais destaques gastronómicos do concelho.

Oeiras é também região demarcada do vinho licoroso Conde de Oeiras (mais conhecido por Vinho de Carcavelos) que é produzido no concelho, nomeadamente na Estação Agronómica Nacional, tendo a Câmara Municipal estabelecido com esta entidade um protocolo que visa a cooperação na produção e recuperação do vinho, e da adega. É considerado um VLQPRD - vinho licoroso de qualidade produzido em região demarcada - com denominação de origem controlada (DOC). O estágio deve durar pelo menos dois anos, de modo a adquirir as seguintes características : vinho licoroso, de cor topázio, delicado, aveludado, com aroma amêndoado, adquirindo um perfume característico com o envelhecimento. As castas recomendadas são - tintas - castelão (periquita), preto martinho (trincadeira) e - brancas - galego dourado, ratinho e arinto (pedemã).[21]

Sushi Fest, primeiro evento de sushi a nível europeu, decorreu em Julho de 2015 nos Jardins do Palácio do Marquês de Pombal.

Desporto[editar | editar código-fonte]

Oeiras tem a fama de acolher um conjunto de instituições ligadas ao desporto, principalmente no cenário nacional. A mata do Jamor, junto à Estação da Cruz Quebrada, concentra várias estruturas ligadas ao desporto e às atividades ao ar livre, bem como a Faculdade de Motricidade Humana. Do Complexo Desportivo do Jamor faz parte o Estádio de Honra. Localizando-se a seu lado a Cidade do Futebol que alberga a sede da Federação Portuguesa de Futebol. Muito perto desta está também a sede da Federação Portuguesa de Triatlo. Concentra ainda muitas outras sedes, como da Federação Portuguesa de Golfe (que muito sucesso tem tido em Oeiras através dos empreendimentos do Jamor[22] e do Oeiras Golf & Residence[23]), da Federação Portuguesa de Natação, da Federação Portuguesa de Atletismo, da Federação Portuguesa de Tiro com Arco e da Federação Portuguesa de Tiro com Armas de Caça. O Surfe tem ganho também algum destaque, principalmente nas praias mais junto ao Atlântico.

Principais eventos desportivos:

Usualmente em Junho, o Grupo de Serenatas da FMH - GSFMH organiza a Noite de Tunas de Oeiras, em parceria com o Município de Oeiras, integrado nas Festas do Concelho. Este evento, iniciado em 1994, tem entrada livre por tradição e localiza-se na Estação Agronómica Nacional - Casa da Pesca.T,i

Referências

  1. a b Instituto Geográfico Português (2013). «Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013» (XLS-ZIP). Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013. Direção-Geral do Território. Consultado em 28/11/2013. 
  2. a b INE (2012). Censos 2011 Resultados Definitivos – Região Lisboa (PDF) (Lisboa: Instituto Nacional de Estatística). p. 96. ISBN 978-989-25-0185-7. ISSN 0872-6493. Consultado em 15/04/2014. 
  3. a b INE (2012). «Quadros de apuramento por freguesia» (XLSX-ZIP). Censos 2011 (resultados definitivos). Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_LISBOA". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 27/07/2013. 
  4. a b Portugal: Um retrato territorial 2005, Instituto Nacional de Estatística, Lisboa, 2007 - Estatísticas do Ganho Médio Mensal
  5. a b Oeiras: Indicadores Estatísticos
  6. a b c Sites das respectivas empresas
  7. a b Oeiras constrói primeira residência para cientistas
  8. a b c d e f g h Ribeiro, Aquilino (1993). Oeiras. Queluz: Câmara Municipal de Oeiras (3ª edição)
  9. [run.unl.pt/bitstream/10362/5475/1/Tese_Miguel_Final.pdf «Plano Director Municipal de Oeiras»] Verifique |url= (Ajuda) (PDF). 
  10. «Heráldica e Símbolos». www.cm-oeiras.pt. Consultado em 2016-03-14. 
  11. Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  12. «Praias». www.cm-oeiras.pt. Consultado em 2015-08-01. 
  13. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  14. INE - http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros
  15. "Oeiras: Factos e Números". Câmara Municipal de Oeiras, Julho 2003 [1] Dados do Concelho
  16. Câmara Municipal de Oeiras. «Geminações » Plano Internacional». 
  17. FUE do INE, Instituto Nacional de Estatística
  18. Press Release da Chipidea
  19. Oeiras: Universidade inicia colaboração com Harvard e MIT
  20. [2]
  21. Sobre o Vinho de Carcavelos
  22. «CNFG Jamor». portal.fpg.pt. Consultado em 2015-10-06. 
  23. «Oeiras Golf & Residence :: Apresentação». www.oeirasgolfresidence.pt. Consultado em 2015-10-06. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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