Parque dos Poetas

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Entrada Norte pela Rotunda de Cacilhas, junto ao centro comercial Oeiras Parque

O Parque dos Poetas é um parque urbano em Oeiras, um dos Espaços Verdes da Grande Lisboa. Também considerado um “museu ao ar livre” de arte escultórica, o único em Portugal e o maior da Europa. Neste espaço paisagismo e escultura incorporam poesia. É também uma homenagem a poetas da língua portuguesa onde tradição e inovação se complementam em harmonia.

Localização[editar | editar código-fonte]

Encontra-se a aproximadamente 900m da Estação de Paço de Arcos, basta percorrer a Rua Lino de Assunção para encontrar a Entrada Sul, no cruzamento com a Rua Costa Pinto (cruzamento da escultura de Ícaro). Estende-se até à Rotunda de Cacilhas, onde se encontra a Entrada Norte.

Descrição[editar | editar código-fonte]

O Parque dos Poetas ocupa uma área de 22,5 hectares com uma configuração que se alonga desde o nível de planalto - antigos campos de trigo e pastagem - descendo em direção à zona ribeirinha. Pela Alameda dos Poetas, que é o percurso central do parque, caminha-se sobre lajes com poemas. Esta alameda é ladeada por "ilhas", pequenos jardins temáticos que acolhem as esculturas e as respetivas homenagens a poetas da língua portuguesa.

Encontram-se aqui as esculturas de: Álvaro Carneiro, Álvaro Raposo de França, António Matos, António Vidigal, Armindo Alípio Pinto, Carlos Marreiros, Clara Menéres, Cristina Ataíde, Dódo das Máscaras, Fernando Conduto, Flávio Miranda, Francisco Brennand, Francisco Menezes, Francisco Simões, Graça Costa Cabral, Gonçalo Bastos, Hélder Coelho Batista, Irene Vilar, João Antero, João Cutileiro, João Jorge Duarte, João Oom, José Aurélio, José João Brito, José Rodrigues, Lagoa Henriques, Laranjeira Santos, Leão Lopes, Luísa Perienes, Mário Cravo Júnior, Moisés Preto Paulo, Pedro Cabrita Reis, Pedro Campos Rosado, Rui Matos, Susana Piteira e Zulmiro de Carvalho.

O Estádio Municipal de Oeiras, o Templo da Poesia e a Fonte Cibernética fazem parte do conjunto de elementos que compõem o parque, juntamente com os restantes espaços lúdicos que proporcionam várias atividades aos seus visitantes. Acolhe, entre outros eventos, o festival EDP Cool Jazz e o festival Panda.

Também famoso pela vista única que oferece do Alto do Puxa Feixe, no Miradouro do Bugio, mas também junto ao Templo da Poesia e ao Labirinto. Aqui é possível desfrutar de uma das imagens mais encantadoras onde Estuário do Tejo e Atlântico se tocam, avistando o Farol do Bugio e uma boa parte da península de Setúbal. Um deleite que convida à reflexão, à busca interior, à expressão mais profunda dos sentimentos, à evocação de sonhos inscritos no limite do horizonte.

Composição[editar | editar código-fonte]

A Rua Carlos Vieira Ramos e a Rua São Salvador da Baía dividem o Parque dos Poetas em 3 partes, com a respetiva ordem cronológica dos poetas homenageados com os seus poemas nas lajes e com as esculturas:

  1. dos trovadores aos poetas da renascença: D. Dinis, João Roiz de Castel-Branco, Gil Vicente, Garcia de Resende, Bernardim Ribeiro, Sá de Miranda, Cristóvão Falcão, Diogo Bernardes, Luís de Camões, António Ferreira, Francisco Rodrigues Lobo, Soror Violante do Céu, Frei Jerónimo Baía
  2. dos poetas do Barroco aos poetas do Romântico + poetas internacionais da língua portuguesa: Correia Garção, Filinto Elísio, Nicolau Tolentino, José Anastácio da Cunha, Marquesa de Alorna, Manuel Maria Barbosa du Bocage, Almeida Garrett, António Feliciano de Castilho, Alexandre Herculano, Soares de Passos, João de Deus, Antero de Quental, Gomes Leal, Guerra Junqueiro, António Feijó, Cesário Verde, António Nobre + Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, José Craveirinha, Alda Lara, Vasco Cabral, Jorge Barbosa, José dos Santos Ferreira ou Adé, Fernando Sylvan, Alda do Espírito Santo, Adeodato Barreto
  3. Poetas do século XX: Carlos de Oliveira, Camilo Pessanha, Teixeira de Pascoaes, Mário de Sá-Carneiro, Florbela Espanca, José Gomes Ferreira, José Régio, Vitorino Nemésio, Miguel Torga, Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andresen, Natália Correia, Eugénio de Andrade, Manuel Alegre, Fernando Pessoa, Alexandre O'Neill, António Ramos Rosa, David Mourão-Ferreira, António Gedeão, Ruy Belo

História[editar | editar código-fonte]

Foi um projeto da Câmara Municipal de Oeiras no mantado do presidente Isaltino Morais que fez nascer o Parque dos Poetas. O tecido empresarial do concelho envolveu-se no seu desenvolvimento colaborando com a câmara municipal na concretização do parque, doando algumas das esculturas, investindo somas consideráveis em peças de arte e uma parte contribuindo na construção propriamente dita de todo o parque. A ideia inicial foi concebida pelo poeta e escritor David Mourão-Ferreira e pelo escultor Francisco Simões, aos quais se juntou o paisagista Francisco Caldeira Cabral e a arquiteta Elsa Severino com a sua equipa.

A sua construção foi feita entre 1998 e 2015 em 3 etapas, inauguradas respetivamente a Junho de 2003 (1ª fase), Julho de 2013 (fase B) e Julho de 2015 (fase A). As 3 etapas corresponderam às 3 partes em que o parque se divide, mas não foram construídas de forma cronológica. Sendo a ordem de construção: poetas do século XX; dos trovadores aos poetas da renascença; dos poetas do Barroco aos poetas do Romântico e poetas internacionais da língua portuguesa.

A terceira e última parcela foi inaugurada a 18 de julho de 2015, com 7,7 hectares, incluindo um anfiteatro, o Miradouro do Bugio e o Templo da Poesia - um edifício com salas de trabalho, área de exposições, restaurante, auditório e uma grande varanda com vista panorâmica sobre o concelho.[1]

Referências

  1. Revista Visão n.º 1167 (16-22 julho 2015), Sete, pág. 3.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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